Amo-o.
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16 de maio de 2011
16 de abril de 2011
' 15 MESES.
Tu podes não ser o primeiro dela, nem o último, nem o único. Ela já amou antes, pode voltar a amar. Mas se ela te ama agora, que mais te importa?
Ela não é perfeita, muito menos tu, e se calhar vocês nunca serão perfeitos juntos, mas se ela te faz sorrir, se te fizer pensar duas vezes, que admita que o ser humano erra, agarra-a bem e dá-lhe tudo o que puderes.
Ela até pode não estar a pensar em ti a cada segundo, mas ela vai dar uma parte de si, mesmo sabendo que lhe podes partir o coração.
Por isso, não a magoes, não a moldes, não a julgues, não esperes mais do que aquilo que ela te poderá dar. Sorri quando ela te fizer feliz, mostra-lhe quando ela te deixar zangado… e sente a falta dela quando ela não estiver ao teu lado.
Carta do Bruno para "ele mesmo" em relação a mim.
Que mais posso eu dizer?
23 de fevereiro de 2011
' Sou tão chorona.
Detesto esta música. Acho do mais lamechas e cliché que há. a letra está querida, mas detesto a música, não faz nada o meu género.
Mas desatei a chorar, baba e ranho, quando o Bruno pôs esta música e me convidou para dançar, só pelo olhar dele, por uns segundos que me pareceram longos minutos.
Foi um olhar tão lindo e tão intenso, um dos mais intensos que alguma vez vi, uma das formas mais apaixonadas que alguma vez me olharam... como se conseguisse ver a alma dele directamente. cheia de amor.
senti-me amada, protegida, em paz, e uma onda de felicidade e tranquilidade imensa, inexplicável...
senti-me amada, protegida, em paz, e uma onda de felicidade e tranquilidade imensa, inexplicável...
Isto é tão lamechas, mas... só senti um aperto bom no coração, e as lágrimas a virem, e só baixei a cabeça, desatei a chorar, em silêncio, ele deu conta, levantou-me a cabeça, perguntou o que eu tinha, a música acabou, e eu desatei a rir à gargalhada da minha figura de parva... e só disse "emocionei-me!!!!!".
Foi tão comovente.
A música ideal para esse momento tinha sido Bound To You, sem dúvida. Dramática, intensa, angustiante, comovente... tudo o que senti! depois ele levou-me a dançar novamente com esta música, mas já não chorei, o primeiro momento foi daqueles mesmo espontâneos e que dificilmente se repete, muito menos se for "combinado".
Really? Eu chorei por aquilo? sou uma chorona do pior. mas, em minha defesa, foi um olhar mesmo mesmo mesmo comovente... parecia cena de filme.
16 de fevereiro de 2011
' Um dia ainda havemos de ter um pomar inteiro.
No fim de cada ano eu releio sempre as minhas agendas desse ano. (tenho muito a mania das agendas, e das listinhas, e das listinhas a relembrar que tenho uma listinha, faço tudo o que escrevo e escrevo tudo o que faço, é uma espécie de diário, com um compartimento especial para os talõezinhos sem importância daquele dia muito importante, e um código de cores para cada coisa: cor-de-rosa para coisas sociais; verde para coisas pessoais (como médicos, quando comprar a pílula, quando iniciar a pílula, etc.), vermelho para obrigações, cor-de-laranja para coisas da faculdade, amarelo (marcador) para o trabalho, etc. etc.).
Estive o tempo todo a sorrir quando, no dia 31, peguei na minha agenda de 2010 e a revi toda. Nem os maus momentos (devidamente acompanhados de um ":(" ) me fizeram ficar mais triste.
O que quase me levou às lágrimas de emoção foi algo que o Bruno fez durante todo o ano e eu nunca tinha reparado: todos os dias 16 (dia do nosso aniversário) ele fez um desenho ao lado de "X MESES COM BRUNO :)". No primeiro mês, uma semente debaixo da terra; no quarto mês, a semente a tornar-se numa planta; no 6ª mês, período de chuvas, com direito a uma nuvenzinha e tudo; no 8º mês, um sol resplandecente; no fim de tudo, a semente, que tinha crescido para uma planta, era agora uma árvore.
Eu NUNCA ao longo de todo o ano tinha reparado naquilo. Eu reconheci o desenho dele, porque ele tem uma forma muito particular de desenhar (e desenha BEM, MUITO BEM), ele confessou-me que todos os dias 16 sempre que apanhava a minha agenda "a jeitos", sem eu perceber, deixava lá a marquinha. O engraçado é que ele fazia isso porque sim, não fazia questão de me mostrar, de me dizer "olha o que fiz", ele simplesmente foi fazendo, ficou 1 ano à espera que eu descobrisse sozinha, correndo o risco até que eu nunca viesse a descobrir.
Achei lindo de uma forma simples, achei poético, achei inteligente, achei genial, mas sobretudo achei criativo, achei tudo de bom, uma das melhores coisas que já me deram numa relação e que nunca vou esquecer.
O que eu lhe posso dizer, agora, é: acredita, uma árvore vai se transformar em duas, duas árvores em três, três em quatro, até termos um pomar inteiro.
Ainda me perguntam porque é que eu o AMO?! Eu pergunto, como é que eu não hei-de amá-lo. Pode ter muitos defeitos (e tem-nos), mas depois faz estas pequenas coisas... :) aquilo do trabalho irrita-me profundamente porque detesto pessoas preguiçosas e sem ambição, mas por enquanto, enquanto isso não me afecta em termos reais, prefiro aproveitar o namorado fantástico que tenho, que me recebe em casa quando chego cansada de trabalho&escola com um jantar e um chá, e me descalça e me põe as pantufas, e me empresta o portátil porque o meu foi para arranjar, e que neste preciso momento me está a preparar outro jantar. Não podia pedir mais nada [e eu espanco-o durante a noite, lol].
(hoje fazemos) 1 ANO & 1 MÊS.
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14 de fevereiro de 2011
' O nosso "segredo".
Vendo a minha própria relação "de fora", consigo ver que temos uma óptima dinâmica. Todo o mundo que nos conhece diz o mesmo. Aliás, a mim já me chegaram mesmo a dizer que somos "um casal legalize" (amei a expressão).
Porque somos tão diferentes (a sério, mesmo muito, se eu sou dia ele é noite, se eu sou jazz ele é metal, se eu sou fogo com terra ele é qualquer coisa como ar misturado com água), e porque nos damos tão bem. E, sobretudo como é que eu me estou a aguentar tão bem numa relação quando sempre me dei mal com elas no passado, e, melhor ainda, como é que o Bruno, sendo como é, com as ideias que tem, consegue adaptar-se a mim, sendo como sou e com as ideias que tenho, e vice-versa.
À partida, quem nos conhecesse separadamente, NUNCA diria que iríamos dar-nos tão bem.
Mas nós temos um segredo.
Aceitação.
Nós aceitamo-nos mutuamente de uma forma tão natural como nunca na vida eu vi em nenhuma relação, inclusivé relações em que eu já estive inserida.
Isto pode parecer simples, básico e até um lugar-comum, mas para mim é algo raro, difícil de encontrar, e por isso precioso, muito bom, alguém assim, como ele.
Porque eu sou maluca. Sim, sou. Eu tenho ideias malucas. É difícil para alguém com uma mente mais fechada não me conhecer sem me julgar. São raras as pessoas na minha vida que eu sei que não me julgam de forma alguma. Sou daquele tipo de pessoa que ou se adora ou se odeia - se me conhecerem o suficiente. Se só me conhecerem à superfície, talvez fiquem indiferentes. Mas, once you know me, you get to jugde me. Já estou habituada e, sinceramente, pouco me incomoda. sempre adorei e sempre me ri imenso ao ouvir boatos sobre mim. antes ser mal falada do que não ser falada de todo. sou extremamente egocêntrica nesse aspecto.
Quem me conhece o suficiente/há algum tempo, ou até mesmo quem lê o meu blog desde há 2 anos para cá, sabe que a minha forma de pensar no que toca a relações amorosas/passionais é completamente oposta à forma de pensar da maioria das pessoas (aliás, é basicamente no que toca a "tudo", mas nisso é ainda mais extremo). Eu sou a favor das relações abertas; de práticas como orgias e swing; eu tenho 1564866 fantasias impossíveis de realizar ou de deixar alguém com o queixo caído. Para além disso, eu sou demasiado sincera. Eu digo logo tudo frontalmente. Eu digo abertamente: eu era capaz de trair; e por isso, era perfeitamente capaz de perdoar uma traição (isto não quer dizer que vá acontecer). Eu sou capaz de apreciar o corpo de um rapaz e de uma rapariga (sim, que sou uma bi-curiosa à espera para satisfazer a minha curiosidade) à frente dele, e de dizer o que eu faria com ele/a, à frente do meu NAMORADO.
Obviously, a maioria dos namorados mandavam-me dar uma curva, e já me mandaram por estas mesmas razões. Sou demasiado liberal, sou demasiado out of the box, demais para aguentar. Não tenho quaisquer tabus nem nada que não queira experimentar e nada acerca disso é secreto. Mas os meus namorados nunca souberam lidar bem com isso. Ainda hoje um ex me diz, por exemplo, que uma das razões porque acabou comigo foi por eu ter-lhe dito que era capaz de perdoar uma traição (e daí ele inferiu que eu ía traí-lo). Basicamente, já acabaram comigo por eu ser um livro aberto. Mas não aprendi com o "erro". Só esperei que a pessoa acertada para mim aparecesse.
A cena com o Bruno é que ele está ok com isso. Ele simplesmente não faz cenas. Não quer dizer que ele não se importe comigo ou que não goste de mim, porque eu sei que ele gosta muito. Quer apenas dizer que ele soube ver-me com olhos de ver e soube aceitar todo o pacote, não só metade nem só o que lhe convinha! Ele não quer aquela namorada púdica, falsa moralista que se arma em inocente. Ele quer alguém que seja assim, um livro aberto como eu. Ao ponto de eu ter recebido uma proposta indecente para uma passagem de ano a dois no Algarve e eu ter contado tudo isso ao Bruno, todos os pormenores. Se calhar a maioria das gajas ou não falava sequer no assunto, ou dizia que ia com umas amigas e enfim... mas eu não. eu apostei na comunicação e na sinceridade, aliás, defeito de fábrica meu (por vezes pode ser mau). O que é que o Bruno fez? Mostrou tristeza e reticência, claro. E, no fim, disse "se quiseres podes ir, amor. Não te quero prender a nada. Tenho medo de como me vou sentir quando voltares e eu souber que fizeste sexo com ele, provavelmente vou sentir-me muito magoado, mas prefiro que faças isso e não te perder, do que estragar a nossa relação por te proibir de algo, porque eu gosto demasiado de ti para te perder". Todo um discurso à volta disso. Eu não fui. Vou ser sincera: se ele me tivesse "proibido", talvez eu tivesse ido. Porque eu não gosto que me ponham imposições, sejam namorados ou não. Porque eu sou assim. Eu consigo separar sexo de emoções, e naquele caso seria apenas, apenas e só, sexo (para mim), com alguém por quem eu me sinto fisicamente - e só fisicamente - atraída. Mas não. Ele pôs-me tão à vontade que eu perdi a vontade de ir. Sinceramente, ele não merecia sequer que eu o magoasse assim. A aceitação pode ser muita, mas eu também não quero ser abusadora a esse ponto.
Ou seja. A nossa relação é toda ela baseada na confiança, comunicação e sinceridade. O que se torna num ciclo vicioso: eu sou tão, tão, tão sincera com ele, que ele já sabe que pode contar com isso, e já sabe que nunca lhe esconderia nada importante; por saber disso, ele confia em mim, porque sabe que não escondo nada; e eu, por sentir essa confiança da parte dele, perco a vontade de fazer algo de errado, como trair, ou de esconder coisas. O fruto proibido deixa de ser o mais apetecido, porque deixa de ser proibido.
Bottom line is... temos uma dinâmica relacional extremamente saudável. Tanto podemos falar abertamente em traições e comentar um com o outro que "temos que ir àquele bar onde fazem orgias em Melbourne" ao vermos o "69 coisas sexy's para fazer antes de morrer" na Sic Radical, como podemos imaginar-nos velhinhos com 80 anos em casa a fazer malha.
Tenho aquela sensação - e certeza - de que posso falar de absolutamente tudo com ele: ele não se vai assustar se eu falar em casamento, ele não se vai assustar se eu falar em filhos, ele não se vai assustar se eu falar que X Y ou Z me quer levar p'ra cama, ou se eu falar que quero fazer swing, por exemplo. Ele não se vai assustar com nada porque ele aceitou todo o pacote que eu trago, todos os devaneios e as ideias loucas e a imprevisibilidade. ele já está à espera que tudo saia da minha boca.
Nunca tive nada assim na vida, aliás, nunca vi nada assim na vida (só na televisão), não quero, de forma nenhuma, perdê-lo.
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8 de fevereiro de 2011
' Decisões II
Hoje acordei com energia, há muito tempo que não acordava com tanta vontade de sair da cama e viver a vida, mas sobretudo conquistá-la, sei que sou capaz e tenho vontade disso. Ontem à noite chorei até adormecer, mas foi a última vez. Ninguém merece as minhas lágrimas, por muito amor, confiança, respeito e consideração que eu tenha por essa pessoa.
Hoje senti-me particularmente confiante. Senti-me mais alta, mais magra, mais sexy, mais gira. Trabalhei um pouco de manhã, fiquei nas mesas da frente em todas as aulas, estou determinada a estar com atenção, acompanhar tudo desde o início e ter boas notas.
Precisava de conduzir, é uma das coisas que me liberta para além de escrever, e hoje a minha mãe deixou-me ir a conduzir até à faculdade, e disse-me "se gostares de Holanda enquanto estiveres em Erasmus, eu mudo-me para lá e ficamos lá a viver", soube-me bem ouvir isso, estou farta de Portugal, sinto que o meu futuro está lá fora. Mesmo que volte para Portugal depois disso, um dia hei-de sair for good.
Decidi que não quero mais ficar chateada e preocupada com ele, ele que faça o que quiser da vida, as escolhas são dele. Hoje tinha muitas saudades dele, ele foi a minha casa, enquanto fazíamos as pazes só pensava, Não quero abdicar destes momentos, se tenho coisas tão boas com ele porque hei-de estar a preocupar-me com um futuro que não é meu, só me faz ficar com rugas e eu devo morrer cedo. Se ele quiser faz, senão não faz, estou farta de ser mãe do meu namorado, vou começar a pensar mais no meu futuro e não num "nosso" que nem sequer sei se existe. Gosto muito dele, mas primeiro venho eu, e porra, não vou deixar que um GAJO estrague a boa auto-estima que sempre tive. Este namoro é fantástico e tenho coisas que nunca tive, por isso, por agora, vou aproveitar, se no futuro dá ou não dá, logo se vê, "deixemos para amanhã o que ao dia de amanhã pertence", já dizia o meu génio José Saramago.
Para a semana, no máximo, vou inscrever-me na natação, estou decidida a mudar o meu estilo de vida sedentária.
Estou decidida a mudar esta merda toda, sem que nada me impeça, e muito menos, a atitude de alguém que não vê nem quer ver que só se está a prejudicar a si mesmo.
E hoje, porque precisava de me distrair, tenho cá as pessoas que sempre me apoiaram em tudo e tenho a certeza que sempre o irão fazer. Um gigante Obrigada a todos eles.
Muaah @
7 de fevereiro de 2011
' Decisões.
Devido aos últimos acontecimentos, hoje fiz mais ou menos um plano geral dos meus planos a longo-prazo para os próximos dois anos (e qualquer coisa, uns meses). Afinal, eu preciso dar um jeito na minha vida!
TRABALHAR (part-time que já arranjei) + AULAS (2º ano Licenciatura, que já começaram) - juntar dinheiro (de hoje até Julho/Agosto 2011) --> ERASMUS em HOLANDA (Setembro 2011) --> voltar a Portugal (Janeiro/Fevereiro de 2012): AULAS (3º ano Licenciatura) + TRABALHAR (o mesmo part-time, ou outro) - juntar dinheiro/repôr os estragos financeiros do Erasmus --> COMPRAR UM CARRO em 2ª mão com meu dinheiro (por volta do Verão de 2012) --> TRABALHAR MAIS + Acabar LICENCIATURA Psicologia (já decidi que vou tirar um ano extra para cadeiras que vou deixando em atraso e que de certeza que vou deixar em Erasmus, um ano a mais não me faz confusão e ainda me dá mais tempo para pensar no que quero realmente, que ainda não tenho a certeza) (portanto, até ao fim do ano lectivo de 12/13, em 2013) --> TRABALHAR + MUDAR-ME PARA CASA DA VERA (sempre quis partilhar casa com uma amiga, a Vera é a ideal (ela concorda), mas claro que isto só para daqui a coisa de ano e meio). Nessa altura já vou ter 23 anos. E eu que já me sinto velha e ainda não fiz os 21.
Mas claro que há um plano B: caso não seja colocada em Erasmus este ano, saltar essa etapa e fazer tudo o que está planeado para depois disso, e candidatar-me depois no último ano de Licenciatura.
Para além desses planos gerais, também decidi coisinhas mais pequenas, como por exemplo, vou começar a fazer exercício físico, não que queira emagrecer, porque adoro o meu corpo como ele é, mas sim por uma questão de saúde. Por isso queria inscrever-me em aulas de natação, e natação porquê? porque não me faz suar, e uma das razões por que eu detesto desporto/exercício é mesmo por isso, porque detesto sentir-me nanhosa cheia de suor.
TENHO UM MUNDO PARA CONQUISTAR!... não quero ficar para sempre na casa da mamã e a ter de pedir 15 euros todos os meses para comprar o passe do autocarro. estou muito farta disso. E também estou farta que ponham em causa e/ou contestem as minhas decisões e opções, ou que me digam o que "devia fazer". O que devia fazer só eu sei.
Quanto ao assunto de baixo, estou a dar-lhe o Silent Treatment e não falo com ele, não atendo as chamadas, não respondo às sms's. Para ver se é desta que ele acorda e que eu vou fazer pela minha vida, se ele não quiser fazer pela dele... eu tenho de continuar, acompanhada ou sozinha, no fim das contas a única pessoa com quem posso contar verdadeiramente é comigo mesma. Preferia acompanhada, por ele, claro, gosto tanto dele!... Mas não acredito em "amor e uma cabana", sinceramente, o amor não chega. Hoje vi que ele se inscreveu nalgumas cenas, mas vê-se logo que nem sequer leu: inscreveu-se para coisas na Venda do Pinheiro e em sítios que nem sequer ficam em Lisboa nem perto de onde ele mora. ele fez isso por causa do meu Silent Treatment, não porque quis realmente, não porque esteja realmente interessado, nem sequer leu a oferta. Não gosto de ser a má da fita, por isso vou lavar as minhas mãos desse assunto. O que quer que aconteça agora está nas mãos dele.
Mas também me sinto com vontade de mudar a MERDA DE VIDA QUE TENHO TIDO. Ele tem sido a minha felicidade em quase tudo, mas e agora, que quero evoluir na vida? Não posso ficar presa a uma pessoa que não quer evoluir comigo. Até podia deixar andar, que é o que vou fazer por agora, e para de me preocupar com coisas que não é suposto ser EU a preocupar-me, mas estou numa fase em que não consigo deixar de pensar no meu futuro. Sinto-me triste mas com energia.
E se eu não começar a pensar na minha vida e a começar a construi-la AGORA, quando será?
Já não sou nenhuma criança e está na altura de tomar algumas decisões a sério, parar de ver a vida a passar-me ao lado e começar a vivê-la.
(mas queria vivê-la com ele... sou uma romântica incurável, não dá para mudar isso, o coração ganha sempre à razão).
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a vidinha..,
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desabafos...,
isto mata-me,
reflexão,
sobre mim
6 de fevereiro de 2011
' How can I deal with this?
O Bruno é o namorado mais impecável que a Cláudia alguma vez teve e possivelmente irá ter. Trata-a como uma princesa, faz tudo o que ela quer (e que acha razoável), nunca a deixa na mão, dá-lhe atenção q.b., não a troca pelos amigos (been there, done that), aceita-a como ela é, com o seu passado, e os seus defeitos, e as suas ideias malucas (been there, done that), nunca se esquece dela (been there, done that)... enquanto namorado, no Bruno, a Cláudia não podia pedir absolutamente mais nada!
Só que o Bruno também é preguiçoso e falta-lhe muita ambição. Não faz nada e também não parece querer fazer. É muito "deixa andar", não tem sonhos, não quer nada out of life, não se esforça para nada. O Bruno está à procura de trabalho há 5 ou 6 meses, depois de ter chumbado o ano e ter ficado com o 12º incompleto porque "não gostava de estudar" e porque era demasiado preguiçoso para se levantar de manhã e ir às aulas. O Bruno não está em posição se ser picuinhas, mas é. Não gosta disto, não gosta daquilo, não quer fazer X, não quer fazer Y, acha que é uma diva e que as pessoas é que precisam dele para trabalhar, e não o contrário, ele não precisa de ninguém para trabalhar. O Bruno fica contente quando entrega 30 curriculos no centro comercial num dia, sente-se realizado, não percebendo que isso não vai valer de nada, e por muito que a Cláudia lhe diga que é mais provável conseguir algo respondendo ao máximo de anúncios pela net, ele ainda tem a lata de dizer "isso não é o meu género, prefiro entregar pessoalmente nas lojas", lá está, ele é demasiado importante, não vai rebaixar-se ao ponto de fazer o que não gosta, pois claro está. O Bruno quase nunca tem dinheiro para ir ter com a Cláudia, sequer. É sempre a Cláudia que paga as coisas ao Bruno, seja para ir ter com ela, seja porque ela está farta de estarem sempre em casa e querer sair, seja para ele ir entregar mais curriculos. A Cláudia inscreveu-o em 26 empresas de trabalho temporário e perdeu um dia inteiro nisto. A Cláudia - com a devida autorização, claro - vai ao email do Bruno todas as noites enviar curriculos para aqueles sites de classificados online. A Cláudia vai com o Bruno às entrevistas, preenche as fichas de inscrição por ele porque "a caligrafia dele é feia" e a dela é bonita, a Cláudia diz como é que o Bruno tem de falar e estar numa entrevista para causar boa impressão. A Cláudia é, basicamente, mãe do Bruno.
Mas a Cláudia não quer ser mãe do Bruno, quer ser apenas e só namorada dele, e sinceramente está a ficar farta dessa situação. A Cláudia não quer ter de se preocupar com o que não tem que se preocupar, melhor, a Cláudia não tem de achar que o facto de sair de casa e conquistar o mundo é mais importante do que o Bruno.
Mas o Bruno continua, na mesma. Recusa trabalhos por causa dos horários, por causa da localização, ou simplesmente porque era num armazém onde implicava ele ter de subir escadotes e ele tem medo das alturas. E, como sabe que eu vou dar-lhe na cabeça por causa disso, esconde sempre essas situaçõezinhas, eu tenho de descobrir por outros meios. E, várias noites, depois da Cláudia estar HORAS em frente ao pc a inscrever o Bruno em ofertas online, quando liga ao Bruno a esclarecer essa situação, ele diz "mas eu faço, eu faço, eu inscrevo-me", mente com todos os dentes que tem na boca. "Não pressiones", diz ele, então a Cláudia resolve então não pressionar para ver se é isso que funciona, semanas depois de não-pressionar, a Cláudia volta ao email do Bruno e vê que ele, que teve todos esses dias de todas essas semanas livres e sem nada para fazer, não se inscreveu numa única oferta, muitas vezes nem sequer abriu o mail, então a Cláudia diz "se eu não te pressionar tu não fazes nada". Ele diz "eu faço", e assim se dizem duas mentiras num espaço de 5 minutos. É tão irritante e frustrante para a Cláudia quando ele diz isso, porque é contrariar o óbvio. É como se lhe perguntassem "de que cor é esta banana", e ele dissesse "é azul".
A Cláudia resolveu não pagar nada da celebração do 1º aniversário de namoro, porque já estava farta de pagar tudo. Na verdade, a Cláudia estava a querer testar o Bruno, a ver se ele assim reagia, se caía em si de uma vez por todas, mas o Bruno não reagiu nada, porque por ele basta-lhe estar com a Cláudia, mesmo que seja uma semana seguida em casa a comer, a foder e a ver televisão, ele só quer estar com a Cláudia, mais nada. A Cláudia resolve, de vez em quando, fazer fita e chorar, até o Bruno prometer que vai mudar, mas nunca muda nada. A Cláudia já chegou ao ponto, e mesmo que lhe doesse mesmo muito, de dizer que ia acabar com o Bruno se ele não mudasse de atitude. Ele não mudou nada. Mas prometeu. Ou mentiu. E a Cláudia não tem coragem de acabar com ele, porque gosta demasiado dele, porque está demasiado apaixonada, porque a vida já não faz sentido sem ele, porque não acha que "trabalho" e "dinheiro" sejam razões válidas para acabar um namoro com todas as coisas óptimas que eles têm, se bem que essas não seriam as razões verdadeiras, mas sim, a grande razão seria "porque eu quero algo da vida que tu não queres e assim não vale a pena investir emocionalmente numa coisa que não vai dar no futuro". A Cláudia está, por assim dizer, cega pelo amor, ou pela paixão, ou o que seja que lhe queiram chamar, a Cláudia prefere continuar porque, de momento, no imediato, este namoro dá-lhe mais vantagens do que desvantagens. Mas a Cláudia também tem momentos de clarividência, como agora, por isso é que está a escrever na 3ª pessoa, a ver-se de fora, a sua figura estúpida e de idiota. Sente muitas vezes que se acomodou por achar que não vai encontrar alguém melhor para ela, e que vai ficar meses a chorar se isto acabar.
O Bruno ouve sempre tudo o que a Cláudia diz, dá-lhe sempre razão, na maioria das vezes calado, nunca contesta, só muito de vez em quando diz que eu estou a tentar mudá-lo. Mas a Cláudia não está a tentar mudá-lo. Ela está apenas preocupada com o futuro dele e, sobretudo, com o nosso, se houver um nosso.
Nesta altura do campeonato, o facto de ele trabalhar ou não não me faz grande diferença. Quero lá saber se ele está a estudar ou a trabalhar na Worten, ou num call-center merdoso. O que me faz diferença, é a atitude. Só a atitude em si. É o eu pensar no futuro e chegar à conclusão que nunca ía funcionar, que eu a uma certa altura iria querer a minha independência, iria querer viver com o meu namorado, iria querer construir a minha vida, mas em vez disso, ía ter uma espécie de filho, que não fazia nada, que ficava o dia todo a ver televisão, que eu ía bancar tudo. O Bruno acha que isto não vai acontecer, mas se ele não mudar de atitude é o que vai acontecer mesmo. E eu não quero ter um filho agora, e não quero ter um namorado que, apesar de fantástico em todos os aspectos que "namoro" implica, me faz pensar demasiadas vezes que ele não é o homem da minha vida e que, se assim é, porque estão então a alimentar uma relação assim. E eu quero estar numa relação em que penso que ele é o homem da minha vida, como muitas vezes já pensei com o Bruno (e muitas vezes ainda penso).
Porque é que eu me sujeito a isto, pergunto eu? Porque eu nunca desisto. Eu nunca desisto de nada. Lá está, uma das grandes diferenças entre nós. Eu não vou desistir enquanto ele não meter na cabeça que tem que deixar de ser mimado e picuinhas e fazer alguma coisa da vida, nem que seja vê-lo a responder a anúncios na net sem eu ter quase de o obrigar. Mas, acima de tudo, porque o amo. Porque gosto mesmo muito dele. Porque quando nos beijamos o mundo pára. Porque o abraço dele é um dos melhores sítios onde posso estar no mundo. Porque não me larga quando eu estou amuada, enquanto eu não sorrio. Porque nunca desiste de mim. Porque mais ninguém iria partir-me os ben-u-rons quando eu estou doente, ou vir para minha casa de propósito quando estou a sentir-me carente, ou acordar-me com uma torre de panquecas com chocolate e morangos, ou acordar durante a noite para me ir buscar coisas se eu pedir. Porque me sinto em segurança, em paz, quando estou com ele. Porque estou muito apaixonada. E a paixão é uma merda quando temos de parar e tentar pensar com alguma objectividade.
Porque é que eu tinha que me apaixonar por alguém que não quer o mesmo que eu da vida?
Faz-me confusão pessoas com esta atitude. "Só" isso. Faz-me confusão e sempre tentei "fugir" delas, o que acontece quando estou apaixonada por alguém assim? Been there, done that também, no passado, e não gostei.
Se há dias em que me apetece ficar com ele para sempre, outros há em que apetece-me espancá-lo, e bater com a cabeça dele contra uma parede, para ver se os parafusos vão todos ao sítio onde deviam estar.
O que é que eu faço? Não sei. E hoje escrevo isto, porque estou muito magoada. Muito mesmo. Estou quase a chegar a um limite.
21 de janeiro de 2011
' Bruno, Bruno...
confesso-te, meu amor:
às vezes apetece-me fugir contigo, só contigo - quando me tratas bem, me fazes surpresas, és a melhor pessoa do mundo em tudo, tratas-me como nunca ninguém me tratou, aceitas-me como nunca ninguém me aceitou, de uma forma natural, sem julgamentos, quando dizes coisas que me põe a pensar, quando fazes um esforço por ter uma conversa inteligente e filosófica comigo;
outras vezes apetece-me espancar-te até não te conseguires mexer mais - quando mostras falta de ambição e de objectivos na vida, quando és preguiçoso e desleixado, quando não dás valor aos meus esforços e à minha preocupação, quando não percebes quando ou o porquê de eu estar triste...
Para a vida, eu quero alguém que me ame, me aceite e me respeite, assim, como tu; quero alguém com quem tenha uma conexão espiritual e com quem eu continue a querer partilhar uma vida, mesmo quando a paixão e a química sexual desaparecerem. Tens tudo. Falta-te... quereres chegar mais longe do que é suposto querer-se. Quero que queiras ir bem longe, comigo.
Para a vida, eu quero alguém que me ame, me aceite e me respeite, assim, como tu; quero alguém com quem tenha uma conexão espiritual e com quem eu continue a querer partilhar uma vida, mesmo quando a paixão e a química sexual desaparecerem. Tens tudo. Falta-te... quereres chegar mais longe do que é suposto querer-se. Quero que queiras ir bem longe, comigo.
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16 de janeiro de 2011
' 1 ANO.
Nunca, never in a million years, pensei chegar ao primeiro ano com ele.
porquê? bem... ao início ele era apenas uma pessoa que me dava bom sexo. o que, devo dizer, se manteve uma constante até agora. no entanto, e não sei bem porquê, todos os meses, acabava por pensar que havia de surgir alguma merda que fizesse com que acabássemos no mês seguinte. sempre no mês seguinte, no mês seguinte, no mês seguinte. quer fosse por não termos gostos comuns em nada (cheguei até mesmo a pensar que a única coisa que teríamos em comum seria o facto de sermos loucos um pelo outro, e nada mais), quer fosse por ele ser preguiçoso e conformado e estar há meses "à procura de trabalho" (detesto pessoas assim, confesso, e ele sabe), quer fosse porque ele não me estimulava intelectualmente, não tínhamos conversas inteligentes, e eu sempre pensei que, para a vida, iria querer alguém que me surpreendesse todos os dias com um pensamento mais profundo.
No início de Janeiro, ele fez-me mudar de opinião em relação a tudo isso. Bastou uma conversa de 3 horas para que eu tivesse uma ideia completamente diferente de todos os defeitos que, para mim, ele tinha.
Agora, já não acho que vamos acabar por acabar no próximo mês. Nem no próximo. Nem no próximo. Nem no próximo.
porquê? bem... ao início ele era apenas uma pessoa que me dava bom sexo. o que, devo dizer, se manteve uma constante até agora. no entanto, e não sei bem porquê, todos os meses, acabava por pensar que havia de surgir alguma merda que fizesse com que acabássemos no mês seguinte. sempre no mês seguinte, no mês seguinte, no mês seguinte. quer fosse por não termos gostos comuns em nada (cheguei até mesmo a pensar que a única coisa que teríamos em comum seria o facto de sermos loucos um pelo outro, e nada mais), quer fosse por ele ser preguiçoso e conformado e estar há meses "à procura de trabalho" (detesto pessoas assim, confesso, e ele sabe), quer fosse porque ele não me estimulava intelectualmente, não tínhamos conversas inteligentes, e eu sempre pensei que, para a vida, iria querer alguém que me surpreendesse todos os dias com um pensamento mais profundo.
No início de Janeiro, ele fez-me mudar de opinião em relação a tudo isso. Bastou uma conversa de 3 horas para que eu tivesse uma ideia completamente diferente de todos os defeitos que, para mim, ele tinha.
Agora, já não acho que vamos acabar por acabar no próximo mês. Nem no próximo. Nem no próximo. Nem no próximo.
At last, my love has come along. Ele chegou há 1 ano. Eu olhei para ele durante 11 meses, mas só o vi com olhos de ver, agora. O essencial é invisível aos olhos.
De resto, ele é a pessoa que mais me tem ajudado nesta minha fase difícil, negra e deprimente. Cuida de mim com extremo carinho, faz-me rir com as coisas mais pequenas e, por momentos, esquecer-me das coisas más que deixo que flutuem pela minha cabeça.
Só tenho um grande Obrigada para ele.
De resto, ele é a pessoa que mais me tem ajudado nesta minha fase difícil, negra e deprimente. Cuida de mim com extremo carinho, faz-me rir com as coisas mais pequenas e, por momentos, esquecer-me das coisas más que deixo que flutuem pela minha cabeça.
Só tenho um grande Obrigada para ele.
25 de dezembro de 2010
' Detesto isto.
Quando ele passa 6 noites em minha casa, e todas as noites tenho alguém que me agarre, ou alguém em quem me agarrar, enquanto durmo, mais quentinha, e depois ele vai embora. de repente a cama fica muito maior, muito mais fria e eu durmo solitária. ando a ficar mal habituada. sempre fui tão independente, e agora dá-me para sentir falta de alguém que durma comigo.
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16 de dezembro de 2010
' 11 MESES.
O que eu mais gosto nele é o sentido de humor. e a capacidade de me fazer rir à gargalhada com as coisas mais pequenas. Há 11 meses. Amo-te.
10 de dezembro de 2010
ele aparece de manhã, faz-me uma surpresa, prepara-me o pequeno-almoço e ainda se oferece para esperar por mim enquanto eu vou às aulas e entregar um trabalho. tenho ou não tenho o melhor namorado do mundo?
adenda ao post anterior: já tenho o álbum da Aurea :D
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5 de dezembro de 2010
' Prefiro o Verão, claro. [II]
Mas também gosto disto.
Lareira acesa, 2 edredons, pijama, meias quentes, luvas, uma panela de chá, e ele.
prefiro o Verão, mas o Inverno também tem coisas boas. especialmente se forem passadas a dois.
16 de novembro de 2010
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