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8 de janeiro de 2011

' Dos meus Diários #18

Diário 18 e último. 17 anos. – DIÁRIO ESPECIAL FÉRIAS DE VERÃO 2007

CURSO DE INGLÊS EM CAMBRIDGE

Entrada a 06/07/2006 (curso de verão de inglês que fui tirar a Cambridge) – “Hi, hi. How are you? Speaking from Cambridge. Lol. Hoje, finalmente, consegui participar numa actividade matinal, o ‘glass painting’. Não houve ninguém do meu grupo que se inscrevesse (e, sinceramente, eu também não estava muito atraída, por isso é que a tradução é ‘pintar copos’, mas era o melhor das poucas actividades que ainda havia disponíveis quando eu me inscrevi e já que o resto era quase tudo jogos que envolvem uma equipa e uma bola e implicam ter que correr (=ODEIO), por isso este foi mesmo o melhor que se arranjou). Passei a manhã inteira a desenhar num copo -.-‘ e a falar inglês com as pessoas que lá estavam. Uma manhã inteira a falar inglês que quando tentei escrever em português já nem me lembrava. Mas até foi giro. Conheci uma italiana e uma dinamarquesa. Tivemos a explicar umas às outras como se diziam certas coisas nas nossas línguas, mas depois ficávamos a olhar com cara de quem diz ‘isso é tão estranho, não percebi nada. Como é que tu consegues perceber isso?!’. Lol. Éramos capazes de ser as únicas ocidentais lá, já que isto está habitado por tawianeses, tailandeses e chineses, ou lá o que eles são (para mim são todos o mesmo). Anyway, almoçámos a mesma porcaria de sempre e tivemos aulas à tarde. As aulas são realmente básicas, mas giras. Adoro! Yeah, I like it, I like it, I really really like it, I want it, adore it, so come let me enjoy it. (My Place – Nelly). Hoje tivemos a noite livre, por isso fomos para um parque enorme que há mesmo à frente da universidade de Cambridge… uns a ouvir música, outros a conversar, outros a jogar futebol (baah), N coisas… eu, a F., o R. e a M. ficámos a jogar às cartas; somos conhecidos como o grupo que está sempre a jogar às cartas. E estamos mesmo..lolol. depois fomos comprar pizzas para irmos comer para a residência.”

Entrada 14/06/2006 – “oláááá!!! O dia de hoje foi espectacular, foi definitivamente o melhor que eu já tive nestas duas semanas. Foi o último dia do curso. Fartei-me de tirar fotos com os tailandeses da minha turma (achei-os o máximo, lol), troquei mails, recebi o diploma em como acabei o curso e tive boas ‘notas’… só ‘excellent’, ‘good’ e ‘very good’. Depois ponho tudo aqui no fim deste ‘especial Inglaterra’. A hora do almoço, até essa foi a mais divertida. À tarde, fui fazer punting (canoagem), finalmente consegui inscrever-me, ao contrário dos outros dias, que já estava sempre cheia quando a lista me chegava às mãos. Foi preciso chegar o último dia para conseguir! Foi mesmo giro e hilariante, sobretudo quando fui eu a remar e ia virando o barco com toda a gente lá dentro. Lol. Depois disso, fomos outra vez às compras. Já não fomos a Londres como no outro dia (era bom), mas fomos à Baixa de Cambridge. Tem lojas giras, mas não pude comprar muitas coisas porque já não tinha muito dinheiro (puseram-me em Londres um dia destes com imenso dinheiro na mão e foi no que deu… só deixei o suficiente para alguma urgência, LOL, mas pelo menos posso dizer que fiz shopping em Londres). Desta vez comprei um bikini para mim e uns phones para o meu mp3 (os meus estragaram-se,lol), para ver se oiço música no avião… comprei o resto dos ‘souvenirs’ e um CD dos Pink Floyd para o meu pai, que é super fã, vai amar! Mas não se ficou só por aqui. Ao fim da tarde, eu, a R. e a F. fomos ao famoso ‘parque’ que há ao pé da universidade, nessa noite estava lá montada uma feira e alguns concertos, tipo ‘rock in rio em miniatura’. As outras pessoas ficaram na residência e nem sabem eles o que perderam: andámos de carrocel, fomos comer um crepe, e fomos para um café super acolhedor conversar… só tenho duas coisas a dizer: hoje, só hoje, percebi com Cambridge fica linda ao cair da noite… e este foi o melhor serão das duas semanas que cá estive. Chegou a hora de começar a arrumar as coisas para voltarmos e eu já estou com ‘pena’ e até mesmo com saudades (…)”

TRABALHO NA ONDA-MINI (monitora de crianças do colégio)

Entrada a 21/07/2006 – “hoje foi o último dia da semana da Onda-Mini e saí de lá com novos pequenos amiguinhos. Eles gostam de mim porque eu adoro brincar com eles e não consigo ser má mesmo quando tenho de ser, só consigo ser carinhosa e brincalhona e andam sempre agarradas a mim, especialmente as raparigas. Mas acho que também já gostavam de mim porque eu já era popular mesmo antes de ir para lá: o H. também foi animador/monitor lá durante as duas semanas que eu estive em Inglaterra e falou imenso e muito bem de mim (segundo os putos). Hoje, a Inês M fez um desenho para mim, de um coração a sorrir. Está tão fofo.”
Entrada a 28/07/2006 – “hoje foi o último dia da onda-mini. Fizemos uma ganda despedida na praia, fomos para a água todos vestidos! Lol. Recebi o meu primeiro ordenado: 95 euros. Que sensação. (…). Mal ganhei o $$, fui logo com o H. e com o F. ao Chiado para comprar o bilhete para o Sudoeste. Depois tomei banho em casa do H. porque não tinha tempo de vir a casa antes do… jantar de monitores! O jantar de monitores que nós organizámos. Foi divertido e serviu para gastar o resto do $$ do meu ordenado… quer dizer, ainda sobrou algum. Mas gastei o meu ordenado quase todo num só dia… mas foi bem gasto! Valeu-me um jantar, ainda me vai pagar o fim-de-semana na Serra da Estrela e ainda me vai valer 4 dias fantásticos no Sudoeste TMN com os meus amigos.”




OUTRAS COISAS DO VERÃO DE 2006

Entrada a 23/07/2006 – “o meu pai não me está a querer deixar ir à Serra da Estrela e estou-me a passar. Desabafei com o H. e ele mandou um mail ao meu pai:
‘bom dia, eu sou o H., um amigo da Cláudia, deu-me boleia até casa uma vez. A Cláudia contou-me que a deixou ir ao Festival do Sudoeste mas que não a deixa ir ao acampamento dos escoteiros. Com certeza que deve ter as suas razões, mas parece muito estranho deixá-la passar quatro dias num festival de música sem controlo e não a autorizar a passar dois dias num acampamento onde tem alguma vigilância adulta. Espero que não me interprete mal, não lhe estou a pedir satisfações nem a tentar mudar a sua opinião, quem sou eu para pôr em causa as suas razões enquanto pai. Não foi ela que me pediu para escrever isto, fi-lo por iniciativa própria. Estou a escrever-lhe apenas para lhe mostrar que acho a situação muito estranha. Os melhores cumprimentos, Henrique Costa’.
Mais tarde, o meu pai acabou por me deixar ir. Yeaah. Também estou contente porque o SA aceitou o meu convite para ir dar uma volta à praia, hoje ao fim da tarde.” (noite em que o SA foi dormir a minha casa e eu fiquei super frustrada porque fizemos uma directa e fizemos tudo menos sexo e “nem sequer um beijinho”. Ainda gostava dele nesta altura, muito).


Entrada a 27/07/2006 – “ontem voltei para casa da minha mãe. Tinha cá uma encomenda, do H.. Mandou-me por correio um vestido branco, LINDO. Que, ainda por cima, me assenta que nem uma luva. Fiquei eufórica. É mesmo muito lindo.”


Entrada a 22/07/2006 – “tive ‘sonhos molhados’, quer dizer, em versão feminina. Fartei-me de sonhar, mas só me lembro das partes do sexo. Espero que nunca ninguém leia isto.”


E aqui terminaram os meus diários. Gostei de voltar a lê-los... (e passar algumas partes para aqui) :)

4 de janeiro de 2011

' Dos meus Diários #17

Diário 17. 15/16 anos.

Entrada a 16/03/2006 – “eu e o H. hoje… ui ui! Ele estava muito simpático hoje e tivemos a tarde toda juntinhos um ao outro, a brincar e tal… quem nos visse, o que pensaria!... as coisas aqueceram… só me apetecia beijá-lo e acho que a ele também… e, sinceramente, acho que só não aconteceu porque o F. estava na mesa ao lado a estudar e, quando ele estava com a cara muito encostadinha à minha (acho que ele queria beijar-me nessa altura, e essa era a minha oportunidade), eu ‘bloqueei’ e não virei a cara também (e se virasse, era beijo na certa)… fiquei com a cabeça como estava, a escrever na mão dele… que estúpida! Perdi uma oportunidade…” (quando tive um mini-romance com o henrique, actualmente um dos meus melhores amigos).

Entrada a 24/03/2006 – “estou KO pelo H.… KO… cada vez que ele falar comigo quase a beijar-me, sinto uma coisa muito estranha mas muito boa, que me faz ficar a pensar nisso o dia todo, que me faz desejar que aconteça outra vez, que me faz andar por aí com um sorriso estúpido na cara a fazer coisas sem nexo nenhum e só depois me aperceber… sintomas de paixão. Mas acho que ainda não chegou a esse ponto, nem eu quero que chegue, nem eu vou permitir que chegue, nem eu vou deixar-me apaixonar" (mini-romance com Henrique)

Entrada a 24/03/2006 (mais tarde) – “foi hoje… acabei por voltar para a biblioteca e o H. foi lá ter comigo…. Ficámos lá um bocado até que eu deitei a cabeça em cima do braço dele e ele fez o mesmo, ficámos com a cara ao mesmo nível e começou a dar-me festinhas no cabelo… e perguntou-me se eu queria ir para outro sítio, um jardim lá perto. Conversámos um bocado e aconteceu… o beijo… era suposto ser só um, por causa do pedido dele, mas eu tive de ensiná-lo a beijar, porque ele nunca tinha beijado ninguém e não era lá grande coisa nisso. Depois disto, fiquei bem mais sossegada… percebi que o que sinto por ele não é paixão, mas uma paz de alma quando ele está comigo, perto de mim, abraçado a mim. Acho que é amizade colorida, e é bom. Isto tudo fez-me pensar o que eu tenho andado a fazer. Acho que me tenho mesmo estado a usar das pessoas para me sentir bem… tenho andado a conquistar corações só para sentir que tenho potencial para gostarem de mim. Isto é tão mau. Faz de mim uma péssima pessoa, mas não tenho culpa de ser tão emocionalmente instável (…) mais tarde, falei imenso com o L., nas escadas do prédio. Contei-lhe tudo o que se tem andado a passar e ele contou-me a vida dele. Despedimo-nos com um beijo… na boca. Foi a primeira vez que beijei duas pessoas diferentes no mesmo dia!” (mini-romance com Henrique e quando gostava de muita gente ao mesmo tempo e vice-versa)

Entrada a 26/03/2006 – “meu deus… nem consigo segurar bem na caneta de tão transpirada que está a minha mão… vou directa ao ponto: o H. mandou-me uma mensagem a dizer ‘Amo-te’. O pior é que eu não sinto o mesmo, nem perto. Estou a transpirar por todos os poros…”

Entrada a 28/03/2006 – “a situação do H. chegou ao cúmulo… já chegou ao ponto de pessoas que eu nunca falei com elas na vida, me virem perguntar ‘és tu a Cláudia?’. A Cláudia. ‘A CLÁUDIA’… já usam o artigo definido, género feminino, número singular, ‘a’… já não sou apenas Uma Cláudia. Sou A Cláudia. O que o H. anda a espalhar por ai… isto é bom.” (eu era invisível na minha escola e de repente todos sabiam quem eu era afinal).

Entrada sem data – “outra coisa completamente surreal que se passou foi o facto de, numa bela tarde, resolver ir ao cinema com a R. e, quando fomos comprar os bilhetes, o vendedor ter ido ter connosco, aparentemente para nos vender os bilhetes, mas que acabou por resultar numa conversa interessante… e uma GRANDE QUÍMICA ENTRE MIM E ELE! Aquele momento foi tão ‘qualquer coisa de’, que tive a ideia alucinada de escrever os nossos nomes, mails e números de telemóvel num papelinho e deixá-lo debaixo do pacote de pipocas que mais tarde compraríamos… que foi o que a R. fez! Quem é que, momentos depois, apareceu na sala de cinema a perguntar-nos se nos tínhamos esquecido de um papelinho? Sim, isso mesmo, ele. Nós, super envergonhadas, dissemos ‘não, o papel era mesmo para ti’. E foi assim que conheci o ****, afinal gerente do tal cinema, afinal com 23 anos (e nós que lhe dávamos uns 19), e, o pior de tudo… casado!” (já tinha aqui escrito sobre isso,lol)

30 de dezembro de 2010

' Dos meus Diários #16


Diário 16. 15 anos.

Entrada a 14/02/2006 – “hoje, andei o dia todo a morder os lábios para não chorar. Vontade não me faltava. O ****** até me disse ‘estás com os olhos brilhantes’. Pudera. De lágrimas. De dor. De mágoa e revolta. Porque é que o amor existe?! PORQUE É QUE A MERDA DO AMOR EXISTE?!” (episódio de depressão)

Entrada a 27/02/2006 – “depois da depiladora, veio-me o período no meio da rua, enquanto esperava pela minha mãe. Tive de ir a uma farmácia pedir um penso; uma das senhoras que trabalhava lá deu-me um porque não tinha dinheiro para comprar uma caixa. O que faz uma rapariga, sem $$, no meio da rua, com sangue a escorrer pelas pernas (acabadinhas de depilar) abaixo?”

Entrada a 03/03/2006 – “eu e o Zé (gajo absolutamente giro da FM) andamos a dar-nos muitooo beeeem… =D ele hoje disse que tinha de me pregar um susto, para os soluços me passarem, e convidou-me para ir com ele à sala onde toca bateria…”

Entrada a 10/03/2006 – “vou fazer um blog/fotolog com a Teresa. A minha amiga4ever!!” (ataque de pitisse e quando criei o blog..)

29 de dezembro de 2010

' Dos meus Diários #15

Diário 15. 15 anos.

Entrada a 05/01/2006 – “hoje, na aula de filosofia, tive uma saída brilhante. O stôr teve a explicar-nos a diferença entre ‘factos’ e ‘valores’. Para facto, deu o exemplo do 11 de Setembro. Um acontecimento indiscutível, blá blá blá… no fim da aula, eu disse ao stôr que isso do 11 de Setembro não era tão indiscutível assim, pois em alguns países, devido ao fuso horário, já era dia 12, e noutros dia 10. Pensava que o stôr ia dizer qualquer coisa como ‘tens razão, não reparei’ ou assim… mas ele PARTIU-SE A RIR e todos os que lá estavam também se partiram a rir, e o stor disse que isso era fabuloso, uma coisa que ninguém tinha reparado, só eu. Eheh, posso ser burra, mas de vez em quando também tenho saídas brilhantes.”

Entrada a 06/01/2006 – “a minha avó deu-me os meus 6º e 7ºs diários, que tinham ficado lá em casa. Há tanto tempo que já não os via. Lol. Tive a ler um deles. Ri-me TANTO. Incrível. Naquela altura… eu era tão retrógrada. Sonhava com coisas estúpidas, passava a passagem de ano em casa e só tinha 64 pessoas no msn (parti-me a rir quando li isso), e estava sempre a queixar-me da vida. Hoje, a única coisa que permaneceu igual, é que estou sempre a queixar-me da vida. Lol."

Entrada a 08/01/2006 – “parece que o meu exercício físico não se ficou pelo ginásio… o ****** passou a tarde toda cá em casa. Se tivermos em conta que um beijo gasta 12 calorias, não é de estranhar que eu tenha perdido 3 kg ultimamente, e que o meu apetite aumente sempre, desde que comecei a andar com ele, até porque nós não nos ficamos pelo simples beijar. Quase que ‘fazemos amor’ (eu costumo dizer ‘fazer sexo’, mas ele corrige-me sempre e diz que, se nós fizermos alguma coisa, não é uma simples ‘foda’). Pois é. Quase que ‘fazemos amor’. Estamos quase lá… ele faz-me sentir tão bem, quando estamos aos beijos… quando passamos ao petting, é loucura total. De maneira que, como já deu para perceber, hoje o meu exercício foi intenso e perdi muitas calorias”. (quando comecei a iniciar a minha vida sexual, ainda que não sexo propriamente dito)

Entrada a 10/01/2006 – “estou feliz com o ****** (…) Ele, às vezes, fuma umas “coisas” que não são tabaco; ok, aquilo não é nenhuma droga pesada e tá-se bem. Eu cá sei no que me meto… e nessas cenas, nunca! Eu sou responsável por mim própria e sei o que fazer e, sobretudo, o que NÃO fazer.” (mais tarde, quando já não escrevia diários, comecei a fumar também, e durante mais de um ano fumei ganzas todos os dias com ele e amigos nossos. Foi uma fase).

a 24/01/2006 – “O ****** deu-me 3 pares de cuecas fio-dental… nem sei o que dizer. Eu sei que ele não está comigo só por sexo. Mas isto, hoje, foi um indício de que ele está mais interessado nisso do que eu pensava… bem, eu não quero desiludi-lo, mas não vou desiludir-me a mim mesma só para não o desiludir a ele. Isto é, se eu não quero fazer nada antes dos 16, não faço nada antes dos 16. Ele diz que compreende e que não se importa, mas isso é o que ele diz.” (e não fiz nada antes dos 17 e meio! Mantive-me fiel a mim mesma).

Entrada a 10/02/2006 – “a minha mãe diz que eu sou uma ‘quebra-corações’ e que eu sou ‘pior’ do que ela quando ela tinha a minha idade. Ela disse isto a rir e com ar de ‘que giro’, mas não é nada giro, pois não? Não gosto, nem quero, magoar ninguém. Lol. Mas gosto do adjectivo ‘quebra-corações’, ou, melhor ainda,’ ‘hearbreaker’.” (numa fase em que andavam muitas pessoas ‘apaixonadas’ por mim, o que me fazia ficar muito confusa)

claro que estes post's estão agendados. o meu portátil está naquela fase não-me-apetece-funcionar. depois de ler estas idiotices, não acredito que tenho quase 21 anos.

28 de dezembro de 2010

' Dos meus Diários #14

(bem, há tanto tempo que não publicava isto!)

Diário 14. 15 anos.
(como devem ter reparado, saltei o diário 13. detesto o número 13 e já nessa altura detestava. saltei directamente do 12 para o 14)

Entrada sem data: “Hoje, acordei a pensar no L. e assim continuou o dia todo. Pensei e pensei, sobre ontem… acho que está a haver uma química! Ele hoje veio cá a casa devolver-me o mp3, que ficou com ele, por engano, ontem. Andei o dia todo a pensar nisso e a precisar de um beijo. (…) Bem, são quase 6 da manhã e cheguei a casa há pouco. Estou nervosa e a temer pelo que aconteceu hoje. Fomos ao caxaça, uma discoteca no Montijo. O L. propôs-me ir a um sítio sossegado para falarmos. Acabámos por falar a noite toda em vez de irmos dançar. Falámos horas a fio. O “pior” foi o que veio depois. Quando chegámos a casa e eu fui passear com o cão, ele veio comigo. Fez-me uma declaração de amor. Eu fiquei chocada e sem reacção. Não conseguia acreditar no que ele me dizia. Curtimos. Quer dizer. Ele beijou-me e eu retribui, mas não senti nada. Só estava a pensar no SA. Contei-lhe que gostava de outra pessoa e blá blá. Pela segunda vez, eu não senti nada, mas absolutamente nada, ao beijar outra pessoa sem ser o Sandro. E eu, que pensava já estar a conseguir esquecê-lo. Por que é que nunca dou valor às pessoas que gostam de mim, fico sempre presa às que já não gostam"

Entrada a 1 de Janeiro de 2006 – “eu e o L. começámos a ANDAR! Para começar logo bem o ano, tivemos mais um daqueles momentos intensos, a que se pode chamar de ‘petting’” (quando conheci o "Mr.Big")(*)

Entrada a 02/01/2006 – “’às vezes, é preciso dar a volta ao mundo para descobrirmos que o maior tesouro, aquele pelo qual mais ansiámos e que nos fez dar a volta ao mundo, afinal está enterrado no nosso quintal’. Hoje, descobri que estou mesmo APAIXONADA pelo ******. Ele é o tesouro, aquele pelo qual mais ansiei… e eu tive de procurar o amor em tantos sítios, e fui descobri-o no meu vizinho. Não estou a dizer, com isto, que o SA não foi amor. Também foi. Mas, agora, tudo aquilo me parece tão pequenino em relação ao que sinto agora. Sei que isso é normal, e que pode nem ser verdade. Mas estou tão feliz, que nem consigo dizer o quanto. É caso para dizer: ESTOU NAS NUVENS. (…). Isto é tão surreal. Sinto-me esquisita. Como se fosse tudo um filme. Olho à minha volta… tudo o que eu sou, tudo o que eu tenho, tudo o que eu sei, tudo o que eu sinto, tudo o que eu conheço… vieram de tantos momentos da minha vida. Uns em que me apetecia morrer, outros em que pensava que a minha felicidade fosse durar para sempre. Hoje, sei que a minha felicidade não vai durar para sempre, mas vou aproveitar enquanto dura e fico contente por saber que cresci tanto, que me sinto tão capaz de enfrentar o mundo inteiro AGORA. (…) Acho que é a primeira vez, em 14 diários, que vou acabar com um FINAL FELIZ.” (quando comecei a andar com o ‘Mr Big’ pela 1ª vez).

era mesmo tola xD 

3 de julho de 2010

' Dos meus Diários #12

Diário 12. 15 anos.

Entrada a 14/10/2005 – “nem sei o que hei-de escrever… não acredito no que acabou de me acontecer… estou em estado choque, não consigo estar triste nem chorar… o que eu não dava para conseguir chorar agora. (…). O SA acabou comigo… (o que já é mau)… porque desconfia que… é GAY… o que piora, muito, as coisas… (…) agora descobri que a pessoa que eu mais amo no mundo é gay, e que se calhar eu até fui só um teste para ele ter a certeza se gostava de raparigas ou não… não consigo chorar, mas quero, e muito, para conseguir expulsar este sentimento que eu não sei o que é, não consigo dar um nome… estou, simplesmente, abalada… porque é que nos apaixonamos sempre pelas pessoas erradas? (…) Estou destruída, acabada, a chorar baba e ranho por dentro, mas por fora nem sai uma lágrima.” (quando o Sandro acabou comigo e entrei em depressão).

Entrada a 20-10-2005 – “(…) aproveitei para treinar a minha voz, afinar os meus agudos. Tenho mesmo muitos agudos. Surpreendo-me a mim própria. Quase que parto os vidros. A minha mãe até pensava que era algum problema nos canos…” (LOL)

Entrada a 09/11/2005 – “olah. Bem, nem acredito no que aconteceu hoje… vou por partes! Primeiro, fui ter com a Margarida, à tarde; ela aprovou a minha roupa, a minha maquilhagem… ainda dei uns retoques! Tinha de ir perfeita. E lá fomos nós. Estava toda nervosa. (…) a primeira impressão que tive do ****** até foi boa. Não é assim TÃO GIRO como a Margarida me disse que ele era, mas… escapa-se! Lol. Ao principio, estava muito tímida! Nem sabia o que havia de dizer… a Margarida foi dar uma volta com o M. (um outro amigo deles) e pronto… curtimos! Arrependi-me um bocado, porque… lembrei-me do SA! Bem, ele quase que nem queria falar comigo… falámos um bocadinho e ele já queria logo curtir comigo. Foi um bocado mau. Pelo menos, para mim. Ele só estava interessado naquilo e eu já sabia disso, quando me meti “nisto”, que, na verdade, não foi nada de especial, só uma curte sem importância”. (a minha primeira curte sem importância).

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Posting agendado. Hoje é noite de ver DVD's da Christina Aguilera :) estou apaixonada por ela.

27 de junho de 2010

' Dos meus Diários #11


11º diário. 15 anos.

Entrada a 02-10-2005 – “acabei de tomar banho e vou dormir. A esta hora é que se toma melhor banho, pelo menos para mim. Durmo muito melhor e acordo muito mais relaxada. As pessoas que eu conheço que tomam banho de manhã chamam-me maluca por isto, mas cada maluco com a sua mania. Eu também não gosto de tomar banho de manhã porque perco a frescura toda durante o dia e à noite não consigo dormir porque sinto-me suja.” (sempre tomei banho à noite)

Entrada a 05/10/2005 – “five de ‘pretty’ que a Inês me fez no hi5: ‘olaaaaaaaaaaa!! Se n fosses tu n sei o que seria de mim agora… ai ai ! kero conhecer o meu cunhado…lool! És a minha ‘pretty’ favorita! Adoro aquelas nossas conversas nu msn! E com as outax pitax malukas tb!! Adrt mtmtmt! Bigada por tudo (…)’”. (que pitisse!!)

Entrada sem data: “Estive a trocar imensas sms’s com o SA. Ele disse-me que aquilo da ‘primeira vez’ não lhe saía da cabeça. Sim… a primeira vez de sexo. Nós estamos sempre a dizer coisas um ao outro como ‘quem me dera que tivesses aqui na cama comigo’, e ele já me disse várias vezes ‘quero amar-te’ (e eu sei ao que ele se refere). Nós dizemos este tipo de coisas um ao outro, mas eu acho que é uma coisa normal entre namorados, mesmo que eles ainda não tenham tido sexo. Mas ele tocou neste assunto de uma maneira directa… ele falou daquilo mesmo sem eu estar à espera, como se ele quisesse mesmo fazê-lo. Agora, estou cheia de dúvidas. Uma vez, numa conversa, eu disse “quando tivermos idade para isso, vamos realizar todos os nossos sonhos… sair à noite, passar uma noite na praia…” (mas não me referi a isso directamente) e ele disse “talvez tenha direito a outra coisa também”. Eu tive de lhe arrancar o que ele queria dizer com aquilo (eu sabia, mas queria que ele dissesse), e ele lá disse “as palavras FAZER AMOR não te dizem nada? Pronto, vais-me matar… mas já disse. Pronto, já está”. eu disse que não ia matá-lo e que não era preciso esperarmos tanto, porque não há uma idade ideal para isso, é quando nos sentirmos bem e ele disse “então olha, quando tiveres preparada, diz-me”. Eu disse aquilo e realmente na teoria é mt bonito, mas eu estou cheia de dúvidas. É nestas alturas que eu queria ter 17 anos… já era uma idade mais aceitável. (…) às vezes, dou por mim a tocar no meu próprio corpo, nos sítios em que o SA provavelmente iria tocar… quero deixar as coisas acontecerem naturalmente e sem forçar, mas não consigo deixar de pensar nisso. HELP! (…) Estou tão farta de pensar em sexo. Sexo, sexo, sexo. Ainda não o experimentei, e já estou farta dele. às vezes, tenho mesmo vontade de fazê-lo, a sensação que se tivesse aqui o SA à minha frente, de certeza que o faria… porque me sinto mesmo com DESEJO! Especialmente quando estou com ele e ele me acaricia e me diz coisas ao ouvido. Quando ele me beija de surpresa e me encosta contra uma parede, só me apetece que ele me abra as pernas e faça ali mesmo (vou ter de arranjar uma chave e um cadeado para este diário). É um calor, uma energia, uma coisa tão boa. Chego mesmo a ficar “molhada”. Mas outras vezes, não tenho certezas do que quero, preocupo-me muito com a minha idade e principalmente não acho normal ter desejo sexual com apenas 15 anos, é esquisito. É um bocado estúpido. É normal uma pessoa com 15 anos sentir estas coisas que eu sinto com o meu corpo? Nem sei bem explicar… é uma necessidade de um corpo de sexo oposto. Eu sei que é normal, mas 15 anos? É normal, ou eu estou a tornar-me numa tarada?? Este está a ser o diário em que eu falo mais de sexo. Pelo menos, de sexo em relação a mim. Espero que ninguém venha a ler isto! (quando quis iniciar a minha vida sexual, mas acabei por não o fazer com o Sandro). - O QUE EU ME RI AO LER ISTO. foi o primeiro grande amor, hoje é dos melhores amigos :)

26 de junho de 2010

' Dos meus Diários #10

Diário 10. 15 anos.

Entrada a 22/07/2005 – “(…) Já acabei de ler os 3ºs e 4ºs diários. Já estou a entrar na ‘Fase Miguel’. Agora que olho pra trás e leio o que eu própria escrevi, é que me dou conta das coisas que eu me esqueci de escrever. Comecei a escrever estes diários para organizar as minhas ideias, mas no fundo eles estão um pouco desorganizados. Tão desorganizados como a minha mente. Há tantas coisas que eu não escrevi, ou porque me esqueci ou porque achei que não valia a pena… e agora abri este diário para escrever todas essas coisas, mas não vale a pena. Ficaria aqui a noite toda, e são tantas coisas. A minha cabeça anda a ‘1000 à hora’. Demasiado rápido para eu conseguir raciocinar sobre o PASSADO”.

Entrada a 28/07/2005 – “a avó desligou a água. Hoje, quando fui a puxar o autoclismo, e a lavar a cara e os dentes, não sai água nenhuma. ISTO É NORMAL?! Diz que ‘há água no lavatório para lavar as mãos’, mas ela que lave se quiser. Eu sei que estamos a atravessar uma seca e que devemos poupar água, mas acho que também não é preciso este exagero, pois não?! Estou certa, ou será que não tenho razão (para variar…)? Não tolero isto por muito mais tempo. A paciência tem limites.” (cenas que a minha avó fazia quando vivia com ela)

Entrada a 01/08/2005 – “aqui em casa as coisas vão de mal a pior. Apetece-me tanto chorar, mas tanto. As lágrimas chegam a vir-me aos olhos, mas não consigo mais que isto. Gostava tanto de conseguir chorar, mas sinto-me destruída, VAZIA por dentro. É algo que não consigo explicar. É surreal e destruidor. Se eu conseguisse ver a cor da minha própria aura, aposto que estaria preta. Cheia de mágoa, destruição, luto, TRISTEZA, DEPRESSÃO. Tenho tantas razões para estar assim, mas ao mesmo tempo não encontro razão. Simplesmente estou”. (episódio depressivo quando vivi em casa da minha avó).

Entrada a 11/08/2005 – “a avó deu-me um prazo, até dia 22, para eu sair de casa. O meu pai fiz que ela nunca está ‘a falar a sério’ e que isso é porque ela está ‘revoltada’. Não interessa. Eu tenho orgulho e, se ela quiser, até saio antes. (…) No dia em que vim de férias com o meu pai, a avó ‘tirou-me’ (exigiu que eu lhe desse) as chaves de casa. Foi uma atitude muito estúpida… porque é que ela não tirou as chaves à Tânia também?! Por mim… já nem moro lá… (…) O novo adjectivo que a avó me atribuiu: cínica. a juntar a todos os outros… mas porquê? porque é que eu sou tudo isso para eles? Nunca vêem nada de bom em mim. Se calhar é por dizerem tanto isso que às vezes me torno assim. Outra lei psicológica: as pessoas tendem a tornar-se naquilo que os outros pensam ou esperam que elas sejam. Se calhar, é por isso que a culpada de tudo o que se passa sou eu. (…) Estava na sala a dormir e avó acordou-me à bruta e começou a f*der-me o juízo… a Tânia não gosta que eu esteja no quarto dela (a rainha cá de casa), a avó não me deixa dormir no sofá e começa com coisas se estou no quarto dela… até tive de vir escrever para a casa-de-banho… e tudo isto porquê? não tenho quarto! Tive um ano assim, a aturar isto, estas e outras piores, e depois ainda me dizem que não tenho PACIÊNCIA e que ‘não sei partilhar NADA’. “ (cenas em casa da minha avó).

Entrada a 14/08/2005 – “vim escrever sobre o sonho que tive hoje, super-estranho, para não me esquecer. Sonhei que estava na casa-de-banho da escola e comecei a sentir-me mal e a senhora que está lá a vigiar me dava umas pastilhas muito grandes e que sabiam muito mal, e que supostamente tinham os mesmos efeitos da pílula, mas ninguém me sabia dizer ao certo para o que serviam. A I., a M. e o F. (que estavam comigo) disseram que eram boas. A seguir, estava dentro do lavabo, em cima da sanita, a ter um bebé (!!!)… e estava grávida e nem sabia! Nunca fracção de segundo, estava na maternidade com o meu bebé recém-nascido ao colo e ele estava cheio de tubos enfiados pela boca e pelo nariz porque não conseguia respirar (em vez de estar numa incubadora). E depois eu recebia montes de visitas, que traziam montes de flores… e bolos. O meu bebé começava a falar… tirou os tubos e disse ‘deixa que eu já consigo respirar’ e, com horas de vida, começou a devorar bolos. Como é que isto é possível? Também sonhei com bichos… uns bichos horrorosos que parecem baratas, mas não são (já é a 3ª vez esta semana que eu me lembro de sonhar com bichos). Sonhei com muito mais coisas, mas não consigo construir um sonho, só tenho flashes de imagens.”

18 de junho de 2010

' Dos meus Diários #8 + #9

Diário 8. 14/15 anos.

Entrada a 15/03/2005 – “estive a falar com o M… ele também teve negativa a matemática! Somos almas-gémeas!”

Entrada a 19/03/2005 – “em casa, o ambiente continua pesado. Se bem que hoje a minha avó fez-me o pequeno-almoço. Deve estar cheia de remorsos por ser como é para mim. Eu também estou, porque sei que às vezes também sou má. E às vezes gostava que ela não demonstrasse que gosta de mim, porque assim eu já não me sentia tão culpada por fazer certas coisas que às vezes faço e não consigo evitar fazê-las.” (quando morava em casa da minha avó, aos 14 anos)

Entrada a 30/03/2005 – “nunca imaginei ir tão longe numa auto-caravana… estou a escrever da Áustria. Quando voltar a Portugal hei-de fazer um ‘roteiro de viagem’. Por enquanto, até agora, já passámos por Espanha, França, Alemanha, República Checa e Áustria. Hoje, vi e toquei pela primeira vez em neve. Dia 30 de Março de 2005 , com 14 anos -> toquei em neve pela 1ª vez!” (quando fomos viajar na caravana (mãe, Fernando, Marília, Kika e André)

Entrada a 05/04/2005 – quando fiz o tal ‘roteiro de viagem’ – “ (…) no 2º dia chegámos a Espanha, mas como eles têm a mania das ‘siestas’, atravessámos tudo de seguida. Em França, parámos em Paris e depois Versalhes. Comemos e dormimos em frente à Torre Eiffel (categoria, não é para todos, eheheh). Atravessámos Alemanha e fomos para Praga, onde ficámos 2 dias em casa de uns amigos da M. A Micaela, uma dessas amigas, fez-nos uma visita guiada à cidade. Ela só falava checo e inglês e eu só falo português e inglês, por isso tínhamos de estar sempre a falar em inglês, mais ninguém para além de mim sabia grande coisa… ao fim de um dia, até já sonhava em inglês! Depois, partimos para Áustria, onde passámos uma noite. Foi aí que toquei em neve pela primeira vez! Lindo! Depois fomos para Itália. E em Itália passámos um dia e uma noite em Veneza (cidade linda), depois fomos para Milão e depois para o Mónaco, um estado independente que pertence ao território francês. Lá, a minha mãe e o F. ‘casaram-se’ (fizeram um casamento a brincar na praia e eu filmei tudo e apanhei o boquet de flores =P ). Depois, fomos sempre pela costa, passando pelas zonas costeiras de França e entrámos por Espanha adentro, onde parámos em Barcelona para tirar umas fotos. Depois foi Barcelona – Madrid – Badajoz – Lisboa! E aqui estou eu. Foi fantástico. Outras coisas: li 3 livros durante a viagem (…), o F. ensinou-me a ‘conduzir’ (agora já posso dizer que a primeira coisa que conduzi foi uma auto-caravana) e comprei um ursinho em Praga para o M. (…)”

Entrada a 07/04/2005 – “tenho de ir renovar o meu BI e tirar esta ftoo horrorosa de quando eu tinha 10 anos. Faltam 17 dias para eu fazer 15 aninhos!! Eh, tou a deixar de ser pita! =P

Entrada a 25/04/2005 – “(…) ontem recebi do meu pai um aparelho que é tipo um discman, mas é muito mais ‘à frente’… é uma caixinha branca, nem sei o nome, que dá para ouvir música!” (era um mp3 -.-').

Entrada a 28/05/2005 – “Às vezes considero-me a mim própria, especialmente nestes momentos em que a minha auto-estima desce em flecha, como uma pessoa má, que só pensa nos seus problemas e que faz dos seus problemas insignificantes um bicho de 7 cabeças. No outro dia, desabafei com o meu pai sobre isto. Ele disse ‘tu não és má; tu és revoltada. Tens muitas mágoas dentro de ti’ – e esta é uma grande verdade”.

Entrada a 15/06/2005 – “O meu encontro com o Sandro: sim, aconteceu… ele beijou-me! Bem, vou começar pelo princípio… o encontro foi bastante longe daqui (…) falámos um bocado, decidimos ir ao cinema e fomos para a esplanada falar até o filme começar… mas na sala de cinema é que foi! Ele passou metade do filme a olhar para mim, e a outra metade a dizer que me ‘amava’ e a beijar-me. Foi o meu 1º beijo ‘a sério’, e sinceramente eu estava à espera de mais… pensava que ia ver flores e estrelas e ouvir sininhos, mas nada disso…! (é verdade que eu sonhei que este momento fosse com o M. e acabou por não ser, mas acho que não foi por isso).” (primeiro encontro com o Sandro, primeiro namorado)


Diário 9. 15 anos.

Entrada a 21/06/2005 –“Ainda estou um bocado triste por causa de ontem. Hoje acordei com uma enorme dor de cabeça por ter estado a chorar e nem queria ir ao colégio, mas o F. ligou-me a dizer que ia à tarde, assim também vou. De manhã, quando fui à sala, com cara de choro, a minha avó abraçou-me. Por momentos pensei que ela tinha percebido e que aquilo fosse um gesto de carinho, mas ela depois começou a cantar os parabéns e eu lembrei-me que ela fazia anos. Claro… ela ia lá perceber como eu estava, e se percebesse, ela ia-me lá abraçar por causa disso… (…) anyway, estou aqui por casa. Só me apetece morrer. Nem me apetece nada estudar. Quero lá saber, também já passei o ano, de qualquer maneira.” (depressão e quando vivi em casa da minha avó).

Entrada a 27/06/2005 – “Hoje pensei em matar-me, até escrevi uma espécie de mini-testamento, carta de despedida, mas acabei por deitá-la fora. Falei com a R. ao telefone uma hora e tal. Sinto-me um caos, a minha mente está uma desarrumação, por isso as coisas à minha volta também estão assim (isto é uma lei psicológica que eu vi num programa de tv e me identifiquei, em que a pessoa que está deprimida interioriza que o ambiente à sua volta tem que estar como ela está… uma desgraça). Sinto o mundo a cair sobre mim.” (depressão)

Entrada a 28/06/2005 – “hoje foi um dia para esquecer. Acordei, almocei, fiz a minha cama de lavado, limpei o meu computador, porque precisava de arrumar e limpar para arrumar a minha mente; até aqui tudo bem. O pior foi à noite: a minha mãe veio-me buscar para ir jantar com ela. A avó telefonou-lhe a fazer queixinhas de mim e gritou tanto que até eu ouvi. Fiquei bastante nervosa só com isso. Pedi ao meu pai se podia ir sair com o SA amanhã (para desanuviar), e ele não deixou. EXPLODI. (outra vez). Nem vale a pena descrever tudo, ainda estou demasiado nervosa para isso, mas a conclusão é que tive para me matar esta noite (só não tive coragem). O meu pai veio cá e tivemos imenso tempo a falar. (…) Continuo sem conseguir bem o que me tem deixado neste estado de depressão permanente neste último ano…” (depressão)

Entrada a 29/06/2005 (depois de mais um episódio depressivo em que também me queria suicidar) – “(..) de há um ano para cá, especialmente desde que comecei a escrever, que me tenho sentido assim, deprimida, mas não sei definir porquê, não consigo perceber o que perturba tanto. (…) O meu pai viu como eu estava e acabou por me deixar ir ter com o SA (…) Ele pediu-me em namoro, eu aceitei, ficámos a música inteira “Emotions” (a ouvir pelo meu mp3) a beijar-nos. Um recorde: o nosso beijo mais longo. Tivemos 3 horas e meia juntos e eu nem dei pelo tempo a passar… só ele mesmo para me deixar nas nuvens depois de uma noite como a de ontem. Uma noite fatídica.” (quando estava deprimida mas comecei a namorar com o Sandro). 07-07-2005 – “Ontem não sei o que me deu… quer dizer, até sei, aquela coisa frequente que me acontece, ficar triste e desanimada quase sem razão nenhuma. A minha mãe veio cá a casa e tirou a minha roupa (à bruta) toda das gavetas e mandou-me arrumar tudo porque a avó foi-lhe fazer queixinhas, e que estava farta, e que eu ia voltar a viver com ela (mais uma mudança de casa para juntar à colecção). Depois, acabei por não ir, mas o pior foi que ela também tirou alguma roupa da Tânia, e o que é que a minha avó fez? Foi arrumar a roupa dela toda direitinha e não arrumou a minha. Só gostava de perceber porquê. Mas há mais: 80% do guarda-roupa é da Miss Tânia, porque ela tem montes de roupa e tem que ter o seu precioso espaço! Eu tenho uma minoria do espaço e se calhar tenho a mesma quantidade de roupa que ela. São estas coisas que quem está de fora não vê… e é isso que me revolta mais! Não ter espaço, viver na sala, ter as minhas coisas da forma que a T. quer, e a casa nem sequer é dela, a avó está a fazer-lhe um grande FAVOR em deixá-la viver lá! Faltas de privacidade atrás de faltas de privacidade. Hoje, a minha avó mandou-me guardar uma coisa para ela não sei aonde, e eu fui mesmo fria e disse para ir ela arrumar. Mas foi uma resposta estúpida, porque mais tarde apercebi-me de que podia ter dito que ela também não tinha arrumado a minha roupa. Justo, não?! Quando ela diz que eu só faço as coisas mal e que ‘devia apanhar das boas’, só me apetece dizer-lhe ‘se calhar devia apanhar as que tu apanhaste quando tinhas a minha idade e cometias os mesmos erros que eu’, mas em vez disso digo ‘força, dá-me’, talvez para eu poder dizer legitimamente, ter razões para protestar, e talvez fosse só desta maneira que alguém percebesse o que realmente se passa aqui. Porque enquanto o problema forem só abusos verbais, ninguém liga, ninguém dá importância, eu é que exagero. Talvez se passasse aos abusos físicos fosse melhor. Porque ninguém vê estas coisas. Ninguém. Uma vez, ela deu-me uma estalada, só que eu não posso usar isso, porque ela anda sempre a desmentir esse episódio, e toda a gente prefere acreditar nela, a avozinha querida e boa, e na Tânia, a outra prima que também é um exemplo de pessoa, em vez de mim, porque eu sou a ‘mentirosa e falsa da família’. Estou farta de viver num ambiente em que não me respeitam, não confiam em mim e só criticam tudo o que eu faço e me chamam de mentirosa todos os dias. Eu sou a má da fita e pronto.” (quando vivi 1 ano em casa da minha avó quando tinha 14 anos)

Entrada a 10/06/2005 – “Ontem, quando dormi com o SA, foi só mesmo dormir, porque ele adormeceu na minha cama (não aconteceu nada mais…lol). Ps – o SA salvou-me a vida. Hoje à tarde, quando eu ia a levantar em cima do sofá, escorreguei e cai, e se não fosse o SA a puxar-me, eu de certeza que tinha batido com a cabeça na bancada que estava à minha frente (isto foi na caravana). Ele salvou-me a vida!!!”

Entrada a 14-07-2005 – “(…) amanhã sempre posso ir ao concerto dos DZRT!!! Com o SA!!!!! O meu pai deixou-me ir!!! Nem acredito que vou ver os DZRT… com o SA!! os DZRT, os DZRT, os DZRT!!! SA, SA, SA!!! Meu deuuuussss… lool. (…) eu e o SA trocámos as nossas passwords do msn, uma espécie de ‘jogo de confiança’. (ataque de pitisse)

12 de junho de 2010

' Dos meus Diários #5 + #6 + #7

Diário 5. 14 anos.

Entrada a 03/12/2004 – “O meu pai veio cá. Viu-me deitada no sofá tapada com uma manta a olhar melancolicamente para a televisão e perguntou-me se eu estava doente. Eu disse que não, que estava cansada. Acho que ele não percebeu o que eu quis dizer com “cansada”, porque disse “cansada? Tiveste aí a tarde toda!” pois… mas acho que não é esse tipo de cansaço… " (episódio daquilo a que eu chamava de depressão)

Entrada a 10/12/2004 – “a C. diz que alguém anda a enviar cartões electrónicos pelo mail dela ao M., cartões electrónicos de amor! Ela teve-me a contar… mas que novidade! Sou eu que mando! Ahahah! Eu mando isso, descobri que nem é preciso password para mandar desses cartões para alguém de um mail que conheçamos… e faço isto para me vingar daquela mensagem que ela enviou do meu telemóvel ao T., já há algum tempo. Ah pois é! Eu vingo-me sempre, bem-feita! Eu ali com cara de quem não sabia de nada a ouvir, mas com uma vontade imensa de rir… eheheh!”

Entrada a 11/12/2004 – “a I. diz que só me quer ver feliz e se for preciso até ficamos lá os 3 aos ‘melos’ e até podemos fazer uma ménage à trois (esta ultima ideia fui eu que deu, mas eu sou uma anjinha! Eheh!).” (sobre um encontro que ela ia ter com o rapaz de quem gostava e queria que eu fosse e eu achava que me ia sentir a mais)


Diário 6. 14 anos.

Entrada a 21/12/2004 – “entrei num chat para conhecer pessoas novas, mas só encontro depravados.” (fase de exploração da net).

Entrada a 22/12/2004 – “é curioso como há coisas que me tocam tão profundamente, mas de maneiras diferentes. Por exemplo, quando soube que a minha avó tinha sido atropelada, não me senti muito mal… claro que me causou um certo choque, mas nada que me fizesse chorar como hoje só por causa de um livro, ou como quando menti ao meu pai para ir ao garage. Não sei… mas acho que quando as coisas são realmente profundas e emocionantes, daquelas que fazem chorar toda a gente, eu não choro. Uma vez vi um filme com a I. e foi tão lindo que no fim ela ficou arrasada e chorou… eu também fiquei arrasada, mas não consegui chorar! Será que isto é sangue frio, é ‘não ter coração’, ou é as coisas atingirem-me de tal maneira a ponto de eu ficar sem reacção?”

Entrada a 25/12/2004 – “(…) melhor melhor, foi a prenda do meu pai: um Siemens c60 novinho em folha!! Tem câmara!! Lindo! Já estava farta do meu nokia 3310.” (quando recebi um telemóvel novo no natal de 2004, do meu pai).

Entrada a 28/12/2004 – “hoje resolvi juntar mais pessoas ao meu grupo ‘completamente desconhecidos’ do msn e pus-me a tirar mails daqueles mails reencaminhados que me são reenviados, para conhecer nova gente. Adicionei uns 6 ou 7. Uns não ficaram online, outros não falei muito com eles, e adicionei o tal rapaz negro, só que não sabia que era ele. Só percebi pelo nome, quando ele me disse. É o Ivan, mais conhecido entre mim e a I. por molaflex em versão negra, isto tudo porque Ivan faz lembrar divan, o que leva a molaflex, lololol.” (fase de exploração da net).

Diário 7. 14 anos.

Entrada a 09/01/2005 – “oh goooooooood!!! O M. veio falar comigo, desta vez, e viu o sinal da minha webcam e quer que eu a ligue!” (ataque de pitisse)

Entrada a 10/01/2005 – “Odeio Ed. Física (…) às vezes, até me baldo e digo que me esqueci do equipamento, ou que estou doente.” (como começou o meu ódio de estimação ao desporto).

Entrada a 22/02/2005 – “A minha mãe voltou a fumar… hoje, em conversa:
Ela – olha, voltei a fumar
Eu – porquê? Já tinhas conseguido deixar
Ela – é um vício muito estúpido Cláudia… nunca te metas nisto, nunca te deixes convencer por ninguém… são os problemas, as coisas que me enervam!
Deus me livre e guarde de alguma vez ser fumadora activa.”
(hoje é o que se vê..fumar é um dos meus maiores prazeres. Lol. Como as coisas mudam).

ando numa correria que nem tenho tido tempo para me coçar... ele é estudo, frequências/exames, project mulher xl, ensaios de dança... e ando a escrever demasiado no blog! para quem só publicava de 2 em 2 dias, aqui há uns tempos... andar a publicar todos os dias e às vezes mais do que uma vez por dia é dose, para vocês e para mim! mas tenho uma lista de "drafts" tão grande, que se não a despachar... tenho blog para mais 20 anos xD

26 de maio de 2010

' Dos meus Diários #10

Diário 10. 15 anos.

Entrada a 22/07/2005 – “(…) Já acabei de ler os 3ºs e 4ºs diários. Já estou a entrar na ‘Fase Miguel’. Agora que olho pra trás e leio o que eu própria escrevi, é que me dou conta das coisas que eu me esqueci de escrever. Comecei a escrever estes diários para organizar as minhas ideias, mas no fundo eles estão um pouco desorganizados. Tão desorganizados como a minha mente. Há tantas coisas que eu não escrevi, ou porque me esqueci ou porque achei que não valia a pena… e agora abri este diário para escrever todas essas coisas, mas não vale a pena. Ficaria aqui a noite toda, e são tantas coisas. A minha cabeça anda a ‘1000 à hora’. Demasiado rápido para eu conseguir raciocinar sobre o PASSADO”.

Entrada a 28/07/2005 – “a avó desligou a água. Hoje, quando fui a puxar o autoclismo, e a lavar a cara e os dentes, não sai água nenhuma. ISTO É NORMAL?! Diz que ‘há água no lavatório para lavar as mãos’, mas ela que lave se quiser. Eu sei que estamos a atravessar uma seca e que devemos poupar água, mas acho que também não é preciso este exagero, pois não?! Estou certa, ou será que não tenho razão (para variar…)? Não tolero isto por muito mais tempo. A paciência tem limites.” (cenas que a minha avó fazia quando vivia com ela)

Entrada a 01/08/2005 – “aqui em casa as coisas vão de mal a pior. Apetece-me tanto chorar, mas tanto. As lágrimas chegam a vir-me aos olhos, mas não consigo mais que isto. Gostava tanto de conseguir chorar, mas sinto-me destruída, VAZIA por dentro. É algo que não consigo explicar. É surreal e destruidor. Se eu conseguisse ver a cor da minha própria aura, aposto que estaria preta. Cheia de mágoa, destruição, luto, TRISTEZA, DEPRESSÃO. Tenho tantas razões para estar assim, mas ao mesmo tempo não encontro razão. Simplesmente estou”. (episódio depressivo quando vivi em casa da avó).

Entrada a 11/08/2005 – “a avó deu-me um prazo, até dia 22, para eu sair de casa. O meu pai fiz que ela nunca está ‘a falar a sério’ e que isso é porque ela está ‘revoltada’. Não interessa. Eu tenho orgulho e, se ela quiser, até saio antes. (…) No dia em que vim de férias com o meu pai, a avó ‘tirou-me’ (exigiu que eu lhe desse) as chaves de casa. Foi uma atitude muito estúpida… porque é que ela não tirou as chaves à Tânia também?! Por mim… já nem moro lá… (…) O novo adjectivo que a avó me atribuiu: cínica. a juntar a todos os outros… mas porquê? porque é que eu sou tudo isso para eles? Nunca vêem nada de bom em mim. Se calhar é por dizerem tanto isso que às vezes me torno assim. Outra lei psicológica: as pessoas tendem a tornar-se naquilo que os outros pensam ou esperam que elas sejam. Se calhar, é por isso que a culpada de tudo o que se passa sou eu. (…) Estava na sala a dormir e avó acordou-me à bruta e começou a f*der-me o juízo… a Tânia não gosta que eu esteja no quarto dela (a rainha cá de casa), a avó não me deixa dormir no sofá e começa com coisas se estou no quarto dela… até tive de vir escrever para a casa-de-banho… e tudo isto porquê? não tenho quarto! Tive um ano assim, a aturar isto, estas e outras piores, e depois ainda me dizem que não tenho PACIÊNCIA e que ‘não sei partilhar NADA’. “ (cenas em casa da minha avó).

Entrada a 14/08/2005 – “vim escrever sobre o sonho que tive hoje, super-estranho, para não me esquecer. Sonhei que estava na casa-de-banho da escola e comecei a sentir-me mal e a senhora que está lá a vigiar me dava umas pastilhas muito grandes e que sabiam muito mal, e que supostamente tinham os mesmos efeitos da pílula, mas ninguém me sabia dizer ao certo para o que serviam. A I., a M. e o F. (que estavam comigo) disseram que eram boas. A seguir, estava dentro do lavabo, em cima da sanita, a ter um bebé (!!!)… e estava grávida e nem sabia! Nunca fracção de segundo, estava na maternidade com o meu bebé recém-nascido ao colo e ele estava cheio de tubos enfiados pela boca e pelo nariz porque não conseguia respirar (em vez de estar numa incubadora). E depois eu recebia montes de visitas, que traziam montes de flores… e bolos. O meu bebé começava a falar… tirou os tubos e disse ‘deixa que eu já consigo respirar’ e, com horas de vida, começou a devorar bolos. Como é que isto é possível? Também sonhei com bichos… uns bichos horrorosos que parecem baratas, mas não são (já é a 3ª vez esta semana que eu me lembro de sonhar com bichos). Sonhei com muito mais coisas, mas não consigo construir um sonho, só tenho flashes de imagens.”

10 de maio de 2010

' Dos meus Diários #2 + #3 + #4


Diário 2. 14 anos.

Entrada a 11/08/2004 – “QUERO MORRER. QUERO ADORMECER HOJE E AMANHÃ NÃO ACORDAR MAIS, PARA TODA A GENTE QUE ME FAZ SOFRER FICAR COM REMORSOS E APRENDER A LIÇÃO.” (estava com uma depressão).

Entrada a 30/08/2004 – “Já tenho planos para o meu futuro. Quando tiver 17 anos, compro um apartamento para eu ir viver sozinha e continuo a estudar (porque quero tirar o curso de medicina), e tiro a carta de condução.” (medicina?!?!?! Cláudia, chamada à Terra!!!)

Entrada a 7/9/2004 – “hoje comprei um diário novo. Este já está a acabar. Outra vez!! Nunca pensei chegar ao 3º diário. Quando morrer quero-os todos publicados. Tipo Anne Frank. Lololol”. (nem acredito que alguma vez comparei a minha vida à da Anne Frank. shoot me, please)

-- / --

Diário 3. 14 anos.

Entrada a 14/09/2004 – “no domingo, fomos à praia. Eu fui para a água de calções, com a desculpa que me tinha esquecido da parte de baixo do bikini. É que não consegui mesmo pôr o tampão, depois de outra tentativa falhada. Pergunto-me como será quando for para ter relações sexuais pela 1ª vez, se é assim só por causa de um tampãozinho de 3 cm. Mas isso fica para mais tarde. Eheheh.” (no comments)

Entrada a 15/09/2004 – “apeteceu-me divertir-me e gozar um bocado com as pessoas, por isso criei novas contas falsas no msn, além da Mariana e da Catarina (para gozar com os rapazes em geral), o David (para gozar com as raparigas) e eu e a **** criámos o Pedro Torres, só para gozar com a *****. Lololol. Eu sei que estou a agir erradamente ao fazer isto, mas dá um gozo enorme e, além disso, eu tenho um limite. Não abuso das pessoas. É só para brincar um bocadinho.”

Entrada a 11/11/2004 – “estamos a dar o ciclo menstrual a ciências naturais. Já tou a perceber mais disto. Neste momento, como já estou no fim do período… já tou na fase do corpo amarelo, em que o folículo que libertou o novo óvulo que tá à espera de ser fecundado (mas não vai ser, eheheh), se torna num nódulo esbranquiçado.”

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Diário 4. 14 anos

Entrada sem data: (…) "Domingo fui a casa da Rosa. Foi uma confusão… perdi um gancho do cabelo antes de sair de casa e cometi o enorme erro de perguntar ao meu pai se ele sabia onde estava… resultado: esteve montes de tempo à procura dele, com medo que eu o tivesse engolido ou assim… como se eu fosse uma criança, que engole ganchos do cabelo… depois, foi a confusão do almoço… tive de pedir à Rosa para me enviar uma sms a dizer que “o almoço é peixe cozido”, porque o meu pai embirrou que eu não como bem em casa das outras pessoas… fez questão de ler a mensagem (falsa) enviada pela Rosa a dizer que o almoço era peixe cozido. claro que depois acabámos por encomendar uma pizza. (…) Estou muito chateada com o meu pai. Trata-me como uma criança. Além de me ter apagado as pastas do computador, agora também foi mudar as minhas refeições na cantina da escola. Fiquei mesmo furiosa. Odeio falta de privacidade!"
(como o meu pai era hiper-protector).


só porque AMO este Interlude... :)

Muaah @ 

e sim, é suposto este post não ter comentários, não é um erro...

29 de abril de 2010

' Dos meus Diários #1

Como já referi aqui algumas vezes, este ano resolvi reler os diários que escrevi quando era adolescente, dos 14 aos 16 anos, completando um total de 18 diários. Achei que seria engraçado passar algumas transcrições para o blog, porque "recordar é viver" e porque houve algumas passagens que me chamaram a atenção, por uma ou outra razão. Vou, assim, iniciar aqui no blog uma espécie de "rubrica", um posting para cada diário (ou seja, 18 postings). Vou publicar estes postings no mesmo dia em que vou publicar outros (ou seja, vai haver dias que vou publicar dois post's) e não vão ter comentários, acho que seria desapropriado: os diários não tinham comentários e não vejo porque haveria de os ter agora. Apenas quero deixar aqui uma etiqueta daquilo que um dia fui; um dia, talvez volte a reler tudo de novo.

observações para quem quiser ler: o que está em itálico é, naturalmente, o que está lá escrito. o que está entre parênteses e a cor, são os meus comentários mentais ao ler as transcrições, ou a explicar o porquê de ter dito aquilo naquele momento (contextualização).



1º diário. 14 anos.

Dedicatória da Cristiana quando me ofereceu o primeiro diário:

6/6/2004

Querida Cláudia,
Espero que este caderninho te possa ajudar, “guardando” os teus desabafos, as tuas dores, os teus sonhos e tudo o que te apeteça confiar em segredo, a estas linhas (mas é sempre melhor confiar, falando com amigas, também porque isso pode ajudar, conversar com outras pessoas). Um dia mais tarde, quando reveres estas páginas, te rirás enternecida, daquilo que sentias, a que davas muita importância e que, afinal, depois ficou diferente com o passar dos anos.
É sempre bom escrever um diário, eu escrevi-o, dos 14 aos 24 anos. Um beijo, xi-coração, M. Cristiana. (como ela tinha razão)

Primeira entrada no diário, 6/6/2004 – “Oi! Chamo-me Cláudia, 14 anos, vivo neste meu mundo infeliz (para mim é), embora os adultos insistam em dizer que são os melhores anos da minha vida (eles não sabem o que eu sofro).”

Entrada a dia 12/06/2004 – “hoje, fui aos escoteiros. O Tiago não foi, porque foi ao jogo do Euro 2004 (0-1): Portugal vs Grécia. Perdemos =( Se o Tiago estivesse aqui comigo (o que é claramente impossível) e se ele estivesse triste, eu consolava-o e dizia que Portugal iria ganhar noutro jogo… e eu ganhava uns pontinhos ou quem sabe… ele de repente se virasse para mim e ficássemos os dois com as caras juntinhas, olhos nos olhos e… chucak!” (desenhos assassinados de lábios e corações e smiles, para o desenho nunca tive jeitinho nenhum).

Entrada a dia 22/06/2004 – “já comprei a BRAVO. Traz um poster gigante do Orlando Bloom. Ele tá lindo!!! Ou melhor, ele é lindo!!! É o meu ídolo!!”

Entrada a 02/07/2004 – “a Érica disse que, muitas vezes, a minha mãe lhe dizia: ‘eu não quero ser a mãe dela, quero ser a amiga, eu não quero que ela me respeite, quero que ela me ame’. Mas amar tem tudo a ver com respeito. A minha mãe nunca me ensinou a respeitá-la. Desde muito cedo que a minha mãe me deu demasiada liberdade, demasiada confiança. Mas eu quero uma mãe, porque amigos arranjo-os ‘lá fora’, percebes? Eu, além de precisar de amigos, preciso de uma mãe. Tenho necessidade de uma mãe, aquela típica mãe que impõe regras e limites e se dá ao respeito, não uma mãe que me deixa fazer o que eu quero e que já fale comigo sobre rapazes. Eu não me sinto à vontade com isso.” (quando estava com muitos problemas com a minha mãe e comecei a considerar ir viver com a minha avó, por influência do meu pai e também porque naquela idade precisava de regras e estabilidade, coisa q não tinha com a minha mãe).

Entrada a 14/07/2004 – “foi então que aconteceu a situação mais embaraçosa e hilariante do fim-de-semana. Foi assim: estávamos todos encostados e sentados nas madeiras que cercam o local onde íamos andar de cavalo. De repente, um cavalo, o ‘Fúria’, veio em direcção a mim e começou a vir para cima de mim. Ele ficou completamente excitado! A pila dele cresceu completamente. Eu comecei a dar-lhe festinhas e depois afastei-me, só que ele veio atrás de mim! O Tiago disse assim: ‘chegou-se ao pé da Cláudia e aquilo cresceu logo!’. Eu olhei assim para ele, com cara de quem se está quase a rir… tipo! Toda a gente a rir à gargalhada. Começaram a brincar comigo, tipo a chamarem-me de Miss Furiosa. Esta vai ficar mesmo para a história. Foi hilariante.” (um acampamento nos escoteiros em que um cavalo se excitou comigo).

Diários. São o meu tesouro pessoal. Valem mais que todo o jackpot do euro-milhões. têm um valor sentimental imenso.

No outro dia, li isto numa revista brasileira, num artigo que falava de diários: “Às vezes, o dia é fraco, não conto nada, às vezes um único dia rende três páginas inteiras. Também não é a mesma coisa que escrever em blog. Diário é muito pessoal, tem de ser de papel, para a gente poder pegar e esconder debaixo da cama.” Como eu a percebo:]

Muaah @ 

desde que fiz aquela quase-directa nos meus anos que não consigo estar uma hora inteira sem sono. se me sento, por mais de 5 minutos, fico para morrer. não há cafés que resolvam a coisa. sou um ser que precisa de dormir mais do que qualquer outro ser (umas 10 horas por noite para ficar bem), e aquilo deu cabo de mim, tottaly. é isso, o calor inesperado e os ataques de alergia. apetece-me passar uma semana inteira despida num quarto escuro e a dormir. e amanhã vou trabalhar 12 horas! bleeh.