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19 de agosto de 2011

' This one could be The One #70 - PAUSA NA RUBRICA E NO BLOGUE.


E fica esta, que também adoro, para fazer uma pausa nesta rubrica.

Consegui colocar as 70 e tal músicas da lista que levei meses a completar, e entre as quais se encontra o meu par de músicas favoritas, e as 70 e tal em que penso quando me perguntam "qual a tua música favorita?", pergunta à qual nunca consigo responder prontamente.

Entretanto, depois dessa lista, descobri coisas novas, novos artistas, novos álbuns - thanks to Vera & Alex, que só me mostram coisas boas - reencontrei coisas que ouvia há muitos anos mas que acabei por me esquecer, e tenho uma nova lista. Calma, essa não tem 70 músicas, só tem ainda umas 15, mas também ainda está under construction! ;)

Dentro de dias - dia 22 de manhãzinha - parto em Erasmus para Holanda e concerteza - espero! - vou ter novas experiências para contar por aqui, mas ainda devo demorar um tempo a cá voltar.

Portanto, aqui fica uma pausa, na rubrica e no blog em geral, e um... até já, até logo, até! :)

Muaah @

19 de julho de 2011

' Eu e as minhas manias...

Gosto de andar sempre minimamente bem depilada (mesmo que seja Inverno), e com lingerie bonita e, de preferência, a condizer.

Porque, se um dia me sentir mal no meio da rua e tiverem de me levar, inconsciente, para o hospital e me despirem… epa, quero estar minimamente apresentável, né?

Pronto, era isto, momento de estupidez do dia.

1 de julho de 2011

' Evoluir, sempre.



Estou, finalmente, a viver aquilo que sempre quis, numa das áreas da minha vida.

Uma coisa que, talvez, nem todo o mundo aprovasse como sendo o mais correcto. Mas, bom, afinal a vida é minha, não posso vivê-la a fazer o que os outros acham correcto. Se os outros acham errado, que não  o façam. Tão simples quanto isso. Correcto e errado, dois conceitos tão subjectivos e cultural e socialmente tendenciosos.

Esperei, esperei, procurei, confiei. E, finalmente, consegui. Estou a evoluir num sentido que sempre quis.

Estou, acima de tudo, feliz!

 E agradecida por ter encontrado uma pessoa que, independentemente dos defeitos que possa ter, me aceita, a minha essência, natureza e personalidade, de uma forma que nunca ninguém o fez, sem nunca me julgar ou tentar mudar.

20 de junho de 2011

' I'm freeeeeeee (and happy)

ESTOU, OFICIALMENTE, DE FÉRIAS, A PARTIR DE HOJE ÀS 17H30.

Hoje saíram as duas notas que faltavam, para saber se acabava com isto de uma vez... e felizmente acabei! Passei a tudo à primeira (nem sempre com as melhores notas, mas razoáveis até!), e não preciso ir a 2ª fase. Melhorias? Nem quero vê-las! Tá feito, tá feito! Minhas ricas férias! Que saudades que tinha delas!

Overall, até nem me saí mal! A nota mais baixa foi 13, o que acho médiozinho, enfim, podia ser melhor, mas não quero mais ver aquilo à frente! A mais alta foi 19, numa cadeira que, sinceramente, achava que ia reprovar! Pois quando saí da frequência, todo o mundo tinha dado respostas diferentes das minhas e eu comecei a achar que... "hmmmm, será que tenho tudo errado?". Bem, afinal, parece que todo o mundo tinha tudo certo, pois as notas dessa cadeira foram óptimas, a média da turma foi de 15. Fiquei tão feliz com essa nota! Foi a nota mais alta da minha vida na faculdade (até agora, e suspeito que até acabar o curso, lol)! Lá pelo meio, um 14 (tão normal, o meu padrão é 14, boriiiing, mas até fiquei surpreendida, pois normalmente nunca passo nos exames, apenas nas frequências - porque quando decido que vou a exame, como foi este caso, penso sempre "ah, como não tenho faltas, não vou às aulas" e depois não faço nada, mas nesta foi diferente, e consegui passar), e um 15. Consegui subir a minha média geral em 1 valor, o que não é espectacular, mas também não assim tão mau para um só semestre! Valeram bem a pena aquelas noites e dias passados a estudar, sem fazer mais nada... sim, que eu não tinha vida! SÓ estudava!

Agora?? hmm.. vou arrumar os livros, os cadernos, os dossiers, as folhas, na estante! estou com aquela sensação de "finalmente, acabou"! Finalmente, estou de férias, finalmente, não vou sofrer de ansiedade aguda (lol), finalmente, posso dormir à vontade sem despertador, finalmente, posso acordar sem pensar que tenho que estudar, sair de casa sem hora para voltar, estar com as pessoas que não estou há que séculos, e com outras novas também ;) finalmente, finalmente, finalmente!

E este mês e meio tem de ser bem aproveitadinho... depois disso, estou fora, vou em Erasmus!

Ah! a vida corre-me bem! estou a falar da faculdade/férias, mas no geral, toda a minha vida, tudo o resto, está a correr tão BEM! tão bem que até acho que é mentira! :D

Pronto... ESTOU FELIZ!

Muaah @

27 de maio de 2011

' Adoro testes de personalidade.

Não que acredite lá muito neles, até porque, como estudante de psicologia, tenho mais que obrigação de não acreditar em testes de personalidade da net e coisas desse género, mas verdade seja dita, os meus resultados batem SEMPRE certo.

Teste: "o que os seus sonhos dizem sobre você?"

Resultado: "Você é aéreo. Tem seus sonhos malucos, mas sabe separar a realidade do imaginado, a maior parte das vezes. Tem diversos grupos de amigos, não gosta de ser definido como radical e às vezes se passa por indeciso. Já teve experiências sinestésicas, quando teve vontade de comer uma cor bonita ou de cheirar uma capa de livro muito macia, mas geralmente se controla, pelo bem da sociedade"

Teste: "o quanto você influencia os outros?"

Resultado: "Você é "o influenciador". Grande rei da retórica, você sabe conseguir o que quer. Nada como um bom papo e simpatia, ainda que falsa, para conquistar as pessoas a sua volta. Pode ter certeza, elas nem percebem que quando você assume as cordas e as transforma em marionetes. E, sendo para o bem, que mal tem?" --> ahahah, adorei este! apesar de não ser falsa com naturalidade, tenho de admitir que, se quero mesmo muito influenciar alguém, ou quero mesmo muito alguma coisa, consigo ser falsa, sem a menor dificuldade. agora que penso bem, é verdade, eu consigo sempre (vá, 90% das vezes) aquilo que quero de quem quero... portanto isto é mesmo verdade. xD

Teste de personalidade:


Isto é EXACTAMENTE EU. Vá, exactamente não. Devia ter mais bolinhas na dimensão "independente", coisa que sou bastante. Além disso, não concordo que "independente" seja o oposto de "agradável". que tem a ver? eu sou as duas coisas :D além disso, também não concordo com o "reservado", pois eu às vezes sou bastante reservada, especialmente se não conheço bem a pessoa ainda - gosto de observá-la primeiro antes de lhe contar a minha vida toda - portanto devia ter ali uma ou duas bolinhas. mas fora isso, tenho de dar crédito ao meu resultado: eu sou, efectivamente, estável e liberal (demasiado até). :D

brutal.

Muaah @

25 de maio de 2011

' 1111 post's

eis que hoje entro no blogger para ver se tenho algum post agendado, dado que, devido à sobreposição de trabalhos, estudo, exames, projectos e preocupações que tenho tido, não tenho tido tempo nem paciência para escrever coisas muito elaboradas, e vejo: mil cento e onze mensagens ever. :)


também é digno reparar no nº de "mensagens" constantes do blog "Em estado puro" :D

(vocês não sabem, mas isto foi só um truque para publicitar os meus não dois, não três, mas sim quatro blogues e, coitados, alguns sofrem de negligência, ao Uma Janela Aberta já não lhe ponho os olhos em cima há muito tempo....... até fica mal dizer quanto.)

9 de maio de 2011

' A minha sorte:

ter um namorado que cozinha e me ajuda a limpar a casa.

7 de maio de 2011

' O futuro.


Crianças de infantário (ou, no máximo, 2º ano da primária), num jardim, em filinha, dois-a-dois, com as mãos dadas. 50% das crianças eram caucasianas, 50% de origem africana. A brincarem todas juntas.

"No meu tempo", era gozada na escola e chamada de "macaca preta" (sou uma mistura, minha mãe é branca, meu pai é mulato). Mas, bom, eu também andava num colégio privado cheio de menininhos brancos e ricos cujos pais não os educaram para não serem preconceituosos. Sim, porque apesar de dizerem que as crianças são cruéis, muita dessa crueldade vem de casa.

O futuro é isto: simplesmente, brincar, de mãos dadas, sem dar importância à cor da pele ou a qualquer outro atributo físico.

Amei ver isso. Fiquei enternecida.

6 de maio de 2011

' Fascina-me:

eu tenho um sono altamente pesado... a sério. pode até estar a passar a parada do carnaval brasileiro ao lado da minha cama, que eu durmo, que nem um anjo! durmo em qualquer sítio, independentemente do barulho. (só a luz me faz uma certa confusão).

assim sendo, é estranho que esta música (ou melhor, intro), super baixinha e calma, me acorde sempre, sempre...

na grande maioria das vezes (apesar de já ter tentado acabar com esse mau hábito), eu adormeço com a tv ligada... e com som... e mesmo assim consigo dormir uma longa noite de 8, 10, 11 horas, seguidas, se não me acordarem! mal toca o despertador... (a música que coloquei no link)... eu acordo... como se o meu cérebro estivesse programado para acordar com isso.

estou para aqui a falar como se isto fosse um fenómeno misterioso, mas na verdade, já foi estudado cientificamente: o nosso cérebro "programa" e "adapta" os receptores de estímulos externos (som, luz, movimento,...), durante o sono, para que os estímulos importantes nos façam acordar, mas os estímulos sem importância não interrompam o ciclo de sono (o nosso cérebro é uma máquina!). Por isso é que as mães tendem sempre a acordar com o choro do bebé; ou as pessoas que vivem perto de uma linha de comboio ou numa zona com muito ruído, se habituam e conseguem dormir com o barulho...

nevertheless, esse fenómeno fascina-me, é que estou programada de tal forma que já chegou ao ponto de eu adormecer no autocarro, enquanto oiço música no mp3, estar num sono relativamente profundo - a sonhar e tudo - e acordo sempre que começa essa música...

hmmm ... :D

3 de maio de 2011

' Sonhos lúcidos.



E terem a noção de quando estão a sonhar? E estarem perfeitamente acordados, mas a sonhar?

Isto é completamente assustador... mas muito giro.

Às vezes (muitas vezes) estou acordada, mas o meu corpo está a dormir, resultado, fico paralisada e não me consigo mexer durante uns bons minutos. Para mim mesma, estou a pensar e a fazer uma enorme força para acordar, para abrir os olhos, mas não consigo! Pior, quando isto acontece, geralmente, é acompanhado de um sonho, e eu estou no sonho, aliás, metade no sonho, metade acordada, sei perfeitamente que estou acordada, estou perfeitamente consciente, quero mover-me, quero acordar, quero sair do sonho, e NÃO CONSIGO. Esta é a parte mal de estar semi-consciente durante o sono. Mas, por outro lado, podemos ter sonhos lúcidos... e é óptimo!

Desde que vi o Inception tenho mais a noção de quando estou a sonhar. Dou por mim, mesmo a sonhar, e a pensar para mim mesma "isto é um sonho" - porque nunca sei como fui lá parar e porque normalmente é tudo completamente absurdo. muitas vezes oiço outras pessoas a contarem-me os seus sonhos e, apesar de serem cenários altamente oníricos, são sempre coisas que têm um curso de tempo e de acontecimentos mais ou menos lógico. mas os meus não. os meus sonhos são tão estapafúrdios que é fácil de perceber que estou a sonhar. e quando quero "conferir" que realmente estou num sonho, invento um espelho qualquer (sim, que nos sonhos é só pensar e aparece) e vejo-me nele, mas não aparece a minha imagem, aparece sempre enevoada, aí sei que estou a sonhar (porque nunca me vejo a mim própria nos sonhos).

Na noite que vi o Inception (pt: A Origem), fiquei tão "blown away" que fui à net procurar coisas sobre sonhos. Uma das técnicas que li para sabermos que estamos a sonhar é pensar, no instante antes de dormir, "vou lembrar-me que estou a sonhar", e muitas vezes consigo. Muitas vezes não consigo, é extremamente difícil!

Mas, quando consigo, é BRUTAL, porque manipulo completamente o jogo. E lembro-me sempre do que sonhei, lembro-me que fui lá parar porque o meu subconsciente assim decidiu, mas que, a partir do momento em que me apercebi de que estava a sonhar, quem controlou tudo a seguir fui eu.

Na maioria das vezes em que ganho uma certa consciência de que estou a sonhar, consigo manipular o sonho a meu bel-prazer. voo, flutuo, vou para onde quiser, faço o que quiser.
Noutras vezes, corre mal eu ter a consciência de que estou a sonhar, quero fazer algo no sonho e não consigo... por exemplo, num sonho que tive, estava num quarto de hotel e estavam a revistar as minhas malas porque desconfiavam que eu tinha roubado algo. eu estava sentada na cama, e na parede ao lado tinha uma janela que dava para outro quarto, onde estava um gajo e uma gaja a fazerem sexo e eu decidi ir para esse quarto. quando estava no corredor, é que me apercebi que estava a sonhar. o corredor estava totalmente escuro e eu estava a flutuar, não a andar, como se não houvesse gravidade. quando me apercebi que estava a sonhar, já não consegui encontrar o quarto que queria -.-'

Mas, a sério... é BRUTAL ter consciência de que estamos a sonhar e manipular a coisa... já para não falar que, quando consigo ter esta consciência de que estou a sonhar (o que nem sempre acontece, apesar de tudo) é sempre óptimo poder realizar: sonhos, fantasias, desejos, magias, histórias, vinganças, coisas que não poderia fazer na realidade...tudo o que eu quiser. e é como se tivesse a viver tudo isso na realidade, pois é intenso, é muito real, é como se tivesse numa realidade paralela, uma realidade que eu crio, tenho mesmo as sensações físicas que teria se acontecesse na realidade, algo que é impossível se imaginarmos apenas, quando acordados.
wow! wow! wow!!
já aquela coisa de estar acordada e não conseguir mover-me ou abrir os olhos, só conseguir respirar, já é um bocado agoniante. é como ter um ataque de pânico e não poder fazer nada nem chamar ajuda!

1 de maio de 2011

' O Principezinho.


Um livro que, dizem, tem de se ler várias vezes ao longo da vida. Para relembrar de que as coisas essenciais são invisíveis aos olhos e de que, em "crescidos", nos esquecemos das melhores coisas do mundo, as que são vistas pelas crianças de uma forma totalmente diferente. É sempre bom para recuperar a essência pura e infantil - nunca perdida, mas bem escondida - dentro de nós. Para além disso, de cada vez que se lê, lê-se sempre com uma perspectiva completamente diferente, conforme a fase em que estejamos na vida.

Eu li uma vez quando era miúda, detestei, porque para além de não gostar nada de ler nessa altura - e como as coisas mudam, hoje amo ler! - (os meus pais obrigaram-me a ler isso), não percebi grande coisa da história, claro.

Estou agora a ler pela 2ª vez, com 21 anos. E, a cada página, me delicio e me dá vontade de sorrir e chorar ao mesmo tempo.

É lindo. É delcioso. E é tão lindo e delicioso que eu tenho "medo", ou pena, que acabe. É tão pequeno e lê-se num só dia, mas eu ando a esticá-lo durante o maior tempo possível. Releio montes de vezes só para não passar de página. Não quero que acabe! E estou mesmo a ver que, no fim, vou chorar. Eu choro sempre no fim dos livros, quando eles me tocam mesmo a sério.

"Quando nos deixamos cativar, é certo e sabido que algum dia alguma coisa nos há-de fazer chorar."

29 de abril de 2011

"Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos.


Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler dentro da mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas.


Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira por cima, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.


Oferece-lhe outra chávena de café com leite.


Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entende que, se ela disser ter percebido o Ulisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.


É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal e em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua.


Ela tem de arriscar, de alguma maneira.


Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Nunca será o fim do mundo.


Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois.


Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Excepto na saga Crepúsculo.

Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.


Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.


Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas.


Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.


Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve."



Texto de Rosemary Urquico

Encontrado aqui: O Jardim Assombrado (http://ojardimassombrado.blogspot.com//), através do Bibliotecário de Babel.


"Só" um dos melhores textos que eu já li.
E apesar de eu adorar ler, de sentir os livros, as folhas e o cheiro delas, de ter listas com livros que quero ler, de andar sempre com um na mala, de chorar agarrada ao livro quanto tem um final infeliz quando me apeguei às personagens (ainda me lembro de como me caiu uma lágrima do olho quando, no fim de "A Viagem do Elefante" de Saramago, o Elefante Salmoão morreu e eu gostava tanto dele como se fosse o meu elefante de estimação), de adorar bibliotecas e esquecer-me de tomar o café porque estou a ler, e entrar noutro mundo quando leio, gostava de ser ainda mais a rapariga desse texto...

16 de abril de 2011

' 15 MESES.



Tu podes não ser o primeiro dela, nem o último, nem o único. Ela já amou antes, pode voltar a amar. Mas se ela te ama agora, que mais te importa?

Ela não é perfeita, muito menos tu, e se calhar vocês nunca serão perfeitos juntos, mas se ela te faz sorrir, se te fizer pensar duas vezes, que admita que o ser humano erra, agarra-a bem e dá-lhe tudo o que puderes.

Ela até pode não estar a pensar em ti a cada segundo, mas ela vai dar uma parte de si, mesmo sabendo que lhe podes partir o coração.

Por isso, não a magoes, não a moldes, não a julgues, não esperes mais do que aquilo que ela te poderá dar. Sorri quando ela te fizer feliz, mostra-lhe quando ela te deixar zangado… e sente a falta dela quando ela não estiver ao teu lado.

Carta do Bruno para "ele mesmo" em relação a mim.
Que mais posso eu dizer?

14 de abril de 2011

' Acontece:

há 5 horas atrás, eu tinha um ensaio de 4000 palavras para escrever, tinha 500 escritas e poucas ideias para mais; agora, eu tenho já 3754 palavras e ainda não escrevi metade do que queria. shit!

    em compensação, está a ficar fantástico, estou a adorar fazer isto, acho que depois de imprimir vou emoldurar! lol.

ando com muita energia, hoje já fiz, como se costuma dizer, "30 por uma linha", e este trabalho estava a assombrar-me há semanas mas agora estou tão entusiasmada que acho que vou acabá-lo esta noite!...

8 de abril de 2011

' AMESTERDÃO.

Eu vou!


Sim! Eu VOU!

Em Setembro. Candidatei-me para Leiden - uma cidade muitooo pequenina na Holanda - mas fiquei colocada em Amesterdão... AINDA BEM!

EU VOU!

Ainda nem acredito: EU VOU.

Sim, metam a Cláudia na cidade onde as drogas leves são legais.

Acho que fazem muito bem! =P

Amo a pessoa que inventou o programa de mobilidade Erasmus.

Pronto.

Eu vou. Eu tenho de ir.

Entretanto, descobri esta relíquia:



WOW. É mesmo o meu tipo de música.

1 de abril de 2011

' Se eu estiver cá quando o mundo acabar,


quero assistir ao espectáculo a ouvir esta música.

27 de março de 2011

' Agora já posso dizer

(aos meus filhos e, espero, aos meus netos)
que vivi numa geração em que (desde que nasci) o governo caiu umas 5 vezes, mas esta última foi a pior de todas.

6 de março de 2011

' Eu e as listas, as listas e eu.



"OK, eu confesso. Sou uma fazedora de listas compulsiva. E não faço apenas listas das coisas que vou fazer. Faço das coisas que já fiz. Faço listas dos livros que li, dos filmes que vi, das mercearias que preciso, dos recados quotidianos,dos objectivos de vida e dos sonhos a alcançar, das estratégias financeiras, dos telefonemas que preciso fazer, dos projectos de trabalho e até mesmo listas de viagens que gostava de fazer e sítios a visitar." (in Selecções Reader's Digest, edição Janeiro/2011).

Nunca li nada que me caracterizasse tão bem.

Eu sou a rainha das listas: tenho listas de TUDO, e tenho listas a lembrar-me que tenho listas, algo como escrito numa lista "fazer compras: o que está na lista".

Tenho um código de cores muito específico e rigorosamente cumprido, e tenho um sistema de classificação: as setas, os hífens e os pontos; os pontos maiores e os pontos mais pequenos. Setas e subsetas, hífens e subhífens, pontos e subpontos, e subpontos de subpontos.

Quem olha para as minhas listas, acha confuso, mas eu tenho já uma estrutura mental tal que só de olhar para as cores e para a posição do item, sem precisar de ler, sei o que é, a que domínimo pertence (social, familiar, de saúde, escolar, profissional...), e qual a prioridade da coisa. É uma espécie de base de dados, com um motor de busca, mental. Todos os dias faço listas diárias (os tais subpontinhos mais pequenos, que são subpontos de pontos, por sua vez pontos de hífens, hífens de setas, numa hierarquia bem definida, gosto de decompor e esmiuçar tudo o que tenho que fazer em passos muito pequenos, exequíveis todos os dias), todas as semanas semanais, todos os meses mensais, até anuais eu tenho listas, e, por fim, para a vida inteira.

O melhor de tudo isto é chegar ao fim do dia e colocar um "checked" nos pontos para esse dia, chegar ao fim da semana e saber o que fiz e o que deixei inacabado, e no fim do mês verificar se fiz tudo aquilo a que me propus nesse mês.

Como sou extremamente organizada e obstinada e motivada, acabo por constatar que sim, que fiz tudo.

Graças às listas.

Que a memória, essa, a minha não é das melhores. Mas, nas listas, sou a maior. Já tinha reiterado esse ponto?

Muaah @

27 de fevereiro de 2011

' The four of us.



I had a really nice extended weekend, starting on Thursday.

A friend of Alex, Jan - who I just absolutely loved - was here in Portugal. We went out a lot, had quite a good time, lots of fun, lots of weed, lots of drinking. Today I feel great, after all friendship is everything when you're down, and now I'm actually remembering, I was pretty sad and down on Thursday, just had a really bad day.

Jan is a really great person, I actually already miss him (he left this morning), because it's really rare nowadays to meet such a nice person. In just 3/4 days I bounded with him in such a way I don't usually do (usually, I get some time to bound with someone like really closely), had a really great time, but most of all, learn a lot from him. The best of him is that I felt likeI could be just like myself, and he wouldn't judge me, like most of people do (yes, I get to be judged quite a lot). He is a true gentleman, a tolerant person, so sweet that me and Vera just felt like hugging him all the time (and we did!). Can't forget how a considerate person he was, how we always listened to you without interrupting (I hate when people don't know how to listen to other people, Jan was the opposite of that), how he took care of me when we got home totally drunk and I was totally in some other world, and he made me toasts with butter and a limonade, and stayed up with me until I was abe to go to sleep. I never forget, no matter how drunk I am, the good stuff people do for me.

When he left, 6 am this morning, me and Vera almost cried. I hate farewells and this one was really difficult, because I was liking him so much. He left, with Alex that took him to the airport, and me and Vera just sat down on the couch, feeling like "saudade" - a word we taugh to Jan that only exists in Portuguese and that, I believe, has more intensity to it than just an "I miss you" - talking about how we both got along so well with him, and how it is possible that there exists such a good person in the planet, and even trying to find some bad thing about him... we couldn't, we could only find good stuff (maybe we needed a little more time with him to find the bad stuff everyone has). - but why are we always, always, trying to find bad stuff about people? isn't the good enough? maybe it was better this way, I'll remember him only for the best things he had. I love, and prefer a million times, to see the good stuff about people instead of just the bad.

Well, what more can I say? I could go on and on, tell what we did - besides fun fun fun - tell how my english is close to perfect now (my accent in english was really bad, but once Jan is german, that was the only language we could comunicate, so I'm literally talking and thinking in english for 4 days now, it is actually hard now to make a switch from english to portuguese everytime I want to talk back in portuguese), how we talked about so many things, how we laughed and laughed and laughed...

...but that wouldn't be worth it.

All I can say is this was one of the best extended weekends I've ever had, I needed to relax and go out and forget about stupid things and stupid people that really bothers me in the everyday-life, and I sure got it. (tomorrow it's the same, when I have these kind of days-far-away-from-everything-and-from-routine is horrible, HORRIBLE! to get back and meet again, one more time, the same people, have the same conversations, at the same places, doing the same stuff).

Today? I'm hangover, I'm tired, I'm sick, my stomach is sick, everything about my body is sick, I've been sleeping all day and still I could sleep for like 12 more hours, I wasn't even able to get out of Vera's house yet, guess this is the way of my body telling me "Please, stop!!", but it was so worth it.

Thank you Jan, Vera and Alex.

Can't stop thinking how it would be just great to live with these three, we just get along so perfectly.

24 de fevereiro de 2011