Mostrar mensagens com a etiqueta opiniões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta opiniões. Mostrar todas as mensagens

12 de abril de 2011

' Das pessoas com espírito jovem (independentemente da idade).



Gosto de pessoas assim. Sem preconceitos, sem tabus, naturais, despretensiosas.

Sempre dispostas a actualizarem-se, a aprenderem, "keep up with the times", não acham que já sabem tudo e que são donas da razão, não ficam presas ao passado, ao que um dia foi e agora já não é. Utilizam pouco a expressão "no meu tempo" porque vivem no presente. Tenham 40, 50 ou 70 anos. Não são, enfim, "velhos do restelo".

O meu boss era assim. Tem 70 anos e falava abertamente comigo sobre certos assuntos com uma naturalidade que outra pessoa com a mesma idade não falaria, tendo em conta não só a idade, mas também a relação profissional que tínhamos.

Tenho uma colega que é assim. Tem 40 anos, está a estudar e tem a mentalidade de alguém com 20. Mais jovem de espírito do que alguns dos meus colegas!... É mais refrescante estar e falar com ela do que com algumas pessoas da minha idade.

A minha mãe é assim. Na verdade, a minha mãe nunca saiu da adolescência. Talvez por isso sempre me tenha ensinado a ver as coisas com umas lentes diferentes, uma perspectiva natural e até um pouco infantil da realidade. Uma perspectiva simples e relativa.

Adoro pessoas assim. Inspiram-me. Quero ser assim quando for grande. :)

11 de abril de 2011

' O nosso mundo é ridículo / a Cláudia com as suas teorias da conspiração.



O nosso mundo é ridículo e complexamente simples de compreender.

Nós, seres humanos, damos demasiada importância às desgraças sem nos apercebermos que fomos nós que as criámos.

Fomos nós que criámos a moeda, o dinheiro, na minha opinião, fonte de todos os males que conhecemos. Éramos mais felizes quando trocávamos um quilo de feijões por um quilo de espinafres. Sobrevivíamos e vivíamos felizes durante 30 anos, esperança média de vida para a altura, sem conflitos, sem guerras e sem ninguém ser considerado superior a ninguém ou a ter mais poder que ninguém por ter um número mais elevado na conta bancária e/ou em bens. Fomos nós que criámos os governos, a política, de que tanto nos queixamos. Sim, os governos são, na sua grande maioria, corruptos e manipuladores, e por muito que achemos que somos nós que escolhemos quem nos governa (democracias), isso é tão mentira, é uma falácia tão grande, é preciso ter dois dedos de testa e pensar, nós nunca escolhemos absolutamente nada. Porque é que inventámos que precisávamos de alguém que nos governasse, afinal? Porque precisávamos de leis para não nos matarmos uns aos outros? Sim. Claro. Porque somos egoístas, gananciosos e competitivos. Porque precisávamos de economia, por termos de lidar e gerir a moeda? Fomos nós que criámos instituições religiosas por uma qualquer necessidade humana de crer em algo que não vê, uma entidade superior que tudo pode, e nos julga pelas nossas acções, e sabe para onde vamos depois da morte com base na nossa conduta em vida. É ridídulo. Para mim, a igreja é ainda mais ridícula e falsa e corrupta do que todos os governos juntos. Temos tanta pena de quem não tem condições para sobreviver e rezamos por elas quando vamos à missa todos os domingos, mas esquecemo-nos de que a Igreja Católica tem dinheiro e bens que davam para salvar todas as crianças que morrem de fome diariamente na África. Vindo um pouco mais para a era moderna, fomos nós que inventámos máquinas que fazem tudo, e agora queixamo-nos que não há emprego, fomos substituidos por máquinas, que não adoecem, não comem, não precisam de dormir, não têm família e trabalham mais de 8 horas por dia. Fomos nós que destruímos o planeta terra com toda a nossa ganância, queremos ter carros, queremos andar mais rápido, queremos chegar mais rápido para todos os sítios, temos sempre pressa para chegar a lado nenhum. Somos uns consumistas ridículos, nunca temos o suficiente, uma televisão na sala não é suficiente, é preciso uma em cada divisão da casa, um carro não chega, é preciso um para cada membro da família, não podemos lavar o prato depois do jantar, temos de ter uma máquina de lavar a loiça. Chegámos a um ponto em que já não podemos comprar mais nada, não só porque não precisamos e estamos cheios de coisas que nunca precisámos, mas também porque as comprámos, em primeiro lugar, com dinheiro que não tinhamos. Dinheiro, lá está, dinheiro. Dinheiro e poder.

Nós, seres humanos, somos mesmo ridículos. Destruímos e choramos depois, por cima. Até dá vontade de rir.

Acredito profundamente que o planeta terra, de tempos a tempos, se realinha no universo. Há um período com fortes catástrofes naturais, que matam grande parte da população mundial, se não toda, porções de terra ficam submersas, outras sobremergem, a terra fica em repouso durante mais uns bons milhares de anos, até que tudo reaparece de novo, pelo menos até agora, que temos tido condições físicas propícias ao aparecimento de vida. Aquilo que aconteceu com os dinossauros acontece várias vezes ao fim de um determinado tempo (milhares e milhões de anos). Há eras do gelo, há eras de aquecimento global, há eras estáveis, há eras de prosperidade e desenvolvimento, crescimento, evolução, há eras apocalípticas e de "fim" e de catástrofes. Aquilo a que chamam de "fim do mundo" e do qual temos tanto medo, não é mais do que aquilo que já aconteceu muitas vezes ao longo de milhares e milhões de anos. Afinal, não há nada de novo debaixo do sol. Já todos existimos, já todos morremos, desaparecemos e reaparecemos, desde ao primeiro protozoário ao maior elefante da savana africana.

É que tudo se reinventa, tudo se realinha. As espécies animais, o ser humano, as populações, o desenvolvimento, as depressões económicas, os governos, as igrejas/instituições religiosas, as guerras, as fomes, as epidemias. Achamos que, lá por sermos o mais racional de todo o reino animal, somos únicos e previlegiados, temos um lugar especial, e temos o direito de destruir o que não nos pertence nem nunca pertenceu, a sensação do falso poder. Lá está, o poder. Somos, isso mesmo, e não me canso de repetir, ridículos.

Não tenho medo de morrer, é ridículo. As pessoas agarram-se demasiado à vida, têm medo do fim, de um fim. Não percebem que tudo tem um fim, tudo sempre terá. E nós, eu, tu, não somos absolutamente nada.

80 anos de uma vida humana no background da existência - não falo somente da terra, mas sim do sistema solar, da via láctea, de todas as galáxias, do universo - é o mesmo que colocar um milisegundo em 200 anos.

Já deixei de ter medo. Já deixei de ser revoltada.

2 de abril de 2011

' Cada vez mais detesto trabalhos de grupo.

detesto ter que depender de outras pessoas para trabalhar. ter horas marcadas para reuniões. ser praticamente impossível estarem todos naquela reunião.

detesto pessoas que não fazem nada e se encostam ao trabalho dos outros. dão dicas sobre as cores do powerpoint e têm a nota toda.

detesto pessoas que são mandonas. acham que lhes foi delegado o papel de "eu dirijo o trabalho" e dizem aos outros o que fazer.

detesto quando não atinamos com as datas de apresentações e entregas. não dá jeito a uns, não dá a outros, mas por algum lado tem de se entrar, e há sempre alguém que fica insatisfeito. normalmente, é a pessoa mais permissiva. EU.

detesto que haja discórdias, não concordam com o que os outros fizeram e criam-se conflitos e mau ambiente. nisso, eu falho muito. como evito conflitos e detesto confrontos, quase nunca digo quando algo não me agrada. quando digo, fica um mau ambiente do caraças e eu detesto isso.

detesto que os trabalhos de grupo nunca sejam trabalhos de grupo, cada um sabe a sua parte e sobre o que vai falar na apresentação oral, e dos outros não sabem nada. acabamos por não aprender rigorosamente nada sobre o tema que estamos a tratar, só uma fatia do bolo.

detesto que o trabalho não fique a parecer que foi feito por um grupo, mas sim trabalhos individuais colados uns aos outros.

detesto colocar o meu nome num trabalho não feito inteiramente por mim.

detesto confusões e coisas feitas à última da hora. gosto de fazer as coisas com antecedência, é o meu ritmo, mas outras pessoas gostam de fazer à pressão, em cima da hora, dizem que funciona melhor para elas; depois, como o meu trabalho depende do delas, tenho de fazer à última da hora também, e detesto isso. faço as coisas com imeeensa antecedência e digo "já fiz". nunca ligam. na véspera, vêm falar comigo? e dizer que isto e aquilo está mal e podia estar melhor? really? eu já fiz. repararam? podiam ter-me dito o que acahavam mal há uma semana. não vou corrigir coisas na véspera.

detesto não poder fazer o que quero, quando quero e onde quero, tenho que estar sempre dependente dos outros para não ficar um trabalho incoerente.

detesto ter de ensaiar uma apresentação em grupo, sob pena de roubarem as partes uns dos outros - o que já me aconteceu, e sei que não foi por mal, mas quando chegou ao que supostamente era a minha parte, já tinham dito e a stora começou a dizer "já está a repetir". e o que é que eu ia dizer? inventar? nunca fui muito boa a improvisar, muito menos em frente a uma turma inteira.

detesto que se criem conflitos entre AMIGOS por causa de trabalhos. erro crasso que se comete, fazem-se grupos com base na amizade. erro crasso. até já pensei em virar-me para os meus colegas e dizer "isto assim não funciona, trabalho trabalho, amigos à parte, vou mudar para outro grupo qualquer em que não tenha relação de amizade com eles", mas já sei que iam atirar-me bananas e eu, como já disse, permissiva e estúpida, detesto confrontos, deixo-me estar.

detesto conflitos, em geral.

para que isto tudo fosse evitado, e os trabalhos de grupo fossem optimizados, era preciso que todos fizessem tudo e não só uma parte, que todos pudessem estar presentes nas mesmas reuniões, que não fossem amigos e não começassem a conversar sobre coisas que não interessam para nada quando é hora de trabalhar, que não houvesse brigas e discussões quando houvesse discórdia. mas isso é praticamente impossível. há sempre alguém que não pode, há sempre alguém que faz menos, e outro que faz mais, e um que escreve por palavras suas, e outro que faz copy paste.

por isso, detesto trabalhos de grupo. já cheguei a desistir de um trabalho - e fazer a cadeira por exame - por causa de um trabalho de grupo, porque não tinha tempo para reuniões (trabalho mesmo a sério, quando trabalhava todas as manhãs) e não gosto que façam as coisas por mim, preferi sair, sentia-me pressionada. se desse para fazer avaliação contínua por trabalhos individuais, era o que fazia. saem-me sempre melhor, sinto-me sempre mais motivada e acabo por entregar com antecedência e não fazer as coisas em cima do joelho. é tudo feito por mim, quando quero, onde quero, e o meu nome está lá por mérito meu, exclusivamente. sou extremamente independente, até a trabalhar.

já disse que detesto trabalhos de grupo? e, no meu curso, em cada 10 trabalhos, 9 são... de grupo. shit.

26 de março de 2011

' Das pessoas que absorvem demasiada energia.

Conhecem o “tipo”?



Aquelas pessoas espalhafatosas, que estão sempre a rir, a falar, a fazer algum barulho, ainda que agradável. Aquelas pessoas que não suportam silêncio, e por isso preenchem-no o máximo que podem. Aquelas pessoas com quem é agradável estar um par de horas, uma noite, um serão, mas que, ao fim de um certo tempo, cansam, por absorverem tanta energia.

Tenho um amigo que é raro vê-lo em silêncio. Se não está a falar, está a rir, se não está a rir, está a pensar alto, ou está a cantar. Ele absorve demasiada energia. Adoro-o de coração mas, confesso, ao fim de um tempo, eu já só brado aos céus por um pouco de silêncio, um pouco de descanso mental.

É que eu, adoro falar, adoro rir. Mas adoro, igualmente ou até mais, o silêncio. O silêncio é lindíssimo.

17 de março de 2011

' Cresçam e apareçam, "masé".

No meu curso há imensa, mas imensa, gente que se queixa de que temos aulas em inglês, e que o material de estudo (artigos, livros, slides, etc.) são em inglês.

Really? Like, really? É só o que me ocorre dizer.

Quem vai para a faculdade sem saber um mínimo de inglês? Acho tão básico, aliás, acho até que hoje em dia, não saber uma língua para além da materna é ridículo e roça no novo analfabetismo do século 21.
Quem vai para um curso, como o meu – Psicologia – onde toda a investigação e prática são feitos nos EUA/Europa central, não em Portugal, e estar à espera de ter tudo em português?

God. Este semestre, de 6 cadeiras, 4 são dadas em inglês, o material, esse, sempre foi em inglês, desde o início. Há pessoas, no 2º ano da licenciatura, que ainda se queixam disso. Ainda, há 2 anos que as oiço a queixarem-se de mais do mesmo.

Opa! Cresçam e apareçam. Ainda não perceberam? Nada vai mudar por se queixarem e os professores alemães não vão com certeza aprender português por causa de 3 gatos-pingados que não querem pegar no “Inglês para totós” e começar a fazer pela vida. É que a situação já chegou ao ridículo de fazerem espécie de “petições” e irem queixar-se à coordenadora de curso e mais não sei quê bla bla bla, para terem aulas em português. O ano passado tivemos um semestre inteiro com um prof alemão a (tentar) falar português só por causa dessas pessoas. Sinceramente, não pesquei nada. O português dele era tão mau, mas tão mau, que até o inglês era mais fácil de compreender.

Nós é que temos que nos adaptar aos professores, ao contexto, às circunstâncias, à vida, não o contrário (salvo excepções, claro, mas neste caso, parece-me a mim que nós alunos é que temos de saber um mínimo de inglês).

14 de março de 2011

' O que é que aconteceu às Pussycat Dolls...

Confesso, nunca gostei muito delas. Músicas como "dont'cha" é daquele tipo de música que me entra no ouvido, mas que não me convence muito.

Por isso, não gostava nada delas. Eram demasiado sluts para mim.

No outro dia, vi um documentário sobre as Pussycat Dolls originais, fundadas pela Robin Antin. Não tinham absolutamente nada a ver com o que é hoje. Não fazia ideia!! Afinal, elas eram um pequeno, local (e desconhecido) grupo de burlesque. Não cantavam pimba americano, simplesmente faziam actuações burlesque e contaram com a participação de estrelas como a Carmen Electra, a Christina Aguilera... :D

e elas passaram disto - um grupo burlesque, de dançarinas vestidas à pin-up e cantoras convidadas que actuavam numa espécie de cabaret  (The Viper Room)


a isto - um grupo pop, suupeeeer pop, way toooo much pop, comum e vulgar



ou seja, my point is: onde estão as meias de liga? onde estão os corpetes? onde está o pin-up?  onde estão as meninas com dois totós no cabelo, tipo menina-inocente-mas-marota (tão típico de pin-up)? onde está o burlesque? onde está aquela sensualidade inerente, que falava por si só, que não era preciso dizer explicitamente "não gostavas que a tua namorada fosse tão sexy como eu?" ???
depois a fundadora, Robin Antin, sempre com aquela visão do burlesque, criou uma linha de roupa pin-up, etc... mas o que importa aqui reter é que a Robin vendeu o grupo de bailarinas que ela tinha, transformou numa coisa completamente diferente, em troca de fama e dinheiro (muito dinheiro, claro). nem o grupo original ela manteve, depois entrou aquela Nicole não sei das quantas e pronto... vulgaridade por todos os lados.

acho que, por vezes, é preferível manter-se "pequeno" e no anonimato, como elas eram originalmente, mas ser uma coisa BOA e manter-se fiel à ideia original, do que se tornar super conhecido e famoso, mas não ser minimamente fiel à ideia original.

para mim, foi uma péssima mudança. não gosto delas. mas se continuassem a ser um grupo burlesque, ia adoraaaar.

Muaah @

12 de março de 2011

' Sou uma péssima pessoa.

Não aderi ao protesto geração à rasca. na realidade, nunca aderi a nada disso. nunca fui a uma manifestação, a um protesto, a um ajuntamento. vejo o noticiário das 20h para ver as catástrofes, pouca atenção dou à política, não leio jornais, sou alheada do mundo,

Dormi até tarde, fui trabalhar, estive lá pouco tempo, podia perfeitamente ter ido até ao Rossio. mas não fui. vim a casa, sentei-me no sofá a comer bolachas de água e sal com doce de morango e a ver o protesto geração à rasca pelo noticiário. depois, mais tarde, podia ter ido à mesma, mas não, fui dar uma volta pelo CCB com a Vera. tenho que curtir o facto de pela primeira vez, nesta semana, não estar doente. (lol).

Respeito imenso os protestos e manifestações, digo desde já. Mas também acho que não vai resolver grande coisa. Acham mesmo? esse protesto, tal como aquela manifestação geral do dia 24 de Novembro de 2010, para mim, só serve para as pessoas, no seu interior, poderem dizer a si mesmas "eu fui ao protesto, eu fiz alguma coisa para mudar, por isso não me sinto tão mal por me queixar apenas". isso é tão bonitinho na teoria, é sim senhora. mas, vá lá, vamos aos termos práticos: vai mudar alguma coisa? acham que o Sócrates vai comover-se ao olhar para as pessoas a dizerem que "isto não pode ser assim, o leite está muito caro"? a sério? eu já vejo a lagriminha no canto do olho do senhor.

Enfim, mais uma vez digo, respeito imenso. Mas não adiro. Se um dia me disserem: "vamos invadir o parlamento à força", aí eu vou, adoro moches e violência colectiva e coisas assim (just kidding). agora, andar pelo Rossio, das 15h às tantas, e no dia seguinte estar tudo igual, e no dia a seguir, e no dia a seguir?

Podem chamar-me de conformada, descrente, whatever. É o que sou mesmo. sobretudo, uma descrente. não acredito que as coisas vão mudar muito por aqui, mas em vez de me queixar porque me cortaram a bolsa e os benefícios, o que é que eu fiz? fui trabalhar. e não descansei enquanto não encontrei alguma coisa, não fiquei em casa a queixar-me, coitadinha de mim, da minha vida, o meu país é uma merda. ao contrário de algumas pessoas que nem sequer se preocupam em arranjar trabalho, queixam-se que nunca podem fazer nada porque não têm dinheiro mas não as vejo a fazer nada por isso. o problema é que há muita gente que se queixa, mas continua a ter uma vida de regalias. vejo tantos colegas meus a queixarem-se que as propinas estão muito caras, mas todos os dias almoçam na faculdade, e não vão à cantina, claro que não, é logo um menu do bar do tó, só qualquer coisa como 4 euros por dia. vão sair todos os fins-de-semana, têm uma vida social altamente activa, aposto que só nisso devem ir uns 100 euros por mês, no mínimo. e isso sim, verdadeiramente, revolta-me. porque eu não fui ao protesto geração rasca, mas eu poupo todos os euros que ganho com o meu trabalho. ok, tudo bem, a semana passada tive um rasgo e gastei imenso dinheiro em roupa. mas, e das outras vezes? das outras vezes que nunca gasto dinheiro comigo mesma, para me mimar? os dias que eu não almoço, que levo um leitinho com chocolate para a faculdade, os jantares de curso (e outros) a que eu não vou porque são logo aos 15euros, mais discoteca 10 euros, já vai nos 25, sem contar que depois seria preciso táxi para casa, os convites para fins-de-semana passados fora que eu recuso? god, na verdade há até pessoas que me chegam a dizer "eu convido-te para as coisas, mas tu dizes sempre que não porque não tens dinheiro". e as vezes que eu passo em lojas e penso "oh, queria tanto este vestido", "oh queria tanto estes sapatos", ou num cabeleireiro e penso "oh, preciso tanto cortar o cabelo, está enorme, mas aqui são 30 euros"? E o que eu me esforço para, num curso com uma taxa de desemprego enorme, conseguir alguma coisinha na minha área (e já estou a pensar seriamente, mesmo seriamente, em sair de Portugal quando acabar a licenciatura)? E muitos dos meus colegas que se queixam que estão a pagar uma enormidade de propinas (que não aumentaram assim tanto, só 20 euros em 3 anos), mas que não ligam nenhuma, faltam as aulas, não fazem os trabalhos, ficam no bar a mamar imperiais? Aposto que algumas delas estão no Rossio. com que moral? C'mon.

Eu não fui ao protesto geração à rasca. Pronto, sou uma péssima pessoa.

8 de março de 2011

' Aborto (part II).

Já toda a gente sabe que sou contra a ideia do aborto, mas sempre todo o mundo me "aponta" o dedo por isso... que sou moralista (not, é o que sou menos), que é porque nunca passei pela experiência, que bla bla bla...

eu só digo... não aponto o dedo a quem o faz, fez ou faria (apesar de deixar bem claro, que não concordo), eu apenas digo: eu nunca faria.


Unsure of what the balance held
I touched my belly overwhelmed
By what I had been chosen to perform
But then an angel came one day
Told me to kneel down and pray
For unto me a man child would be born
Woe this crazy circumstance
I knew his life deserved a chance
But everybody told me to be smart
Look at your career they said,
"Lauryn, baby use your head"
But instead I chose to use my heart

Now the joy of my world is in Zion
Now the joy of my world is in Zion

How beautiful if nothing more
Than to wait at Zion's door
I've never been in love like this before
Now let me pray to keep you from
The perils that will surely come
See life for you my prince has just begun
And I thank you for choosing me
To come through unto life to be
A beautiful reflection of his grace
See I know that a gift so great
Is only one God could create
And I'm reminded every time I see your face

That the joy of my world is in Zion
Now the joy of my world is in Zion
Now the joy of my world is in Zion
Now the joy of my world is in Zion

Marching, marching, marching to Zion
Marching, marching
Marching, marching, marching to Zion
Beautiful, beautiful Zion
(repeat to end of song)

"Tem cuidado com a tua carreira", "sê esperta" "Usa a tua cabeça"...mas ela resolveu "usar o coração".

LINDO.

é que, já disse e repito, para mim não há razão quase nenhuma para abortar... o argumento mais estúpido que já ouvi foi que "se a criança não vai ter condições, mais vale não viver"... é um argumento tão estúpido e cruel que nem valia a pena comentar... mas vou só dizer uma coisinha: muitas das pessoas mais bem-sucedidas no mundo de hoje nasceram e crescerem em ambientes que, à partida, consideraríamos como "não propício para crianças". e depois, se viver num bairro social? e se crescer pobre? e se nascer deficiente? tem menos direitos que as outras crianças??

toda a criança tem o direito de viver, mesmo que ao início não seja considerado um ser humano e que seja do tamanho da ponta de uma agulha. já todos fomos do tamanho da ponta de uma agulha.

dizem-me que iria "estragar a minha vida"... iria? será? ia ter de adiar o meu curso, os meus planos, mas a qualquer altura da vida poderia retomá-los... não iria propriamente estragar a minha vida... ter um filho nunca pode ser estragar uma vida, mesmo que seja quando não esperado e não planeado... e nada, mas mesmo nada, nenhuns planos que eu tenha ou alguma vez irei ter, nem mesmo o meu egocentrismo e individualismo iriam ser maiores do que ter um filho. um FILHO! e o amor que se tem por um filho, que é "só" o maior que se pode ter.

A Vera mostrou-me isto e disse "agora compreendo o que quiseste dizer"... agora, sim, alguém compreende o que eu quero dizer com a minha opinião (algo fundamentalista) em relação ao aborto.

2 de março de 2011



Mais importante do que aprendermos com as pessoas, e as "usarmos" como instrumentos de aprendizagem para a vida, é ter o discernimento para distinguir o que devemos aprender delas. 
Porque todo o mundo tem coisas boas e coisas más, e todos nos damos com "boas" e "más" influências, o importante não é apenas darmo-nos com as "boas", é darmo-nos com todas, mas sabermos retirar delas apenas aquilo que interessa e que nos faz crescer enquanto pessoas.

28 de fevereiro de 2011

' Enough is never good enough.

Detesto a palavra "suficiente".



Suficiente, mediana, "desenrascar"...

Não entendo as pessoas que vivem a vida no rés-vés-campo-de-ourique. "ter um 10 chega-me para passar", "errei 3 no exame de código mas deu para passar", "tenho uma média de merda, mas deu para passar"... really?

Com isto não quero dizer que nunca tive um 10 - já tive muitos - e sim, eu errei as 3 respostas limite no exame de código...lol. mas fiquei a bater mal por isso.

porque eu detesto ser mediana e viver no "suficiente". eu queria não ter errado nenhuma no exame de código, queria ter uma média brutal, mesmo que um 10 chegasse para passar.

nunca gosto de ser suficiente até mesmo nas coisas do dia-a-dia. não gosto de aspirar só uma divisão da casa, se começo aspiro logo tudo até não se ver um cabelinho no chão; não gosto de deixar coisas por acabar, não gosto de ir às aulas e não passar a matéria, porque é "o suficiente", não gosto não gosto não gosto! ou faço bem ou não faço, não trabalho a meio-gás e muito menos com base em "é suficiente".

digo até que prefiro, mil vezes, não fazer, desistir ou deixar para mais tarde, do que fazer e apenas fazer o suficiente para "dar". por exemplo, eu prefiro não fazer uma cadeira de propósito, do que ir fazer sabendo que vou ter um 9,5. Porque depois acomodo-me a esse 9,5 e mais tarde não penso em melhorar, "está feito". assim, se deixar para trás, vai ser sempre um assunto pendente, uma pedrinha ali a fazer confusão, e quando a fizer, faço-a bem.

e mesmo quando não me saio particularmente bem nas coisas - acontece muitas vezes, afinal, e mesmo com dedicação, não somos perfeitos, todos falhamos, e eu não sou fundamentalmente perfeccionista - gosto da sensação de saber que me esforcei mais do que o suficiente. epa, tudo bem, queria escrever um texto que ficou mais ou menos, mas enquanto estava a escrevê-lo, não escrevi bem "o suficiente": escrevi o melhor que sabia. tudo bem que, no trabalho, às vezes escrevo mal as respostas em francês para os clientes franceses, mas ao menos sei que, com os meus péssimos conhecimentos de francês, dei a volta, o melhor que podia, à coisa.

tenho estas pequenas coisas muito minhas, muito próprias, mas tenho orgulho nelas. gosto tanto de mim mesma. amo até os meus defeitos.

Muaah @

26 de fevereiro de 2011


Esta imagem traduz exactamente o que eu quis dizer quando escrevi isto. por isso é que eu não tenho ressentimentos nem rancores. felizmente. não gosto de ficar a remoer no passado. não tem utilidade absolutamente nenhuma.

19 de dezembro de 2010

' Afinal, quem manda no mundo?

Eu acredito que há um grupo de pessoas que manda no mundo, sem sabermos.

Acredito que haja uma sociedade secreta por detrás de tudo, a comandar tudo, sem sabermos.

Acredito em mensagens subliminares e que, no fundo, somos uma massa gigante completamente hipnotizada. Como uma hipnose massiva.

Há uma realidade paralela à nossa, que não conhecemos. Como uma espécie de submundo. Um mundo subliminar, que tem um efeito inconsciente sobre nós.

As democracias são uma falácia completa, os governos sempre foram, são e sempre serão corruptos e em quem quer que votemos “vai dar ao mesmo”, somos altamente manipulados e enganados. Há até um episódio dos simpsons que aborda isso… um episódio em que aqueles dois extraterrestres sequestram dois candidatos à presidência e disfarçam-se deles, e no fim quando todo o mundo descobre, eles dizem “é indiferente em quem votam, vimos os dois do mesmo sítio e ganhe quem ganhe as medidas tomadas vão ser as mesmas”. Uma coisa assim do género. Pronto, claro que no episódio é a gozar e é estúpido, mas no fundo e na realidade acredito que seja isso que acontece.

Acredito que doenças como a Sida (criada em laboratório para erradicar a comunidade homossexual porque se acreditava, profundamente, na altura, que era uma DST exclusiva da comunidade LGBT), gripes das aves, dos porcos e por aí fora são criadas em laboratório para as indústrias farmacêuticas lucrarem. As pessoas ficam com medo e entram em pânico que possam morrer por uma gripe que mata menos do que a gripe sazonal e correm a comprar medicamentos e vacinas.

Acredito que alguns países lucram com a guerra, chegando mesmo a provocá-la, e depois fazem-se de coitadinhos. Associações como a nato e a onu são uma completa fachada, se proclamam tanto a paz e a segurança, não promovam guerras. Não tenho pena nenhuma do que aconteceu no dia 11/09/2001, os EUA estavam a pedi-las.

O problema é que o que sai cá para fora nos meios de comunicação social já é muito filtrado antes de chegar antes aos ecrãs da tv. Uma pessoa sem o mínimo de sentido crítico – a maioria do povo – acredita em tudo o que vê e em tudo o que lhe dizem, e acreditam mesmo que há uma verdadeira liberdade de expressão, porque é altamente manipulado por detrás.

Diria até que a coisa funciona como um reality show: um conjunto de pessoas ignorantes, obrigadas a conviver por força das circunstâncias, que têm de obedecer a uma entidade superior omnipresente que “tudo vê, tudo pode, tudo manda”, “é soberano”.

Para mim é a anáfora perfeita.

Por isso sim, acredito que há um grupo de pessoas muito restrito e elitista que manda no mundo. Que controla o que se sabe e o que não se sabe.

Dizem que tenho a mania das teorias da conspiração. Que seja. Acredito mesmo nisso.

15 de dezembro de 2010

' O jogo do "quem é mais coitadinho".

Não gosto de me fazer de vítima. A sério que não. Não me armo na pessoa mais forte do mundo, mas também não gosto de me fazer de pobrezinha.

e detesto quando as pessoas fazem isso comigo (e não só, entre si mesmos). por exemplo, aquela conversa entre o António e a Vera da Casa dos Segredos sobre quem tinha passado mais dificuldades - se o António que só podia comer 2 sandes por dia ou se a Vera que só podia comer sopa (wtf?) - por causa de uma brincadeira com a comida.

epa, detesto quando se viram para mim e dizem qualquer coisa como "tu se calhar nunca passaste por isso, e espero que nunca venhas a passar, mas eu..." bla bla bla. 

Ponto 1 - o "se calhar" está aí muito bem. apesar de parecer, eu não espalho a minha vida toda assim. muito menos o meu passado. há coisas que ninguém sabe. e ninguém tem o direito de dizer "tu nunca passaste por isso".

Ponto 2 - o jogo de quem é mais coitadinho. o outro é sempre mais coitadinho, porque eu não passei por aquilo e ele sim. coitadinho!

Ponto 3 - e para finalizar com um famoso provérbio popular: a minha cruz pesa 50 quilos e a tua pesa 500, mas sou eu que carrego a minha e tu que carregas a tua...

right? portanto, no fundo o que interessa não é se um passou fome mas vivia numa casa com amor, e o outro nasceu num berço de ouro mas nunca teve amor de ninguém. detesto quando fazem esses joguinhos para todos ficarem com pena da pseudo-vítima. a forma como lidamos com as coisas está nas nossas mãos. conheço pessoas que têm tudo e não sabem dar valor, e pessoas que têm pouco e são extremamente optimistas e não andam por aí a fazer comparações idiotas e a fazer o victim-role-playing.

Muaah @

13 de dezembro de 2010

' Das pessoas que não sabem ouvir "não".

Não é não.



Antigamente (não assim há tanto tempo atrás), eu era extremamente permissiva. não por me deixar pisar ou por deixar que fizessem de mim o que queriam, mas sim porque de facto havia coisas que não me afectavam. as pessoas podiam mexer nas minhas cenas, eu não me importava. podiam mexer no meu pc, na minha mala, no meu estojo, no meu caderno. sempre emprestei as minhas cenas a tal ponto que as pessoas mais próximas de mim já sabiam que nem era preciso perguntar, simplesmente usavam e pronto. e eu não ficava chateada.

habituaram-se a que eu dissesse sempre que "sim". 

isso mudou desde que tive de formatar o meu pc porque deixava que o povo mexesse nele. todo o mundo vinha aqui, ia onde queria, descarregava o que queria, e o meu pc ficou tão fodido que tive que o formatar e perdi TUDO o que tinha. resultado: deixei de deixar que as pessoas viessem ao pc. e sim, claro que todo o mundo disse "não fui eu", "eu só descarreguei coisas de sites seguros" bla bla bla. tudo bem, eu acredito. mas a questão não é essa. a questão é que argumentos não batem factos. e o facto é que, sempre que vinha alguém ao meu pc, aparecia uma janela misteriosa de um qualquer programa que eu não tinha descarregado. eu, que nem filmes nem séries nem nada disso descarrego. por isso, pronto. criei a "regra". ninguém mais mexe no meu pc. PONTO FINAL. fosse quem fosse e fosse para ir onde fosse. nem que fosse só ao facebook, que sei que é inofensivo. ninguém, sem ser eu. nem o bruno. e não há pessoas especiais nem excepções à regra, nem divas que têm mais direito que os outros. se uns não podem, os outros não podem também. não é por uma questão de ir "só" ao facebook ou não. é uma questão de aprenderem a respeitar o meu "não" SEM AMUAR. (o que não está a acontecer com certas pessoas). é uma questão de respeito.

ao "arrasto" disso veio a minha imposição em relação a outras coisas. quer seja mexerem nas minhas coisas sem autorização, seja pedirem-me para fazer algo e eu dizer que "não" e ainda insistirem e insistirem, até eu ter que mandar um berro "NÃO, JÁ DISSE QUE NÃO (e não tenho que dar justificações nem satisfações)" e ficarem amuados comigo.

quem diz portátil, diz pedirem-me para eu levar umas tendas para emprestar não sei a quem e eu dizer que "Não, porque o interesse é teu, se quiseres vai buscá-las porque eu hoje já vim carregada o suficiente" e ficarem amuados porque eu não fiz a vontade. ou dizerem "empresta o teu portátil para fazermos o exercício de grupo na aula" e eu dizer que "Não porque não quero um grupo de 7 pessoas a mexerem no meu pc e ele aos trambolhões pela mesa", ou eu dizer "NÃO ponhas os ténis em cima da cama" (porque se há coisa que me irrita extremamente é ter a cama suja) e amuarem porque não há problema se fizerem isso em casa deles e porque eu é que tenho a mania das limpezas. não me interessa. mi casa es tu casa, mas tem os seus limites. e NÃO É NÃO. mas pior do que não aceitarem um "Não" ou ficarem amuadas, é questionarem o porquê de eu dizer que não. quando eu justifico o porquê de dizer que não, têm que me contra-justificar. mas porquê, porra? se eu digo que não é não. não tentem arranjar desculpas para eu ceder. desculpas do género "mas eu saco sempre deste site, não faz mal se sacares também". eu não vou sacar desse site só porque não sei quem saca desse site. ponto final. quanto mais fizerem isso, pior é. se eu for a casa de alguém e me pedirem para NÃO fazer certas e determinadas coisas, eu não faço e ponto final. posso não compreender mas não vou perguntar porquê, nem vou dizer que "isso é estúpido" quando dizem o porquê, ou ter aquela atitudezinha condescendente de "está bem, tu é que sabes". because you know what? sim, eu é que sei.

basicamente, o que eu criei foi um círculo de pessoas próximas mal habituadas. (criei um monstro,lol). como aqueles pais que sempre dizem "sim" aos filhos, até um dia que têm que dizer que "não" e eles ficam amuados.

parte da culpa foi minha, sim, sempre deixei que mexessem em tudo muitas vezes sem terem que pedir. agora, se ouvem um "Não" de mim ficam logo amuados.

pois que fiquem. a Cláudia passiva morreu. vou começar a impor-me naquilo que for necessário. vou corrigir o meu erro de ser sempre tão boazinha. os bonzinhos lixam-se sempre. se for preciso mandar berros a dizer que "Não", mando!!

e tenho dito. (e se esta carapuça servir a alguém que saiba do que eu estou a falar, well...)

Muaah @

9 de dezembro de 2010

' Eu sei que isto soa mal

mas eu DETESTO THE BEATLES.

é normal? é que todo o mundo gosta... e ficam todos espantados quando digo que não gosto. sei que foram uma grande banda e bla bla bla wiskies saquetas, mas não me entra... há ali qualquer coisa que me irrita nas músicas deles e que é denominador comum em todas.

 detesto. até a "imagine" me irrita. e é a melhorzinha - ou menos má - deles...

já que falamos em música... estou tão apaixonada por esta música que não consigo deixar de ouvir


simples, quase infantil, mas ao mesmo tempo, com uma letra tão poética e genial (*) e a voz dela, as nuances que ela faz, tão bem feito que podia ouvir só ela a cantar, sem nenhum instrumental... combinação PERFEITA.
Obrigada Vera por me teres mostrado esta preciosidade.

[e para os "fãs" da Aurea, já conseguem encontrar músicas dela na net sem ser a 'busy'? é que eu não!!!! e quero-as.]


Muaah @ 

(*) letra
So little to say but so much time,
despite my empty mouth the words are in my mind.
Please wear the face, the one where you smile,
because you lighten up my heart when I start to cry.
Forgive me first love, but I’m tired.
I need to get away to feel again.
Try to understand why, don’t get so close to change my mind.
Please wipe that look out of your eyes, it’s bribing me to doubt myself;
simply, it’s tiring.
This love has dried up and stayed behind,
and if I stay I’ll be alive,
then choke on words I’d always hide.
Excuse me first love, but we’re through.
I need to taste the kiss from someone new.
Forgive me first love, but I’m too tired.
I’m bored to say the least and I, I lack desire.
Forgive me first love, forgive me first love, forgive me first love, forgive me first love, forgive me, forgive me first love, forgive me first love
 
(que LINDO)
A minha avó tem estado no hospital. nada de grave (só porque quando conto isto a alguém, olham para mim logo com "cara de pena", e eu detesto isso), para a idade que tem está muito bem.

tenho ido visitá-la, e hoje assisti a uma das cenas mais humanamente decadentes que já vi na vida.

uma das senhoras que estava no mesmo quarto, estava sempre a falar ao telemóvel com, pelo que percebi, a filha. a dizer coisas como "não faças isso", "eu só quero o teu bem", "é tudo para ti, não te preocupes"... esteve o tempo todo nisso, no fim acabei por perceber que a senhora tinha um cancro espalhado por todo o corpo e que dificilmente ia ter possibilidades de sobrevivência, e a filha dela (ÚNICA, filha única, note-se) estava a atormentá-la por causa... do testamento. começou a chorar desalmadamente e até a enfermeira teve de ir lá acalmá-la.

sem palavras, né?

saí de lá completamente deprimida, não só por perceber ao que algumas pessoas chegam, mas por outras duas questões:

1 - tenho questionado bastante a questão da mortalidade. nunca tive de lidar com ela de perto, nunca tive familiares próximos que me morreram (só o meu avô, mas eu era tão pequena que mal me lembro)... não que a minha avó esteja assim tão mal, porque do que eu vi no hospital inteiro era a que estava melhor e continua cheia de energia e quê, ainda assim, questionei-me... como é que eu ia lidar com uma situação de morte? entro em negação só de pensar, "isso não vai acontecer", ou "não vai acontecer tão cedo", invento desculpas para mim mesma para não sofrer por antecipação e simultaneamente, enquanto as tento arranjar, já sofro por antecipação. como é que eu ia lidar com uma coisa dessas? o que é que eu ia sentir? será que eu ia chorar? será que não e por isso me ia sentir uma pessoa horrível? será que ia entrar em choque? em negação? será que ia entrar em depressão? será que ia ficar com remorsos por não ter sido a melhor neta do mundo e ter sido apenas o melhor que sempre consegui? como será que eu ia reagir? ia ser uma horrível primeira experiência. e o pior não é pensar no "ia" ou no "se", é o pensar no "vai", nem que seja daqui a 10 anos, mas "vai", porque ninguém é imortal e a minha avó e os meus pais vão acabar por morrer, provavelmente antes de mim.

A segunda questão é a questão de como o corpo humano se degenera. como quando somos jovens/adultos achamos que nada nos vai atingir, nunca nada nos vai acontecer, somos os mais fortes à face da terra, podemos correr riscos, ter comportamentos de risco, podemos fumar (tabaco e não só), beber, comer nutela directamente do frasco e comidas que só fazem mal e continuamos cheios de energia e cheios de saúde, e que nunca (nunca!) vamos envelhecer e que nunca ninguém vai precisar de cuidar de nós e depois... chegamos ao estado em que eu vi muitas pessoas hoje... sim, já tinha pensado nisso, no processo do envelhecimento, e tudo isso (sou uma pessoa que pensa em tudo na vida), mas ver de tão perto fez-me confusão. a maior parte das senhoras que estavam no mesmo quarto que a minha avó, estavam outra vez naquilo a que eu chamo de estado-bebé. a ter que dar papas, mudar fraldas, só a dormir o dia todo, já sem conseguir falar, só monossílabos... enfim, igual aos bebés. depois de ver isso pensei em duas coisas: primeiro, medo. medo de chegar àquele ponto. medo de já não conseguir fazer nada, voltar a ser uma bebé, ser um fardo para alguém; nunca quero chegar a isso, uma vez na vida (quando era mesmo bebé) chegou. segundo, eu nunca conseguiria ser qualquer coisa como médica ou enfermeira, se tenho ido lá por uma hora ou uma hora e meia alguns dias e saio de lá sempre deprimidissima e introspectiva e a questionar tudo na vida (mas hoje foi o pior dia). e sim, eu sei, agora vem a pergunta cliché, "ah e tal mas estás a estudar psicologia e quando fores psicóloga vais ter que lidar com pessoas com problemas como depressões e como vais conseguir ser imparcial?". isso é outra questão. não sei se quero ser psicóloga. mas isso fica para falar noutro dia.

por cima disso tudo, pensei para comigo mesma... porra, eu vivo num mundo cor-de-rosa!! sei que há tanto mal no mundo e crianças a morrer de fome e guerras e etc etc, mas eu vivo no meu mundinho cor-de-rosa onde nunca de mal me aconteceu, onde nunca tive de ver coisas péssimas (como as que passam na tv) de perto, onde nunca me aconteceu nada de mal à saúde, onde nunca estive num hospital internada,  nunca tive deprimida, nunca enfrentei a morte de perto e já tenho 20 anos (quer dizer, a maior parte das pessoas com a minha idade já enfrentou uma morte próxima, acho...). vivo no meu mundinho cor-de-rosa e se, por um lado, é bom, por outro, é péssimo. ao mesmo tempo que penso que tudo na vida é finito e completamente efémero e que um dia eu sim vou estar no lugar da minha avó (que está fartíssima de estar lá e só quer ir para casa), ou que um dia, de um minuto para o outro, me pode acontecer algo realmente terrível, só me faz querer tirar o máximo proveito da vida e do meu mundo cor-de-rosa. depois fiquei a sentir-me fútil e superficial, género "porra, podia dedicar a minha vida a ajudar os outros", mas porque é que eu nasci tão egoísta, prefiro dedicar a minha vida a aproveitá-la porque ela, tal como eu a conheço, pode acabar. sim, sou egoísta!! muito...

provavelmente muitas pessoas vão interpretar isto como um texto insensível e que eu sou uma pessoa horrível por ter medo da velhice ou assim... e que sou uma pessoa horrível porque nunca iria para uma profissão tipo enfermeira ou auxiliar de enfermeira porque colocava o meu bem-estar (não estar constantemente deprimida) sob fazer algo pelos outros... (opa, mas quem me lê há algum tempo sabe que não sou uma pessoa solidária nem nasci para ajudar os outros, epa sou assim pronto)... mas  não é nada disso. respeito muito os idosos e quem me dera a mim chegar à idade da minha avó (provavelmente não, tenho um estilo de vida muito mau,lool). Eu simplesmente tenho esta tendência para racionalizar as coisas que me deprimem; acho que é uma forma de ficar menos triste ou de não ficar triste de todo, racionalizo antes de me deixar levar pelo sentimento. hoje não foi um desses dias, só me apetecia chorar, quando apanhei o autocarro, quando saí de lá e fui lá de manhã e agora ainda estou a pensar em todas essas coisas. e mais 1000.

enfim...

só para aliviar um pouco o ambiente, que eu não gosto de coisas tristes: é mesmo verdade, a comida do hospital é MUITO MÁ. é pior que os meus cozinhados, que já só por si são péssimos mas sempre têm algum tempero =P

Muaah @

aparte: o texto está um pouco mal escrito porque eu simplesmente cheguei aqui e, sem pensar num título, ou em parágrafos, ou numa construção de frases minimamente aceitável, simplesmente escrevi o que me ia na cabeça. e assim no fim ficou autêntico mesmo com os erros todos, por isso não mudei.

4 de dezembro de 2010

' Do Anonimato na blogosfera e da falsa ideia de liberdade de expressão.



Eu até entendo os anónimos. A sério que sim.

Vejamos. Na blogoesfera, tal como no resto da sociedade, há uma elite. Há um conjunto de blogs que pertencem à elite e ai deles que sejam criticados por algum comum mortal. A única forma de criticar esses blogs será de forma anónima. Porque alguém na blogosfera que tenha uma má opinião sobre aquilo a que eu vou chamar de “elite blogosférica” e que a expresse dando, pelo menos, um nome, é completamente condenado…

Vejamos o caso da Isilda. A Isilda não tinha foto, mas tinha nome. Vamos considerar que não era anónima. Ela fez uma lista dos 7 piores blogs (na opinião dela), que, curiosamente, eram todos da “elite blogosférica”. Ela expôs uma opinião, simples. O que aconteceu? Caíram-lhe todos em cima. Arranjaram uma foto (horrorosa, provavelmente encontrada na net) para ela. Fizeram histórias à volta dela.

Escreveram textos cheios de sarcasmo barato a criticá-la… a criticá-la porquê? Por ter uma opinião? E então, ela acha a Pipoca Mais Doce uma gaja vazia e sem conteúdo? Por favor, quantos de nós não achamos o mesmo? E podemos dizê-lo, sem sermos anónimos? Claro que não. Porque a Pipoca é uma deusa na blogosfera. Ai de quem diga mal dela. Tudo bem que os referidos blogs tinham direito a defender-se. Se fosse eu, também me defendia. Mas uma coisa é defender, outra é atacar e criticar. Esses blogs caíram no grande erro e atacar e criticar que desceu ao mesmo nível que o da Isilda, inicialmente. Perderam a razão toda.

Se ela fosse anónima (a Isilda), isso não teria acontecido. Se ela fosse anónima, os autores dos blogs-elite teriam apenas feito todos um post no seu blog a criticar os anónimos em geral. Mas era a Isilda, uma autora com um nome (independentemente de ser verdadeiro ou não), era um alvo a abater, estava a expressar uma opinião negativa acerca da blogosfera cor-de-rosa. Diria até que funciona como uma espécie de censura. Talvez seja radical dizer isto e utilizar essa expressão, mas no fundo, lá bem no fundo, há claramente uma censura implícita. implícito porque não está escrito em lado nenhum que eu vou ser fisicamente punida por achar e dizer que o Pipoco Mais Salgado tem a mania que tem piada mas no fundo não tem nenhuma, mas porque se ele descobrir que eu escrevi isto é capaz de se iniciar um movimento blogoesférico da elite do género "ah, quem é ela, aquela miudinha a criticar os grandes blogs como pipocos e pipocas e kitty's fanes e afins" e chovem comentários a dizer que eu não tenho mais nada que fazer da vida e que só tenho inveja (tão cliché!!!!). nem tenho nada contra eles por aí além, só esse aspecto.

No fundo, ser anónimo é, muitas vezes, a única forma que as pessoas encontram de poder criticar e darem a sua opinião sem serem julgados e sem o seu nome (verdadeiro ou não) ser posto em causa. 

A blogosfera não é assim tão inocente, não é um espaço cibernético onde podemos expor as nossas opiniões gozando da tão aclamada liberdade de expressão. isso é bullshit. é uma falácia.

Muaah @

e por falar em aclamada liberdade de expressão, acreditam que algumas pessoas querem "acertar contas" comigo por eu ter escrito aquilo? a sério? REALLY?! depois de me terem feito a acusação que fizeram (e eu defendi-me, nem sequer foi caso de comer e calar e ir falar para o blog, porque antes de ir falar para o blog EU DEFENDI-ME, com classe e educação, que é o mais importante), querem que eu fique calada? querem acertar contas comigo? não tenho que acertar contas com ninguém por escrever o que escrevo. ela não é minha mãe e a outra não é minha irmã, a meu entender e até agora só me souberam foder a vida e tentar destruir a minha relação com o Bruno, não estou bem a ver onde é que eu tenho que dar satisfações a alguém. dou-as aos meus pais e é porque são meus pais.

1 de dezembro de 2010

' Das pessoas que não sabem estar sozinhas.



Há pessoas que não sabem estar sozinhas. Têm alguma espécie de necessidade de estar sempre, sempre rodeadas por pessoas, ou com alguém, parece que têm um medo, terror, pânico, de estarem um pouco sozinhas.

Isso é um problema.

No fundo, são pessoas vazias por dentro. Não têm conteúdo para serem auto-emocionalmente-suficientes. Dependem dos outros como se fosse uma droga, se algum dia ninguém pode estar com elas, para elas, sentem-se mal e sentem-se sozinhas. Aquele sentimento horrível que é a solidão. Não conseguem lidar com elas próprias nem conseguem ouvir-se a si próprias.

Desde cedo aprendi a estar sozinha e familiarizei-me a isso. Não tenho irmãos, nunca tive primos próximos durante muito tempo, nunca vivi tempo suficiente no mesmo sítio para poder criar laços afectivos fortes desde criança (sempre estive a mudar de casa), não tinha os amigos de rua, com quem pudesse ir tomar café à noite (excepto num sítio ou outro onde morei), a única companhia que tinha quando era mais pequena era a minha mãe (que durante anos trabalhou de noite). Por isso, aprendi a estar sozinha. Até tinha amigos imaginários. Falava sozinha com as minhas bonecas. (rio-me tanto quando conto isso às pessoas, lol).

Inicialmente, isso era um problema. Não aprendi a socializar desde cedo, era gozada na escola, era anti-social, não tinha amigos, tinha auto-estima baixa e com 10 anos de idade já sentia aquilo a que se chamava de solidão. Conheci-a desde bem pequena.

Hoje, posso agradecer o facto de ter aprendido a estar sozinha. Hoje, adoro estar com pessoas, adoro conhecer pessoas novas, adoro ficar a conversar durante horas a fio, acho que são uma fonte de conhecimento e divertimento (algumas, claro), sou calorosa, aprecio estar com outras pessoas e amo uma boa conversa, mas também sei apreciar a minha própria companhia. Adoro falar comigo mesma, ouvir-me a mim mesma, conversar, no fundo, comigo mesma. Com isso não tenho tendência a criar relações afectivas dependentes e conheço-me bem, sei bem o que quero e o que não quero. Sei o que esperar de mim e até dos outros.

O que é um problema para muita gente, para mim é super natural. 

Já disse que adoro o meu curso (psicologia)? Tenho aprendido coisas brutais. Se me conhecia bem antes, agora ainda conheço melhor. e sinto uma agradável sensação de segurança devido a isso.

Muaah @

29 de novembro de 2010

' Este blog é anti-natal.

Não suporto o natal.

e sim, natal é com letra minúscula.

não suporto as musiquinhas com sininhos.

não suporto o facto das associações de solidariedade como o Banco Alimentar só actuarem nesta época (o Banco Alimentar só faz recolhas activas no natal e em meados de Maio)... como se durante o resto do ano não houvesse gente com necessidades. ou seja, não é nada contra a campanha em si, porque a apoio e até já participei, mas é o facto de ser só porque é natal.

não suporto a falsidade, a hipocrisia, o cinismo da época. o estar feliz só porque é natal. pessoas que são pessimistas e não são capazes de esboçar um sorriso durante todo o ano, mas chega o natal e são as pessoas mais felizes do mundo. porquê? porque é natal. (mas que raio de razão para se dizer que se está feliz - nem é estar mesmo, porque sim, é dizer que estão por ser natal).

não suporto pessoas a queixarem-se da crise mas os centros comerciais já estarem cheios, com filas intermináveis de pessoas com sacos nas mãos cheios de presentes que não lhes apetecia comprar, que deu uma trabalheira e que provavelmente "couldn't afford" (não encontro expressão melhor em pt).

já para não falar nas criancinhas a gritar e a pedir isto e aquilo, a exigir este mundo e o outro, e os pais a darem tudo só porque é natal. depois queixam-se que são mimados.

já não sou desse tempo, mas sei que há muitos anos atrás, as crianças recebiam UM presente e chegava. um presente que era surpresa, um presente que realizava o desejo, um presente que os deixava realmente feliz e ansiosos para que chegasse o próximo natal para receberem outro. creio que essa era a verdadeira magia. agora? que piada tem os putos irem para o centro comercial e pedirem tudo o que querem e, na maioria dos casos, terem tudo o que querem? onde está o factor surpresa?

não suporto que ainda não seja Dezembro e já haja enfeites por tudo quanto é sítio.

não suporto o frio.

não suporto as roupas de inverno.

não suporto doces de natal.

acho que nunca montei uma árvore de natal, ou só quando era muito pequena.

detesto o facto de existir implícita a obrigação de dar um presente... só porque é natal.

eu não dou presentes no natal e detesto receber presentes no natal. prefiro receber um presente a meio de Junho, só porque sim, não porque é natal. estou farta que me digam "dás-me no natal" (por exemplo, uma amiga que quer ler o meu livro mas não o quer comprar), e eu a dizer "não dou presentes de natal", e continuarem a insistir e ainda me chamarem de "má" por isso! má?! MÁ?! lol.

parece que de repente o ser natal é desculpa para tudo. fico de avental na cozinha a fazer docinhos e rabanadas, e convido familiares a quem não telefono durante o ano inteiro - convívios forçados com pessoas que ignoramos o resto do ano (não era tão melhor podermos estar com a família quando quiséssemos e não com a obrigação implícita de que é natal?) - e vou ao centro comercial comprar prendinhas, e monto uma árvore de natal toda pipi, e ligo a toda a gente a desejar um feliz natal, e ando sempre de sorriso na cara... PORQUÊ? PORQUE É NATAL.

e o mais irónico de tudo, ao fim e ao cabo, é que as pessoas montam árvores de natal, enfeitam a casa com merdices que piscam e extremamente irritantes, e a maioria nem tem um presépio. UM PRESÉPIO?! afinal, como começou o natal? não foi com o nascimento do menino jesus? acho que era básico. qualquer pessoa que festeja o natal devia ter um presépio. afinal, natal é acima de tudo sinónimo de nascimento. não é sinónimo de wishlists completamente fúteis.

pronto, não gosto do natal.

nem sequer tenho razões genuínas para festejar o natal: para além de não ser católica não tenho uma família particularmente grande e tampouco unida.

estão sempre a chatear-me por causa disso, olham-me sempre com um olhar judgmental de reprovação quando digo "não gosto do natal, não celebro o natal". estou farta disso!

não vou celebrar o natal só por ser socialmente aceite e quando acho que é uma época um bocado parva nas sociedades ocidentais actuais e consumistas. a única razão por que poderia celebrar o natal seria por ser uma festa de família, mas para isso era preciso haver uma família e uma tradição (coisa que na minha não há, aliás a minha mãe ou o meu pai - conforme onde passava o natal, ano sim ano não - só montava árvore de natal quando eu era pequena, porque eu era pequena).

se não tem significado para mim, não me faz sentido vivenciar uma coisa que tem muito significado para algumas pessoas.

Christmas Day is almost here
When it's over, then I cheer
I'm glad it's only once a year
I hate Christmas! 

(daqui)

Muaah @

26 de novembro de 2010

' Perdão.



Bem, pelo título deste post parece que vou começar aqui a debitar moralismos, mas nada disso.. não sou católica e MUITO MENOS MORALISTA, na realidade detesto moralismos baratos e chavões, tipo 'clichés', 'verdades universais', 'coisas que são assim e não se podem mudar ou não podem ser vistas de outra maneira', lol. e em muito boa verdade detesto pessoas q pensam assim. ainda menos aquelas que só pensam assim porque 'toda a gente pensa assim' e não porque acreditam reealmente e defendem com unhas e dentes aquilo em que acreditam, estas últimas já têm uma atitude louvável.

mas há muito que estou para fazer um post sobre a importância do PERDÃO nas nossas vidas, pois passei por algumas experiências que felizmente (e é para isso que as más experiências servem - para aprender), me permitiram aprender que, após uma má fase, quando alguém nos magoa ou faz algo mesmo muito mau, que nos ofendeu, etc etc... para 'seguir em frente' é preciso saber perdoar, à pessoa que nos fez tal. e porquê? porque se não perdoarmos, vai haver sempre um assunto mal resolvido no nosso passado que não nos deixa, lá está, seguir em frente e esquecer que isso aconteceu. e quando digo perdoar, não é dizer à pessoa "estás desculpado" sem sequer ele ter pedido desculpa. é perdoar connosco mesmos, "para mim, estás perdoado, é como se nunca tivesse acontecido, és uma pessoa igual às outras todas no mundo e não guardo rancor". não é preciso nunca mais dirigirmos palavra à pessoa nem tornarmo-nos amiga dela, mas é essencialmente, saber que, para nós, isso passou, não há rancor nem ódio dentro de nós, podemos estar em paz connosco mesmo e de consciência tranquila, porque, afinal, quem guarda o ódio e o rancor somos NÓS e não o alvo do nosso ódio.

resolvi escrever este post porque, aqui há algum tempo atrás (muito tempo atrás), a meio de uma conversa via sms, a pessoa em questão disse uma frase que me chamou a atenção: "falham uma vez e não perdoo, tal como não perdoo a mim próprio quando falho". fiquei chocada porque, se ele não perdoa, está lixado da vida. porque toda a gente que passar pela vida dele, o vai magoar a algum ponto, é infalível, todos erramos e falhamos como seres humanos que somos. se ele é assim tão implacável e nunca desculpar ninguém, nem a ele próprio, espera-lhe uma vida de muito rancor guardado... muito assunto por resolver! não percebo. não estou a criticar a forma como ele pensa, cada um pensa como quer, mas não consigo perceber. qual é a dificuldade de desculpar um erro? não gostamos de ser desculpados quando somos nós a errar e nos arrependemos?

pareço um padre a falar, que era precisamente o que eu queria evitar. mas é a minha forma de ver as coisas: todos passamos por experiências traumáticas, todos encalhamos em pessoas que nos desiludem e magoam. guardar rancor é a solução? perder a confiança é solução? ficar o resto da vida a rogar pragas a tal pessoa é solução? não. porque o rancor e a desconfiança fica em NÓS, não na pessoa que nos fez mal. por isso é que eu me dou bem com quase todos os meus ex-namorados, se for preciso falo bem com uma pessoa que me magoou no passado, como se nada tivesse acontecido. por isso é que, hoje sei que, se me cruzasse na rua com o meu ex-padrasto, que bateu na minha mãe e uma vez em mim, não mudava de passeio. 'bom dia' ou 'boa tarde' estava bom. se eu me cruzasse na rua com o grupo de rapazes responsável pelo bullying que sofri na escola no secundário, ou por outras pessoas quando era mais nova (se for a ver bem, sofri de bullying desde a primária até ao 12º ano, mas porquê ficar a cismar nisso e a fazer-me de vítima?) falava com eles se falassem comigo (aliás uma das raparigas que me atormentou durante anos está agora no mesmo curso e faculdade que eu, e verdade seja dita, não sou propriamente amiga dela, mas tb não guardo rancor e se ela me cumprimentar eu consigo ter uma conversa de circunstância com ela, porque I got over it)... e como eu já os ODIEI... mas não ignorava porque perdoei. perdoei, esqueci, segui em frente, segui tranquila e confiante e por cima de tudo mostrei que sou forte e não é qualquer coisinha que me afecta ao ponto de eu não conseguir ultrapassar.


há pessoas que ficam a cismar em situações e pessoas que as magoaram... só me apetece dizer: c'mon GET OVER IT!!!


Muaah @