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19 de julho de 2011

' Eu e as minhas manias...

Gosto de andar sempre minimamente bem depilada (mesmo que seja Inverno), e com lingerie bonita e, de preferência, a condizer.

Porque, se um dia me sentir mal no meio da rua e tiverem de me levar, inconsciente, para o hospital e me despirem… epa, quero estar minimamente apresentável, né?

Pronto, era isto, momento de estupidez do dia.

3 de julho de 2011

' POC?!

A Maria Leonor fez um comentário no post das limpezas/higiene, que me deixou a pensar:  "Acho que tens mesmo misofobia! Rapariga, há coisas com as quais concordo contigo...mas muitas das outras são too much! Como é que consegues viver assim? É um stress constante... "

Mas sinceramente, acabei por me esquecer e não me preocupei, pois não costuma ser um stress constante... são coisas, acções e preocupações pequenas e naturais que me surgem no dia-a-dia, quase ninguém dá por isso e eu já as faço automaticamente.

Mas ontem à noite fui sair e fiquei algo preocupada com um comportamento que tive: quando cheguei a casa, já quentinha/tocada pelo alcool (não bêbada, mas tinha a noção), só me apetecia cair na cama, mas ainda fui tomar banho, sempre com aquela preocupação constante de não contaminar os lençóis com os germes da rua, restaurante, discoteca, transportes publicos, todos os sítios por onde passei... quem tem este tipo de preocupação?

Quando acordei e liguei a tv, estava a dar o Dr OZ e ele estava a explicar a POC - Perturbação Obssessivo-Compulsiva - e eu identifiquei-me em alguns pontos. Até foi lá uma mulher que, tal como eu, tem "medo" de germes e micróbios... depois lá no programa um outro médico que estava a apresentar esse tema, tocou no sapato e esfregou a mão pela cara, para mostrar à mulher que não faz assim tão mal e que ela não vai ficar doente só por isso, mas a mim fez-me extrema confusão, tanto a mim como à mulherzinha que sofria de POC...lol. Entretanto, no vídeo dela, ela também tinha 2 manias que eu tenho: estar sempre a lavar as mãos e praticamente lavar a loiça antes de a pôr na máquina, com "medo" que a máquina falhe em alguma sujidade. Isto não é normal!

Não, não tenho aquela mania de re-organizar as coisas vezes sem conta e desligar os interruptores 30 vezes, nem  nada disso... se um quadro estiver torto, deixa-o lá, não me faz confusão. a mim é mais específico, são coisas muito específicas e até estúpidas, como por exemplo: quando faço limpezas, e ponho roupa para lavar, eu tiro o que tenho vestido e faço o resto da limpeza nua, isto só para não ficar tudo limpo e depois a única coisa no cesto da roupa suja ser o que eu tinha vestido enquanto estava a limpar...faz-me impressão! lol. Ou, por exemplo, numas escadarias, gosto sempre de entrar com o pé direito e sair com o pé direito também, ainda que isso implique que no fim tenha que saltar dois degraus... mas isso é mais superstição, não tanto obssessão.

Fiquei a saber que existem testes para detectar isso - e eu, como estudante de psicologia, tenho muito essa mania de me auto-diagnosticar, o que nunca se deve fazer, mas pronto, foi só para "diversão" - e fiz um teste qualquer na net, este, que me pareceu razoável. No fim não consegui saber o resultado, o site bloqueou e não tive paciência para repetir, mas tive uma ideia a partir do que assinalei em cada ponto. Sinceramente? Eu tenho manias muito específicas, mas apelidar de POC é demais. Sim, tenho a mania do controlo e adooooro coisas organizadinhas, mas por exemplo não tenho medo de ficar doente pelos germes, apenas me mete nojo saber que eles estão lá. Sim, gosto das coisas minimamente arrumadas e ordenadas, mas não ao ponto de ficar horas e horas a endireitar as mesmas coisas, nem de ir endireitar um quadro se vir que ele está torto. Não fico propriamente obcecada com isso.

Esse teste também me fez "consciencializar-me" de muitas outras manias que eu tenho, mas por vezes são inconscientes. Por exemplo, eu tenho muito uma noção de que existem nºs "bons e maus" (um dos pontos da escala do teste) - detesto, mas detesto, números ímpares, horas ímpares, o nº 13, chego ao ponto de parar o que estou a fazer durante um minuto se por acaso olhei para o relógio e eram 12h13 ou assim... - outra, ponto 5, "É-me difícil tocar um objecto quando sei que foi tocado por estranhos ou por certas pessoas." - porque, lá está, tenho aquela coisa que não sei o que a pessoa andou a fazer, e normalmente essa pessoa foi à casa-de-banho sem lavar as mãos, como eu vejo tanta vez, e portanto tudo o que elas tocam ficam contaminado; ponto 9: "Fico incomodado se os outros mudarem a forma como tenho as coisas organizadas." - ah, mas detesto mesmo! e quando as pessoas mexem nas minhas gavetas e deixam a roupa toda enrolada, eu tendo ir lá e dobrar tudo direitinho; "Por vezes, tenho de me lavar ou limpar apenas por sentir que possa estar contaminado. " - desta acho que já falei o suficiente.

O que mais me preocupa é que o meu pai, ainda por cima um parente directo, teve um início, se não mesmo, POC. Agora está muito melhor mas eu lembro-me perfeitamente que ele tinha as mãos em ferida de tanto as lavar - algo que eu não tenho - que estava sempre a limpar o wc de cada vez que lá ía, que ligava e desligava interruptores, abria e fechava portas, vezes sem conta. Acho que teve de tomar medicação e tudo. Ainda não se tem certezas de que a POC seja hereditária, mas há algumas evidências de que seja; fora isso, há sempre a hipótese da imitação e adopção de hábitos dos pais, pode ser que eu tenha adoptado alguns - e adoptei com certeza, os menos extremos - do meu pai.

Ainda não cheguei a esse ponto e acho, sinceramente, que não vou chegar, pois como disse, as minhas manias são muito específicas, mas não interferem com o meu quotidiano, consigo conviver bem com elas, não perturbam ninguém, e ninguém dá por elas. :) É apenas uma mania de limpeza conciliada com controlo, e não, não é um stress constante. :)

2 de julho de 2011

' Ainda das Limpezas (II) - ou da higiene em geral...


Num post anterior falei das minhas manias de limpeza em casa.

E nos outros locais, ou em outras situações, ou mesmo hábitos de higiene pessoal?

Bem, frequentemente dou por mim a achar que tenho Misofobia, e uma grande mania dos germes. Por vezes penso mesmo que penso em coisas que mais ninguém pensa.

Por exemplo, casas-de-banho públicas. Detesto ir, evito ao máximo, mas quando tenho mesmo de ir, é um pesadelo. Porque vejo, a toda a hora, pessoas que vão à casa-de-banho SEM LAVAR AS MÃOS DEPOIS. E isso, senhores (e senhoras) é das coisas que mais me mete nojo. Não só porque é com essas mesmas pessoas que trocamos apertos de mãos, toque, e outras coisas, mas principalmente por isto: e na hora de abrir a porta da casa-de-banho, para sair, depois de termos lavado as mãos? Pois que acredito piamente que aquela maçaneta está mais porca do que o tampo da sanita - partindo do princípio que as mulheres têm o bom senso de fazer xixi em pé - depois de dezenas, centenas, de pessoas, que foram à casa-de-banho, não terem lavado as mãos, e terem aberto a porta da mesma forma que o vamos fazer nós. E depois, ainda oiço pessoas a dizer - a sério, já ouvi! - "ah, mas fui só fazer xixi, e usei papel para limpar, tenho as mãos limpas". LIKE, REALLY????!! Dantes, quando as casas-de-banho tinham os papelinhos para limpar as mãos, eu utilizava esse mesmo papel para abrir a porta, e só o deitava fora quando chegava cá fora e estava "fora de perigo". Mas agora, que a grande maioria das casas-de-banho públicas só têm aquele arzinho para secar as mãos? Lá vou eu, com as mãos limpas, fazer alta ginástica para evitar tocar no sítio onde as pessoas tocam (muitas delas sem lavar as mãos); eu tento abrir a porta com o cotovelo, eu espero que alguém saia para sair logo atrás, ou, se for naqueles casos em que há um "poste" grande de metal ao longo da porta, eu agarro mais acima, em pontinhas dos pés, onde sei que ninguém agarra. heeerrrkkk.. só de pensar! E quem diz maçanetas das portas das casas-de-banho públicas, diz maçanetas dos cúbiculos, ou botões de autoclismo. Mas bem, nesse caso ainda não faz muito mal, uma vez que vamos lavar as mãos depois. E as pessoas que só lavam as mãos com água? Bem, nem vou entrar por aí.

Talheres. Eu detesto partilhar talheres! Não que tenha nojo. Mas não gosto mesmo. Seja com os meus próprios pais, ou até com o Bruno, a quem dou linguados. É diferente. Talheres, para mim, não se partilham. E quem diz talheres, diz alimentos do género maçãs e gelados. Vê-se que aquilo está mesmo tudo cheio de saliva da outra pessoa. Por isso detesto, mas detesto mesmo, quando me pedem para "dar uma trinca na maçã", ou "provar o gelado", se for sem colher. Muitas vezes acabo por deixar, para não ser vista como esquisita ou egoísta. O que é idiota, porque não é de todo egoísmo. Não tenho problemas em partilhar comida, desde que seja cada um com o seu talher, e sem lambusar tudo. Quer queira quer não, o ambiente social ainda dita muito do nosso comportamento. Mas a verdade é que, sempre que isso acontece, já não consigo desfrutar totalmente do meu gelado. Esquisitice, definitivamente. Egoísmo, não. Enfim. Quanto aos copos, já não me faz tanta impressão partilhar, e bebo sempre do lado oposto ao que a pessoa bebeu, apesar de ter aquela sensação que a pessoa deixou algum vestígio de saliva no líquido... bom, agora que penso nisso... Garrafas de água, então, é que detesto mesmo. Normalmente, garrafas de água dos outros cheiram esquisito. Não é por acaso. Normalmente, as pessoas têm o hábito de utilizar a mesma garrafa over and over, re-enchê-la vezes sem conta, e isso é nojento, deve trocar-se de garrafa a cada 2 ou 3 vezes que se re-enche. Não usá-la até ao resto da vida. E uma garrafa de água não custa mais de 1€. Não é muito difícil.

Borbulhas. Detesto que me espremam borbulhas e, deus me livre, detesto ainda mais espremer as borbulhas dos outros. Acho simplesmente nojento, o pus é um dos líquidos mais nojentos do corpo humano. Adoro tirar borbulhas já secas, e crostas, a mim própria, mas aos outros, e os outros a mim, NUNCA. Tenho amigos próximos que têm uma qualquer panca por espremer borbulhas e andam atrás de mim sempre que tenho uma. Eu fujo a 7 pés, pois acho completamente nojento que me façam isso.

Mexer em pés. Eu flipo quando vejo as pessoas a mexerem em pés - nos próprios ou nos dos outros - e depois não lavar as mãos. E depois tocar em coisas que eu vou tocar, ou comer, ou tocar em mim. Bheeeekkkkk.

Os postes dos autocarros/metros/transportes públicos em geral. Bem, acho que nem é preciso explicar essa, né? É "só" onde centenas, quem sabe milhares, de pessoas, tocam por dia. Para evitar isso, normalmente, tento agarrar-me sempre à parte mais em cima, onde quase ninguém toca, ou evitar tocar de todo, manter-me em pé, ou, se for uma viagem longa, sentar-me logo e não tocar em nada. Mas é inevitável e acabamos sempre por tocar naquele poste, onde aquele senhor idoso, cujas mãos estiveram em contacto directo com o lenço de bolso (outra coisa que acho meio nojento, lenços de bolso, e não de papel) para onde mandou um escarro amarelo esverdeado. Sinto-me suja sempre que saio de um autocarro e só penso que tenho que lavar as mãos. A sério.

Outras coisas que tal: molhar o dedo com saliva para virar uma página de um livro ou uma folha (vejo imensos profs a distribuir, por exemplo, exames e frequências, a fazer isso, e acho muito mau), espirrar e tossir sem pôr a mão à frente, utilizar lenços de pano e não de papel, deitar-se com os pés virados para o lado da cabeceira (ex: almofada), tirar macacos do nariz e mandar para o chão ou colar em qualquer parede, tomar banho e deixar a banheira cheia de pêlos púbicos e cabelos, roupa interior suja no chão (boxers, cuecas, meias), e a toalha molhada toda enrolada, sim, que um ambiente assim molhado e quente nem é o ambiente ideal para as bactérias crescerem (bom, se fazem isso em casa, ao menos evitem fazer na dos outros, é que é nojento).... etc!

Mas pior do que tudo isso, mesmo, é quando me mandam perdigotos para cima, ou quando cospem para o chão, mesmo da rua. É ver essas coisas que me fazem pensar que nunca se deve andar com os sapatos da rua em casa, e muito menos nos locais (tipo quarto) onde vamos andar descalços, e depois ir para a cama sem tomar banho. pode parecer que faço altos filmes, mas é mesmo assim.

Sinceramente... às vezes vejo as pessoas a fazer coisas que me deixam "WTF???!!!", com uma naturalidade incrível. Talvez seja eu que tenha uma qualquer mania, e sempre que tenho que tocar em coisas que sei que os outros - os que não lavam as mãos depois de ir à casa-de-banho, os que espremem borbulhas, os que mexem nos pés - lavo as mãos. Eu acho que lavo as mãos umas 5 vezes à hora. Porque sei que tenho o terrível hábito de roer as unhas e mexer no nariz, pelo que, ao menos, se o fizer, sei que tenho as mãos minimamente limpas. Mas há, mesmo, pessoas que têm hábitos nojentos, e nem dão conta!

1 de julho de 2011

' Evoluir, sempre.



Estou, finalmente, a viver aquilo que sempre quis, numa das áreas da minha vida.

Uma coisa que, talvez, nem todo o mundo aprovasse como sendo o mais correcto. Mas, bom, afinal a vida é minha, não posso vivê-la a fazer o que os outros acham correcto. Se os outros acham errado, que não  o façam. Tão simples quanto isso. Correcto e errado, dois conceitos tão subjectivos e cultural e socialmente tendenciosos.

Esperei, esperei, procurei, confiei. E, finalmente, consegui. Estou a evoluir num sentido que sempre quis.

Estou, acima de tudo, feliz!

 E agradecida por ter encontrado uma pessoa que, independentemente dos defeitos que possa ter, me aceita, a minha essência, natureza e personalidade, de uma forma que nunca ninguém o fez, sem nunca me julgar ou tentar mudar.

28 de maio de 2011

' Não gosto de falar ao telefone.


Não sei porquê, mas não gosto de falar ao telefone. Nunca gostei. Faz-me confusão. Lembro-me de quando tinha uns 14 anos e tinha uma "melhor amiga", e ficávamos horas a fio a falar. Não gostava da sensação de estar tantas horas ao telefone, aquilo nunca mais acabava, mas eu era muito imatura para me impôr e dizer que não queria mais falar... cedia muito à peer pression nessa altura! E ela adorava falar ao telefone...

Prefiro, de todas as hipóteses de comunicação, falar cara-a-cara; se assim não for, prefiro "falar" por escrito. Tenho os "lol's" e os smiles para me expressar. Agora, telefone, detesto. Fico estranha. Nunca sei bem o que dizer. Como responder. Fico fria. As pessoas perguntam se estou chateada ou triste. Não. Eu simplesmente não sei me expressar pelo telefone. Faz-me confusão estar a falar "por voz" (sem ser por escrito) com uma pessoa sem olhar para a cara dela. Mas pronto, se for para dar uma informação rápida ou assim, até nem me importo. O que mais me chateia são as conversas por telefone. Aquelas conversas que nunca mais acabam... epa, se é para pôr a conversa em dia e contar novidades, não é muito melhor marcar um encontro? Ficar na esplanada a conversar? Sim! Agora, conversar por telefone? Ai, detesto, detesto!!! Quando me apanho numa dessas conversas, digo sempre "falamos depois", porque prefiro contar as coisas presencialmente, ver directamente a expressão da pessoa, sei lá, é uma coisa diferente. Recentemente, passei até a não gostar de conversar online, por chat e assim. Já não abro o msn há MESES!! É raro lá ir. Nem me lembro que aquilo lá está. Também não gosto muito do chat do facebook. Quer dizer, uma coisa é comentar blogs ou estados no facebook acerca de uma temática específica. Outra é pôr a conversa em dia pelo facebook. Epa, não gosto. Prefiro esperar até estar com a pessoa. Prefiro contar-lhe as coisas cara-a-cara.

Nunca atendo nºs privados nem desconhecidos. Só há um conjunto de 3 ou 4 pessoas a quem atendo o telemóvel na maioria das vezes - é por obrigação, tipo pais e avó. Já tenho fama de não gostar de falar ao telefone/não atender. Há até pessoas que me enviam sms's a dizer "urgente!!", "caso de vida ou morte!!", porque sabem que, nesses casos, eu fico preocupada e ligo.

Enfim, não gosto de falar ao telefone. Para a maior parte das pessoas, é mais uma das minhas manias incompreensíveis. Sucede que, para mim, também é incompreensível. Não sei desde quando não gosto de falar ao telefone. Não gosto e pronto. Este ano tem sido o ano em que estou a aceitar mais os meus defeitos, manias, simplesmente a minha forma de ser, e a impor-me muito mais. Não há muito tempo atrás - tipo, 2010 - eu já me aceitava como era, mas ainda cedia muito à vontade dos outros... o que os outros queriam, o que os outros achavam. Agora?? porra, se não gosto de falar ao telefone, não gosto, e ponto final. deal with it =P

Cada um com a sua mania.

Muaah @

25 de maio de 2011

' 1111 post's

eis que hoje entro no blogger para ver se tenho algum post agendado, dado que, devido à sobreposição de trabalhos, estudo, exames, projectos e preocupações que tenho tido, não tenho tido tempo nem paciência para escrever coisas muito elaboradas, e vejo: mil cento e onze mensagens ever. :)


também é digno reparar no nº de "mensagens" constantes do blog "Em estado puro" :D

(vocês não sabem, mas isto foi só um truque para publicitar os meus não dois, não três, mas sim quatro blogues e, coitados, alguns sofrem de negligência, ao Uma Janela Aberta já não lhe ponho os olhos em cima há muito tempo....... até fica mal dizer quanto.)

22 de abril de 2011

' Da minha crise de meia-meia-idade.



Tenho a sensação que estou com uma crise de meia-meia-idade. Dois "meias" porque é a crise de meia da meia idade propriamente dita. Confusão, bem, também não interessa!

Tenho a sensação que estou a sair da adolescência, e não quero. Sinto que não a aproveitei como devia! Tive as minhas fases, saí muito, curti muito, fumei muito, bebi bastante, f*di muito, menti muito aos meus pais, brinquei muito, mas sinto que podia sempre ter feito mais.

Sempre fui responsável e nunca me consegui "livrar" disso. Por mais merda que fizesse, tinha sempre a cabeça no sítio e só me deixava fazer disparates q.b.. Gostava de ter sido completamente desmiolada por um só dia.

Agora, sinto que não aproveitei bem. Já não gosto de discotecas tanto como dantes. Já não aguento noitadas até de manhã, como dantes. Já não tenho a mesma pedalada. Já não acho piada às mesmas coisas. O meu corpo já se ressente quando chega ao fim-de-semana. Já não gosto de beber. Estou a deixar de fumar. Já não tenho tanto apetite sexual como dantes, que parecia uma coelha, já não tenho curiosidade - pelo menos em relação ao sexo oposto, masculino - já sei como tudo se faz, já sei como tudo é, já começa a ser tudo mais do mesmo. As minhas relações amorosas estão a ficar cada vez mais longas, em vez de coisas como um mês, uma semana, uma noite. Já não acordo às 16h ao fim-de-semana, a partir das 11h quase não consigo dormir. Já tenho mais noção das coisas que me fazem mal, à minha saúde. Comecei a fazer exercício. Shit! ESTOU A FICAR ADULTA.

O pior? É que ainda não tenho a mais pequena ideia de como vai ser a minha vida, ou de como eu quero que seja a minha vida, daqui para a frente. Claro, tenho projectos e objectivos, mas na realidade não sei bem. Imagino e sonho, mas sempre sem certezas. Estou mesmo a ver-me a ficar em casa da minha mãe até tarde, e isso era tudo o que eu não queria. Mas não me quero "lançar" já ao mundo real e ao mercado de trabalho sem saber o que quero realmente da vida. Porque a verdade é essa, eu não faço a mínima ideia do que quero da vida. Tenho paixões e coisas que gosto, mas não uma única coisa que me faça querer levantar da cama e conquistar o mundo e que me faça dizer "isto é o que me move e o que eu quero fazer na vida".

O ano passado, a lenga-lenga foi a mesma. Dos 19 para os 20 e ainda não sabia bem o que queria. Agora, é pior, porque agora vou atingir a 2ª maioridade, os 21 anos. E o pior? Este ano passou tão rápido, sinto que ainda ontem tinha 19, aliás, sinto que ainda ontem tinha 17.

Nevertheless, vou aproveitar os meus ainda jovens 21 aninhos, porque quando tiver nos 25 vou desejar tê-los aproveitado agora.

Eu sei que é cedo para dizer isto, mas acho que estou a ficar com medo de envelhecer.

Não quero fazer 21 anos.

E éjá depois de amanhã. Shit!

18 de abril de 2011

' Limpeza geral à minha roupa / Quero

mudar de estilo, mudar de penteado, mudar de maquilhagem.



Sei que tenho muitas opções: tenho um closet cheio (acho que acabo por vestir as mesmas coisas, no mesmo estilo e no mesmo tom, precisamente porque olho para toda a roupa que tenho e canso-me de ser tanta), tenho um cabelo compridérrimo e bom para moldar, e até tenho uma boa estrutura facial (cof, cof) - epa, mas estão tão surpreendidos porquê? que é essa cara de escândalo?? não sabem já que eu sou uma convencidona do pior????

Adiante.

O meu problema é ser pouco criativa.

Precisava ter uma conselheira de imagem que me ensinasse a fazer conjuntos de roupa, a fazer penteados diferentes e uma maquilhagem estonteante. (à falta de melhor, o youtube sempre me vai dando umas dicas, eu é que tenho muito pouca paciência para manter penteados, sinceramente).
estonteante já eu sou, mas pá, posso ser mais, não custa nada.

lol.

já agora, também gostava de aprender a andar de saltos-altos o dia inteiro. por enquanto, aguento os saltos com compensação e já é muito bom.

anyways, isto tudo só mesmo porque hoje apeteceu-me dar uma limpeza geral na minha roupa toda (sabem, aquilo do ver o que já não serve ou que já não queremos, ou não gostamos e pôr de lado e reorganizar a roupa que fica, etc etc), e refresquei a memória, encontrei peças de roupa fantásticas que nem me lembrava que tinha ainda... hmm... a minha estretégia foi colocar essas peças mais "à vista", para me lembrar que as tenho :)


 
e agora, tenho 3 sacos cheios de roupa sem destino. caridade? sempre achei um bocado hipócrita dar para caridade roupa que, de qualquer forma, já não usávamos ou já estava velha (para mim, definição de caridade era mesmo dar uma peça que ainda quisessemos); dar a amigos/conhecidos? nunca gostei disso, acho de mau tom; vender? não valem nem 1 euro cada uma xD well... das duas uma: ou vai para casa da minha avó, que é uma costureira de primeira e acaba sempre por dar destino a todo e qualquer tecido que apanha na mão ou... lixo!

quanto ao penteado, esta semana vou já tratar disso... adoro o meu cabelo, mas estou farta da forma como ele está, com o mesmo corte há anos. (ainda assim, tenho a sensação que vou sair do cabeleireiro a chorar, saio sempre).

Muaah @

17 de abril de 2011

' O meu problema em ganhar e perder peso:

ganho-o todo na zona das ancas e rabo.

perco-o todo na zona das mamas.

MERDE!!



uma das razões por que não quero emagrecer (muito), é porque gosto demasiado das minhas mamas.

14 de abril de 2011

' Da Primavera


What I love about it: a temperatura; o quente, mas com uma brisa; os fins de tarde agradáveis; o poder sair de casa sem casaco; o já não sair do banho/poder despir e vestir sem tremer de frio; o vislumbre do Verão.

What I hate about it: as alergias! as flores e os seus pólens (às vezes são tantos que até se vêem no ar). o ter de tomar um anti-histamínico todos os dias; a casa encher-se com mais pó, mais rápido, basta deixar uma janela aberta; mas, sobretudo, as abelhas, que vêm logo aos pares. [tenho pavor a abelhas - e não, nunca fui picada] - é só ver-me a fugir com medo sempre que aparece uma...

Mais do que coisas boas, a Primavera trás-me coisas muito más e é o meu pesadelo. Hoje tive um mega ataque de alergia, porque normalmente deixo as janelas todas abertas, e o meu quarto estava cheio de pólen! Até nas superfícies escuras de notava um pó amarelo! ainda por cima eu vivo mesmo ao lado do monsanto. resultado: limpar todo o pó e vários anti-histamínicos ao longo do dia não fizeram absolutamente efeito nenhum. estive a noite toda quase sem dormir, a acordar de meia em meia-hora, e o dia todo confinada a casa com as janelas fechadas, super inchada e com falta de ar. sintomas de alergia são das coisas piores que eu posso sentir. para além dos sintomas da gripe, sinto a minha cabeça e cara literalmente a inchar, sinto falta de ar, toda eu tremo, sinto o meu cérebro a derreter e parece que sai tudo pelo nariz... é 5 vezes pior que uma gripe! em três palavras: HO-RRÍ-VEL.

Primavera, porque me fazes isto?

7 de abril de 2011

' 7 dias.

Há 7 dias que quase não fumo.

Se bem que agora há pouco fumei um cigarro desnecessário, mas foi a minha forma de comemorar - sozinha - a muito boa notícia que recebi e que amanhã comunico.

Anyways, estou a mudar o meu estilo de vida, e defini 3 passos para mim:

1. começar a praticar exercício físico regularmente - checked! inscrevi-me na piscina municipal mais próxima da minha casa e tenho ido lá na ordem das 2/3 vezes por semana. até me sinto melhor e com mais energia!

2. reduzir gradualmente o fumar, até deixar - meio checked! se dantes fumava uns 8 ou 9 por dia, agora raramente fumo. logo para entrar a matar, fiquei 3 dias seguidos sem tocar num cigarro. depois acabei por comprar, mas controlei-me e fumei só os 3 por dia, os necessários/essenciais. ah, as ocasiões sociais também não contam, aí sim fumo sempre mais. o importante, para mim, não é o deixar de fumar em si. é o conseguir deixar de pensar sempre que quero fumar. sim, porque o meu vício não é físico - ao contrário do que toda a gente me dizia, eu não tive "ressaca" física... não notei consequências físicas, não comi mais doces, não engordei, não roí as unhas, nem nada disso. o meu vício era (e ainda é) psicológico. o estar sempre a pensar que quero fumar. agora estou na ordem dos 3 por dia, mas depende dos dias. se for um dia muito stressante, "permito-me" fumar até 5. se for um dia sem nada de especial, "proibo-me", de preferência, de fumar. basicamente, criei regras para mim própria e até tenho sido bem-sucedida a segui-las!

 
3. alimentação mais equilibrada - meio checked. continuo a saltar refeições - sobretudo o almoço - e a comer demasiado açúcar (ponho açúcar em absolutamente tudo, até nos corn flakes com iogurte). em compensação do almoço, tomo sempre um pequeno-almoço altamente reforçado, inclui iogurte (porque detesto leite, entretanto), cereais, chá e fruta. e já estou a melhorar consideravelmente em algumas coisas. por exemplo, em vez de saltar o almoço, vou sempre (bem, sempre é relativo, mas pronto, está a melhorar) comprar uma sopa num pequeno restaurante que há numa rua em que tenho de trocar de autocarro para ir para a faculdade. eliminei as massas ao jantar ao máximo, acompanho carne e peixe com salada. e a salada ENCHE o prato, dá a sensação que estou a comer imenso. claro que é só para enganar a visão, uma hora depois já estou com fome e a comer cereais. cereais, adoro!

é que não tenho medo de morrer e até sou mais pelo "viver pouco mas com qualidade" do que "viver muito mas sem qualidade", isto é, prefiro viver até aos 50 e ter feito toda a merda que podia, do que até aos 80 sem nunca ter feito nada. mas, epa, eu quero estar cá para ver os meus filhos... e netos. sei que é contraditório, mas assim sou eu.

Muaah @

2 de abril de 2011

' Cada vez mais detesto trabalhos de grupo.

detesto ter que depender de outras pessoas para trabalhar. ter horas marcadas para reuniões. ser praticamente impossível estarem todos naquela reunião.

detesto pessoas que não fazem nada e se encostam ao trabalho dos outros. dão dicas sobre as cores do powerpoint e têm a nota toda.

detesto pessoas que são mandonas. acham que lhes foi delegado o papel de "eu dirijo o trabalho" e dizem aos outros o que fazer.

detesto quando não atinamos com as datas de apresentações e entregas. não dá jeito a uns, não dá a outros, mas por algum lado tem de se entrar, e há sempre alguém que fica insatisfeito. normalmente, é a pessoa mais permissiva. EU.

detesto que haja discórdias, não concordam com o que os outros fizeram e criam-se conflitos e mau ambiente. nisso, eu falho muito. como evito conflitos e detesto confrontos, quase nunca digo quando algo não me agrada. quando digo, fica um mau ambiente do caraças e eu detesto isso.

detesto que os trabalhos de grupo nunca sejam trabalhos de grupo, cada um sabe a sua parte e sobre o que vai falar na apresentação oral, e dos outros não sabem nada. acabamos por não aprender rigorosamente nada sobre o tema que estamos a tratar, só uma fatia do bolo.

detesto que o trabalho não fique a parecer que foi feito por um grupo, mas sim trabalhos individuais colados uns aos outros.

detesto colocar o meu nome num trabalho não feito inteiramente por mim.

detesto confusões e coisas feitas à última da hora. gosto de fazer as coisas com antecedência, é o meu ritmo, mas outras pessoas gostam de fazer à pressão, em cima da hora, dizem que funciona melhor para elas; depois, como o meu trabalho depende do delas, tenho de fazer à última da hora também, e detesto isso. faço as coisas com imeeensa antecedência e digo "já fiz". nunca ligam. na véspera, vêm falar comigo? e dizer que isto e aquilo está mal e podia estar melhor? really? eu já fiz. repararam? podiam ter-me dito o que acahavam mal há uma semana. não vou corrigir coisas na véspera.

detesto não poder fazer o que quero, quando quero e onde quero, tenho que estar sempre dependente dos outros para não ficar um trabalho incoerente.

detesto ter de ensaiar uma apresentação em grupo, sob pena de roubarem as partes uns dos outros - o que já me aconteceu, e sei que não foi por mal, mas quando chegou ao que supostamente era a minha parte, já tinham dito e a stora começou a dizer "já está a repetir". e o que é que eu ia dizer? inventar? nunca fui muito boa a improvisar, muito menos em frente a uma turma inteira.

detesto que se criem conflitos entre AMIGOS por causa de trabalhos. erro crasso que se comete, fazem-se grupos com base na amizade. erro crasso. até já pensei em virar-me para os meus colegas e dizer "isto assim não funciona, trabalho trabalho, amigos à parte, vou mudar para outro grupo qualquer em que não tenha relação de amizade com eles", mas já sei que iam atirar-me bananas e eu, como já disse, permissiva e estúpida, detesto confrontos, deixo-me estar.

detesto conflitos, em geral.

para que isto tudo fosse evitado, e os trabalhos de grupo fossem optimizados, era preciso que todos fizessem tudo e não só uma parte, que todos pudessem estar presentes nas mesmas reuniões, que não fossem amigos e não começassem a conversar sobre coisas que não interessam para nada quando é hora de trabalhar, que não houvesse brigas e discussões quando houvesse discórdia. mas isso é praticamente impossível. há sempre alguém que não pode, há sempre alguém que faz menos, e outro que faz mais, e um que escreve por palavras suas, e outro que faz copy paste.

por isso, detesto trabalhos de grupo. já cheguei a desistir de um trabalho - e fazer a cadeira por exame - por causa de um trabalho de grupo, porque não tinha tempo para reuniões (trabalho mesmo a sério, quando trabalhava todas as manhãs) e não gosto que façam as coisas por mim, preferi sair, sentia-me pressionada. se desse para fazer avaliação contínua por trabalhos individuais, era o que fazia. saem-me sempre melhor, sinto-me sempre mais motivada e acabo por entregar com antecedência e não fazer as coisas em cima do joelho. é tudo feito por mim, quando quero, onde quero, e o meu nome está lá por mérito meu, exclusivamente. sou extremamente independente, até a trabalhar.

já disse que detesto trabalhos de grupo? e, no meu curso, em cada 10 trabalhos, 9 são... de grupo. shit.

6 de março de 2011

' Eu e as listas, as listas e eu.



"OK, eu confesso. Sou uma fazedora de listas compulsiva. E não faço apenas listas das coisas que vou fazer. Faço das coisas que já fiz. Faço listas dos livros que li, dos filmes que vi, das mercearias que preciso, dos recados quotidianos,dos objectivos de vida e dos sonhos a alcançar, das estratégias financeiras, dos telefonemas que preciso fazer, dos projectos de trabalho e até mesmo listas de viagens que gostava de fazer e sítios a visitar." (in Selecções Reader's Digest, edição Janeiro/2011).

Nunca li nada que me caracterizasse tão bem.

Eu sou a rainha das listas: tenho listas de TUDO, e tenho listas a lembrar-me que tenho listas, algo como escrito numa lista "fazer compras: o que está na lista".

Tenho um código de cores muito específico e rigorosamente cumprido, e tenho um sistema de classificação: as setas, os hífens e os pontos; os pontos maiores e os pontos mais pequenos. Setas e subsetas, hífens e subhífens, pontos e subpontos, e subpontos de subpontos.

Quem olha para as minhas listas, acha confuso, mas eu tenho já uma estrutura mental tal que só de olhar para as cores e para a posição do item, sem precisar de ler, sei o que é, a que domínimo pertence (social, familiar, de saúde, escolar, profissional...), e qual a prioridade da coisa. É uma espécie de base de dados, com um motor de busca, mental. Todos os dias faço listas diárias (os tais subpontinhos mais pequenos, que são subpontos de pontos, por sua vez pontos de hífens, hífens de setas, numa hierarquia bem definida, gosto de decompor e esmiuçar tudo o que tenho que fazer em passos muito pequenos, exequíveis todos os dias), todas as semanas semanais, todos os meses mensais, até anuais eu tenho listas, e, por fim, para a vida inteira.

O melhor de tudo isto é chegar ao fim do dia e colocar um "checked" nos pontos para esse dia, chegar ao fim da semana e saber o que fiz e o que deixei inacabado, e no fim do mês verificar se fiz tudo aquilo a que me propus nesse mês.

Como sou extremamente organizada e obstinada e motivada, acabo por constatar que sim, que fiz tudo.

Graças às listas.

Que a memória, essa, a minha não é das melhores. Mas, nas listas, sou a maior. Já tinha reiterado esse ponto?

Muaah @

3 de março de 2011

' A consumista que há em mim ou Como gastar metade do ordenado em 2 horas.

Hoje gastei 200 euros em roupa e acessórios.





Eu não posso ter dinheiro nem tempo livre nem estar perto de um centro comercial, é uma má combinação, dá mau resultado. E logo hoje, porquê hoje? Hoje tive 3 horas livres, que foi milagre – coisa raríssima nos dias que correm – e pronto.

Fui com aquele pensamento de comprar “coisas que preciso” – como leggins, ou calças, ou uma mala, tudo coisas que as que eu tenho já estão velhas, ou uma mochila para o portátil (que a minha desapareceu por milagre cá de casa) etc etc, coisas pequenas e úteis – e acabo por comprar coisas que não preciso, mas quero. Quero muito! Lá no fundo, no fundo, e apesar de me considerar inteligente, culta e curiosa, tenho o meu quê de superficialidade, futilidade, vaidade, e sou uma consumista nata!

Sou capaz de ficar meses sem comprar coisas para mim. Não passo nem perto de lojas quando não tenho dinheiro para gastar. Chego a um ponto tal, ao ponto que estava agora: as minhas malas todas com as alsas partidas (andava com uma emprestada!!), as calças e as leggins rasgadas na parte interior das coxas, e sempre a mesma sensação de “o que é que eu vou vestir?” de manhã, não por ter pouca roupa, mas por estar farta de usar as mesmas coisas, do mesmo estillo. E sim, também tenho pouca roupa de inverno. Olho sempre para os vestidos e penso “hoje estava capaz de vestir isto”, mas é tudo roupa de verão.

Hoje ia, precisamente, comprar mais do mesmo. Mais do que uso, mas novo, que estou farta de usar collants por baixo das calças para não se reparar muito que estão rotas em determinados locais. Hoje reinventei-me. Só comprei umas calças de ganga - aquela peça de roupa que se pega e se veste quando não se tem tempo para pensar em ter estilo, e que dá bem com tudo e está a andar - o resto foi tudo peças que mostram as minhas pernas (mesmo que com collants), que eu adoro as minhas pernas, são o ponto forte do meu corpo.

Saí de lá com menos de metade do meu primeiro ordenado, e com um sentimento de culpa horrível. Recebo no dia 28 e no dia 3 já tenho só metade?

Mas depois pensei: eu mereço. E eu já estava a merecer, sinceramente. Porque sou eu que me levanto todos os dias às 7h para ir trabalhar às 9h, e que nunca almoço porque saio de lá às 12h e entro nas aulas às 13h, e essa hora é a hora do caminho, não tenho tempo para comer a essa hora. Sou eu que chego às 18h de cada dia e já estou moída, tão cedo e já estou moída, já não tenho cabeça para nada, muito menos para ainda ir ao email ver se tenho algum trabalho, isto já para não falar nos trabalhos da faculdade, estou a desleixar-me completamente. Sou eu que chego a casa e às 21h ainda tenho trabalho, que me deito às 23h e não adormeço, desmaio de exaustão, e 8 horas por noite, quando as são (nas noites que correm melhor e que consigo, de facto, deitar-me cedo) nunca chegam para descansar o suficiente, acordo sempre cansada à mesma. Talvez tudo isto sejam desculpas para me desculpar a mim mesma por ter gasto – provavelmente mais, mas arredondando – 200 euros em roupa/acessórios, mas faz sentido!

Esses 200 euros foram bem gastos, porque foram gastos em mim. Com o meu dinheiro, produto do meu trabalho. Não tenho nada que me sentir culpada se comprei 10 peças de roupa com 200 euros, foi dinheiro que rendeu bem. Não tenho que me sentir culpada se amanhã não vou acordar e pensar, ainda na cama, “o que vou vestir”, sei o que vou vestir, sei que é algo novo, bonito, e que cheira a roupa nova.

Hoje senti-me culpada, engoli em seco sempre que saí de cada loja depois de uma compra de 60 euros – e da zara, com exactamente 99,97 euros – mas, sinceramente, passou. Passou, porque eu mereço!!!!!!!

E esta noite vou dormir, apesar de pouquíssimo, bem, descansada, vaidosa e com a auto-estima ainda mais alta do que ela já costuma ser (a sério, gosto tanto de mim mesma que achava que todas as roupas das lojas me ficavam espectacularmente bem. e estava sozinha!).

Muaah @

28 de fevereiro de 2011

' Enough is never good enough.

Detesto a palavra "suficiente".



Suficiente, mediana, "desenrascar"...

Não entendo as pessoas que vivem a vida no rés-vés-campo-de-ourique. "ter um 10 chega-me para passar", "errei 3 no exame de código mas deu para passar", "tenho uma média de merda, mas deu para passar"... really?

Com isto não quero dizer que nunca tive um 10 - já tive muitos - e sim, eu errei as 3 respostas limite no exame de código...lol. mas fiquei a bater mal por isso.

porque eu detesto ser mediana e viver no "suficiente". eu queria não ter errado nenhuma no exame de código, queria ter uma média brutal, mesmo que um 10 chegasse para passar.

nunca gosto de ser suficiente até mesmo nas coisas do dia-a-dia. não gosto de aspirar só uma divisão da casa, se começo aspiro logo tudo até não se ver um cabelinho no chão; não gosto de deixar coisas por acabar, não gosto de ir às aulas e não passar a matéria, porque é "o suficiente", não gosto não gosto não gosto! ou faço bem ou não faço, não trabalho a meio-gás e muito menos com base em "é suficiente".

digo até que prefiro, mil vezes, não fazer, desistir ou deixar para mais tarde, do que fazer e apenas fazer o suficiente para "dar". por exemplo, eu prefiro não fazer uma cadeira de propósito, do que ir fazer sabendo que vou ter um 9,5. Porque depois acomodo-me a esse 9,5 e mais tarde não penso em melhorar, "está feito". assim, se deixar para trás, vai ser sempre um assunto pendente, uma pedrinha ali a fazer confusão, e quando a fizer, faço-a bem.

e mesmo quando não me saio particularmente bem nas coisas - acontece muitas vezes, afinal, e mesmo com dedicação, não somos perfeitos, todos falhamos, e eu não sou fundamentalmente perfeccionista - gosto da sensação de saber que me esforcei mais do que o suficiente. epa, tudo bem, queria escrever um texto que ficou mais ou menos, mas enquanto estava a escrevê-lo, não escrevi bem "o suficiente": escrevi o melhor que sabia. tudo bem que, no trabalho, às vezes escrevo mal as respostas em francês para os clientes franceses, mas ao menos sei que, com os meus péssimos conhecimentos de francês, dei a volta, o melhor que podia, à coisa.

tenho estas pequenas coisas muito minhas, muito próprias, mas tenho orgulho nelas. gosto tanto de mim mesma. amo até os meus defeitos.

Muaah @

20 de fevereiro de 2011

É o que eu penso aos domingos. Se dantes detestava domingos por não ter nada que fazer, nos dias que correm e com o tempo que (não) tenho tido, até dou graças a deus. Não ter de acordar cedo para trabalhar e depois aulas... desligar o despertador, poder ficar na ronha até tarde, aspirar o quarto, dobrar roupa, limpar o pó... (arrumar a casa para mim é uma óptima cura para o stress, enquanto arrumo a casa, arrumo a mente também)... fazer depilação, desembaraçar o cabelo, tomar um banho relaxante e bem prolongado... ver televisão, muita televisão, ver todas as gravações que deixei durante a semana, ler os blogs favoritos, pesquisar na net, sacar músicas, actualizar o mp3, tratar de coisas da "lista de assuntos pendentes"... mudar de mala, reorganizar as coisas para a semana que vem... deitar-me cedo, descansar, para começar tudo de novo na 2ª - incluindo o FDP do stress e da correria.

17 de novembro de 2010

' Provavelmente é treta, mas prefiro prevenir do que remediar. / sou uma control-freak



Ouvi dizer que dias 18, 19 e 20 não vai haver net nem rede de telemóvel em Lisboa, por causa da cimeira da NATO. provavelmente é uma daquelas notícias que corre de boca em boca, sem qualquer credibilidade e que nem é verdadeira.

mas como eu sou uma control-freak e me assusta imenso ficar sem net - mas sobretudo sem telemóvel - (enfim, sem comunicações no geral), vou já programar tudo.

calha mal, muito mal, porque dia 18 ele faz anos, e dia 20 vai haver festa em minha casa, e, enfim, esses dias são aqueles em que eu não posso mesmo ficar sem dizer nada a ninguém. como é que eu vou combinar as coisas sem telemóvel/net? I'm freaking out.

espero que essa notícia seja mentira, até porque pesquisei e não encontrei nada acerca disso.

isto tudo só para dizer que vou ficar offline nos próximos dias se isso for mesmo verdade. se não for, também não devo estar por cá, à mesma. mas pronto xD (isto não fez sentido nenhum, pois não?).

GOD!!!! já nem digo coisa com coisa. mas há certas coisas que me deixam "freaking out": combinarem coisas á última da hora quando não tenho tempo para me planear, cortarem coisas à última da hora, ir para a faculdade de propósito para ter uma aula e não ter, ligarem-me quando não me apetece falar com ninguém, e não poder falar com ninguém quando quero/tenho de o fazer. sou control-freak, pronto. e acho que só não sofro de TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) porque não faço coisas repetidamente nem lavo as mãos até elas ficarem em sangue. mas sim também sou uma cleaning-freak, e detesto sujidade. será que tenho de consultar um médico? às vezes penso que sim, pequenas coisas como riscar algo da minha agenda, ou ver cotão debaixo da cama, deixam-me com ansiedade e com vontade de aspirar tudo até ao tecto. =P sou tão control-freak que, note-se este último parágrafo: vejo algo a fugir-me ao controlo e já desviei totalmente o assunto da conversa.

Muaah @

4 de outubro de 2010

' Ainda das relações.

Acho que uma relação pode ter sérios problemas quando não há uma definição clara de quem manda.



e com "mandar" não quero dizer que haja uma hierarquia, uma sobreposição, uma pessoa que seja mais importante que outra, uma pessoa cuja palavra seja decisiva, final e sem retorno. NADA DISSO. (mais uma concepção errada que a maioria das pessoas tem).

com "mandar" quero dizer uma pessoa que, mesmo sem querer, decide mais que a outra. em consequência, a outra cede mais. 

não faz mal e é saudável. porque são coisinhas pequenas:

- se vão almoçar ao McDonalds ou a PizzaHut
- se vão a pé ou de autocarro
- se se encontram no local X ou no local Y

é tudo uma questão de cedências, em coisinhas pequenas, é saudável.

e até é querido. meninas, não acham querido quando o gajo vos diz para escolherem se querem encontrar-se às 12h ou às 14h? é fofinho...e é uma forma de cedência inofensiva.

em geral, são as raparigas que mandam. nem sempre, claro. mas se for uma combinação rapariga com personalidade forte + rapaz querido e que gosta de agradar dentro do possível e não se importa de ceder em coisas pequenas, é sempre assim. eu sou a rapariga com a personalidade forte, e em quase todas as relações que conheço, é a gaja que manda. no fundo, reparem, ela manda em quase tudo. mesmo que ela seja passiva na cama (gostar de ser controlada): ele trabalha, mas é ela que diz o que fazer. "mais fundo, mais rápido, mais forte!". isso não é uma forma de mandar? xD

confesso que, nas minhas relações, sempre fui eu a dominante, a que mando mais (ou a que cedo menos). no entanto, também sou boa a ceder.

é preciso haver - como em tudo na vida, claro - um certo equilíbrio, no entanto, é bom determinar posições. em 10 vezes que almoçamos juntos, 8 sou eu que decido onde ou o quê. ninguém morreu ainda por isso, e funcionamos bem assim. porque um cede para ver o outro feliz por momentos, e se o amor for mútuo e verdadeiro, aquele que cedeu vai ficar feliz por ter feito o outro feliz. e esta dinâmica é linda!

não faz mal absolutamente nenhum e conheço relações que não funcionam por não haver uma distinção clara de quem cede mais vezes em coisas pequenas ;)

fiquem descansados, o Bruno domina/controla completamente noutros campos da relação... muahahahahah =P

Muaah @

22 de setembro de 2010

' Ultimamente, a minha companhia para os banhos tem sido...

a Christina Aguilera (para variar).



sobretudo a versão da Christina da At Last (originalmente da Etta James, senhora aí de cima).

eu grito, eu berro, eu faço caras, tudo enquanto lavo o cabelinho. tipo isto:



sobretudo quando é a Mercy On Me, a Walk Away ou a Impossible.

não canto mal de todo, acerto nas notas altas (o problema é não gostar nadinha da minha voz), mas é só se tiver sozinha. por isso acho que nunca ninguém me ouviu a dar o meu melhor, porque eu nunca canto no meu melhor à frente de ninguém, literalmente.

ainda assim acho que devia ir para os cromos dos ídolos =P

sabe-me pela vida e é uma forma de libertar tensão. afinal, quem canta, seus males espanta...

 com a tensão que estou hoje, então, bem que posso ir berrar o álbum inteiro dela. há situações que me chateiam e pessoas que perdem boas oportunidades para ficarem caladas. apetece-me partir coisas!

Muaah @

18 de setembro de 2010

' Conversas Sobre Sexo #12

A maioria dos meus colegas de Psicologia vai seguir áreas como Psicologia das Organizações, Psicologia do Desenvolvimento, Psicologia Clínica, Psicologia aplicada à Investigação...

e eu também, estava a pensar ir para a do Desenvolvimento (só porque tive uma cadeira disso e gostei bué, duh).

mas, um dia destes, tive uma epifania e decidi que gostava de seguir...

SEXOLOGIA.

life would get even more spicy.

Muaah @