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19 de julho de 2011

' Eu e as minhas manias...

Gosto de andar sempre minimamente bem depilada (mesmo que seja Inverno), e com lingerie bonita e, de preferência, a condizer.

Porque, se um dia me sentir mal no meio da rua e tiverem de me levar, inconsciente, para o hospital e me despirem… epa, quero estar minimamente apresentável, né?

Pronto, era isto, momento de estupidez do dia.

5 de julho de 2011

' Mas está tudo louco? / O Vizinho do Tomate.



No outro dia, estava eu muito bem com o Bruno na paz e conforto do meu sofá, quando o vizinho da frente vem bater à porta, com um ar muito sério e preocupado e diz

“olhe, esteve a chover tomate no meu terraço”

E eu, devo ter ficado com cara de “WTF”, nem sabia o que responder.

“ah, não viu ninguém a atirar tomates aí… é que vieram parar bocados de tomate no meu terraço”

“olhe desculpe, mas não sei mesmo… não vi nada"

“ah, pode chamar o seu marido?” (essa do “marido” matou-me de vez)

Eu chamo o Bruno, pergunto: “viste alguém aí a mandar tomates, ou bocados de tomate no quintal?” - isto com uma vontade tremenda de me desatar a rir na cara do homem

“não, não vi nada”

“bem, se virem por aí alguém a mandar bocados de tomate, ou se aparecerem bocados de tomate no vosso quintal, digam-me pf”.

“ok”.

WWWHHHHAAAAATTTTT??!! Chuva de tomates? A sério?

A partir desse momento que passei a denominar esse meu vizinho de “vizinho do tomate”…

A sério, ou o homem estava mesmo a alucinar, ou a minha rua está a virar tipo Wisteria Lane das Desperate Housewifes, em que aparecem bocados de tomates, misteriosos, na relva de alguém, e afinal havia alto mistério por detrás disso… Lol.

Ainda bem que tive uma testemunha de que isto aconteceu mesmo. Porque, assim contado, ninguém acredita.

Muaah @

hmm... e agora, por falar em tomates, vou ali à cozinha cortar um ao meio, colocar uma pitada de sal, e comer... se há coisa que eu amo devorar no Verão, é mesmo tomate, assim, sem mais nada, como se fosse uma maçã. (com um pouco de sal).

3 de julho de 2011

' POC?!

A Maria Leonor fez um comentário no post das limpezas/higiene, que me deixou a pensar:  "Acho que tens mesmo misofobia! Rapariga, há coisas com as quais concordo contigo...mas muitas das outras são too much! Como é que consegues viver assim? É um stress constante... "

Mas sinceramente, acabei por me esquecer e não me preocupei, pois não costuma ser um stress constante... são coisas, acções e preocupações pequenas e naturais que me surgem no dia-a-dia, quase ninguém dá por isso e eu já as faço automaticamente.

Mas ontem à noite fui sair e fiquei algo preocupada com um comportamento que tive: quando cheguei a casa, já quentinha/tocada pelo alcool (não bêbada, mas tinha a noção), só me apetecia cair na cama, mas ainda fui tomar banho, sempre com aquela preocupação constante de não contaminar os lençóis com os germes da rua, restaurante, discoteca, transportes publicos, todos os sítios por onde passei... quem tem este tipo de preocupação?

Quando acordei e liguei a tv, estava a dar o Dr OZ e ele estava a explicar a POC - Perturbação Obssessivo-Compulsiva - e eu identifiquei-me em alguns pontos. Até foi lá uma mulher que, tal como eu, tem "medo" de germes e micróbios... depois lá no programa um outro médico que estava a apresentar esse tema, tocou no sapato e esfregou a mão pela cara, para mostrar à mulher que não faz assim tão mal e que ela não vai ficar doente só por isso, mas a mim fez-me extrema confusão, tanto a mim como à mulherzinha que sofria de POC...lol. Entretanto, no vídeo dela, ela também tinha 2 manias que eu tenho: estar sempre a lavar as mãos e praticamente lavar a loiça antes de a pôr na máquina, com "medo" que a máquina falhe em alguma sujidade. Isto não é normal!

Não, não tenho aquela mania de re-organizar as coisas vezes sem conta e desligar os interruptores 30 vezes, nem  nada disso... se um quadro estiver torto, deixa-o lá, não me faz confusão. a mim é mais específico, são coisas muito específicas e até estúpidas, como por exemplo: quando faço limpezas, e ponho roupa para lavar, eu tiro o que tenho vestido e faço o resto da limpeza nua, isto só para não ficar tudo limpo e depois a única coisa no cesto da roupa suja ser o que eu tinha vestido enquanto estava a limpar...faz-me impressão! lol. Ou, por exemplo, numas escadarias, gosto sempre de entrar com o pé direito e sair com o pé direito também, ainda que isso implique que no fim tenha que saltar dois degraus... mas isso é mais superstição, não tanto obssessão.

Fiquei a saber que existem testes para detectar isso - e eu, como estudante de psicologia, tenho muito essa mania de me auto-diagnosticar, o que nunca se deve fazer, mas pronto, foi só para "diversão" - e fiz um teste qualquer na net, este, que me pareceu razoável. No fim não consegui saber o resultado, o site bloqueou e não tive paciência para repetir, mas tive uma ideia a partir do que assinalei em cada ponto. Sinceramente? Eu tenho manias muito específicas, mas apelidar de POC é demais. Sim, tenho a mania do controlo e adooooro coisas organizadinhas, mas por exemplo não tenho medo de ficar doente pelos germes, apenas me mete nojo saber que eles estão lá. Sim, gosto das coisas minimamente arrumadas e ordenadas, mas não ao ponto de ficar horas e horas a endireitar as mesmas coisas, nem de ir endireitar um quadro se vir que ele está torto. Não fico propriamente obcecada com isso.

Esse teste também me fez "consciencializar-me" de muitas outras manias que eu tenho, mas por vezes são inconscientes. Por exemplo, eu tenho muito uma noção de que existem nºs "bons e maus" (um dos pontos da escala do teste) - detesto, mas detesto, números ímpares, horas ímpares, o nº 13, chego ao ponto de parar o que estou a fazer durante um minuto se por acaso olhei para o relógio e eram 12h13 ou assim... - outra, ponto 5, "É-me difícil tocar um objecto quando sei que foi tocado por estranhos ou por certas pessoas." - porque, lá está, tenho aquela coisa que não sei o que a pessoa andou a fazer, e normalmente essa pessoa foi à casa-de-banho sem lavar as mãos, como eu vejo tanta vez, e portanto tudo o que elas tocam ficam contaminado; ponto 9: "Fico incomodado se os outros mudarem a forma como tenho as coisas organizadas." - ah, mas detesto mesmo! e quando as pessoas mexem nas minhas gavetas e deixam a roupa toda enrolada, eu tendo ir lá e dobrar tudo direitinho; "Por vezes, tenho de me lavar ou limpar apenas por sentir que possa estar contaminado. " - desta acho que já falei o suficiente.

O que mais me preocupa é que o meu pai, ainda por cima um parente directo, teve um início, se não mesmo, POC. Agora está muito melhor mas eu lembro-me perfeitamente que ele tinha as mãos em ferida de tanto as lavar - algo que eu não tenho - que estava sempre a limpar o wc de cada vez que lá ía, que ligava e desligava interruptores, abria e fechava portas, vezes sem conta. Acho que teve de tomar medicação e tudo. Ainda não se tem certezas de que a POC seja hereditária, mas há algumas evidências de que seja; fora isso, há sempre a hipótese da imitação e adopção de hábitos dos pais, pode ser que eu tenha adoptado alguns - e adoptei com certeza, os menos extremos - do meu pai.

Ainda não cheguei a esse ponto e acho, sinceramente, que não vou chegar, pois como disse, as minhas manias são muito específicas, mas não interferem com o meu quotidiano, consigo conviver bem com elas, não perturbam ninguém, e ninguém dá por elas. :) É apenas uma mania de limpeza conciliada com controlo, e não, não é um stress constante. :)

2 de julho de 2011

' Ainda das Limpezas (II) - ou da higiene em geral...


Num post anterior falei das minhas manias de limpeza em casa.

E nos outros locais, ou em outras situações, ou mesmo hábitos de higiene pessoal?

Bem, frequentemente dou por mim a achar que tenho Misofobia, e uma grande mania dos germes. Por vezes penso mesmo que penso em coisas que mais ninguém pensa.

Por exemplo, casas-de-banho públicas. Detesto ir, evito ao máximo, mas quando tenho mesmo de ir, é um pesadelo. Porque vejo, a toda a hora, pessoas que vão à casa-de-banho SEM LAVAR AS MÃOS DEPOIS. E isso, senhores (e senhoras) é das coisas que mais me mete nojo. Não só porque é com essas mesmas pessoas que trocamos apertos de mãos, toque, e outras coisas, mas principalmente por isto: e na hora de abrir a porta da casa-de-banho, para sair, depois de termos lavado as mãos? Pois que acredito piamente que aquela maçaneta está mais porca do que o tampo da sanita - partindo do princípio que as mulheres têm o bom senso de fazer xixi em pé - depois de dezenas, centenas, de pessoas, que foram à casa-de-banho, não terem lavado as mãos, e terem aberto a porta da mesma forma que o vamos fazer nós. E depois, ainda oiço pessoas a dizer - a sério, já ouvi! - "ah, mas fui só fazer xixi, e usei papel para limpar, tenho as mãos limpas". LIKE, REALLY????!! Dantes, quando as casas-de-banho tinham os papelinhos para limpar as mãos, eu utilizava esse mesmo papel para abrir a porta, e só o deitava fora quando chegava cá fora e estava "fora de perigo". Mas agora, que a grande maioria das casas-de-banho públicas só têm aquele arzinho para secar as mãos? Lá vou eu, com as mãos limpas, fazer alta ginástica para evitar tocar no sítio onde as pessoas tocam (muitas delas sem lavar as mãos); eu tento abrir a porta com o cotovelo, eu espero que alguém saia para sair logo atrás, ou, se for naqueles casos em que há um "poste" grande de metal ao longo da porta, eu agarro mais acima, em pontinhas dos pés, onde sei que ninguém agarra. heeerrrkkk.. só de pensar! E quem diz maçanetas das portas das casas-de-banho públicas, diz maçanetas dos cúbiculos, ou botões de autoclismo. Mas bem, nesse caso ainda não faz muito mal, uma vez que vamos lavar as mãos depois. E as pessoas que só lavam as mãos com água? Bem, nem vou entrar por aí.

Talheres. Eu detesto partilhar talheres! Não que tenha nojo. Mas não gosto mesmo. Seja com os meus próprios pais, ou até com o Bruno, a quem dou linguados. É diferente. Talheres, para mim, não se partilham. E quem diz talheres, diz alimentos do género maçãs e gelados. Vê-se que aquilo está mesmo tudo cheio de saliva da outra pessoa. Por isso detesto, mas detesto mesmo, quando me pedem para "dar uma trinca na maçã", ou "provar o gelado", se for sem colher. Muitas vezes acabo por deixar, para não ser vista como esquisita ou egoísta. O que é idiota, porque não é de todo egoísmo. Não tenho problemas em partilhar comida, desde que seja cada um com o seu talher, e sem lambusar tudo. Quer queira quer não, o ambiente social ainda dita muito do nosso comportamento. Mas a verdade é que, sempre que isso acontece, já não consigo desfrutar totalmente do meu gelado. Esquisitice, definitivamente. Egoísmo, não. Enfim. Quanto aos copos, já não me faz tanta impressão partilhar, e bebo sempre do lado oposto ao que a pessoa bebeu, apesar de ter aquela sensação que a pessoa deixou algum vestígio de saliva no líquido... bom, agora que penso nisso... Garrafas de água, então, é que detesto mesmo. Normalmente, garrafas de água dos outros cheiram esquisito. Não é por acaso. Normalmente, as pessoas têm o hábito de utilizar a mesma garrafa over and over, re-enchê-la vezes sem conta, e isso é nojento, deve trocar-se de garrafa a cada 2 ou 3 vezes que se re-enche. Não usá-la até ao resto da vida. E uma garrafa de água não custa mais de 1€. Não é muito difícil.

Borbulhas. Detesto que me espremam borbulhas e, deus me livre, detesto ainda mais espremer as borbulhas dos outros. Acho simplesmente nojento, o pus é um dos líquidos mais nojentos do corpo humano. Adoro tirar borbulhas já secas, e crostas, a mim própria, mas aos outros, e os outros a mim, NUNCA. Tenho amigos próximos que têm uma qualquer panca por espremer borbulhas e andam atrás de mim sempre que tenho uma. Eu fujo a 7 pés, pois acho completamente nojento que me façam isso.

Mexer em pés. Eu flipo quando vejo as pessoas a mexerem em pés - nos próprios ou nos dos outros - e depois não lavar as mãos. E depois tocar em coisas que eu vou tocar, ou comer, ou tocar em mim. Bheeeekkkkk.

Os postes dos autocarros/metros/transportes públicos em geral. Bem, acho que nem é preciso explicar essa, né? É "só" onde centenas, quem sabe milhares, de pessoas, tocam por dia. Para evitar isso, normalmente, tento agarrar-me sempre à parte mais em cima, onde quase ninguém toca, ou evitar tocar de todo, manter-me em pé, ou, se for uma viagem longa, sentar-me logo e não tocar em nada. Mas é inevitável e acabamos sempre por tocar naquele poste, onde aquele senhor idoso, cujas mãos estiveram em contacto directo com o lenço de bolso (outra coisa que acho meio nojento, lenços de bolso, e não de papel) para onde mandou um escarro amarelo esverdeado. Sinto-me suja sempre que saio de um autocarro e só penso que tenho que lavar as mãos. A sério.

Outras coisas que tal: molhar o dedo com saliva para virar uma página de um livro ou uma folha (vejo imensos profs a distribuir, por exemplo, exames e frequências, a fazer isso, e acho muito mau), espirrar e tossir sem pôr a mão à frente, utilizar lenços de pano e não de papel, deitar-se com os pés virados para o lado da cabeceira (ex: almofada), tirar macacos do nariz e mandar para o chão ou colar em qualquer parede, tomar banho e deixar a banheira cheia de pêlos púbicos e cabelos, roupa interior suja no chão (boxers, cuecas, meias), e a toalha molhada toda enrolada, sim, que um ambiente assim molhado e quente nem é o ambiente ideal para as bactérias crescerem (bom, se fazem isso em casa, ao menos evitem fazer na dos outros, é que é nojento).... etc!

Mas pior do que tudo isso, mesmo, é quando me mandam perdigotos para cima, ou quando cospem para o chão, mesmo da rua. É ver essas coisas que me fazem pensar que nunca se deve andar com os sapatos da rua em casa, e muito menos nos locais (tipo quarto) onde vamos andar descalços, e depois ir para a cama sem tomar banho. pode parecer que faço altos filmes, mas é mesmo assim.

Sinceramente... às vezes vejo as pessoas a fazer coisas que me deixam "WTF???!!!", com uma naturalidade incrível. Talvez seja eu que tenha uma qualquer mania, e sempre que tenho que tocar em coisas que sei que os outros - os que não lavam as mãos depois de ir à casa-de-banho, os que espremem borbulhas, os que mexem nos pés - lavo as mãos. Eu acho que lavo as mãos umas 5 vezes à hora. Porque sei que tenho o terrível hábito de roer as unhas e mexer no nariz, pelo que, ao menos, se o fizer, sei que tenho as mãos minimamente limpas. Mas há, mesmo, pessoas que têm hábitos nojentos, e nem dão conta!

31 de maio de 2011

' I'm that kind of person...

sou muito explosiva. e nisso, saio à minha mãe.




mas o nosso explosivo é especial: não é com qualquer coisa. somos calmas por natureza, mas quando é para explodir, é para explodir com E grande. tenho observado esse comportamento na minha mãe observo-o frequentemente em mim. é o seguinte: há coisas que, à partida, chateiam qualquer pessoa, mas a mim não. outras há que, aparentemente, não chateiam ninguém, mas a mim chateia-me. por exemplo: a minha mãe é capaz de não dizer nada se eu deixei montes de loiça suja na bancada da cozinha e não a pus na máquina; mas é capaz de explodir se eu coloquei a loiça toda na máquina, mas mal, não da forma como ela queria. ou seja, no fundo, a questão é: é preferível não fazer NADA do que fazer algo que não seja à maneira dela.

assim é comigo. 

e temos tendências explosivas. no mínimo, uma vez por mês, aqui em casa tem de haver gritaria. e nisso, descemos mesmo o nível. gritamos, berramos, batemos portas e às vezes até choramos. só não partimos loiça porque depois já sei que tinha de ser eu a varrer tudo. isto acontece numa noite, e no dia seguinte está tudo bem. e porquê? porque eu e a minha mãe, ambas de signo touro, somos como os vulcões: chocamos, explodimos, entramos em erupção e depois fica tudo na maior das calmarias no mês inteiro seguinte.  tenho a certeza que ela até fica a pensar "que estupidez termos discutido por aquela coisinha"; porque eu também fico. mas naquele momento, basta uma coisinha ter corrido mal no dia de cada uma, e as condições estão criadas. e, melhor ainda, adoro quando, no dia seguinte, ela diz "desculpa ter gritado contigo, estava nervosa!", mas eu, como sou orgulhosa, nunca respondo, nunca mostro que as desculpas foram aceites, nada de nada, fria que nem pedra, só no dia a seguir é que retomo a relação normal xD

o Bruno diz-me "baby, és tão explosiva!". pois sou. e ainda bem. prefiro explodir numa noite e na manhã seguinte estar nas calmas, do que ir "acumulando", não dizer nada quando as coisas me chateiam e depois, quando expludo... saiam da minha frente. vai loiça e vai tudo!

Muaah @

29 de maio de 2011

' Das pessoas com falta de sentido de humor.



A minha definição de sentido de humor não é saber fazer ou contar piadas. Para isso temos os comediantes, right?

A minha definição de sentido de humor é saber rir das situações mais estúpidas, até mesmo aquelas que não têm piada nenhuma. Eu, por exemplo, sou péssima a contar piadas, nunca me lembro de anedotas, não tenho piada a contá-las, mas tenho sentido de humor, porque me rio de tudo. Rio-me das minhas próprias piadas altamente ridículas, que invento, não pela piada em si mas porque nunca resisto a rir antes de acabar a piada, e rio-me por me estar a rir, e as pessoas riem-se por eu me estar a rir, e toda a gente se ri. e eu invento piadas mesmo muito, muito estúpidas, e sou altamente gozona, estou sempre a fazer piadas com, por exemplo, os apelidos das outras pessoas. rio-me das piadas dos outros mesmo quando não têm piada nenhuma - e é por não terem piada nenhuma que acabam por ter piada. rio-me só de ver alguém a rir. isso sim, é sentido de humor. O Bruno diz-me o tempo todo, que a regra nº 1 para se ter piada é não se rir das próprias piadas. mas, porra, eu não consigo fazer isso, porque eu acho sempre imensa piada às minhas piadas, mesmo que saiba que não têm piada nenhuma... acho piada só ao facto de ter pensado e me lembrado daquilo. além disso, ninguém me paga para ser uma Ellen Degeneres ou um Conan O'Brian ou um Bruno Nogueira, não tenho que seguir regras absolutamente nenhumas para "ter piada".

agora, aquelas pessoas que estão sempre a dizer "não teve piada nenhuma", porra, é que enjoa. e uma pessoa ter que lhes estar sempre a dizer "estava a brincar", quando eu estava de facto a brincar e por acaso até nem me ri (o que é raro, que eu me rio sempre que estou a brincar. a brincar, a gozar, e a mentir!). God...

melhor ainda: as pessoas que ficam realmente ofendidas por brincarem ou gozarem com elas. a sério? por acaso compreendo, já fui assim, ficava mesmo chateada quando gozavam ( na brincadeira) comigo e ficava toda chateada... hoje? adoro que gozem comigo... e rio-me sempre quando me tentam imitar! :D

like really, estou farta de pessoas que dizem "não tem piada" a TUDO.

enfim... eu? rio-me disso! :)

porque, no fundo no fundo, eu adoro rir-me (a minha mãe está sempre a chatear-me porque "só vejo sitcoms"), e adoro rir-me sobretudo quando o riso é com tanta vontade, que até choro.




Muaah @

28 de maio de 2011

' Não gosto de falar ao telefone.


Não sei porquê, mas não gosto de falar ao telefone. Nunca gostei. Faz-me confusão. Lembro-me de quando tinha uns 14 anos e tinha uma "melhor amiga", e ficávamos horas a fio a falar. Não gostava da sensação de estar tantas horas ao telefone, aquilo nunca mais acabava, mas eu era muito imatura para me impôr e dizer que não queria mais falar... cedia muito à peer pression nessa altura! E ela adorava falar ao telefone...

Prefiro, de todas as hipóteses de comunicação, falar cara-a-cara; se assim não for, prefiro "falar" por escrito. Tenho os "lol's" e os smiles para me expressar. Agora, telefone, detesto. Fico estranha. Nunca sei bem o que dizer. Como responder. Fico fria. As pessoas perguntam se estou chateada ou triste. Não. Eu simplesmente não sei me expressar pelo telefone. Faz-me confusão estar a falar "por voz" (sem ser por escrito) com uma pessoa sem olhar para a cara dela. Mas pronto, se for para dar uma informação rápida ou assim, até nem me importo. O que mais me chateia são as conversas por telefone. Aquelas conversas que nunca mais acabam... epa, se é para pôr a conversa em dia e contar novidades, não é muito melhor marcar um encontro? Ficar na esplanada a conversar? Sim! Agora, conversar por telefone? Ai, detesto, detesto!!! Quando me apanho numa dessas conversas, digo sempre "falamos depois", porque prefiro contar as coisas presencialmente, ver directamente a expressão da pessoa, sei lá, é uma coisa diferente. Recentemente, passei até a não gostar de conversar online, por chat e assim. Já não abro o msn há MESES!! É raro lá ir. Nem me lembro que aquilo lá está. Também não gosto muito do chat do facebook. Quer dizer, uma coisa é comentar blogs ou estados no facebook acerca de uma temática específica. Outra é pôr a conversa em dia pelo facebook. Epa, não gosto. Prefiro esperar até estar com a pessoa. Prefiro contar-lhe as coisas cara-a-cara.

Nunca atendo nºs privados nem desconhecidos. Só há um conjunto de 3 ou 4 pessoas a quem atendo o telemóvel na maioria das vezes - é por obrigação, tipo pais e avó. Já tenho fama de não gostar de falar ao telefone/não atender. Há até pessoas que me enviam sms's a dizer "urgente!!", "caso de vida ou morte!!", porque sabem que, nesses casos, eu fico preocupada e ligo.

Enfim, não gosto de falar ao telefone. Para a maior parte das pessoas, é mais uma das minhas manias incompreensíveis. Sucede que, para mim, também é incompreensível. Não sei desde quando não gosto de falar ao telefone. Não gosto e pronto. Este ano tem sido o ano em que estou a aceitar mais os meus defeitos, manias, simplesmente a minha forma de ser, e a impor-me muito mais. Não há muito tempo atrás - tipo, 2010 - eu já me aceitava como era, mas ainda cedia muito à vontade dos outros... o que os outros queriam, o que os outros achavam. Agora?? porra, se não gosto de falar ao telefone, não gosto, e ponto final. deal with it =P

Cada um com a sua mania.

Muaah @

25 de maio de 2011

' 1111 post's

eis que hoje entro no blogger para ver se tenho algum post agendado, dado que, devido à sobreposição de trabalhos, estudo, exames, projectos e preocupações que tenho tido, não tenho tido tempo nem paciência para escrever coisas muito elaboradas, e vejo: mil cento e onze mensagens ever. :)


também é digno reparar no nº de "mensagens" constantes do blog "Em estado puro" :D

(vocês não sabem, mas isto foi só um truque para publicitar os meus não dois, não três, mas sim quatro blogues e, coitados, alguns sofrem de negligência, ao Uma Janela Aberta já não lhe ponho os olhos em cima há muito tempo....... até fica mal dizer quanto.)

21 de maio de 2011

' This one could be the one #7







Todas estas músicas têm um denominador comum (bom, claro, para além da Christina, da voz, do show-off, e de tudo o que eu amo nela): aquela pitadinha de gospel no fim... ok, desculpa Christina, mas tenho que dar crédito ao instrumental, aqui... amo a tua voz, mas o instrumental, só o instrumental, destas 3 músicas, mata-me... ahhh, eu podia simplesmente ouvir a música de fundo, com o coro e o gospel no fim, aquelas vozes, adoro isso, adoro, amo, venero, qualquer destas 3 músicas poderia ser a minha ABSOLUTE FAVOURITE.

17 de maio de 2011

' Senso comum ou burrice mesmo? É à escolha do freguês...

A Cláudia vai ao café comprar um gelado e fica meia-hora à espera no balcão, porque a empregada está a falar com a vizinha do lado.


Assunto: que o filho da tal vizinha foi vítima de um feitiço, feito por uma bruxa, que causou o seu divórcio com a sua (ex) mulher. o feitiço, segundo a senhora, consistia em pegar numas calças de ganga do dito cujo e enchê-la de enxofre, e deixá-las dentro de um cesto de verga.


Citando directamente a senhora: "foi remédio santo! a bruxa conseguiu! ao fim de 7 anos, lá conseguiu que o meu filho se separasse da mulher..."


Eu ficava-me por aqui, não tecia mais comentários, mas penso que seja necessário referir que, nesse mesmo dia, numa banal aula de PPRI (Percepção de Pessoas e Relações Interpessoais), a professora nos apresentou um exemplo de um estudo cujos resultados foram precisamente que, geralmente, a maior crise dos casamentos dá-se por volta dos 7/8 anos, e que a maioria dos divórcios ocorre nessa fase do casamento.


Eu não gosto de me "armar em superior", mas não consigo deixar de me lembrar de uma expressão muito utilizada - com humor, atenção, não com preconceito - por uma pessoa cujo sentido de humor me mata: "povo!!!" (dito de uma forma que me faz sempre rir).


Agora, sim, vou calar-me.

15 de maio de 2011

' Nomes.

Por vezes acho que há nomes que me repelem. E outros que me atraem.

São eles, essencialmente:

Brunos: sempre gostei de Brunos. sempre me senti atraída por Brunos. tive uma grande crush por um Bruno quando era mais nova (daquelas platónicas e não correspondidas); um Bruno teve uma grande crush por mim também quando era mais nova (e eu não correspondia, mas atraía-me o facto dele gostar de mim); adoro o Bruno da série "Jura", acho que se fosse solteira e o visse à frente...... e, claro, o Bruno. o Bruno é o Bruno. :)

Tânias: não gosto de Tânias. nunca gostei de Tânias. todas as Tânias que se cruzaram na minha vida (e não foram poucas), me desiludiram. uma irmã emprestada (filha de uma senhora com quem o meu pai andou e viveu). sempre que tinha de ir lá a casa era o inferno. odiava-a, ela odiava-me a mim. uma prima direita. não gosto dela nem ela de mim, é recíproco. e sou menina para, se for a casa da minha avó e vir o carro dela estacionado, dar meia volta e vir embora. enfim. outras Tânias.

não sei. não percebo. há certos nomes que me atraem. outros que me repelem.

3 de maio de 2011

' Sonhos lúcidos.



E terem a noção de quando estão a sonhar? E estarem perfeitamente acordados, mas a sonhar?

Isto é completamente assustador... mas muito giro.

Às vezes (muitas vezes) estou acordada, mas o meu corpo está a dormir, resultado, fico paralisada e não me consigo mexer durante uns bons minutos. Para mim mesma, estou a pensar e a fazer uma enorme força para acordar, para abrir os olhos, mas não consigo! Pior, quando isto acontece, geralmente, é acompanhado de um sonho, e eu estou no sonho, aliás, metade no sonho, metade acordada, sei perfeitamente que estou acordada, estou perfeitamente consciente, quero mover-me, quero acordar, quero sair do sonho, e NÃO CONSIGO. Esta é a parte mal de estar semi-consciente durante o sono. Mas, por outro lado, podemos ter sonhos lúcidos... e é óptimo!

Desde que vi o Inception tenho mais a noção de quando estou a sonhar. Dou por mim, mesmo a sonhar, e a pensar para mim mesma "isto é um sonho" - porque nunca sei como fui lá parar e porque normalmente é tudo completamente absurdo. muitas vezes oiço outras pessoas a contarem-me os seus sonhos e, apesar de serem cenários altamente oníricos, são sempre coisas que têm um curso de tempo e de acontecimentos mais ou menos lógico. mas os meus não. os meus sonhos são tão estapafúrdios que é fácil de perceber que estou a sonhar. e quando quero "conferir" que realmente estou num sonho, invento um espelho qualquer (sim, que nos sonhos é só pensar e aparece) e vejo-me nele, mas não aparece a minha imagem, aparece sempre enevoada, aí sei que estou a sonhar (porque nunca me vejo a mim própria nos sonhos).

Na noite que vi o Inception (pt: A Origem), fiquei tão "blown away" que fui à net procurar coisas sobre sonhos. Uma das técnicas que li para sabermos que estamos a sonhar é pensar, no instante antes de dormir, "vou lembrar-me que estou a sonhar", e muitas vezes consigo. Muitas vezes não consigo, é extremamente difícil!

Mas, quando consigo, é BRUTAL, porque manipulo completamente o jogo. E lembro-me sempre do que sonhei, lembro-me que fui lá parar porque o meu subconsciente assim decidiu, mas que, a partir do momento em que me apercebi de que estava a sonhar, quem controlou tudo a seguir fui eu.

Na maioria das vezes em que ganho uma certa consciência de que estou a sonhar, consigo manipular o sonho a meu bel-prazer. voo, flutuo, vou para onde quiser, faço o que quiser.
Noutras vezes, corre mal eu ter a consciência de que estou a sonhar, quero fazer algo no sonho e não consigo... por exemplo, num sonho que tive, estava num quarto de hotel e estavam a revistar as minhas malas porque desconfiavam que eu tinha roubado algo. eu estava sentada na cama, e na parede ao lado tinha uma janela que dava para outro quarto, onde estava um gajo e uma gaja a fazerem sexo e eu decidi ir para esse quarto. quando estava no corredor, é que me apercebi que estava a sonhar. o corredor estava totalmente escuro e eu estava a flutuar, não a andar, como se não houvesse gravidade. quando me apercebi que estava a sonhar, já não consegui encontrar o quarto que queria -.-'

Mas, a sério... é BRUTAL ter consciência de que estamos a sonhar e manipular a coisa... já para não falar que, quando consigo ter esta consciência de que estou a sonhar (o que nem sempre acontece, apesar de tudo) é sempre óptimo poder realizar: sonhos, fantasias, desejos, magias, histórias, vinganças, coisas que não poderia fazer na realidade...tudo o que eu quiser. e é como se tivesse a viver tudo isso na realidade, pois é intenso, é muito real, é como se tivesse numa realidade paralela, uma realidade que eu crio, tenho mesmo as sensações físicas que teria se acontecesse na realidade, algo que é impossível se imaginarmos apenas, quando acordados.
wow! wow! wow!!
já aquela coisa de estar acordada e não conseguir mover-me ou abrir os olhos, só conseguir respirar, já é um bocado agoniante. é como ter um ataque de pânico e não poder fazer nada nem chamar ajuda!

2 de maio de 2011

' Vamos dormir sobre o assunto.


"Não me apetece nada ir às aulas, estou mole"

"Não vás"

"ya... também não eram importantes"

*5 minutos depois, já deitados e quase a dormir*

"oh... sinto-me bué culpada por não ir às aulas, ainda por cima para ficar a dormir..."

"não sintas"

"mas sinto..."

"vamos dormir sobre o assunto".

30 de abril de 2011

' Sentido de oportunidade é...

… eu ir à janela só porque sim e precisamente no mesmo instante aparecer um amigo meu, que vinha buscar uma mochila que tinha deixado em minha casa.

É que, juro, eu fui à janela só porque sim. Sem nenhum motivo especial. (visto que estou a deixar de fumar e a primeira medida que tomei foi mesmo deixar de fumar em casa).

20 de abril de 2011

' E as vezes que isto me acontece?

Durante o dia lembro-me de toneladas de coisas sobre as quais quero escrever no blog.

Se as anoto, óptimo, fico com material para dois meses (é por isso que este blog nunca acaba, lol).

Se não as anoto, chego aqui e já não me lembro de nada.

Este espaço vazio assusta-me um bocado e eu estou a perder o jeito para escrever.

Shit.

17 de abril de 2011

' O meu problema em ganhar e perder peso:

ganho-o todo na zona das ancas e rabo.

perco-o todo na zona das mamas.

MERDE!!



uma das razões por que não quero emagrecer (muito), é porque gosto demasiado das minhas mamas.

5 de abril de 2011

' Esta é só para os bloggers:

"ESTA TEM DE IR PARA O BLOG!!!!!!!!!!!"...



esta frase é familiar a alguém?? alguém se acusa?! deixem-me adivinhar... todos os bloggers? não há nada que se passe no dia-a-dia... seja alegre, triste, hilariante, de chorar a rir, de rir a chorar, humilhante, embaraçoso... que não queiramos escrever aqui? é, não é? :D eu passo a vida a pensar nessa frase... mas depois a maioria das coisas passa-me ao lado! ou então lembro-me de tudo de uma vez e faço um post enormérrimo que ninguém lê até ao fim :P ou então vou escrevendo e guardando nos rascunhos, e depois... esqueço-me de publicar e depois a certa altura agendo-os todos pra publicarem de dois em dois dias xD mas já alguém dizia... o que conta é a intenção! o meu blog nunca há-de acabar, com as toneladas de ideias que tenho todos os dias para escrever e que guardo sempre assim que chego ao portátil.

aliás, até mesmo este próprio post, estava aqui há um ano, mais coisa menos coisa, à espera de ser publicado.
Muaah @

25 de março de 2011

' Sou mesmo triste:

ao preencher os papéis dos censos, reparei que vinham 3 individuais, e eu preenchi um para mim, outro para a minha mãe e o outro... para os cães... (porque, ao 3º, pensei para mim mesma "bem, quem vive mais nesta casa?" e lá estavam os cães, na sala ao pé do sofá onde eu estava, a fazer asneira, para variar).

qualquer coisa como "Marley + Maxi", "religião de cão", "não consegue tomar banho nem vestir-se sozinho", "tem dificuldades em expressar-se e entender os outros", " vive em união de facto, um com o outro", com muitos lol's pelo meio.

o pior?? enquanto fazia isto ria-me - sozinha, note-se, daí o ser triste - que nem uma perdida.

17 de março de 2011

' Cresçam e apareçam, "masé".

No meu curso há imensa, mas imensa, gente que se queixa de que temos aulas em inglês, e que o material de estudo (artigos, livros, slides, etc.) são em inglês.

Really? Like, really? É só o que me ocorre dizer.

Quem vai para a faculdade sem saber um mínimo de inglês? Acho tão básico, aliás, acho até que hoje em dia, não saber uma língua para além da materna é ridículo e roça no novo analfabetismo do século 21.
Quem vai para um curso, como o meu – Psicologia – onde toda a investigação e prática são feitos nos EUA/Europa central, não em Portugal, e estar à espera de ter tudo em português?

God. Este semestre, de 6 cadeiras, 4 são dadas em inglês, o material, esse, sempre foi em inglês, desde o início. Há pessoas, no 2º ano da licenciatura, que ainda se queixam disso. Ainda, há 2 anos que as oiço a queixarem-se de mais do mesmo.

Opa! Cresçam e apareçam. Ainda não perceberam? Nada vai mudar por se queixarem e os professores alemães não vão com certeza aprender português por causa de 3 gatos-pingados que não querem pegar no “Inglês para totós” e começar a fazer pela vida. É que a situação já chegou ao ridículo de fazerem espécie de “petições” e irem queixar-se à coordenadora de curso e mais não sei quê bla bla bla, para terem aulas em português. O ano passado tivemos um semestre inteiro com um prof alemão a (tentar) falar português só por causa dessas pessoas. Sinceramente, não pesquei nada. O português dele era tão mau, mas tão mau, que até o inglês era mais fácil de compreender.

Nós é que temos que nos adaptar aos professores, ao contexto, às circunstâncias, à vida, não o contrário (salvo excepções, claro, mas neste caso, parece-me a mim que nós alunos é que temos de saber um mínimo de inglês).

6 de março de 2011

' Eu e as listas, as listas e eu.



"OK, eu confesso. Sou uma fazedora de listas compulsiva. E não faço apenas listas das coisas que vou fazer. Faço das coisas que já fiz. Faço listas dos livros que li, dos filmes que vi, das mercearias que preciso, dos recados quotidianos,dos objectivos de vida e dos sonhos a alcançar, das estratégias financeiras, dos telefonemas que preciso fazer, dos projectos de trabalho e até mesmo listas de viagens que gostava de fazer e sítios a visitar." (in Selecções Reader's Digest, edição Janeiro/2011).

Nunca li nada que me caracterizasse tão bem.

Eu sou a rainha das listas: tenho listas de TUDO, e tenho listas a lembrar-me que tenho listas, algo como escrito numa lista "fazer compras: o que está na lista".

Tenho um código de cores muito específico e rigorosamente cumprido, e tenho um sistema de classificação: as setas, os hífens e os pontos; os pontos maiores e os pontos mais pequenos. Setas e subsetas, hífens e subhífens, pontos e subpontos, e subpontos de subpontos.

Quem olha para as minhas listas, acha confuso, mas eu tenho já uma estrutura mental tal que só de olhar para as cores e para a posição do item, sem precisar de ler, sei o que é, a que domínimo pertence (social, familiar, de saúde, escolar, profissional...), e qual a prioridade da coisa. É uma espécie de base de dados, com um motor de busca, mental. Todos os dias faço listas diárias (os tais subpontinhos mais pequenos, que são subpontos de pontos, por sua vez pontos de hífens, hífens de setas, numa hierarquia bem definida, gosto de decompor e esmiuçar tudo o que tenho que fazer em passos muito pequenos, exequíveis todos os dias), todas as semanas semanais, todos os meses mensais, até anuais eu tenho listas, e, por fim, para a vida inteira.

O melhor de tudo isto é chegar ao fim do dia e colocar um "checked" nos pontos para esse dia, chegar ao fim da semana e saber o que fiz e o que deixei inacabado, e no fim do mês verificar se fiz tudo aquilo a que me propus nesse mês.

Como sou extremamente organizada e obstinada e motivada, acabo por constatar que sim, que fiz tudo.

Graças às listas.

Que a memória, essa, a minha não é das melhores. Mas, nas listas, sou a maior. Já tinha reiterado esse ponto?

Muaah @