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20 de agosto de 2011

' De dar demasiada confiança.

Já várias pessoas me disseram, e eu não posso discordar... eu sou uma pessoa que dá demasiada confiança. Para além do problema de ser permissiva, do qual já falei over and over, tenho aquele grande problema que é o de ser ingénua, acreditar em tudo e todos, e SÓ ver o lado bom das pessoas… Fico sempre à espera que nunca me desiludam, que gostam mesmo de mim, um gostar sem interesse, que têm sempre boas intenções. I buy whatever you want to sell to me, if you speak the proper words. Significa isto que é demasiado fácil levarem-me com cantigas, falinhas mansas e elogios.

Qualquer pessoa na minha posição acabaria este texto, dizendo “é por isso que só levo pontapés dos outros”, mas no meu caso, por mais fascinante que possa parecer, não é o que sucede… não estou em posição para me armar em vítima e dizer que sempre me desiludem, nem mesmo porque eu sou ingénua e acredito no lado bom de todo o mundo e nem todo o mundo é assim tão bom. Talvez seja mesmo uma questão de karma e energia… eu confio tanto nas pessoas, que essa confiança é, na maioria das vezes, retribuída, e não tenho grandes memórias de ter sido desapontada, ou da minha confiança ter sido traída.

O facto de ser ingénua e acreditar em tudo e confiar em toda a gente nunca me deu grandes problemas… talvez porque, de uma forma ou outra, as circunstancias e/ou ambiente e/ou pessoas à minha volta nunca deixaram que tal acontecesse. Mas tenho consciência de que vou para um país diferente, sozinha, on my own, e tenho de começar a perder toda esta ingenuidade. Foi um conselho que várias pessoas, que me conhecem bem, me deram, e nisso, eu tenho que concordar. Nem todo o mundo tem as melhores intenções.

19 de agosto de 2011

' This one could be The One #70 - PAUSA NA RUBRICA E NO BLOGUE.


E fica esta, que também adoro, para fazer uma pausa nesta rubrica.

Consegui colocar as 70 e tal músicas da lista que levei meses a completar, e entre as quais se encontra o meu par de músicas favoritas, e as 70 e tal em que penso quando me perguntam "qual a tua música favorita?", pergunta à qual nunca consigo responder prontamente.

Entretanto, depois dessa lista, descobri coisas novas, novos artistas, novos álbuns - thanks to Vera & Alex, que só me mostram coisas boas - reencontrei coisas que ouvia há muitos anos mas que acabei por me esquecer, e tenho uma nova lista. Calma, essa não tem 70 músicas, só tem ainda umas 15, mas também ainda está under construction! ;)

Dentro de dias - dia 22 de manhãzinha - parto em Erasmus para Holanda e concerteza - espero! - vou ter novas experiências para contar por aqui, mas ainda devo demorar um tempo a cá voltar.

Portanto, aqui fica uma pausa, na rubrica e no blog em geral, e um... até já, até logo, até! :)

Muaah @

22 de julho de 2011

' De me reduzirem àquilo que eu faço.



Se há coisa que eu detesto, é quando as pessoas acham que, por eu ser estudante de psicologia, tudo o que eu faço na vida, tudo o que eu sou, tudo o que eu gosto, esteja relacionado com psicologia.

O exemplo mais flagrante foi quando fui ao programa "Querida Julia" com o Mulher XL - projecto de moda que tenho - e a Júlia me perguntou "portanto, a Cláudia é estudante de psicologia", e depois disse "mas moda tem a ver muito com psicologia". Claro que eu disse que "sim, claro", estava em directo na televisão num canal nacional genérico, mas no fundo no fundo, detestei aquela afirmação, porque me dei conta que há imensa gente que faz isso. Já a mulher que me tinha entrevistado antes de ir ao programa, por telefone, me tinha falado nisso, qualquer coisa do género "então, mas a Cláudia faz o quê?", "estudo", "o quê?", "psicologia", "ah, e já se imaginou a fazer alguma coisa com as duas áreas, a moda e a psicologia? se calhar há muita gente a precisar de ajuda, a Cláudia podia conciliar". Quer dizer, como quem diz que as duas coisas TÊM QUE ter alguma coisa a ver com a outra, como se fosse uma espécie de imoralidade eu estar a tirar um curso que pouco tem a ver com um projecto aparte, que tenha fora dele.

Quantas e quantas vezes, em conversas, depois de me perguntarem "o que faço" e de eu responder que estou a tirar um curso de psicologia, as pessoas encadeiam o resto da conversa com base nisso? Tudo o que falamos, a seguir, tem que ter a ver com psicologia. "Tu que estudas psicologia deves saber", é o exemplo mais forte.

Ou seja, basicamente, definem-me pelo curso que eu tiro, pelo que "faço". Eu não posso ter outros interesses, hobbies, projectos, objectivos... Nãão! Tem tudo a ver com psicologia. Porra! eu sou muito mais do que psicologia. Na realidade, o meu curso, apesar de estar a ser tirado por por gosto pessoal genuíno, é apenas uns 5% ou 10% daquilo que me define e completa a minha vida. Não, não me imagino de todo num consultório a atender pacientes - e portanto detesto que me digam "quando fores psicóloga, tens de falar assim e assado" - não me imagino a exercer psicologia de todo. Adoro o meu curso, mas sinceramente não me vejo a trabalhar nele. Na realidade, ainda não sei o que quero da vida. Mas as pessoas assumem sempre que eu vou ser psicóloga.
Pior, é quando assumem que, por eu estar em psicologia, sei de tudo. "Tu que estudas psicologia deves saber", ou "tu que estudas psicologia, diz-me como funciona isto", ou "uma amiga minha está com problemas e quer que fales com ela, ela lê o teu blog e sabe que estás a tirar psicologia". Like, really? Eu não sou Freud.

É que dá mesmo vontade de deixar de dizer às pessoas que estudo psicologia. Parece que deixam de ver o que sou, enquanto pessoa, no meu todo, uma pessoa com paixões e interesses nas mais variadas áreas, para verem apenas uma pessoa que estuda psicologia.

21 de julho de 2011

' Porque todo o mundo depende tanto de mim.



Eu sou uma pessoa bastante independente e desenrascada. Se tenho uma ideia, ou me lembro de que quero fazer alguma coisa, faço, sozinha ou acompanhada, mas sem quaisquer problemas de o fazer sozinha... Desenrasco-me, vou atrás, e acabo sempre por conseguir. Gosto de pedir opinião aos outros quando não tenho a certeza de algo, mas assim no geral sou bastante decidida e determinada, informo os outros que vou fazer, não peço... e, geralmente, são as próprias pessoas que me perguntam se preciso de ou quero ajuda, ao invés de ser eu a dizer "ajuda-me". Não por orgulho, mas porque estou habituada a fazer e a conseguir as coisas sozinha.

Já o contrário se passa comigo. Por vezes há alturas, fases, em que parece que todo o mundo precisa de mim e me pede ajuda. Vejamos: eu sou a pessoa que empresta os apontamentos, no fim do semestre, pois passo sempre a matéria toda e normalmente ninguém passa; eu sou a pessoa que envia num e-mail todos os documentos pedidos e necessários para ir em erasmus à rapariga da minha faculdade que, supostamente, também vai comigo, mas que deixou para a última da hora e não tratou de nada; eu sou a pessoa que arranja bilhetes para o super bock super bock em cima da hora, quando estava esgotado em todo o sítio, porque as pessoas com quem ia simplesmente deixaram para a última da hora também - e eu fui sempre a pessoa que teve o tempo todo a dizer "vamos comprar os bilhetes", "olhem que eles vão esgotar", e até mesmo no próprio festival, fui eu que tive o cuidado de levar comida e água, ainda que eles dissessem "ah eu não vou ter fome, nem sede", e, obviamente, que acabaram por ter - eu penso sempre em tudo; eu sou sempre a pessoa que dá alojamento gratuito, se alguém não tem onde passar a noite, no que depender de mim não fica sem tecto nem debaixo da ponte (e não me queixo de o fazer, faço com gosto e até costumo brincar com a situação e dizer que a minha casa é uma pousada da juventude gratuita com refeições incluídas); já para não falar na quantidade de dinheiro que empresto (1 euro aqui, 2 ali, 3 ali) quando é realmente preciso. Mais desenrascada do que eu, ainda, só mesmo a Carol, amiga e roomate da Vera, que é capaz de ir tocar à porta de todos os vizinhos para pedir caril, para fazer frango de caril, quando nos esquecemos de comprar. xD

Resumindo, concluíndo e baralhando, sempre que alguém está em apuros ou precisa de uma mãozinha, a Cláudia está lá para dar. Porque já sabem que sou desenrascada, organizada, e sou expert em gestão de tempo, e que geralmente consigo as coisas que meti na cabeça que quero, e que consigo escapar-me das situações e problemas de forma natural... e, principalmente, que me foco sempre na solução e nunca no problema.

Não é, de todo, minha intenção, queixar-me ao dizer isto. Gosto de ajudar, se alguém me pede ajuda e quando posso (e às vezes quando não posso ou não me dá jeitinho nenhum), gosto de ver as pessoas à minha volta bem. Digo isto com aquele intuito de que, às vezes, cansa. às vezes eu só quero não fazer absolutamente nada, daqueles dias em que acordo para voltar a dormir... e se ligo o telemóvel já tenho outra vez alguma msg a dizer "preciso de", "faz-me um favor", "podes ajudar-me", "já viste aquilo de". xD Há alturas em que isso é tão óbvio, que eu nem sequer ligo os telemóveis um dia inteiro.

Mas a culpa é minha. Porque eu sou permissiva e facilito demasiado a vida a todo o mundo. Digo sempre que sim, e nunca me consigo chatear. Emprestei o meu caderno e não o vi durante 2 semanas? Odeio, odeio isso, odeio escrever matéria em folhas soltas porque alguém levou o meu caderno emprestado supostamente por 1 dia, mas consigo chatear-me? Não. A culpa é toda minha, porque eu facilito demais.

Já me disse a mim própria tanta vez, e já me decidi tanta vez, que tenho de aprender a dizer que "Não". Ficam chateados quando, geralmente, digo que "não", por mau-hábito... E como detesto conflitos - evito-os ao máximo - e detesto discutir e que fiquem chateados comigo, ainda que eu tenha razão, acabo sempre por evitar esse tipo de situações... e digo sempre que "sim" a tudo.

E, depois, é como diz a imagem: ninguém repara no que faço, até que não o faço.
WHAT'S WRONG WITH ME?!

19 de julho de 2011

' Eu e as minhas manias...

Gosto de andar sempre minimamente bem depilada (mesmo que seja Inverno), e com lingerie bonita e, de preferência, a condizer.

Porque, se um dia me sentir mal no meio da rua e tiverem de me levar, inconsciente, para o hospital e me despirem… epa, quero estar minimamente apresentável, né?

Pronto, era isto, momento de estupidez do dia.

3 de julho de 2011

' POC?!

A Maria Leonor fez um comentário no post das limpezas/higiene, que me deixou a pensar:  "Acho que tens mesmo misofobia! Rapariga, há coisas com as quais concordo contigo...mas muitas das outras são too much! Como é que consegues viver assim? É um stress constante... "

Mas sinceramente, acabei por me esquecer e não me preocupei, pois não costuma ser um stress constante... são coisas, acções e preocupações pequenas e naturais que me surgem no dia-a-dia, quase ninguém dá por isso e eu já as faço automaticamente.

Mas ontem à noite fui sair e fiquei algo preocupada com um comportamento que tive: quando cheguei a casa, já quentinha/tocada pelo alcool (não bêbada, mas tinha a noção), só me apetecia cair na cama, mas ainda fui tomar banho, sempre com aquela preocupação constante de não contaminar os lençóis com os germes da rua, restaurante, discoteca, transportes publicos, todos os sítios por onde passei... quem tem este tipo de preocupação?

Quando acordei e liguei a tv, estava a dar o Dr OZ e ele estava a explicar a POC - Perturbação Obssessivo-Compulsiva - e eu identifiquei-me em alguns pontos. Até foi lá uma mulher que, tal como eu, tem "medo" de germes e micróbios... depois lá no programa um outro médico que estava a apresentar esse tema, tocou no sapato e esfregou a mão pela cara, para mostrar à mulher que não faz assim tão mal e que ela não vai ficar doente só por isso, mas a mim fez-me extrema confusão, tanto a mim como à mulherzinha que sofria de POC...lol. Entretanto, no vídeo dela, ela também tinha 2 manias que eu tenho: estar sempre a lavar as mãos e praticamente lavar a loiça antes de a pôr na máquina, com "medo" que a máquina falhe em alguma sujidade. Isto não é normal!

Não, não tenho aquela mania de re-organizar as coisas vezes sem conta e desligar os interruptores 30 vezes, nem  nada disso... se um quadro estiver torto, deixa-o lá, não me faz confusão. a mim é mais específico, são coisas muito específicas e até estúpidas, como por exemplo: quando faço limpezas, e ponho roupa para lavar, eu tiro o que tenho vestido e faço o resto da limpeza nua, isto só para não ficar tudo limpo e depois a única coisa no cesto da roupa suja ser o que eu tinha vestido enquanto estava a limpar...faz-me impressão! lol. Ou, por exemplo, numas escadarias, gosto sempre de entrar com o pé direito e sair com o pé direito também, ainda que isso implique que no fim tenha que saltar dois degraus... mas isso é mais superstição, não tanto obssessão.

Fiquei a saber que existem testes para detectar isso - e eu, como estudante de psicologia, tenho muito essa mania de me auto-diagnosticar, o que nunca se deve fazer, mas pronto, foi só para "diversão" - e fiz um teste qualquer na net, este, que me pareceu razoável. No fim não consegui saber o resultado, o site bloqueou e não tive paciência para repetir, mas tive uma ideia a partir do que assinalei em cada ponto. Sinceramente? Eu tenho manias muito específicas, mas apelidar de POC é demais. Sim, tenho a mania do controlo e adooooro coisas organizadinhas, mas por exemplo não tenho medo de ficar doente pelos germes, apenas me mete nojo saber que eles estão lá. Sim, gosto das coisas minimamente arrumadas e ordenadas, mas não ao ponto de ficar horas e horas a endireitar as mesmas coisas, nem de ir endireitar um quadro se vir que ele está torto. Não fico propriamente obcecada com isso.

Esse teste também me fez "consciencializar-me" de muitas outras manias que eu tenho, mas por vezes são inconscientes. Por exemplo, eu tenho muito uma noção de que existem nºs "bons e maus" (um dos pontos da escala do teste) - detesto, mas detesto, números ímpares, horas ímpares, o nº 13, chego ao ponto de parar o que estou a fazer durante um minuto se por acaso olhei para o relógio e eram 12h13 ou assim... - outra, ponto 5, "É-me difícil tocar um objecto quando sei que foi tocado por estranhos ou por certas pessoas." - porque, lá está, tenho aquela coisa que não sei o que a pessoa andou a fazer, e normalmente essa pessoa foi à casa-de-banho sem lavar as mãos, como eu vejo tanta vez, e portanto tudo o que elas tocam ficam contaminado; ponto 9: "Fico incomodado se os outros mudarem a forma como tenho as coisas organizadas." - ah, mas detesto mesmo! e quando as pessoas mexem nas minhas gavetas e deixam a roupa toda enrolada, eu tendo ir lá e dobrar tudo direitinho; "Por vezes, tenho de me lavar ou limpar apenas por sentir que possa estar contaminado. " - desta acho que já falei o suficiente.

O que mais me preocupa é que o meu pai, ainda por cima um parente directo, teve um início, se não mesmo, POC. Agora está muito melhor mas eu lembro-me perfeitamente que ele tinha as mãos em ferida de tanto as lavar - algo que eu não tenho - que estava sempre a limpar o wc de cada vez que lá ía, que ligava e desligava interruptores, abria e fechava portas, vezes sem conta. Acho que teve de tomar medicação e tudo. Ainda não se tem certezas de que a POC seja hereditária, mas há algumas evidências de que seja; fora isso, há sempre a hipótese da imitação e adopção de hábitos dos pais, pode ser que eu tenha adoptado alguns - e adoptei com certeza, os menos extremos - do meu pai.

Ainda não cheguei a esse ponto e acho, sinceramente, que não vou chegar, pois como disse, as minhas manias são muito específicas, mas não interferem com o meu quotidiano, consigo conviver bem com elas, não perturbam ninguém, e ninguém dá por elas. :) É apenas uma mania de limpeza conciliada com controlo, e não, não é um stress constante. :)

1 de julho de 2011

' Evoluir, sempre.



Estou, finalmente, a viver aquilo que sempre quis, numa das áreas da minha vida.

Uma coisa que, talvez, nem todo o mundo aprovasse como sendo o mais correcto. Mas, bom, afinal a vida é minha, não posso vivê-la a fazer o que os outros acham correcto. Se os outros acham errado, que não  o façam. Tão simples quanto isso. Correcto e errado, dois conceitos tão subjectivos e cultural e socialmente tendenciosos.

Esperei, esperei, procurei, confiei. E, finalmente, consegui. Estou a evoluir num sentido que sempre quis.

Estou, acima de tudo, feliz!

 E agradecida por ter encontrado uma pessoa que, independentemente dos defeitos que possa ter, me aceita, a minha essência, natureza e personalidade, de uma forma que nunca ninguém o fez, sem nunca me julgar ou tentar mudar.

20 de junho de 2011

' I'm freeeeeeee (and happy)

ESTOU, OFICIALMENTE, DE FÉRIAS, A PARTIR DE HOJE ÀS 17H30.

Hoje saíram as duas notas que faltavam, para saber se acabava com isto de uma vez... e felizmente acabei! Passei a tudo à primeira (nem sempre com as melhores notas, mas razoáveis até!), e não preciso ir a 2ª fase. Melhorias? Nem quero vê-las! Tá feito, tá feito! Minhas ricas férias! Que saudades que tinha delas!

Overall, até nem me saí mal! A nota mais baixa foi 13, o que acho médiozinho, enfim, podia ser melhor, mas não quero mais ver aquilo à frente! A mais alta foi 19, numa cadeira que, sinceramente, achava que ia reprovar! Pois quando saí da frequência, todo o mundo tinha dado respostas diferentes das minhas e eu comecei a achar que... "hmmmm, será que tenho tudo errado?". Bem, afinal, parece que todo o mundo tinha tudo certo, pois as notas dessa cadeira foram óptimas, a média da turma foi de 15. Fiquei tão feliz com essa nota! Foi a nota mais alta da minha vida na faculdade (até agora, e suspeito que até acabar o curso, lol)! Lá pelo meio, um 14 (tão normal, o meu padrão é 14, boriiiing, mas até fiquei surpreendida, pois normalmente nunca passo nos exames, apenas nas frequências - porque quando decido que vou a exame, como foi este caso, penso sempre "ah, como não tenho faltas, não vou às aulas" e depois não faço nada, mas nesta foi diferente, e consegui passar), e um 15. Consegui subir a minha média geral em 1 valor, o que não é espectacular, mas também não assim tão mau para um só semestre! Valeram bem a pena aquelas noites e dias passados a estudar, sem fazer mais nada... sim, que eu não tinha vida! SÓ estudava!

Agora?? hmm.. vou arrumar os livros, os cadernos, os dossiers, as folhas, na estante! estou com aquela sensação de "finalmente, acabou"! Finalmente, estou de férias, finalmente, não vou sofrer de ansiedade aguda (lol), finalmente, posso dormir à vontade sem despertador, finalmente, posso acordar sem pensar que tenho que estudar, sair de casa sem hora para voltar, estar com as pessoas que não estou há que séculos, e com outras novas também ;) finalmente, finalmente, finalmente!

E este mês e meio tem de ser bem aproveitadinho... depois disso, estou fora, vou em Erasmus!

Ah! a vida corre-me bem! estou a falar da faculdade/férias, mas no geral, toda a minha vida, tudo o resto, está a correr tão BEM! tão bem que até acho que é mentira! :D

Pronto... ESTOU FELIZ!

Muaah @

31 de maio de 2011

' I'm that kind of person...

sou muito explosiva. e nisso, saio à minha mãe.




mas o nosso explosivo é especial: não é com qualquer coisa. somos calmas por natureza, mas quando é para explodir, é para explodir com E grande. tenho observado esse comportamento na minha mãe observo-o frequentemente em mim. é o seguinte: há coisas que, à partida, chateiam qualquer pessoa, mas a mim não. outras há que, aparentemente, não chateiam ninguém, mas a mim chateia-me. por exemplo: a minha mãe é capaz de não dizer nada se eu deixei montes de loiça suja na bancada da cozinha e não a pus na máquina; mas é capaz de explodir se eu coloquei a loiça toda na máquina, mas mal, não da forma como ela queria. ou seja, no fundo, a questão é: é preferível não fazer NADA do que fazer algo que não seja à maneira dela.

assim é comigo. 

e temos tendências explosivas. no mínimo, uma vez por mês, aqui em casa tem de haver gritaria. e nisso, descemos mesmo o nível. gritamos, berramos, batemos portas e às vezes até choramos. só não partimos loiça porque depois já sei que tinha de ser eu a varrer tudo. isto acontece numa noite, e no dia seguinte está tudo bem. e porquê? porque eu e a minha mãe, ambas de signo touro, somos como os vulcões: chocamos, explodimos, entramos em erupção e depois fica tudo na maior das calmarias no mês inteiro seguinte.  tenho a certeza que ela até fica a pensar "que estupidez termos discutido por aquela coisinha"; porque eu também fico. mas naquele momento, basta uma coisinha ter corrido mal no dia de cada uma, e as condições estão criadas. e, melhor ainda, adoro quando, no dia seguinte, ela diz "desculpa ter gritado contigo, estava nervosa!", mas eu, como sou orgulhosa, nunca respondo, nunca mostro que as desculpas foram aceites, nada de nada, fria que nem pedra, só no dia a seguir é que retomo a relação normal xD

o Bruno diz-me "baby, és tão explosiva!". pois sou. e ainda bem. prefiro explodir numa noite e na manhã seguinte estar nas calmas, do que ir "acumulando", não dizer nada quando as coisas me chateiam e depois, quando expludo... saiam da minha frente. vai loiça e vai tudo!

Muaah @

29 de maio de 2011

' Das pessoas com falta de sentido de humor.



A minha definição de sentido de humor não é saber fazer ou contar piadas. Para isso temos os comediantes, right?

A minha definição de sentido de humor é saber rir das situações mais estúpidas, até mesmo aquelas que não têm piada nenhuma. Eu, por exemplo, sou péssima a contar piadas, nunca me lembro de anedotas, não tenho piada a contá-las, mas tenho sentido de humor, porque me rio de tudo. Rio-me das minhas próprias piadas altamente ridículas, que invento, não pela piada em si mas porque nunca resisto a rir antes de acabar a piada, e rio-me por me estar a rir, e as pessoas riem-se por eu me estar a rir, e toda a gente se ri. e eu invento piadas mesmo muito, muito estúpidas, e sou altamente gozona, estou sempre a fazer piadas com, por exemplo, os apelidos das outras pessoas. rio-me das piadas dos outros mesmo quando não têm piada nenhuma - e é por não terem piada nenhuma que acabam por ter piada. rio-me só de ver alguém a rir. isso sim, é sentido de humor. O Bruno diz-me o tempo todo, que a regra nº 1 para se ter piada é não se rir das próprias piadas. mas, porra, eu não consigo fazer isso, porque eu acho sempre imensa piada às minhas piadas, mesmo que saiba que não têm piada nenhuma... acho piada só ao facto de ter pensado e me lembrado daquilo. além disso, ninguém me paga para ser uma Ellen Degeneres ou um Conan O'Brian ou um Bruno Nogueira, não tenho que seguir regras absolutamente nenhumas para "ter piada".

agora, aquelas pessoas que estão sempre a dizer "não teve piada nenhuma", porra, é que enjoa. e uma pessoa ter que lhes estar sempre a dizer "estava a brincar", quando eu estava de facto a brincar e por acaso até nem me ri (o que é raro, que eu me rio sempre que estou a brincar. a brincar, a gozar, e a mentir!). God...

melhor ainda: as pessoas que ficam realmente ofendidas por brincarem ou gozarem com elas. a sério? por acaso compreendo, já fui assim, ficava mesmo chateada quando gozavam ( na brincadeira) comigo e ficava toda chateada... hoje? adoro que gozem comigo... e rio-me sempre quando me tentam imitar! :D

like really, estou farta de pessoas que dizem "não tem piada" a TUDO.

enfim... eu? rio-me disso! :)

porque, no fundo no fundo, eu adoro rir-me (a minha mãe está sempre a chatear-me porque "só vejo sitcoms"), e adoro rir-me sobretudo quando o riso é com tanta vontade, que até choro.




Muaah @

28 de maio de 2011

' Não gosto de falar ao telefone.


Não sei porquê, mas não gosto de falar ao telefone. Nunca gostei. Faz-me confusão. Lembro-me de quando tinha uns 14 anos e tinha uma "melhor amiga", e ficávamos horas a fio a falar. Não gostava da sensação de estar tantas horas ao telefone, aquilo nunca mais acabava, mas eu era muito imatura para me impôr e dizer que não queria mais falar... cedia muito à peer pression nessa altura! E ela adorava falar ao telefone...

Prefiro, de todas as hipóteses de comunicação, falar cara-a-cara; se assim não for, prefiro "falar" por escrito. Tenho os "lol's" e os smiles para me expressar. Agora, telefone, detesto. Fico estranha. Nunca sei bem o que dizer. Como responder. Fico fria. As pessoas perguntam se estou chateada ou triste. Não. Eu simplesmente não sei me expressar pelo telefone. Faz-me confusão estar a falar "por voz" (sem ser por escrito) com uma pessoa sem olhar para a cara dela. Mas pronto, se for para dar uma informação rápida ou assim, até nem me importo. O que mais me chateia são as conversas por telefone. Aquelas conversas que nunca mais acabam... epa, se é para pôr a conversa em dia e contar novidades, não é muito melhor marcar um encontro? Ficar na esplanada a conversar? Sim! Agora, conversar por telefone? Ai, detesto, detesto!!! Quando me apanho numa dessas conversas, digo sempre "falamos depois", porque prefiro contar as coisas presencialmente, ver directamente a expressão da pessoa, sei lá, é uma coisa diferente. Recentemente, passei até a não gostar de conversar online, por chat e assim. Já não abro o msn há MESES!! É raro lá ir. Nem me lembro que aquilo lá está. Também não gosto muito do chat do facebook. Quer dizer, uma coisa é comentar blogs ou estados no facebook acerca de uma temática específica. Outra é pôr a conversa em dia pelo facebook. Epa, não gosto. Prefiro esperar até estar com a pessoa. Prefiro contar-lhe as coisas cara-a-cara.

Nunca atendo nºs privados nem desconhecidos. Só há um conjunto de 3 ou 4 pessoas a quem atendo o telemóvel na maioria das vezes - é por obrigação, tipo pais e avó. Já tenho fama de não gostar de falar ao telefone/não atender. Há até pessoas que me enviam sms's a dizer "urgente!!", "caso de vida ou morte!!", porque sabem que, nesses casos, eu fico preocupada e ligo.

Enfim, não gosto de falar ao telefone. Para a maior parte das pessoas, é mais uma das minhas manias incompreensíveis. Sucede que, para mim, também é incompreensível. Não sei desde quando não gosto de falar ao telefone. Não gosto e pronto. Este ano tem sido o ano em que estou a aceitar mais os meus defeitos, manias, simplesmente a minha forma de ser, e a impor-me muito mais. Não há muito tempo atrás - tipo, 2010 - eu já me aceitava como era, mas ainda cedia muito à vontade dos outros... o que os outros queriam, o que os outros achavam. Agora?? porra, se não gosto de falar ao telefone, não gosto, e ponto final. deal with it =P

Cada um com a sua mania.

Muaah @

27 de maio de 2011

' Adoro testes de personalidade.

Não que acredite lá muito neles, até porque, como estudante de psicologia, tenho mais que obrigação de não acreditar em testes de personalidade da net e coisas desse género, mas verdade seja dita, os meus resultados batem SEMPRE certo.

Teste: "o que os seus sonhos dizem sobre você?"

Resultado: "Você é aéreo. Tem seus sonhos malucos, mas sabe separar a realidade do imaginado, a maior parte das vezes. Tem diversos grupos de amigos, não gosta de ser definido como radical e às vezes se passa por indeciso. Já teve experiências sinestésicas, quando teve vontade de comer uma cor bonita ou de cheirar uma capa de livro muito macia, mas geralmente se controla, pelo bem da sociedade"

Teste: "o quanto você influencia os outros?"

Resultado: "Você é "o influenciador". Grande rei da retórica, você sabe conseguir o que quer. Nada como um bom papo e simpatia, ainda que falsa, para conquistar as pessoas a sua volta. Pode ter certeza, elas nem percebem que quando você assume as cordas e as transforma em marionetes. E, sendo para o bem, que mal tem?" --> ahahah, adorei este! apesar de não ser falsa com naturalidade, tenho de admitir que, se quero mesmo muito influenciar alguém, ou quero mesmo muito alguma coisa, consigo ser falsa, sem a menor dificuldade. agora que penso bem, é verdade, eu consigo sempre (vá, 90% das vezes) aquilo que quero de quem quero... portanto isto é mesmo verdade. xD

Teste de personalidade:


Isto é EXACTAMENTE EU. Vá, exactamente não. Devia ter mais bolinhas na dimensão "independente", coisa que sou bastante. Além disso, não concordo que "independente" seja o oposto de "agradável". que tem a ver? eu sou as duas coisas :D além disso, também não concordo com o "reservado", pois eu às vezes sou bastante reservada, especialmente se não conheço bem a pessoa ainda - gosto de observá-la primeiro antes de lhe contar a minha vida toda - portanto devia ter ali uma ou duas bolinhas. mas fora isso, tenho de dar crédito ao meu resultado: eu sou, efectivamente, estável e liberal (demasiado até). :D

brutal.

Muaah @

17 de maio de 2011

' Porque estou exausta e ainda são 14h15.

Aulas, realização e entrega de últimos trabalhos e preparar para os temíveis exames...

Estágio na minha faculdade... envolvida em vários projectos (é que não chegava só um)...

Mulher XL... fica anos-luz sem actividade nem nada de especial e depois assim de repente cai-nos 2 eventos complexos para organizar... diria que passo em média 2 horas por dia só a tratar disso... (ainda por cima agora a Lane ficou sem computador, tenho que tratar de tudo... juro que saio do computador com os olhos virados)...

Preparar o Erasmus... (é que dá bem mais trabalho do que eu alguma vez imaginei)....

Exercício Físico (natação)...

Vida social...

Vida pessoal - Bruno...

Vida familiar - visitas regulares à minha avó...

Dormir...



Claro que alguma destas coisas tem de ser negligenciada. É-me humanamente impossível fazer todas essas coisas, todos os dias, como seria o ideal. Normalmente, é a minha avó, que me liga a chorar porque já não vou lá há imenso tempo, e ela comprou-me não-sei-o-quê que eu gosto muito e vai-se estragar; a natação, e só me vejo a engordar (mas que hei-de fazer, se só tenho as manhãs livres para lá ir, e agora têm estado sempre ocupadas com o estágio? e depois das 17h pago só a triplicar..lol); a vida social; e o dormir!

Ando feita zombie! A sério... Há dias que me sinto tão confusa que as coisas mais básicas me passam ao lado... Hoje acordei às 8h (entretanto só me fui deitar às 2h porque ainda acho que tenho vida para fazer sessões de cinema até altas horas, lol) e ainda não parei 1 segundo que fosse. ah, já para não falar nas listas! as check-lists, os blocos de notas e as agendas...

Mas a culpa é minha, que eu me meto nisto... eu meto-me sempre em coisas...seeeempreee... devo ter algum problema. Ainda por cima, determinada como sou, detesto meter-me nas coisas e deixá-las a meio (prefiro nem começá-las, quando é assim), quando me proponho a fazer algo, tenho de o fazer até ao fim e bem! Depois, queixo-me!



Idiota.

15 de maio de 2011

' Nomes.

Por vezes acho que há nomes que me repelem. E outros que me atraem.

São eles, essencialmente:

Brunos: sempre gostei de Brunos. sempre me senti atraída por Brunos. tive uma grande crush por um Bruno quando era mais nova (daquelas platónicas e não correspondidas); um Bruno teve uma grande crush por mim também quando era mais nova (e eu não correspondia, mas atraía-me o facto dele gostar de mim); adoro o Bruno da série "Jura", acho que se fosse solteira e o visse à frente...... e, claro, o Bruno. o Bruno é o Bruno. :)

Tânias: não gosto de Tânias. nunca gostei de Tânias. todas as Tânias que se cruzaram na minha vida (e não foram poucas), me desiludiram. uma irmã emprestada (filha de uma senhora com quem o meu pai andou e viveu). sempre que tinha de ir lá a casa era o inferno. odiava-a, ela odiava-me a mim. uma prima direita. não gosto dela nem ela de mim, é recíproco. e sou menina para, se for a casa da minha avó e vir o carro dela estacionado, dar meia volta e vir embora. enfim. outras Tânias.

não sei. não percebo. há certos nomes que me atraem. outros que me repelem.

6 de maio de 2011

' Fascina-me:

eu tenho um sono altamente pesado... a sério. pode até estar a passar a parada do carnaval brasileiro ao lado da minha cama, que eu durmo, que nem um anjo! durmo em qualquer sítio, independentemente do barulho. (só a luz me faz uma certa confusão).

assim sendo, é estranho que esta música (ou melhor, intro), super baixinha e calma, me acorde sempre, sempre...

na grande maioria das vezes (apesar de já ter tentado acabar com esse mau hábito), eu adormeço com a tv ligada... e com som... e mesmo assim consigo dormir uma longa noite de 8, 10, 11 horas, seguidas, se não me acordarem! mal toca o despertador... (a música que coloquei no link)... eu acordo... como se o meu cérebro estivesse programado para acordar com isso.

estou para aqui a falar como se isto fosse um fenómeno misterioso, mas na verdade, já foi estudado cientificamente: o nosso cérebro "programa" e "adapta" os receptores de estímulos externos (som, luz, movimento,...), durante o sono, para que os estímulos importantes nos façam acordar, mas os estímulos sem importância não interrompam o ciclo de sono (o nosso cérebro é uma máquina!). Por isso é que as mães tendem sempre a acordar com o choro do bebé; ou as pessoas que vivem perto de uma linha de comboio ou numa zona com muito ruído, se habituam e conseguem dormir com o barulho...

nevertheless, esse fenómeno fascina-me, é que estou programada de tal forma que já chegou ao ponto de eu adormecer no autocarro, enquanto oiço música no mp3, estar num sono relativamente profundo - a sonhar e tudo - e acordo sempre que começa essa música...

hmmm ... :D

5 de maio de 2011

' O que a Psicologia tem de lindo.


Para além de ser altamente aplicável à vida real, às relações e ao comportamento humano, é que me permite entender certas coisas que, dantes, considerava mistério.

Não é um curso simplesmente teórico de bla bla bla como muitas pessoas podem pensar! Devo dizer que aplico, em muito, à minha vida, o que aprendi e tenho vindo a aprender neste curso.

Um exemplo directo que tenho são os meus cães. Se há coisa que damos muito – demais, é que já demos milhentas vezes – são as famosas experiências do cão de Pavlov, a aprendizagem por condicionamento clássico. Muito resumidamente, o cérebro faz associações a determinados estímulos, na presença dos mesmos tem determinadas respostas comportamentais/reacções. Apresentam, primeiramente, um naco de carne ao cão e, naturalmente, ele saliva. Depois, apresentam o naco de carne com o barulho de um sino, simultaneamente; após repetidas vezes de apresentação desses dois estímulos (naco de carne e sino) juntos, o cão saliva apenas de ouvir o sino. O cérebro criou novas ligações, que associam o sino ao naco de carne, mesmo que este último não esteja presente. Uma das formas mais engraçadas que já ouvi isto foi do meu prof de AME (Aprendizagem, Motivação & Emoção): “then the dog salivates just by hearing the sound of the bell. He thinks to himself ‘now I know after this sound I’m getting some meet, so I can start to salivate already’ ”. Voltando ao exemplo dos meus cães, apercebi-me de que com eles se passa o mesmo. Há certos movimentos e certos sons que indicam que eles vão à rua, e eles começam logo a ficar inquietos, mesmo que esse movimento não signifique propriamente que eu vá com eles à rua, ou os deixe ir (que às vezes eles vão à rua sozinhos). Só o movimento de me mexer no sofá lhes indica “rua”, pelo simples facto de que, sempre que de facto eu vou abrir a porta para ir à rua, eu tenho de me levantar do sofá para ir abrir a porta xD A vantagem disto? É que a psicologia é uma ciência que, por estudar o comportamento passado, recorrente e provável dos humanos e até dos animais, permite prevê-lo ou até manipulá-lo. Partindo da teoria da aprendizagem por condicionamento clássico, é possível “educar”, neste caso, os meus cães. Levá-los a fazer o que eu quero ou a não fazer o que não quero. Claro que não vou fazer isso, até porque não é assim tão simples, dá demasiado trabalho e leva tempo. Mas é possível. Condicionamento clássico é algo que funciona também muito bem com crianças ou para curar fobias. (ex: experiência do Little Albert, Watson).



Depois, há certos mitos de senso comum que podem ser claramente explicados por esta bela ciência! Um dos maiores mitos que mais eu vejo por aí é que “Não se controla os sentimentos”. Ou os tão conhecidos lugares-comuns “não se manda no coração”. ISSO É MENTIRA!!!!! Controla-se, sim senhora. Se há área da psicologia que eu gosto particularmente, é a área das emoções. Ainda este semestre tenho uma cadeira relacionada com isso e tivemos de fazer, para avaliação, um ensaio sobre emoções, no qual tinhamos de entrevistar alguém que tivesse tido uma experiência emocional muito forte e depois analisar essa experiência segundo determinados critérios. Bem, adorei! Foi um dos trabalhos que me deu mais gozo fazer. Ainda por cima, a situação que tinha em mãos era altamente interessante. Tão interessante e tão complexa que tive dificuldades em analisar aquilo, ao início. Só depois de rever a literatura e ir procurar teorias a não-sei-onde, consegui começar a fazer aquilo. No fim, de tanto esmiuçar o assunto, acabei por ter de cortar quase 1000 palavras extra, fora do limite. Mas voltando à questão das emoções. As emoções são controláveis sim senhora. Antes de mais, há que distinguir entre emoção e sentimento. Emoção é a reacção imediata que temos perante o evento que desencadeou a emoção; sentimento é a emoção identificada, isto é, o nome que damos àquilo que estamos a sentir; o sentimento depende da forma como controlamos a emoção. E esse controlo da emoção é feito a partir do “appraisal”, ou o “diálogo interno”, isto é, a avaliação/interpretação que a pessoa faz da sua emoção. Tendo em conta que uma emoção é, como já disse, a reacção que temos perante o evento que a desencadeou – neste ponto convém dizer que há várias correntes teóricas acerca do que desencadeia a emoção, isto é, se a emoção surge imediatamente após o evento que a desencadeou ou se a emoção só surge dado as reacções fisiológicas que temos face a esse mesmo evento, a famosa discussão “arousal-appraisal”, mas agora não me vou demorar muito nisso, é apenas para dizer que, no exemplo que vou dar a seguir, eu segui a toeria de que a emoção é a reacção imediata ao evento desencadeador, independentemente da reacção fisiológica. Exemplo: ao vermos um rato e sentirmos medo, sendo medo a emoção, podemos subir para cima de uma cadeira e esperar que ele vá embora e gritar, ou podemos interpretar, avaliar, consciencializar a situação de outra forma, e não ter uma reacção tão forte, pensar que o rato não nos vai fazer mal, então aí já não vamos subir para cima de uma cadeira e esperar que ele vá embora e gritar. O lindo disto é que eu consigo, agora, controlar melhor os meus medos/fobias. Por exemplo, eu tenho um medo de morte de abelhas. É irracional, como a maioria das fobias, ou seja, não lhe encontro explicação, nunca fui picada sequer! E, confesso, sempre que vejo uma abelha desato aos gritinhos e a correr… mas, muitas vezes, tento controlar essa emoção. Em vez de desatar aos gritinhos e a correr, controlo a emoção de pânico e penso para mim mesma que, se ficar quietinha, ela não me faz nada de mal, e ela acaba por ir embora. Faço uma reavaliação – appraisal - da emoção (“irracional”) que senti, transformando-a em algo neutro e inofensivo para mim. A longo prazo, posso mesmo vir a perder o medo de abelhas se continuar a fazer isso. O appraisal das situações desencadeadores de medos é uma óptima táctica para tratar fobias, mas não funciona com toda a gente. Já vi acontecer o oposto: uma pessoa deparar-se com um evento desencadeador da sua fobia, e ter um ataque de pânico, mesmo que eu tivesse estado a noite inteira ao lado dele a fazer o appraisal por ele e a racionalizar a situação, a tentar neutralizar a emoção, lol. Mas se a pessoa não fizer esse “appraisal” por si, não vale de nada estar lá alguém a fazer por ela…

Outro mito: quando as pessoas dizem “mas porque é que tens medo de baratas, ou de aranhas, elas são mais pequenas que tu, elas é que fogem de ti, não te fazem mal, não representam perigo”. Eu fartava-me de ouvir isto dos meus pais, quando era pequena e tinha medo de baratas ou coisas assim. Que, por serem animais mais pequenos que eu, não devia ter medo. Mito! Há uma razão muito válida para que uma das fobias mais comuns sejam a bichos pequenos que, à partida, não representam nenhum perigo físico imediato à nossa vida (ou, pelo menos, não tanto como estar frente a frente com um leão esfomeado! Lol). O medo desses bicharocos é altamente adaptativo e vem dos nossos ancestores. Isto é, bichos como baratas, aranhas, ratos, etc., ainda que não saltem, propriamente, para cima de nós e nos ataquem, representam uma fonte potencial de doenças. Essa fonte potencial de doenças vem já de há muito tempo atrás, é uma emoção adaptativa e evolutiva, daí muitas pessoas terem medo de uma aranha microscópica. Medo, nesse caso, é uma reacção que nos leva a evitar e afastar o estímulo – neste caso, os bicharocos.

Resumindo e concluindo, a ciência da psicologia é linda! É quase 100% aplicável à vida real, tanto nas coisas quotidianas, banais e individuais (como medos, motivações e emoções), como a contextos empresariais (organizacionais), sociais (comportamento humano em sociedade, que é também algo que me fascina) e clínicos (perturbações mentais). Tem uma grande área de abrangência e é… espectacular.

Não podia ter escolhido melhor curso para mim e devo dizer que, desde que comecei a estudar psicologia, a minha perspectiva e postura perante as coisas e pessoas mudou bastante. Ajudou-me imenso a entender certas coisas que dantes, para mim, eram um grande mistério.

4 de maio de 2011

' O Biggest Loser e o Peso Pesado têm que ter mensagens subliminares / Upgrade.

Antes de mais, um upgrade: agora já vou a fazer jogging para a natação (se bem que é difícil, eu não consigo correr devagar, tendo sempre a correr super rápido). Gosto de chegar lá a morrer e toda suada, despir-me e saltar para a água. não é muito, segundo o google maps é só 1 Km, mas já é alguma coisa.

Agora, vamos ao que interessa: eu estou a ficar completamente obcecada!


Ao início, não me importava nada com a minha forma física. Detestava pessoas que só falavam de dietas, de contagem de calorias (comidas e perdidas)... Gostava do meu corpo, era saudável e isso para mim chegava.

Depois, comecei a fazer exercício. O meu pensamento era: "sou saudável e o meu peso está normal para a minha altura, adoro o que vejo no espelho, mas devo manter o peso, não perder mas também não ganhar". O Biggest Loser? fazia-me sentir magra.

Agora?? desde que começou o "Peso Pesado" que estou completamente OBCECADA. no domingo à noite, depois do primeiro episódio, fui para a cama a pensar "amanhã vou a correr para a natação e depois vou ficar lá mais tempo do que o costume! vou fazer exercício até doer o corpo todo".

Eu, correr para a natação?? desde quando? aliás, só o ter começado a fazer natação em si já foi alta cena para mim... detesto exercício e não fazia nenhum! eu, estar obcecada com as vezes que tenho (ou que convém) fazer exercício por semana e ficar a sentir-me culpada - CULPADA! - se devia ter ido 3 vezes e só fui duas? desde quando?? eu, ter cuidado com o que como, pensar sempre no tempo que passou desde que comi da última vez ("passaram 3 horas, devia comer de novo"), ter atenção ao açúcar que coloco no chá, ver as calorias nos pacotes de bolachas de água e sal e fazer contas a quantas comi?? eu?? really??

eu não era nada assim! e detesto estar a tornar-me no que me estou a tornar... um monstro com a mania das dietas!

e o pior? estar de dieta faz-me fazer mais asneiras! dantes, não pensava no que comia... comia e pronto!! não tinha tantos desejos... comia até ficar sacida e pronto! agora, quanto mais penso que "não posso comer", mais vontade  me dá... por exemplo, hoje, quando cheguei a casa, comi bem, visto que tinha feito exercício e tal... comi saudável!! depois de um almoço super saudável, que me saciou, apetecia-me comer chocolate... e não descansei enquanto não fui comer chocolate.

vou deixar de ver reality shows de perda de peso, assim não dá... dantes, o pensamento de "fogo, há lá pessoas que perdem o meu peso inteiro e mais algum ainda", ou de "porra, mesmo que coma mal e não faça exercício intensivo não vou chegar a esse ponto, é demais!" era um pensamento extremamente reconfortante, eu comia bolachas de água e sal com compota de amora (hmmm, petisco muito bom) no sofá, à frente da tv, a ver aquilo... agora??!! agora penso "ai meu deus! não posso chegar àquele ponto!". e está a ficar obsessivo...

ainda por cima, eu, sempre fui pelas curvas, com o projecto Mulher XL e tudo, sempre detestei pessoas demasiado magras... sempre achei que eu estava "no ponto", tudo no sítio certo, aliás, as pessoas do "meio" Mulher XL sempre me "apontam o dedo" a dizer que sou "demasiado magra para plus-size"... porque sou NORMAL! e agora isto...

portanto, ponto de situação: eu continuo a ter consciência de que o meu corpo está bem, está onde devia estar; gosto do que vejo ao espelho, adoro-me, na verdade! nem é uma questão de me achar gorda nem nada... mas parece que é automático, eu ir ver as calorias que têm as embalagens... e coisas assim.

ahhhh!!! quero a antiga cláudia de volta. detesto ser assim... detesto mesmo!

3 de maio de 2011

' Sonhos lúcidos.



E terem a noção de quando estão a sonhar? E estarem perfeitamente acordados, mas a sonhar?

Isto é completamente assustador... mas muito giro.

Às vezes (muitas vezes) estou acordada, mas o meu corpo está a dormir, resultado, fico paralisada e não me consigo mexer durante uns bons minutos. Para mim mesma, estou a pensar e a fazer uma enorme força para acordar, para abrir os olhos, mas não consigo! Pior, quando isto acontece, geralmente, é acompanhado de um sonho, e eu estou no sonho, aliás, metade no sonho, metade acordada, sei perfeitamente que estou acordada, estou perfeitamente consciente, quero mover-me, quero acordar, quero sair do sonho, e NÃO CONSIGO. Esta é a parte mal de estar semi-consciente durante o sono. Mas, por outro lado, podemos ter sonhos lúcidos... e é óptimo!

Desde que vi o Inception tenho mais a noção de quando estou a sonhar. Dou por mim, mesmo a sonhar, e a pensar para mim mesma "isto é um sonho" - porque nunca sei como fui lá parar e porque normalmente é tudo completamente absurdo. muitas vezes oiço outras pessoas a contarem-me os seus sonhos e, apesar de serem cenários altamente oníricos, são sempre coisas que têm um curso de tempo e de acontecimentos mais ou menos lógico. mas os meus não. os meus sonhos são tão estapafúrdios que é fácil de perceber que estou a sonhar. e quando quero "conferir" que realmente estou num sonho, invento um espelho qualquer (sim, que nos sonhos é só pensar e aparece) e vejo-me nele, mas não aparece a minha imagem, aparece sempre enevoada, aí sei que estou a sonhar (porque nunca me vejo a mim própria nos sonhos).

Na noite que vi o Inception (pt: A Origem), fiquei tão "blown away" que fui à net procurar coisas sobre sonhos. Uma das técnicas que li para sabermos que estamos a sonhar é pensar, no instante antes de dormir, "vou lembrar-me que estou a sonhar", e muitas vezes consigo. Muitas vezes não consigo, é extremamente difícil!

Mas, quando consigo, é BRUTAL, porque manipulo completamente o jogo. E lembro-me sempre do que sonhei, lembro-me que fui lá parar porque o meu subconsciente assim decidiu, mas que, a partir do momento em que me apercebi de que estava a sonhar, quem controlou tudo a seguir fui eu.

Na maioria das vezes em que ganho uma certa consciência de que estou a sonhar, consigo manipular o sonho a meu bel-prazer. voo, flutuo, vou para onde quiser, faço o que quiser.
Noutras vezes, corre mal eu ter a consciência de que estou a sonhar, quero fazer algo no sonho e não consigo... por exemplo, num sonho que tive, estava num quarto de hotel e estavam a revistar as minhas malas porque desconfiavam que eu tinha roubado algo. eu estava sentada na cama, e na parede ao lado tinha uma janela que dava para outro quarto, onde estava um gajo e uma gaja a fazerem sexo e eu decidi ir para esse quarto. quando estava no corredor, é que me apercebi que estava a sonhar. o corredor estava totalmente escuro e eu estava a flutuar, não a andar, como se não houvesse gravidade. quando me apercebi que estava a sonhar, já não consegui encontrar o quarto que queria -.-'

Mas, a sério... é BRUTAL ter consciência de que estamos a sonhar e manipular a coisa... já para não falar que, quando consigo ter esta consciência de que estou a sonhar (o que nem sempre acontece, apesar de tudo) é sempre óptimo poder realizar: sonhos, fantasias, desejos, magias, histórias, vinganças, coisas que não poderia fazer na realidade...tudo o que eu quiser. e é como se tivesse a viver tudo isso na realidade, pois é intenso, é muito real, é como se tivesse numa realidade paralela, uma realidade que eu crio, tenho mesmo as sensações físicas que teria se acontecesse na realidade, algo que é impossível se imaginarmos apenas, quando acordados.
wow! wow! wow!!
já aquela coisa de estar acordada e não conseguir mover-me ou abrir os olhos, só conseguir respirar, já é um bocado agoniante. é como ter um ataque de pânico e não poder fazer nada nem chamar ajuda!

2 de maio de 2011

' Vamos dormir sobre o assunto.


"Não me apetece nada ir às aulas, estou mole"

"Não vás"

"ya... também não eram importantes"

*5 minutos depois, já deitados e quase a dormir*

"oh... sinto-me bué culpada por não ir às aulas, ainda por cima para ficar a dormir..."

"não sintas"

"mas sinto..."

"vamos dormir sobre o assunto".