17 de março de 2011

' Cresçam e apareçam, "masé".

No meu curso há imensa, mas imensa, gente que se queixa de que temos aulas em inglês, e que o material de estudo (artigos, livros, slides, etc.) são em inglês.

Really? Like, really? É só o que me ocorre dizer.

Quem vai para a faculdade sem saber um mínimo de inglês? Acho tão básico, aliás, acho até que hoje em dia, não saber uma língua para além da materna é ridículo e roça no novo analfabetismo do século 21.
Quem vai para um curso, como o meu – Psicologia – onde toda a investigação e prática são feitos nos EUA/Europa central, não em Portugal, e estar à espera de ter tudo em português?

God. Este semestre, de 6 cadeiras, 4 são dadas em inglês, o material, esse, sempre foi em inglês, desde o início. Há pessoas, no 2º ano da licenciatura, que ainda se queixam disso. Ainda, há 2 anos que as oiço a queixarem-se de mais do mesmo.

Opa! Cresçam e apareçam. Ainda não perceberam? Nada vai mudar por se queixarem e os professores alemães não vão com certeza aprender português por causa de 3 gatos-pingados que não querem pegar no “Inglês para totós” e começar a fazer pela vida. É que a situação já chegou ao ridículo de fazerem espécie de “petições” e irem queixar-se à coordenadora de curso e mais não sei quê bla bla bla, para terem aulas em português. O ano passado tivemos um semestre inteiro com um prof alemão a (tentar) falar português só por causa dessas pessoas. Sinceramente, não pesquei nada. O português dele era tão mau, mas tão mau, que até o inglês era mais fácil de compreender.

Nós é que temos que nos adaptar aos professores, ao contexto, às circunstâncias, à vida, não o contrário (salvo excepções, claro, mas neste caso, parece-me a mim que nós alunos é que temos de saber um mínimo de inglês).

4 comentários:

Salsa disse...

com esta deixaste-me de boca aberta, minha alma esta parva, mas enfim geração de miúdos com tudo fácil, não e de esperar menos, mas do mal o menos sempre vai havendo uma excepção ou outra.

aryabodhisattva disse...

Essa situação não faria sentido num curso de línguas, certo? E no entanto, acontecia...!
No curso de Português/Inglês havia gente que chumbava a Inglês. (Sempre achei isso vergonhoso.)
Havia gente que fazia batota nas frequências com cábulas, porque o seu nível era básico... assim a atirar para o 5º/6º ano de escolaridade.
Pois.

Mi disse...

A situação do professor também já ocorreu no meu curso, e a língua em que é leccionada a disciplina tem de estar definida desde o início na página da disciplina, se lá não estiver o inglês, as aulas não podem mesmo ser leccionadas em inglês. Quanto aos materiais de apoio, são em inglês em quase todas as áreas, e toda a gente já devia saber disso e começar a tentar perceber alguma coisinha...
kiss

Botas disse...

Agora sem saber inglês não dá para fazer quase a nivel de carreira.

<3