18 de janeiro de 2010

' OS Hambúrgueres.


Mas que nova mania é esta das pessoas dizerem "AS HAMBÚRGUERES"? na minha terra, não muito diferente de todas as outras terras, sempre foi, é e sempre será: OS HAMBÚRGUERES. no masculino.

quem é que, no século XXI, diz AS hambúrgueres? à excepção, claro, da minha avó, que tem quase 80 anos? (a ela dou-lhe o desconto e não digo nada). "oh filha, queres que te faça uma hambúrguer?".

ah, já sei. o Bruno. (que tem 21 anos e não merece desconto nenhum). "eia, devia ter posto as hambúrgueres a descongelar para quando chegarmos ser só fritar".

e eu não me canso: "quantas vezes é que eu já te disse que é OS hambúrgueres?"... é que não é mania minha. é mesmo assim. procurem na net. vão ao dicionário. informem-se.

e ele ainda tem a lata de responder "para mim, as hambúrgueres serão sempre meninas". e eu, que estou a tentar falar com um ar sério, desato-me a rir à pala destas respostas.

ok... fica lá com a bicicleta! :P

mas pior do que dizer "as hambúrgueres", é dizer "as hamburgas" ou "a hamburga" xD
(epa,eu sei que tenho a mania de corrigir as pessoas. sempre que dão uma calinada, como "supônhamos", eu corrijo sempre e rio-me. há quem me chame de Edite Estrela. mas epa, há que respeitar a Língua Portuguesa, que é lindíssima. eu sei que posso não começar as frases com letra maiúscula no blog, e que escrevo ''lol'' e outro calão. mas pelo menos não dou erros ortográficos. se bem que eu também não posso falar muito... dado que tenho a mania de dizer "hetérosexuais" e "párapeito". coisas que tenho que corrigir =D )

Muaah @

Aparte 1: e eu tinha, para este dia, agendado um posting sobre uma discussão que tive com a minha mãe, enorme. aquela em que desatei a chorar à frente da N., porque tínhamos acabado de chegar a casa da dança e ela dorme cá nos dias da dança e assistiu a tudo (aquela em que ela foi atrás de mim e sentou-se no portátil comigo a limpar as minhas lágrimas que caíram em cima do portátil - o que eu achei mesmo amoroso e ao que eu chamei "Um pequeno passo para a humanidade, um grande passo na nossa amizade", lol). aquela em que fartei-me de gritar e berrar com a minha mãe, e ela comigo. e aquela que, no fim, fizemos as pazes e esclarecemos muita coisa. esse posting tinha o título de "Tal Mãe, Tal Filha". mas resolvi apagá-lo, porque só falava de coisas tristes e deprimentes. o que interessa é que eu, expludo e choro bué assim a cada 3/4 meses. é como os sismos. depois, segue-se um período de calmaria imenso. aquele em que vou 'engolindo' certas coisas até que chega um dia em que estou mesmo mal-humorada e expludo outra vez. como um ciclo de libertação de energia. é, eu sou assim. e ela também. daí, dizer: tal mãe, tal filha.

Aparte 2: o nosso blog (para quem acompanha) mudou de nome e visual. resolvemos aportuguesar um pouco a coisa. assim, tanto o nome como a modelo da foto (Julia Belard) são portugueses. Se queremos iniciar esta indústria de plus-size modelling em Portugal, há que aportuguesar a coisa (eu sei que agora me repeti, mas é que fiquei aqui 5 minutos encalhada sem saber como dizer de forma diferente)... e é um projecto definitivamente a realizar, desenvolver a indústria de moda Plus-Size em Portugal! queremos começar por arranjar marcas que vendam roupas XL, recrutar raparigas/mulheres dispostas a juntarem-se a nós e, tal como já existe no Brasil, organizar o evento do Dia de Modelo Plus-size... já enviámos mails, já entrámos em contacto (a Lane é a nossa Relações Públicas,lol), já fizemos 30 por uma linha, é uma questão de arranjar parcerias e quem colabore connosco... havemos de conseguir, mesmo que demore anos. (e sonhar nunca é demais!).

Aparte 3: os domingos para mim são terríveis, porque nunca faço nada. limito-me a ficar na cama até às 14h, dobrar/pendurar/pôr para lavar a pilha de roupa que acumulei durante a semana, e aspirar o quarto (sim, reservo sempre um dia da semana para isso,lol). e este domingo foi particularmente difícil de passar porque 1 - tinha tido uma semana agitada e ter um dia livre fez-me confusão; 2 - era suposto ele ter ficado em minha casa mas teve de ir embora, e as saudades... enfim. no entanto, domingo até passou surpreendentemente rápido. e foi produtivo, por mais que não seja por ter actualizado a minha agenda até ao fim de Janeiro, ter adicionado coisas à minha lista de objectivos para 2010, ter dado uns ajustes aqui no blog (barra lateral), nomeadamente perceber o funcionamento do Twitter e outras redes afins, trabalhar no nosso projecto: no nosso blog, hi5, facebook... até criar uma página de fãs dedicada a este blog eu criei. enfim, assuntos pendentes, coisas que queria fazer há muito e fui adiando. disse a mim mesma que me ía deitar cedo. eram 1h ainda aqui estava, já com os olhos em bico de olhar para o portátil. a mim faz-me espécie não ter nada que fazer. por isso, quando não tenho nada que fazer, invento.

Aparte 4: este aparte é só mesmo para chatear e para gozar comigo mesma por ter feito 3 apartes sendo que o total dos apartes acabou por ficar maior que o posting em si. é como o Daniel diz: "tu e os apartes e as notinhas e os post-its..."


16 de janeiro de 2010

' Porque me Apeteceu falar sobre ele.

(ele aqui ficou mesmo com cara de ganzado, mas achei fofinho... eu sou muito afectuosa!).


Nós temos uma relação brutal.

Temos os ingredientes básicos e essenciais à sobrevivência de uma relação saudável: amizade na base, respeito mútuo, PAIXÃO e química, confiança, saber dar liberdade e espaço, no entanto saber também dar atenção, carinho, dedicação. sinceridade: falar de tudo, absolutamente tudo, abertamente. à-vontade: eu poder estar de pijama e de óculos à frente dele. ter privacidade, ter tempo para cada um e ter tempo para os dois: saber dividir as coisas de forma saudável. não ser obsessivo mas ter aquela dose de ciúmes q.b. como quem diz "não te tomo por garantido/a".

e sabe tão bem ter alguém assim ao lado. alguém em quem eu sei que posso confiar quase cegamente. alguém que me respeita, que me apoia, que me ouve. alguém que sabe que eu estou lá exactamente para as mesmas coisas, faça chuva ou faça sol.

adoro tudo nele, mas o que gosto mais é mesmo a forma como ele me faz rir. como ele diz as coisas mais simples de uma forma tão engraçada. e como ele diz depois "estás sempre a rir-te, adoro ver-te a rir, tens um sorriso lindo". adoro as nossas brincadeiras próprias e private jokes (ou 'piadas por dentro', como ele chama), que mais ninguém entende. adoro a forma como ele é LINDO e giro e bom, e tudo de bom, e diz que não é, adoro a forma como ele fala, que quando começa a falar não se cala e eu no fim só digo "és tão inteligente", porque ele diz coisas com tanto sentido. adoro a inteligência dele. como ele tem opiniões bem formadas. adoro que ele adore crianças, adoro como temos tantas coisas em comum. adoro como ambos gostamos de The Simpsons e Family Guy mas não gostamos de American Dad (normalmente, quem gosta de uma dessas séries, gosta das outras duas, mas nós gostamos só daquelas duas em comum). adoro que os dois gostemos de Cerelac (é a única pessoa que eu conheço que gosta de cerelac, para além de mim) e quando comemos os dois uma graaaande taça de cerelac... adoro que os dois gostemos de dormir com a cabeça tapada, só com um buraquinho para respirar, é uma coisa que nem toda a gente gosta... ou seja, para além de termos coisas em comum, são coisas que não são vulgares (que nem toda a gente gosta)... também somos os dois muito de ficar em casa... sim, que eu quando quero sou bastante caseira... se for com a pessoa certa (ele) não me importo nada de ficar o dia todo na cama...

adoro como ele é romântico. adoro as coisas que ele me faz, adoro os sítios onde ele me beija, a forma como beija, a forma como toca. o calor do corpo, a forma como ele me olha com aqueles olhos castanhos lindíssimos. adoro o cheirinho tão bom dele.

adoro os nossos momentos. seja a fazer AMOR (sim, amor), ou a dormir enroscados, ou a tomar banho juntos, ou a conversar sobre tudo e nada, ou a contar piadas e histórias estúpidas, ou a ter ataques de riso, a rir à toa, ou a cozinhar (só ele para me fazer meter-me na cozinha), ou ficar horas a jogar tetris no telemóvel dele, à vez, eu a dar palpites e ele a dizer para eu me calar xD, ou quando pegamos na minha guitarra acústica e começamos a inventar músicas um para o outro, mas músicas tão mázinhas tipo aquelas da Phoebe do Friends... adoro quando ele cozinha para mim, porque cozinha mesmo bem. adoro as coisas que ele diz e faz, a reacção dele às coisas que eu digo e faço. adoro que a nossa líbido seja quase igual e coincidente - quando apetece a um, apetece ao outro, e vice-versa - e que tenhamos o mesmo gosto por sexo, sem preconceitos.

adoro a maneira como ele me trata. com carinho, preocupação, consideração. adoro quando ele vai atrás de mim quando eu finjo amuar e depois desato-me a rir... adoro os nomes carinhosos e originais que ele me chama, a forma como os diz. adoro quando ele diz "até a jogar Super Mário feita viciada ficas sexy". adoro quando me diz "és tão perfeita. qual é o teu segredo?" quando eu estou a cortar cogumelos para fazer o almoço... adoro que ele me diga que eu sou perfeita, que o meu único defeito é fumar... (o que é mentira, tenho muitos mais defeitos para além desse xD ). adoro quando eu lhe peço coisas, nomeadamente para me calçar (porque não gosto de me calçar, não sei porquê), e ele diz que tou a ficar mal habituada mas que não resiste ao meu beicinho.. xD

adoro quando ele me pergunta se eu gosto dele e eu digo que "não. só estou contigo pelo sexo, porque cozinhas bem e porque tens o Tetris no telemóvel. por puro interesse!". adoro gozar com ele porque ele é "xopinha-de-maxa" quando fala muito rápido. adoro gozar com ele porque ele diz 'AS Hamburgueres', quando é, sempre foi e sempre será, 'OS Hamburgueres', no masculino. adoro a forma como gozamos um com o outro quando algum manda uma pérola ou faz uma coisa mesmo muito disparatada, como aquela vez em que ele, em vez de deitar as natas do pacote para a panela, deitou-as para a cozinha toda (o pacote rebentou), inclusivé para cima de mim. "o que é que isso pareceu..."

adoro quando estamos nus, na cama, no escuro, a falar de religião, de forças superiores, da Teoria do Altruísmo, da Teoria da Evolução, da formação do planeta terra, de dinossauros. quando temos discussões mesmo inteligentes acerca de temas sobre os quais frequentemente discordamos, lol. e como somos os dois teimosos, a 'discussão' nunca tem fim. e como todos os bons teimosos, também somos condescendentes, então ao fim de um tempo há sempre alguém que diz "está bem, fica lá com a bicicleta"... e eu digo "não sei andar de bicicleta, dá-me outra coisa".

adoro quando estamos no autocarro/metro os dois a ouvir música do mp3 dele. adoro quando, antes de acabar o dia que reservámos para estar juntos, já estamos a combinar o próximo. e odeio quando temos que nos despedir. odeio sentir saudades antes de sair de ao pé dele. apesar de serem saudades que sabem bem. adoro o facto de já fazemos planos para o futuro, género "quando tiveres carta e carro, dividimos a gasolina para vires ter comigo e me vires buscar". adoro a voz dele ao telemóvel.

adoro estar com ele no sofá e com um edredon em cima, a ver séries uma tarde inteira. adoro a forma como ele me agarra para eu não cair do sofá porque é demasiado pequeno para nós os dois. adoro quando ele me dá miminhos, e quando ele se agarra a mim assim do nada, quando "aninhamos". adoro a forma como ele dorme, todo enrolado como um caracol, que para encontrar a cara dele é quase precisa uma escavação arqueológica. mas adoro quando o acordo com beijinhos, ou a meio da noite/tarde porque não tenho sono e me apetece festa e ele me chama de tarada. e adoro quando ele me acorda. adoro adormecer e acordar com ele. adoro as posições em que adormecemos (sempre agarrados), e as posições em que acordamos (sempre uma rebaldaria, braços para aqui, pernas para ali e eu atravessada na cama transversalmente a ele com a cabeça sobre a barriga dele).

adoro quando estamos ao pé dos nossos pais e, por não querermos que eles saibam sobre 'nós', fingimos que somos dois amigos normalíssimos e fazemos aquela troca de olhares; e o tocar com as pernas debaixo da mesa do jantar; e o mandar indirectas; e os jogos de sedução! a química que vai para o ar...

(adorei aquela noite em que estávamos sozinhos em casa dele e, como se não houvesse nada melhor que fazer (cof, cof), resolvemos ir fazer pipocas. tentativa 1 - falhada; as pipocas ficaram estorricadas e o tacho precisa de ser areado; tentativa 2 - falhadíssima; as pipocas ficaram estorricadas (apesar de termos comido as de cima que até nem estavam muito mal) e foi um tupperware para o lixo (microondas, ideias da Cláudia que tem imenso jeito para a cozinha...)).


E o que torna tudo mais espectacular ainda, é que foi inesperado. É que, antes de nos conhecermos melhor, tínhamos péssima impressão um do outro (e só nos conhecíamos através da Nena). É que sabe bem eu ter descoberto um Bruno tão diferente daquele que eu achava que ele era (porque ele também não se dava muito a conhecer, é do tipo de pessoas que só dá confiança quando conhece bem a pessoa), e sinto que ainda temos tanto mais que nos conhecer - o que é bom. É que tudo começou com uma simples história do Beijo à Meia-Noite na Passagem de Ano por brincadeira minha, apenas e só um beijo que eu achava que ía ficar por ali, por aquela noite, só porque o tinha achado giro e tinha engraçado com ele, mas depois cada um ía à sua vida. Never in a million years eu imaginei que estaríamos onde estamos agora. E às vezes eu penso "e se estivéssemos no Parque das Nações mais cedo, à meia-noite, a ver o fogo de artifício? e se eu o tivesse beijado à meia-noite no Parque das Nações? e se não tivesse sido ele a tomar a iniciativa, quando chegámos a casa? e se ele não me tivesse perguntado 'vamo-nos ver mais vezes?' e se eu não tivesse dito que 'sim'? e se não nos tivéssemos conhecido melhor?". Então eu penso: o destino deve existir. o destino fez com que estivéssemos no metro à meia-noite e eu não o ía beijar no metro. e então não o beijei no resto da noite. só aconteceu quando estávamos em casa. o que deu azo a muitas outras coisas. e se não tivesse sido assim?


Sim, nós temos uma relação brutal.

Hoje, a 16 de Janeiro de 2010, eu resolvi enfrentar o meu medo de compromissos e começámos a namorar. tinha aquele receio da precipitação (afinal só passaram 16 dias desde que tudo começou), mas caramba... eu sou demasiado instintiva e impulsiva para esperar por coisas que me apetecem fazer no momento. já tínhamos falado sobre isso, eu queria ir com calma porque o meu historial de namoros, amores, paixões e precipitações não é lá muito famoso. mas sinto que desta vez é diferente, que temos pernas para andar e que não é uma relação que está condenada desde o início, como outras que tive. e porque temos tudo: para além do que já referi, esta é uma relação de exclusividade. E eu, apesar de ter as minhas teorias de que em relações abertas podemos ir estando com outras pessoas, a mim não me apetece estar com mais ninguém, nem a ele. E é incrível: eu, que detesto namoros e compromissos, está a saber-me pela vida estar com ele. Está a saber-me pela vida ter esta noção de 'nós', e não um 'eu e tu que curtimos de vez em quando'. E, lá está, NÓS estávamos praticamente estávamos a namorar. já andávamos aí na rua de mãos dadas, quem está na rua e olha para nós deve achar que somos super felizes (e somos). só faltava mesmo oficializar a coisa! agora já está. e, sem medo (perde o medo, Cláudia, perde o medo!!!): A CLÁUDIA TEM UM NAMORADO! e adora tudo nele, sobretudo a forma como ele é único e como ele a aceita tal qual ela é... (excepto aquela parte em que ele lê o meu blog e nunca comenta! aiai..lol)

E eu perdi totalmente, mas totalmente, o interesse noutras pessoas. Antes de tudo começar, tinha uma amizade colorida meio secreta goin' on (que nunca falei no blog) e deixou de me apetecer. pura e simplesmente, perdi o interesse.

Com muito orgulho, digo: ESTOU ESTUPIDAMENTE APAIXONADA POR ELE. SINTO-ME COMPLETA. O QUE EU TENHO DE "MAU", ELE TEM DE "BOM", E VICE-VERSA... complementamo-nos e hoje, a 16 de Janeiro de 2010, começámos a NAMORAR. sem medos de usar esta palavra, que me fazia tanta confusão... ;)

hoje, ele e a N. tiveram de ir embora, porque tiveram uns problemas em casa. tínhamos tudo combinado para o fim-de-semana todo, até Domingo à tarde... e puff. infelizmente, o tempo passa demasiado rápido quando estamos juntos. já estava toda feliz e contente por ter mais uma noite com ele, e mais um dia, e olha... ainda há pouco saímos de ao pé de um do outro e as saudades já apertam =( no entanto, estou feliz de tal forma que as palavras não podem descrever. as coisas têm corrido mal (posting de baixo), mas tudo perdeu a importância... é uma questão de relativizar!

(e eu detesto fazer dois postings um dia a seguir ao outro, mas tinha mesmo que escrever isto hoje).


Muaah @

"vou respeitar e adorar cada passo como se fosse o primeiro :) " (Bruno)

15 de janeiro de 2010

' And All That Jazz XIV / Baileys, Sex and Cigarettes II

Esta semana, foi o caos organizado. Felizmente que o fim-de-semana passad com o meu menino chegou para me curar o suficiente (ainda que não a 100%), e ter energias para:
estudar muito (mesmo muito, ando feita uma marrona), fazer duas frequências, uma que correu bem e outra mais ou menos, dar explicações de Psicologia Social ao Daniel, visitar a minha avó que já não ía lá desde 2009, dança e 6 aulas de condução, arranjar tempo de qualidade para estar com o menino durante a semana, que sabe sempre bem. felizmente que não me chamaram para fazer baby-sitting, que não tinha tempo. se bem que já tava a precisar de uns trocos. (estes fins-de-semana e ir ter com o menino, que mora no fim do mundo, torna-se dispendioso). e também já tou com saudades do puto Gui ^^ no outro dia vi um livrinho mesmo giro e pensei em comprar para lhe dar, só que dizia 'não apropriado para crianças menores de 3 anos' e ele tem 14 meses.

entretanto, soube que tive uma nota péssima para uma frequência para a qual tinha estudado bastante (11). passei, mas a nota foi péssima. dessa mesma cadeira, vieram duas notícias: 18 numa apresentação e 8 num relatório (que eu não percebi, dado o meu relatório estar óptimo). devo dizer que, com este 8, tive à beira de lágrimas. porque eu achava mesmo que o meu relatório estava óptimo... eu não fiz plágio, eu não fiz um único copy-paste, nem sequer utilizei net, baseei-me no livro e nos artigos e eu própria fiz os textos, identifiquei os autores das citações, tudo direitinho... passei o meu relatório a umas 3 ou 4 pessoas, que se basearam no meu e tiveram todos melhor nota... juro: senti que foi uma injustiça tão grande que as lágrimas me vieram aos olhos. está a apetecer-me tanto chorar e tenho 'prendido', eu sei que é estúpido chorar por uma simples nota de um simples relatório, mas uma das coisas que me deixa mais em baixo é a desilusão comigo mesma. acho que não vou aguentar mais, que vou chegar ao quarto e começar a chorar à frente do Bruno. e eu não queria nada disso. ele nota que tou triste, é um querido, dá-me miminhos e beijinhos e diz "mas não fiques assim, o importante é que passaste, mesmo com 12! vês, olha tanta gente reprovada!!", mas eu não quero saber dos outros, não são as notas dos outros que vão fazer a minha média e eu não estudei imenso para as notas dos outros.

como tinha estudado para essa frequência e tive nota de merda, para a outra seguinte não estudei quase nada e não correu assim muito bem (tipo efeito bola-de-neve). no entanto, a outra disciplina tive 12. mas achei óptimo porque achei que nem ia passar. por isso tudo bem. mas pronto. basicamente, ando a esforçar-me e a estudar imenso para ter notas de merda. isso e entre outras coisas que foram acontecendo - como ter uma discussão gigante e, literalmente, do c*r*lho com a minha mãe - deitaram-me abaixo. fui-me abaixo mas voltei para cima (depois faço um posting sobre isso). tenho esta capacidade fantástica de me auto-animar mesmo quando as coisas estão mal. mas epa, a cena das notas abalou-me. estudei imenso, estou super dedicada neste curso porque finalmente é aquele que eu quero e aquele que eu adoro, e é isto? as mesmas notas que tirava o ano passado quando estava num curso para o qual me estava a marimbar?

a Nena ficou cá nos dias da dança e nos dias seguintes saíamos as duas de casa às 7h30 da manhã. a dança acaba tardíssimo, chegávamos a casa tardíssimo, tomar banho, jantar e ficar a conversar, deitámo-nos a umas lindas horas e acordávamos às 6h30 nos dias seguintes, ela para ir trabalhar e eu para estudar (mal e porcamente, visto que tinha tido péssima nota no primeiro) para um exame das 9, ainda de noite e com os vidros embaciados da diferença de temperaturas. tanto frio fora da cama, que era inimaginável. epa, dói! (a Nena finalmente percebeu que, aquela história dos pontos no blog dela, não vale de nada, uma boa sessão de USA (Urban Striptease Aerobics) e sessões sexo escaldante assim umas 2 vezes por semana mais fim-de-semana, vale por tudo, apesar dela ter ficado cheia de dores corporais no dia seguinte, que aquilo é violento quando é preciso. eu bem digo, é uma questão de hábito. depois de algum tempo, já quase nem transpiro nem me fica a doer nada. já está calejado! lol).

tudo isto. parece pouco? posso dizer que não houve um único dia que eu pudesse ter ficado em casa, no quentinho dos meus dois edredons e lençóis térmicos, a ouvir a chuva e o vento lá fora. nem sequer houve um diazinho que eu dormisse uma sesta. (mentira. dormi duas horas à tarde na 6ª feira com ele). mas estou podre. estou podre. estou tão, mas tão, mas tão... exausta. não só fisicamente. sobretudo, psicologicamente.

mas, descansar, recuperar? claro que não. parar é morrer. se ficasse aí parada a chorar pelos cantos é que me suicidava de vez (brincadeirinha) tem de haver sempre energia. como a Elite disse num comentário "tipo pilhas duracell. e dura, dura, dura...". e eu sou, realmente, pilhas duracell. chego a casa exausta mas ainda me lembro de ir escrever 30 postings longuíssimos no blog, que guardo para publicar mais tarde. e no dia seguinte, acordo cheia de energia, ponho a VH1 logo de manhãzinha que dá o "Aerobics" que tem umas músicas mesmo boas para acordar. e logo de manhã começo a tagalerar. "eu acordo com bué energia, não acordo?".

teve início esta tarde mais um fim-de-semana com aqueles 2 da vida airada (eu, a N., o B., porque a minha mãe armou-se em parva e não deixa o P. vir cá dormir, só almoçar e estar). agora andamos sempre nisto. fins-de-semana para cá e para lá a comer comida de plástico. eu adoro ter amigos em casa. queria que desta vez também viesse o Sandro (meu amigo do coração, um dos melhores). mas ele diz que não pode. cortes. desta vez resolvemos ir sair (só ainda não decidimos se vamos sair hoje ou Sábado), em vez de ficar o fim-de-semana todo a aparvalhar em casa e a fazer um jogo de álcool com um copinho de shots que eu tenho que apita e faz luzinhas, e a jogar UNO, e a ver as dezenas de episódios do "Friends" e outras sitcoms que eu tenho gravados na Zon porque esta semana não tive tempo para ver nada de televisão. . mas no fundo só queremos todos ir deitar-nos com os nossos respectivos e.......... (o resto fica à imaginação). isto já parece um filme do American Pie. ainda bem que a minha mãe vai trabalhar nos fins-de-semana à noite e que do quarto dela para o meu não se ouve nada.

para a semana, vai ser igual, igualzinho, excepto as frequências (que já acabaram), o estudo, e a desilusão de saber que tive péssimas, medíocres notas, depois de me ter esforçado tanto. (e o sentir-me extremamente burra e estúpida e com falta de capacidades mentais).



entretanto, para me animar: a estreia do filme Sexo e a Cidade 2 está marcada para 3 de Junho de 2010... e definitivamente marcada na minha agenda a VERMELHO E EM LETRAS GARRAFAIS, seguido de um "obrigatório ir ver".



estou tão orgulhosa por ter um closet igualzinho ao da Carrie, mas não com roupas nem sapatos tão fantásticos.

(entretanto, ando à procura do tema do genérico do Sexo e a Cidade, só que não encontro em lado nenhum :( gajas adoradoras desta belíssima série, ajudem-me, ya? vamos juntar esforços para ser como aquela música do Equador que eu adoro e não encontrava e que depois encontrei - Sleepless Heart. lol)

Muaah @



14 de janeiro de 2010

' Há xungas. E há Xungas.

Cada vez mais me convenço que nunca, jamais, devemos julgar as pessoas pelas aparências.

Eu não sou racista, não sou homofóbica, aceito e dou-me com todo o tipo de gente. No entanto, tinha uma coisa com os mitras. Não gostava (e de certa forma continuo a não gostar) de mitras. Vestem-se mal, falam mal, são rufias, e nas mensagens é só "x". Palavras que eu demoro meia-hora para decifrar. isto também deve ser devido a eu ser beta, ter estado 12 anos num colégio privado de betinhos (detestava 90% deles, só alguns se escapavam pela personalidade), e ter sido assaltada por uma chunga uma vez, há muitos, muitos anos.

E era por isso que não queria cá proximidades com aquele mitra da minha rua. Ficavamo-nos só pelo "bom dia", "boa tarde", e todos e quaisquer convites da parte dele eu recusava. Ou quase todos.

No outro dia, a chegar a casa, cruzei-me com ele de carro. Ele ía ao McDonalds e pediu-me companhia. Pediu tanto que eu lá fui.

O que era para ser só McDonalds, acabou por ser uma agradável e longa conversa. Falámos de tudo. De música, de filmes, de comida, de amigos, da vida. Percebi que ele não era nada do que eu pensava. Continuava a estar ali ao meu lado com o seu fato-de-treino, anéis em todos os dedos e ouro por tudo quanto era lado, e o típico boné. (e a chamar 'mano' aos amigos). Mas enquanto pessoa, impecável. completa e totalmente impecável.

Bónus 1: tem uma namorada há 4 anos. (correcção: tem uma dama). o que diminui drasticamente as possibilidades de me engatar. porque apesar de o achar simpático e giro não quero nada com ele; agora estou mesmo apaixonada for somebody else.

Bónus 2: escreve PORTUGUÊS DECENTE nas mensagens. Cláudia armada em esperta: "por acaso achava que escrevias as mensagens com x's e k's"; resposta dele: "achas mesmo? não há nada mais valioso que o bom português". PIMBAS, que é para aprenderes Cláudia.

Bónus 3: he's a nice guy to be around. muito, muito, de vez em quando.

Enfim. Aqui tenho duas lições a aprender: 1 - nunca julgar o livro pela capa; 2 - nunca fazer generalizações: há chungas e há Chungas. E ele é um Chunga impecável.

Muaah @

é o que eu digo, estamos sempre a aprender. cada vez evoluo mais enquanto pessoa.



11 de janeiro de 2010

' Apaixonada pela Vida.

às vezes, ponho-me a pensar, em como é quase impossível alguém sentir-se tão feliz quanto eu.

é verdade: EU SOU EXTREMAMENTE FELIZ. é que eu adoro todos os aspectos da minha vida.

e claro que isto não significa que a minha vida é boa (apesar de eu achar que é). claro que também tem coisas más (todos temos os nossos problemas e cada um os sofre à sua maneira). não significa que tenha tudo o que quero. e também não significa que sou conformista e que me basta tudo o que sou/tenho neste momento: sou bastante sonhadora e quero sempre mais e melhor. isso é sempre bom, não é?

mas sinto que, neste momento, estou bem como estou enquanto pessoa, com os meus sonhos sempre atrás, sempre perseguindo-os mas mantendo-me igual a mim mesma, sem tirar nem pôr. querer mais e pensar no futuro, sim, mas viver sobretudo no presente: hoje posso não ter tudo o que quero; mas tenho tudo o que preciso para morrer feliz se morresse neste momento. sinto que evolui tanto em termos pessoais nos últimos anos que, sinceramente, não mudava nada em mim, e os defeitos que encontro, acho que fazem parte. não seria eu mesma sem os meus defeitos. está incluído na embalagem,lol. e isto é ser convencida, presunçosa? não acho. egocêntrica, talvez. mas é, sobretudo, uma questão de amor-próprio e auto-estima: se eu não gostar de mim, quem gostará?

a minha vida nem sempre foi um mar de rosas. e apesar de saber que sim, há e sempre vai haver pessoas com problemas bem mais graves que os meus, também eu os sofri, à minha maneira. também já tive depressões, ataques de choro; já me odiei, já me quis suicidar, já me quis cortar por dizerem que a dor física é mais suportável que a emocional. já quis entrar pela via dos anti-depressivos (no entanto, o "pior" que já fiz foi fumar ganzas e ter pegado num cigarro num momento mau da minha vida). já passei por aquela fase da adolescência em que as coisas mais mínimas eram dramas autênticos, já tive altas crises de identidade, até gótica eu já quis ser (!). sempre tive problemas familiares, cresci num ambiente nada propício a um bom desenvolvimento, já vivi num buraco improvisado apenas com um quarto e uma sala, que dividia com a minha mãe, enquanto ela trabalhava 16 horas por dia e ainda limpava as escadas do prédio de onde era porteira, para ganhar uns extras, e eu, com 8 anos de idade, ajudava-a a fazer isso (depois de vir sozinha da escola primária, que sim, na primária já andava de transportes públicos, não era como os meus colegas que todos os dias tinham um carro com motorista à espera dos meninos), porque ela vinha super cansada e tarde do trabalho, enquanto que os namorados dela (meus padrastos) não faziam nenhum da vida, chegavam a casa bêbados, por vezes batiam-me a mim, eu, que chegava a casa e estava tudo coberto de vómito. isto tudo acompanhado com os dramas entre os meus pais, as discussões deles por minha causa, que não faziam questão em esconder, mas discussões mesmo à barraca, com direito a palavrões e tudo (que na altura, claro que me escandalizavam), e a minha mãe a mandar um balde de água fria ao meu pai porque ele me foi ver a casa um dia sem avisar porque já não me via há muito tempo (nunca mais me esqueci dessa cena), e depois cada um a tentar 'fazer-me a cabeça' contra o outro, ou seja, a usarem-me como objecto de competição um entre o outro. claro que depois no meio da cena toda entrava a minha avó, que quando quer consegue ser uma megera, e o resto da família, que nada abona a favor dela. sim, tive uma infância complicada, sofri de bullying durante 12 anos e não me defendia, era uma fraca, chegava a casa todos os dias a chorar, andei em psicólogos até praticamente aos 16 anos, altura em que desisti psicologicamente, altura em que apareceu na nossa vida um padrasto que dava porrada à minha mãe e às vezes a mim, altura em que não havia semana que não chamássemos a polícia, que não tivéssemos os vidros do carro partidos mesmo com uma ordem de restrição contra ele pedida ao tribunal. e estas são apenas algumas partes. (e é uma das razões porque eu não gosto do Natal nem de festas de família).


pois não: a minha vida não foi um mar de rosas. mas, e então? eu prefiro vangloriar-me por ter ultrapassado tudo e me ter usado de tudo para me fortalecer, e não ir abaixo. não gosto de me pôr a lamentar por coisas que aconteceram há anos, e que ainda hoje acontecem, que sim, me deitam abaixo, me deixam triste, depressiva. prefiro pensar assim: e o meu pai, que teve de sair de casa aos 15 anos por causa da guerra colonial, que teve que fugir para Portugal com "500 escudos" no bolso e recomeçar do zero, dormir as primeiras noites em Portugal em bancos de jardim? (sim, o meu pai já foi sem-abrigo). e ele, que voltou a ficar sem absolutamente nada, nem sequer a minha custódia, a seguir ao divórcio dos meus pais, e mesmo assim, arranjou forças e recomeçou, de novo, do zero? e ele, que com enormes dificuldades financeiras, a trabalhar de dia e a estudar à noite, fez altos sacrifícios para me pagar colégios privados até ao 12º ano? e ele, que passou por tudo isso e agora é uma pessoa bem formada, com um bom emprego, um bom ordenado, um quadro-chave na empresa onde trabalha, sempre a receber prémios pelo bom desempenho? e que, mesmo assim, continua a ser uma pessoa humilde, não anda por aí de fato e gravata só para se vangloriar? e a minha avó, que teve uma das vidas mais sofridas que eu já ouvi... que fugiu para se casar com um homem esquizofrénico (meu avô, que morreu tinha eu uns 4 anos), que, segundo consta, lhe batia, tinha alucinações, que um dia chegou a casa com uma arma, apontou-a à minha avó e, se não fosse a minha mãe a meter-se à frente (que na altura devia ter uns 10 anos), nem sei que acontecia? e os abortos espontâneos que a minha avó sofreu, EM CASA, sem qualquer auxílio por parte do meu avô, que se estava a cagar, só a usava como objecto sexual (violação)? e a minha avó, que passou por tudo isso, e hoje vive bastante bem (apesar de amargurada)? e a minha mãe, que saiu de casa da minha avó aos 15 anos para ir trabalhar, sem quaisquer estudos, muitas vezes a depender dos outros, a lavar escadas, despejar lixos, trabalhar à noite, aturar homens bêbados e abusivos? e ela, que sempre, sempre, sempre, se soube levantar, soube lutar pelo que queria? e ela, que juntou dinheiro, comprou um táxi, e hoje é proprietária de uma firma de táxis, comprou uma moradia a pronto pagamento em Lisboa, remodelou-a toda, que vive bem e podia pôr gente a trabalhar para ela, e mesmo assim continua todos os dias a levantar-se bem cedinho para ir trabalhar e lutar pelo que quer, sem se cansar? e ela? e quando eles me contam estas histórias com LÁGRIMAS NOS OLHOS, as minhas quase a cair, eu penso... eu tive uma vida má? sim, eu sofri. mas comparada com a deles... eu tive uma vida muito, muito boa. e é por isso que eu digo: eu adoro a pessoa que sou hoje.

adoro o saber dar valor ao que tenho sem deixar de sonhar com mais. porque - e agora tenho de frisar uma pessoa em particular - nem toda a gente tem ou teve ou alguma vez terá a possibilidade de ter tido a educação excelente que eu tive e que o meu PAI me proporcionou, à pala de muitos sacrifícios da parte dele, por achar que era a única forma de compensar o ambiente péssimo que eu tinha em casa da minha mãe, sendo que ele só me via fim-de-semana sim, fim-de-semana não. ao meu PAI, esse grande senhor, ficarei sempre agradecida e sem saber como retribuir, apenas mostrar que o investimento dele deu frutos, que hoje sou uma pessoa bem formada, com os pés na terra e a cabeça no sítio. e posso dizer que já me queixei muito, fartei-me de queixar, daquele colégio onde andei 8 anos, que odiava, odiava as pessoas de nariz empinado, mas hoje, o que importa não é isso, mas sim o que ficou e o que permanece no tempo, aquilo que é realmente importante, uma das coisas mais importantes na nossa vida: a educação. o resto? as pessoas mesquinhas? essas, nunca saberão realmente o que é ter algo com valor e saber apreciar. sempre tiveram tudo o que queriam na palma da mão e como não tinham vida própria nem mais nada que fazer, resolviam implicar com as outras pessoas (90% das pessoas do meu antigo colégio). e apesar de eu ter sido mimada pelo pai e, da parte dele, sempre ter tido quase tudo o que quis, ele também me ensinou a dar valor. e a não tomar nada por garantido. hoje está cá, amanhã pode já não estar. e as coisas custam a ganhar.

enfim. adoro saber que sou capaz de valorizar o momento presente, o aqui e o agora, com tudo o que tem de mau e tudo o que tem de bom. adoro adorar-me, adoro gostar de mim mesma, não só a um nível emocional, psicológico e espiritual, como também a nível físico: adoro olhar-me ao espelho e adorar o que vejo com todos os defeitos. adoro acordar todos os dias com energia (nem sempre física mas psicológica sempre), energia para sair de casa, apreciar a chuva ou o sol, ir à minha vida, ter uma vida própria, lutar pelo que quero e todos os dias conseguir um bocadinho mais dos meus sonhos. adoro ser eu mesma e não ter medo de o ser nem de o mostrar. adoro sentir-me a crescer, cada vez mais, a sentir-me mais madura. tendo, claramente, cometido as minhas loucuras e infantilidades - que continuo a cometer e ainda bem, deixar morrer a criança que há dentro de nós é o primeiro passo para a morte emocional, e que seria sem a diversão? - todos os dias cresço um pouco mais. adoro sentir que todos os dias aprendo algo novo, mas que sei filtrar a informação que é importante, guardar a que é boa e deitar fora a que é má. adoro saber fazer essa distinção. adoro ser forte, adoro quando me magoo e consigo ultrapassar, quando me proponho a algo e alcanço, saber que tenho essa capacidade, e que a capacidade de se confiar em si mesmo, como eu confio, é o ponto de partida para quase tudo na vida. adoro saber relativizar: dar importância ao que é importante. é pequeno? é mesquinha? é de baixo nível? não liga: deita fora e vai em frente.

e no dia-a-dia, andamos sempre tão "cansados" por tudo e por nada, deprimidos, cabisbaixos, queixosos, desacreditados, com um vazio de alma imenso. sempre a sobrevalorizar coisas pequenas, coisas que a longo prazo não têm grande importância. e então, se só tiver uns míseros 30 euros na conta bancária? e se aquela frequência me correu mal? e se aquele trabalho teve má nota? e se aquele rapaz de quem eu gosto (gostava), não gosta de mim da mesma maneira? e se a minha mãe chegou a casa mal-humorada e me deu um raspanete por uma coisa qualquer? e se os meus cães fizeram cocó dentro de casa? e se hoje na aula de condução o meu instrutor passou-se comigo porque não pesco nada de estacionamento? e então? que efeito tem isso a longo prazo? ao pensar sempre em coisas menores, esquecemo-nos do que é realmente importante.

hoje em dia, eu digo: que se lixe o passado. o que lá vai, lá foi. hoje, sou feliz. nos meus poucos anos e experiência de vida (19 anos), já percebi algumas coisas que me têm sido essenciais. caí, magoei-me, mas levantei-me, perdoei, mandei ressentimentos para detrás das costas e hoje, mesmo com todas as adversidades e obstáculos que se atravessem pelo caminho - que é sempre em frente, eu sou feliz. tenho uma boa saúde. tenho uma boa educação. tenho liberdade de expressão (um direito fundamental que nem sempre toda a gente teve). tenho amigos. tenho pessoas com quem contar. tenho uma casa quente e acolhedora para onde ir no fim do dia. tenho a minha mãe, a ela e aos seus cozinhados péssimos, à minha espera para o jantar. tenho um pai presente na minha vida, que me liga quase todos os dias para saber como estou. tenho uma avó que visito todas as semanas e que acabou de me ligar a chorar a dizer que me adora. tenho-me a mim mesma. tenho a felicidade mesmo ao meu lado - todos temos, às vezes não a sabemos ver. o essencial é invisível aos olhos, mas se olharmos com atenção, está tudo lá, tudinho. e eu, eu tenho tudo o que preciso para ser feliz. aqui e agora. e hoje, olham para mim e nunca diriam que já estive tão deprimida, que já tive uma vida de merda, porque hoje sorrio, não guardei ódios nem ressentimentos, foi como se tivesse renascido e percebido que a vida é, de facto - para uns mais do que para outros - belíssima.

e é por tudo isto e muito mais, que eu digo: adoro-me. e devo dizer que, muito do que sou hoje, se deve aos meus pais e avó, e Cristiana (amiga de longa data do meu pai, minha amiga também. é daquelas pessoas a quem eu dedicava um livro meu se o escrevesse). podem ter atitudes de merda, às vezes (quem não as tem?), mas são autênticos exemplos vivos de coragem, força, confiança e tudo o mais. são exemplos autênticos de como a vida deve ser vivida: vai em frente, erra, magoa-te, cai, levanta-te e recomeça as vezes que forem precisas. são exemplos que eu segui e vou seguir sempre.

(claro que é muito bonitinho estar a escrever isto sentada à frente do portátil que o meu pai me comprou e no quarto em casa da minha mãe, mas enfim, um dia ainda hei-de atingir a independência, lol. isto foi só um aparte estúpido).


enfim. que mais dizer? podem chamar-me de convencida ou o que quiserem. who cares? eu sou, simplesmente, super, hiper, mega (mesmo à Floribella, LOL), APAIXONADA PELA VIDA E POR MIM MESMA. e pelo blog.

claro que também ajuda o facto de estar extremamente apaixonada por um certo e determinado menino. (suspiro).

Muaah @

Aparte
estou mesmo orgulhosa do nosso blog Plus-Size, Lane :)


10 de janeiro de 2010

' Baileys, Sex and Cigarrettes .

hoje (9 para 10 de Janeiro), a noite é passada em minha casa! eu, o Bruno, a Nena, o Peter (mas que quatro). há que ir trocando de casa, né? a noite promete, estes meninos só me estragam os planos de ser uma boa menina, estudar, deitar-me cedo, acordar cedo, estudar. mas enfim. no amor(/paixão), na guerra, no sexo e na diversão vale tudo. e finalmente a Nena fez o posting sobre a Passagem de Ano parte 2. Estava à espera que ela o fizesse desde dia 2 de Janeiro. esta menina...


Agora, quase todos os fins-de-semana, eu, o Bruno, a Nena e o Peter andamos em casa uns dos outros, mas a melhor é mesmo a minha, já que tenho praticamente uma casa só para mim: andar-de-cima-que-é-todo-para-mim-e-funciona-como-mini-apartamento. comprámos comida de plástico até dizer chega, acho que vai dar para a noite de hoje e dos próximos dias...



"meu deus... tanta comida de porcaria"
"não te preocupes. eu tenho uma casa-de-banho só para mim"

"epa, hoje não claudinha... tou com o período!"
"eu tenho pensos higiénicos e tampões -.-"

"epa, mas e para tomar banho?!!"
"eu tenho banheira, gel de banho, shampoos, toalhas, roupa, gás, luz, água quente!"

"sou friorenta"
"eu tenho roupa quente e mantas e edredons!"

resumindo e concluíndo: A MINHA CASA É HABITÁVEL.

*eu tenho uma espécie de estúdio/marquise, onde está o pc, um sofá, as coisas da faculdade, uma cama, e um estendal interior de roupa*

"bem... meti aqui a roupa a secar há uma semana e ainda tá humida... olha, pode ser que com o calor que tu e o Peter vão aqui fazer a roupa seque!!"
(ahahah)

"o teu padrasto vai dormir aqui?"
"ya, eles vão sair e quando saem ele fica cá"
(o Bruno faz uma cara estranha)
"oh, não te preocupes. eles também fodem aí"
"só pensas em coisas taradas!!"

mas, a melhor foi mesmo:

Nena - epa, eu sou friorenta, vou precisar de mais mantas nesta cama!
eu - a cama ainda nem tá feita... temos de fazer a tua cama.
(silêncio)
e lembrámo-nos que supostamente o irmão da nena é que ía dormir na cama suplente... para a minha mãe, claro.
a Nena a tentar recuperar tudo: "epa, temos que fazer a cama para o meu irmão!"
(mas claro que o Bruninho dorme comigo).

porque conviver é a melhor coisa do mundo, agora não nos largamos os quatro.

Muaah @

Aparte

cena inédita da tarde do dia 8 de Janeiro de 2010: eu e o Bruno, na cama da Nena. eu com os boxers dele. à espera que ela chegasse, para nos vestirmos e prepararmos para quando a mãe deles chegasse (não convinha que ela nos visse naqueles preparos né). combinámos que a Nena ligava antes de vir, mas qual quê. a miúda mete a chave à porta, e nós ali. eu só via a minha vida a andar para trás, não sabia onde me meter, a cama dela estava cheia de malas por baixo. de repente, entra a menina e diz "OLÁAA!"... juro: só me apeteceu matá-la naquele momento. é que foi um SUSTO. mas um SUSTO.
pensámos que fosse a mãe dela. ficámos em pânico. é justo.

8 de janeiro de 2010

' And All That Jazz XIII

Depois daqueles 4 dias de fim-de-semana prolongado e imprevisível, custou-me horrores voltar à vida normal. tive que estudar tudo o que tinha acumulado (e eu, quando digo que vou fazer, faço mesmo, custe o que custar), tive uma frequência horrível que correu mal, tive 4 horas à espera de ser atendida para levantar o Cartão de Cidadão (li um livro inteiro enquanto estava à espera), tive 4 aulas de condução (eu e as rotundas não atinamos), tive dança, apanhei uma molha gigante, apanhei montes de frio porque feita parva ía de top para a rua depois da dança por estar com calor, fiquei doente, fiquei quase afónica, estive uns diazinhos sem fumar (depois não digam que sou viciada... se fosse, não aguentava ficar sem fumar porque estava doente); o meu nariz parecia as cataratas do niagara, a minha cabeça esteve no seu pior quase a explodir de 5ª para 6ª quando fui comer uma Pitta Shoarma com a Nena (correcção: ela comeu, eu fiquei a ver cheia de inveja e a comer sopinha de cenoura e sumo de laranja natural para ver se me curava mais rápido), e a sentir o meu cérebro a escorrer pelos ouvidos fora, com 38ºC de febre. felizmente consegui recuperar mais ou menos até 6ª porque era o dia - O Dia - para estar com o menino; felizmente não me chamaram para fazer baby-sitting, acho que esta semana não aguentava (o que me surpreende muito, dado que no último mês fui lá todas as semanas).


enfim, depois daquele fim-de-semana, voltar à vida foi custoso, fazer 30 por uma linha quando se está doente não sabe nada bem, mas o pior é que não me apetecia fazer nada. todos os dias foi uma luta imensa para me levantar e vestir-me e sair de casa, de tão exausta que andava, de tanto me doer a cabeça. não me apetece fazer nadinha de nada nem ver quase mais ninguém sem ser ele. e isso ... é sinal que estou a começar a apaixonar-me. nem sei se isso será bom ou mau, mas eu, quando estou apaixonada, sou terrível. não faço mais nada da vida... acho que tudo o resto é uma seca gigante.

hoje, finalmente, foi o dia... O Dia para estarmos juntos outra vez :) descobri que sexo com febre é do melhor, e até ajuda a recuperar. mas é momentâneo, consigo respirar pelo nariz nos 5 minutos seguintes e depois volta ao mesmo. resumindo: fiquei na mesma, super doente. mas com o meu enfermeiro particular a tratar de mim, a cozinhar para mim, a fazer-me capuccinos, a adormecer-me e a ficar a olhar para mim a dormir, a partir-me o ben-u-ron em dois para ser mais fácil de tomar, a achar-me "linda" com cara de doente (oh meu deus), a fazer-me massagens, festinhas, miminhos, aiiii... quem não se cura?? neste momento, eu digo: dava tudo para passar outra vez aqueles 3 dias em casa dos quais tanto me queixei. mas 3 dias... nós os dois!! (oh meu deus, o que me está a acontecer). ESTOU CANSADA... MAS ESTOU FELIZ. vou ficar por cá esta noite, temos a casa só para nós (já sei que não vou dormir nada).

entretanto, há anos-luz que não recebia um 'miminho', obrigada Diana.

Um Pouco de Mim em 5 Revelações (como se eu já não tivesse revelado quase tudo aqui no blog lol). aqui vai:


Eu já...
Vomitei para cima de uma amiga minha.



Eu nunca...
comi sushi. e quero experimentar este ano.



Eu sei...
mais do que devia ou queria saber.



Eu quero...
estar com ele.



Eu sonho...
com coisas impossíveis.



Muaah @

ele - "dormiste bem?"
eu - "podia ter dormido mais e melhor, mas sim. et tu?"
ele - "mal, muito mal"
eu - "porquê?"
ele - "senti falta do teu toque, aquele toque tão bom".
<3>

6 de janeiro de 2010

' Baby-Sitting

Chama-se Guilherme e tem 14 meses. é um dos bebés mais amorosos que eu já conheci. (antes dele vem a minha pseudo-sobrinha Catarina). os pais dele trabalham em casa, e precisam de tempo e sossego. o que é impossível com um bebé de 14 meses em casa que requer vigilância total quando não está a dormir. ele anda na creche, mas quando está doente tem de ficar em casa, (com as histórias das Gripes A's agora as educadoras não o deixam ir, lol), e eu vou lá entretê-lo para ele não chatear os pais. ou quando eles têm mesmo de sair de casa. se bem que acho esquisito o miúdo estar sempre doente. tenho ido lá todas as santas semanas, por vezes 2 e 3 vezes por semana... e pronto, basicamente é isso. gosto de o fazer e, claro, os troquinhos que vou fazendo sempre me ajudam nas minhas despesas. sempre pagam a dança, os jantares, as saídas, enfim, coisas que os meus pais não financiam.

ele é mesmo amoroso. ele derrete-me o coração.

simpatizou logo comigo. a mãe até achou estranho ele não me ter estranhado. sempre que me vê faz uma festa. felizmente não é daqueles bebés embirrantes que choram por tudo e por nada. é bastante acessível. não chora quando cai, não chora com nada, o máximo que faz é beicinho e um ar triste. basta abraçá-lo e dizer "pronto, já passou" e ele continua numa boa. é muito divertido, muito falador (conversa sozinho), muito sociável, muito brincalhão.

o "pó?" - vira-se para mim, olha para cima, quando quer alguma coisa, e diz "pó?". isto quer dizer "podes?". pergunta-me isso sempre que quer alguma coisa, seja o que for, mas geralmente é colo. ou então é para eu pegar ao colo ao é da janela para ele ver os carros. ele adoooora carros. põe-se ao pé da janela, aponta para cima e diz "pó?". depois fica muito quietinho (o que é raro) e calminho a olhar para os carros e autocarros a passarem. e diz "vruum". TÃO QUERIDO.

o "pato" - não, não é um pato. é o SAPATO. quando deixa a pantufa cair, diz sempre "pato?", género a perguntar "o meu sapato?".

o "dá". quando ele diz "dá", não quer dizer "dá", quer dizer "toma". porque ele pega numa coisa qualquer e dá-me e diz "dá". mas o que ele quer dizer é mesmo "toma". e depois eu digo "não é 'dá', é 'toma'" e ele fica a olhar para mim com os olhinhos muito abertos e muito atento. com 14 meses, o nosso cérebro é uma esponja.

mas a coisa mais querida que ele faz - e que me derrete o coração todo, sem exageros - é quando ele vem a correr para mim e me abraça. quando eu estou tipo sentada no chão, a brincar com ele, e ele está numa ponta do quarto, e vem a correr até mim e pura e simplesmente... abraça-me. depois quase que me estrangula (o puto tem força), puxa-me os cabelos, e depois eu tenho de fazer cara de má e dizer que "não, assim a Cláudia fica triste" e fazer beicinho para ele perceber, e ele percebe. mas aquela parte do abraçar-me é mesmo QUERIDA. derrete...

fala imenso. conversa IMENSO sozinho. a sério. é capaz de estar 10 minutos a andar de um lado para o outro, a falar com não sei quem. (deve ser um amigo imaginário). não se percebe nada do que ele diz, sem ser o 'nhão', e algumas palavras que já diz mais articuladamente, mas fala e fala e fala... pilhas duracel. e eu só digo 'tens razão tens'.

e já diz algumas palavras bem articuladas. acho que ele é bem inteligente. um dia, pareceu-me que tinha dito "papéis", mas achei que era uma palavra muito difícil para ele dizer. mas ele disse "papéis", PAPÉIS, com todas as letras e mesmo bem dito, sem nenhum erro. passado um bocado percebi que ele queria pintar. (papéis + lápis de cera). fiquei espantada. ele ainda nem sequer diz "não" como deve de ser, e disse PAPÉIS. quando contei à mãe dele, ficou toda contente. PAPÉIS!! LOOL

quando tem alguma coisa na mão, esconde e olha para mim com ar de reguila. se eu digo "dá à Cláudia", ele foge; se eu digo "dá à Cláudia" a fazer um beicinho, e a fingir que tou a chorar, género "se não deres eu vou ficar triste", ele faz um beicinho também, tipo empatia pela minha tristeza, e dá-me e desata-se a rir, muito orgulhoso de si mesmo x)

é low-maintence, isto é, quase nunca suja a fralda, pelo menos no tempo em que eu estou lá. raramente come, se se lhe pergunta se quer papa diz sempre 'nhão', e quando come, come bem (tipo, não cospe nem nada, como eu fazia quando tinha a idade dele; se não fosse a minha mãe a enfiar-me a chucha depois de me dar uma colherada eu COSPIA TUDO); brinca sozinho... as únicas coisas que ele faz mais 'birra' é quando é para ir dormir (quando vemos que ele está a MORRER DE SONO e mesmo assim não quer ir dormir), e para mudar a fralda. se bem que uma vez comigo, ele nem fez birra nenhuma. eu mudei-lhe a fralda e ele ficou lá quietinho, até fiquei surpreendida que ele não tentasse fugir (normalmente é quase preciso um colete de forças). de resto, eu basicamente só fico a vê-lo a brincar. a única coisa que ele "exige" interacção é quando atira uma bola para debaixo do armário de propósito, depois deita-se, olha para mim e diz "pó?", como quem diz "podes ir buscar a bola?"; é a brincadeira preferida dele, eu faço com cada alongamento corporal para ir buscar a bola... fica todo contente quando eu vou buscar a bola, é um gozo enorme vê-lo, depois eu rio-me, e ele ri-se imenso, e eu rio-me mais porque o riso de bebé dele é uma coisa linda, e ele ri-se mais, e é uma galhofa.

o "aaa-tchim" - volta e meia. diz isso. e fica uma hora seguida a repetir isso, se for preciso. a-tchim, a-tchim, a-tchim... e depois, quando eu espirro, ele ri-se imenso. enfim, acha piada aos espirros.

ele adora quando eu assobio. apesar de eu não saber assobiar muito bem, nem saber fazer melodias, só assobio para dentro, ele vibra com isso, vai sempre 'atrás do assobio' e quando 'o encontra' fica a olhar para a minha boca muito atentamente.

já referi que eu adoro cerelac??? espero que os pais não tenham uma daquelas nany-cams, porque eu como sempre o resto do cerelac que ele deixa xD epa, não resisto.... ele nunca come tudo, quando não quer mais diz "nhão", e eu como uma colher e digo "hmmm, tão bommm", mas quando ele continua a dizer que não, nem é tarde nem é cedo... como eu o resto... TÃO BOM, MEU DEUS, COMIDA PARA BEBÉ É TÃO BOM. sempre é melhor que deitar comida fora...


ele também adora que eu lhe cante musiquinhas. começa a dançar e a bater palmas. é um gozo vê-lo. há um filme na Meo, que são 20 minutos com musiquinhas género karaoke. ele vibra com aquilo. dança, canta, bate palmas. e eu já não posso - mas é que não posso mesmo - mais ouvir a música "era uma vez um rei com uma grande barriguinha, comia, comia, e mais fome tinha!" -.- mas dá um gozo enorme vê-lo todo divertido. de resto, como eu não sei de músicas infantis sem ser o 'atirei o pau ao gato', canto sempre músicas que passam na rádio e que estão na minha cabeça. tipo uma vez que lhe mudei a fralda a cantar "I want to live in Ibiza", e ele ficou muito quietinho a ouvir. o miúdo quando for crescido vai gostar de House.

ah, e é de referir que além de baby-sitter, também faço de animal-sitter. eles têm 2 gatos, e eles andam SEMPRE atrás de nós. e eu, morro de alergia a pêlo de gato. só o ver o pêlo a esvoaçar pelo ar faz-me impressão. da primeira vez que lá estive, fiquei com um ataque de espirros gigante, e quase com falta de ar. das vezes seguintes, já tomei um anti-histamínico antes de ir, para atenuar os efeitos. senão... Morria :O

epa, o miúdo é um amor mesmo. é acessível, não é embirrento e não está a ficar mimado, género 'ou fazes o que eu quero ou mando uma grande birra'. gosto especialmente dos dias em que tenho de lhe dar banho, porque é uma forma fácil de ele se entreter e depois de sair fica mole e adormece muito rápido, e dá um descanso aqui à Nany. sim, porque andar 4 ou 5 ou às vezes mais horas atrás de um puto de 14 meses enérgico, cansa... cansa e muito. às vezes, fico com TANTO sono, que lhe pergunto, vezes sem conta "Gui, ó-ó?".. e quando ele diz "nhão" eu só vejo a minha vida a andar pra trás... xD aproveito sempre quando estamos a ver aquele tal vídeo da Meo de 20 minutos, eu deito-me e deito-o em cima de mim e geralmente ele fica muito quietinho e eu só penso "é agora que ele vai adormecer"... MAS NÃO... fica assim muito quietinho uns 5 minutos e depois inventa sempre qualquer coisa... e pior... levanta-se em cima de mim, e não dói pouco...

epa, estou a adorar a experiência... nunca tinha feito baby-sitting... adoro :D é cansativo, são algumas horas, fora aquelas que eu demoro em viagens para lá e para cá (é só na ponta oposta da cidade onde eu moro), mas vale a pena... adoro o miúdo! o puto é fenomenal. e eu, que não gostava de crianças. agora gosto. (um dia daqui a muitos anos vou querer ser mãe. ai, o meu instinto maternal, lol).

Muaah @

Apartes

1 - e hoje foi, oficialmente, o dia em que eu acabei de ler o meu tão delicioso livro de 551 páginas em inglês de Psicologia Social. (atenção: 551 páginas A4, dividas em 2, porque o texto está escrito em duas subpáginas de uma página - vocês percebem - o que dá um total de ... (agora é aquela parte em que eu, péssima a matemática como sou, tive de fazer esta conta simplicíssima numa calculadora) ... 1102 páginas escritas em inglês e numa letra mínima. estou tão orgulhosa de mim mesma. LOL)



2 - o que a autora tão dedicada de um blog tem de ouvir: "epa, estava a pesquisar no google por psicofisiologia&genética e dei com o teu blog... depois vi que te conhecia e que eras do meu curso!". epa, sinceramente. adoro que o meu blog apareca no google. agora, a procurar por genética? GENÉTICA? é que eu falo de tudo e mais alguma coisa incluindo sexo, escrevi um aparte (um aparte, que nem foi um posting inteiro) com uns termos de genética e é logo isso tudo? LOOL



4 de janeiro de 2010

' Um óptimo ano, um óptimo Réveillon .



(a última foto de 2009 tirada no meu closet, eheh)




Eu queria ter um beijo à meia-noite da passagem do ano. Mas não queria um beijo qualquer de uma pessoa qualquer. Eu queria um beijo dele. Há já algum tempo que sentia um fraquinho por ele - uma longa história que talvez um dia valha a pena contar. Uma química inexplicável. O beijo não aconteceu à meia-noite, para dar sorte, porque eu nestas coisas - admito - sou um bocado tímida.

Mas, eventualmente, o beijo acabou por acontecer. Mais tarde. Mais intenso. Melhor. Foi O Beijo que se prolongou pela noite e fim-de-semana todos... e para bom entendedor meia-palavra basta. E assim foram as primeiras horas do meu ano 2010: da melhor forma que se pode começar. para mais informações, mais detalhadas e na perspectiva de quem estava a fazer de guarda (é pra isso que as irmãs e amigas servem), ler o posting da Nena. (o que eu me ri com isto).

De resto, todos os planos nos saíram furados. Éramos um grupo de 6 e era suposto irmos ao concerto dos Xutos&Pontapés que ía haver em Belém. O não-sei-das-quantas adoeceu e bye bye concerto. Assim sendo, resolvemos ir ver o fogo-de-artifício para o Parque das Nações, levarmos umas bebidas e ficarmos lá no Parque dos Poetas, e a seguirmos para o Casino de Lisboa. Qual quê. À meia-noite, ainda estávamos no metro - a Nena demorou 298397765 horas a vestir-se; eu troquei de roupa, maquilhei-me e penteei-me em 10 minutos; por isso, não digam que as gajas são todas iguais... eu sou uma gaja especialmente despachada e determinada - sei o que quero vestir e é logo! Mas até nem foi mau de todo. Claro que começar o ano dentro de um túnel e dentro de uma carruagem de metro, não é do melhor. Mas é kinda original. E o metro estava a abarrotar. Fizemos a nossa festa, abrimos o champanhe, brindámos, enfim... mandámos os foguetes ao ar e apanhámo-los sozinhos. Posto isto, não houve fogo-de-artifício para ninguém. Casino de Lisboa, bye bye também - um dos membros do grupo era menor. Parasita. A única coisa que fizemos de jeito mesmo, foi ficar lá no parque a atrofiar.

(também foi engraçada a cena do mulatinho giro do Continente que eu e a Nena encontrámos quando procurávamos por Baileys - que já não havia. era mesmo muito giro. foi o nosso último engate de 2009 e nem conta como engate, nem com o número dele ficámos).



No entanto, não é o sítio, nem o fogo-de-artifício, que fazem uma passagem de ano de qualidade. É, sim, a companhia. E a companhia, devo dizer... era MUITO BOA. por isso, sim, a minha Passagem de Ano foi óptima, óptima como o ano de 2009. E que 2010 seja mais um ano de mudanças, conquistas e alegrias. Como foi 2009.




estilo Jason Mraz?




só porque adorei as minhas unhas assim.








a Cláudia balofa a andar à solta pelo Parque das Nações. devia ser proibido. ahah.





era suposto ter ido para casa dia 1, provavelmente com directa em cima, mas acabei por ficar em casa deles o fim-de-semana todo. foi um fim-de-semana imprevisível. mas espectacular. as melhores coisas são aquelas que acontecem sem estarmos à espera. foram noites inteiras a conversar, a contar piadas e coisas estúpidas, e a rir mesmo alto e a dizer "shhhhh", e a jogar strip-uno - um jogo que eu inventei, a dois, em que cada jogo que se perde a pessoa tinha que despir uma peça de roupa (e adivinhem quem perdeu todos os jogos? eu. sorte ao jogo tenho zero. e nunca tive muito jeitinho para jogos com cartas. e adivinhem o que é que acontecia depois? não digo. ahah). uma cumplicidade imensa. é bom saber que temos alguém com quem podemos contar assim. com quem podemos desabafar, contar coisas, rir e se for preciso chorar. aquilo que era um simples fraquinho, transformou-se em algo maior. um amigo acima de tudo, com quem descobri ter mais em comum do que alguma vez imaginava. é uma sensação brutal.

foi bom sim senhora, mas voltei hoje para casa. soube-me tão bem. a mãe deles cozinha tão bem. comparada com os cozinhados péssimos da minha, então, soube-me mesmo bem um fim-de-semana com comida de qualidade. mas o melhor das refeições eram mesmo a troca de olhares, os toques de pernas por debaixo da mesa, os jogos de sedução. souberam-me tão, mas tão bem, estes 4 dias, que não me importava nada de ficar lá mais alguns e custou-me vir embora. VOU DAR-ME PARA ADOPÇÃO! não dormi quase absolutamente nada - era à noite quando estava tudo a dormir que tínhamos mais privacidade e durante o dia ficávamos sempre na conversa. e pronto, entre trocar da sala onde estava com ele para o quarto da Nena, dormir o resto da madrugada até me acordarem, acabei por não dormir grande coisa.

não levei agenda. estava a contar ir para casa e retomar a minha vida dia 1. resultado: estou toda desorientada. eu, sem agenda, os dias não passam. fiquei parada a dia 31 e o meu ano a sério começou dia 3 à noite. estou toda desorientada, da falta de sono, do ter bebido álcool todos os dias (eu não tenho muita resistência), da paixão, da falta do meu planeamento habitual dos dias através da agenda. e 3ª feira tenho uma frequência. deixei acumular tanto, mas tanto estudo. é que estou mesmo a ver que vou dormir o dia todo de 2ª para compensar o sono perdido. e depois, estudar? ai a minha vida. AH, TIVE 16 NUM TRABALHO DE GRUPO. ESTOU CONTENTE.

o meu ano de 2010 está a começar mesmo muito bem. defeitos? zero. eheh.

pérolas do fim-de-semana (para além daquelas que a Nena fez questão de colocar a vermelho no seu blog)

@ "ai que eu tenho que comprar uma lanterna de luz negra"
@ "se fosse a ti, metia toda a roupa que eu usei para lavar"
@ "espera aí, agora é que eu estou a pensar... eu dormi naquela cama!!!!!!!! bleeeehhhhh"

@ 4 gajas num carro, a Cátia vira-se:
"isto é falta de começar o ano..."
"eu já comecei o meu..." (Nena)
"eu também, em grande estilo...!" (EU)
"cala-te... tu começaste, acabaste e já fizeste o ano todo!" (Nena)
(...silêncio...)
"TAMBÉM QUEROOOOO!!!!" (Ana)

@ "acho que vou ter de passar ali pelo Júlio de Matos, a informação que tu me dás acerca do meu irmão é demasiada para o meu cérebro aguentar, tenho de ir fazer um tratamento de choque" (Nena)

@ "hoje, quando entrei na sala, ía desmaiando. cheiro de sexo misturado com tabaco... QUE NOJO!"( Nena)

Muaah @

excêntrica, mas com limites - Bruno.