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23 de fevereiro de 2011

' Sou tão chorona.


Detesto esta música. Acho do mais lamechas e cliché que há. a letra está querida, mas detesto a música, não faz nada o meu género.

Mas desatei a chorar, baba e ranho, quando o Bruno pôs esta música e me convidou para dançar, só pelo olhar dele, por uns segundos que me pareceram longos minutos.

Foi um olhar tão lindo e tão intenso, um dos mais intensos que alguma vez vi, uma das formas mais apaixonadas que alguma vez me olharam... como se conseguisse ver a alma dele directamente. cheia de amor.

senti-me amada, protegida, em paz, e uma onda de felicidade e tranquilidade imensa, inexplicável...

Isto é tão lamechas, mas... só senti um aperto bom no coração, e as lágrimas a virem, e só baixei a cabeça, desatei a chorar, em silêncio, ele deu conta, levantou-me a cabeça, perguntou o que eu tinha, a música acabou, e eu desatei a rir à gargalhada da minha figura de parva... e só disse "emocionei-me!!!!!".

Foi tão comovente.

A música ideal para esse momento tinha sido Bound To You, sem dúvida. Dramática, intensa, angustiante, comovente... tudo o que senti! depois ele levou-me a dançar novamente com esta música, mas já não chorei, o primeiro momento foi daqueles mesmo espontâneos e que dificilmente se repete, muito menos se for "combinado".

Really? Eu chorei por aquilo? sou uma chorona do pior. mas, em minha defesa, foi um olhar mesmo mesmo mesmo comovente... parecia cena de filme.

5 de janeiro de 2011


hoje acordei com um aperto no coração... como se me faltasse qualquer coisa que não sei o que é, ou pelo contrário como se não faltasse nada e esse simples facto me doesse muito mesmo...

estou com esta música na cabeça, há horas, e a chorar sem conseguir parar...

não sei porque choro, choro só porque sim, por tudo, por nada.

não sei porque choro mas sei que me apetece ir lá para fora para a chuva continuar a chorar.

só me apetece chorar. mesmo sem saber (exactamente) porquê. chorar e suspirar, chorar e suspirar, chorar e suspirar, e saborear o salgado das lágrimas.

preciso limpar a alma, senti-la vazia.

9 de dezembro de 2010

A minha avó tem estado no hospital. nada de grave (só porque quando conto isto a alguém, olham para mim logo com "cara de pena", e eu detesto isso), para a idade que tem está muito bem.

tenho ido visitá-la, e hoje assisti a uma das cenas mais humanamente decadentes que já vi na vida.

uma das senhoras que estava no mesmo quarto, estava sempre a falar ao telemóvel com, pelo que percebi, a filha. a dizer coisas como "não faças isso", "eu só quero o teu bem", "é tudo para ti, não te preocupes"... esteve o tempo todo nisso, no fim acabei por perceber que a senhora tinha um cancro espalhado por todo o corpo e que dificilmente ia ter possibilidades de sobrevivência, e a filha dela (ÚNICA, filha única, note-se) estava a atormentá-la por causa... do testamento. começou a chorar desalmadamente e até a enfermeira teve de ir lá acalmá-la.

sem palavras, né?

saí de lá completamente deprimida, não só por perceber ao que algumas pessoas chegam, mas por outras duas questões:

1 - tenho questionado bastante a questão da mortalidade. nunca tive de lidar com ela de perto, nunca tive familiares próximos que me morreram (só o meu avô, mas eu era tão pequena que mal me lembro)... não que a minha avó esteja assim tão mal, porque do que eu vi no hospital inteiro era a que estava melhor e continua cheia de energia e quê, ainda assim, questionei-me... como é que eu ia lidar com uma situação de morte? entro em negação só de pensar, "isso não vai acontecer", ou "não vai acontecer tão cedo", invento desculpas para mim mesma para não sofrer por antecipação e simultaneamente, enquanto as tento arranjar, já sofro por antecipação. como é que eu ia lidar com uma coisa dessas? o que é que eu ia sentir? será que eu ia chorar? será que não e por isso me ia sentir uma pessoa horrível? será que ia entrar em choque? em negação? será que ia entrar em depressão? será que ia ficar com remorsos por não ter sido a melhor neta do mundo e ter sido apenas o melhor que sempre consegui? como será que eu ia reagir? ia ser uma horrível primeira experiência. e o pior não é pensar no "ia" ou no "se", é o pensar no "vai", nem que seja daqui a 10 anos, mas "vai", porque ninguém é imortal e a minha avó e os meus pais vão acabar por morrer, provavelmente antes de mim.

A segunda questão é a questão de como o corpo humano se degenera. como quando somos jovens/adultos achamos que nada nos vai atingir, nunca nada nos vai acontecer, somos os mais fortes à face da terra, podemos correr riscos, ter comportamentos de risco, podemos fumar (tabaco e não só), beber, comer nutela directamente do frasco e comidas que só fazem mal e continuamos cheios de energia e cheios de saúde, e que nunca (nunca!) vamos envelhecer e que nunca ninguém vai precisar de cuidar de nós e depois... chegamos ao estado em que eu vi muitas pessoas hoje... sim, já tinha pensado nisso, no processo do envelhecimento, e tudo isso (sou uma pessoa que pensa em tudo na vida), mas ver de tão perto fez-me confusão. a maior parte das senhoras que estavam no mesmo quarto que a minha avó, estavam outra vez naquilo a que eu chamo de estado-bebé. a ter que dar papas, mudar fraldas, só a dormir o dia todo, já sem conseguir falar, só monossílabos... enfim, igual aos bebés. depois de ver isso pensei em duas coisas: primeiro, medo. medo de chegar àquele ponto. medo de já não conseguir fazer nada, voltar a ser uma bebé, ser um fardo para alguém; nunca quero chegar a isso, uma vez na vida (quando era mesmo bebé) chegou. segundo, eu nunca conseguiria ser qualquer coisa como médica ou enfermeira, se tenho ido lá por uma hora ou uma hora e meia alguns dias e saio de lá sempre deprimidissima e introspectiva e a questionar tudo na vida (mas hoje foi o pior dia). e sim, eu sei, agora vem a pergunta cliché, "ah e tal mas estás a estudar psicologia e quando fores psicóloga vais ter que lidar com pessoas com problemas como depressões e como vais conseguir ser imparcial?". isso é outra questão. não sei se quero ser psicóloga. mas isso fica para falar noutro dia.

por cima disso tudo, pensei para comigo mesma... porra, eu vivo num mundo cor-de-rosa!! sei que há tanto mal no mundo e crianças a morrer de fome e guerras e etc etc, mas eu vivo no meu mundinho cor-de-rosa onde nunca de mal me aconteceu, onde nunca tive de ver coisas péssimas (como as que passam na tv) de perto, onde nunca me aconteceu nada de mal à saúde, onde nunca estive num hospital internada,  nunca tive deprimida, nunca enfrentei a morte de perto e já tenho 20 anos (quer dizer, a maior parte das pessoas com a minha idade já enfrentou uma morte próxima, acho...). vivo no meu mundinho cor-de-rosa e se, por um lado, é bom, por outro, é péssimo. ao mesmo tempo que penso que tudo na vida é finito e completamente efémero e que um dia eu sim vou estar no lugar da minha avó (que está fartíssima de estar lá e só quer ir para casa), ou que um dia, de um minuto para o outro, me pode acontecer algo realmente terrível, só me faz querer tirar o máximo proveito da vida e do meu mundo cor-de-rosa. depois fiquei a sentir-me fútil e superficial, género "porra, podia dedicar a minha vida a ajudar os outros", mas porque é que eu nasci tão egoísta, prefiro dedicar a minha vida a aproveitá-la porque ela, tal como eu a conheço, pode acabar. sim, sou egoísta!! muito...

provavelmente muitas pessoas vão interpretar isto como um texto insensível e que eu sou uma pessoa horrível por ter medo da velhice ou assim... e que sou uma pessoa horrível porque nunca iria para uma profissão tipo enfermeira ou auxiliar de enfermeira porque colocava o meu bem-estar (não estar constantemente deprimida) sob fazer algo pelos outros... (opa, mas quem me lê há algum tempo sabe que não sou uma pessoa solidária nem nasci para ajudar os outros, epa sou assim pronto)... mas  não é nada disso. respeito muito os idosos e quem me dera a mim chegar à idade da minha avó (provavelmente não, tenho um estilo de vida muito mau,lool). Eu simplesmente tenho esta tendência para racionalizar as coisas que me deprimem; acho que é uma forma de ficar menos triste ou de não ficar triste de todo, racionalizo antes de me deixar levar pelo sentimento. hoje não foi um desses dias, só me apetecia chorar, quando apanhei o autocarro, quando saí de lá e fui lá de manhã e agora ainda estou a pensar em todas essas coisas. e mais 1000.

enfim...

só para aliviar um pouco o ambiente, que eu não gosto de coisas tristes: é mesmo verdade, a comida do hospital é MUITO MÁ. é pior que os meus cozinhados, que já só por si são péssimos mas sempre têm algum tempero =P

Muaah @

aparte: o texto está um pouco mal escrito porque eu simplesmente cheguei aqui e, sem pensar num título, ou em parágrafos, ou numa construção de frases minimamente aceitável, simplesmente escrevi o que me ia na cabeça. e assim no fim ficou autêntico mesmo com os erros todos, por isso não mudei.

19 de outubro de 2010

' Há 3 dias que ando a tentar escrever qualquer coisa aqui sobre o convívio que fiz em minha casa no Sábado passado,

mas já desisti da ideia (e quantos já não foram que não dei nem um piu no blog, lol, quem me viu e quem me vê, se dantes escrevia tudo da minha vida aqui, agora...).



não dá para descrever em palavras.

posso apenas dizer que o Alex e a Vera (para além do Bruno) são as únicas pessoas que eu vou levar comigo para o aeroporto no dia em que voar para Paris.

porque são os meus únicos amigos verdadeiros. não aqueles que eu ligo quando não tenho mais nada que fazer (confesso que tenho "amigos" desses, e quem não os tem, parem já de atirar pedras), não aqueles que eu só me dou em determinado local e em determinada situação (exemplo, faculdade), não aqueles que ficam tanto tempo a ganhar pó na agenda telefónica do telemóvel que acabo por apagá-los. são aqueles a quem eu ligo logo se tenho algo para contar, aqueles com quem não se faz contas de quem fumou mais cigarros do maço de quem, aqueles de quem eu não escondo com um lenço um chupão escandaloso no meu pescoço, aqueles que foram ter comigo  e me abraçaram quando eu "amuei" por uma coisa parva e me tranquei no quarto (depois destranquei), aqueles que me dizem quando não tenho razão sem rodeios,  que estou gorda sem rodeios, aqueles a quem eu não levo a mal que me digam determinada coisa. são aqueles para os quais poucos segredos tenho, aqueles com quem me sinto confortável até a chorar (e eu gosto pouco de chorar à frente seja de quem for).

não tenho muitos amigos. tenho bons amigos. menos de uma mão chega. 

"um dia vais voltar". está escrito.

Muaah @

25 de agosto de 2010

' Instinto Maternal.

Começo a ficar preocupada. Tenho 20 anos e o meu instinto maternal começa a manifestar-se. Tão cedo!

Sei que quero ser mãe, um dia, o problema não é esse. O problema é que, ultimamente, passo cada vez mais tempo, dedico largas horas a pensar em como seria eu ter uma filha. Faço altos filmes, sempre com uma menina (raramente me imagino a ter rapaz). Na maioria das vezes nem penso na presença do pai, é mais uma coisa eu-minha-filha.

E fico horas a pensar… como ia educá-la, ao que ia expô-la, como queria que ela fosse, que ela crescesse… fico a pensar que ia aceitá-la da forma que ela fosse, ia dar a minha opinião, se concordava ou não com as atitudes e escolhas dela, mas acima de tudo ia aceitar… que ia ter orgulho nela, quer ela fosse advogada ou varredora de lixo das ruas… quer ela fosse heterossexual, bissexual ou homossexual… quer ela fosse betinha ou hippie… fosse ela como fosse… até já tenho nomes em mente…. Uma Camila, uma Vera, uma Beatriz… nomes pouco comuns mas não “esquisitos”…

Fico a pensar como seria mudar-lhe as fraldas, acordar a meio da noite quando ela começasse a chorar, alimentá-la, pô-la a arrotar, chatear-me quando ela não parasse de chorar… ir ter sempre com ela e confortá-la quando ela chorasse… beijar-lhe os pezinhos depois do banho, limpá-la com cuidado (não esfregar a toalha na pele), enche-la de cremes para a pele de bebé, vesti-la, comprar as roupinhas mais bonitas para bebé… sentir o cheirinho de bebé dela… decorar um quarto só para ela… se ela saísse à mãe, com certeza ia ser difícil para comer, cuspir a papa toda, ter de me chatear com ela… não ia ter nojo se ela bolçasse ou vomitasse para cima de mim, era sangue do meu sangue, ia amá-la mesmo quando ela fizesse birras horríveis, mesmo quando estivesse super irritada com ela… imagino-a a dizer “mamã” pela primeira vez, a dar os passos pela primeira vez, acho que ia chorar… guardar todos os dentinhos de leite dela, cortar-lhe uma madeixa de cabelo e guardar num álbum cheio de fotografias dela, registar o crescimento dela em suporte escrito e vídeo, diria até, criar um babyblog!… imagino-a a passar tardes com os tios: a Tia Vera, o Tio Sandro, o Tio Alex, a Tia Bu (4 dos meus melhores amigos), a Vó Cristina e o Vô Tim (meus pais), que iriam estragar toda a minha disciplina por mimá-la demais, lol… imagino-a mais velha (3-4 anos), pô-la na natação, ensiná-la a nadar, comprar-lhe uma bóia… na praia, imagino-a a fazer castelos de areia, com a cara branca cheia de protector solar… ela com os penteados que eu lhe fazia, e quando ela começasse a calçar os meus altos-altos e a encher a boca com o meu baton... ensiná-la a andar de bicicleta, de patins, ir passear com ela, ensinar-lhe a apreciar e a respeitar a natureza… ajudá-la nos trabalhos de casa, obrigá-la a puxar pelo pensamento, desenvolver a inteligência e a capacidade de desenrascanço (lol) dela… ir à escola defendê-la se ela chegasse a casa a chorar porque um miúdo tinha gozado com ela… ficar a sorrir a vê-la a brincar com os amiguinhos… ensiná-la os principais valores e princípios morais básicos, como a gratidão, a compaixão, a entre-ajuda, a tolerância, o respeito… vê-la a aplicar esses princípios nos meios sociais (infantário, escola, etc) com os coleguinhas, não ser uma rufia… pô-la em aulas de ballet, vê-la com o tutu cor-de-rosa nas festas da escola… habituá-la a ouvir música de qualidade desde cedo… (em casa só ia passar jazz, soul, música clássica)… pô-la em aulas de piano… enfim, ia investir na educação dela... ler-lhe histórias antes de dormir e incutir-lhe desde cedo o bom hábito da leitura, dar-lhe O Principezinho para ler logo que ela tivesse alguma maturidade para tal… dar-lhe sempre comida saudável, muita fruta, sopa, peixe, arroz, água… filha minha, só ia saber o que era mcdonalds, junk-food e refrigerantes aos 13 anos… telemóveis, computadores, jogos de vídeo, só a partir dos 14… até lá, sempre um estilo de vida saudável, exercício, ao ar livre… acho ridículo hoje em dia ver crianças com 6 anos com telemóveis melhores que o meu, e já com portáteis topo de gama, que fazem birras para irem ao mcdonalds todos os fins-de-semana… enfim… levá-la a sítios novos e diferentes, incutir-lhe o gosto por novas e diferentes culturas, novas e diferentes formas de viver… ensiná-la a ser tolerante, a não discriminar ninguém com base em cor de pele, em orientação sexual, hábitos e costumes culturais/religiosos ou no que quer que fosse… ia mostrar-lhe todas as religiões que existem, que ideais defendem, e deixá-la ser velha o suficiente para escolher que religião que queria seguir, ou se queria seguir alguma… imagino-a a chegar ao pé de mim, um dia, e dizer que estava a morrer porque estava a “sangrar do pipi”… e eu a ter a conversa da menstruação com ela, e aproveitar para ter a do sexo… quando ela fizesse 16 anos, ginecologista com ela, dava-lhe preservativos… sabia que ela o ia fazer, até porque ela vai ser linda e atraente e um amor de pessoa, assim ao menos que o fizesse com protecção… aos 18, a pílula… ter uma conversa com ela sobre a “liberdade com responsabilidade”… iria querer conhecer os namorados (ou namoradas) dela, queria que ela os levasse lá a casa, ia tratá-los bem… dava-lhe a privacidade que qualquer adolescente de 16 anos precisa, não ia ser daquelas mães obcecadas que ficam com o ouvido encostado na porta do quarto… quando chegasse a altura dela escolher o que queria para a vida, não ia pressioná-la nem ser daqueles pais frustrados que, por não terem conseguido realizar os seus sonhos, querem vê-los realizados nos filhos, mesmo que estes não queiram… caramba, se a minha filha chegasse ao pé de mim e me dissesse que queria ser arqueóloga, eu dizia que ela ia para o desemprego (lol), mas que se era o que ela queria mesmo, eu apoiava… íamos discutir, sim, muitas vezes, de certeza, mas ela não ia ser uma pessoa condescendente, era iria dar-me a razão quando sabia que eu a tinha, e vice-versa… ela podia bater com a porta do quarto, ser mal-educada, mas depois iria pedir desculpa, nem que fosse pela má-educação, porque tinha sido assim que eu a tinha ensinado e que me ensinaram a mim… (quantas e quantas vezes eu não falei mal à minha mãe, gritei com ela, bati portas, mas depois ia pedir desculpa mesmo sabendo que eu tinha a razão, mas que a tinha perdido por ter tido a reacção que tive).

Com a minha filha, ia construir uma relação de confiança e abertura… ela podia falar de tudo comigo, e eu de tudo com ela… no entanto, não iria ser amiga dela, porque esse é um erro que muitos pais cometem, isto é, serem amigos em vez de pais (a minha mãe fez isso, sempre foi minha amiga, não minha mãe, e isso a um certo ponto da minha vida em que eu precisava de uma mãe em casa, e não de uma amiga, custou-me, lembro-me)… ia impor regras, discipliná-la, filha minha iria ser bem-educada, ai isso ia… mas ao mesmo tempo, ia mimá-la… ia pegar em todos os erros que os meus pais cometeram enquanto tal, ia fazer de forma diferente, de forma igual em alguns pontos…

E é por andar a pensar demasiado nisto, que fico preocupada. Eu (só) tenho 20 anos e tenho uma vida pela frente, mas ao mesmo tempo, se engravidasse agora, por exemplo, não iria abdicar da oportunidade de ser mãe. Não a deixava para mais tarde. Já apanhei alguns sustos porque o meu período às vezes atrasa-se assim do nada, mesmo tomando a pílula certinha, todos os dias à mesma hora, nem um minuto a mais nem um minuto a menos, e daí ter começado a pensar. Ia ficar decepcionada, ao início não ia aceitar, achava que a minha vida estava a acabar, chorava baba e ranho, fechava-me em casa durante 3 meses, os meus pais deserdavam-me, mas eu ia acabar por dar a volta por cima. Porque seria algo desejado, apenas não desejado no tempo certo, uns (muitos) anos mais cedo. Claro que não vou engravidar de propósito, tomo precauções, tenho a noção de que isso seria uma grande irresponsabilidade, que não estou preparada, que nem tenho maturidade suficiente, mas às vezes apetecia-me imenso! E isso preocupa-me…

Mas, confesso, nunca tinha posto estes meus pensamentos por escrito e até me emocionei ao lê-los :') há pessoas que não nasceram para ser pais, mas eu sei que nasci, tenho a certeza absoluta que um dia quero ser mãe :)


mas esta, é de mim para a minha mãe: Mama, I love you, Mama I care. porque não lhe digo as vezes suficientes.

Muaah @

15 de agosto de 2010

#4 Momentos Sudoeste - eu e a Vera, a Vera e eu.

(não, claro que a foto não é do SW, mas eu fiquei tão mal em todas as fotos que tirei com a Vera no sw... que nem me atrevo a publicá-las).

eu e esta menina já fomos da mesma turma mas, por incrível que pareça, nunca nos demos muito enquanto lá estávamos. foi preciso mudarmos de curso (eu só de curso, ela de curso e de faculdade) para, um dia, do nada, começarmos a falar. e daí ficou. uma coisa vinda out of the bloom, do nada, de repente, sem qualquer previsão, ao completo acaso.

hoje posso dizer que ela é das minhas maiores (só porque não gosto de dizer "melhores", porque acho isso dos melhores amigos muito estúpido) amigas.

o que é que isto tem que ver com o SW? tem e muito.

parecendo que não, quando convivemos uma semana non-stop, num ambiente "agreste" como o do sudoeste (com aquele intervalo de 3 horas que dormíamos por noite, mas nem isso nos separou, porque eu não queria ficar a dormir numa tenda sozinha, por isso infiltrei-me na dela com a desculpa do "gosto de dormir com calor humano e a minha tenda está desprovida disso") com uma pessoa, começamos a conhecê-la melhor. normalmente, começamos a notar mais nos defeitos e nos "podres" dessa pessoa, então no caso de serem duas raparigas, normalmente o caldo está entornado (já todos conhecemos a dinâmica feminina).

isso ter-me-ia acontecido com outra qualquer gaja (apesar de eu ser "na boa" e não gostar de me chatear nem de maus-ambientes, se uma gaja tem o poder de me irritar, eu não tolero), menos com a Vera. no sw, em vez de nos desunharmos todas, aproximámo-nos ainda mais. houve declarações de amizade que me levaram lágrimas aos olhos, houve abraços durante concertos porque uma música nos dizia muito às duas, houve sentimento de preocupação mútua, se uma não estava bem, outra não estava bem, se uma não estava feliz, outra não estava feliz, houve inclusivé momentos de choro comuns, porque uma chorava e a outra não aguentava ver a outra a chorar. sempre disse que, com a Vera, tenho um entendimento que vai para além das palavras, acho que é mesmo a ´única pessoa com quem partilho essa sensação, aquela sensação de que não é preciso dizer nada, uma simples troca de olhares basta para sabermos o que a outra está a pensar. devido às nossas trocas de olhares "suspeitas", a nossa vizinhança até achava que "tínhamos uma cena lesbiana". quando nos contaram isso, rimo-nos tanto, e voltámos a trocar olhares, aqueles olhares só nossos, aqueles olhares que começamos a rir do nada, quanto mais o fazíamos, mais eles diziam "vês, vês?! olha a cena lesbiana toda aí no ar". fogo, mas com a Vera não, se alguma vez tivesse uma "cena lesbiana" com alguém, concerteza não seria com uma amiga tão próxima! mais do que amiga próxima, já a considero minha "irmã mais velha".

enfim... basicamente, tivemos momentos tão bons! o primeiro, e melhor, e momento que eu nunca mais vou esquecer, que tivemos neste sw, foi o momento em que estávamos no carro a ir para lá, e estávamos a ouvir a música "Beautiful", da Christina Aguilera... eu, toda lamechas como sou e toda emocionada, quando a Vera me diz "esta música é mesmo para ti cláudia... estão sempre a criticar-te". ai sim, apeteceu-me mesmo chorar, as lágrimas vieram aos olhos mas não chegaram a sair, eis quando a Vera tira os óculos de sol e estão a escorrer umas lágrimas... :')

e mais. a Vera é capaz de ser das pouquíssimas pessoas que me aceita, tal como eu sou, com os meus defeitos, sem me julgar! eu sei que posso dizer à Vera "Vera, eu reparo mais nas gajas boas porque já estou satisfeita com o sexo masculino..." e ela achar "o máximo eu ter dito isso", enquanto que outra pessoa qualquer ia achar-me maluca, lésbica, promíscua e tantas outras coisas que já me chamaram... nunca, mas nunca, me vou esquecer do que a Vera disse este Sudoeste: "sinto-me tão bem quando estou contigo, transmites boas energias, sinto que posso levar a vida a sorrir, deixas-me relaxada, sem ansiedade nem tensão, posso não estar com paciência para falar com ninguém, mas contigo sinto-me sempre livre", e "sabes porque eu acho que funcionamos tão bem, Cláudia? não é por sermos parecidas, não é por termos formas de pensar parecidas nem gostos iguais nem atitudes iguais, porque muitas vezes nem temos... é porque, independentemente de como eu seja, do que eu digo, do que eu faça, tu aceitas-me como eu sou, e tu não me julgas, nem eu a ti. conhecemo-nos e aceitamo-nos de forma tão natural, uma à outra. acho que é por isso que funcionamos tão bem". e a aceitação, isso sim, é mil vezes mais forte do que haver gostos, atitudes ou personalidades comuns entre amizades.



Para ti, Vera :)

Muaah @

20 de julho de 2010

' Juraaaa, que não vais ter uma aventuraaaaa....

é a música que anda na minha cabeça nos últimos tempos.

chegou ao fim. infelizmente. já a semana passada. [a Sic Mulher perdeu tanta qualidade por isso].

apesar de eu não gostar de novelas portuguesas, penso que esta foi diferente. para começar, não é da TVI,o que é um grande ponto a favor (rsrsrs). embora as novelas da SIC não sejam brilhantes, sempre são melhorzinhas do que as da TVI. em segundo, porque o Jura foi uma novela/série diferente das outras portuguesas.

porque, normalmente, nas novelas portuguesas, nós temos de tudo o que há de fantasioso, menos realidade. temos vampiros, temos floribellas, temos mulheres ricas (sempre interpretadas pela Alexandra Lencastre, SEMPRE) que dão o golpe do baú num velhote qualquer, mas que ele consegue sobreviver à tentativa de homicídio por envenenamento e depois a história desenvolve-se tudo à volta daquilo, ou temos uma rapariga selvagem, que foi criada no mato, e que está a nadar nua num riacho, até que um gajo de olhos verdes que, por acaso, só mesmo assim por acaso, estava a passear por aqueles lados, a encontra, e pergunta quem ela é, mas ela não sabe falar, e foge, e torna-se violenta... entretanto tem uma irmã civilizada, da qual foi separada à nascença, que vive num palacete (que parece que as gravações foram feitas no Palácio de Belém or so)... e que trata a mãe por "você" (infelizmente, isso existe na realidade, mas isso já são conversas para outra altura)... ou então, melhor! uma mulher que foi atacada por um leão numa savana, porque o marido a deixou à mercê disso, para se livrar dela, mas sobrevive, e faz umas quantas plásticas, fica como nova, toda a gente pensa que é mesmo ela que está a fingir,  e depois afinal não era, era a mulher original que tinha sobrevivido mas tinha contratado outra mulher para fazer a folha ao marido... mas o melhor de tudo mesmo é que até ao fim da novela toda eles continuam a tratar-se uns aos outros por "você", mesmo que já tenham ido para a cama....enfim, das poucas cenas de novelas portuguesas que já vi, sobretudo da TVI, meu deus do céu... nem tenho palavras para descrever. horrível. H-O-R-R-I-V-E-L.

mas o Jura não tem (tinha) nada disso. o Jura tem histórias reais. claro que tem um pouco de  fantasia e humor, por exemplo aquela personagem, o André, duvido que exista alguém como ele na realidade, é meio pateta mesmo... mas fora isso, penso que são pessoas reais, que representam o mundo real, e retratam situações reais. até eu mesma, me revi numa situação em particular, que foi aquela do Francisco, um puto cujos pais (Simone e Paulo) se estavam a divorciar e ele sofria muito com as discussões deles. não havia ninguém selvagem a nadar num riacho e ninguém tinha sido comido por um leão. os pais, filhos, amigos, casais, netos e avós tratavam-se por "tu", como deve ser, não havia cá falsos elitismos, e as casas não eram palácios, eram casas normais. enfim, para resumir: era uma série do mundo real e não da cinderela-versão-tvi. o melhor é que toda a história se desenvolvia num clima de sensualidade inerente. não era preciso ninguém estar a fazer sexo para se perceber o clima e a conotação não sexual, mas sensual, da coisa.

gostei. muito. ao início só via porque sim, porque a hora que dava era sempre a hora que eu me ia deitar e a tv estava sempre na sic mulher e eu não tenho comando da minha tv do quarto (e sou demasiado preguiçosa para ir mudar de canal, lol), mas aos poucos e poucos fui ficando mais presa, aos poucos e poucos comecei a querer saber, ao fim de cada episódio, mais e mais, e esperava sempre pelo dia seguinte... ahh tantos dias obriguei-me eu a ficar acordada, cheia de sono (naqueles tempos em que eu adormecia a horas decentes), à espera que desse o jura, que começa sempre à 1h, e como eu ficava triste, quando acabava o episódio no momento mais emocionante, naquele em que os dentes batem nos dentes e uma pessoa fica a olhar para o ecrã com o coração a bater forte,o que será que vai acontecer a seguir, e depois, pimba, genérico, como quem diz "toma toma toma, apanhamos-te bem, agora tens de esperar por 2ª feira à noite para saberes o que vai acontecer" (porque só dava de 2ª a 5ª).

correndo o risco de parecer muito lamechas - e verdade seja dita, sou - apeteceu-me imenso chorar no último episódio. APETECEU-ME TANTO CHORAR! não sei se pelo facto da história ter sido tão boaaa, ou pelo facto de agora não ter nada de interessante que ver todas as noites. o Bruno estava ao meu lado e sabe como fiquei emocionada e vibrei e fiquei tão triste quando apareceu o "FIM" xD

no geral, acho que foi uma série muito bem conseguida. de qualidade superior à média da qualidade geral da ficção nacional. (também não é muito difícil).

e, para finalizar.... para acabar em grande... a música! e a música?! a música MATA-ME.


e, com isto, calo-me, porque sempre achei que uma música valia mais do que mil palavras... :')


Muaah @ 

e a actriz que fazia de Bárbara, Ana Brito e Cunha... gostava tanto dela, da personagem que ela encarnava... lembro-me de a ver no "jardim da Celeste" quando era pequena, adorava aquilo..eheh.. acho que ela ficou mesmo mal depois de ter emagrecido TANTO. ela era lindona do jeito que era mesmo.

16 de julho de 2010

' 6 meses.

Para dar mais ênfase à coisa: meio-ano.

JÁ?! passou a correr...


6 meses e a paixão, o respeito, o carinho, o respeito, a amizade, a química, o interesse e tudo o mais continuam os mesmos. estamos juntos há 6 meses e eu sinto que ainda ontem começámos. a chama continua acesa, ele ainda me desperta sensações que alguém desperta num primeiro encontro ou no primeiro mês de namoro. sinceramente? ao início isto não me era quase nada. era um "vamos ver no que dá". e achei que quando chegássemos aos 6 meses (nessa altura, "mesmo que cheguemos"), já não íamos ter tema de conversa, já íamos estar fartos um do outro, que íamos cair na rotina e que a paixão e a química física iam diminuir para metade. mas está a acontecer o contrário. sinto-me cada dia mais apaixonada. espero que assim seja quando chegarmos a 1 ano. cada dia contigo é uma descoberta, é uma relação inteiramente nova, como se começássemos do início de cada vez que nos vemos.

Amo-te. 

a nossa paixão tem esta melodia:



Muaah @

"porque é que me amas?"
"porque conseguiste que eu fosse exclusivamente tua".


e ao contrário do previsto, ontem e hoje tivemos os dias todo para nós. foram 2 dias diferentes e muito bons :)

4 de julho de 2010

' I LOVE YOU CHRISTINA AGUILERA.

Cristina. é um dos meus nomes favoritos. é o nome da minha cantora favorita e, curiosamente, o nome da minha mãe, lol. (há pouco fiquei a saber que ela é Christina Maria e a minha mãe é Maria Cristina, lol).

Oiço a Christina desde o "Genie In A Bottle". Tinha 10 anos e adorava, amava o estilo pop. Na altura era louca por aquela imagem que ela tinha de menina inocente do highscool americano, loira e inocente, que canta pop, enfim, o estilo Britney (afinal, elas cresceram juntas nas suas carreiras, apesar da Britney, para mim, já ter morrido, não gosto nada dela; apesar de terem começado da mesma forma e na mesma altura e, por isso, serem comparadas, uma não tem nada a ver com a outra actualmente, seguiram caminhos tão diferentes).

Quando tinha cerca de 13 anos lembro-me de me oferecerem o álbum dela Stripped (o meu álbum preferido, não só dela, mas de todos os tempos) e de ficar horas a fio a ouvir o Walk Away, o Infatuation, o Loves Embrace, o Loving me 4 me, o Beautiful, o Impossible (ft Alicia Keys).. tantas vezes chorei a ouvi-las!...  ouvi-a o CD numa aparelhagem que a minha mãe tinha em casa, que dava um som brutal, a casa toda estremecia com a voz dela, sentia o corpo todo a vibrar, arrepiava-me, emocionava-me e só pensava "música tão boa e eu andava a ouvir m*rda". depois, claro, as mais comerciais, como a Cant Hold Us Down, que acho que tem uma mensagem brutal... enfim, para mim, foi definitivamente o melhor álbum dela, com a mensagem mais forte, aquela do "eu sou assim, quem não gostar temos pena, sê sempre tu mesma, o que os outros dizem e as críticas alheias não devem ditar o que fazes da tua vida". foi o álbum em que ela quebrou totalmente aquela ideia da rapariguinha inocente e loira (até mudou de visual), que se soltou, que se envolveu mais. LINDO.

depois foi o Back to Basics, onde a Christina encarnou a personagem burlesca da Baby Jane, foi buscar estilos retro e adaptou-os a si mesma. criou, para mim, um estilo único. com influências de jazz, soul, mas com diferentes estilos misturados, os temas de circo, de hollywood glamour, de pin-up, de cabaret. simplesmente brutal, é a única palavra que me ocorre.

ao fim e ao cabo, eu cresci com a Christina. acompanhei a fase menina-inocente-do-highschool (gennie in the bottle, what a girl wants, come on over baby, I turn to you... quem não se lembra?), a fase stripped, onde ela se "despiu", literalmente, mostrando quem ela era na realidade (e, para mim, foi o álbum melhor conseguido dela, um álbum completo, um álbum perfeito), com muitas influências de blues e soul, e o Back To Basics, onde apareceu a Christina estilo pin-up-dos-anos-50 (Ain't no other man , Candyman, I got trouble, Nasty Naughty Boy, Hurt), e onde eu comecei a gostar do burlesque (jazz de cabaret).

Quanto ao  mais recente Bionic, apesar de ter músicas que eu gosto muito (You Lost Me, I Am, Lift Me Up, Vanity, Morning Dessert (intro do Sex for breakfast), Sex For Breakfast, All I Need, WhooHoo, etc), é o que eu me identifico menos e o que eu acho que ela falhou mais. é a tentativa dela de recriar o Stripped, diria mesmo que é uma versão mais pop e electro do Stripped. mas não funciona porque o Stripped é o Stripped e ela não vai conseguir voltar a fazer algo tão BOM. é o álbum que está a vender menos, é o menos bem conseguido dela, infelizmente. fiquei um pouco desiludida.

mesmo assim, apesar disso, basicamente, sou a maior fã da Christina. confesso, não tenho grandes conhecimentos musicais para dizer se a música dela tem alguma qualidade em termos musicais; mas, em termos pessoais, posso dizer que as músicas dela tocam-me de uma forma que mais nenhumas me tocam; dizem-me coisas que mais nenhumas de mais nenhum artista me dizem.

Também não faço o culto da personalidade, não sou daquele tipo de fã obcecada pela pessoa e não pela obra, ou seja, se for para um concerto dela não vou tentar ficar com um cabelo dela para amostra, não tenho posters dela, não sei a vida toda dela nem quantas tatuagens e piercings ela tem e onde tem como o Alex (que sabe TUDO sobre ela), e num espaço de 10 minutos me contou todos os pormenores íntimos que sabia dela... lol... até já tentei ser esse tipo de fºã mas cheguei a meio da biografia dela e desisti de ler. o que me interessa a vida dela? o que me interessa com quem ela casou, o que ela faz em casa, se há um dia em que ela anda nua em casa, se pôs silicone nas mamas ou se ela é uma pessoa arrogante... o que me interessa é a música dela. apesar de, claro, a achar incrivelmente linda e sensual, era aquela mulher por quem eu virava lésbica se tivesse oportunidade, eheh.

mas a Christina e o trabalho dela, têm-me acompanhado desde sempre e têm um significado inestimável. e eu tenho um gosto musical muito restrito e selectivo (não sou daquelas pessoas que "ouve de tudo", eu não oiço de tudo), e quando eu digo que gosto de um/a artista, é porque gosto MESMO. a Christina é uma artista completa, com A grande, fantástica, perfeita. a minha favorita. adorooo as intros dela, e os interludes, aquelas faixas que ela coloca antes de uma música dentro do mesmo tema. exemplo, a Loves Embrace, um dos melhores interludes dela. já para não falar das músicas que ela canta que não são dela, um exemplo a At Last (da Etta James) e a I Love You Porgy (da Nina Simone; o que eu gosto mais na Christina a cantar esta música é que ela faz parecer fácil, mas é uma canção altamente difícil de cantar). eu oiço a Christina a cantar essas músicas e fico literalmente arrepiada nem que estejam 35ºC na rua.

agora é aquela parte em que me passou pela ideia colocar aqui as músicas que eu mais gosto dela, mas como são praticamente todas (lol), e não quero encher isto de vídeos e já fui deixando links ao longo do post, vou só colocar 2 vídeos: a música que eu achei que foi a que ela cantou melhor ao vivo, apesar de não ser dela (At Last) e uma das minhas músicas favoritas  (Walk Away), onde acho que ela teve a melhor performance ao vivo, foi o melhor momento do concerto (para além do At Last), na digressão do stripped que ela fez em 2003 (o vídeo foi gravado em Londres)


bem, a qualidade de som do youtube é péssima, mas isto ouvido pelo mp3 causa arrepios e faz os pelinhos dos braços levantarem todos, até a quem não gosta minimamente dela. então, o grito que ela dá a partir do minuto 2'28 até quase ao fim, MATA-ME. eu nem consigo respirar quando oiço isto. deu-me vontade de chorar quando ouvi isto no dvd do Alex... acho que se tivesse lá ia mesmo chorar baba e ranho.


a melhor performance ao vivo de Walk Away, uma das minhas músicas favoritas dela.


enfim...se ela viesse dar um concerto a Portugal, eu MORRIA DE ENTUSIASMO. ia comprar o bilhete no mesmo dia, nem que custasse 100 euros. neste momento até estou naquela ... se ela fizer uma digressão e não passar por Portugal, eu vou onde ela for, ao país que ela for... até é provável que ela passe por França quando eu lá estiver a fazer Erasmus no próximo ano e eu ESTOU LÁ às 5 da manhã para ficar na primeira fila, nem que vá sozinha (se bem que o Alex já disse que se ela passar por lá, ele vai lá ter comigo) x)

isto tudo porquê? bem... a Christina sempre foi importante e sempre gostei de tudo o que ela faz em termos musicais, mas apercebi-me de que ela teve um impacto muito maior em mim do que eu imaginava, quando, depois de ANOS sem ouvir as músicas do Stripped, eu ainda as sabia todas de cor, as letras, todas as nuances de voz que ela faz, a ordem das músicas do álbum... e ainda me provocam as mesmas sensações que provocavam há 6 anos atrás. eu e o Alex somos fãs incondicionais e este fim-de-semana resolvemos ver os DVD's das digressões que ela fez do Stripped e do Back to Basics. claro que gostei mais das músicas do Stripped, mas gostei bem mais de todo o look pin-up do Back  2 Basics, apesar de estarem os dois espectaculares em muitos aspectos... e eu fiquei SEM PALAVRAS. adoro-a. venero-a. Christina, I'm your biggest fan.

Muaah @

16 de junho de 2010

' (só) 5 meses e parecem tantos mais.



Tinha para aqui um texto tão grande escrito sobre nós. 

Mas não me apetece publicar testamentos.

Hoje fazemos 5 meses de namoro, e a mim parecem-me tantos mais. Há muito tempo que não namorava. Até estou a ganhar-lhe o gostinho.

Ai, se eu nunca me tivesse inscrita como conselheira da Yves Rocher, e não o tivesse escrito no blog aí há 2 anos, a Nena nunca me tinha encontrado, nunca a tinha conhecido, nunca tínhamos ficado amigas (antes de sermos amigas éramos cliente-conselheira), nunca tinha conhecido o Bruno...

a vida é irónica, tantas vezes.
(se não fosse o blog também a Lane não me tinha encontrado e não havia Mulher XL para ninguém, realmente ter um blog pode ser inútil em muitos aspectos, a mim mudou-me a vida em dois deles).

Muaah @

fui repetir a dose de Sexo e a Cidade 2 com o Bruno... quando são filmes que gosto mesmo muito, nunca me importo de ver e rever.

"so I found a reason to shave my legs each single morning".

30 de maio de 2010

' Desafio 20 dias, 20 músicas - Dia 17 - Uma canção que queres que toque no teu casamento

UPDATE: a Jo encontrou a música que eu falava do "Querido, Mudei a Casa"... AHHHHHHH

tão linda.



no post, há umas horas atrás, escrevi que não a encontrava, por isso a segunda opção seria a do titanic ou a "boston" para o meu (raramente imaginado) casamento. mas a primeiríssima opção é esta. ESTA MÚSICA.... LINDA!!!! tão linda que até me apetece chorar! e eu até nem sou grande fã do "Querido, Mudei a Casa", mas desde que ouvi esta música no antes/depois que passei a ver os programas só por causa da música... fazia tempo para que o programa chegasse ao fim e ficava ali a apreciar.... ahhh amo, amo, amo... por incrível que pareça (e se calhar ao contrário do que seria de esperar), eu adoro música clássica... ou só instrumentais... e esta mata-me... por esta música até me casava de propósito... com os phones ainda sabe melhor, parece que estou no cinema, lol... se eu soubesse que a Jo ia encontrá-la, tinha esperado para publicar este posting, mas pronto... está escrito, está escrito. e não alterei nada.

--//--


Casamento não faz parte dos meus planos de vida.



Mas nos meus momentos mais pseudo-românticos imagino-me sempre na praia com o meu noivo, só nós os dois e a pessoa que tiver autoridade para nos casar, e o meu vestido é um top com as alsas daquelas que parece que fazem "nós" (assim todas entrelaçadas), efeito-corpete, com uma saia pelo joelho feita só de tule. SÓ DE TULE! tipo suspiro. descalça, na areia, depois de nos casarmos íamos para a água fazer a nossa primeira filha. claro que a praia era deserta, estava temperatura suficiente, era de noite e nessa altura o "padre" (ou a pessoa com autoridade para nos casar, que não sou católica) já tinha desaparecido. tudo isto (ALTO FILME) queria que ocorresse ao som daquela música do "Querido, Mudei a casa" que dá quando eles mostram no fim o "antes-depois" e quando mostram os candidatos a tirarem a venda dos olhos em câmara lenta. é uma música assim meio para o clássica, sempre gostei, muito linda, e um dia até ouvi num filme e pensei "ahh a música do querido, mudei a casa". mas por mais que a procure, não há meio de a encontrar. à falta da referida música, a 2ª opção seria:



e tem de ser apenas o solo de piano do Titanic, que eu não posso com a Celine Dion (irrita-me). epa, digam o que disserem, Titanic foi dos melhores filmes de sempre. já o vi dezenas de vezes e choro sempre (mas porque é que este post está a ficar tão lamechas? casamentos, chorar com filmes... LOL).

e também não me importava nada que tocasse esta:



e posto isto: pois é, aqui a je é muito romântica. digo sempre que não, que não quero, que não vou, mas volta e meia lá me imagino a casar.

enfim, voltando ao planeta terra.

Muaah @

sabem qual é o cúmulo da preguiça? levar para o sofá um artigo mínimo, de 4 páginas, para ler (por causa de uma frequência que vou ter), naquela de "quando não estiver a dar nada de interessante/nos intervalos vou lendo", e andar a fazer zapping porque não está, efectivamente, a dar nada de interessante, mas não pegar sequer no artigo para ler a primeira frase. a minha primeira frequência é esta 6ª e eu não sei absolutamente nada. mas sempre que penso que tenho que ir estudar, surge algo (inesperadamente) mais interessante para fazer. vai ser bonito, vai.

20 de maio de 2010

' BitterSweet.


Quando penso que, para o próximo ano, vou 6 meses para Paris, sinto um misto de emoções: entusiasmo e angústia.

Claro que, se a situação fosse diferente, eu estaria apenas entusiasmada: adoro conhecer sítios novos, pessoas novas, culturas novas, línguas novas (não fazer piadinha parva com isto, sim? LOL), fazer coisas novas, diferentes, etc... estaria a 100% das nuvens, estaria a contar os meses, as semanas e os dias para que chegasse Janeiro ou Fevereiro de 2011, estaria a fazer filmes na minha cabeça todos com coisas espectaculares, fantásticas e maravilhosas.

MAS

estou numa situação que me deixa angustiada pensar que vou passar 6 meses longe daqui (possivelmente seguidos, que não queria vir a Portugal vez nenhuma nesse tempo), e essa situação tem um nome: Bruno. 6 meses longe dele? quando fico 6 dias já fico com tantas saudades, 6 meses então... sim, sei que temos pouco tempo de namoro e que, até lá, as coisas até podem mudar, mas duvido muito. se fosse há 2 ou 3 meses atrás, eu ainda tinha este pensamento "oh, até lá ainda acabamos". mas agora tenho quase a certeza que não vamos acabar. pelo menos até lá. e digo quase porque só "acabamos" se algum de nós morrer (bate 3 vezes na madeira), ou trair o outro. o que acho altamente improvável. sim, acho que vamos longe. e eu, que nunca gostei muito de compromissos, relações sérias, namoros e afins, para dizer isto, é porque falo sério.

não vou sentir grande falta dos meus pais nem dos meus amigos. sou uma pessoa "apegada" às outras mas não demasiado. consigo desprender-me e passar 6 meses longe das pessoas de quem gosto mais sem sentir aquelas saudades desesperadas de estar com elas. mas com o Bruno é diferente. não sinto falta da minha mãe se não a vir 2 semanas, mas do Bruno sinto. isto não quer dizer que goste mais do Bruno do que da minha mãe. mas... tu percebes.

vou sentir tanto a falta dele que me angustia. é um sentimento agridoce: por um lado, imagino-me com a Melga, as duas a andar de saltos nas ruas de Paris (sim, que lá não têm esta calçada horrorosa que só de olhar para ela nem me imagino a sair de saltos), a fazer amigos novos, de outros países e também franceses, conhecer uns parisienses giros, ficar no sofá da casa de alguém depois de uma noite de borga, sair todas as noites, fazermos uma alta festa quando completarmos o nosso 21º aniversário (que temos apenas alguns dias de diferença), comprarmos roupas caras, irmos aos melhores restaurantes, vermos filmes no cinema dobrados em francês, termos um estilo de vida louco (opa, e, claro, as aulas), aquele estilo de vida estou-a-viver-noutro-país-por-minha-conta-e-sem-os-meus-pais-logo-posso-fazer-o-que-quero-sem-ter-que-dar-satisfações-a-absolutamente-ninguém, enfim, aquele estilo de vida! por outro... pensar que as 3ªs feiras já não vão ser passadas com ele. que já não o vou ver 2 ou 3 vezes por semana, que já não vamos estar tanto tempo juntos, que já não vou ouvir a voz dele ao meu ouvido mas só ao telefone (nem quero imaginar a despesa que vou ter só com o telemóvel), que já não vou chegar esfomeada das aulas a casa dele e ter o almoço pronto por ele, que já não vou poder dormir sestas com ele, que não vou poder passar fins-de-semana com ele... e, não sendo o mais importante, mas também importante: COMO É QUE EU VOU FICAR 6 MESES SEM SEXO?!

"como é que eu vou aguentar 6 meses sem sexo?"


"temos de fazer muito no tempo que nos resta. podemos começar já".


"oh, depois lá eu arranjo um parisiense todo giro"


"eras capaz de me trocar?"


"sim, se fosse por um parisiense giro e de olhos verdes"


"hmmm ta bem. pode ser que eu arranje uma alfacinha mais gira que tu".

(riso)


x)




pior do que isso, é que tenho um medo terrível (por me conhecer mais que bem) de me sentir atraída por alguém de lá. imagino assim um parisiense, alto, moreno e de olhos verdes, a dizer-me "voulez-vous cocher avec moi" e eu, de celibato há 2 meses e cheia de desejo, ter que dizer "oh mon chère, je ne peux pas fair cette chose, je suis engagée". já propus ao Bruno fazermos um break durante esses 6 meses, ou até nem fazermos break nenhum mas podermos estar com outras pessoas (eu com um parisiense lindíssimo e ele com uma alfacinha jeitosa), mas obviamente que ele não concordou e, pensando melhor, quando eu voltasse as coisas não voltariam ao mesmo... e nós temos uma relação tão perfeita! tão perfeita que nem me atrevo a tentar estragá-la com as minhas ideias malucas. namorar à distância nunca me passou pela cabeça, para mim nunca funcionou, quando era mais nova tive uma espécie-de-namorado que vivia no Lumiar e durou 3 semanas. e ele vivia no Lumiar, que é a um autocarro e algumas estações de metro de mim, o equivalente a onde mora o Bruno agora. mas, por outro lado, acho que se a nossa relação está forte como está agora, daqui a 7 meses estará ainda mais. still, tenho medo. tenho medo de mim própria até!

até agora, sempre que me imaginava em Paris fazia sempre filmes espectaculares, dignos de passarem na MTV mas, no outro dia, estava cheia de saudades dele, e ia vê-lo no dia seguinte, mas estava mesmo com muiiittaaaa vontade de estar com ele, e pensei "ahhh ainda faltam 12 horas para poder beijar aquela boca gostosa", e depois pensei " se eu estou assim por causa de 12 míseras horas, como é que eu vou aguentar-me 6 meses longe dele?". foi ai que comecei a sentir o gostinho amargo da saudade antecipada. da angústia. e do desespero: "tenho de o convencer a poupar dinheiro para ir ter lá comigo, ou então pago eu as passagens, nem que para isso deixe de ir ao cinema ver um filme qualquer dobrado em francês, cada sessão a 10 euros".

posto isto, só digo: no dia em que eu partir, no aeroporto e no avião vou chorar baba e ranho, e não só: também eyeliner e rímel. vou chorar mesmo muito. mesmo muito. prepara-te, que nesse dia vai chover.

sim. quando penso que vou passar 6 meses em Paris é uma sensação muito, muito... bittersweet.

cause it's a bittersweet symphony that's life...

Muaah @

16 de maio de 2010

' Ainda só fazemos 4 meses

e eu sinto que temos uma relação tão perfeita, que nem consigo bem descrever por palavras.



nunca, mas nunca, tive eu uma relação tão maravilhosa assim. a minha mais longa foi de 1 ano e 4 meses, mas logo no primeiro mês, ou segundo, eu encontrava algo que me incomodava.
desta vez é diferente. temos 4 meses e não há absolutamente nada nele nem na nossa relação que me incomode. às vezes chega a ser tão perfeito, que eu tenho "medo" que seja bom demais. porque nos meus momentos pessimistas penso que nada pode ser bom demais, que há sempre qualquer coisa. mas não. não há. dou por mim a procurar algum defeitozinho, alguma falhasinha (que idiotice, eu sei), e não encontro. talvez seja por termos ainda pouco tempo. talvez.


mudei muito, enquanto pessoa, desde que comecei a andar com o Bruno. dantes, andava numa onda de "curtir a vida", não queria compromissos, não queria relações sérias, só queria andar por aí, a curtir com quem quisesse, a "ir pra cama" com quem quisesse, a fazer o que me apetecesse, e de facto fiz. isso era o meu sentido de "aproveitar a vida", e sim, foi aproveitar a vida. mas sinto que agora a aproveito muito mais. porque me entreguei. porque me entreguei por completo, entreguei-me por completo de corpo e alma, como faço sempre que me apaixono. se dantes me entregava só de corpo, passei a entregar-me de coração também. sim, já sofri, mas pelos vistos "não aprendi". não aprendi, e ainda bem. noto que ainda tenho a capacidade de me apaixonar e de me entregar quando me apaixono, e de dar tudo de mim, e estou 100% segura de que, desta vez, estou a dar tudo de mim e a entregar-me por completo a uma pessoa certa, a uma pessoa que merece.

tudo entre nós é bom. a química, o sexo (do melhor, que, aliás, foi como tudo começou e até admito que, antes de o conhecer melhor, só queria que ele fosse meu amigo colorido para "dar umas voltinhas", lolol), as personalidades tão diferentes que temos mas que se completam, o acabarmos as frases um do outro, o "já sabia que ias dizer isso", uma previsibilidade que não se torna entediante, as nossas conversas intermináveis, o sentido de humor dele, os meus ataques de riso, o não termos segredos, o falarmos sobre tudo, o aceitarmo-nos um ao outro tal qual como somos e não nos julgarmos um ao outro pelos defeitos nem pelo passado, o querermos estar um com o outro  reservarmos tempo nas nossas vidas para o efeito, mas nunca demais, nunca prender o outro, nunca deixar de estar com os amigos (ele com os dele, eu com os meus), nunca violar o espaço do outro, nunca cenas de ciúmes parvas, nunca nunca nunca. nada desse negócio de ficar impedindo o outro de estar com os amigos, nem de ir sair, nem de conhecer pessoas novas. sou ciumenta, sim, mas também prezo o meu espaço e, por saber que isso é importante, dou-lhe espaço a ele, todo o que ele pedir e precisar. costumo dizer: "ela pode olhar para ti e comer-te com os olhos, tu podes olhar para ela e comê-la com os olhos, mas quem te come a sério sou eu".

no fundo, há um respeito e um carinho e uma confiança mútua, que nunca, nunca, nunca tive. porque não me respeitavam, porque não me davam atenção ou, pior, e algo que para mim é inadmissível, porque não me aceitavam tal qual como eu sou, não conseguiam conviver com a minha maneira de ser.

mas ele não é assim, nada assim, e pela primeira vez na vida sinto que gosto dele exactamente na mesma medida em que ele gosta de mim. porque em todas as outras relações, havia sempre alguém que gostava mais do outro. mas aqui não. ele sabe que eu gosto dele em igual medida que ele de mim, e é por saber isso que confiamos tanto um no outro. por saber que ele gosta de mim como eu gosto dele e por saber que o grau em que eu gosto dele dificilmente faria algo para o magoar, sei que ele também não o fará.

enfim, não dá, não dá para descrever melhor. ao primeiro mês ainda me perguntava se ia durar muito tempo, apesar de nessa altura já ser maravilhoso, ficava sempre de pé atrás, mas agora, tenho quase a certeza absoluta que vamos durar muito, muito, muito tempo.

e é o que eu digo: vejo à minha volta casais que estão na merda, relações que não prestam, pessoas que manipulam, pessoas que não sabem respeitar o espaço do outro, discussões e amuos por tudo e por nada, enfim, merdices, e eu sinto-me uma sortuda, a miúda mais feliz ao cimo da terra, porque tenho uma relação perfeita, maravilhosa, feliz, onde não há espaço para coisas dessas. tenho perfeita noção de que quando falo nele os meus olhos brilham; uma vez a falar com a Vera sobre ele, ela até me disse "fogo, estás a deixar-me com inveja. quero um Bruno na minha vida! fazes-me acreditar que o amor existe".

e é verdade. Brunos como ele não os há muitos.

sinto orgulho. orgulho em mim por me ter entregue, orgulho nele por me ter dado o voto de confiança e de me ter querido conhecer melhor (sim, que antes de nos começarmos a dar ele tinha péssima impressão de mim), orgulho em nós por sermos como somos, por mantermos a relação saudável que temos mantido, e por estarmos a construir o que estamos a construir.

ainda só fazemos 4 mesinhos (hoje) e sei que 4 meses, numa relação séria, não é nada. mas com 4 meses já nos sinto tão sólidos e tão seguros. 

posso com toda a certeza dizer que o amo. do fundo do coração, amo-o.



Parabéns a nós.

para "celebrar" não fizemos nada de especial, só um capuccino feito por ele e um filme à noite e uma voltinha hoje à tarde. porque não me importa o que fazemos. importa-me estar com ele, só :)


Muaah @

Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar p'ra mim.
Escutar quem sou.
E se ao menos tudo fosse igual a ti...



só porque é a música favorita dele :]

15 de maio de 2010

' Desafio 20 dias, 20 músicas - dia 6 / Haverá alguma coisa mais estúpida

do que me enganar e mandar uma mensagem, que deveria ser para o Bruno, ao meu pai?? hoje de manhã, o meu pai ficou de me trazer umas coisas a casa, que eu precisava. e ele sabia que eu ia sair, então ofereceu-se para me dar boleia. mas ele não sabia que ia para casa do Bruno (e era o escândalo se soubesse, porque o problema não é o meu pai saber que eu tenho namorado, é saber que eu vou dormir a casa dele - o meu pai ainda não assimilou que eu tenho 20 anos), mas eu disse que não, que ia mais tarde, blá blá blá, dei alta volta à conversa. logo depois de desligar o telemóvel, escrevi esta mensagem: "Amor, só acordei agora, estou à espera que o meu pai me venha trazer uma coisa a casa e só depois vou para ai. Adoro-te @", e mandei-a... PARA O MEU PAI. porque o meu pai era o número que estava mais recente na utilização do telemóvel. e só me apercebi quando recebi o relatório de entrega, achei estranho dizer "Entregue: Pai", porque supostamente não lhe tinha enviado sms nenhuma. BURRA! BURRA! BURRA! quando o meu pai chegou, foi o ver se te vias. "andas a mentir-me!", "andas a esconder-me coisas!", "não tens vergonha?!", "o que andas ai a fazer?!", "estás a ficar igual à tua mãe!!!" (as mesmas coisas que oiço há 20 anos). percebes agora porque há certas coisas que não posso dizer ao meu pai? porque, para ele, é um escândalo que a sua filha de 20 anos vá dormir a casa do namorado. ainda pensei em contar a verdade, já que tinha sido apanhada em flagrante, mas depois do sermão de meia-hora disse que era a minha amiga, que chamava de "amor" às minhas amigas, e depois seguiu-se o sermão das minhas amigas serem lésbicas e que "não era normal". god, o meu pai é o melhor do mundo, a sério que é, mas quando lhe dá para ser close-minded, é a pessoa mais close-minded que conheço. ainda bem que não vivo com ele desde os 3 anos, porque em certos aspectos a minha educação ficava toda estropiada e a minha mãe é mt mais liberal, não preciso de lhe mentir porque ela confia em mim. e eu não gosto de mentir ao meu pai, mas em situações destas tem de ser. non? e até nem menti a 100%. no final de contas, eu estou em casa de uma amiga.


e agora, o objectivo real do post de hoje... lol


Desafio 20 dias, 20 músicas - Dia 6
Uma canção que me lembre de um lugar?

Esta categoria, acho-a bem difícil. Não me lembro de nenhuma música que me lembre de algum lugar em específico. mas esta lembra-me de muitas pessoas e situações, por isso, de certa forma, muitos lugares. para além de ser lindíssima. aquele piano (ao vivo), mata-me.

em estúdio:



ao vivo:


(aiiii... aquele piano inicial que me MATA!!!! às vezes volto para trás só para ouvir o piano... over and over again... acho que se visse isto ao vivo, chorava)

ele fez um post sobre o nosso projecto Mulher XL. achei tão querido :)

12 de maio de 2010

' Tenho um namorado preocupado e um amante que não lhe fica nada atrás / Desafio 20 dias 20 Músicas - Dia 4 - Uma canção que te põe triste

Semana passada. estava a dormir profundamente. de repente só sinto tudo a abanar e o Bruno a chamar-me "acorda! acorda! acorda!!!! cláudiaaa!!! acorda!!! estás bem?!"... pois que acordada daquela maneira não estava nada bem. "o que foi?!?!", "não estavas a respirar!! chamei-te tantas vezes e tu não respondeste nem estavas a respirar!!". a minha reacção inicial foi "oh meu granda parvalhão, estava a dormir, quando estamos a dormir a respiração fica mais pausada, sabias?", mas depois de passar o impacto inicial de me terem acordado como se o mundo tivesse a acabar, foi rir-me... "achavas que tinha morrido?!".. depois entrei na fase da negação.. "não, estás a brincar, isso foi só para me acordares. não ficaste mesmo preocupado, pois não?". claro que sim, que ficou. a minha última reacção foi achar super amoroso. eu faço uma pausa de 10 segundos na respiração e ele já acha que eu tive um AVC silencioso. achei tããããooo querido.

Esta semana. diz que eu e o Daniel andamos. "cê e a Cláudxia não andam naum?!" (pergunta-quase-afirmação de uma colega nossa brasileira). como se isso não bastasse, no fim de uma aula, quando o Daniel foi pedir à stôra para entregar um trabalho mais tarde, ela sai-se com esta "não faz mal, entrega amanhã... a paixão tem destas coisas" (e olha para mim). ok. vamos por partes. eu e o Daniel damo-nos bastante. somos sempre os únicos a sentar-nos lá atrás nos auditórios, feitos anti-sociais. passamos as aulas a rir. passamos muitos intervalos juntos. mas daí a andarmos?! duas pessoas de sexos opostos, heterossexuais e bem-parecidas nunca podem ser amigos, só amigos... bom, ao menos há que ver o lado positivo. tenho um "namorado do trabalho", ou "amante" bem fixe. assina a folha de presenças por mim quando eu falto, e lembra-se sempre que eu gosto de ir lá para trás, então, quando chega antes de mim, vai lá para trás sozinho e sabe que eu vou lá ter. é um amor.

e o melhor disto tudo? é que o meu namorado e o meu amante deram-se muito bem quando se conheceram.

olarilas.

-- // --



Dia 4 - Uma canção que me põe triste




e mais nada a dizer... esta música já me fez chorar :')

Muaah @ 

e este posting é agendado porque a esta hora estou no Enterro do Caloiro... eheheh

16 de janeiro de 2010

' Porque me Apeteceu falar sobre ele.

(ele aqui ficou mesmo com cara de ganzado, mas achei fofinho... eu sou muito afectuosa!).


Nós temos uma relação brutal.

Temos os ingredientes básicos e essenciais à sobrevivência de uma relação saudável: amizade na base, respeito mútuo, PAIXÃO e química, confiança, saber dar liberdade e espaço, no entanto saber também dar atenção, carinho, dedicação. sinceridade: falar de tudo, absolutamente tudo, abertamente. à-vontade: eu poder estar de pijama e de óculos à frente dele. ter privacidade, ter tempo para cada um e ter tempo para os dois: saber dividir as coisas de forma saudável. não ser obsessivo mas ter aquela dose de ciúmes q.b. como quem diz "não te tomo por garantido/a".

e sabe tão bem ter alguém assim ao lado. alguém em quem eu sei que posso confiar quase cegamente. alguém que me respeita, que me apoia, que me ouve. alguém que sabe que eu estou lá exactamente para as mesmas coisas, faça chuva ou faça sol.

adoro tudo nele, mas o que gosto mais é mesmo a forma como ele me faz rir. como ele diz as coisas mais simples de uma forma tão engraçada. e como ele diz depois "estás sempre a rir-te, adoro ver-te a rir, tens um sorriso lindo". adoro as nossas brincadeiras próprias e private jokes (ou 'piadas por dentro', como ele chama), que mais ninguém entende. adoro a forma como ele é LINDO e giro e bom, e tudo de bom, e diz que não é, adoro a forma como ele fala, que quando começa a falar não se cala e eu no fim só digo "és tão inteligente", porque ele diz coisas com tanto sentido. adoro a inteligência dele. como ele tem opiniões bem formadas. adoro que ele adore crianças, adoro como temos tantas coisas em comum. adoro como ambos gostamos de The Simpsons e Family Guy mas não gostamos de American Dad (normalmente, quem gosta de uma dessas séries, gosta das outras duas, mas nós gostamos só daquelas duas em comum). adoro que os dois gostemos de Cerelac (é a única pessoa que eu conheço que gosta de cerelac, para além de mim) e quando comemos os dois uma graaaande taça de cerelac... adoro que os dois gostemos de dormir com a cabeça tapada, só com um buraquinho para respirar, é uma coisa que nem toda a gente gosta... ou seja, para além de termos coisas em comum, são coisas que não são vulgares (que nem toda a gente gosta)... também somos os dois muito de ficar em casa... sim, que eu quando quero sou bastante caseira... se for com a pessoa certa (ele) não me importo nada de ficar o dia todo na cama...

adoro como ele é romântico. adoro as coisas que ele me faz, adoro os sítios onde ele me beija, a forma como beija, a forma como toca. o calor do corpo, a forma como ele me olha com aqueles olhos castanhos lindíssimos. adoro o cheirinho tão bom dele.

adoro os nossos momentos. seja a fazer AMOR (sim, amor), ou a dormir enroscados, ou a tomar banho juntos, ou a conversar sobre tudo e nada, ou a contar piadas e histórias estúpidas, ou a ter ataques de riso, a rir à toa, ou a cozinhar (só ele para me fazer meter-me na cozinha), ou ficar horas a jogar tetris no telemóvel dele, à vez, eu a dar palpites e ele a dizer para eu me calar xD, ou quando pegamos na minha guitarra acústica e começamos a inventar músicas um para o outro, mas músicas tão mázinhas tipo aquelas da Phoebe do Friends... adoro quando ele cozinha para mim, porque cozinha mesmo bem. adoro as coisas que ele diz e faz, a reacção dele às coisas que eu digo e faço. adoro que a nossa líbido seja quase igual e coincidente - quando apetece a um, apetece ao outro, e vice-versa - e que tenhamos o mesmo gosto por sexo, sem preconceitos.

adoro a maneira como ele me trata. com carinho, preocupação, consideração. adoro quando ele vai atrás de mim quando eu finjo amuar e depois desato-me a rir... adoro os nomes carinhosos e originais que ele me chama, a forma como os diz. adoro quando ele diz "até a jogar Super Mário feita viciada ficas sexy". adoro quando me diz "és tão perfeita. qual é o teu segredo?" quando eu estou a cortar cogumelos para fazer o almoço... adoro que ele me diga que eu sou perfeita, que o meu único defeito é fumar... (o que é mentira, tenho muitos mais defeitos para além desse xD ). adoro quando eu lhe peço coisas, nomeadamente para me calçar (porque não gosto de me calçar, não sei porquê), e ele diz que tou a ficar mal habituada mas que não resiste ao meu beicinho.. xD

adoro quando ele me pergunta se eu gosto dele e eu digo que "não. só estou contigo pelo sexo, porque cozinhas bem e porque tens o Tetris no telemóvel. por puro interesse!". adoro gozar com ele porque ele é "xopinha-de-maxa" quando fala muito rápido. adoro gozar com ele porque ele diz 'AS Hamburgueres', quando é, sempre foi e sempre será, 'OS Hamburgueres', no masculino. adoro a forma como gozamos um com o outro quando algum manda uma pérola ou faz uma coisa mesmo muito disparatada, como aquela vez em que ele, em vez de deitar as natas do pacote para a panela, deitou-as para a cozinha toda (o pacote rebentou), inclusivé para cima de mim. "o que é que isso pareceu..."

adoro quando estamos nus, na cama, no escuro, a falar de religião, de forças superiores, da Teoria do Altruísmo, da Teoria da Evolução, da formação do planeta terra, de dinossauros. quando temos discussões mesmo inteligentes acerca de temas sobre os quais frequentemente discordamos, lol. e como somos os dois teimosos, a 'discussão' nunca tem fim. e como todos os bons teimosos, também somos condescendentes, então ao fim de um tempo há sempre alguém que diz "está bem, fica lá com a bicicleta"... e eu digo "não sei andar de bicicleta, dá-me outra coisa".

adoro quando estamos no autocarro/metro os dois a ouvir música do mp3 dele. adoro quando, antes de acabar o dia que reservámos para estar juntos, já estamos a combinar o próximo. e odeio quando temos que nos despedir. odeio sentir saudades antes de sair de ao pé dele. apesar de serem saudades que sabem bem. adoro o facto de já fazemos planos para o futuro, género "quando tiveres carta e carro, dividimos a gasolina para vires ter comigo e me vires buscar". adoro a voz dele ao telemóvel.

adoro estar com ele no sofá e com um edredon em cima, a ver séries uma tarde inteira. adoro a forma como ele me agarra para eu não cair do sofá porque é demasiado pequeno para nós os dois. adoro quando ele me dá miminhos, e quando ele se agarra a mim assim do nada, quando "aninhamos". adoro a forma como ele dorme, todo enrolado como um caracol, que para encontrar a cara dele é quase precisa uma escavação arqueológica. mas adoro quando o acordo com beijinhos, ou a meio da noite/tarde porque não tenho sono e me apetece festa e ele me chama de tarada. e adoro quando ele me acorda. adoro adormecer e acordar com ele. adoro as posições em que adormecemos (sempre agarrados), e as posições em que acordamos (sempre uma rebaldaria, braços para aqui, pernas para ali e eu atravessada na cama transversalmente a ele com a cabeça sobre a barriga dele).

adoro quando estamos ao pé dos nossos pais e, por não querermos que eles saibam sobre 'nós', fingimos que somos dois amigos normalíssimos e fazemos aquela troca de olhares; e o tocar com as pernas debaixo da mesa do jantar; e o mandar indirectas; e os jogos de sedução! a química que vai para o ar...

(adorei aquela noite em que estávamos sozinhos em casa dele e, como se não houvesse nada melhor que fazer (cof, cof), resolvemos ir fazer pipocas. tentativa 1 - falhada; as pipocas ficaram estorricadas e o tacho precisa de ser areado; tentativa 2 - falhadíssima; as pipocas ficaram estorricadas (apesar de termos comido as de cima que até nem estavam muito mal) e foi um tupperware para o lixo (microondas, ideias da Cláudia que tem imenso jeito para a cozinha...)).


E o que torna tudo mais espectacular ainda, é que foi inesperado. É que, antes de nos conhecermos melhor, tínhamos péssima impressão um do outro (e só nos conhecíamos através da Nena). É que sabe bem eu ter descoberto um Bruno tão diferente daquele que eu achava que ele era (porque ele também não se dava muito a conhecer, é do tipo de pessoas que só dá confiança quando conhece bem a pessoa), e sinto que ainda temos tanto mais que nos conhecer - o que é bom. É que tudo começou com uma simples história do Beijo à Meia-Noite na Passagem de Ano por brincadeira minha, apenas e só um beijo que eu achava que ía ficar por ali, por aquela noite, só porque o tinha achado giro e tinha engraçado com ele, mas depois cada um ía à sua vida. Never in a million years eu imaginei que estaríamos onde estamos agora. E às vezes eu penso "e se estivéssemos no Parque das Nações mais cedo, à meia-noite, a ver o fogo de artifício? e se eu o tivesse beijado à meia-noite no Parque das Nações? e se não tivesse sido ele a tomar a iniciativa, quando chegámos a casa? e se ele não me tivesse perguntado 'vamo-nos ver mais vezes?' e se eu não tivesse dito que 'sim'? e se não nos tivéssemos conhecido melhor?". Então eu penso: o destino deve existir. o destino fez com que estivéssemos no metro à meia-noite e eu não o ía beijar no metro. e então não o beijei no resto da noite. só aconteceu quando estávamos em casa. o que deu azo a muitas outras coisas. e se não tivesse sido assim?


Sim, nós temos uma relação brutal.

Hoje, a 16 de Janeiro de 2010, eu resolvi enfrentar o meu medo de compromissos e começámos a namorar. tinha aquele receio da precipitação (afinal só passaram 16 dias desde que tudo começou), mas caramba... eu sou demasiado instintiva e impulsiva para esperar por coisas que me apetecem fazer no momento. já tínhamos falado sobre isso, eu queria ir com calma porque o meu historial de namoros, amores, paixões e precipitações não é lá muito famoso. mas sinto que desta vez é diferente, que temos pernas para andar e que não é uma relação que está condenada desde o início, como outras que tive. e porque temos tudo: para além do que já referi, esta é uma relação de exclusividade. E eu, apesar de ter as minhas teorias de que em relações abertas podemos ir estando com outras pessoas, a mim não me apetece estar com mais ninguém, nem a ele. E é incrível: eu, que detesto namoros e compromissos, está a saber-me pela vida estar com ele. Está a saber-me pela vida ter esta noção de 'nós', e não um 'eu e tu que curtimos de vez em quando'. E, lá está, NÓS estávamos praticamente estávamos a namorar. já andávamos aí na rua de mãos dadas, quem está na rua e olha para nós deve achar que somos super felizes (e somos). só faltava mesmo oficializar a coisa! agora já está. e, sem medo (perde o medo, Cláudia, perde o medo!!!): A CLÁUDIA TEM UM NAMORADO! e adora tudo nele, sobretudo a forma como ele é único e como ele a aceita tal qual ela é... (excepto aquela parte em que ele lê o meu blog e nunca comenta! aiai..lol)

E eu perdi totalmente, mas totalmente, o interesse noutras pessoas. Antes de tudo começar, tinha uma amizade colorida meio secreta goin' on (que nunca falei no blog) e deixou de me apetecer. pura e simplesmente, perdi o interesse.

Com muito orgulho, digo: ESTOU ESTUPIDAMENTE APAIXONADA POR ELE. SINTO-ME COMPLETA. O QUE EU TENHO DE "MAU", ELE TEM DE "BOM", E VICE-VERSA... complementamo-nos e hoje, a 16 de Janeiro de 2010, começámos a NAMORAR. sem medos de usar esta palavra, que me fazia tanta confusão... ;)

hoje, ele e a N. tiveram de ir embora, porque tiveram uns problemas em casa. tínhamos tudo combinado para o fim-de-semana todo, até Domingo à tarde... e puff. infelizmente, o tempo passa demasiado rápido quando estamos juntos. já estava toda feliz e contente por ter mais uma noite com ele, e mais um dia, e olha... ainda há pouco saímos de ao pé de um do outro e as saudades já apertam =( no entanto, estou feliz de tal forma que as palavras não podem descrever. as coisas têm corrido mal (posting de baixo), mas tudo perdeu a importância... é uma questão de relativizar!

(e eu detesto fazer dois postings um dia a seguir ao outro, mas tinha mesmo que escrever isto hoje).


Muaah @

"vou respeitar e adorar cada passo como se fosse o primeiro :) " (Bruno)