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18 de julho de 2011

' Cães.

Tenho uma espécie de “teoria”, convicção, crença, ideia, whatever… eu sempre achei que as pessoas que têm animais de estimação – refiro-me a cães e gatos, não a peixes e pássaros, o que sempre achei meio parvo considerar como animal doméstico – são, de certa forma, mais “felizes” que as outras.

Mas nunca ninguém acreditou em mim! E eu também não tinha forma de provar… mesmo pesquisando intensivamente, nunca encontrei nada científico que corroborasse essa minha ideia.

Até que vi, naquele programa que agora dá na SIC Mulher, “Cães extraordinários” que há, de facto, evidências científicas que apontam nessa direcção: está comprovado cientificamente que a interacção entre humanos e cães (seja mero contacto visual, ou aquele sentimento de “achar fofinho”, dar festinhas, falar com eles, etc, qualquer tipo de interacção) aumenta os níveis de oxitocina tanto na pessoa como no animal.

Aparte de pequenos (grandes) pormenores científicos, sim, eu sempre acreditei convictamente que as pessoas que têm animais de estimação – especialmente cães, e especialmente as que sempre tiveram, desde a infância – são, de certa forma, mais “felizes” do que as outras. Há toda uma experiência de amor incondicional e lealdade que partilhamos com os cães, que nunca partilharíamos com outro ser humano.

Falando por experiência própria, eu sempre tive cães e cadelas, desde que me lembro (desde que nasci mesmo!). Sempre interagi com eles e sempre criei laços com eles, da mesma forma que criaria com outra pessoa; como sou filha única, os meus pais são divorciados e muitas vezes a minha mãe era “ausente”, os cães sempre foram grande companhia para mim; e sempre que perdia um, o pesar era tão grande, que parecia que tinha perdido uma pessoa. Hoje em dia, tenho 2 cães, e embora não ande sempre às festas nem a rebolar com eles no chão, posso dizer, com toda a certeza, que eles me fazem uma companhia incrível. Só o facto de saber que eles estão lá, deixa-me assim 0,1% mais feliz e confortável do que se não estivessem.

Dão trabalho? Sim! A comida, o ir à rua – se bem que os meus vão sozinhos e voltam sempre para casa, a tal lealdade, e portanto não precisamos de ir propriamente passear com eles… - o veterinário… mas, porra, não é por acaso que se diz que o cão é o melhor amigo do homem.

E mais! Acrescento, sem medos, que acredito piamente que as pessoas que tratam mal os animais, que os abandonam porque querem ir de férias, ou até mesmo que os matam simplesmente por serem um “incómodo” – como aconteceu há umas semanas aqui na minha rua… um cão, não era de ninguém, era simplesmente da rua, ou “do café” (pois davam-lhe comida lá), era super fofinho, chamava-se pirolito, era pequeno, não fazia mal a ninguém, e alguém colocou veneno na comida dele, simplesmente porque ele não era de ninguém, andava para ali… sem chatear ninguém, ou melhor, pelos vistos chateava essa pessoa, só essa pessoa, que cruelmente achou que tinha o direito de o eliminar do mapa – para mim, essas pessoas são MÁS PESSOAS. Não me interessa se ajudam as criancinhas em África nem se fazem grandes donativos a instituições de caridade, uma pessoa que maltrata, abandona ou MATA um animal para mim é MÁ PESSOA, sem tirar nem pôr. Não entendo essas atitudes e magoam-me mesmo.

Eu tenho uma ligação tal com cães, que por vezes chego mesmo a ter mais pena de alguns cães abandonados na rua do que os próprios sem-abrigo (humanos), e mais pena de quando eles têm de ser abatidos, do que quando tem de se desligar a máquina a um ser humano que está em estado vegetativo, pondo assim em termos comparativos directos.

Resumindo e concluindo… eu acho que as pessoas que têm animais de estimação, e, como a própria palavra o diz, os estimam (não abandonam), são mais felizes que as outras. Pois experienciam todo um processo de “bonding” e todo um sentimento de lealdade e confiança quase total que não experienciam com outros seres humanos. Mas, lá está: as pessoas que não acreditam em mim, não têm animais de estimação, e não é por acaso.

Muaah @

30 de dezembro de 2010

' Ainda dizem que os animais não têm sentimentos II.

(no seguimento deste post)



O Marley (da foto) rosna sempre às pessoas que ralham com o Maxi (nosso outro cão). Seja eu ou a minha mãe. Nunca chega a morder nem a fazer nada mal, é apenas uma ameaça, como quem diz "não fales assim com o meu amigo".

O Marley faz hoje 2 anos. 2 anos desde que cabia na palma da minha mão. :)

Muaah @

27 de julho de 2010

' Isto não é pornografia animal

(se é que tal existe).

 é só o meu cão a ser extremamente inteligente quando estão uns 40ºC (?) dentro de casa.



a parede estava fresquinha. por pouco não fiz como ele tal era o sufoco!

Muaah @ 

amanhã vamos estar na SIC, no programa Companhia das Manhãs, onde vai passar a reportagem sobre o primeiro Dia do Modelo Plus-Size em Portugal. http://bigbeautifulgirls4.blogspot.com

29 de dezembro de 2009

' Parabéns :)


faz hoje um ano que este meu Marley chegou a nossa casa. não sei se é um ano de vida porque não sabemos quando nasceu, mas era bebé quando veio, por isso não deve estar muito longe...

PARABÉNS BEBÉ :)

(já escrevi sobre eles)


actualmente, tem o quádruplo do tamanho daí da foto e está muito menos querido e mais idiota e hiperactivo. mas no fundo, continua a ser um bebé. continua a ser fofinho. de vez em quando ainda lhe dá para roer coisas.

e eu que não tenho máquina fotográfica. é tão giro, tem cenas tão engraçadas, às vezes só me apetecia ter uma câmara à mão para captar momentos inéditos e dava-me a sensação que se os pusesse no Youtube íam ser bastante visitados. é isso, tenho que começar a gerir a carreira de celebridade dos meus cães. olhem, podiam ter-me oferecido uma máquina fotográfica pelo natal! ahah :P


Muaah @

e como eu sou, segundo a Inês, uma marrona-com-estilo (definição: és uma marrona mas não tens problemas nenhuns c isso; das estilo ao marrão percebes? :P; não és aquela gaja de óculos k esta na primeira fila a tirar apontamentos sobre os pontos finais k os stores metem nos slides, mas é qualquer coisa do tipo "eu? marrona? yah. e tiro boas notas. incha" - o que eu me RI com isto, LOL), já tenho os slides e os apontamentos e as fotocópias tudo organizadinho e já comecei a estudar. sou mesmo marrona...MAS COM ESTILO! ahah. é mais uma questão de saber que desperdicei o ano passado no 'curso errado', e não fiz a ponta de um corno. agora que recomecei do zero num curso novo, e num curso que gosto, quero tirar altas notas a tudo. quer dizer... às únicas 3 cadeiras que tenho. cof cof.
mas quem é que se lembra de pôr coisas como: polipéptidos, codões, replicação de codões, traços poligénicos, epistasia, e outros termos genéticos, à frente de uma pessoa que veio de humanidades?? estou a entrar em pânico. por mais que leia não percebo nadinha de nada. até ao google já recorri. continuo na mesma. nunca na vida tive biologia. só sei o que é o ADN e mesmo assim nem sei explicar o que é. lá se vai a minha ideia de ter brilhantes notas a tudo. a esta vou espalhar-me com uma pinta... -.-


14 de novembro de 2009

' Os meus cães.

Era inevitável que mais dia menos dia, eu escrevesse um post sobre os meus cães, são das coisas mais importantes para mim.

bem, na verdade já escrevi muitos, mas era quando só tinha um. e de vez em quando falo deles, mas este posting vai ser inteiramente dedicado aos meus cães.


Maxi (6 anos) e Marley (cerca de 1 ano).

Maxi


Recebi o Maxi como prenda do dia da criança quando tinha 13 anos... ele nasceu em nossa casa, a mãe dele fugiu e ficámos com ele. é rafeiro arraçado de labrador, porque a mãe era rafeira, e o pai labrador. é lindíssimo. é creme, fica castanho quando ficamos mt tempo sem lhe dar banho xD só que está a ficar velhinho. Já não anda tanto, passa muito tempo deitado e quando é para ir à rua demora 5 minutos a ir até à porta. morro de medo do dia em que ele morrer. só de pensar fico petrificada.



Marley



O Marley veio para nossa casa em Dezembro de 2008. mas não sabemos quando ele nasceu. mas era bebé. continua, aliás, a ser um autêntico bebé. é rafeiro mas arraçado de S. Bernardo e em menos de um ano cresceu tanto que está do mesmo tamanho que o maxi. É branco e tem umas manchas castanhas. na barriga parece um dalmata, só que com as manchas castanhas. tem imensas cócegas na barriga e no peito, e adora os meus pés. normalmente, quando estou na parte de baixo da casa, ele deita-se ao pé de mim e deita a cabeça sobre os meus pés. ou quando estou sentada à mesa de jantar com a perna cruzada, ele tira-me o sapato e começa a brincar com o meu pé (que nojo). é ciumento até dizer chega. não se pode dar atenção ao maxi, que lá vem ele pedir também. se lhe chamarmos ele é capaz de não ligar. se chamarmos o maxi, ele já vem a correr. é uma criança, enfim xD

fazem os dois uma festa quando alguém chega a casa, e são o típico cão-que-ladra-não-morde. quando ladram, assustam. mas se lhes derem uma festinha, já ficam todos derretidos. mas acho que têem noção de que estão a proteger uma moradia e quando ladram, ladram a sério. basta um carro passar. às vezes é irritante, mas eles são cães. é a função deles.

SÃO OS ASPIRADORES LÁ DE CASA. é que tudo o que vai ao chão, vai parar à boca deles. parecem uns porcos a comer, comem de tudo. o tempo de ir buscar uma vassoura ou uma esfregona, já está tudo comido. por isso, já desisti. quando deixo comida cair ao chão é só chamá-los, eles comem. depois é passar a esfregona por cima e fica óptimo xD

SÃO UMA MOCA. gostam de correr atrás das moscas nem que para isso implique dar saltos quase até ao tecto e depois caírem ao chão e provavelmente magoarem-se. é a maior diversão deles, é tentar apanhar moscas.

SÃO OS DOIS MUITO INDEPENDENTES: vão à rua sozinhos. isto aqui é sossegado e nós deixamo-los ir à rua sozinhos. o tempo que isto nos economiza, é extraordinário. dizemos 'vão à rua', eles vão, e meia-hora depois estão em casa, à porta, sentados, à espera que nós a abramos xD

SÃO OS DOIS MUITO BRINCALHÕES de uma maneira geral, excepto que o Maxi está mesmo a ficar velhinho. ás vezes tenho pena de olhar para ele. até a subir as escadas lhe custa, mas ainda bem, não quero os cães no meu quarto. já o Marley, é preciso dar um berro pra não vir atrás de mim. agora que está ensinado, olha para mim com um olhar de respeito sempre que subo as escadas. assim é que é. lindo menino.

o Marley é hiperactivo. houve uma fase que ninguém tinha mão nele. chegávamos a casa e estava tudo destruído. chegou a comer as paredes. o veterinário disse que era porque as paredes tinham estuque, que tinha cálcio, e ele precisava de cálcio porque está a crescer e está na fase de roer coisas. demos cálcio, ainda mais enérgico ficou. fizemos de tudo, desde deixá-lo no quintal (destruia o quintal), pôr um ançaime enquanto não estávamos em casa (arranjava maneira de tirar o ançaime)... às tantas começámos a dar calmantes. com cada moca que o cão apanhava que eu só me partia a rir com ele todo drunfado xD uma semana assim e chegou. nunca mais roeu as paredes xD LOL

SÃO OS MELHORES AMIGOS UM DO OUTRO. dão-se muito bem os dois entre si, quando está muito frio, arranjam maneira de se deitarem de forma a protegerem-se um ao outro do frio. mas encaixam-se de uma maneira artística mesmo. ás vezes chego à sala e fico a pensar como raio se puseram eles naquela posição. não vão à rua um sem o outro nem comem um sem o outro e para onde um vai, o outro tem de ir. aquilo a que eu chamo de amizade canina. SÃO TÃO QUERIDOS. adoram festas e beijos e adoram dar lambidelas, eu acho isso nojento mas a seguir vou logo lavar a cara xD

mas o mais extraordinário que aprecio nos cães, é mesmo a companhia, lealdade e amor incondicional. sim, dão trabalho!! sujam a casa toda, temos de apanhar as necessidades deles, temos de escovar para não cair muito pêlo, temos que dar comida e água e blá blá... mas ver a alegria deles ao verem-nos, não tem preço e faz valer todo o trabalho que temos! é um amor incondicional. às vezes, quando estou triste, sento-me nas escadas a dar-lhes festinhas. eles reconfortam-me sempre. sei que nunca me vão desiludir. como as pessoas. muitas vezes apetece-me mesmo chorar, ficar deitada a chorar agarrada a alguma coisa! em vez de ser a uma almofada, é aos cães. eles ficam muito sossegadinhos quando sentem calor humano, e é mesmo muito reconfortante estar ali agarrada a duas bolas de pêlo que respiram e sentem a minha melancolia. e desconfio cá para mim que têem a sua própria forma de fazer 'ron ron' como os gatos: é só ficar um bocado a fazer festas e eles começam a respirar muito fundo e a ganir, mas ganidos que parecem gemidos de prazer xD LOL



adoro cães, desde pequena sempre tive, desde que nasci basicamente. ainda me lembro de ter tamanho suficiente para me sentar em cima da minha cadela que tínhamos quando eu era pequena, e fazer dela o meu mini-cavalo. ter um cão na infância é importante para um bom desenvolvimento social e emocional (e li isso num estudo qualquer). acho que vou ter sempre cães e vou sempre sofrer imenso quando cada um deles morre ou desaparece. ao todo, já me morreram duas cadelas e outra fugiu. é como perder um irmão.

e eu sei que pareço uma daquelas mães nos babyblogs a falar de como maravilhosos são os seus filhos mas, no fundo, é o que eles me são: filhos; irmãos mais novos; companhia; são IMPORTANTES :)

e pronto, não sei o que me deu para escrever agora sobre os meus cães às 2h20 da manhã, o que mais tenho é sono. mas sinto-me um bocadinho melancólica, praqui sozinha a ouvir música deprimente, e eles fazem-me companhia, eles merecem definitivamente este posting :D

Muaah @

Ps. nem a propósito deste post... esta noite (Sábado pra Domingo), estava eu muito bem deitadinha a ver televisão e quase a dormir, quando o meu cão entra no quarto e se deita no chão ao pé de mim, com um ar muito comprometido do género 'eu sei que não posso entrar aqui,mas deixa-me só esta noite'... eu só pensei 'deve estar a sentir-se sozinho' (porque a minha mãe foi passar uns dias fora e quando faz isto leva um cão com ela e fica outro comigo). ACHEI TÃO AMOROSOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO que o deixei ficar.... (fora aquela parte em que me acordou ás 9h da manhã para ir à rua -.- )