Um livro que, dizem, tem de se ler várias vezes ao longo da vida. Para relembrar de que as coisas essenciais são invisíveis aos olhos e de que, em "crescidos", nos esquecemos das melhores coisas do mundo, as que são vistas pelas crianças de uma forma totalmente diferente. É sempre bom para recuperar a essência pura e infantil - nunca perdida, mas bem escondida - dentro de nós. Para além disso, de cada vez que se lê, lê-se sempre com uma perspectiva completamente diferente, conforme a fase em que estejamos na vida.
Eu li uma vez quando era miúda, detestei, porque para além de não gostar nada de ler nessa altura - e como as coisas mudam, hoje amo ler! - (os meus pais obrigaram-me a ler isso), não percebi grande coisa da história, claro.
Estou agora a ler pela 2ª vez, com 21 anos. E, a cada página, me delicio e me dá vontade de sorrir e chorar ao mesmo tempo.
É lindo. É delcioso. E é tão lindo e delicioso que eu tenho "medo", ou pena, que acabe. É tão pequeno e lê-se num só dia, mas eu ando a esticá-lo durante o maior tempo possível. Releio montes de vezes só para não passar de página. Não quero que acabe! E estou mesmo a ver que, no fim, vou chorar. Eu choro sempre no fim dos livros, quando eles me tocam mesmo a sério.
"Quando nos deixamos cativar, é certo e sabido que algum dia alguma coisa nos há-de fazer chorar."