28 de fevereiro de 2011

' Enough is never good enough.

Detesto a palavra "suficiente".



Suficiente, mediana, "desenrascar"...

Não entendo as pessoas que vivem a vida no rés-vés-campo-de-ourique. "ter um 10 chega-me para passar", "errei 3 no exame de código mas deu para passar", "tenho uma média de merda, mas deu para passar"... really?

Com isto não quero dizer que nunca tive um 10 - já tive muitos - e sim, eu errei as 3 respostas limite no exame de código...lol. mas fiquei a bater mal por isso.

porque eu detesto ser mediana e viver no "suficiente". eu queria não ter errado nenhuma no exame de código, queria ter uma média brutal, mesmo que um 10 chegasse para passar.

nunca gosto de ser suficiente até mesmo nas coisas do dia-a-dia. não gosto de aspirar só uma divisão da casa, se começo aspiro logo tudo até não se ver um cabelinho no chão; não gosto de deixar coisas por acabar, não gosto de ir às aulas e não passar a matéria, porque é "o suficiente", não gosto não gosto não gosto! ou faço bem ou não faço, não trabalho a meio-gás e muito menos com base em "é suficiente".

digo até que prefiro, mil vezes, não fazer, desistir ou deixar para mais tarde, do que fazer e apenas fazer o suficiente para "dar". por exemplo, eu prefiro não fazer uma cadeira de propósito, do que ir fazer sabendo que vou ter um 9,5. Porque depois acomodo-me a esse 9,5 e mais tarde não penso em melhorar, "está feito". assim, se deixar para trás, vai ser sempre um assunto pendente, uma pedrinha ali a fazer confusão, e quando a fizer, faço-a bem.

e mesmo quando não me saio particularmente bem nas coisas - acontece muitas vezes, afinal, e mesmo com dedicação, não somos perfeitos, todos falhamos, e eu não sou fundamentalmente perfeccionista - gosto da sensação de saber que me esforcei mais do que o suficiente. epa, tudo bem, queria escrever um texto que ficou mais ou menos, mas enquanto estava a escrevê-lo, não escrevi bem "o suficiente": escrevi o melhor que sabia. tudo bem que, no trabalho, às vezes escrevo mal as respostas em francês para os clientes franceses, mas ao menos sei que, com os meus péssimos conhecimentos de francês, dei a volta, o melhor que podia, à coisa.

tenho estas pequenas coisas muito minhas, muito próprias, mas tenho orgulho nelas. gosto tanto de mim mesma. amo até os meus defeitos.

Muaah @

3 comentários:

Menina disse...

Eu sou assim também..mas, em alguns aspectos da minha vida, chega quase a roçar a obsessão, o que também é mau.

Para tu veres, eu quando começo a estudar a matéria de qualquer cadeira, não consigo ler as coisas de forma geral, vou ao pormenor mais "picuinhas" de todos, de tudo. É claro que chego a certa altura em que não há tempo para tudo..e depois toca a ler o que falta a correr -.- lol

Ou então a arrumar o quarto: quando me decido a arrumar, arrumo tudo de uma ponta a outra e sou capaz de estar um dia inteiro para fazer isso.

Feitios lol

**

→ Calipso disse...

a ultima tirada foi brilhante. adrrrrrrrr gajas confiantes *.*

Botas disse...

Quando as coisas são boas, suficiente nunca chega.=)

<3