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1 de maio de 2011

' O Principezinho.


Um livro que, dizem, tem de se ler várias vezes ao longo da vida. Para relembrar de que as coisas essenciais são invisíveis aos olhos e de que, em "crescidos", nos esquecemos das melhores coisas do mundo, as que são vistas pelas crianças de uma forma totalmente diferente. É sempre bom para recuperar a essência pura e infantil - nunca perdida, mas bem escondida - dentro de nós. Para além disso, de cada vez que se lê, lê-se sempre com uma perspectiva completamente diferente, conforme a fase em que estejamos na vida.

Eu li uma vez quando era miúda, detestei, porque para além de não gostar nada de ler nessa altura - e como as coisas mudam, hoje amo ler! - (os meus pais obrigaram-me a ler isso), não percebi grande coisa da história, claro.

Estou agora a ler pela 2ª vez, com 21 anos. E, a cada página, me delicio e me dá vontade de sorrir e chorar ao mesmo tempo.

É lindo. É delcioso. E é tão lindo e delicioso que eu tenho "medo", ou pena, que acabe. É tão pequeno e lê-se num só dia, mas eu ando a esticá-lo durante o maior tempo possível. Releio montes de vezes só para não passar de página. Não quero que acabe! E estou mesmo a ver que, no fim, vou chorar. Eu choro sempre no fim dos livros, quando eles me tocam mesmo a sério.

"Quando nos deixamos cativar, é certo e sabido que algum dia alguma coisa nos há-de fazer chorar."

29 de abril de 2011

"Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos.


Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler dentro da mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas.


Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira por cima, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.


Oferece-lhe outra chávena de café com leite.


Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entende que, se ela disser ter percebido o Ulisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.


É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal e em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua.


Ela tem de arriscar, de alguma maneira.


Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Nunca será o fim do mundo.


Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois.


Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Excepto na saga Crepúsculo.

Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.


Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.


Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas.


Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.


Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve."



Texto de Rosemary Urquico

Encontrado aqui: O Jardim Assombrado (http://ojardimassombrado.blogspot.com//), através do Bibliotecário de Babel.


"Só" um dos melhores textos que eu já li.
E apesar de eu adorar ler, de sentir os livros, as folhas e o cheiro delas, de ter listas com livros que quero ler, de andar sempre com um na mala, de chorar agarrada ao livro quanto tem um final infeliz quando me apeguei às personagens (ainda me lembro de como me caiu uma lágrima do olho quando, no fim de "A Viagem do Elefante" de Saramago, o Elefante Salmoão morreu e eu gostava tanto dele como se fosse o meu elefante de estimação), de adorar bibliotecas e esquecer-me de tomar o café porque estou a ler, e entrar noutro mundo quando leio, gostava de ser ainda mais a rapariga desse texto...

1 de abril de 2011

' Se eu estiver cá quando o mundo acabar,


quero assistir ao espectáculo a ouvir esta música.

12 de fevereiro de 2011


Vou ver este vídeo todos os dias da minha vida.

30 de janeiro de 2011

' Não é coincidência.

Os maiores génios da humanidade acabaram loucos, em hospitais psiquiátricos, aos olhos da sociedade, foram os distúrbios mentais, as alucinações, que os levaram a ter pensamentos aterradores, a meu ver, teorias absolutamente geniais.

Eu acho que foi o contrário. Acho que essas pessoas nasceram com a capacidade de utilizar mais do que só os 10% do cérebro que a maioria de nós utiliza, e as grandes verdades da vida a que chegaram foi o que os levou à insanidade.

Morreram loucos, mas não se limitaram a sobreviver. Eles viveram. O único senão é que o ser humano não foi concebido para chegar a aceitar a complexidade absurda da vida... isso já é um estágio ao qual nem todos nós conseguimos chegar, ou imaginamos sequer que existe. chegamos a um ponto em que já não conseguimos suportar tanto conhecimento, tanta consciência, tanta lucidez, e é isso que acaba por dar connosco, literalmente falando, em doidos.


a título de exemplo, destaco Fernando Pessoa e Nietzche.

15 de janeiro de 2011

' Encontrei um blog fantástico.


Não as fotos, não os vídeos, não as músicas da playlist...

É explorar as "tags" e encontrar coisas geniais.

Fortemente recomendado =P

23 de dezembro de 2010

' Há coisas neste mundo que são realmente geniais... II

"Valor roubado: 9,8 milhões de dólares.
Local roubado: Banco Societé Générale, em Nice (França)
Data: 19 de julho de 1976
Liderados por Albert Spaggiari, uma quadrilha cavou um túnel de 8 metros desde o esgoto e arrombou os cofres de uma agência bancária considerada inviolável. Era feriado e os ladrões teriam ficado quatro dias no banco, com tempo para um piquenique com vinho e patê! Antes de sair, Spaggiari escreveu nas paredes: “Sem ódio, sem violência e sem armas”.


A tranquilidade de chegarem lá e ainda fazerem um picnic é de génio. Mas o mais genial disto foram mesmo as mensagens espalhadas pelas paredes a dizer "sem ódio, sem violência e sem armas". chega a ser poético. :)

14 de dezembro de 2010

' Há coisas neste mundo que são realmente geniais...


Como é que uma música tão simples, diria até básica, repetitiva, tem um efeito tão estranhamente bom em mim... paz, tristeza, felicidade, melancolia, angústia, lágrimas, sorriso, riso, tudo ao mesmo tempo. como se conseguisse sentir, em simultâneo, que o mundo é lindo e não tem nada de mal, mas que é tudo insignificante e efémero, que as trivialidades do dia-a-dia são tão sem-importância. é uma felicidade tão profunda e pura que chega a tocar no angustioso. apetece-me chorar de tristeza e de felicidade ao mesmo tempo. uma lufada de ar fresco depois de quase me esquecer de respirar. como se só existisse o momento presente, nada mais para além disso, nem passado nem futuro. quando oiço isto de olhos fechados é como se entrasse numa realidade paralela. como se tivesse tomado todos os anti-depressivos do mundo ou tivesse entrado num estado de hipnose. um mundo aparte deste, um mundo que é lindissimo, um estado impossível de atingir. calma no início e que atinge uma espécie de clímax no fim... como um orgasmo psicológico. indescritível. nenhuma destas expressões descreve a sensação que sinto. é só mesmo uma tentativa...

GENIAL. GENIAL. GENIAL.

Sigur Ros para mim está no topo da genialidade musical e apesar de adorar as outras músicas deles, esta bate tudo...arrepia-me, literalmente. sinto os pelinhos todos do meu corpo a levantarem e um arrepio que corre pela espinha abaixo... acho que descobri a cura para a depressão porque até no dia mais cinzento esta música faz milagres.

o vídeo também está... sem palavras.

oiço isto e penso... como é que coisas como Justin Bieber ou Shakira e toda a merda que se ouve hoje em dia (é só ligar a MTV - Merda TV), podem ser apelidadas de "música"...

já agora, só a título de exemplo, 2 outras músicas desta banda que também me deixam "wow" (mas não tanto): Hoppipolla e Staralfur .

para ouvir até ao fim sempre em repeat. é o que tenho feito e nunca me senti tão relaxada na vida.