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24 de julho de 2011

' This one could be The One #47

E do Trip-Hop ao Jazz... (dois dos meus estilos favoritos de sempre).

Como podia, alguma vez na vida, faltar aqui o ALL THAT JAZZ?!

All That Jazz é das minhas cenas favoritas ever... (tanto que dantes, e quem segue o blog há algum tempo sabe disso, este blog chamava-se "all that jazz").

Eu adoro, simplesmente, este jazz de cabaret...

A All That Jazz, do filme Chicago, blows me away... desde a música, à letra, ao groove, à voz dela, à coreografia, à cena toda do filme...


Mas do Chicago também destaco a Cell Block Tango


... a Nowadays


... e a Roxie:


Já vi o filme milhentas vezes, e cada vez gosto mais! :)

24 de fevereiro de 2011

8 de fevereiro de 2011

' Decisões II

Hoje acordei com energia, há muito tempo que não acordava com tanta vontade de sair da cama e viver a vida, mas sobretudo conquistá-la, sei que sou capaz e tenho vontade disso. Ontem à noite chorei até adormecer, mas foi a última vez. Ninguém merece as minhas lágrimas, por muito amor, confiança, respeito e consideração que eu tenha por essa pessoa.

Hoje senti-me particularmente confiante. Senti-me mais alta, mais magra, mais sexy, mais gira. Trabalhei um pouco de manhã, fiquei nas mesas da frente em todas as aulas, estou determinada a estar com atenção, acompanhar tudo desde o início e ter boas notas.

Precisava de conduzir, é uma das coisas que me liberta para além de escrever, e hoje a minha mãe deixou-me ir a conduzir até à faculdade, e disse-me "se gostares de Holanda enquanto estiveres em Erasmus, eu mudo-me para lá e ficamos lá a viver", soube-me bem ouvir isso, estou farta de Portugal, sinto que o meu futuro está lá fora. Mesmo que volte para Portugal depois disso, um dia hei-de sair for good.

Decidi que não quero mais ficar chateada e preocupada com ele, ele que faça o que quiser da vida, as escolhas são dele. Hoje tinha muitas saudades dele, ele foi a minha casa, enquanto fazíamos as pazes só pensava, Não quero abdicar destes momentos, se tenho coisas tão boas com ele porque hei-de estar a preocupar-me com um futuro que não é meu, só me faz ficar com rugas e eu devo morrer cedo. Se ele quiser faz, senão não faz, estou farta de ser mãe do meu namorado, vou começar a pensar mais no meu futuro e não num "nosso" que nem sequer sei se existe. Gosto muito dele, mas primeiro venho eu, e porra, não vou deixar que um GAJO estrague a boa auto-estima que sempre tive. Este namoro é fantástico e tenho coisas que nunca tive, por isso, por agora, vou aproveitar, se no futuro dá ou não dá, logo se vê, "deixemos para amanhã o que ao dia de amanhã pertence", já dizia o meu génio José Saramago.

Para a semana, no máximo, vou inscrever-me na natação, estou decidida a mudar o meu estilo de vida sedentária.

Estou decidida a mudar esta merda toda, sem que nada me impeça, e muito menos, a atitude de alguém que não vê nem quer ver que só se está a prejudicar a si mesmo.

E hoje, porque precisava de me distrair, tenho cá as pessoas que sempre me apoiaram em tudo e tenho a certeza que sempre o irão fazer. Um gigante Obrigada a todos eles.

Muaah @

24 de dezembro de 2010

A minha relação mais longa, duradoura e fiel já dura há 4 anos.

Ele esteve sempre aqui para mim. Disponível a qualquer hora. É o reflexo do meu alterego (*). Nunca se queixa, está sempre de acordo comigo, apoia-me nas minhas opiniões. Só exige de mim o que eu deixar que ele exija: uma hora por dia. Nunca acabámos nem demos um tempo. E prevejo que esta relação ainda dure mais alguns anos. Até eu me fartar dele. Porque ele nunca se vai fartar de mim.

A minha relação mais longa é a relação que eu tenho com o meu blog. Hoje fazemos 4 anos.

Muaah @

(*) alterego -> será a Claudjinha o meu?

22 de novembro de 2010

' Manamaná!!

Não sei como hei-de definir o dia de hoje: se deprimente, se triste, se estúpido... só sei que no fim a energia e paciência já eram tão poucas que só me deu vontade de rir.

Tudo começou às 16h, quando combinei encontrar-me com o Bruno para ir a uma "entrevista" de trabalho para um bar no Bairro Alto. íamos através da minha mãe, que supostamente conhecia a senhora do bar e bla bla bla, e supostamente aquilo abria às 17h, mas aparecemos lá do nada porque ele já tinha tentado ligar antes, e nada... ninguém atendeu. chegamos lá - chateados, entretanto tínhamos tido uma discussão pelo caminho (porque eu já tinha tido um longo dia bem antes disso, um teste e uma entrega de um trabalho incluídos, e estava sem paciência) - e aquilo só abria às 20h, disse-nos o homenzinho do bar ao lado. resolvemos esperar. fomos para o miradouro de S. Pedro de Alcântara, eu chorei, fizemos as pazes, estava um homenzinho a cantar bossa nova. (parecia cena de uma novela brasileira, sério). estando já os dois de bom humor, resolvemos ir comer uma pitta shoarma. chateámo-nos outra vez, mas dessa vez foi mais soft - ficámos só os dois calados durante montes de tempo. fizemos as pazes. antes de voltarmos, eu disse uma coisa que não devia ter dito, ele ficou outra vez chateado comigo; fizemos as pazes. voltámos para lá. eram 19h50, ainda não tinha aberto. 20h, ainda não tinha aberto. 20h10, tinha aberto e a gerente não estava lá; 20h30, ela diz "não estou à procura de pessoas".

resumindo e concluindo. depois de 5 horas de seca (basicamente, das 4 às 9), de 3 discussões, de choro, de conversas bem longas e psicologicamente cansativas, de praticamente termos revisto todo o conceito do nosso namoro, de eu ter posto em causa muita coisa, de autocarros perdidos, de quase um maço de tabaco inteiro fumado (sério, não costumo fumar nem 6 cigarros por dia e hoje foi demais), no fim do dia já não me apetecia chorar. apetecia-me rir.

agora estamos aqui a comemorar com uma garrafa de champanhe que sobrou da festa de anos dele. porquê? não há nada para comemorar. só o facto de termos chegado ao fim deste dia e ainda termos a capacidade de nos rirmos de nós próprios. a isso se chama sentido de humor.

mas claro que o dia não teria sido o que foi se não tivesse acabado com ele a cortar o dedo ao abrir a garrafa e eu a fazer-lhe um curativo (que cena tão porno-romântica que foi).

entretanto, tive a tarde toda com isto na cabeça:


Muaah @

1 de novembro de 2010

' A modos que a minha vida agora é isto.

A Casa dos Segredos deprime-me, mas continuo a ver. sou mesmo burra.

Ler blogs cada vez me deprime mais, e continuo a lê-los. já não tenho pachorra para comentar quase nenhum.

A Carolina Deslandes arrasou ontem a cantar Christina Aguilera. é um monstro de talento. e mai' nada.

Estou numa fase estúpida em que não me apetece fazer nada (a to-do list está há uma semana à espera que lhe pegue e a agenda está cheia de riscos de adiamentos de planos, e tenho 4 artigos gigantes com letras minúsculas para ler e fazer um trabalho, mas estão lá à espera há uma semana), só estar com ele. só me apetece, literalmente, estar com ele. só estou, literalmente, com ele.

está a saber-me bem e pela vida, ficar no quentinho dos lençóis com este tempo merdoso, mas está a dar cabo de mim ao mesmo tempo. sinto-me inútil e que não estou a aproveitar bem o tempo. estou apenas a vivê-lo e a vê-lo a passar. (*)

claro que não ajuda nada o facto de que aquilo que me movia há 1 semana atrás - a preparação para ir para Paris em Janeiro - ter sido adiado. é como se agora pensasse sempre "oh, agora já não tenho nada com que me preocupar". é como se estivesse - aliás, estava mesmo - entusiasmada com alguma coisa e depois ao desaparecer tudo já não haver muito mais que me entusiasme. vou fazer o quê? sair para uma discoteca? estou farta de discotecas. ir às aulas? 1h30 de viagem para cada lado para chegar lá e ter 1 aula? ir passear à faculdade só para estar com alguém? estou farta sempre das mesmas conversas superficiais, com as mesmas pessoas. convidar pessoas para vir cá a casa e ser um ser humano social? está sempre tudo ocupado, ou não estão cá, ou não podem, ou não lhes apetece. ou não me apetece  a mim  ver ninguém à frente (sem ser ele). vou à net? já nem para a net tenho paciência, acreditas? a net, o meu "maior" vício? ficar horas no facebook? já nem isso.  às tantas tenho aqueles pensamentos de "para que serve a vida, se vamos acabar por morrer", "para que me vou levantar agora da cama, mesmo que sejam 11h da manhã, se está a chover e se não vou fazer nada de útil porque não me apetece", aqueles pensamentos mesmo nhónhós de quem não encontra um sentido para a vida e nem tem vontade de encontrá-lo, porque isso cansa. é um processo desgastante.

a minha vida nunca foi tão "desinteressante" e de apaixonada como está a ser agora. a última vez que tive um namorado que não me deixasse sair da cama por mais que 2 dias seguidos foi há 3 anos. desde aí nunca mais ninguém teve esse poder de me parar. parece que estou em lua-de-mel. desliguei-me de tudo e todos só para estar com ele. isto era coisa para ter acontecido nos primeiros 3 meses de namoro. não no 9º. digo eu. não sou normal, pois não?  o mais estranho? não me sinto minimamente deprimida nem tampouco triste.. nunca fui muito disso. tenho uma forma de lidar com as coisas, deveras diferente.

Muaah @

(*) o que fica bonito escrito, mas na prática dá-me sensação horrível e há uma voz constante na minha cabeça que diz "epa sai da cama, larga-o, veste-te, sai e faz alguma coisa da vida". odeio ter consciência.

31 de outubro de 2010

' And All That Jazz #37

Resumo da última semana

29 de outubro de 2010

' The big decision day (or week).

Erasmus Paris adiado para daqui a um ano.



Falando objectivamente e pensando "com a cabeça" (e não sendo completamente emocional e chorona como fui quando percebi que este adiamento era uma possibilidade real), ao início não percebi muito bem porquê, porque me estavam a pedir coisas que não pediram a mais ninguém (pessoas, colegas e amigos que foram para França, Paris mesmo, nem sequer era outro local qualquer em que as regras pudessem ser diferentes), coisas que aparentemente não pediam o ano passado, e que me caíram em cima 10 dias antes de eu ter que meter tudo dentro de um envelope e mandar para Paris. quando li melhor tudo o que pediam, até pensei que com algum esforço era possível (nem que tivesse que dar uma morada de alguém que estivesse lá como prova de residência, em último caso), excepto a parte em que pediam o certificado de um curso em francês de nível avançado, B2 segundo o referencial europeu. bem, eu sabia que tinha que aprender francês, mas não sabia que era obrigatório apresentar um certificado e nem que era preciso aquele nível. o nível B2 já é bastante avançado mesmo e equivale a qualquer coisa como 5 ou 6 anos a aprender francês (ou, digamos assim, o equivalente a o que uma criança no 5º/6º ano sabe de português). o que é exequível, se fizer um curso mesmo intensivo durante este ano que vem agora, e se tiver sorte depois ao fazer o exame. REALMENTE não sabia mesmo que era preciso isso e porque não pediram nada disso às duas pessoas que conheço que estão lá... mas como não sou uma desistente, mesmo assim tentei organizar tudo durante esta semana (my last chance), e até fiz uns telefonemazinhos a ver se me davam a abébia de não ter de mandar o certificado desse curso JÁ, uma vez que só me avisaram com 10 dias de antecedência (o que, mesmo que eu tivesse esse nível de francês, não dava tempo, dado que são uns exames especiais que vêm de França, faço aqui e depois ainda vão ser corrigidos em França e depois é que mandam o certificado e isso ia demorar o quê, um mês? lol). disseram que não, era era assim ou sopas. aí ficou tudo esclarecido.

pois, sopas. agora podia começar a mandar as culpas para cima daquela mulher que me irrita profundamente cuja função supostamente é ser coordenadora do departamento de erasmus da minha faculdade, mas é só supostamente, deve estar escrito na descrição da função dela, mas na prática é peta. sim, porque ela não nos ajuda NADA. ela recebeu todas essas informações há meses atrás, e reencaminhou-mas? obviously not. só me mandou um mail com tudo isso, há dias atrás (depois da mulher de Paris me ter mandado o mesmo), a dizer "dá seguimento ao processo e se precisares de ajuda fala comigo" (WTF? isso é a culpa a falar? agora é que queres ajudar?), com o email da outra de Paris por baixo, a mandar tudo para ela, há não sei quanto tempo atrás. como era suposto eu saber, então? estava à espera que eu fosse lá perguntar "olhe, é preciso um curso avançado B2"? quando já tinha perguntado montes de vezes o que era pedido e ela só me mandava meia-dúzia de folhas de caca para preencher? (e sim, eu achava estranho ser tão pouco). sim, podia ir ao site, true. aliás, era minha obrigação fazer isso. daí sentir-me um pouco culpada por tudo, deitei-me na cama que fiz, não me preocupei muito com isso porque confiei que ela nos enviasse todas essas infos para o mail, ou que ela me respondesse, ao menos, às perguntas decentemente nas milhares de vezes que fui falar com ela. mas não. as respostas dela eram só "não sei", "isso não é comigo". não é com ela? então é com quem? está a ser paga para quê???? bom, mas ela também entretanto foi substituida por uma mais útil e que sempre nos ajuda mais. THANK GOD.

aparte disso tudo, está decidido que não vou agora. claro que estou triste, porque fiz planos, filmes, e sonhei, e bla bla bla... mas como gosto sempre de ver o copo meio cheio e não meio vazio, comecei a pensar mais nos prós deste adiamento, do que nos contras. let's see:

1º semestre do terceiro ano (Setembro 2011)
  • tenho mais tempo para me preparar; isto inclui: arranjar alojamento seguro e avaliar bem a relação qualidade-localização-preço, e juntar mais dinheiro;
  • o natal calha mesmo nesse período e como eu detesto o natal, posso usar como desculpa o facto de estar lá para não ter que vir cá aturar as falsidades dessa época (apesar de mesmo quando estou aqui nunca festejar o natal, é sempre diferente)
  • passagem de ano para 2012 em paris? estou lá baby.
  • tenho tempo para tirar o tal curso e ficar pro a francês (cof, cof) e chegar lá e safar-me bem sem ficar 5 minutos a pensar em como se diz uma palavra.

agora que já sei como é, vou começar a preparar-me JÁ, NESTE MOMENTO, para não cometer o mesmo erro... se depois não me colocarem... epa vou ficar tão triste.

mas partindo do princípio que vou ficar colocada. é óptimo, não é? é óptimo. claro que gostava de festejar o meu 21º aniversário lá, mas pronto. não se pode ter tudo.

este assunto cansou-me psicologicamente, nas últimas 2 semanas andei sempre numa pressão, nem conseguia dormir direito a pensar no que tinha que fazer no dia seguinte... depois a minha colega que ia comigo entretanto desistiu (antes disto tudo, por outras razões), eu fiquei "naquela", mas pensei que ia à mesma, sozinha, porque não.

a certeza que eu tenho neste momento é que não me vou sentir realizada se não fizer erasmus durante a licenciatura. acho que é uma experiência incrível, imagino que seja apesar de nunca ter feito, uma licenciatura não fica completa para mim sem isso. enviei um mail todo cocó a retirar a minha candidatura e meti o meu pai (maior aliado nesta "missão", lol) no CC, e ele respondeu a dizer "Eu sei que te dói fazer isto, mas está descansada que hás-de fazer o Erasmus, prometo". Tenho tanta sorte em ter o pai que tenho.

quero muito muito muito muito ir. e vou fazer tudo para que isso aconteça, agora com experiência adquirida :) tenho mais um ano para sonhar. sonhar é sempre bom.

Muaah @

24 de outubro de 2010

' And All That Jazz #36

Balanço deste fim-de-semana: mini-depressão.

pelos cantos desde 5ª feira (caguei bem de alto nas aulas), sempre com o mesmo pijama, (*) a comer só líquidos por causa do dente do siso (*), a tomar antibiótico, a chorar pelos cantos, a ver séries deprimentes em que alguém morre, ou alguém com 16 anos engravida, ou alguém é alcoolico, ou alguém tem um amor impossível.

pretty depressive. eu não sou assim, nos efeitos secundários do antibiótico deve estar "depressão", porque ando muito sensível, a chorar por tudo e por nada, basta a minha mãe gritar comigo porque a loiça ficou mal posta na máquina que eu começo logo a lacrimejar. eu juro, eu não costumo ser assim.

não sei como o Bruno ainda me atura...

(*) claro que isto são exageros, não fiquei 4 dias sem tomar banho e no Sábado já estava fartíssima e enjoada de cerelac, gelados e iogurtes líquidos. 

10 de outubro de 2010

' And All That Jazz #35



Estou em fase de limpezas.

De amigos, de músicas no mp3, de memórias nas caixas e caixas que tenho na estante do estúdio.

Estou em fase de preparação. Física (alojamento, dinheiro, documentos, etc.) e psicológica para ir embora daqui a uns meses em erasmus. sei que ainda faltam uns meses, (4), mas quero deixar tudo organizado e ir para lá com alguma segurança. tenho a mania de me preparar com muita antecipação para as coisas. e ainda bem.

A minha mãe não trabalha há uma semana. É taxista e o táxi está avariado. É estranho vê-la em casa. Ela é workaholic e eu vivo praticamente sozinha. janto sozinha. faço serão sozinha.  (não me importo nada, adoro ter a casa toda só para mim). agora, há semana e meia que o meu rabinho não vê o sofá. a minha mãe está lá, dia e noite, tipo fóssil. às vezes, sinto inveja dela: não ter que sair de casa com esta chuva (se bem que ela passa o dia inteiro dentro do carro, não lhe deve fazer muita diferença), por outro lado,coitada, está fartíssima. Tão farta, tão farta, que um dia desta semana até saiu de casa para ir... andar de autocarro. mentira, foi fazer compras, lol. encontrei-a no autocarro. quais são as possibilidades? tive horas a ouvi-la a queixar-se que os autocarros são péssimos; eu aproveitei para lhe dizer que ela devia comprar-me um carro xD tenho apanhado tanta, mas tanta chuva, que a média de banhos que tomo por dia é 3 - um para ir para lá, outro para voltar para casa e outro quando chego a casa. voltando ao assunto mãe: pra mim, é algo diferente do habitual tê-la em casa à noite (noite, digo, tipo 20h, ela costuma chegar as 22h). Jantamos à mesa, conversamos, já a ensinei a dar uns toques no facebook mas não tenho paciência para ensinar pessoas a fazer coisas - e primeiro que ela consiga manusear com o rato táctil do portátil, tá bem tá - por isso mando-a dar meia volta e voltar para o sofá e para as suas séries policiais que ela tanto ama. de tanto tempo que está em casa, eu deixei de ter que pôr loiça para lavar, ela trata de tudo. chego a casa e a cozinha está hiper limpa, que fixe. mas o melhor de tudo é que acho que ela começa a aperfeiçoar os seus cozinhados. é raro a minha mãe fazer algo de tragável - sim, ela cozinha mesmo muito mal. esta semana fez um caril de frango. "daqui". gostei.

Detesto  burocracias e estou farta delas. Tenho que tratar de uma data de papéis e documentos - para Erasmus e não só (do tipo, há um mês que estou para tratar de uma cadeira optativa e nos entretantos não sei se a tenho ou não, por isso vou às aulas à toa) - e quando tento ir aos gabinetes das pessoas supostamente responsáveis, nunca ninguém está lá. mando mails e mails, vêm devolvidos. hoje mandei um mail muito bera a uma prof minha, educado e com classe mas a dar na cabeça dela, que ninguém me ajudava e que ela tinha que fazer alguma coisa, ela até respondeu que haviamos de encontrar a pessoa em questão (que precisa de me assinar uns docs urgentes) sem recorrer à Polícia Judiciária. ri-me. pronto, 45 mails depois lá conseguir marcar uma "reunião" (ai, que profissional). agora, começo a convencer-me que o atendimento público da minha faculdade é mesmo uma merda. nunca ninguém está lá. se vou na 6ª, dizem para ir na 2ª, se vou na 2ª, dizem para ir na 3ª, se vou na 3ª dizem para ir na 4ª e quando finalmente encontro alguém, na 4ª, reencaminham-me para outro sítio. paciência. nem quero imaginar quando for para me meter em Lojas do Cidadões e Seguranças Sociais e merdas, ficar horas e horas à espera para ir buscar um simples cartão. acho melhor tirar um dia inteiro para isso ou ir para lá às 7h da manhã e ficar de plantão, até abrir. só de pensar... nhacs.

Esta semana andei toda trocada. De 6ª passada até 4ª desta semana que não abri a agenda,  não me preocupei com nada, sempre que me lembrava de algo pensava "depois, depois, depois faço isso"... resultado, fui a aulas que não devia, faltei a aulas que devia ter ido porque pensava que eram mais tarde. não sei que se passou comigo esta semana. eu, que sou tão organizada e tenho sempre tudo sob control...houve coisas que me passaram ao lado, de todo.

Esta chuva deixa-me deprimida. Acho que tenho um síndrome qualquer, cujo principal sintoma é ficar apática quando está mau tempo. O Dr. Oz uma vez falou disso no programa dele, mas não me lembro do nome do síndrome. Só sei que todos os dias que acordo e está a chover, é uma luta para sair da cama. Passei das roupas de verão directamente para as roupas de inverno. onde anda o outono? A vantagem desta chuvada toda é que pelo menos não tenho que limpar o meu terraço. A pressão da chuva aqui é tanta, que até os restos de comida ressequida que lá ficaram dos convívios que de vez em quando organizo por cá (e organizei no Verão), foram à vida.

Já falei que estou a fazer limpezas, físicas e psicológicas? estou, sim senhora. e dá-me uma sensação de limpeza incrível quando me sento a fumar um cigarro e a ver a chuva a limpar o meu terraço. está limpo, limpinho.

este posting está super deprimente, mas não estou assim tão deprimida. tive momentos óptimos esta semana. óptimos mesmo. com algumas das pessoas que não quero, definitivamente, limpar da minha vida.

Muaah @

1 de outubro de 2010

O melhor da noite de hoje foi o poder matar saudades de entrar numa discoteca.

Há muuiiiitooo tempo que não entrava numa (o Trumps não conta), e hoje soube-me pela vida.

O que vinha agora que nem ginjas era um hamburguer gigante, daquelas roulottes.

Mas, à falta de melhor, estamos em casa da Vera a fazer... massa com molho de tomate. só assim.
Muaah @

27 de setembro de 2010

' O dente do siso está a matar-me...



Já deixou de doer só o dente que está para nascer. isso até nem me incomodava muito, era uma dor incomodativa mas não insuportável. Agora dói-me o ouvido esquerdo, a amígdala esquerda, e o lado esquerdo da cabeça.

Há meses que dá sinal, como se quisesse romper a gengiva, mas nunca mais. De vez em quando dão-me dores tão fortes que nem passa com ben-u-ron. depois passa. passam semanas. depois, começa do outro lado.

estou farta. amanhã vou ao dentista de urgência. acho que hoje não vou conseguir dormir. para além da dor, tenho medo de dentistas. muuiiiitooo meedooo...

estão a nascer-me os DOIS dentes do siso, mas pelos vistos não ganho juízo nenhum...

Muaah @

20 de setembro de 2010

' And All That Jazz #34 - continuação.



Ando desmotivada, mas não no mau sentido. Se isso é possível? Sim!

Ando desmotivada, não por estar triste ou em baixo, mas sim porque não me apetece fazer mesmo nada.

Sou daquelas pessoas que, ou faz muito, ou não faz nada. Não funciono a meio gás.

Se começar o dia de uma forma pouco produtiva, o resto do dia já não vale a pena, já não vou fazer nada de jeito.

Na verdade, continuo a ter ideias para escrever (este fim-de-semana prolongado ainda fiquei mais, dado que tivemos a falar de muitas coisas interessantes...eheh), mas ando sem paciência.

Além disso, tive em casa da Vera até hoje, e consegui a proeza de me deixar ir ao gosto da maré - é uma proeza para mim, que gosto de ter controle sobre tudo - não abri agenda, não liguei às horas, só ia dormir quando tinha sono ou quando já todo o mundo (éramos 4 em casa dela) queria dormir, o que resultou que ontem, disse "vá, amanhã vou às aulas e regressar à normalidade", mas deitei-me às 9h da manhã com o despertador para as 12h (agora tenho aulas de tarde, que chatice), mas caguei de bem alto nas aulas e fiquei a dormir.

há pouco voltei a casa e está a custar-me voltar à normalidade, à rotina, ter coisas que fazer, mails para mandar, a tempo, com horas, com responsabilidade. tenho os horários todos trocados e apetece-me continuar assim, não me preocupar com obrigações e deixar-me seguir "ao gosto da maré", abdicar do controle que preciso sempre de ter sobre tudo, não ter aquela pressão de fazer nada, de "ai tenho que actualizar o blog", "ai tenho que ir ao facebook", "ai, tenho de ir ver os horários", "ai, tenho de ir tratar dos documentos do erasmus", "ai, tenho de ir dormir", "ai, tenho que acordar".

não me apetece. pronto. não me apetece. estava a saber-me tão bem estar em casa dela.

19 de setembro de 2010

' And All That Jazz #34

Ando a ficar sem inspiração/paciência para escrever coisas no blog.

5 de setembro de 2010

' Do Avante.

O Avante foi uma experiência extremamente ambígua.

Primeiro, estava com mau feeling (mas também sempre estive, e nem era para ir, nem sei porque é que decidi ir à última da hora). Desde todas as confusões para organizar minimamente as coisas até ao dia em que andei 2 horas a pé por Lisboa à procura da sede nacional do PCP para comprar a porra do bilhete e não havia maneira de dar com aquilo, não estava no espírito. Depois, no dia anterior a ir (5ª feira), com o concerto dos Nouvelle Vague (que foi ÓPTIMO, by the way, mas isso vai para outro post), não dormi nada (1 hora e meia foi muito); chego a casa de manhã (entretanto já é 6ª feira) e não tenho net, fico chateada, porque sou hiper viciada na net, e tinha o post sobre o Avante agendado, mas detesto quando os post's agendados vão para o blog sem eu os rever primeiro; resolvi dar um tempo à net, penso que deve ser uma avaria na zona, vou dormir umas horinhas, não durmo nada de jeito, acordo e preparo as coisas para o avante, faço mil e uma coisas para ver se a net funciona, e NADA, a caminho de lá apanho um trânsito descomunal, um percurso de meia hora demora 2 horas, entretanto quando chego lá já estou numa pilha de nervos.

Primeira noite da festa, e não gosto da festa em si. Sou muito citadina, pouco política e pouco apreciadora de cultura tradicional portuguesa, e no Avante só há discursos políticos e palcos onde estão a dançar folclore. Não há concertos de jeito (mas isso eu já sabia), e uma pessoa quer comer um hot-dog, mas só há feiras regionais, com aqueles doces e biscoitos e vinhos e queijos e o raio que os parta. Ainda assim, nessa noite até estava feliz, porque afinal e ao fim de contas fui ao Avante quase só por causa do Bruno (e porque nunca tinha ido), e estava mesmo naquela de estar com ele e a cagar-me para o resto, e soube-me bem estar com ele naquela noite. Mas essa madrugada correu muito mal. Como não tinha dormido nada na noite anterior, só me apetecia jogar-me ao saco-cama e ficar lá as próximas 10 horas seguidas.

Se dormi uma hora foi muito. Barulho. Trance até às 7 da manhã de um carro que estava a 4 metros da nossa tenda. Pessoas a berrar. Pessoas a atirarem-se para cima da tenda (acordei umas quantas vezes sobressaltada, nem sei como não me deu um AVC). Sim, tudo bem que eu já estava à espera disso. De festivais não se espera outra coisa e essa até é a piada da coisa. No sudoeste era a mesma coisa (excepto o trance em altos berros e pessoas a atirarem-se para cima da tenda, mas, enfim, as pessoas do sudoeste eram muito diferentes das pessoas do avante. as pessoas do sudoeste sempre te respeitavam se estavas dentro da tenda e sempre havia 1 ou 2 horas de manhã em que o silêncio era total, o que nunca aconteceu aqui). E no sudoeste valia a pena. No sudoeste valia a pena não dormir nada de noite, porque todo o festival e todo o tempo que se estava lá, era bom, e o ambiente era tão bom e as pessoas eram tão simpáticas, que não te apetecia dormir, apetecia-te ficar lá a conversar até não aguentares mais com o sono. enfim, o sudoeste era tudo de bom. e, no Avante, não. para mim, não valia a pena. as pessoas eram estúpidas e idiotas (falo de pessoas que eu não conhecia de lado nenhum e mandavam-se para cima da tenda, claro, não das pessoas com quem fui), e o que menos me apetecia era ficar ali a ouvir trance da 1 às 7h da manhã NON-STOP, estava a DAR EM LOUCA. e como eu, nessa altura, já estava irritada (mesmo muito), e estava a doer-me a cabeça (mesmo muito), e quando estou irritada tomo decisões precipitadas e sou ainda mais impulsiva do que sou normalmente, viro-me para o Bruno e digo "hoje vou-me embora".

E assim decidimos. O Bruno também não estava no espírito, aliás, o Bruno descobriu que não gosta de festivais porque este foi o primeiro a que ele foi e ele não gostou mesmo (ainda menos do que eu). Claro que fui alvo de uns quantos olhares dirigidos a mim, como quem diz "namorada possessiva, queres bazar e obrigas ele a ir contigo" (o que, devo dizer, nunca aconteceu, porque eu disse ao Bruno "vou-me embora", e não "vamos embora" ou "vou-me embora e vens comigo", e até porque me fartei de insistir para que ele ficasse e me deixasse ir sozinha, mas pronto, a culpa caiu para cima de mim à mesma, claro).
Resolvemos esperar até de noite, ver os Deolinda, e só depois ir embora, quando a festa acabasse, ou seja, quando os idiotas resolvessem ir para o acampamento mandar-se para cima das tendas das outras pessoas.

Dormi uma longa (duas horas no avante já foi muito) sesta, e acordei subitamente melhor (porque será? porque eu sou a pessoa mais insuportável e inaturável quando me privam de sono?), e já não me apetecia ir embora. Assim, do nada, comecei a entrar no espírito. Apetecia-me ficar acordada a noite toda e ser eu a pessoa a atirar-me para cima das tendas dos outros. Mas, na altura em que comecei a entrar no espírito e até a gostar daquilo, a tenda já estava desmontada, e já era de noite, e já estava tudo arrumado, e já tinhamos avisado a mãe do Bruno que vinhamos cá para casa. E o Bruno queria mesmo mesmo mesmo ir embora, e não ia dizer "tá bem, então vai, eu fico aqui, tchau".

resumindo e concluindo: ao inicio, odiei aquilo. a única coisa boa era a companhia. nem uma moca de jeito eu consegui apanhar. quando decidi que não valia a pena martirizar-me até domingo à noite se nas primeiras 24 horas estava a desesperar, achei que tinha sido a decisão mais acertada e que não me ia arrepender. e não me arrependo. mas, uma parte de mim, gostava de ainda lá estar. a aproveitar o espírito que chegou uma noite atrasado porque eu consegui (com muito esforço) adormecer-me durante 2 horas à tarde. no final de contas, tudo se resumiu a um problema muito simples: privação de sono e a irritabilidade que me trouxe. e toda uma conjectura de acontecimentos anteriores (o facto de já ir para lá com a ideia "Não gosto do Avante", e de ter sido uma confusão para conseguir ir, etc) que não foram a meu favor.

mas não gosto de pensar no lado mau das coisas, por isso, neste momento estou a ver o bom: eu e o Bruno nos transportes públicos às 23h com um péssimo aspecto (parecíamos fugitivos e teve piada), um banho quente (a água saiu castanha, juro, e só estive lá um dia), comida de jeito, uma cama fofinha à minha espera; e, sobretudo: SILÊNCIO. até consigo ouvir o silêncio. nunca apreciei tanto este silêncio.

como não sei se vou ter net quando chegar a casa, aqui fica um: até quando puder, ou até eu chamar um técnico da zon a casa e fazer dele refém até me arranjarem a net. e dificilmente volto a pôr os pés no avante...

como disse, foi uma experiência ambígua e estranha. mas, acima de tudo, foi uma experiência. as experiências são sempre boas, aprende-se sempre alguma coisa. e sempre satisfiz a minha fantasia de ter sexo numa tenda de campismo.

Muaah @

3 de setembro de 2010

' Fiquei com o gostinho do Sudoeste

por isso agora chegou a vez do Avante. só porque estou fartíssima de Lisboa e quero acabar as férias em grande. ah, e porque pela primeira vez na vida vou acampar com namorado. (sim, ele também vai). e porque o Daniel anda a prometer-me uma sheeshada há muito tempo, e desta é que vai ser. e também porque houve grandes confusões para ir, primeiro ia, depois não ia, depois já ia, depois não ia outra vez, e agora finalmente, em cima da hora, decidi que ia, então algumas pessoas começaram a ficar fartas de aturar a minha indecisão e a achar que eu não conseguia ir, e até a desejar que eu não fosse, e eu agora vou só para superar expectativas e para provar que sempre consegui ir. enfim... vou por inúmeras razões, mas acima de tudo, vou porque vou.

pela primeira vez, vou ao Avante. fresh, new. eu, que detestava o Avante (e dizia-o sem nunca ter ido, que estúpido, ya. também dizia que detestava o facebook e que nunca ia criar um na vida, e agora é o vício que se vê. enfim, Cláudia Maria, lição a retirar, nunca digas "não gosto, nunca vou...")

vou ver como é. claro está que não conheço nenhuma das bandas que lá vai (excepto Deolina e Expensive Soul, bandas que para mim não fazem um festival nem pouco mais ou menos) nem me agrada muito a ideia de estar o dia inteiro a ouvir música portuguesa. por isso, admito, estou com maus feelings em relação a isso. o que vale é que é baratuxo, 20 euros. se fosse 21 já não pagava pela bosta que é (ou que deve ser). uma pessoa vai ao Sudoeste e aumenta a fasquia no que toca a festivais, né?

mas coisas boas hão-de haver. há sempre. nem que sejam as companhias. se aquilo for muito mau, eu prometo que fumo erva por mim e por vocês, ok?

Au Revoir.

Muaah @

24 de agosto de 2010

' Museu da Carris & CCB.

Hoje acordei com desejo de ver coisas interessantes. Gosto de coisas antigas, museus, exposições. Chamei o Bruno e fomos ao Museu da Carris. Há tanto tempo que não punha os pés num museu, e adoro museus.


adorei! lembro-me tão bem daqueles autocarros cor-de-laranja da carris, e de andar neles por Lisboa com a minha avó quando era pequena. lembro-me tão bem daqueles passes antigos. afinal, vivo em Lisboa há 20 anos e a Carris cresceu comigo (lol). Achei triste o facto do museu estar VAZIO! só estava lá eu, o Bruno e o senhor que nos levava num eléctrico antigo (lindo) de um núcleo ao outro do museu. ilustra, infelizmente, o espírito do povo português... um povo inculto, desinteressado e que insiste em manter-se assim.

depois fomos ao Centro Cultural de Belém. confesso que nunca fui grande apreciadora de arte, acho as exposições bonitas mas não consigo atribuir nenhum significado especial a uma pintura abstracta, por exemplo (confesso que me sinto burra quando isso acontece, ahah)



sempre foi um dia diferente... e bom :)

entretanto, descobri uma nova paixão musical: Nouvelle Vague. Ouvi uma música deles, "love will tear us apart" e fiquei curiosa por mais. ouvi umas quantas no youtube e apaixonei-me. parecia-me uma versão diferente de bossa nova, mas bossa nova normalmente é brasileira. mas tinha razão: nouvelle vague tem muiiitas influências de bossa nova. é por isso que adoro :)

[lá estou eu a fazer disto um diário, bleeh]

Muaah @

23 de agosto de 2010

' Hoje apetece-me escrever algo tipo diário / And All That Jazz #33

Este fim-de-semana teve direito a mais um acampamento na praia (Sábado para Domingo). Ganhámos o gostinho da última vez - e eu, particularmente, ganhei o gostinho por acampar no Sudoeste (acampamentos que fiz nos escoteiros não contam, que eram muito diferentes) - e resolvemos repetir a dose. Não há nada como uma noite na praia, conversas ao o som do mar a ir e vir, intensificado pelo efeito da bolota, ter conversas filosóficas, jogos de UNO, dar uma volta pela praia com ele ao desaparecer da noite, adormecer com a brisa da manhã e a olhar o nascer do sol, acordar quando o sol já vai alto, apanhar banhos de sol e banhar-me na água da praia de Santo Amaro, que é tão calminha que mais parece uma piscina. Foi óptimo :D

foi um óptimo dia de praia.

a Vera dormiu em minha casa nessa noite. dormimos imenso. uma noite e um dia na praia esgotam uma pessoa =P gosto tanto da Verinha, ela toda preocupada porque "estava a ser um inconveniente e estava a estragar o nosso 'momento a sós' - meu e do Bruno - porque se tinha esquecido da chave de casa e tinha de ficar cá a dormir", mas ela é tão parvinha, não custou nada, gosto da companhia dela, sei que ela faria o mesmo por mim, e ela respeitou bem a nossa privacidade, logo, não interferiu em nada o facto do Bruno estar cá em casa. sei que o disse milhões de vezes, mas assim fica escrito, para quando vieres ler isto, Vera. :)

o Bruno também passou o fim-de-semana inteiro comigo. chegou a minha casa no Sábado logo de manhãzinha com uma surpresa, daquelas boas, daquelas que um simples "obrigada" não chega para mostrar o agrado que se tem. são esses pequenos momentos e surpresas e gestos da parte dele que me fazem estar cada vez mais apaixonada por ele. discutimos 3 vezes "a sério" só no espaço do fim-de-semana (foi preciso chegar aos 7 meses tão pacificamente para começarmos a discutir agora, bom record), mas são discussões por coisas tão estúpidas que às vezes até sabe bem tê-las, para descarregar as más energias e para ficar tudo em pratos limpos (comunicação numa relação é muito importante, e eu não sou de omitir nada quando estou numa), e o melhor é sempre as pazes, claro. é isso: apesar dos arrufos que às vezes (cada vez mais) temos, sinto-me a cada dia mais apaixonada por ele :)

hoje, fui ter com o Dani. há muito tempo que não estava com ele, e o Dani é uma óptima companhia. Tivemos de pôr a conversa e as novidades em dia. Ele pagou-me um cinema e as pipocas em troca do meu livro (como "pagamento"). Fomos ver o "Salt". Detesto filmes de acção, mas era o único que dava a horas decentes, se fosse mais tarde estava lixada para voltar para casa (em Agosto os transportes são complicados). Mas até caiu bem (o filme). As pipocas caíram melhor. Há tanto tempo que não ia ao cinema e hoje esteve mesmo tempo para isso. Eu gosto do Verão, mas este dia mais à-Inverno até soube bem.

Voltei para casa a ouvir Amy Winehouse. Ouvir "Wake Up Alone" enquanto passava pelo monsanto (o autocarro que me leva a casa passa o raio da serra quase inteira), levou-me a ter um momento altamente introspectivo. Este fim-de-semana foi de diversão, mas também de introspecção. Houve certos momentos em que decidi que havia coisas na minha vida que tinham de mudar. Mais particularmente, na minha forma de ser. Estou satisfeitissima comigo mesma, com a minha personalidade, só há 2 coisas que quero mudar. Uma é segredo e a outra é ser demasiado permissiva. Muitas vezes "como e calo", "oiço e calo", muitas vezes deixo que façam de mim parva, e isso vai mudar.

Pensei em como a minha vida está agora, e no tempo que demorei a chegar onde estou. Não em termos materiais, mas em termos psicológicos e espirituais. Pensei em tudo o que fiz na minha vida até hoje, e no que quero fazer no futuro. Pensei nas pessoas, aquelas que eu quero manter na minha vida porque dão aquele toque de especial que a vida tem, e aquelas que são parasitas, que só me fazem mal. Saí do autocarro umas paragens antes para ir o resto a pé, respirar ar fresco e apanhar com os chuviscos. Soube bem. Enfim, pensei na vida. E continuo a pensar. De há 4 horas para cá que estou altamente introspectiva.

E é isto. Hoje apetecia-me escrever estilo-diário, sem floreados, só assim, o que eu fiz nos últimos dias (e eu tento ao máximo evitar que este blog seja um diário, mas de vez em quando sabe bem e não mata ninguém).

Muaah @

10 de agosto de 2010

' And All That Jazz #32

Este dia passou-me ao lado. Dormi nem mais nem menos do que 18 horas, com pequenos intervalos para comer e ir à casa-de-banho... (ahh, que saudades da minha casa-de-banho limpinha).

Claro, dormir no sw foi mentira, se dormi 3 horas por noite foi muito, e na praia quase nunca conseguia por causa do calor... (só dormi uma vez, tão profundamente, mas tão profundamente, que podia vir uma onda molhar-me e eu desconfio que continuava a dormir ou morria afogada).

Ainda me sinto cansada, sou daquelas pessoas que precisa de dormir muito para ficar bem/não ficar irritadiça/insuportável/impossível de aturar.

Só hoje tive cabeça para fazer uma retrospectiva do SW e cheguei à conclusão de que, apesar das alturas más (tipo aquelas em que me apetecia vir mesmo para casa porque estava cansada de não dormir, irritadiça com a falta de sono), no geral foi mesmo muuuuiiiitoooo bom. foi toda uma experiência nova, visto que já tinha ido ao SW, mas nunca tinha ficado lá a acampar.

tenho saudades dos banhos colectivos. habituei-me a tomar banho de água gelada que agora nem consigo tomar de água quente, tomo com água quase fria. SABE TÃO BEM.

aqui ficam algumas fotos (fiquei mesmo mal em quase todas, não me via ao espelho há dias...)



(tatuagem henna, portanto falsa)

basicamente, esta semana (que me pareceu passar um mês, quando cheguei a Lisboa deu-me a sensação que já não punha cá os pés há que tempos), valeu por um verão inteiro. passo-os quase sempre em Lisboa, por isso esta semana foi uma lufada de ar fresco. descansei (mentira, descansei nada, descansei foi das obrigações, com os telemóveis desligados por falta de bateria e totalmente offline do resto do mundo, desliguei-me completamente, porque descansar no sentido mais literal da palavra, tipo dormir e isso, foi mentira), diverti-me, aprendi muita coisa, ganhei um novo respeito pela natureza (perdi o medo de bichos e bichinhos, visto que gafanhotos eram a primeira coisa que eu via ao acordar e até os achava fofinhos).. e fumar?! já nem fumar consigo, agora vou fazer um break, porque fumei tanto, mas tanto, lá, nunca tinha fumado tanto na minha vida, fiquei farta, só de pensar em fumar enjoo-me. e nunca fui muito de beber. não gosto,por isso fumo...

o ponto alto dos concertos, para mim, foi Mika, claramente, adoro Mika. podem gozar o que quiserem, aliás, fartei-me de ser gozada por gostar de Mika, mas who cares, amei, e claro quando ele passou "Big Girl, you are beautiful", lembrei-me logo do Mulher XL, principalmente porque, durante esse música, ele chamou ao palco duas mulheres gordinhas (não do público mas mulheres que ele tinha levado ao concerto), e mandou ao público um sapato com metade de uma perna XL, em borracha, tipo balão, para as pessoas do público empurrarem ao ar e irem passando umas as outras. UM MIMO!. também gostei da interacção dele com o público, fartava-se de falar connosco, primeiro em inglês e depois traduzia para português. enfim, AMEI. outro concerto que me marcou: David Guetta. nunca dancei tanto na minha vida. depois, claro, Jamiroquai, James Morrison, e Massive Atack. ;D

estive uma semana sem me olhar ao espelho, a primeira coisa que a minha mãe me disse quando cheguei a casa foi "estás preta!!!!". e, realmente, só olhando-me ao espelho é que reparei melhor na coisa. ESTOU PRETA!!

foi uma experiência brutal, adorei. e não podia haver combinação melhor para uma experiência do género, do que eu, a Vera e a Sara. as 3 tão diferentes em quase tudo, deu uma combinação muito boa e que funcionou bem :)

agora que já satisfiz a minha necessidade básica de dormir... começo a sentir mais saudades dele! :) amanhã é o dia em que vou matá-las.

ahhh... adoro o Verão.

Muaah @

e com isto tudo nem reparei que já cheguei aos 100 seguidores... obrigada a todos vocês.

' Estou de volta, inteira e viva

(morta-viva, mas viva).

estou sem energia para escrever, neste momento só consigo ver a minha caminha pela frente... é lá que me vou enfiar já de seguida para dormir as próximas 12 horas.

quanto ao Sudoeste? epa, foi brutal.

foi uma experiência que valeu a pena todas as coisas más, péssimas: os problemas que tivemos com a vizinhança (ao início tínhamos uns dealer's mesmo ao nosso lado, e nós borradinhas de medo lol.. mas depois vieram uns príncipes encantados para nos salvar), a sujidade, o sair do banho e já estar suja pela poeira no ar, o nunca estar com os pés limpos, ter sempre aquela sensação horrível que estão cheios de pó (uma sensação que detesto), o termos de racionar comida (no último dia, então, foi quase um acampamento de sobrevivência, 3 pessoas desidratadas e com uma garrafa de água de litro, a beber aos poucos para durar o máximo possível... que horror!). valeu a pena pelas casas-de-banho NOJENTAS (como eu nunca vi, ao ponto de ter m*rda por todo o lado e de eu me aguentar toda até ir à cidade e a um café... só visto, porque contado ninguém acredita), pelos filmes que eram para lavar a loiça, pela lixeira autêntica que era aquele campismo no geral. mais um bocadinho (tipo assim, sem tendas nem sacos-cama) e estávamos no festival de WoodStock. só passando lá uma semana aprendi a dar valor à minha casa-de-banho limpinha, a poder sentar-me para fazer xixi, à minha cama de casal confortável (feita parva esqueci-me de levar uma esteira or so, então andava a dormir com pedrinhas espetadas nas costas, se bem que com o correr dos dias, a exaustão era tal que até isso me passava ao lado, quanto era para dormir, era logo onde calhasse), e o poder sair do banho e não estar instantaneamente suja... ahahah. o acampamento do Sudoeste é o local perfeito para ganhar anti-corpos, tal é a exposição à merda, por mais que uma pessoa tente ser minimamente higiénica, não dá... 

mas teve coisas boas, claro. as companhias, os reencontros com pessoas que não via, se calhar, há anos, e as novas pessoas fantásticas que conhecemos, os concertos (escusado será dizer que vibrei com o  Jamiroquai, com o James Morrison, com o Mika com o David Guetta e com algumas músicas dos Massive Atack, então aquela unfinished sympathy mata-me). as mocas, os dias passados na praia, os fins da tarde no "canal" (género de barragem que parece uma piscina), as noites passadas a rir, aquele autocarro old-shcool vermelho que nos levava à praia, género dos turistas (e andarmos lá em cima a apanhar com o ventinho? sempre que íamos à praia e não tinhamos boleia, quase que rezávamos para apanhar esse autocarro). éramos 3 gajas, sozinhas, e inicialmente estávamos "na merda" (por algumas razões que nem me quero lembrar), mas desenrascámo-nos tão BEM. correu tudo tão BEM (ou quase), que até custou sair de lá. aliás, eu só não suportava estar lá mais um dia por causa da sujidade, porque se fosse pela diversão, tinha ficado por lá mesmo. "o meu corpo pede descanso, um banho de água quente e uma cama fofinha, mas a minha cabeça pede diversão".

e por falar em banhos... e os banhos colectivos?! opa, para mim era o melhor de tudo. este ano, a organização do Sudoeste abusou no que toca ao apelo aos instintos sexuais. para onde quer que te virasses, era publicidade gratuita ao sexo fácil, mesmo que indirectamente, era só ter 2 dedos de testa (e não estar mocada) para perceber a mensagem subliminar da coisa. os banhos colectivos eram um óptimo exemplo. gajos e gajas, tudo ao molhe, a tomar banho em conjunto. por enquanto, este ano, ainda andávamos todos de bikini, mas pelo andamento que isto está a ter, não sei não =P havia jogos de carácter super sexual (como um conjunto de pessoas a passarem shampoo e gel de banho umas nas outras), o próprio ambiente era sexual, sensual or whatever, a água tinha de ser gelada porque o ambiente estava mesmo muito quente. de referir que o acampamento do Sudoeste foi, até agora, a maior concentração de gajos bons (e gajas boas) que eu já vi em toda a minha vida. em 10 pessoas, havia 9 sensuais/boas/bons, o outro era normal. a maior concentração de sensualidade ambulante por metro quadrado. e, claro, toda a gente adorava os banhos colectivos por isso. eu incluída. quem não gosta de estar a tomar banho de água fria - e já sabemos o que a água fria, geladinha, provoca a certas partes do corpo humano - com um montão de gajos bons à volta (e gajas, porque não admitir), com a música "car wash", ou até músicas de Marvin Gaye (como Lets Get It On e outras músicas a puxar ao sensual), tipo discoteca-a-tomar-banho-ao-ar-livre. um dos ambientes mais sensuais e mais a apelar ao sexo que eu já vi... :D

enfim, tinha tanto que contar, e estou com tanta preguiça para escrever.

mas...

o que acontece no Sudoeste, fica no Sudoeste. right?

"festival é festival, Sudoeste é toda uma experiência". uma experiência, uma aprendizagem...com muita diversão à mistura!



Muaah @

já referi que estou com um bronze espectacular? parece que me enfiei num solário, com o mesmo bikini, durante uma semana. e foi o que aconteceu, se formos bem a ver.