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16 de julho de 2011

' SUPER BOCK SUPER ROCK 15/07/2011.

OH MEU DEUS!!!!!!!!

Assisti ontem a um dos melhores concertos da minha vida... PORTISHEAD.

Valeu bem a pena o STRESS que foi para arranjar bilhetes... por desleixo e deixar para a última da hora, os bilhetes acabaram por esgotar... andei feita maluca a tentar arranjar bilhetes de última hora, e, claro, modéstia à parte, mas eu quando quero consigo, e desta não foi excepção.

Rodrigo Leão foi razoável, muito bom até, mas não tocaram as essenciais... A Mãe, Histórias, Sleepless Heart! Só para citar algumas das que eu estava à espera... mas no geral gostei imenso, adoro Rodrigo Leão, a tristeza e o dramatismo daquela música... Só sei que tive o concerto inteiro com as mãos ao peito a sentir aquela maravilha de música, à espera que eles tocassem a Sleepless Heart/4º Piso, e de repente o concerto acaba - e foi só uma hora, foi tão curto,nem dei pelo tempo a passar - e eu só fiquei mesmo desapontada. Mas enfim.

Um dos melhores momentos do concerto de Rodrigo Leão & Cinema Ensemble foi a Ana Vieira a cantar "Vida tão Estranha"... assim em estúdio não é das minhas músicas favoritas (apesar de gostar, muito), mas ao vivo foi qualquer coisa de... quase fazer chorar.



The Gift simplesmente detesto, odeio a voz da mulher, odeio o estilo, odeio tudo, foi um suplício estar ali a ouvir aquilo... mas valeu a pena o sacrifício, logo a seguir...

.... PORTISHEAD!

As minhas expectativas foram altamente superadas, só gostava de ter gravado mais vídeos... por momentos arrependi-me de não o ter feito, mas pensando melhor, um simples vídeo nunca ia passar a sensação de estar num concerto deles, e eu estava tão "embrenhada" na música, música atrás de música e eu só queria mais, estava mesmo a vibrar, estava no céu, ou noutro mundo, no planeta terra não estava de certeza... para mim, só uma música faltou no concerto deles, a "Ellysium", mas de resto foi brutal, simplesmente, em 5 palavras, bem resumido: QUALQUER COISA DO OUTRO MUNDO.

Um dos melhores momentos em Portishead foi "The Rip"... já conhecia (e adorava) a música e o vídeo, mas ouvir mesmo ao vivo, com este vídeo a passar naqueles ecrãs gigantes, foi qualquer coisa de... a sério, só nesse momento eu percebi a profundidade artística deste vídeo e da música (aconselho a ver em grande):





A seguir, Arcade Fire, não sei como tanta gente vibra com aquilo, eu simplesmente detestei... tão foleiro, nem letras de jeito tinham, metade das músicas eram compostas por "wwooaaahhh", ou "eeeehhh" ou "uuuhhh", like, really?! eu e a Vera estávamos a detestar - ainda por cima depois de ver Portishead, os standards de qualidade musical estavam demasiado altos, não consegui mesmo mesmo gostar minimamente de Arcade Fire - e acabámos por vir embora, e andámos uns bons 20 minutos até conseguir passar a multidão... todo o mundo a VIBRAR com aquilo, nunca tinha visto um concerto tão cheio (também estávamos bastante para a frente, mas mesmo assim), as pessoas a olhar para nós a pensar com aquele ar judgemental "mas tu vais-te embora num concerto dos arcade fire"... juro, nunca vi tanta gente a vibrar assim com uma banda como aquela. Bem, gostos não se discutem (educam-se, ahah), mas Arcade Fire foi algo que eu não consegui compreender de todo... Eu ainda fui com aquele espírito de mente aberta, disposta a entrar no espírito da coisa, mas não deu... detestei, ahhhh!!!!!! (e nunca mais acabava!).

Anyway... toda a noite valeu tão a pena só pelos Portishead... estava nas nuvens, ainda estou nas nuvens, Portishead é simplesmente... genialíssimo.

A companhia foi, definitvamente, a melhor :)




Muaah @

15 de julho de 2011

' This one could be The One #46 - SUPER BOCK SUPER ROCK

Neste momento, estou num dos melhores concertos da minha vida, for sure...

Para aquecer, Rodrigo Leão, e para acabar, os grandes e geniais PORTISHEAD.


(do álbum "Third" deles... sinceramente não gostei muito deste último álbum, adoro, amo, os outros, menos este... mas esta música está brutal).



E esta? Estou há umas 24 horas seguidas com esta música na cabeça... :DD



E, como não podia deixar de ser... A música do Rodrigo Leão que eu gosto mais, definitivamente uma das minhas favoritas de sempre... O "4º piso" é o simples instrumental da "sleepless heart", mas as duas são...fantásticas!

Como estou a escrever isto antes do concerto, digo que estou super ansiosa para ouvir Rodrigo Leão e Portishead ao vivo.

Vamos lá ver se supera as minhas expectativas... eu cá suspeito que vou ter múltiplos orgasmos musicais.

It will for sure!

Muaah @

27 de fevereiro de 2011

' The four of us.



I had a really nice extended weekend, starting on Thursday.

A friend of Alex, Jan - who I just absolutely loved - was here in Portugal. We went out a lot, had quite a good time, lots of fun, lots of weed, lots of drinking. Today I feel great, after all friendship is everything when you're down, and now I'm actually remembering, I was pretty sad and down on Thursday, just had a really bad day.

Jan is a really great person, I actually already miss him (he left this morning), because it's really rare nowadays to meet such a nice person. In just 3/4 days I bounded with him in such a way I don't usually do (usually, I get some time to bound with someone like really closely), had a really great time, but most of all, learn a lot from him. The best of him is that I felt likeI could be just like myself, and he wouldn't judge me, like most of people do (yes, I get to be judged quite a lot). He is a true gentleman, a tolerant person, so sweet that me and Vera just felt like hugging him all the time (and we did!). Can't forget how a considerate person he was, how we always listened to you without interrupting (I hate when people don't know how to listen to other people, Jan was the opposite of that), how he took care of me when we got home totally drunk and I was totally in some other world, and he made me toasts with butter and a limonade, and stayed up with me until I was abe to go to sleep. I never forget, no matter how drunk I am, the good stuff people do for me.

When he left, 6 am this morning, me and Vera almost cried. I hate farewells and this one was really difficult, because I was liking him so much. He left, with Alex that took him to the airport, and me and Vera just sat down on the couch, feeling like "saudade" - a word we taugh to Jan that only exists in Portuguese and that, I believe, has more intensity to it than just an "I miss you" - talking about how we both got along so well with him, and how it is possible that there exists such a good person in the planet, and even trying to find some bad thing about him... we couldn't, we could only find good stuff (maybe we needed a little more time with him to find the bad stuff everyone has). - but why are we always, always, trying to find bad stuff about people? isn't the good enough? maybe it was better this way, I'll remember him only for the best things he had. I love, and prefer a million times, to see the good stuff about people instead of just the bad.

Well, what more can I say? I could go on and on, tell what we did - besides fun fun fun - tell how my english is close to perfect now (my accent in english was really bad, but once Jan is german, that was the only language we could comunicate, so I'm literally talking and thinking in english for 4 days now, it is actually hard now to make a switch from english to portuguese everytime I want to talk back in portuguese), how we talked about so many things, how we laughed and laughed and laughed...

...but that wouldn't be worth it.

All I can say is this was one of the best extended weekends I've ever had, I needed to relax and go out and forget about stupid things and stupid people that really bothers me in the everyday-life, and I sure got it. (tomorrow it's the same, when I have these kind of days-far-away-from-everything-and-from-routine is horrible, HORRIBLE! to get back and meet again, one more time, the same people, have the same conversations, at the same places, doing the same stuff).

Today? I'm hangover, I'm tired, I'm sick, my stomach is sick, everything about my body is sick, I've been sleeping all day and still I could sleep for like 12 more hours, I wasn't even able to get out of Vera's house yet, guess this is the way of my body telling me "Please, stop!!", but it was so worth it.

Thank you Jan, Vera and Alex.

Can't stop thinking how it would be just great to live with these three, we just get along so perfectly.

2 de janeiro de 2011

' A passagem de ano valeu a pena, no mínimo, por ter feito as "pazes" com alguém e não passar de ano com rancores. That's not even really my type.

Reli a agenda de 2010, os melhores momentos escritos a vermelho dentro de um quadrado cor-de-rosa. felizmente, foram muitos.

Assinalei os últimos "checked" e guardei-a na estante.

2010 foi um ano de mudanças, concretizações de sonhos antigos e construção de novos. e sorrisos. muitos sorrisos. foi amazing e tenho bons feelings para 2011.

Agora, INFELIZMENTE, está na hora de recarregar energias, voltar a regular os horários, purificar o meu sangue de todas as substâncias duvidosas, e voltar à vida normal, da qual faz parte um exame já na 2ª feira. :(

Muaah @

28 de dezembro de 2010

' Já não sei se é 2ª ou 3ª feira.

O filme foi um espanto, bla bla bla, não vale a pena repetir-me, já todo o mundo sabe da minha panca pela Christina e dos orgasmos sucessivos no banco do cinema.

Moving on.



Esta noite tive uma das conversas mais memoráveis da minha vida. 12h e ainda não fui à cama.

Estava a precisar de esvaziar a minha alma.

Soube-me pela vida.

Nada mais a dizer.

16 de dezembro de 2010

' 11 MESES.

O que eu mais gosto nele é o sentido de humor. e a capacidade de me fazer rir à gargalhada com as coisas mais pequenas. Há 11 meses. Amo-te.

19 de outubro de 2010

' Há 3 dias que ando a tentar escrever qualquer coisa aqui sobre o convívio que fiz em minha casa no Sábado passado,

mas já desisti da ideia (e quantos já não foram que não dei nem um piu no blog, lol, quem me viu e quem me vê, se dantes escrevia tudo da minha vida aqui, agora...).



não dá para descrever em palavras.

posso apenas dizer que o Alex e a Vera (para além do Bruno) são as únicas pessoas que eu vou levar comigo para o aeroporto no dia em que voar para Paris.

porque são os meus únicos amigos verdadeiros. não aqueles que eu ligo quando não tenho mais nada que fazer (confesso que tenho "amigos" desses, e quem não os tem, parem já de atirar pedras), não aqueles que eu só me dou em determinado local e em determinada situação (exemplo, faculdade), não aqueles que ficam tanto tempo a ganhar pó na agenda telefónica do telemóvel que acabo por apagá-los. são aqueles a quem eu ligo logo se tenho algo para contar, aqueles com quem não se faz contas de quem fumou mais cigarros do maço de quem, aqueles de quem eu não escondo com um lenço um chupão escandaloso no meu pescoço, aqueles que foram ter comigo  e me abraçaram quando eu "amuei" por uma coisa parva e me tranquei no quarto (depois destranquei), aqueles que me dizem quando não tenho razão sem rodeios,  que estou gorda sem rodeios, aqueles a quem eu não levo a mal que me digam determinada coisa. são aqueles para os quais poucos segredos tenho, aqueles com quem me sinto confortável até a chorar (e eu gosto pouco de chorar à frente seja de quem for).

não tenho muitos amigos. tenho bons amigos. menos de uma mão chega. 

"um dia vais voltar". está escrito.

Muaah @

9 de outubro de 2010

' Workshop Legacy.

Foi uma experiência fantástica.




4 modalidades - Contemporâneo, Jazz, Lyrical & Hip-Hop - 4 horas e tal, muito cansaço e suor, mas muita diversão. (as que gostei mais foram contemporâneo e jazz, of course).

Estou tão fora de forma!!!!!! Não sabia que estava assim tão mal... Ao fim da primeira hora estava a morrer...lol... à 3ª modalidade tive de parar a meio para recuperar, estava sem energia.  é que as coreografias na tv parecia-me tão fáceis, "ah, isso até eu fazia", pensava eu, mas esquece... eles fazem parecer simples, mas não é nada. isto está muito mau, vou ter de ir começar a correr aos fins-de-semana, para o Monsanto (perto de minha casa), com o Bruno para me dar motivação, sim porque sozinha já sei que nem saía da cama... (falta de dinheiro para um ginásio, eheh)...

Voltando ao assunto... no fim recebemos um certificado (nem fazia ideia disso), e a Inês, a Tiffanie e o Tiago deram-me uma foto deles assinada, tipo surpresa... (porque sou amiga do fotógrafo oficial dos Legacy, grupo de dança deles - Paulo Simões)... bem, adorei :D (apesar de ainda nem ter dormido e já me tarem a doer todos os músculos do corpo...mas são dores boas, gosto de sentir a dor do músculo exercitado, por acaso).

resumindo e concluindo, apesar de eu não ter jeito nenhum para dançar (a dança para mim sempre foi uma arte que adoro ver, e cheguei a ter aulas, mas sempre foi só por diversão e passatempo, nunca nada de muito profissional), e estar mais do que fora de forma, adorei este dia. Obrigada mais uma vez ao Paulo, e também à Inês, à Tiffanie, e ao Tiago, professores de dança e ex-concorrentes do "Achas Que Sabes Dançar?" :)

Facebook dos Legacy: http://www.facebook.com/itslegacy

Muaah @

1 de outubro de 2010

O melhor da noite de hoje foi o poder matar saudades de entrar numa discoteca.

Há muuiiiitooo tempo que não entrava numa (o Trumps não conta), e hoje soube-me pela vida.

O que vinha agora que nem ginjas era um hamburguer gigante, daquelas roulottes.

Mas, à falta de melhor, estamos em casa da Vera a fazer... massa com molho de tomate. só assim.
Muaah @

7 de setembro de 2010

' Ainda do Avante.

Sou tão viciada na net. Não tenho net em casa desde 6ª feira (a minha mãe não pagou a factura... aiaiai), e tive a aproveitar a noite de ontem, que tive em casa do Bruno, para poder estar na net e pensava que esta noite ia conseguir "aguentar"... fiz uma maratona de séries que tinha gravadas na box da zon (cortaram a net mas não cortaram a tv, duh), mas não estava a dar mais... e estava a apanhar uma seca tão grande que me lembrei... epa, eu tenho montes de saldo acumulado no tmn, vou mas é comprar um passe para a net. 1 hora a 2 euros. para se alguma vez alguém precisar, aqui vai o link: https://www.fon.com/pt/getaccess/surfTheWeb.

anyway, vamos ao que importa... abri o blogger para esclarecer alguns comentadores acerca da minha opinião sobre o Avante. todos os comentários que recebi até agora, via blog e via facebook, dizem todos o mesmo. por isso, tenho de esclarecer umas coisas..
.

EU SEI que o Avante não é um festival, é uma Festa política;
EU SEI que o Avante procura "promover" o que Portugal tem de bom a nível de tradição;
EU SEI que o Avante é organizado por voluntários;
EU SEI que o Avante não tem nada a ver com o Sudoeste;
EU SEI tudo o que disseram nos comentários...

Eu nunca disse que a "culpa" de eu não ter gostado da festa era da própria festa. admiro o esforço, a adesão que aquilo tem, e respeito tudo isso... só não me identifico.

a "culpa" foi única e exclusivamente minha. eu não fui para lá para ir visitar as barraquinhas nem para ver concertos de música portuguesa, por muito bons que fossem (e até nem desgosto de todo dos Deolinda).. na primeira noite dei uma volta, vi o ambiente, e à excepção do Auditório 1º de Maio, onde estava a passar jazz (loved it), e de ter finalmente encontrado uma roulotte de hot-dogs, não achei nada de especial... quando disse no outro post que aquilo "só tinha folclore e discursos políticos", não era para ofender ninguém, era só por dizer que não é o meu tipo de coisa... SIIIMMM... podem dizer/pensar que "é por pessoas como tu que o país não evolui", e que sou uma das jovens responsáveis por Portugal "estar como está", e blá blá... mas, francamente... vou aderir a uma coisa que não me diz nada?

a culpa foi minha, porque eu ia com o espírito festivaleiro. para mim, eu queria era ir acampar, apanhar umas mocas, estar com ele numa tenda, era-me indiferente se íamos ao recinto ou não... a culpa foi minha porque, em vez de ficar a aproveitar o jazz que estava a passar no tal auditório e que podia ter sido a única coisa na festa toda dentro do recinto que eu estava a gostar, fiquei lá 10 minutos e fui embora porque o resto do grupo queria ir... e eu fui atrás deles... e eu tinha sido a primeira a dizer a mim mesma "eu não vou andar atrás dos outros".

a culpa foi minha, por querer ir só curtir a cena do acampamento (como festivaleira que sou), sendo a única coisa na festa toda que eu ia curtir, e não estar no espírito para isso (logo, tirando isso, já não havia nada que me mantivesse lá)... e também porque sim, aquele acampamento não me parecia normal.

resumindo e concluindo... eu sei e concordo com tudo o que dizem nos comentários... a culpa foi minha, mas não me arrependo de ter ido, nem de ter voltado mais cedo, fiquei lá o tempo suficiente para poder dizer por experiência própria que não gostei, não gosto, nem volto lá (e estou no meu direito, non?), e não como dantes, que dizia que "não gosto do Avante" só porque não. não foi um erro, foi um mal que veio por bem.

there you go. happy?

agora tenho de renovar o passe para a net.... eheheh

Muaah @

5 de setembro de 2010

' Do Avante.

O Avante foi uma experiência extremamente ambígua.

Primeiro, estava com mau feeling (mas também sempre estive, e nem era para ir, nem sei porque é que decidi ir à última da hora). Desde todas as confusões para organizar minimamente as coisas até ao dia em que andei 2 horas a pé por Lisboa à procura da sede nacional do PCP para comprar a porra do bilhete e não havia maneira de dar com aquilo, não estava no espírito. Depois, no dia anterior a ir (5ª feira), com o concerto dos Nouvelle Vague (que foi ÓPTIMO, by the way, mas isso vai para outro post), não dormi nada (1 hora e meia foi muito); chego a casa de manhã (entretanto já é 6ª feira) e não tenho net, fico chateada, porque sou hiper viciada na net, e tinha o post sobre o Avante agendado, mas detesto quando os post's agendados vão para o blog sem eu os rever primeiro; resolvi dar um tempo à net, penso que deve ser uma avaria na zona, vou dormir umas horinhas, não durmo nada de jeito, acordo e preparo as coisas para o avante, faço mil e uma coisas para ver se a net funciona, e NADA, a caminho de lá apanho um trânsito descomunal, um percurso de meia hora demora 2 horas, entretanto quando chego lá já estou numa pilha de nervos.

Primeira noite da festa, e não gosto da festa em si. Sou muito citadina, pouco política e pouco apreciadora de cultura tradicional portuguesa, e no Avante só há discursos políticos e palcos onde estão a dançar folclore. Não há concertos de jeito (mas isso eu já sabia), e uma pessoa quer comer um hot-dog, mas só há feiras regionais, com aqueles doces e biscoitos e vinhos e queijos e o raio que os parta. Ainda assim, nessa noite até estava feliz, porque afinal e ao fim de contas fui ao Avante quase só por causa do Bruno (e porque nunca tinha ido), e estava mesmo naquela de estar com ele e a cagar-me para o resto, e soube-me bem estar com ele naquela noite. Mas essa madrugada correu muito mal. Como não tinha dormido nada na noite anterior, só me apetecia jogar-me ao saco-cama e ficar lá as próximas 10 horas seguidas.

Se dormi uma hora foi muito. Barulho. Trance até às 7 da manhã de um carro que estava a 4 metros da nossa tenda. Pessoas a berrar. Pessoas a atirarem-se para cima da tenda (acordei umas quantas vezes sobressaltada, nem sei como não me deu um AVC). Sim, tudo bem que eu já estava à espera disso. De festivais não se espera outra coisa e essa até é a piada da coisa. No sudoeste era a mesma coisa (excepto o trance em altos berros e pessoas a atirarem-se para cima da tenda, mas, enfim, as pessoas do sudoeste eram muito diferentes das pessoas do avante. as pessoas do sudoeste sempre te respeitavam se estavas dentro da tenda e sempre havia 1 ou 2 horas de manhã em que o silêncio era total, o que nunca aconteceu aqui). E no sudoeste valia a pena. No sudoeste valia a pena não dormir nada de noite, porque todo o festival e todo o tempo que se estava lá, era bom, e o ambiente era tão bom e as pessoas eram tão simpáticas, que não te apetecia dormir, apetecia-te ficar lá a conversar até não aguentares mais com o sono. enfim, o sudoeste era tudo de bom. e, no Avante, não. para mim, não valia a pena. as pessoas eram estúpidas e idiotas (falo de pessoas que eu não conhecia de lado nenhum e mandavam-se para cima da tenda, claro, não das pessoas com quem fui), e o que menos me apetecia era ficar ali a ouvir trance da 1 às 7h da manhã NON-STOP, estava a DAR EM LOUCA. e como eu, nessa altura, já estava irritada (mesmo muito), e estava a doer-me a cabeça (mesmo muito), e quando estou irritada tomo decisões precipitadas e sou ainda mais impulsiva do que sou normalmente, viro-me para o Bruno e digo "hoje vou-me embora".

E assim decidimos. O Bruno também não estava no espírito, aliás, o Bruno descobriu que não gosta de festivais porque este foi o primeiro a que ele foi e ele não gostou mesmo (ainda menos do que eu). Claro que fui alvo de uns quantos olhares dirigidos a mim, como quem diz "namorada possessiva, queres bazar e obrigas ele a ir contigo" (o que, devo dizer, nunca aconteceu, porque eu disse ao Bruno "vou-me embora", e não "vamos embora" ou "vou-me embora e vens comigo", e até porque me fartei de insistir para que ele ficasse e me deixasse ir sozinha, mas pronto, a culpa caiu para cima de mim à mesma, claro).
Resolvemos esperar até de noite, ver os Deolinda, e só depois ir embora, quando a festa acabasse, ou seja, quando os idiotas resolvessem ir para o acampamento mandar-se para cima das tendas das outras pessoas.

Dormi uma longa (duas horas no avante já foi muito) sesta, e acordei subitamente melhor (porque será? porque eu sou a pessoa mais insuportável e inaturável quando me privam de sono?), e já não me apetecia ir embora. Assim, do nada, comecei a entrar no espírito. Apetecia-me ficar acordada a noite toda e ser eu a pessoa a atirar-me para cima das tendas dos outros. Mas, na altura em que comecei a entrar no espírito e até a gostar daquilo, a tenda já estava desmontada, e já era de noite, e já estava tudo arrumado, e já tinhamos avisado a mãe do Bruno que vinhamos cá para casa. E o Bruno queria mesmo mesmo mesmo ir embora, e não ia dizer "tá bem, então vai, eu fico aqui, tchau".

resumindo e concluindo: ao inicio, odiei aquilo. a única coisa boa era a companhia. nem uma moca de jeito eu consegui apanhar. quando decidi que não valia a pena martirizar-me até domingo à noite se nas primeiras 24 horas estava a desesperar, achei que tinha sido a decisão mais acertada e que não me ia arrepender. e não me arrependo. mas, uma parte de mim, gostava de ainda lá estar. a aproveitar o espírito que chegou uma noite atrasado porque eu consegui (com muito esforço) adormecer-me durante 2 horas à tarde. no final de contas, tudo se resumiu a um problema muito simples: privação de sono e a irritabilidade que me trouxe. e toda uma conjectura de acontecimentos anteriores (o facto de já ir para lá com a ideia "Não gosto do Avante", e de ter sido uma confusão para conseguir ir, etc) que não foram a meu favor.

mas não gosto de pensar no lado mau das coisas, por isso, neste momento estou a ver o bom: eu e o Bruno nos transportes públicos às 23h com um péssimo aspecto (parecíamos fugitivos e teve piada), um banho quente (a água saiu castanha, juro, e só estive lá um dia), comida de jeito, uma cama fofinha à minha espera; e, sobretudo: SILÊNCIO. até consigo ouvir o silêncio. nunca apreciei tanto este silêncio.

como não sei se vou ter net quando chegar a casa, aqui fica um: até quando puder, ou até eu chamar um técnico da zon a casa e fazer dele refém até me arranjarem a net. e dificilmente volto a pôr os pés no avante...

como disse, foi uma experiência ambígua e estranha. mas, acima de tudo, foi uma experiência. as experiências são sempre boas, aprende-se sempre alguma coisa. e sempre satisfiz a minha fantasia de ter sexo numa tenda de campismo.

Muaah @

29 de agosto de 2010

' Momentos Lisboa, aqui, para sempre.

Cada dia que passa tenho mais presente que para o ano vou passar 6 meses longe daqui, e mesmo que ainda falte imenso tempo, cada vez mais se torna uma realidade para mim. Por isso, tento aproveitar ao máximo o tempo que cá estou, com as pessoas de quem mais gosto, porque as pessoas são o que de mais importante há para mim.

ontem, com eles cá em casa, pus-me a pensar: vou ter saudades. vou ter saudades destes momentos. saudades do Alex a pedir-me para eu lhe fazer cafoné cons-tan-te-men-te. da Vera e das nossas trocas de olhares. do Peter a enrolar uma em cima do envelope das minhas análises médicas de check-up geral. do Rui sempre a fazer-me cócegas. de mandar "beefs" (private joke) à Nena. da Iva dizer que eu tenho sempre de fazer um discurso, todas as noites que estamos juntos. de chamar o Bruno aparte para lhe dar um grande beijo (não somos daquele tipo de casal que está sempre agarrado quando está com outras pessoas, acho isso horrível). de emprestar umas meias à Rafaela.

vou ter saudades de nos juntarmos todos aqui em casa. de comermos pizzas, do bolo da nena, das empadas de galinha e dos rissóis da minha "sogra". de partirmos copos, ficar a noite toda a conversar, a ver as estrelas, ter conversas parvas e outras filosóficas, adormecer onde calha (apesar de estar em casa, é raro dormir na minha cama, alguém ma rouba sempre antes de mim, alguém que nunca aguenta muito), acordar e ter um piso inteiro para limpar, 3 máquinas de loiça e 2 de roupa.

vou ter saudades de sentir a minha casa vazia quando todo o mundo se for embora (se bem que, sempre que faço isto cá em casa, só se vai toda a gente embora completamente uns 3 dias depois, porque vão ficando, dizem que a minha casa é óptima para se estar - e eu concordo - e, claro, adoram a minha companhia, eheh).

enfim, vou ter saudades destes momentos. porque, digam o que disserem.... eu tenho (mesmo) os melhores amigos do mundo. podem ser poucos, mas são para a vida.
(e vou sentir muito a falta deles)

Muaah @

23 de agosto de 2010

' Hoje apetece-me escrever algo tipo diário / And All That Jazz #33

Este fim-de-semana teve direito a mais um acampamento na praia (Sábado para Domingo). Ganhámos o gostinho da última vez - e eu, particularmente, ganhei o gostinho por acampar no Sudoeste (acampamentos que fiz nos escoteiros não contam, que eram muito diferentes) - e resolvemos repetir a dose. Não há nada como uma noite na praia, conversas ao o som do mar a ir e vir, intensificado pelo efeito da bolota, ter conversas filosóficas, jogos de UNO, dar uma volta pela praia com ele ao desaparecer da noite, adormecer com a brisa da manhã e a olhar o nascer do sol, acordar quando o sol já vai alto, apanhar banhos de sol e banhar-me na água da praia de Santo Amaro, que é tão calminha que mais parece uma piscina. Foi óptimo :D

foi um óptimo dia de praia.

a Vera dormiu em minha casa nessa noite. dormimos imenso. uma noite e um dia na praia esgotam uma pessoa =P gosto tanto da Verinha, ela toda preocupada porque "estava a ser um inconveniente e estava a estragar o nosso 'momento a sós' - meu e do Bruno - porque se tinha esquecido da chave de casa e tinha de ficar cá a dormir", mas ela é tão parvinha, não custou nada, gosto da companhia dela, sei que ela faria o mesmo por mim, e ela respeitou bem a nossa privacidade, logo, não interferiu em nada o facto do Bruno estar cá em casa. sei que o disse milhões de vezes, mas assim fica escrito, para quando vieres ler isto, Vera. :)

o Bruno também passou o fim-de-semana inteiro comigo. chegou a minha casa no Sábado logo de manhãzinha com uma surpresa, daquelas boas, daquelas que um simples "obrigada" não chega para mostrar o agrado que se tem. são esses pequenos momentos e surpresas e gestos da parte dele que me fazem estar cada vez mais apaixonada por ele. discutimos 3 vezes "a sério" só no espaço do fim-de-semana (foi preciso chegar aos 7 meses tão pacificamente para começarmos a discutir agora, bom record), mas são discussões por coisas tão estúpidas que às vezes até sabe bem tê-las, para descarregar as más energias e para ficar tudo em pratos limpos (comunicação numa relação é muito importante, e eu não sou de omitir nada quando estou numa), e o melhor é sempre as pazes, claro. é isso: apesar dos arrufos que às vezes (cada vez mais) temos, sinto-me a cada dia mais apaixonada por ele :)

hoje, fui ter com o Dani. há muito tempo que não estava com ele, e o Dani é uma óptima companhia. Tivemos de pôr a conversa e as novidades em dia. Ele pagou-me um cinema e as pipocas em troca do meu livro (como "pagamento"). Fomos ver o "Salt". Detesto filmes de acção, mas era o único que dava a horas decentes, se fosse mais tarde estava lixada para voltar para casa (em Agosto os transportes são complicados). Mas até caiu bem (o filme). As pipocas caíram melhor. Há tanto tempo que não ia ao cinema e hoje esteve mesmo tempo para isso. Eu gosto do Verão, mas este dia mais à-Inverno até soube bem.

Voltei para casa a ouvir Amy Winehouse. Ouvir "Wake Up Alone" enquanto passava pelo monsanto (o autocarro que me leva a casa passa o raio da serra quase inteira), levou-me a ter um momento altamente introspectivo. Este fim-de-semana foi de diversão, mas também de introspecção. Houve certos momentos em que decidi que havia coisas na minha vida que tinham de mudar. Mais particularmente, na minha forma de ser. Estou satisfeitissima comigo mesma, com a minha personalidade, só há 2 coisas que quero mudar. Uma é segredo e a outra é ser demasiado permissiva. Muitas vezes "como e calo", "oiço e calo", muitas vezes deixo que façam de mim parva, e isso vai mudar.

Pensei em como a minha vida está agora, e no tempo que demorei a chegar onde estou. Não em termos materiais, mas em termos psicológicos e espirituais. Pensei em tudo o que fiz na minha vida até hoje, e no que quero fazer no futuro. Pensei nas pessoas, aquelas que eu quero manter na minha vida porque dão aquele toque de especial que a vida tem, e aquelas que são parasitas, que só me fazem mal. Saí do autocarro umas paragens antes para ir o resto a pé, respirar ar fresco e apanhar com os chuviscos. Soube bem. Enfim, pensei na vida. E continuo a pensar. De há 4 horas para cá que estou altamente introspectiva.

E é isto. Hoje apetecia-me escrever estilo-diário, sem floreados, só assim, o que eu fiz nos últimos dias (e eu tento ao máximo evitar que este blog seja um diário, mas de vez em quando sabe bem e não mata ninguém).

Muaah @

22 de agosto de 2010

' A ninja é lixada.

“Um local onde se cruzam grupos opostos da sociedade. Há uma simbiose perfeita, tudo por causa da droga. Os dois ficam a ganhar.

No mesmo espaço há uma barreira ténue entre aqueles que gozam a vida, e aqueles que lutam por ela.

Há grupos dentro dos grandes grupos, defendem ideias diferentes mas estão todos unidos por um único fim. Há trocas de olhares de nojo e desprezo entre os grupos, mas sempre os mesmos falsos e superficiais sorrisos.

A esplanada ao fundo representa toda uma cidade desenvolvida nos dias de hoje: uma paisagem natural (a mais natural possível dentro de uma cidade), com vista para o rio, sob o pôr-do-sol, ao fim do dia. Um refúgio.”

Inspiração: erva ninja (uma moca que só visto). 

Autoras: Vera e Cláudia. 

Local: um jardim algures em Lisboa, perto do Bairro Alto. Ambiente: uma grande mistura de diferentes grupos da sociedade – os betos, os chungas, os hippies, os rastas, os alternativos, os roqueiros, os jovens, os velhos, os brancos, os pretos, os mulatos, os monhés, os turistas, os sem-abrigo, os ciganos; os meninos e senhores de alta-sociedade (BMW estacionado ao pé do jardim) a comprar droga aos miúdos da baixa-sociedade – a fumá-las (*) (e a comprá-las).
A Ninja é lixada, sabiam? Quando saímos de lá, fomos para uma esplanada e comemos 4 empadas de frango. Cada uma.

O melhor (para além desta teoria fantástica, claro)? No Sudoeste, encontrámos uns tipos que tínhamos conhecido nesse dia, no jardim, e pensámos para nós “o universo nunca falha”.

Muaah @


(*) expressão para fumar droga (leve).

18 de agosto de 2010

#6 Momentos Sudoeste - a vizinhança.

Quando chegámos ao acampamento e encontrámos um espaço perfeito para nós, que dava para colocar as 3 tendas e ter um espaço de convívio, e mesmo bem localizado, ao pé do "caminho principal", ficámos espantadas, porque já chegámos na véspera do primeiro dia do festival e, normalmente, nesse dia (e mais tarde) é sempre super complicado de arranjar um bom spot.

achámos estranho, pensámos que era bom demais haver ali aquele local vazio, e realmente era... mais tarde viemos a saber que a razão para aquele lugar estar vazio era porque era o "local de negócio" de uns dealer's (traficantes de droga) que estavam mesmo ao nosso lado. só descobrimos isso quando já estávamos instaladas por isso, em vez de nos mudarmos, optámos por outra estratégia (mérito da Sara, que era o "homem da relação", lol), de ser simpáticas com eles, mostrar que éramos "boa onda", mas ao mesmo tempo não dar muita confiança. os gajos passavam a vida a tentar vender-nos droga e "roubaram" (não propositadamente, só ficaram com, porque entretanto foram embora) a faca de cozinha da Vera para cortar droga... e tinham de tudo! do mais leve ao mais assutadoramente pesado.

claro que estávamos borradinhas de medo. na primeira noite nem dormi nada, eu e a Sara, porque para além do barulho, ainda estávamos com medo que eles nos fizessem alguma coisa. só que eles até eram simpáticos. impecáveis connosco (fora abusarem da confiança, às vezes), até nos tratavam bem...

aos poucos e poucos - felizmente! - foram-se instalando ao nosso redor uns príncipes encantados. já referi que foi no sw que eu já vi a maior concentração de brazas?! pois... uns eram do Alentejo, outros do Porto, outros de Lisboa... basicamente, toda uma amostra nacional de sensualidade ambulante estava ali, no nosso acampamento, maioritariamente do sexo masculino.

já nós sentíamos mais protegidas com eles à nossa volta, que eles nos defenderiam se acontecesse algo... um belo dia a GNR apareceu lá e prendeu os dealer's...lool... ao mesmo tempo, fomos ficando "amigas" dos nossos vizinhos... fazíamos as refeições juntos, íamos tomar banho juntos, íamos as compras juntos, encontrávamo-nos na praia...

mas isto tudo, porquê? bom, por mais gente simpática (e giros!!!!) que eu tenha conhecido na vizinhança, há um vizinho que nunca vou esquecer: o Diogo. o Diogo era um amor de pessoa. gostava imenso (gostávamos as 3, mas pronto) quando ele vinha sentar-se ao pé de nós a conversar. ele tinha esta música no telemóvel:


e estava sempre a colocá-la a tocar porque eu gostava (e, claro, ele também gostava)... mesmo que a Vera e a Sara quase que suplicassem para ele "desligar a música", ele voltava a pôr, e repetia, e repetia, porque sabia que eu estava a adorar ouvi-la. (e ele também, então ficávamos os dois a cantá-la feitos parvos,lol).

já conhecia a música, claro, mas agora, sempre que a oiço, lembro-me do nosso vizinho DIOGÃO! nem trocámos contactos, não tirámos fotografia, não sei o apelido dele para procurá-lo no facebook, nem sequer nos despedimos... mas foi um vizinho e pêras e foi óptimo conhecê-lo, foi sempre 5 estrelas para nós.

Muaah @

17 de agosto de 2010

#5 Momentos Sudoeste - os banhos colectivos!



Ao contrário da Joana (mas, em minha defesa, à semelhança de toda a gente), eu gostei, adorei, amei, os banhos colectivos.

podia ser alta badalhoquice, sim, era. tudo ao molhe e fé em deus, a esfregarem-se uns aos outros, sentir-me observada se afastava a parte de cima do bikini para lavar as mamas (claro que as viram). só o tomar banho de bikini só por si já era tomar banho mal. quando cheguei a casa ainda tinha areia nas virilhas xD

still, eu adorei. adorei todo aquele ambiente sensual, a roçar na orgia. a água fria por cima de corpos tão quentes que até havia vapor no ar xD a música sempre a bombar, mesmo para não se estar quieto, para aqueceres enquanto levavas com água a uns 4ºC.

adorava o facto de estar a tomar banho ao lado do gajo mais bom que eu já tinha visto na vida, ou da gaja com as curvas mais perfeitas de sempre. os bronzes, os corpos bem delineados, a sensualidade, a música, as gajas a lavarem o cabelo, os gajos a passarem gel de banho nas "tabletes de chocolate" (que era o que mais se via por lá), tudo...

uma das minhas horas preferidas do dia era a do banho e havia, inclusive, quem tomasse 2 e 3 banhos por dia só por causa disso (e também porque estar no sudoeste 20 minutos suja-te mais do que estares em Lisboa uma semana).

Muaah @

como sabem (ou deviam saber, ahah), hoje fomos (Mulher XL) à TVI! felizmente correu tudo lindamente, fotos aqui  e aqui :) 

15 de agosto de 2010

#4 Momentos Sudoeste - eu e a Vera, a Vera e eu.

(não, claro que a foto não é do SW, mas eu fiquei tão mal em todas as fotos que tirei com a Vera no sw... que nem me atrevo a publicá-las).

eu e esta menina já fomos da mesma turma mas, por incrível que pareça, nunca nos demos muito enquanto lá estávamos. foi preciso mudarmos de curso (eu só de curso, ela de curso e de faculdade) para, um dia, do nada, começarmos a falar. e daí ficou. uma coisa vinda out of the bloom, do nada, de repente, sem qualquer previsão, ao completo acaso.

hoje posso dizer que ela é das minhas maiores (só porque não gosto de dizer "melhores", porque acho isso dos melhores amigos muito estúpido) amigas.

o que é que isto tem que ver com o SW? tem e muito.

parecendo que não, quando convivemos uma semana non-stop, num ambiente "agreste" como o do sudoeste (com aquele intervalo de 3 horas que dormíamos por noite, mas nem isso nos separou, porque eu não queria ficar a dormir numa tenda sozinha, por isso infiltrei-me na dela com a desculpa do "gosto de dormir com calor humano e a minha tenda está desprovida disso") com uma pessoa, começamos a conhecê-la melhor. normalmente, começamos a notar mais nos defeitos e nos "podres" dessa pessoa, então no caso de serem duas raparigas, normalmente o caldo está entornado (já todos conhecemos a dinâmica feminina).

isso ter-me-ia acontecido com outra qualquer gaja (apesar de eu ser "na boa" e não gostar de me chatear nem de maus-ambientes, se uma gaja tem o poder de me irritar, eu não tolero), menos com a Vera. no sw, em vez de nos desunharmos todas, aproximámo-nos ainda mais. houve declarações de amizade que me levaram lágrimas aos olhos, houve abraços durante concertos porque uma música nos dizia muito às duas, houve sentimento de preocupação mútua, se uma não estava bem, outra não estava bem, se uma não estava feliz, outra não estava feliz, houve inclusivé momentos de choro comuns, porque uma chorava e a outra não aguentava ver a outra a chorar. sempre disse que, com a Vera, tenho um entendimento que vai para além das palavras, acho que é mesmo a ´única pessoa com quem partilho essa sensação, aquela sensação de que não é preciso dizer nada, uma simples troca de olhares basta para sabermos o que a outra está a pensar. devido às nossas trocas de olhares "suspeitas", a nossa vizinhança até achava que "tínhamos uma cena lesbiana". quando nos contaram isso, rimo-nos tanto, e voltámos a trocar olhares, aqueles olhares só nossos, aqueles olhares que começamos a rir do nada, quanto mais o fazíamos, mais eles diziam "vês, vês?! olha a cena lesbiana toda aí no ar". fogo, mas com a Vera não, se alguma vez tivesse uma "cena lesbiana" com alguém, concerteza não seria com uma amiga tão próxima! mais do que amiga próxima, já a considero minha "irmã mais velha".

enfim... basicamente, tivemos momentos tão bons! o primeiro, e melhor, e momento que eu nunca mais vou esquecer, que tivemos neste sw, foi o momento em que estávamos no carro a ir para lá, e estávamos a ouvir a música "Beautiful", da Christina Aguilera... eu, toda lamechas como sou e toda emocionada, quando a Vera me diz "esta música é mesmo para ti cláudia... estão sempre a criticar-te". ai sim, apeteceu-me mesmo chorar, as lágrimas vieram aos olhos mas não chegaram a sair, eis quando a Vera tira os óculos de sol e estão a escorrer umas lágrimas... :')

e mais. a Vera é capaz de ser das pouquíssimas pessoas que me aceita, tal como eu sou, com os meus defeitos, sem me julgar! eu sei que posso dizer à Vera "Vera, eu reparo mais nas gajas boas porque já estou satisfeita com o sexo masculino..." e ela achar "o máximo eu ter dito isso", enquanto que outra pessoa qualquer ia achar-me maluca, lésbica, promíscua e tantas outras coisas que já me chamaram... nunca, mas nunca, me vou esquecer do que a Vera disse este Sudoeste: "sinto-me tão bem quando estou contigo, transmites boas energias, sinto que posso levar a vida a sorrir, deixas-me relaxada, sem ansiedade nem tensão, posso não estar com paciência para falar com ninguém, mas contigo sinto-me sempre livre", e "sabes porque eu acho que funcionamos tão bem, Cláudia? não é por sermos parecidas, não é por termos formas de pensar parecidas nem gostos iguais nem atitudes iguais, porque muitas vezes nem temos... é porque, independentemente de como eu seja, do que eu digo, do que eu faça, tu aceitas-me como eu sou, e tu não me julgas, nem eu a ti. conhecemo-nos e aceitamo-nos de forma tão natural, uma à outra. acho que é por isso que funcionamos tão bem". e a aceitação, isso sim, é mil vezes mais forte do que haver gostos, atitudes ou personalidades comuns entre amizades.



Para ti, Vera :)

Muaah @

14 de agosto de 2010

#3 Momentos Sudoeste.

Eu e a Vera tinhamos acabado de sair do "canal" do acampamento do sw, aquela espécie de barragem que fazia de piscina, onde iamos sempre dar um mergulho ao fim da tarde, depois da praia e antes do banho.

um dia, quando estávamos a sair, vimos um carro todo cheioooo de pó, ao que a Vera teve uma ideia: "vamos escrever 'lava-me porco'" (que cliché, eu sei).

e eu "escreve, e eu tiro uma foto".

ao que a Vera se lembrou - e muito bem - que aquele carro poderia ser dos DJ's da Cidade FM (que dava música enquanto estávamos no canal).

e eu digo "era preciso muito azar para aparecerem aqui agora, isto se o carro for mesmo deles".

a Vera escreve um "L" e quem é que aparece? pois. os gajos da Cidade FM.

com o susto, demos um gritinho "mesmo à pita" e já nos queríamos esquivar, mas feitas parvas ficamos lá a olhar para eles... (somos mesmo meninas).

eles começam a mandar vir e, para nos vermos livres disto, e porque os "L" já lá estava, digo eu: "isso era um 'Love you Cidade FM".

não fosse eu extremamente inteligente e desenrascada (cof, cof), eles lá gostaram da ideia e a Vera acabou por escrever "we love you CFM".

saímos de lá a rir. muito.

13 de agosto de 2010

#2 Momentos Sudoeste.

o autocarro "old-school" que nos levava e trazia da praia da Zambujeira do Mar. verdade seja dita que só o apanhámos uma ou 2 vezes, no primeiro dia. mas foi "O Primeiro Momento Sudoeste". estar lá em cima, com uma vista espectacular para a planície alentejana, a levar com o ventinho, o mar ao fundo, parecia que estávamos a andar em direcção ao horizonte, respirar aquele ar puro, e, como cereja em cima do bolo, com a música "unfinished sympathy" (ouve-se um pouquinho no vídeo original, mas não sei porquê, o youtube não fez upload do som,lol). ficámos as 3 em silêncio, a absorver tudo... foi nesse momento que ganhei um maior respeito pela natureza, achei tudo tão lindo...

os momentos mais simples são aqueles que nos marcam mais. pode não ser "cool", mas nunca mais me vou esquecer daquele que ficou apelidado por nós como o "bus old-school do sudoeste". e era só isso. simples e maravilhoso :)

Muaah @