20 de agosto de 2010

' Casamento.



Não sou pessoa de me casar nem me imagino como tal. Nem a curto nem a longo prazo. 

(Quero ter filhos, sim, daqui a muitossss anos, mas acho que não é necessário estar-se casada para tal).

Para mim, o casamento é sinónimo de viver junto, partilhar uma vida, uma rotina, uma cama e divisões da casa juntos.

Ora, se se pode ter essa vida apenas juntando os trapos, então para quê um anel que prove isso? Para quê um papel assinado? 

Para dizer que é casado? Para ter fotos em molduras espalhadas pela casa vestida de noiva? Para ter uma aliança no dedo?

Para mim, que nem sequer sou católica e nunca me casaria pela igreja, vai tudo dar ao mesmo.
A única diferença (e a única coisa boa que o casamento acresce ao facto de já se viver junto), é que se tem o direito de fazer uma lista das coisas que se quer e/ou precisa para a casa, que os convidados oferecem. E, claro, um dia espectacular, inesquecível, maravilhoso, onde és o centro das atenções. 

Mas, mal por mal, mais vale poupar o dinheiro aos nossos pais e sogros, non? 

E eu até já tenho um enxoval pronto pela minha avó.

Depois, há a pressão do “ser para a vida”. Eu sei lá se vou ficar só com uma pessoa para o resto da vida. Acho que nunca se tem a certeza disso. Nem se já se conhecem há 10 anos e namoram há 15, nunca se tem a certeza. E quando vêem que afinal não era aquilo que queriam, mais um divórcio para a estatística. 

Já para não falar na pressão dos bens conjuntos. Se algum dia me casar, não me imagino a dizer ao meu noivo “olha, mas vamos ter contas bancárias separadas, sim?”. Se há o sentimento de se partilhar uma vida até ao fim, também deve haver o sentimento de partilhar os bens comuns. Mas isso era algo que eu não conseguia fazer. Sou muito independente nesse aspecto, gosto de ser a única pessoa com acesso à minha conta e geri-la como quero e bem entendo, “o que é meu é meu, o que é teu é teu”.

Já estive vestida de noiva e adorei a sensação. Já fui a vários casamentos, também adorei. Já fui (indirectamente) pedida em casamento, e que fosse a mãe dos filhos dele, também adorei a sensação. Mas foi uma sensação boa de minutos, não que eu quisesse para a vida. Dedicando mais pensamento ao assunto, todas essas vezes, cheguei à conclusão de que não valeria a pena sentir-me presa uma vida inteira só por um pedido de casamento lindo, um dia vestida de noiva e fotos do “melhor dia da minha vida”.

Nãã… casamento não é para mim. Mas claro que um dia hei-de querer partilhar a minha vida (e a minha casa) com alguém. E ser mãe 

(não quero ofender ninguém que esteja casado, ou que pretenda casar-se, pois acima de tudo respeito o casamento. Acho uma instituição bem bonita, até. Isto é só uma opinião pessoal).

Muaah @

5 comentários:

ADEK disse...

Eu não me vesti de noiva. Tenho pavor de ser o centro das atenções. Por isso não quis casamento com aquelas coisas do costume.

O casamento, porém, tem algumas mais valias: o seguro de saúde pela empresa do noivo, por exemplo:P E poder ser oficialmente tia, sendo filha única:P ehehe

Nunca pensei casar-me...entretanto apareceu alguém que num ano e qq coisa me mudou radicalmente as ideias. E agora estou casada, e adoro:) [Ainda é estranho apresentar o AF como meu marido, though...]

*

→ Calipso disse...

Agree completamente... Para quê gastar o dinheiro que se gasta na boda quando podia utilizá-lo de melhor forma? Eu faço tensões de juntar os trapinhos e pronto. Fine by me. Se me quiser separar não há as merdas do divórcio...

Daniela Pereira disse...

Eu sei que sempre disse que nem valeria a pena casar e que realmente ninguém precisa de um papel para se sentir casado. Mas o facto é que sempre sonhei com um casamento, talvez pelo facto de os meus pais não serem casados, mas sonho com um lindo vestido de noiva e uma linda cerimonia, não consigo evitar. :x

Botas disse...

Acho o casamento uma forma de gastar dinheiro numa coisa que já é óbvia para um casal.=)

<3

Olhos Dourados disse...

Ao contrário de ti, eu quero um dia casar-me!