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16 de julho de 2011

' SUPER BOCK SUPER ROCK 15/07/2011.

OH MEU DEUS!!!!!!!!

Assisti ontem a um dos melhores concertos da minha vida... PORTISHEAD.

Valeu bem a pena o STRESS que foi para arranjar bilhetes... por desleixo e deixar para a última da hora, os bilhetes acabaram por esgotar... andei feita maluca a tentar arranjar bilhetes de última hora, e, claro, modéstia à parte, mas eu quando quero consigo, e desta não foi excepção.

Rodrigo Leão foi razoável, muito bom até, mas não tocaram as essenciais... A Mãe, Histórias, Sleepless Heart! Só para citar algumas das que eu estava à espera... mas no geral gostei imenso, adoro Rodrigo Leão, a tristeza e o dramatismo daquela música... Só sei que tive o concerto inteiro com as mãos ao peito a sentir aquela maravilha de música, à espera que eles tocassem a Sleepless Heart/4º Piso, e de repente o concerto acaba - e foi só uma hora, foi tão curto,nem dei pelo tempo a passar - e eu só fiquei mesmo desapontada. Mas enfim.

Um dos melhores momentos do concerto de Rodrigo Leão & Cinema Ensemble foi a Ana Vieira a cantar "Vida tão Estranha"... assim em estúdio não é das minhas músicas favoritas (apesar de gostar, muito), mas ao vivo foi qualquer coisa de... quase fazer chorar.



The Gift simplesmente detesto, odeio a voz da mulher, odeio o estilo, odeio tudo, foi um suplício estar ali a ouvir aquilo... mas valeu a pena o sacrifício, logo a seguir...

.... PORTISHEAD!

As minhas expectativas foram altamente superadas, só gostava de ter gravado mais vídeos... por momentos arrependi-me de não o ter feito, mas pensando melhor, um simples vídeo nunca ia passar a sensação de estar num concerto deles, e eu estava tão "embrenhada" na música, música atrás de música e eu só queria mais, estava mesmo a vibrar, estava no céu, ou noutro mundo, no planeta terra não estava de certeza... para mim, só uma música faltou no concerto deles, a "Ellysium", mas de resto foi brutal, simplesmente, em 5 palavras, bem resumido: QUALQUER COISA DO OUTRO MUNDO.

Um dos melhores momentos em Portishead foi "The Rip"... já conhecia (e adorava) a música e o vídeo, mas ouvir mesmo ao vivo, com este vídeo a passar naqueles ecrãs gigantes, foi qualquer coisa de... a sério, só nesse momento eu percebi a profundidade artística deste vídeo e da música (aconselho a ver em grande):





A seguir, Arcade Fire, não sei como tanta gente vibra com aquilo, eu simplesmente detestei... tão foleiro, nem letras de jeito tinham, metade das músicas eram compostas por "wwooaaahhh", ou "eeeehhh" ou "uuuhhh", like, really?! eu e a Vera estávamos a detestar - ainda por cima depois de ver Portishead, os standards de qualidade musical estavam demasiado altos, não consegui mesmo mesmo gostar minimamente de Arcade Fire - e acabámos por vir embora, e andámos uns bons 20 minutos até conseguir passar a multidão... todo o mundo a VIBRAR com aquilo, nunca tinha visto um concerto tão cheio (também estávamos bastante para a frente, mas mesmo assim), as pessoas a olhar para nós a pensar com aquele ar judgemental "mas tu vais-te embora num concerto dos arcade fire"... juro, nunca vi tanta gente a vibrar assim com uma banda como aquela. Bem, gostos não se discutem (educam-se, ahah), mas Arcade Fire foi algo que eu não consegui compreender de todo... Eu ainda fui com aquele espírito de mente aberta, disposta a entrar no espírito da coisa, mas não deu... detestei, ahhhh!!!!!! (e nunca mais acabava!).

Anyway... toda a noite valeu tão a pena só pelos Portishead... estava nas nuvens, ainda estou nas nuvens, Portishead é simplesmente... genialíssimo.

A companhia foi, definitvamente, a melhor :)




Muaah @

1 de julho de 2011

' Evoluir, sempre.



Estou, finalmente, a viver aquilo que sempre quis, numa das áreas da minha vida.

Uma coisa que, talvez, nem todo o mundo aprovasse como sendo o mais correcto. Mas, bom, afinal a vida é minha, não posso vivê-la a fazer o que os outros acham correcto. Se os outros acham errado, que não  o façam. Tão simples quanto isso. Correcto e errado, dois conceitos tão subjectivos e cultural e socialmente tendenciosos.

Esperei, esperei, procurei, confiei. E, finalmente, consegui. Estou a evoluir num sentido que sempre quis.

Estou, acima de tudo, feliz!

 E agradecida por ter encontrado uma pessoa que, independentemente dos defeitos que possa ter, me aceita, a minha essência, natureza e personalidade, de uma forma que nunca ninguém o fez, sem nunca me julgar ou tentar mudar.

9 de maio de 2011

' A minha sorte:

ter um namorado que cozinha e me ajuda a limpar a casa.

16 de abril de 2011

' 15 MESES.



Tu podes não ser o primeiro dela, nem o último, nem o único. Ela já amou antes, pode voltar a amar. Mas se ela te ama agora, que mais te importa?

Ela não é perfeita, muito menos tu, e se calhar vocês nunca serão perfeitos juntos, mas se ela te faz sorrir, se te fizer pensar duas vezes, que admita que o ser humano erra, agarra-a bem e dá-lhe tudo o que puderes.

Ela até pode não estar a pensar em ti a cada segundo, mas ela vai dar uma parte de si, mesmo sabendo que lhe podes partir o coração.

Por isso, não a magoes, não a moldes, não a julgues, não esperes mais do que aquilo que ela te poderá dar. Sorri quando ela te fizer feliz, mostra-lhe quando ela te deixar zangado… e sente a falta dela quando ela não estiver ao teu lado.

Carta do Bruno para "ele mesmo" em relação a mim.
Que mais posso eu dizer?

20 de março de 2011

' Saudades do que nunca tive.

Fui passar o fim-de-semana à santa terrinha.

That's a big deal for me.

Passo a explicar: eu sou uma pessoa (demasiado) citadina. Gosto (demais) da confusão, do barulho, do movimento. Não vou dizer que detesto, mas definitivamente não sou pessoa de campo. Aquela sensação de calma bucólica, do ócio, de estar rodeada por árvores, de não ver um único carro, chega a fazer-me uma confusão que me deixa irritadiça. Sim, houve alturas em que eu fiquei irritadiça porque estava (há menos de 24 horas) no campo. Não gosto, não sei porquê, nem para passar fins-de-semana. Para além do mais não estou habituada a famílias grandes. A bebés a chorar a toda a hora e a crianças naquela idade irritante sempre atrás de mim (o sobrinho do Alex, de 4 anos, adorou-me, não sei porquê, que além de não ser uma pessoa de campo não sou definitivamente uma pessoa de crianças, e andava sempre atrás de mim a absorver-me demasiada energia e às vezes, confesso, só me apetecia mandar um berro e dizer "pára quieto" mas não levanto a voz a filhos que não são meus! lol)... Aquilo é muita estranho, altares com a virgem maria a todas as esquinas, um cruxifixo em todas as paredes e um quadro da última ceia no quarto, eu sou anti-igreja, era um bocado creepy. E todas as pessoas ficavam a olhar para nós (eu e Vera) como se fôssemos ET's e cochichavam quando passávamos. Até mesmo as pessoas da nossa idade, um bocado limitadas (salvo algumas excepções), entediantes, demasiado normais (não gosto de pessoas normais, não no sentido literal da palavra, mas no sentido de serem pessoas que não oferecem nada de novo, mais do mesmo, enfim), bares e discotecas mesmo à santa terrinha, cheias de bimbos, é isso, bimbos é a palavra certa, enfim. Não conseguia, juro, não conseguia viver no campo.

Eu já sabia que ia ser assim, também eu tenho família espalhada por santas terrinhas (apesar de nunca lá ir), e não odiei de todo, apenas reforcei a minha opinião em relação a santas terrinhas. Mas fui à mesma, pela Vera e sobretudo pelo Alex que queria mesmo que eu fosse lá conhecer a família.

Quando estávamos a vir-nos embora, e todo o mundo desatou numa choradeira e eu não me senti minimamente triste por me vir embora, apercebi-me de que o meu problema não foi mesmo o campo em si. Que, pronto, 2 ou 3 dias rodeada de árvores até nem é assim tão mau. O meu problema é que eu não estou habituada a este ambiente familiar. Os pais, os avós, os tios, os cunhados, os primos, as crianças, a união. Todo o mundo a uma mesa a comer o dia todo (essa foi a melhor parte e eu devo ter engordado uns 3 quilos,lol), e depois o ir tomar café, o ir ver a feira, dar uma volta no meio de nenhures ver serras e montes de pedras. Não estou habituada, porque nunca tive. A minha família é a minha mãe, que mal vejo, e sempre assim o foi, que ela trabalha metade do dia, na cidade, e o meu pai que me controla à distância, e a minha avó. Isto tudo, entretanto, não se falam entre eles, ou porque estão chateados, ou porque são desligados que nem eu, não há almoços nem jantares de família nem crianças nem couves da horta nem ovos de galinha caseira, nem nada disso.

Para ser sincera, saí da minha zona de conforto e confesso que, em alguns momentos, me senti mesmo mal, desintegrada, com falta do que nunca tive, uma família unida, talvez por isso me tenha querido afastar, por saber disso, e saber que não compreendo esta união familiar, sobretudo famílias do campo.

Este post está altamente desorganizado, que eu hoje não estou lá com muita queda para escrever, mas, bottom line is: não gosto de santas terrinhas, saí da minha zona de conforto habitual, apercebi-me de que o motivo verdadeiro da minha melancolia foi o ter-me apercebido de que nunca tive aquilo, e por isso não conseguia compreender o motivo de alegria de, por exemplo, a Vera (que já compreende porque tem família grande e unida também), gostei pela companhia, pelo que fizemos, pelo nosso momento a três no centro geodésico, por termos gravado "CLÁUDIA ALEXANDRE VERA" no banco com uma chave e por todos esses momentos, mas, lá está, estou triste. Estou triste porque me apercebi de que sinto falta de algo que nunca tive, mas que deve ser bom.

Muaah @

16 de março de 2011

27 de fevereiro de 2011

' The four of us.



I had a really nice extended weekend, starting on Thursday.

A friend of Alex, Jan - who I just absolutely loved - was here in Portugal. We went out a lot, had quite a good time, lots of fun, lots of weed, lots of drinking. Today I feel great, after all friendship is everything when you're down, and now I'm actually remembering, I was pretty sad and down on Thursday, just had a really bad day.

Jan is a really great person, I actually already miss him (he left this morning), because it's really rare nowadays to meet such a nice person. In just 3/4 days I bounded with him in such a way I don't usually do (usually, I get some time to bound with someone like really closely), had a really great time, but most of all, learn a lot from him. The best of him is that I felt likeI could be just like myself, and he wouldn't judge me, like most of people do (yes, I get to be judged quite a lot). He is a true gentleman, a tolerant person, so sweet that me and Vera just felt like hugging him all the time (and we did!). Can't forget how a considerate person he was, how we always listened to you without interrupting (I hate when people don't know how to listen to other people, Jan was the opposite of that), how he took care of me when we got home totally drunk and I was totally in some other world, and he made me toasts with butter and a limonade, and stayed up with me until I was abe to go to sleep. I never forget, no matter how drunk I am, the good stuff people do for me.

When he left, 6 am this morning, me and Vera almost cried. I hate farewells and this one was really difficult, because I was liking him so much. He left, with Alex that took him to the airport, and me and Vera just sat down on the couch, feeling like "saudade" - a word we taugh to Jan that only exists in Portuguese and that, I believe, has more intensity to it than just an "I miss you" - talking about how we both got along so well with him, and how it is possible that there exists such a good person in the planet, and even trying to find some bad thing about him... we couldn't, we could only find good stuff (maybe we needed a little more time with him to find the bad stuff everyone has). - but why are we always, always, trying to find bad stuff about people? isn't the good enough? maybe it was better this way, I'll remember him only for the best things he had. I love, and prefer a million times, to see the good stuff about people instead of just the bad.

Well, what more can I say? I could go on and on, tell what we did - besides fun fun fun - tell how my english is close to perfect now (my accent in english was really bad, but once Jan is german, that was the only language we could comunicate, so I'm literally talking and thinking in english for 4 days now, it is actually hard now to make a switch from english to portuguese everytime I want to talk back in portuguese), how we talked about so many things, how we laughed and laughed and laughed...

...but that wouldn't be worth it.

All I can say is this was one of the best extended weekends I've ever had, I needed to relax and go out and forget about stupid things and stupid people that really bothers me in the everyday-life, and I sure got it. (tomorrow it's the same, when I have these kind of days-far-away-from-everything-and-from-routine is horrible, HORRIBLE! to get back and meet again, one more time, the same people, have the same conversations, at the same places, doing the same stuff).

Today? I'm hangover, I'm tired, I'm sick, my stomach is sick, everything about my body is sick, I've been sleeping all day and still I could sleep for like 12 more hours, I wasn't even able to get out of Vera's house yet, guess this is the way of my body telling me "Please, stop!!", but it was so worth it.

Thank you Jan, Vera and Alex.

Can't stop thinking how it would be just great to live with these three, we just get along so perfectly.

24 de fevereiro de 2011

23 de fevereiro de 2011

' Sou tão chorona.


Detesto esta música. Acho do mais lamechas e cliché que há. a letra está querida, mas detesto a música, não faz nada o meu género.

Mas desatei a chorar, baba e ranho, quando o Bruno pôs esta música e me convidou para dançar, só pelo olhar dele, por uns segundos que me pareceram longos minutos.

Foi um olhar tão lindo e tão intenso, um dos mais intensos que alguma vez vi, uma das formas mais apaixonadas que alguma vez me olharam... como se conseguisse ver a alma dele directamente. cheia de amor.

senti-me amada, protegida, em paz, e uma onda de felicidade e tranquilidade imensa, inexplicável...

Isto é tão lamechas, mas... só senti um aperto bom no coração, e as lágrimas a virem, e só baixei a cabeça, desatei a chorar, em silêncio, ele deu conta, levantou-me a cabeça, perguntou o que eu tinha, a música acabou, e eu desatei a rir à gargalhada da minha figura de parva... e só disse "emocionei-me!!!!!".

Foi tão comovente.

A música ideal para esse momento tinha sido Bound To You, sem dúvida. Dramática, intensa, angustiante, comovente... tudo o que senti! depois ele levou-me a dançar novamente com esta música, mas já não chorei, o primeiro momento foi daqueles mesmo espontâneos e que dificilmente se repete, muito menos se for "combinado".

Really? Eu chorei por aquilo? sou uma chorona do pior. mas, em minha defesa, foi um olhar mesmo mesmo mesmo comovente... parecia cena de filme.

16 de fevereiro de 2011

' Um dia ainda havemos de ter um pomar inteiro.


No fim de cada ano eu releio sempre as minhas agendas desse ano. (tenho muito a mania das agendas, e das listinhas, e das listinhas a relembrar que tenho uma listinha, faço tudo o que escrevo e escrevo tudo o que faço, é uma espécie de diário, com um compartimento especial para os talõezinhos sem importância daquele dia muito importante, e um código de cores para cada coisa: cor-de-rosa para coisas sociais; verde para coisas pessoais (como médicos, quando comprar a pílula, quando iniciar a pílula, etc.), vermelho para obrigações, cor-de-laranja para coisas da faculdade, amarelo (marcador) para o trabalho, etc. etc.).

Estive o tempo todo a sorrir quando, no dia 31, peguei na minha agenda de 2010 e a revi toda. Nem os maus momentos (devidamente acompanhados de um ":(" ) me fizeram ficar mais triste.

O que quase me levou às lágrimas de emoção foi algo que o Bruno fez durante todo o ano e eu nunca tinha reparado: todos os dias 16 (dia do nosso aniversário) ele fez um desenho ao lado de "X MESES COM BRUNO :)". No primeiro mês, uma semente debaixo da terra; no quarto mês, a semente a tornar-se numa planta; no 6ª mês, período de chuvas, com direito a uma nuvenzinha e tudo; no 8º mês, um sol resplandecente; no fim de tudo, a semente, que tinha crescido para uma planta, era agora uma árvore.

Eu NUNCA ao longo de todo o ano tinha reparado naquilo. Eu reconheci o desenho dele, porque ele tem uma forma muito particular de desenhar (e desenha BEM, MUITO BEM), ele confessou-me que todos os dias 16 sempre que apanhava a minha agenda "a jeitos", sem eu perceber, deixava lá a marquinha. O engraçado é que ele fazia isso porque sim, não fazia questão de me mostrar, de me dizer "olha o que fiz", ele simplesmente foi fazendo, ficou 1 ano à espera que eu descobrisse sozinha, correndo o risco até que eu nunca viesse a descobrir.

Achei lindo de uma forma simples, achei poético, achei inteligente, achei genial, mas sobretudo achei criativo, achei tudo de bom, uma das melhores coisas que já me deram numa relação e que nunca vou esquecer.

O que eu lhe posso dizer, agora, é: acredita, uma árvore vai se transformar em duas, duas árvores em três, três em quatro, até termos um pomar inteiro.

Ainda me perguntam porque é que eu o AMO?! Eu pergunto, como é que eu não hei-de amá-lo. Pode ter muitos defeitos (e tem-nos), mas depois faz estas pequenas coisas... :) aquilo do trabalho irrita-me profundamente porque detesto pessoas preguiçosas e sem ambição, mas por enquanto, enquanto isso não me afecta em termos reais, prefiro aproveitar o namorado fantástico que tenho, que me recebe em casa quando chego cansada de trabalho&escola com um jantar e um chá, e me descalça e me põe as pantufas, e me empresta o portátil porque o meu foi para arranjar, e que neste preciso momento me está a preparar outro jantar. Não podia pedir mais nada [e eu espanco-o durante a noite, lol].

(hoje fazemos) 1 ANO & 1 MÊS.

14 de fevereiro de 2011

' O nosso "segredo".



Vendo a minha própria relação "de fora", consigo ver que temos uma óptima dinâmica. Todo o mundo que nos conhece diz o mesmo. Aliás, a mim já me chegaram mesmo a dizer que somos "um casal legalize" (amei a expressão).

Porque somos tão diferentes (a sério, mesmo muito, se eu sou dia ele é noite, se eu sou jazz ele é metal, se eu sou fogo com terra ele é qualquer coisa como ar misturado com água), e porque nos damos tão bem. E, sobretudo como é que eu me estou a aguentar tão bem numa relação quando sempre me dei mal com elas no passado, e, melhor ainda, como é que o Bruno, sendo como é, com as ideias que tem, consegue adaptar-se a mim, sendo como sou e com as ideias que tenho, e vice-versa.

À partida, quem nos conhecesse separadamente, NUNCA diria que iríamos dar-nos tão bem.

Mas nós temos um segredo.

Aceitação.

Nós aceitamo-nos mutuamente de uma forma tão natural como nunca na vida eu vi em nenhuma relação, inclusivé relações em que eu já estive inserida.

Isto pode parecer simples, básico e até um lugar-comum, mas para mim é algo raro, difícil de encontrar, e por isso precioso, muito bom, alguém assim, como ele.

Porque eu sou maluca. Sim, sou. Eu tenho ideias malucas. É difícil para alguém com uma mente mais fechada não me conhecer sem me julgar. São raras as pessoas na minha vida que eu sei que não me julgam de forma alguma. Sou daquele tipo de pessoa que ou se adora ou se odeia - se me conhecerem o suficiente. Se só me conhecerem à superfície, talvez fiquem indiferentes. Mas, once you know me, you get to jugde me. Já estou habituada e, sinceramente, pouco me incomoda. sempre adorei e sempre me ri imenso ao ouvir boatos sobre mim. antes ser mal falada do que não ser falada de todo. sou extremamente egocêntrica nesse aspecto.

Quem me conhece o suficiente/há algum tempo, ou até mesmo quem lê o meu blog desde há 2 anos para cá, sabe que a minha forma de pensar no que toca a relações amorosas/passionais é completamente oposta à forma de pensar da maioria das pessoas (aliás, é basicamente no que toca a "tudo", mas nisso é ainda mais extremo). Eu sou a favor das relações abertas; de práticas como orgias e swing; eu tenho 1564866 fantasias impossíveis de realizar ou de deixar alguém com o queixo caído. Para além disso, eu sou demasiado sincera. Eu digo logo tudo frontalmente. Eu digo abertamente: eu era capaz de trair; e por isso, era perfeitamente capaz de perdoar uma traição (isto não quer dizer que vá acontecer). Eu sou capaz de apreciar o corpo de um rapaz e de uma rapariga (sim, que sou uma bi-curiosa à espera para satisfazer a minha curiosidade) à frente dele, e de dizer o que eu faria com ele/a, à frente do meu NAMORADO.

Obviously, a maioria dos namorados mandavam-me dar uma curva, e já me mandaram por estas mesmas razões. Sou demasiado liberal, sou demasiado out of the box, demais para aguentar. Não tenho quaisquer tabus nem nada que não queira experimentar e nada acerca disso é secreto. Mas os meus namorados nunca souberam lidar bem com isso. Ainda hoje um ex me diz, por exemplo, que uma das razões porque acabou comigo foi por eu ter-lhe dito que era capaz de perdoar uma traição (e daí ele inferiu que eu ía traí-lo). Basicamente, já acabaram comigo por eu ser um livro aberto. Mas não aprendi com o "erro". Só esperei que a pessoa acertada para mim aparecesse.

A cena com o Bruno é que ele está ok com isso. Ele simplesmente não faz cenas. Não quer dizer que ele não se importe comigo ou que não goste de mim, porque eu sei que ele gosta muito. Quer apenas dizer que ele soube ver-me com olhos de ver e soube aceitar todo o pacote, não só metade nem só o que lhe convinha! Ele não quer aquela namorada púdica, falsa moralista que se arma em inocente. Ele quer alguém que seja assim, um livro aberto como eu. Ao ponto de eu ter recebido uma proposta indecente para uma passagem de ano a dois no Algarve e eu ter contado tudo isso ao Bruno, todos os pormenores. Se calhar a maioria das gajas ou não falava sequer no assunto, ou dizia que ia com umas amigas e enfim... mas eu não. eu apostei na comunicação e na sinceridade, aliás, defeito de fábrica meu (por vezes pode ser mau). O que é que o Bruno fez? Mostrou tristeza e reticência, claro. E, no fim, disse "se quiseres podes ir, amor. Não te quero prender a nada. Tenho medo de como me vou sentir quando voltares e eu souber que fizeste sexo com ele, provavelmente vou sentir-me muito magoado, mas prefiro que faças isso e não te perder, do que estragar a nossa relação por te proibir de algo, porque eu gosto demasiado de ti para te perder". Todo um discurso à volta disso. Eu não fui. Vou ser sincera: se ele me tivesse "proibido", talvez eu tivesse ido. Porque eu não gosto que me ponham imposições, sejam namorados ou não. Porque eu sou assim. Eu consigo separar sexo de emoções, e naquele caso seria apenas, apenas e só, sexo (para mim), com alguém por quem eu me sinto fisicamente - e só fisicamente - atraída. Mas não. Ele pôs-me tão à vontade que eu perdi a vontade de ir. Sinceramente, ele não merecia sequer que eu o magoasse assim. A aceitação pode ser muita, mas eu também não quero ser abusadora a esse ponto.

Ou seja. A nossa relação é toda ela baseada na confiança, comunicação e sinceridade. O que se torna num ciclo vicioso: eu sou tão, tão, tão sincera com ele, que ele já sabe que pode contar com isso, e já sabe que nunca lhe esconderia nada importante; por saber disso, ele confia em mim, porque sabe que não escondo nada; e eu, por sentir essa confiança da parte dele, perco a vontade de fazer algo de errado, como trair, ou de esconder coisas. O fruto proibido deixa de ser o mais apetecido, porque deixa de ser proibido.

Bottom line is... temos uma dinâmica relacional extremamente saudável. Tanto podemos falar abertamente em traições e comentar um com o outro que "temos que ir àquele bar onde fazem orgias em Melbourne" ao vermos o "69 coisas sexy's para fazer antes de morrer" na Sic Radical, como podemos imaginar-nos velhinhos com 80 anos em casa a fazer malha.

Tenho aquela sensação - e certeza - de que posso falar de absolutamente tudo com ele: ele não se vai assustar se eu falar em casamento, ele não se vai assustar se eu falar em filhos, ele não se vai assustar se eu falar que X Y ou Z me quer levar p'ra cama, ou se eu falar que quero fazer swing, por exemplo. Ele não se vai assustar com nada porque ele aceitou todo o pacote que eu trago, todos os devaneios e as ideias loucas e a imprevisibilidade. ele já está à espera que tudo saia da minha boca.

Nunca tive nada assim na vida, aliás, nunca vi nada assim na vida (só na televisão), não quero, de forma nenhuma, perdê-lo.

6 de fevereiro de 2011

' How can I deal with this?



O Bruno é o namorado mais impecável que a Cláudia alguma vez teve e possivelmente irá ter. Trata-a como uma princesa, faz tudo o que ela quer (e que acha razoável), nunca a deixa na mão, dá-lhe atenção q.b., não a troca pelos amigos (been there, done that), aceita-a como ela é, com o seu passado, e os seus defeitos, e as suas ideias malucas (been there, done that), nunca se esquece dela (been there, done that)... enquanto namorado, no Bruno, a Cláudia não podia pedir absolutamente mais nada!

Só que o Bruno também é preguiçoso e falta-lhe muita ambição. Não faz nada e também não parece querer fazer. É muito "deixa andar", não tem sonhos, não quer nada out of life, não se esforça para nada. O Bruno está à procura de trabalho há 5 ou 6 meses, depois de ter chumbado o ano e ter ficado com o 12º incompleto porque "não gostava de estudar" e porque era demasiado preguiçoso para se levantar de manhã e ir às aulas. O Bruno não está em posição se ser picuinhas, mas é. Não gosta disto, não gosta daquilo, não quer fazer X, não quer fazer Y, acha que é uma diva e que as pessoas é que precisam dele para trabalhar, e não o contrário, ele não precisa de ninguém para trabalhar. O Bruno fica contente quando entrega 30 curriculos no centro comercial num dia, sente-se realizado, não percebendo que isso não vai valer de nada, e por muito que a Cláudia lhe diga que é mais provável conseguir algo respondendo ao máximo de anúncios pela net, ele ainda tem a lata de dizer "isso não é o meu género, prefiro entregar pessoalmente nas lojas", lá está, ele é demasiado importante, não vai rebaixar-se ao ponto de fazer o que não gosta, pois claro está. O Bruno quase nunca tem dinheiro para ir ter com a Cláudia, sequer. É sempre a Cláudia que paga as coisas ao Bruno, seja para ir ter com ela, seja porque ela está farta de estarem sempre em casa e querer sair, seja para ele ir entregar mais curriculos. A Cláudia inscreveu-o em 26 empresas de trabalho temporário e perdeu um dia inteiro nisto. A Cláudia - com a devida autorização, claro - vai ao email do Bruno todas as noites enviar curriculos para aqueles sites de classificados online. A Cláudia vai com o Bruno às entrevistas, preenche as fichas de inscrição por ele porque "a caligrafia dele é feia" e a dela é bonita, a Cláudia diz como é que o Bruno tem de falar e estar numa entrevista para causar boa impressão. A Cláudia é, basicamente, mãe do Bruno.

Mas a Cláudia não quer ser mãe do Bruno, quer ser apenas e só namorada dele, e sinceramente está a ficar farta dessa situação. A Cláudia não quer ter de se preocupar com o que não tem que se preocupar, melhor, a Cláudia não tem de achar que o facto de sair de casa e conquistar o mundo é mais importante do que o Bruno.

Mas o Bruno continua, na mesma. Recusa trabalhos por causa dos horários, por causa da localização, ou simplesmente porque era num armazém onde implicava ele ter de subir escadotes e ele tem medo das alturas. E, como sabe que eu vou dar-lhe na cabeça por causa disso, esconde sempre essas situaçõezinhas, eu tenho de descobrir por outros meios. E, várias noites, depois da Cláudia estar HORAS em frente ao pc a inscrever o Bruno em ofertas online, quando liga ao Bruno a esclarecer essa situação, ele diz "mas eu faço, eu faço, eu inscrevo-me", mente com todos os dentes que tem na boca. "Não pressiones", diz ele, então a Cláudia resolve então não pressionar para ver se é isso que funciona, semanas depois de não-pressionar, a Cláudia volta ao email do Bruno e vê que ele, que teve todos esses dias de todas essas semanas livres e sem nada para fazer, não se inscreveu numa única oferta, muitas vezes nem sequer abriu o mail, então a Cláudia diz "se eu não te pressionar tu não fazes nada". Ele diz "eu faço", e assim se dizem duas mentiras num espaço de 5 minutos. É tão irritante e frustrante para a Cláudia quando ele diz isso, porque é contrariar o óbvio. É como se lhe perguntassem "de que cor é esta banana", e ele dissesse "é azul".

A Cláudia resolveu não pagar nada da celebração do 1º aniversário de namoro, porque já estava farta de pagar tudo. Na verdade, a Cláudia estava a querer testar o Bruno, a ver se ele assim reagia, se caía em si de uma vez por todas, mas o Bruno não reagiu nada, porque por ele basta-lhe estar com a Cláudia, mesmo que seja uma semana seguida em casa a comer, a foder e a ver televisão, ele só quer estar com a Cláudia, mais nada. A Cláudia resolve, de vez em quando, fazer fita e chorar, até o Bruno prometer que vai mudar, mas nunca muda nada. A Cláudia já chegou ao ponto, e mesmo que lhe doesse mesmo muito, de dizer que ia acabar com o Bruno se ele não mudasse de atitude. Ele não mudou nada. Mas prometeu. Ou mentiu. E a Cláudia não tem coragem de acabar com ele, porque gosta demasiado dele, porque está demasiado apaixonada, porque a vida já não faz sentido sem ele, porque não acha que "trabalho" e "dinheiro" sejam razões válidas para acabar um namoro com todas as coisas óptimas que eles têm, se bem que essas não seriam as razões verdadeiras, mas sim, a grande razão seria "porque eu quero algo da vida que tu não queres e assim não vale a pena investir emocionalmente numa coisa que não vai dar no futuro". A Cláudia está, por assim dizer, cega pelo amor, ou pela paixão, ou o que seja que lhe queiram chamar, a Cláudia prefere continuar porque, de momento, no imediato, este namoro dá-lhe mais vantagens do que desvantagens. Mas a Cláudia também tem momentos de clarividência, como agora, por isso é que está a escrever na 3ª pessoa, a ver-se de fora, a sua figura estúpida e de idiota. Sente muitas vezes que se acomodou por achar que não vai encontrar alguém melhor para ela, e que vai ficar meses a chorar se isto acabar.

O Bruno ouve sempre tudo o que a Cláudia diz, dá-lhe sempre razão, na maioria das vezes calado, nunca contesta, só muito de vez em quando diz que eu estou a tentar mudá-lo. Mas a Cláudia não está a tentar mudá-lo. Ela está apenas preocupada com o futuro dele e, sobretudo, com o nosso, se houver um nosso.

Nesta altura do campeonato, o facto de ele trabalhar ou não não me faz grande diferença. Quero lá saber se ele está a estudar ou a trabalhar na Worten, ou num call-center merdoso. O que me faz diferença, é a atitude. Só a atitude em si. É o eu pensar no futuro e chegar à conclusão que nunca ía funcionar, que eu a uma certa altura iria querer a minha independência, iria querer viver com o meu namorado, iria querer construir a minha vida, mas em vez disso, ía ter uma espécie de filho, que não fazia nada, que ficava o dia todo a ver televisão, que eu ía bancar tudo. O Bruno acha que isto não vai acontecer, mas se ele não mudar de atitude é o que vai acontecer mesmo. E eu não quero ter um filho agora, e não quero ter um namorado que, apesar de fantástico em todos os aspectos que "namoro" implica, me faz pensar demasiadas vezes que ele não é o homem da minha vida e que, se assim é, porque estão então a alimentar uma relação assim. E eu quero estar numa relação em que penso que ele é o homem da minha vida, como muitas vezes já pensei com o Bruno (e muitas vezes ainda penso).

Porque é que eu me sujeito a isto, pergunto eu? Porque eu nunca desisto. Eu nunca desisto de nada. Lá está, uma das grandes diferenças entre nós. Eu não vou desistir enquanto ele não meter na cabeça que tem que deixar de ser mimado e picuinhas e fazer alguma coisa da vida, nem que seja vê-lo a responder a anúncios na net sem eu ter quase de o obrigar. Mas, acima de tudo, porque o amo. Porque gosto mesmo muito dele. Porque quando nos beijamos o mundo pára. Porque o abraço dele é um dos melhores sítios onde posso estar no mundo. Porque não me larga quando eu estou amuada, enquanto eu não sorrio. Porque nunca desiste de mim. Porque mais ninguém iria partir-me os ben-u-rons quando eu estou doente, ou vir para minha casa de propósito quando estou a sentir-me carente, ou acordar-me com uma torre de panquecas com chocolate e morangos, ou acordar durante a noite para me ir buscar coisas se eu pedir. Porque me sinto em segurança, em paz, quando estou com ele. Porque estou muito apaixonada. E a paixão é uma merda quando temos de parar e tentar pensar com alguma objectividade.

Porque é que eu tinha que me apaixonar por alguém que não quer o mesmo que eu da vida?

Faz-me confusão pessoas com esta atitude. "Só" isso. Faz-me confusão e sempre tentei "fugir" delas, o que acontece quando estou apaixonada por alguém assim? Been there, done that também, no passado, e não gostei.

Se há dias em que me apetece ficar com ele para sempre, outros há em que apetece-me espancá-lo, e bater com a cabeça dele contra uma parede, para ver se os parafusos vão todos ao sítio onde deviam estar.

O que é que eu faço? Não sei. E hoje escrevo isto, porque estou muito magoada. Muito mesmo. Estou quase a chegar a um limite.

1 de fevereiro de 2011

' O meu orgulho, a minha gratidão, o meu arrependimento.


Adoro música clássica.

Desde pequena que o meu pai me pôs a ouvir música clássica. Quando passava fins-de-semana com ele, era dia e noite, porque ele sabia que em casa da minha mãe o nível de cultura era zero e só víamos novelas da SIC e ele não queria que eu crescesse inculta e culturalmente pobre. Eu gostava mas dizia que não. Dizia para ele tirar. Trancava-me no quarto. Ficava a apreciar, o meu pai ficava triste por achar que eu não gostava. Porque é que eu não conseguia admitir perante o meu pai que gostava disto? Não sei, sinceramente. A única explicação lógica é que não é suposto uma adolescente de13, 14, 15 anos gostar de música clássica e eu tinha uma certa vergonha disso. Mas antes dessa idade, não sei porque dizia sempre que não gostava.

O meu pai sempre apostou muito na minha formação musical. Eu tive aulas de formação musical, de canto, de coro, de piano, de tudo e mais alguma coisa. Era uma escola particular de música dentro de um colégio privado, imagino o caro que não devia ser. Imagino o esforço que ele não devia fazer para me proporcionar aquelas aulas.

Eu adorava as aulas. Adorava sentir as teclas do piano. Adorava (tentar) cantar e ainda bem que o auditório onde tinha aulas não tinha vidros. Adorava as aulas de formação musical em que ouvíamos coisas belíssimas como esta (La Traviata) e tínhamos de fechar os olhos e ouvir e depois escrever num papel o que tínhamos imaginado - através de uma história, por exemplo - ou as sensações que nos tinha transmitido.

Quando chegava a casa e tinha trabalhos de casa chatos como ter que ler e interpretar pautas, odiava. Por isso quando chegava a hora das avaliações (por exemplo, ter de cantar a partir de uma pauta, só com o piano por trás, ou pegar numa música e saber conceitos como crescendo, ou dó menor, etc etc, conceitos técnicos) tinha sempre péssimas notas. Não importa. O essencial ficou. O meu gosto musical, o meu ouvido apurado, o saber distinguir quando uma música tem qualidade ou não independentemente de gostar dela (também oiço e gosto de muitas músicas que não valem nada, mas tenho consciência disso) - isto pode soar à convencida mas acredito que fiquei com uma boa base e NÃO, não acredito no lugar-comum "gostos não se discutem". Discutem-se, pois. E educam-se.

Nunca fui muito de ir procurar as razões, sempre fui mais de me ficar pelas sensações. Prefiro contemplar uma flor do que saber como ela funciona, como ela sobrevive, ou o que a constitui. Prefiro ler um bom texto do que interpretar, analisar, ver se está bem escrito, se tem erros, se cumpre todas as regras. Com a música não é diferente. Prefiro ouvir uma música e entrar num mundo completamente aparte do real - porque é isto que a música faz em mim, há muitas pessoas que simplesmente ouvem e "gostam", mas eu vivo a música - do que ler pautas.

Por isso me queixava tanto.

O meu arrependimento é ter-me queixado tanto ao ponto de dizer ao meu pai que ele me obrigava a ter aulas. O meu arrependimento é ter dado tantas vezes a entender ao meu pai que não gostava disto, que não gostava de boa música, de música com qualidade. O meu orgulho é ter o pai que tenho. Que sempre investiu em mim. Que bem me podia ter deixado continuar a ouvir o lixo de música que passa na Cidade FM sem me dizer, de todas as vezes, que aquilo não prestava para nada - e não prestava. A estação de rádio podia ficar no mesmo sítio, porque eu realmente gostava daquela música ou às vezes  nem gostava mas só para contrariá-lo, enquanto adolescente (que adolescente não contraria os pais?), mas eu tinha consciência que o meu pai tinha toda a razão. A minha gratidão vai inteiramente para ele. Muitas vezes ele me disse "um dia, vais compreender porque invisto tanto nisto e que só é para teu bem". Hoje, compreendo. Pois tenho a certeza que ele me compreendeu de todas as vezes em que eu fui uma ingrata do pior e não soube dar valor ao que tinha e às oportunidades que ele me deu.

Hoje, ele sabe. Já passei aquela idade estúpida em que gostar de música clássica é vergonha! Hoje, o meu pai está contente. Eu fico feliz por ele ficar feliz por perceber que todo o esforço dele valeu...muito a pena.

24 de janeiro de 2011

' 50 WAYS TO COPE WITH STRESS.

1. Get up 15 minutes early.
2. Prepare for the morning the night before.
3. Don't rely on your memory ... write things down.
4. Repair things that don't work properly.
5. Make duplicate keys.
6. Say "no" more often.
7. Set priorities in your life.
8. Avoid negative people.
9. Always make copies of important papers.
10. Ask for help with jobs you dislike.
11. Break large tasks into bite sized pieces.
12. Look at problems as challenges.
13. Smile more.
14. Be prepared for rain.
15. Schedule a play time into everyday.
16. Avoid tight fitting clothing.
17. Take a bubble bath.
18. Believe in yourself.
19. Visualize yourself winning.
20. Develop a sense of humor.
21. Stop thinking tomorrow will be a better day.
22. Have goals for yourself.
23. Say hello to a stranger.
24. Look up at the stars.
25. Practice breathing slowly.
26. Do brand new things.
27. Stop a bad habit.
28. Take stock of your achievements.
29. Do it today.
30. Strive for excellence, not perfection.
31. Look at a work of art.
32. Maintain your weight.
33. Plant a tree.
34. Stand up and stretch.
35. Always have a plan B.
36. Learn a new doodle.
37. Learn to meet your own needs.
38. Become a better listener.
39. Know your limitations and let others know.
40. Throw a paper airplane.
41. Exercise every day.
42. Get to work early.
43. Clean out one closet.
44. Take a different route to work.
45. Leave work early (with permission).
46. Remember you always have options.
47. Quit trying to "fix" other people.
48. Get enough sleep.
49. Praise other people.
50. Relax. Take each day one day at a time... you have the rest of your life to live.

O Alex deu-me, a mim e à Vera, um papel (igual ao da imagem) com estas 50 dicas para lidar com o stress. Sorri o tempo todo! No fim, ele disse "vocês tiveram exactamente a mesma reacção ao ler isto". Claro, não seríamos nós soulmates ;) Achei lovely, por isso colei o papel à parte da mesa de cabeceira para onde olho todos os dias antes de dormir e ao acordar. Não que precise muito, a maioria das coisas aí descritas já eu faço (excepto a parte do exercício físico, ahah), e até sou uma pessoa bem calma e pacífica, peace&love. De qualquer forma, há sempre, sempre, coisas a melhorar. Já tenho aqui umas quantas: dizer que "não" mais vezes, parar um mau hábito (o próximo vai ser fumar, já ando a reduzir, prometo!!), plantar uma árvore, mandar um avião de papel ao ar, e todos os que incluem fazer exercício!

Thank You Alex. :)

22 de janeiro de 2011

G. - "Tenho bué inveja de vocês"

Eu, Vera & Alex - "porquê?"

G. - "porque vocês sentem as coisas assim intensamente... mais do que as outras pessoas"

até que enfim que alguém "de fora" repara.

http://almaemestadopuro.blogspot.com/

21 de janeiro de 2011

' Bruno, Bruno...



confesso-te, meu amor:

às vezes apetece-me fugir contigo, só contigo - quando me tratas bem, me fazes surpresas, és a melhor pessoa do mundo em tudo, tratas-me como nunca ninguém me tratou, aceitas-me como nunca ninguém me aceitou, de uma forma natural, sem julgamentos, quando dizes coisas que me põe a pensar, quando fazes um esforço por ter uma conversa inteligente e filosófica comigo;

outras vezes apetece-me espancar-te até não te conseguires mexer mais - quando mostras falta de ambição e de objectivos na vida, quando és preguiçoso e desleixado, quando não dás valor aos meus esforços e à minha preocupação, quando não percebes quando ou o porquê de eu estar triste...

Para a vida, eu quero alguém que me ame, me aceite e me respeite, assim, como tu; quero alguém com quem tenha uma conexão espiritual e com quem eu continue a querer partilhar uma vida, mesmo quando a paixão e a química sexual desaparecerem. Tens tudo. Falta-te... quereres chegar mais longe do que é suposto querer-se. Quero que queiras ir bem longe, comigo.

16 de janeiro de 2011

' 1 ANO.

Nunca, never in a million years, pensei chegar ao primeiro ano com ele.

porquê? bem... ao início ele era apenas uma pessoa que me dava bom sexo. o que, devo dizer, se manteve uma constante até agora. no entanto, e não sei bem porquê, todos os meses, acabava por pensar que havia de surgir alguma merda que fizesse com que acabássemos no mês seguinte. sempre no mês seguinte, no mês seguinte, no mês seguinte. quer fosse por não termos gostos comuns em nada (cheguei até mesmo a pensar que a única coisa que teríamos em comum seria o facto de sermos loucos um pelo outro, e nada mais), quer fosse por ele ser preguiçoso e conformado e estar há meses "à procura de trabalho" (detesto pessoas assim, confesso, e ele sabe), quer fosse porque ele não me estimulava intelectualmente, não tínhamos conversas inteligentes, e eu sempre pensei que, para a vida, iria querer alguém que me surpreendesse todos os dias com um pensamento mais profundo.

No início de Janeiro, ele fez-me mudar de opinião em relação a tudo isso. Bastou uma conversa de 3 horas para que eu tivesse uma ideia completamente diferente de todos os defeitos que, para mim, ele tinha.

Agora, já não acho que vamos acabar por acabar no próximo mês. Nem no próximo. Nem no próximo. Nem no próximo.

At last, my love has come along. Ele chegou há 1 ano. Eu olhei para ele durante 11 meses, mas só o vi com olhos de ver, agora. O essencial é invisível aos olhos.

De resto, ele é a pessoa que mais me tem ajudado nesta minha fase difícil, negra e deprimente. Cuida de mim com extremo carinho, faz-me rir com as coisas mais pequenas e, por momentos, esquecer-me das coisas más que deixo que flutuem pela minha cabeça.

Só tenho um grande Obrigada para ele.

2 de janeiro de 2011

' A passagem de ano valeu a pena, no mínimo, por ter feito as "pazes" com alguém e não passar de ano com rancores. That's not even really my type.

Reli a agenda de 2010, os melhores momentos escritos a vermelho dentro de um quadrado cor-de-rosa. felizmente, foram muitos.

Assinalei os últimos "checked" e guardei-a na estante.

2010 foi um ano de mudanças, concretizações de sonhos antigos e construção de novos. e sorrisos. muitos sorrisos. foi amazing e tenho bons feelings para 2011.

Agora, INFELIZMENTE, está na hora de recarregar energias, voltar a regular os horários, purificar o meu sangue de todas as substâncias duvidosas, e voltar à vida normal, da qual faz parte um exame já na 2ª feira. :(

Muaah @

28 de dezembro de 2010

' Já não sei se é 2ª ou 3ª feira.

O filme foi um espanto, bla bla bla, não vale a pena repetir-me, já todo o mundo sabe da minha panca pela Christina e dos orgasmos sucessivos no banco do cinema.

Moving on.



Esta noite tive uma das conversas mais memoráveis da minha vida. 12h e ainda não fui à cama.

Estava a precisar de esvaziar a minha alma.

Soube-me pela vida.

Nada mais a dizer.