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23 de fevereiro de 2011

' Sou tão chorona.


Detesto esta música. Acho do mais lamechas e cliché que há. a letra está querida, mas detesto a música, não faz nada o meu género.

Mas desatei a chorar, baba e ranho, quando o Bruno pôs esta música e me convidou para dançar, só pelo olhar dele, por uns segundos que me pareceram longos minutos.

Foi um olhar tão lindo e tão intenso, um dos mais intensos que alguma vez vi, uma das formas mais apaixonadas que alguma vez me olharam... como se conseguisse ver a alma dele directamente. cheia de amor.

senti-me amada, protegida, em paz, e uma onda de felicidade e tranquilidade imensa, inexplicável...

Isto é tão lamechas, mas... só senti um aperto bom no coração, e as lágrimas a virem, e só baixei a cabeça, desatei a chorar, em silêncio, ele deu conta, levantou-me a cabeça, perguntou o que eu tinha, a música acabou, e eu desatei a rir à gargalhada da minha figura de parva... e só disse "emocionei-me!!!!!".

Foi tão comovente.

A música ideal para esse momento tinha sido Bound To You, sem dúvida. Dramática, intensa, angustiante, comovente... tudo o que senti! depois ele levou-me a dançar novamente com esta música, mas já não chorei, o primeiro momento foi daqueles mesmo espontâneos e que dificilmente se repete, muito menos se for "combinado".

Really? Eu chorei por aquilo? sou uma chorona do pior. mas, em minha defesa, foi um olhar mesmo mesmo mesmo comovente... parecia cena de filme.

13 de fevereiro de 2011

' A principal diferença entre os meus pais.




É que eu enviei isto por mail ao meu pai a dizer "vê isto. lembrei-me de ti enquanto o vi pela primeira vez. sei que tens a sabedoria suficiente para entender a essência deste vídeo". E ele ficou orgulhoso de mim. E ele entendeu, eu sei que sim.

E a minha mãe disse "está giro", "são bons conselhos", "o que é que o filtro solar tem a ver com isto", "isso do filtro solar é verdade, deve pôr-se no verão".

REALLY?! há mesmo alguém que não entende o SIGNIFICADO do "filtro solar" neste vídeo??

Well... (há gente que nunca há-de entender mesmo, com o devido respeito à minha mãe e aos restantes).

eu só sei que este foi um dos melhores vídeos que vi em toda a minha vida e que não me farto dele. passei o som integral (com a voz dele) para o mp3 e tudo, para ouvir todos os dias. não me canso. porque faz tanto sentido. e o melhor? é que, mesmo antes de ver este vídeo, eu já tinha iniciado o processo de mudança.

2 de fevereiro de 2011

Estava na paragem à espera do autocarro, a ler Caim, de José Saramago, esse grande senhor, não o senhor de que o autor fala com uma ironia, uma crítica e um sarcasmo subtilmente geniais, mas sim esse grande senhor que era Saramago, e a preparar-me para tirar o cigarro-de-espera-do-autocarro, uma senhora com um ar simpático aparece e diz, Menina, posso falar um pouco consigo, enquanto espera pelo autocarro, ela tinha um ar simpático, eu acho as senhoras idosas extremamente fofinhas, apesar de saber que era uma testemunha de jeová não disse que não, e aí se deu o momento do dia que me vai servir de reflexão para o resto da semana. Ela diz, Menina, acredita em deus, Não, Mas acredita nalgum deus, Acredito no meu deus, sou espiritual, Acha que há um ser superior, portanto, mas não sabe qual é, Sim, Mas sabe que essa entidade superior tem um nome, Sim, Sabe qual é, Deus, Não minha querida, deus é um título, nomes só há um, Qual, Jeová, Hm, Quero dar-lhe a ler algumas passagens da bíblia, Está bem, e ela desfolha a bíblia, parece que sabe as páginas de cor, de trás para a frente e de frente para trás, não leva mais do que 2 segundos para chegar onde quer, dá-me a ler as passagens exactamente que descrevem o que ela me queria transmitir. Ela falou durante o tempo todo, sempre muito preocupada, Olhe o 745, não é este o seu autocarro, Não não, digo eu, com ar de quem não está muito preocupada, de 3 em 3 minutos ela diz, Olhe, não é este o seu autocarro, estava ela mais preocupada do que eu, eu que não tenho pressa para apanhar autocarro para lado nenhum, ela que acredita que eu tenho, no fundo, um destino, eu que não sei para onde vá, ela que acha que eu vou a algum lado. Claro que isto tem um sentido metafórico. Eu olhava para ela e pensava para comigo mesma, Ela tem um ar tão feliz, eu tenho um ar tão perdido, se calhar ela um dia já esteve como eu, revê-se em mim, não sabia em que acreditar, não sabia se havia de acreditar em algo ou se realmente havia algo para acreditar, não tinha nenhum autocarro para apanhar, encontrou a sua resposta na bíblia, a cara dela cheia de rugas dizem-me que muita experiência tem já, mas uns olhos brilhantes e resplandecentes de uma criança dizem-me que acabou de ver o mundo pela primeira vez e o acha maravilhoso, não consegue ver o mal, uma inocência de quem acredita profundamente naquilo que diz, numa ingenuidade profunda, feliz, uma alma completa foi o que vi naqueles olhos. Desafiei-a, Então diga-me lá, adão e eva foi quem deu origem ao mundo e ao que somos e conhecemos hoje, Sim querida, Eles reproduziram-se e tiveram dois filhos, Sim querida, E depois como é que os filhos deles se reproduziram para dar continuidade, tiveram de copular entre si, Sim, Então mas o incesto é um pecado, Sim querida mas naquela altura não era, não havia mais ninguém na terra, o senhor permitiu que assim sucedesse, como ele disse, crescei e multiplicai-vos. Não a contestei mais, apesar de achar esta uma das questões mais controversas da religião cristã, um pecado deu origem a tudo e agora é completamente condenado. Não quis destruir a ilusão nos olhos dela, mas resolvi desafiá-la novamente uns minutos mais tarde, enquanto ela falava no dia do juízo final, em que todos os maus iam morrer mas os fiéis iam ser salvos pelo senhor, e falando em todas as catástrofes mundiais, Então acha que a história do mundo se divide em fases, há pessoas, e depois há uma catástrofe, como a torre de babel que destruiu uma cidade inteira ou a inundação mundial que levou a que noé construisse a arca, e só um número limitado de pessoas merecedoras sobrevive, Sim, Também acho. Este também acho não foi de total concordância, devo dizer. Acredito que a terra tem destas fases, durante milhares de anos existem civilizações, intercaladas por grandes catástrofes a nível mundial a que ninguém, nem os bons nem os maus, sobrevivem, depois destas surgem novas civilizações. Mas não quis entrar por esses caminhos. Esse pensamento levou-me instantaneamente à teoria do eterno retorno de nietzsche, tudo retorna, tudo se repete, todos os elementos, todas as explicações, todos os acontecimentos, todas as existências. Fiquei existencialista, senti-me tentada a perguntar, Então, se tudo um dia vai acabar, porque estamos aqui, qual o sentido da existência, qual o propósito de tanto sofrimento, tanta emoção, tanta exaltação por que passamos, porquê este absurdo imenso de tudo, mas contive-me, sabia qual seria a resposta dela, Um reino de paz e amor e vida eterna, que jeová nos vai trazer de novo, onde não haverá pecado. O meu autocarro chegou. Agradeci-lhe por aquele momento, ela agradeceu-me a mim, disse, Gostei de falar consigo, é uma boa menina, talvez não acredite ainda mas deus está a olhar para si, tenha um bom dia, felicidades, Obrigada, para si também. No autocarro não ouvi música, não li, vim simplesmente a pensar, Gostei da senhora, não tentou impingir-me nada, ao contrário das outras que por aí tenho apanhado, apenas me explicou, com a maior inocência que eu já vi na vida, aquilo em que ela acredita profundamente, e foi por isso que não lhe disse, Desculpe, não tenho tempo, na maior mentira do mundo, porque, convenhamos, não tenho pressa para ir a lado nenhum, mesmo que ache que estou sempre atrasada para tudo. Pensei, novamente, E eu, ando perdida, talvez fosse melhor ser assim, crente, cega, ignorante, mas feliz de uma maneira pura, apenas por saber que tenho algum destino, algo que me espera, algo verdadeiramente superior, senti qualquer coisa no limiar da inveja, e pergunto-me, Como posso invejar alguém cujas crenças são contraditórias às minhas, se é que tenho algumas. É mais que certo e sabido que a consciência é quase sinónimo de infelicidade e angústia, quanto mais conscientes estamos mais questionamos, e quanto mais questionamos menos respostas obtemos, e esta consciência, esta exagerada consciência da transitoriedade da vida, passa pelo fenómeno do conhecimento, afinal, e se queremos ir à essência da questão, foi o conhecimento do bem e do mal que, segundo a religião cristã, trouxe o pecado e o sofrimento ao mundo, e neste ponto não posso deixar de me questionar, mais uma vez, e o que é isso do bem e do mal, o que define o bem e o mal, quais os critérios, quem decidiu, como, porquê, as mesmas questões que se aplicam a tudo o que me rodeia. Por outro lado, a ignorância, ou ignorantia em latim, de sua definição estado da mente em que não se formula qualquer juízo acerca de um objecto, é quase sinónimo de felicidade no seu estado mais puro, não conhecemos o bem mas também não conhecemos o mal, logo, não o praticamos. Ao contrário do que seria de esperar, já que quem ouvia a forma como a senhora falava de um mundo tão perfeito de uma forma tão convincente por ela mesma acreditar no que dizia, pelo menos pelos mais crentes, ainda fiquei mais céptica, pensei e repensei, Ainda estou à procura da minha resposta, uma resposta que nunca mais vem, não a encontro, com certeza, na religião, mas oh, o que eu dava na vida para ter cedido à vontade de fraquejar que senti enquanto a ouvia, se isso significasse uma vida cheia de significado e felicidade, o que eu não dava para ser ignorante, crente, e livre de angústias existencialistas. Mas o conhecimento é daquelas coisas, é como o vício, uma vez experimentado, já não se sabe o que é viver sem o objecto de vício, nem se imagina como o resto das pessoas que não têm esse vício conseguem viver. Resolvi entregar-me de novo às coisas triviais da vida, aos pensamentos mundanos, ao próximo cigarro, à procura de part-time, à ganância por dinheiro, a entregar a minha candidatura para erasmus, ao desejo de diversão e evasão, ao prazer da satisfação dos prazeres imediatos.

É que isto, de pensar demais, dói. Não vivo, vou sobrevivendo, tapando buracos aqui e ali com cimento de 5ª categoria, tapam uns, abrem outros.

Já agora, e porque nunca é demais relembrar: http://almaemestadopuro.blogspot.com/

24 de janeiro de 2011

' FUCK.

Por fim, pensar trouxe-me uma solução.



Se nestes dias não tenho feito outra coisa senão pensar, pensar e pensar e chegar sempre às mesmas conclusões e ainda surgirem mais perguntas, hoje finalmente cheguei a uma conclusão:

Quero libertar-me.

Estou farta de fazer as coisas porque os outros querem, ou porque os outros acham bem (outros=meus pais), e sempre com o objectivo de “ter um futuro melhor”. Estudo “para um dia”… faço isto, “para um dia”… aquilo “para um dia”… para um dia o quê? PARA UM DIA QUE NUNCA MAIS CHEGA. E o dia de hoje? Não conta para nada?

Será que vale a pena viver na vida que construíram para mim, só “para um dia”? Tive pais excelentes, como já referi, mas eles nunca me perguntaram se eu era feliz. Querem o melhor para mim, sim, no mundo deles, o que para eles é felicidade.

O melhor para mim seria parar com merdas de me questionar e em vez de dizer a mim mesma que não sei o que quero, fazer-me à vida. Acabar o curso e arranjar um trabalho, sair de casa e dar netos aos meus pais. Tudo como eles querem.

Mas o que eu preciso não é de nada disso. O que eu preciso é de alguma liberdade momentânea, mesmo que seja de curta-duração. De chegar a casa e não ter a minha mãe a dizer “apaga a luz”, “apaga o fogão”, ”põe a loiça na máquina” tantas vezes até me doer a cabeça (e quem conhece a minha mãe sabe que este “doer a cabeça” é literal). E eu ter de ouvir e aceitar e obedecer às regras da minha mãe porque, e nisso ela tem razão, enquanto for ela a sustentar-me, que remédio tenho eu. Preciso de não ter que contar os trocos, os cêntimos, para comprar uma merda de um maço de tabaco, ou pedir 10 euros à minha mãe para ir ao mcdonalds uma vez por mês, ou nem preciso de ir tão longe, pedir dinheiro aos meus pais para sair de casa e simplesmente ter um dia de aulas, porque ando sempre falida mas tenho que comer durante o dia.

Queria poder chegar a uma casa onde eu mandasse. Aliás, onde eu mandasse não, que não queria logo ir viver sozinha, mas sim partilhar com amigos. Onde a loiça não tivesse hora para ser lavada. Onde as luzes pudessem estar todas ligadas ao mesmo tempo se me apetecesse. Onde podia comer esparguete com esparguete todos os dias, fazer uma panela de esparguete com molho de tomate às 5h da manhã se fosse preciso. Queria poder partilhar a casa com um ou dois amigos(as), que não nos fodessemos o juízo mutuamente por merdinhas sem importância. Que eu pudesse chegar a casa com a maior moca da minha vida e adormecer no hall de entrada e de manhã não ter uma mãe a perfurar-me os tímpanos, mas alguém a dizer “estás bonita estás”.

Queria poder largar a faculdade e começar a trabalhar. Podia ser num call-center, numa loja de roupa, em trabalhinhos de merda, mas que me permitissem provar o gostinho da independência. Podia custar-me ter que seguir uma rotina todos os dias, coisa à qual nunca estamos habituados na faculdade (sendo que faltar às aulas é o pão-nosso-de-cada-dia), mas afinal, a liberdade tem preço?

Queria poder chegar ao fim-de-semana e poder desfrutar dele. Sem pedir dinheiro aos meus pais. Sair para onde quisesse, fazer o que quisesse, tudo isto tendo carro e sem estar dependente da merda dos autocarros.
No fundo, queria ter uma pausa. Queria parar de ser tão bem tratada pelos meus pais, tão mimada, que querendo fazer tudo por mim, não vêm que me sufocam. Queria sair de casa, trabalhar no duro, mesmo que doesse, a liberdade não tem preço.

A satisfação que isso me traria seria apenas a curto-prazo. No imediato, enquanto desse, enquanto eu me aguentasse. Nunca seria algo no qual me pudesse apoiar para o futuro, como a licenciatura que estou a tirar agora.

Mas, porra, que mais interessa senão o curto-prazo? Afinal, eu estou a construir um futuro… um futuro para quem? Na maioria das vezes penso que esse não é futuro para mim. E se eu morrer amanhã? Isto pode ser extremista, mas estou apenas a pensar em todas as possibilidades.

Para além disso, tenho muitos projectos em mente. Queria tanto investir no Mulher XL, queria tanto tirar cursos livres por hobbie e interesse pessoal, tenho tantas ideias para escrever livros que gostava de ver publicados. Tenho listas com nomes e títulos e ideias e coisas e coisas e mais coisas.

E dinheiro para isso?

Fantasio com isto tudo uns largos 20 minutos, até que caio à realidade e penso… falar sequer disto com o meu pai ia provocar-lhe um ataque cardíaco. Ia deserdar-me na hora. Era o equivalente a dizer que estou grávida porque detesto preservativos e confio na pílula para a qual ele me dá 8 euros todos os meses.

estou com TPM e aconteceram umas merdas este f.d.s.... entre as quais uma sogra que só não me chama de p*ta porque não pode. lindo! precisava de descarregar. há dias em que me farto da minha vida.

22 de janeiro de 2011

G. - "Tenho bué inveja de vocês"

Eu, Vera & Alex - "porquê?"

G. - "porque vocês sentem as coisas assim intensamente... mais do que as outras pessoas"

até que enfim que alguém "de fora" repara.

http://almaemestadopuro.blogspot.com/

14 de janeiro de 2011

' A eterna questão do "porquê fazer a cama se logo à noite vou voltar a desfazê-la?"...

Sinto-me a cair num poço sem fundo. Quanto mais caio mais quero cair. Não me travo, não me paro, deixo-me ir, perfeitamente consciente disso.

Acordo todos os dias a pensar no que quero fazer e chego sempre à mesma conclusão: NADA. Não me apetece levantar, não me apetece tomar banho, fazer o almoço, estudar, ou sair, ou simplesmente ver televisão. Tudo perdeu o interesse e há dias em que acordo com uma vontade incontrolável de chorar.

Não quero fazer-me de coitadinha nem de vítima. Mas a verdade é que, ainda que saiba que não estou, sinto-me terrivelmente sozinha. Sozinha na minha mente. Para quem me vê de fora, sou perfeitamente normal. Continuo a rir, a fazer as coisas do dia-a-dia, a conseguir manter conversas triviais e de circunstância (ainda que elas me matem aos poucos), nunca ninguém diria que a minha mente está um caos, a minha alma está a auto-destruir-se e que em casa eu não faço nada a não ser chorar.

Podia ir buscar razões exteriores e apoiar-me nelas... é o que todos fazemos: estamos em baixo por causa do trabalho; por causa da faculdade; por causa dos amigos; por causa da crise; por causa disto, por causa daquilo... para quê enganar-me e viver nessa fachada? Eu não estou "em baixo". Eu estou deprimida. E não por razões exteriores. Por razões bem interiores. Questões muito mais profundas do que alguma vez poderia imaginar, que mexem com a minha cabecinha de tal forma...

O pior é que não me esforço minimamente por encontrar um atalho (mental) e sair. Insisto em pensar, pensar e pensar, e esmiuçar tudo até ao fim. Tudo até ser pó.

Se acordo às 17h a pensar "na vida", às 23h já estou cansada e me dói a cabeça de tanto pensar e chorar. Chorar. Que não tem passado um dia sem que chore.

Algo de muito errado se passa comigo. Sempre me questionei acerca de tudo, mas nunca tinha caído numa "depressão", ou estar à beira disso, e ter muita consciência desse facto. Já pensei em consultar um psicólogo. Mas estou a tentar lutar contra isso. Quero conseguir superar sozinha, como sempre superei os "baixos" na minha vida (ainda que nunca tivessem chegado tão baixo), para além de ter a sensação horrível que ninguém, nem um psicólogo, me ia entender. Só se entrasse na minha cabeça. Contra mim falo. Estou a estudar psicologia e não saberia como ajudar alguém que me aparecesse à frente a dizer as coisas que digo a mim mesma. Coisas que só consigo mesmo dizer a mim mesma... nem expressá-las consigo (isso também me mata).

Todos os dias acordo mais cansada que no dia anterior, mesmo que tenha dormido 15 horas quase seguidas. Pergunto-me o que quero fazer, o que me apetece fazer, o que vou fazer. Nunca encontro respostas para nada. Não faço a cama, para quê, se à noite vou voltar a desfazê-la. Não abro os slides para ler e estudar, para quê, se vou chumbar nisto de qualquer forma, ou ter uma nota de merda, estude ou não. Não faço nada, para quê, não tem importância nenhuma.

Cansada. É isso. Sinto-me, só, muito, cansada.

9 de janeiro de 2011

' Da intensidade extrema com que sinto as coisas.

Sou sensível, apaixonada e emotiva.

Sinto as coisas com demasiada intensidade.

Uma intensidade que nem todo o mundo sente. Até hoje, em 20 anos, só encontrei uma pessoa que sente determinadas coisas com a mesma intensidade que eu. Só com uma troca de olhares, sabemos. Ela sabe quem é.

Tenho pena que, muitas vezes, não consiga expressar isso.

Gostava de ter algum tipo de talento ou dom. Fazer música, fazer arte, escrever livros.

Não tenho.

Acredito profundamente que tenho um génio criativo dentro de mim, mas que não tenho um veículo para expressar-me. Não nasci com nenhum dom.

Isso deixa-me, muitas vezes, triste.

Estou a pensar seriamente em criar um blog para colocar simplesmente as coisas geniais que encontro por aí... textos, livros, poemas, músicas, letras de músicas, imagens, filmes, videoclips. Aquelas coisas que eu olho e penso "porque é que não fui eu a fazer isto".

Que acham?

Acham bem?

Pois que já o criei. (link)