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16 de julho de 2011

' SUPER BOCK SUPER ROCK 15/07/2011.

OH MEU DEUS!!!!!!!!

Assisti ontem a um dos melhores concertos da minha vida... PORTISHEAD.

Valeu bem a pena o STRESS que foi para arranjar bilhetes... por desleixo e deixar para a última da hora, os bilhetes acabaram por esgotar... andei feita maluca a tentar arranjar bilhetes de última hora, e, claro, modéstia à parte, mas eu quando quero consigo, e desta não foi excepção.

Rodrigo Leão foi razoável, muito bom até, mas não tocaram as essenciais... A Mãe, Histórias, Sleepless Heart! Só para citar algumas das que eu estava à espera... mas no geral gostei imenso, adoro Rodrigo Leão, a tristeza e o dramatismo daquela música... Só sei que tive o concerto inteiro com as mãos ao peito a sentir aquela maravilha de música, à espera que eles tocassem a Sleepless Heart/4º Piso, e de repente o concerto acaba - e foi só uma hora, foi tão curto,nem dei pelo tempo a passar - e eu só fiquei mesmo desapontada. Mas enfim.

Um dos melhores momentos do concerto de Rodrigo Leão & Cinema Ensemble foi a Ana Vieira a cantar "Vida tão Estranha"... assim em estúdio não é das minhas músicas favoritas (apesar de gostar, muito), mas ao vivo foi qualquer coisa de... quase fazer chorar.



The Gift simplesmente detesto, odeio a voz da mulher, odeio o estilo, odeio tudo, foi um suplício estar ali a ouvir aquilo... mas valeu a pena o sacrifício, logo a seguir...

.... PORTISHEAD!

As minhas expectativas foram altamente superadas, só gostava de ter gravado mais vídeos... por momentos arrependi-me de não o ter feito, mas pensando melhor, um simples vídeo nunca ia passar a sensação de estar num concerto deles, e eu estava tão "embrenhada" na música, música atrás de música e eu só queria mais, estava mesmo a vibrar, estava no céu, ou noutro mundo, no planeta terra não estava de certeza... para mim, só uma música faltou no concerto deles, a "Ellysium", mas de resto foi brutal, simplesmente, em 5 palavras, bem resumido: QUALQUER COISA DO OUTRO MUNDO.

Um dos melhores momentos em Portishead foi "The Rip"... já conhecia (e adorava) a música e o vídeo, mas ouvir mesmo ao vivo, com este vídeo a passar naqueles ecrãs gigantes, foi qualquer coisa de... a sério, só nesse momento eu percebi a profundidade artística deste vídeo e da música (aconselho a ver em grande):





A seguir, Arcade Fire, não sei como tanta gente vibra com aquilo, eu simplesmente detestei... tão foleiro, nem letras de jeito tinham, metade das músicas eram compostas por "wwooaaahhh", ou "eeeehhh" ou "uuuhhh", like, really?! eu e a Vera estávamos a detestar - ainda por cima depois de ver Portishead, os standards de qualidade musical estavam demasiado altos, não consegui mesmo mesmo gostar minimamente de Arcade Fire - e acabámos por vir embora, e andámos uns bons 20 minutos até conseguir passar a multidão... todo o mundo a VIBRAR com aquilo, nunca tinha visto um concerto tão cheio (também estávamos bastante para a frente, mas mesmo assim), as pessoas a olhar para nós a pensar com aquele ar judgemental "mas tu vais-te embora num concerto dos arcade fire"... juro, nunca vi tanta gente a vibrar assim com uma banda como aquela. Bem, gostos não se discutem (educam-se, ahah), mas Arcade Fire foi algo que eu não consegui compreender de todo... Eu ainda fui com aquele espírito de mente aberta, disposta a entrar no espírito da coisa, mas não deu... detestei, ahhhh!!!!!! (e nunca mais acabava!).

Anyway... toda a noite valeu tão a pena só pelos Portishead... estava nas nuvens, ainda estou nas nuvens, Portishead é simplesmente... genialíssimo.

A companhia foi, definitvamente, a melhor :)




Muaah @

9 de maio de 2011

' A minha sorte:

ter um namorado que cozinha e me ajuda a limpar a casa.

16 de abril de 2011

' 15 MESES.



Tu podes não ser o primeiro dela, nem o último, nem o único. Ela já amou antes, pode voltar a amar. Mas se ela te ama agora, que mais te importa?

Ela não é perfeita, muito menos tu, e se calhar vocês nunca serão perfeitos juntos, mas se ela te faz sorrir, se te fizer pensar duas vezes, que admita que o ser humano erra, agarra-a bem e dá-lhe tudo o que puderes.

Ela até pode não estar a pensar em ti a cada segundo, mas ela vai dar uma parte de si, mesmo sabendo que lhe podes partir o coração.

Por isso, não a magoes, não a moldes, não a julgues, não esperes mais do que aquilo que ela te poderá dar. Sorri quando ela te fizer feliz, mostra-lhe quando ela te deixar zangado… e sente a falta dela quando ela não estiver ao teu lado.

Carta do Bruno para "ele mesmo" em relação a mim.
Que mais posso eu dizer?

20 de março de 2011

' Saudades do que nunca tive.

Fui passar o fim-de-semana à santa terrinha.

That's a big deal for me.

Passo a explicar: eu sou uma pessoa (demasiado) citadina. Gosto (demais) da confusão, do barulho, do movimento. Não vou dizer que detesto, mas definitivamente não sou pessoa de campo. Aquela sensação de calma bucólica, do ócio, de estar rodeada por árvores, de não ver um único carro, chega a fazer-me uma confusão que me deixa irritadiça. Sim, houve alturas em que eu fiquei irritadiça porque estava (há menos de 24 horas) no campo. Não gosto, não sei porquê, nem para passar fins-de-semana. Para além do mais não estou habituada a famílias grandes. A bebés a chorar a toda a hora e a crianças naquela idade irritante sempre atrás de mim (o sobrinho do Alex, de 4 anos, adorou-me, não sei porquê, que além de não ser uma pessoa de campo não sou definitivamente uma pessoa de crianças, e andava sempre atrás de mim a absorver-me demasiada energia e às vezes, confesso, só me apetecia mandar um berro e dizer "pára quieto" mas não levanto a voz a filhos que não são meus! lol)... Aquilo é muita estranho, altares com a virgem maria a todas as esquinas, um cruxifixo em todas as paredes e um quadro da última ceia no quarto, eu sou anti-igreja, era um bocado creepy. E todas as pessoas ficavam a olhar para nós (eu e Vera) como se fôssemos ET's e cochichavam quando passávamos. Até mesmo as pessoas da nossa idade, um bocado limitadas (salvo algumas excepções), entediantes, demasiado normais (não gosto de pessoas normais, não no sentido literal da palavra, mas no sentido de serem pessoas que não oferecem nada de novo, mais do mesmo, enfim), bares e discotecas mesmo à santa terrinha, cheias de bimbos, é isso, bimbos é a palavra certa, enfim. Não conseguia, juro, não conseguia viver no campo.

Eu já sabia que ia ser assim, também eu tenho família espalhada por santas terrinhas (apesar de nunca lá ir), e não odiei de todo, apenas reforcei a minha opinião em relação a santas terrinhas. Mas fui à mesma, pela Vera e sobretudo pelo Alex que queria mesmo que eu fosse lá conhecer a família.

Quando estávamos a vir-nos embora, e todo o mundo desatou numa choradeira e eu não me senti minimamente triste por me vir embora, apercebi-me de que o meu problema não foi mesmo o campo em si. Que, pronto, 2 ou 3 dias rodeada de árvores até nem é assim tão mau. O meu problema é que eu não estou habituada a este ambiente familiar. Os pais, os avós, os tios, os cunhados, os primos, as crianças, a união. Todo o mundo a uma mesa a comer o dia todo (essa foi a melhor parte e eu devo ter engordado uns 3 quilos,lol), e depois o ir tomar café, o ir ver a feira, dar uma volta no meio de nenhures ver serras e montes de pedras. Não estou habituada, porque nunca tive. A minha família é a minha mãe, que mal vejo, e sempre assim o foi, que ela trabalha metade do dia, na cidade, e o meu pai que me controla à distância, e a minha avó. Isto tudo, entretanto, não se falam entre eles, ou porque estão chateados, ou porque são desligados que nem eu, não há almoços nem jantares de família nem crianças nem couves da horta nem ovos de galinha caseira, nem nada disso.

Para ser sincera, saí da minha zona de conforto e confesso que, em alguns momentos, me senti mesmo mal, desintegrada, com falta do que nunca tive, uma família unida, talvez por isso me tenha querido afastar, por saber disso, e saber que não compreendo esta união familiar, sobretudo famílias do campo.

Este post está altamente desorganizado, que eu hoje não estou lá com muita queda para escrever, mas, bottom line is: não gosto de santas terrinhas, saí da minha zona de conforto habitual, apercebi-me de que o motivo verdadeiro da minha melancolia foi o ter-me apercebido de que nunca tive aquilo, e por isso não conseguia compreender o motivo de alegria de, por exemplo, a Vera (que já compreende porque tem família grande e unida também), gostei pela companhia, pelo que fizemos, pelo nosso momento a três no centro geodésico, por termos gravado "CLÁUDIA ALEXANDRE VERA" no banco com uma chave e por todos esses momentos, mas, lá está, estou triste. Estou triste porque me apercebi de que sinto falta de algo que nunca tive, mas que deve ser bom.

Muaah @

16 de março de 2011

27 de fevereiro de 2011

' The four of us.



I had a really nice extended weekend, starting on Thursday.

A friend of Alex, Jan - who I just absolutely loved - was here in Portugal. We went out a lot, had quite a good time, lots of fun, lots of weed, lots of drinking. Today I feel great, after all friendship is everything when you're down, and now I'm actually remembering, I was pretty sad and down on Thursday, just had a really bad day.

Jan is a really great person, I actually already miss him (he left this morning), because it's really rare nowadays to meet such a nice person. In just 3/4 days I bounded with him in such a way I don't usually do (usually, I get some time to bound with someone like really closely), had a really great time, but most of all, learn a lot from him. The best of him is that I felt likeI could be just like myself, and he wouldn't judge me, like most of people do (yes, I get to be judged quite a lot). He is a true gentleman, a tolerant person, so sweet that me and Vera just felt like hugging him all the time (and we did!). Can't forget how a considerate person he was, how we always listened to you without interrupting (I hate when people don't know how to listen to other people, Jan was the opposite of that), how he took care of me when we got home totally drunk and I was totally in some other world, and he made me toasts with butter and a limonade, and stayed up with me until I was abe to go to sleep. I never forget, no matter how drunk I am, the good stuff people do for me.

When he left, 6 am this morning, me and Vera almost cried. I hate farewells and this one was really difficult, because I was liking him so much. He left, with Alex that took him to the airport, and me and Vera just sat down on the couch, feeling like "saudade" - a word we taugh to Jan that only exists in Portuguese and that, I believe, has more intensity to it than just an "I miss you" - talking about how we both got along so well with him, and how it is possible that there exists such a good person in the planet, and even trying to find some bad thing about him... we couldn't, we could only find good stuff (maybe we needed a little more time with him to find the bad stuff everyone has). - but why are we always, always, trying to find bad stuff about people? isn't the good enough? maybe it was better this way, I'll remember him only for the best things he had. I love, and prefer a million times, to see the good stuff about people instead of just the bad.

Well, what more can I say? I could go on and on, tell what we did - besides fun fun fun - tell how my english is close to perfect now (my accent in english was really bad, but once Jan is german, that was the only language we could comunicate, so I'm literally talking and thinking in english for 4 days now, it is actually hard now to make a switch from english to portuguese everytime I want to talk back in portuguese), how we talked about so many things, how we laughed and laughed and laughed...

...but that wouldn't be worth it.

All I can say is this was one of the best extended weekends I've ever had, I needed to relax and go out and forget about stupid things and stupid people that really bothers me in the everyday-life, and I sure got it. (tomorrow it's the same, when I have these kind of days-far-away-from-everything-and-from-routine is horrible, HORRIBLE! to get back and meet again, one more time, the same people, have the same conversations, at the same places, doing the same stuff).

Today? I'm hangover, I'm tired, I'm sick, my stomach is sick, everything about my body is sick, I've been sleeping all day and still I could sleep for like 12 more hours, I wasn't even able to get out of Vera's house yet, guess this is the way of my body telling me "Please, stop!!", but it was so worth it.

Thank you Jan, Vera and Alex.

Can't stop thinking how it would be just great to live with these three, we just get along so perfectly.

24 de fevereiro de 2011

23 de fevereiro de 2011

' Sou tão chorona.


Detesto esta música. Acho do mais lamechas e cliché que há. a letra está querida, mas detesto a música, não faz nada o meu género.

Mas desatei a chorar, baba e ranho, quando o Bruno pôs esta música e me convidou para dançar, só pelo olhar dele, por uns segundos que me pareceram longos minutos.

Foi um olhar tão lindo e tão intenso, um dos mais intensos que alguma vez vi, uma das formas mais apaixonadas que alguma vez me olharam... como se conseguisse ver a alma dele directamente. cheia de amor.

senti-me amada, protegida, em paz, e uma onda de felicidade e tranquilidade imensa, inexplicável...

Isto é tão lamechas, mas... só senti um aperto bom no coração, e as lágrimas a virem, e só baixei a cabeça, desatei a chorar, em silêncio, ele deu conta, levantou-me a cabeça, perguntou o que eu tinha, a música acabou, e eu desatei a rir à gargalhada da minha figura de parva... e só disse "emocionei-me!!!!!".

Foi tão comovente.

A música ideal para esse momento tinha sido Bound To You, sem dúvida. Dramática, intensa, angustiante, comovente... tudo o que senti! depois ele levou-me a dançar novamente com esta música, mas já não chorei, o primeiro momento foi daqueles mesmo espontâneos e que dificilmente se repete, muito menos se for "combinado".

Really? Eu chorei por aquilo? sou uma chorona do pior. mas, em minha defesa, foi um olhar mesmo mesmo mesmo comovente... parecia cena de filme.

6 de fevereiro de 2011

' How can I deal with this?



O Bruno é o namorado mais impecável que a Cláudia alguma vez teve e possivelmente irá ter. Trata-a como uma princesa, faz tudo o que ela quer (e que acha razoável), nunca a deixa na mão, dá-lhe atenção q.b., não a troca pelos amigos (been there, done that), aceita-a como ela é, com o seu passado, e os seus defeitos, e as suas ideias malucas (been there, done that), nunca se esquece dela (been there, done that)... enquanto namorado, no Bruno, a Cláudia não podia pedir absolutamente mais nada!

Só que o Bruno também é preguiçoso e falta-lhe muita ambição. Não faz nada e também não parece querer fazer. É muito "deixa andar", não tem sonhos, não quer nada out of life, não se esforça para nada. O Bruno está à procura de trabalho há 5 ou 6 meses, depois de ter chumbado o ano e ter ficado com o 12º incompleto porque "não gostava de estudar" e porque era demasiado preguiçoso para se levantar de manhã e ir às aulas. O Bruno não está em posição se ser picuinhas, mas é. Não gosta disto, não gosta daquilo, não quer fazer X, não quer fazer Y, acha que é uma diva e que as pessoas é que precisam dele para trabalhar, e não o contrário, ele não precisa de ninguém para trabalhar. O Bruno fica contente quando entrega 30 curriculos no centro comercial num dia, sente-se realizado, não percebendo que isso não vai valer de nada, e por muito que a Cláudia lhe diga que é mais provável conseguir algo respondendo ao máximo de anúncios pela net, ele ainda tem a lata de dizer "isso não é o meu género, prefiro entregar pessoalmente nas lojas", lá está, ele é demasiado importante, não vai rebaixar-se ao ponto de fazer o que não gosta, pois claro está. O Bruno quase nunca tem dinheiro para ir ter com a Cláudia, sequer. É sempre a Cláudia que paga as coisas ao Bruno, seja para ir ter com ela, seja porque ela está farta de estarem sempre em casa e querer sair, seja para ele ir entregar mais curriculos. A Cláudia inscreveu-o em 26 empresas de trabalho temporário e perdeu um dia inteiro nisto. A Cláudia - com a devida autorização, claro - vai ao email do Bruno todas as noites enviar curriculos para aqueles sites de classificados online. A Cláudia vai com o Bruno às entrevistas, preenche as fichas de inscrição por ele porque "a caligrafia dele é feia" e a dela é bonita, a Cláudia diz como é que o Bruno tem de falar e estar numa entrevista para causar boa impressão. A Cláudia é, basicamente, mãe do Bruno.

Mas a Cláudia não quer ser mãe do Bruno, quer ser apenas e só namorada dele, e sinceramente está a ficar farta dessa situação. A Cláudia não quer ter de se preocupar com o que não tem que se preocupar, melhor, a Cláudia não tem de achar que o facto de sair de casa e conquistar o mundo é mais importante do que o Bruno.

Mas o Bruno continua, na mesma. Recusa trabalhos por causa dos horários, por causa da localização, ou simplesmente porque era num armazém onde implicava ele ter de subir escadotes e ele tem medo das alturas. E, como sabe que eu vou dar-lhe na cabeça por causa disso, esconde sempre essas situaçõezinhas, eu tenho de descobrir por outros meios. E, várias noites, depois da Cláudia estar HORAS em frente ao pc a inscrever o Bruno em ofertas online, quando liga ao Bruno a esclarecer essa situação, ele diz "mas eu faço, eu faço, eu inscrevo-me", mente com todos os dentes que tem na boca. "Não pressiones", diz ele, então a Cláudia resolve então não pressionar para ver se é isso que funciona, semanas depois de não-pressionar, a Cláudia volta ao email do Bruno e vê que ele, que teve todos esses dias de todas essas semanas livres e sem nada para fazer, não se inscreveu numa única oferta, muitas vezes nem sequer abriu o mail, então a Cláudia diz "se eu não te pressionar tu não fazes nada". Ele diz "eu faço", e assim se dizem duas mentiras num espaço de 5 minutos. É tão irritante e frustrante para a Cláudia quando ele diz isso, porque é contrariar o óbvio. É como se lhe perguntassem "de que cor é esta banana", e ele dissesse "é azul".

A Cláudia resolveu não pagar nada da celebração do 1º aniversário de namoro, porque já estava farta de pagar tudo. Na verdade, a Cláudia estava a querer testar o Bruno, a ver se ele assim reagia, se caía em si de uma vez por todas, mas o Bruno não reagiu nada, porque por ele basta-lhe estar com a Cláudia, mesmo que seja uma semana seguida em casa a comer, a foder e a ver televisão, ele só quer estar com a Cláudia, mais nada. A Cláudia resolve, de vez em quando, fazer fita e chorar, até o Bruno prometer que vai mudar, mas nunca muda nada. A Cláudia já chegou ao ponto, e mesmo que lhe doesse mesmo muito, de dizer que ia acabar com o Bruno se ele não mudasse de atitude. Ele não mudou nada. Mas prometeu. Ou mentiu. E a Cláudia não tem coragem de acabar com ele, porque gosta demasiado dele, porque está demasiado apaixonada, porque a vida já não faz sentido sem ele, porque não acha que "trabalho" e "dinheiro" sejam razões válidas para acabar um namoro com todas as coisas óptimas que eles têm, se bem que essas não seriam as razões verdadeiras, mas sim, a grande razão seria "porque eu quero algo da vida que tu não queres e assim não vale a pena investir emocionalmente numa coisa que não vai dar no futuro". A Cláudia está, por assim dizer, cega pelo amor, ou pela paixão, ou o que seja que lhe queiram chamar, a Cláudia prefere continuar porque, de momento, no imediato, este namoro dá-lhe mais vantagens do que desvantagens. Mas a Cláudia também tem momentos de clarividência, como agora, por isso é que está a escrever na 3ª pessoa, a ver-se de fora, a sua figura estúpida e de idiota. Sente muitas vezes que se acomodou por achar que não vai encontrar alguém melhor para ela, e que vai ficar meses a chorar se isto acabar.

O Bruno ouve sempre tudo o que a Cláudia diz, dá-lhe sempre razão, na maioria das vezes calado, nunca contesta, só muito de vez em quando diz que eu estou a tentar mudá-lo. Mas a Cláudia não está a tentar mudá-lo. Ela está apenas preocupada com o futuro dele e, sobretudo, com o nosso, se houver um nosso.

Nesta altura do campeonato, o facto de ele trabalhar ou não não me faz grande diferença. Quero lá saber se ele está a estudar ou a trabalhar na Worten, ou num call-center merdoso. O que me faz diferença, é a atitude. Só a atitude em si. É o eu pensar no futuro e chegar à conclusão que nunca ía funcionar, que eu a uma certa altura iria querer a minha independência, iria querer viver com o meu namorado, iria querer construir a minha vida, mas em vez disso, ía ter uma espécie de filho, que não fazia nada, que ficava o dia todo a ver televisão, que eu ía bancar tudo. O Bruno acha que isto não vai acontecer, mas se ele não mudar de atitude é o que vai acontecer mesmo. E eu não quero ter um filho agora, e não quero ter um namorado que, apesar de fantástico em todos os aspectos que "namoro" implica, me faz pensar demasiadas vezes que ele não é o homem da minha vida e que, se assim é, porque estão então a alimentar uma relação assim. E eu quero estar numa relação em que penso que ele é o homem da minha vida, como muitas vezes já pensei com o Bruno (e muitas vezes ainda penso).

Porque é que eu me sujeito a isto, pergunto eu? Porque eu nunca desisto. Eu nunca desisto de nada. Lá está, uma das grandes diferenças entre nós. Eu não vou desistir enquanto ele não meter na cabeça que tem que deixar de ser mimado e picuinhas e fazer alguma coisa da vida, nem que seja vê-lo a responder a anúncios na net sem eu ter quase de o obrigar. Mas, acima de tudo, porque o amo. Porque gosto mesmo muito dele. Porque quando nos beijamos o mundo pára. Porque o abraço dele é um dos melhores sítios onde posso estar no mundo. Porque não me larga quando eu estou amuada, enquanto eu não sorrio. Porque nunca desiste de mim. Porque mais ninguém iria partir-me os ben-u-rons quando eu estou doente, ou vir para minha casa de propósito quando estou a sentir-me carente, ou acordar-me com uma torre de panquecas com chocolate e morangos, ou acordar durante a noite para me ir buscar coisas se eu pedir. Porque me sinto em segurança, em paz, quando estou com ele. Porque estou muito apaixonada. E a paixão é uma merda quando temos de parar e tentar pensar com alguma objectividade.

Porque é que eu tinha que me apaixonar por alguém que não quer o mesmo que eu da vida?

Faz-me confusão pessoas com esta atitude. "Só" isso. Faz-me confusão e sempre tentei "fugir" delas, o que acontece quando estou apaixonada por alguém assim? Been there, done that também, no passado, e não gostei.

Se há dias em que me apetece ficar com ele para sempre, outros há em que apetece-me espancá-lo, e bater com a cabeça dele contra uma parede, para ver se os parafusos vão todos ao sítio onde deviam estar.

O que é que eu faço? Não sei. E hoje escrevo isto, porque estou muito magoada. Muito mesmo. Estou quase a chegar a um limite.

24 de janeiro de 2011

' 50 WAYS TO COPE WITH STRESS.

1. Get up 15 minutes early.
2. Prepare for the morning the night before.
3. Don't rely on your memory ... write things down.
4. Repair things that don't work properly.
5. Make duplicate keys.
6. Say "no" more often.
7. Set priorities in your life.
8. Avoid negative people.
9. Always make copies of important papers.
10. Ask for help with jobs you dislike.
11. Break large tasks into bite sized pieces.
12. Look at problems as challenges.
13. Smile more.
14. Be prepared for rain.
15. Schedule a play time into everyday.
16. Avoid tight fitting clothing.
17. Take a bubble bath.
18. Believe in yourself.
19. Visualize yourself winning.
20. Develop a sense of humor.
21. Stop thinking tomorrow will be a better day.
22. Have goals for yourself.
23. Say hello to a stranger.
24. Look up at the stars.
25. Practice breathing slowly.
26. Do brand new things.
27. Stop a bad habit.
28. Take stock of your achievements.
29. Do it today.
30. Strive for excellence, not perfection.
31. Look at a work of art.
32. Maintain your weight.
33. Plant a tree.
34. Stand up and stretch.
35. Always have a plan B.
36. Learn a new doodle.
37. Learn to meet your own needs.
38. Become a better listener.
39. Know your limitations and let others know.
40. Throw a paper airplane.
41. Exercise every day.
42. Get to work early.
43. Clean out one closet.
44. Take a different route to work.
45. Leave work early (with permission).
46. Remember you always have options.
47. Quit trying to "fix" other people.
48. Get enough sleep.
49. Praise other people.
50. Relax. Take each day one day at a time... you have the rest of your life to live.

O Alex deu-me, a mim e à Vera, um papel (igual ao da imagem) com estas 50 dicas para lidar com o stress. Sorri o tempo todo! No fim, ele disse "vocês tiveram exactamente a mesma reacção ao ler isto". Claro, não seríamos nós soulmates ;) Achei lovely, por isso colei o papel à parte da mesa de cabeceira para onde olho todos os dias antes de dormir e ao acordar. Não que precise muito, a maioria das coisas aí descritas já eu faço (excepto a parte do exercício físico, ahah), e até sou uma pessoa bem calma e pacífica, peace&love. De qualquer forma, há sempre, sempre, coisas a melhorar. Já tenho aqui umas quantas: dizer que "não" mais vezes, parar um mau hábito (o próximo vai ser fumar, já ando a reduzir, prometo!!), plantar uma árvore, mandar um avião de papel ao ar, e todos os que incluem fazer exercício!

Thank You Alex. :)

22 de janeiro de 2011

G. - "Tenho bué inveja de vocês"

Eu, Vera & Alex - "porquê?"

G. - "porque vocês sentem as coisas assim intensamente... mais do que as outras pessoas"

até que enfim que alguém "de fora" repara.

http://almaemestadopuro.blogspot.com/

16 de janeiro de 2011

' 1 ANO.

Nunca, never in a million years, pensei chegar ao primeiro ano com ele.

porquê? bem... ao início ele era apenas uma pessoa que me dava bom sexo. o que, devo dizer, se manteve uma constante até agora. no entanto, e não sei bem porquê, todos os meses, acabava por pensar que havia de surgir alguma merda que fizesse com que acabássemos no mês seguinte. sempre no mês seguinte, no mês seguinte, no mês seguinte. quer fosse por não termos gostos comuns em nada (cheguei até mesmo a pensar que a única coisa que teríamos em comum seria o facto de sermos loucos um pelo outro, e nada mais), quer fosse por ele ser preguiçoso e conformado e estar há meses "à procura de trabalho" (detesto pessoas assim, confesso, e ele sabe), quer fosse porque ele não me estimulava intelectualmente, não tínhamos conversas inteligentes, e eu sempre pensei que, para a vida, iria querer alguém que me surpreendesse todos os dias com um pensamento mais profundo.

No início de Janeiro, ele fez-me mudar de opinião em relação a tudo isso. Bastou uma conversa de 3 horas para que eu tivesse uma ideia completamente diferente de todos os defeitos que, para mim, ele tinha.

Agora, já não acho que vamos acabar por acabar no próximo mês. Nem no próximo. Nem no próximo. Nem no próximo.

At last, my love has come along. Ele chegou há 1 ano. Eu olhei para ele durante 11 meses, mas só o vi com olhos de ver, agora. O essencial é invisível aos olhos.

De resto, ele é a pessoa que mais me tem ajudado nesta minha fase difícil, negra e deprimente. Cuida de mim com extremo carinho, faz-me rir com as coisas mais pequenas e, por momentos, esquecer-me das coisas más que deixo que flutuem pela minha cabeça.

Só tenho um grande Obrigada para ele.

2 de janeiro de 2011

' A passagem de ano valeu a pena, no mínimo, por ter feito as "pazes" com alguém e não passar de ano com rancores. That's not even really my type.

Reli a agenda de 2010, os melhores momentos escritos a vermelho dentro de um quadrado cor-de-rosa. felizmente, foram muitos.

Assinalei os últimos "checked" e guardei-a na estante.

2010 foi um ano de mudanças, concretizações de sonhos antigos e construção de novos. e sorrisos. muitos sorrisos. foi amazing e tenho bons feelings para 2011.

Agora, INFELIZMENTE, está na hora de recarregar energias, voltar a regular os horários, purificar o meu sangue de todas as substâncias duvidosas, e voltar à vida normal, da qual faz parte um exame já na 2ª feira. :(

Muaah @

28 de dezembro de 2010

' Já não sei se é 2ª ou 3ª feira.

O filme foi um espanto, bla bla bla, não vale a pena repetir-me, já todo o mundo sabe da minha panca pela Christina e dos orgasmos sucessivos no banco do cinema.

Moving on.



Esta noite tive uma das conversas mais memoráveis da minha vida. 12h e ainda não fui à cama.

Estava a precisar de esvaziar a minha alma.

Soube-me pela vida.

Nada mais a dizer.

18 de dezembro de 2010

' O melhor conselho que alguma vez me deram.

“não fujas ou evites os beijinhos da tua mãe”

De uma pessoa cujo um dos pais morreu e que me disse estar com remorsos porque “fugia sempre que ele me queria dar beijinhos” e porque eu disse "oh, eu também fujo ou afasto-a, é normal, acho que todos os filhos fazem isso com pais demasiado beijoqueiros" (como a minha mãe, que às vezes não me larga).

Fiquei a sentir-me terrivelmente mal, senti a mágoa na voz dessa pessoa. vou levar este conselho muito a sério.

Obrigada. :’)

16 de dezembro de 2010

' 11 MESES.

O que eu mais gosto nele é o sentido de humor. e a capacidade de me fazer rir à gargalhada com as coisas mais pequenas. Há 11 meses. Amo-te.

10 de dezembro de 2010

ele aparece de manhã, faz-me uma surpresa, prepara-me o pequeno-almoço e ainda se oferece para esperar por mim enquanto eu vou às aulas e entregar um trabalho. tenho ou não tenho o melhor namorado do mundo? 

adenda ao post anterior: já tenho o álbum da Aurea :D

7 de dezembro de 2010

' AUREA!!

Decidi que não me apetecia ficar em pé numa fila à espera para ter um autógrafo. Apesar de achar que a Carolina Deslandes é a melhor dos Ídolos de todas as temporadas juntas, prefiro a Aurea. No geral prefiro música a uma assinatura que vai ficar para dentro de um livro qualquer e da qual nunca mais me vou lembrar, lol.

E não me arrependi. Tenho tanto orgulho por esta menina ser portuguesa... tão linda e tão talentosa!! adoooooro a voz dela!!!

Acabei por não saber bem o que raio se passava afinal no dia 7 de Dezembro na minha faculdade, mas também não vou deixar de dormir por causa disso.

Hoje foi um dia de decisões importantes. Agora vou comemorá-las com os meus 2 melhores e verdadeiros amigos. há muito que merecíamos uma noite só para nós. "sabes o que vai acontecer no dia 7 de Dezembro? aproveita, que dia 8 é feriado". o meu dia 7 de Dezembro não podia ser melhor mas o dia 8 vai ser merdoso porque tenho que fazer os 3 ou 4 (nem tenho a certeza) trabalhos que tenho que entregar para a semana... hmmm. que bom (not!).


:)

Muaah @

5 de dezembro de 2010

' Prefiro o Verão, claro. [II]

Mas também gosto disto.

Lareira acesa, 2 edredons, pijama, meias quentes, luvas, uma panela de chá, e ele.

prefiro o Verão, mas o Inverno também tem coisas boas. especialmente se forem passadas a dois.