Mostrar mensagens com a etiqueta a vidinha... Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta a vidinha... Mostrar todas as mensagens

20 de junho de 2011

' I'm freeeeeeee (and happy)

ESTOU, OFICIALMENTE, DE FÉRIAS, A PARTIR DE HOJE ÀS 17H30.

Hoje saíram as duas notas que faltavam, para saber se acabava com isto de uma vez... e felizmente acabei! Passei a tudo à primeira (nem sempre com as melhores notas, mas razoáveis até!), e não preciso ir a 2ª fase. Melhorias? Nem quero vê-las! Tá feito, tá feito! Minhas ricas férias! Que saudades que tinha delas!

Overall, até nem me saí mal! A nota mais baixa foi 13, o que acho médiozinho, enfim, podia ser melhor, mas não quero mais ver aquilo à frente! A mais alta foi 19, numa cadeira que, sinceramente, achava que ia reprovar! Pois quando saí da frequência, todo o mundo tinha dado respostas diferentes das minhas e eu comecei a achar que... "hmmmm, será que tenho tudo errado?". Bem, afinal, parece que todo o mundo tinha tudo certo, pois as notas dessa cadeira foram óptimas, a média da turma foi de 15. Fiquei tão feliz com essa nota! Foi a nota mais alta da minha vida na faculdade (até agora, e suspeito que até acabar o curso, lol)! Lá pelo meio, um 14 (tão normal, o meu padrão é 14, boriiiing, mas até fiquei surpreendida, pois normalmente nunca passo nos exames, apenas nas frequências - porque quando decido que vou a exame, como foi este caso, penso sempre "ah, como não tenho faltas, não vou às aulas" e depois não faço nada, mas nesta foi diferente, e consegui passar), e um 15. Consegui subir a minha média geral em 1 valor, o que não é espectacular, mas também não assim tão mau para um só semestre! Valeram bem a pena aquelas noites e dias passados a estudar, sem fazer mais nada... sim, que eu não tinha vida! SÓ estudava!

Agora?? hmm.. vou arrumar os livros, os cadernos, os dossiers, as folhas, na estante! estou com aquela sensação de "finalmente, acabou"! Finalmente, estou de férias, finalmente, não vou sofrer de ansiedade aguda (lol), finalmente, posso dormir à vontade sem despertador, finalmente, posso acordar sem pensar que tenho que estudar, sair de casa sem hora para voltar, estar com as pessoas que não estou há que séculos, e com outras novas também ;) finalmente, finalmente, finalmente!

E este mês e meio tem de ser bem aproveitadinho... depois disso, estou fora, vou em Erasmus!

Ah! a vida corre-me bem! estou a falar da faculdade/férias, mas no geral, toda a minha vida, tudo o resto, está a correr tão BEM! tão bem que até acho que é mentira! :D

Pronto... ESTOU FELIZ!

Muaah @

17 de maio de 2011

' Porque estou exausta e ainda são 14h15.

Aulas, realização e entrega de últimos trabalhos e preparar para os temíveis exames...

Estágio na minha faculdade... envolvida em vários projectos (é que não chegava só um)...

Mulher XL... fica anos-luz sem actividade nem nada de especial e depois assim de repente cai-nos 2 eventos complexos para organizar... diria que passo em média 2 horas por dia só a tratar disso... (ainda por cima agora a Lane ficou sem computador, tenho que tratar de tudo... juro que saio do computador com os olhos virados)...

Preparar o Erasmus... (é que dá bem mais trabalho do que eu alguma vez imaginei)....

Exercício Físico (natação)...

Vida social...

Vida pessoal - Bruno...

Vida familiar - visitas regulares à minha avó...

Dormir...



Claro que alguma destas coisas tem de ser negligenciada. É-me humanamente impossível fazer todas essas coisas, todos os dias, como seria o ideal. Normalmente, é a minha avó, que me liga a chorar porque já não vou lá há imenso tempo, e ela comprou-me não-sei-o-quê que eu gosto muito e vai-se estragar; a natação, e só me vejo a engordar (mas que hei-de fazer, se só tenho as manhãs livres para lá ir, e agora têm estado sempre ocupadas com o estágio? e depois das 17h pago só a triplicar..lol); a vida social; e o dormir!

Ando feita zombie! A sério... Há dias que me sinto tão confusa que as coisas mais básicas me passam ao lado... Hoje acordei às 8h (entretanto só me fui deitar às 2h porque ainda acho que tenho vida para fazer sessões de cinema até altas horas, lol) e ainda não parei 1 segundo que fosse. ah, já para não falar nas listas! as check-lists, os blocos de notas e as agendas...

Mas a culpa é minha, que eu me meto nisto... eu meto-me sempre em coisas...seeeempreee... devo ter algum problema. Ainda por cima, determinada como sou, detesto meter-me nas coisas e deixá-las a meio (prefiro nem começá-las, quando é assim), quando me proponho a fazer algo, tenho de o fazer até ao fim e bem! Depois, queixo-me!



Idiota.

4 de maio de 2011

' O Biggest Loser e o Peso Pesado têm que ter mensagens subliminares / Upgrade.

Antes de mais, um upgrade: agora já vou a fazer jogging para a natação (se bem que é difícil, eu não consigo correr devagar, tendo sempre a correr super rápido). Gosto de chegar lá a morrer e toda suada, despir-me e saltar para a água. não é muito, segundo o google maps é só 1 Km, mas já é alguma coisa.

Agora, vamos ao que interessa: eu estou a ficar completamente obcecada!


Ao início, não me importava nada com a minha forma física. Detestava pessoas que só falavam de dietas, de contagem de calorias (comidas e perdidas)... Gostava do meu corpo, era saudável e isso para mim chegava.

Depois, comecei a fazer exercício. O meu pensamento era: "sou saudável e o meu peso está normal para a minha altura, adoro o que vejo no espelho, mas devo manter o peso, não perder mas também não ganhar". O Biggest Loser? fazia-me sentir magra.

Agora?? desde que começou o "Peso Pesado" que estou completamente OBCECADA. no domingo à noite, depois do primeiro episódio, fui para a cama a pensar "amanhã vou a correr para a natação e depois vou ficar lá mais tempo do que o costume! vou fazer exercício até doer o corpo todo".

Eu, correr para a natação?? desde quando? aliás, só o ter começado a fazer natação em si já foi alta cena para mim... detesto exercício e não fazia nenhum! eu, estar obcecada com as vezes que tenho (ou que convém) fazer exercício por semana e ficar a sentir-me culpada - CULPADA! - se devia ter ido 3 vezes e só fui duas? desde quando?? eu, ter cuidado com o que como, pensar sempre no tempo que passou desde que comi da última vez ("passaram 3 horas, devia comer de novo"), ter atenção ao açúcar que coloco no chá, ver as calorias nos pacotes de bolachas de água e sal e fazer contas a quantas comi?? eu?? really??

eu não era nada assim! e detesto estar a tornar-me no que me estou a tornar... um monstro com a mania das dietas!

e o pior? estar de dieta faz-me fazer mais asneiras! dantes, não pensava no que comia... comia e pronto!! não tinha tantos desejos... comia até ficar sacida e pronto! agora, quanto mais penso que "não posso comer", mais vontade  me dá... por exemplo, hoje, quando cheguei a casa, comi bem, visto que tinha feito exercício e tal... comi saudável!! depois de um almoço super saudável, que me saciou, apetecia-me comer chocolate... e não descansei enquanto não fui comer chocolate.

vou deixar de ver reality shows de perda de peso, assim não dá... dantes, o pensamento de "fogo, há lá pessoas que perdem o meu peso inteiro e mais algum ainda", ou de "porra, mesmo que coma mal e não faça exercício intensivo não vou chegar a esse ponto, é demais!" era um pensamento extremamente reconfortante, eu comia bolachas de água e sal com compota de amora (hmmm, petisco muito bom) no sofá, à frente da tv, a ver aquilo... agora??!! agora penso "ai meu deus! não posso chegar àquele ponto!". e está a ficar obsessivo...

ainda por cima, eu, sempre fui pelas curvas, com o projecto Mulher XL e tudo, sempre detestei pessoas demasiado magras... sempre achei que eu estava "no ponto", tudo no sítio certo, aliás, as pessoas do "meio" Mulher XL sempre me "apontam o dedo" a dizer que sou "demasiado magra para plus-size"... porque sou NORMAL! e agora isto...

portanto, ponto de situação: eu continuo a ter consciência de que o meu corpo está bem, está onde devia estar; gosto do que vejo ao espelho, adoro-me, na verdade! nem é uma questão de me achar gorda nem nada... mas parece que é automático, eu ir ver as calorias que têm as embalagens... e coisas assim.

ahhhh!!! quero a antiga cláudia de volta. detesto ser assim... detesto mesmo!

22 de abril de 2011

' Da minha crise de meia-meia-idade.



Tenho a sensação que estou com uma crise de meia-meia-idade. Dois "meias" porque é a crise de meia da meia idade propriamente dita. Confusão, bem, também não interessa!

Tenho a sensação que estou a sair da adolescência, e não quero. Sinto que não a aproveitei como devia! Tive as minhas fases, saí muito, curti muito, fumei muito, bebi bastante, f*di muito, menti muito aos meus pais, brinquei muito, mas sinto que podia sempre ter feito mais.

Sempre fui responsável e nunca me consegui "livrar" disso. Por mais merda que fizesse, tinha sempre a cabeça no sítio e só me deixava fazer disparates q.b.. Gostava de ter sido completamente desmiolada por um só dia.

Agora, sinto que não aproveitei bem. Já não gosto de discotecas tanto como dantes. Já não aguento noitadas até de manhã, como dantes. Já não tenho a mesma pedalada. Já não acho piada às mesmas coisas. O meu corpo já se ressente quando chega ao fim-de-semana. Já não gosto de beber. Estou a deixar de fumar. Já não tenho tanto apetite sexual como dantes, que parecia uma coelha, já não tenho curiosidade - pelo menos em relação ao sexo oposto, masculino - já sei como tudo se faz, já sei como tudo é, já começa a ser tudo mais do mesmo. As minhas relações amorosas estão a ficar cada vez mais longas, em vez de coisas como um mês, uma semana, uma noite. Já não acordo às 16h ao fim-de-semana, a partir das 11h quase não consigo dormir. Já tenho mais noção das coisas que me fazem mal, à minha saúde. Comecei a fazer exercício. Shit! ESTOU A FICAR ADULTA.

O pior? É que ainda não tenho a mais pequena ideia de como vai ser a minha vida, ou de como eu quero que seja a minha vida, daqui para a frente. Claro, tenho projectos e objectivos, mas na realidade não sei bem. Imagino e sonho, mas sempre sem certezas. Estou mesmo a ver-me a ficar em casa da minha mãe até tarde, e isso era tudo o que eu não queria. Mas não me quero "lançar" já ao mundo real e ao mercado de trabalho sem saber o que quero realmente da vida. Porque a verdade é essa, eu não faço a mínima ideia do que quero da vida. Tenho paixões e coisas que gosto, mas não uma única coisa que me faça querer levantar da cama e conquistar o mundo e que me faça dizer "isto é o que me move e o que eu quero fazer na vida".

O ano passado, a lenga-lenga foi a mesma. Dos 19 para os 20 e ainda não sabia bem o que queria. Agora, é pior, porque agora vou atingir a 2ª maioridade, os 21 anos. E o pior? Este ano passou tão rápido, sinto que ainda ontem tinha 19, aliás, sinto que ainda ontem tinha 17.

Nevertheless, vou aproveitar os meus ainda jovens 21 aninhos, porque quando tiver nos 25 vou desejar tê-los aproveitado agora.

Eu sei que é cedo para dizer isto, mas acho que estou a ficar com medo de envelhecer.

Não quero fazer 21 anos.

E éjá depois de amanhã. Shit!

20 de abril de 2011

' E as vezes que isto me acontece?

Durante o dia lembro-me de toneladas de coisas sobre as quais quero escrever no blog.

Se as anoto, óptimo, fico com material para dois meses (é por isso que este blog nunca acaba, lol).

Se não as anoto, chego aqui e já não me lembro de nada.

Este espaço vazio assusta-me um bocado e eu estou a perder o jeito para escrever.

Shit.

14 de abril de 2011

' Da Primavera


What I love about it: a temperatura; o quente, mas com uma brisa; os fins de tarde agradáveis; o poder sair de casa sem casaco; o já não sair do banho/poder despir e vestir sem tremer de frio; o vislumbre do Verão.

What I hate about it: as alergias! as flores e os seus pólens (às vezes são tantos que até se vêem no ar). o ter de tomar um anti-histamínico todos os dias; a casa encher-se com mais pó, mais rápido, basta deixar uma janela aberta; mas, sobretudo, as abelhas, que vêm logo aos pares. [tenho pavor a abelhas - e não, nunca fui picada] - é só ver-me a fugir com medo sempre que aparece uma...

Mais do que coisas boas, a Primavera trás-me coisas muito más e é o meu pesadelo. Hoje tive um mega ataque de alergia, porque normalmente deixo as janelas todas abertas, e o meu quarto estava cheio de pólen! Até nas superfícies escuras de notava um pó amarelo! ainda por cima eu vivo mesmo ao lado do monsanto. resultado: limpar todo o pó e vários anti-histamínicos ao longo do dia não fizeram absolutamente efeito nenhum. estive a noite toda quase sem dormir, a acordar de meia em meia-hora, e o dia todo confinada a casa com as janelas fechadas, super inchada e com falta de ar. sintomas de alergia são das coisas piores que eu posso sentir. para além dos sintomas da gripe, sinto a minha cabeça e cara literalmente a inchar, sinto falta de ar, toda eu tremo, sinto o meu cérebro a derreter e parece que sai tudo pelo nariz... é 5 vezes pior que uma gripe! em três palavras: HO-RRÍ-VEL.

Primavera, porque me fazes isto?

' Acontece:

há 5 horas atrás, eu tinha um ensaio de 4000 palavras para escrever, tinha 500 escritas e poucas ideias para mais; agora, eu tenho já 3754 palavras e ainda não escrevi metade do que queria. shit!

    em compensação, está a ficar fantástico, estou a adorar fazer isto, acho que depois de imprimir vou emoldurar! lol.

ando com muita energia, hoje já fiz, como se costuma dizer, "30 por uma linha", e este trabalho estava a assombrar-me há semanas mas agora estou tão entusiasmada que acho que vou acabá-lo esta noite!...

8 de abril de 2011

' Mais saudável, mas menos prazer.

No seguimento do post anterior, estou a mudar o meu estilo de vida. Não sei se é de ver The Biggest Loser ou Dr. Oz, bem, whatever, estou a melhorar.

Comecei a praticar exercício físico regularmente, reduzi o bastante consumo de tabaco, e deixei de comer massa com massa ao jantar.

Já não fumo nos intervalos das aulas, nem quando estou à espera do autocarro, nem em ocasiões que não pedem. só fumo basicamente os cigarros essenciais - a seguir ao sexo e a seguir a uma grande refeição, tipo jantar, e a seguir ao café. a minha roupa cheira melhor, o quarto não cheira a tabaco, e tudo isso.

Já não fico ofegante quando subo uma rua inclinada - fico só ligeiramente cansada - e tenho incluido vegetais nas minhas refeições. (também não é grande sacrifício, adoro saladas, adoro adoro! o problema é que não satisfaz, fico com fome à mesma, mas pronto...).

mas, porra, não me sinto mais feliz. há ocasiões em que me apetece meeeesmo um cigarro, meeeesmo um prato de massa, meeesmo um chocolate, meeesmo ficar a dormir em vez de ir para a piscina nadar uma hora. mas não faço, escolho sempre a opção mais saudável - comer algo que faça bem ou que não faça mal, não fumar o cigarro, ir fazer exercício. às vezes sinto-me miserável por colocar a saúde à frente do prazer.

"ah e tal tem de haver um equilíbrio, vida saudável com pequenos excessos de vez em quando", mas o meu problema são os excessos, se como um rebuçado, como outro a seguir. não como só um.

Sinto-me responsável, saudável e tudo isso, mas não me sinto mais feliz. gosto de seguir regras, mas não gosto de ser assim tão certinha.

porque tudo o que sabe bem engorda, faz mal ou engravida!!!! shit...

felizmente que em relação à última parte estou safa, um comprimido por dia durante 21 dias faz milagres...

7 de abril de 2011

' 7 dias.

Há 7 dias que quase não fumo.

Se bem que agora há pouco fumei um cigarro desnecessário, mas foi a minha forma de comemorar - sozinha - a muito boa notícia que recebi e que amanhã comunico.

Anyways, estou a mudar o meu estilo de vida, e defini 3 passos para mim:

1. começar a praticar exercício físico regularmente - checked! inscrevi-me na piscina municipal mais próxima da minha casa e tenho ido lá na ordem das 2/3 vezes por semana. até me sinto melhor e com mais energia!

2. reduzir gradualmente o fumar, até deixar - meio checked! se dantes fumava uns 8 ou 9 por dia, agora raramente fumo. logo para entrar a matar, fiquei 3 dias seguidos sem tocar num cigarro. depois acabei por comprar, mas controlei-me e fumei só os 3 por dia, os necessários/essenciais. ah, as ocasiões sociais também não contam, aí sim fumo sempre mais. o importante, para mim, não é o deixar de fumar em si. é o conseguir deixar de pensar sempre que quero fumar. sim, porque o meu vício não é físico - ao contrário do que toda a gente me dizia, eu não tive "ressaca" física... não notei consequências físicas, não comi mais doces, não engordei, não roí as unhas, nem nada disso. o meu vício era (e ainda é) psicológico. o estar sempre a pensar que quero fumar. agora estou na ordem dos 3 por dia, mas depende dos dias. se for um dia muito stressante, "permito-me" fumar até 5. se for um dia sem nada de especial, "proibo-me", de preferência, de fumar. basicamente, criei regras para mim própria e até tenho sido bem-sucedida a segui-las!

 
3. alimentação mais equilibrada - meio checked. continuo a saltar refeições - sobretudo o almoço - e a comer demasiado açúcar (ponho açúcar em absolutamente tudo, até nos corn flakes com iogurte). em compensação do almoço, tomo sempre um pequeno-almoço altamente reforçado, inclui iogurte (porque detesto leite, entretanto), cereais, chá e fruta. e já estou a melhorar consideravelmente em algumas coisas. por exemplo, em vez de saltar o almoço, vou sempre (bem, sempre é relativo, mas pronto, está a melhorar) comprar uma sopa num pequeno restaurante que há numa rua em que tenho de trocar de autocarro para ir para a faculdade. eliminei as massas ao jantar ao máximo, acompanho carne e peixe com salada. e a salada ENCHE o prato, dá a sensação que estou a comer imenso. claro que é só para enganar a visão, uma hora depois já estou com fome e a comer cereais. cereais, adoro!

é que não tenho medo de morrer e até sou mais pelo "viver pouco mas com qualidade" do que "viver muito mas sem qualidade", isto é, prefiro viver até aos 50 e ter feito toda a merda que podia, do que até aos 80 sem nunca ter feito nada. mas, epa, eu quero estar cá para ver os meus filhos... e netos. sei que é contraditório, mas assim sou eu.

Muaah @

2 de abril de 2011

' Cada vez mais detesto trabalhos de grupo.

detesto ter que depender de outras pessoas para trabalhar. ter horas marcadas para reuniões. ser praticamente impossível estarem todos naquela reunião.

detesto pessoas que não fazem nada e se encostam ao trabalho dos outros. dão dicas sobre as cores do powerpoint e têm a nota toda.

detesto pessoas que são mandonas. acham que lhes foi delegado o papel de "eu dirijo o trabalho" e dizem aos outros o que fazer.

detesto quando não atinamos com as datas de apresentações e entregas. não dá jeito a uns, não dá a outros, mas por algum lado tem de se entrar, e há sempre alguém que fica insatisfeito. normalmente, é a pessoa mais permissiva. EU.

detesto que haja discórdias, não concordam com o que os outros fizeram e criam-se conflitos e mau ambiente. nisso, eu falho muito. como evito conflitos e detesto confrontos, quase nunca digo quando algo não me agrada. quando digo, fica um mau ambiente do caraças e eu detesto isso.

detesto que os trabalhos de grupo nunca sejam trabalhos de grupo, cada um sabe a sua parte e sobre o que vai falar na apresentação oral, e dos outros não sabem nada. acabamos por não aprender rigorosamente nada sobre o tema que estamos a tratar, só uma fatia do bolo.

detesto que o trabalho não fique a parecer que foi feito por um grupo, mas sim trabalhos individuais colados uns aos outros.

detesto colocar o meu nome num trabalho não feito inteiramente por mim.

detesto confusões e coisas feitas à última da hora. gosto de fazer as coisas com antecedência, é o meu ritmo, mas outras pessoas gostam de fazer à pressão, em cima da hora, dizem que funciona melhor para elas; depois, como o meu trabalho depende do delas, tenho de fazer à última da hora também, e detesto isso. faço as coisas com imeeensa antecedência e digo "já fiz". nunca ligam. na véspera, vêm falar comigo? e dizer que isto e aquilo está mal e podia estar melhor? really? eu já fiz. repararam? podiam ter-me dito o que acahavam mal há uma semana. não vou corrigir coisas na véspera.

detesto não poder fazer o que quero, quando quero e onde quero, tenho que estar sempre dependente dos outros para não ficar um trabalho incoerente.

detesto ter de ensaiar uma apresentação em grupo, sob pena de roubarem as partes uns dos outros - o que já me aconteceu, e sei que não foi por mal, mas quando chegou ao que supostamente era a minha parte, já tinham dito e a stora começou a dizer "já está a repetir". e o que é que eu ia dizer? inventar? nunca fui muito boa a improvisar, muito menos em frente a uma turma inteira.

detesto que se criem conflitos entre AMIGOS por causa de trabalhos. erro crasso que se comete, fazem-se grupos com base na amizade. erro crasso. até já pensei em virar-me para os meus colegas e dizer "isto assim não funciona, trabalho trabalho, amigos à parte, vou mudar para outro grupo qualquer em que não tenha relação de amizade com eles", mas já sei que iam atirar-me bananas e eu, como já disse, permissiva e estúpida, detesto confrontos, deixo-me estar.

detesto conflitos, em geral.

para que isto tudo fosse evitado, e os trabalhos de grupo fossem optimizados, era preciso que todos fizessem tudo e não só uma parte, que todos pudessem estar presentes nas mesmas reuniões, que não fossem amigos e não começassem a conversar sobre coisas que não interessam para nada quando é hora de trabalhar, que não houvesse brigas e discussões quando houvesse discórdia. mas isso é praticamente impossível. há sempre alguém que não pode, há sempre alguém que faz menos, e outro que faz mais, e um que escreve por palavras suas, e outro que faz copy paste.

por isso, detesto trabalhos de grupo. já cheguei a desistir de um trabalho - e fazer a cadeira por exame - por causa de um trabalho de grupo, porque não tinha tempo para reuniões (trabalho mesmo a sério, quando trabalhava todas as manhãs) e não gosto que façam as coisas por mim, preferi sair, sentia-me pressionada. se desse para fazer avaliação contínua por trabalhos individuais, era o que fazia. saem-me sempre melhor, sinto-me sempre mais motivada e acabo por entregar com antecedência e não fazer as coisas em cima do joelho. é tudo feito por mim, quando quero, onde quero, e o meu nome está lá por mérito meu, exclusivamente. sou extremamente independente, até a trabalhar.

já disse que detesto trabalhos de grupo? e, no meu curso, em cada 10 trabalhos, 9 são... de grupo. shit.

31 de março de 2011

' É que não sei responder a perguntas como "o que tens".

Sinto-me distante.



Distante das pessoas, das actividades, da rotina, do dia-a-dia. Já não abro a agenda logo que acordo a verificar o que tenho que fazer nesse dia. Já não envio mensagem de bom dia ao namorado - ele envia e eu respondo mais tarde. Já não pergunto em que sala é a aula,vou à procura quando não sei (acabo sempre por encontrar, depois de interromper algumas aulas). Já não me sento ao pé dos meus colegas, prefiro ficar sempre atrás. e quando eles se sentam ao pé de mim, eu fico sempre na minha. não me apetece conversar. nos intervalos vou sempre fumar um cigarro, mas nunca estou a ouvir realmente as conversas. estou lá, mas estou desligada. e quando me ligo, apetece-me desligar outra vez. tenho andado com muito pouca paciência para conversas superficiais, do namorado e da namorada, e do tio e da mãe e da cunhada e dos trabalhos e do trabalho, e do tempo, e da crise, e da praia, e da moda, e dos filmes que foram nomeados para não sei quê, e bla bla bla. "when you talk all I hear is...". mas, realmente, a "culpa" não é deles; eles só falam do que todo o mundo fala, conversa de circunstância sem importância. não posso pedir que se calem ou que falem de coisas que realmente importem. o problema é meu, não deles.

sinceramente - e correndo o risco de ser mal interpretada pelas pessoas que se dão comigo no dia-a-dia e que possivelmente lerão isto - estou farta da rotina; farta de estar sempre com as mesmas pessoas e ter as mesmas conversas. às vezes apetece-me estar simplesmente em silêncio, mas é impossível. é até constrangedor. depois perguntam-me "o que tenho" e eu detesto que me perguntem isso. às vezes, e não que esteja chateada com ninguém, quero frisar este ponto, apetece-me variar de companhias. não estar sempre com as mesmas pessoas. não é nada de pessoal com aquelas pessoas em específico. eu é que estou mesmo noutro mundo e com cada vez menos paciência para conversas de circunstância.

é que, em boa verdade, nada de especial - bom ou mau - aconteceu. mas eu tenho destas fases um tanto ou quanto estranhas. não me sinto deprimida, mas também não me sinto feliz; sinto-me apática, sinto-me apenas. tenho mais sono, menos fome, e apetece-me fazer menos. não me apetece falar com quase ninguém. ponho-me off no chat do msn, no chat do face, fico só a navegar, a ver coisas, não ligo a nada nem a ninguém.

as pessoas à minha volta acham que estou chateada. perguntam sempre se "estou bem" - pergunta que, confesso, me irrita um pouco, mas pronto. não estou chateada com ninguém. só me sinto a mudar. por dentro. como as cobras trocam de pele de tempos em tempos.

na verdade, no fundo no fundo, o que me apetecia era ir embora. não "desaparecer" no sentido triste ou de morrer - que gosto muito de viver - mas sim simplesmente ir embora. imagino-me imensas vezes a ir embora, em paz. a sair do sítio onde estou (porque nunca estou bem onde estou, ultimamente), a ir para outro qualquer, no meu mundo. não ter de ouvir as pessoas a perguntarem se estou bem, ou o que tenho, ou se estou triste, ou se estou chateada. não me apetece responder. não me apetece falar.

não me apetece nada. só me apetece ser. simplesmente, ser.

26 de março de 2011

' Das pessoas que absorvem demasiada energia.

Conhecem o “tipo”?



Aquelas pessoas espalhafatosas, que estão sempre a rir, a falar, a fazer algum barulho, ainda que agradável. Aquelas pessoas que não suportam silêncio, e por isso preenchem-no o máximo que podem. Aquelas pessoas com quem é agradável estar um par de horas, uma noite, um serão, mas que, ao fim de um certo tempo, cansam, por absorverem tanta energia.

Tenho um amigo que é raro vê-lo em silêncio. Se não está a falar, está a rir, se não está a rir, está a pensar alto, ou está a cantar. Ele absorve demasiada energia. Adoro-o de coração mas, confesso, ao fim de um tempo, eu já só brado aos céus por um pouco de silêncio, um pouco de descanso mental.

É que eu, adoro falar, adoro rir. Mas adoro, igualmente ou até mais, o silêncio. O silêncio é lindíssimo.

24 de março de 2011

' Tenho a sensação que fui despedida.

A modos que o meu boss hoje de manhã diz-me "este sistema não está a funcionar, a Cláudia tem a sua vida e nem sempre tem tempo para isto, eu compreendo, pela minha parte eu estou com uns problemas graves e preciso ausentar-me e não poderemos trabalhar juntos durante um tempo", bla bla bla bla bla.

Não me despediu directamente, mas pagou-me o mês de Março (inteiro) e disse que teríamos de "fechar este capítulo e passar para outro", "fazer uma pausa", e "vou pensar numa solução para a Cláudia continuar a colaborar connosco, mas deste modo não, e por isso dê-me tempo para pensar que depois digo-lhe".

Foi injusto. O homem trata-me impecavelmente bem e sim, eu compreendo o lado dele, e sei que ele compreende o meu, mas foi injusto. Porque eu não tenho feito quase mais nada da minha vida que não trabalhar. Não é um trabalho que tenha que estar lá obrigatoriamente e "picar o ponto", mas é um trabalho que exige atenção. Como ele diz, é "um part-time a tempo inteiro". Que exige que eu esteja sempre, 24/7 atenta ao email, para ver se algum cliente enviou pedido de informação. E a minha obrigação é responder o mais rápido possível. Ou seja, pode ser até a partir de casa e uma coisa rápida e fácil - que é - mas posso ter que responder a um email tanto às 15h da tarde como às 5h da manhã, e obviamente, eu ainda preciso de dormir e comer e outras coisas, não posso estar sempre agarrada ao computador. Eu dei o meu melhor. Quando fiquei quase um mês sem portátil, "obriguei" praticamente o Bruno a ficar em minha casa para utilizar o pc dele, para trabalho. Quando ele foi embora, fui para casa da Vera para poder ter internet e trabalhar. Já para não falar dos furos na faculdade, ia sempre para um pc também ver se tinha alguma coisa. Não tinha vida, para além de ir às aulas. De resto tentava estar sempre em casa e ir sempre ver o mail, muitas horas ficava eu à frente disto. Uma noite que fui sair, só respondi a um email 12 horas depois de o ter recebido. Levei uma bronca, mas uma bronca, nada de gritos, apenas insinuações como "como posso confiar na Cláudia, se só responde a um email 12 horas depois". E este fim-de-semana, que não estive cá nem tinha acesso à internet, ele diz-me "eu precisava da Cláudia, por acaso". Andava sempre exausta, sempre sem paciência e irritadiça. E os erros? os erros da parte dele, que se engava moooontes de vezes, e depois dizia que era eu!! Apetecia-me abaná-lo e dizer "porra, eu tenho vida também! eu dou o meu melhor e mostro 100% de disponibilidade! e o senhor sabia desde o início que eu tinha aulas e trabalhos e disse que não haveria problema nenhum, que queria mesmo um estudante e que podia ser em part-time". Quer dizer. Ele disse-me, desde o início "isto não é complicado e dá para a Cláudia conciliar com a sua vida, que também a tem, obviamente", sempre respeitador do meu tempo, dos meus estudos, de tudo, sempre muito compreensivel. E depois diz-me isto?

Foi injusto e senti que levei um murro no estômago, mas verdade seja dita, não pude ripostar, resmungar, defender-me, porque vendo bem as coisas, apesar de ele precisar de mim (que ele diz que precisa, que com a idade dele não está para estar o dia todo à frente do computador), eu preciso mais dele e sempre é ele que me paga. E ele disse que ia arranjar outra forma de eu colaborar, por isso nem tudo está perdido.

Eu ainda me propus a comprar um daqueles telemóveis todos xpto (não percebo nada dessas tecnologias) que dá para aceder à internet e responder aos emails onde quer que eu esteja e a que horas for, nem sei o que me passou pela cabeça porque uma coisa dessas é mais cara que o meu ordenado inteiro. Há que gastar dinheiro para fazer dinheiro, mas ele pareceu ter-me ignorado em relação a isso e continuou na lenga-lenga.

Custou-me. Porque eu faltei a muitas aulas que tinha de manhã ou aulas extra que ficavam no horário de trabalho, deixei de ir a muitos sítios, trabalhei fins-de-semana incluindo domingos, já para não falar das vezes que deixei o pc ligado a noite toda para ir vendo se recebia emails e responder, e ele diz-me que eu não tenho dedicação suficiente, por palavras mais dedicadas.

E o mal disto tudo foi não ter contrato de trabalho. Ele pode despachar-me assim sem mais nem menos só porque lhe apetece. Queria tanto uma coisa sem contrato, mas já sabia que havia este risco.
Foi um murro no estômago e esta semana está toda a correr mal.

Pronto, agora vivo na incerteza, na ambiguidade, e como eu DETESTO viver na incerteza, stressa-me viver na espera, que ele me diga algo positivo, algo como "arranjei uma forma da Cláudia colaborar", algo que me dê a certeza que, der por onde der e seja preciso o que for, eu receba aquele X, ou até menos, desde que dê para pôr algum de lado, por mês, nem que fosse o suficiente para eu não ter que estar sempre a pedir dinheiro à minha mãe para as coisas do dia-a-dia, detesto isso, detesto sentir-me dependente dessa forma.

É fodido quando nos habituamos a ter uns trocos ao fim do mês para coisas triviais, comida, transportes, fotocópias, e depois chapéu.

Shit. Odeio isto.

23 de março de 2011

' I carry a giant suitcase with me.



O Leonel era o típico aqui-me-queres-aqui-me-tens. Não fazia nada da vida e também não queria fazer. A vida dele era dormir até às 18h e ficar na rua até às 6h com os amigos a fumar ganzas. Quando ele estava acordado, eu estava a dormir. Eventualmente, ele acabou por arranjar um trabalho, os pais não aguentavam mais dar-lhe rios de dinheiro para a boa vida. Mas ele continuava na mesma. Se fosse preciso nem dormia, para ficar com os amigos a noite toda, e depois ia trabalhar. Mas isso não me incomodava nadinha. Eu acabei por me adaptar ao estilo de vida dele, todas as noites íamos sair, comecei a fumar, posso mesmo dizer que estive 1 ano e meio seguido mocada. Quando mudei de casa (porque éramos vizinhos, e deixei de poder estar com ele tanto tempo), comecei a ver o verdadeiro carácter dele. Comecei, simbolicamente falando, a ficar “sóbria”. Deixava-me pendurada para ir ter com os amigos. Preferia os amigos a mim. Não me ligava nenhuma. Um dia, eu acordei e disse “não quero isto para mim, não quero uma pessoa que prefira estar com os amigos do que estar comigo, de todas, todas, todas as vezes”. E acabei tudo.

Os seguintes foram one-night stands. Eu estava naquela fase em que só me queria divertir e aproveitar a vida, sem compromissos. O sexo com o primeiro era extremamente mau, eu nem sequer gostava – acho que só aguentava aquilo porque estava sempre high, e também não tinha base de comparação porque perdi a virgindade com ele – portanto tal não foi o meu espanto quando descobri que havia algo melhor que aquilo, sem compromisso, ainda por cima. Apanhei de tudo, todos os estilos, feitios, orientações sexuais ocultas (!), fantasias e fetiches. Não me apaixonei por uma única vez. Tive crush’s, especialmente ao início, porque não sabia ainda separar sexo, ou “amigos com benefícios”, de emoções e namoros e paixão, mas rápido percebi que se estava a ser usada, mais valia eu usá-los também.

Depois, conheci o Tiago. Pelo Tiago, apaixonei-me loucamente. O sexo era muito bom – do melhor que tive na minha vida toda – e a conexão de personalidade, ainda melhor. O Tiago tinha um curso, mas trabalhava num supermercado. Na altura não queria saber disso também, ainda não pensava em construir um futuro com ninguém. E o Tiago nunca me trocava pelos amigos, algo que eu disse que nunca mais queria passar por. Eu era o centro das atenções, era o tudo, e isso era o melhor para mim. Mas o Tiago não me aceitava pelo que eu era. Não aceitava a minha personalidade, achava demasiado “out of the box”, achava que eu o ia trair, que eu ia acabar com ele mais dia menos dia, por isso, mais valia acabar ele comigo primeiro, dava demasiada importância ao que as outras pessoas pensavam. Claro que para mim não eram, e ainda hoje não são, razões válidas para acabar com o que nós tínhamos, porque tínhamos uma história fantástica e muito bonita, tanto que até mesmo depois de acabarmos continuávamos a sair juntos e a estar juntos e a ter vida de namorados. Mas, assim, sem compromisso, sem ser oficial, sem os outros saberem, o Tiago já não tinha medo das represálias de “ser visto” com uma miúda maluca, longe de ser virgem e pura, com fotos provocadoras no hi5 e ideias loucas escritas num blog público. Eu sujeitava-me a isso, não sei porquê, um dia acordei e pensei “não quero uma pessoa que não me aceite pelo que eu sou”. E acabou tudo.

Continuei a divertir-me e a ter os meus amigos coloridos, sempre foi a minha forma de esquecer desgostos amorosos.

Depois, tive uma crush por um rapaz do meu antigo curso, não digo nomes, que há gente do meu antigo curso que lê isto. Foi uma coisa parva, começámos a namorar, namorámos 3 semanas. Foi engraçado que até me lembro que na noite em que começámos a “namorar”, foi uma noite em que eu tinha combinado ir jantar a casa do Bruno (meu actual namorado) e da irmã dele, através da irmã dele, obviamente, de quem era amiga na altura, e mandei sms à última da hora com uma desculpa parva a dizer que já não podia. O Bruno, mais tarde, contou-me que nessa noite teve péssima ideia de mim por causa disso, lol. Há coisas engraçadas. Adiante. Com esse rapaz, refiro-me a “namoro” entre aspas, porque foi uma coisa um bocado parva. Durante 3 semanas, se tivemos juntos 3 vezes foi muito. Só estávamos juntos quando estávamos com pessoal do curso. Não me vou referir a pormenores íntimos, que, como já disse, há gente que o conhece que lê isto. Vou saltar já para a parte em que eu vi que não fazia sentido nenhum, para além dos pormenores íntimos: para além da falta de interesse constante, ele estava sempre a dar-me barras, e uma noite, numa gala da faculdade, em que eu não tinha boleia para casa, ele tinha carro e saiu uma hora mais cedo do que eu para levar uma amiga dele a casa, e a mim deixou-me pendurada à espera que chegasse a hora de haver autocarros. Eu estava podre de bêbada – foi das poucas vezes que fiquei bêbada na vida, detesto beber na verdade – e na altura não liguei. Nessa noite, beijei com outro rapaz. Não considerei traição, sinceramente, porque foi um beijo, não foi uma curte, não foi nada mais, mas whatever, se foi traição, foi a primeira e única vez até hoje. No dia seguinte, acordei e pensei “não quero isto para mim, não quero uma pessoa que prefere levar uma amiga a casa em vez de a própria namorada, quando ele tem carro e ela não tem forma de ir para casa”. E acabámos tudo.

Esse rapaz com quem curti nessa noite acabou por ser a minha última amizade colorida, durante uns 2 meses, fantásticos, devo dizer.

Depois, veio o Bruno. O Bruno ainda cá está, há 1 ano e quase meio. Já nos conhecíamos há algum tempo e andávamos a picar-nos por sms e msn, mas a coisa só entrou em vias de facto na passagem de ano de 2009 para 2010. O Bruno é o melhor namorado que tive até agora, porque contraria todas as coisas que, acima, eu disse que “não queria para mim”: o sexo é óptimo, nunca me troca pelos amigos, adora estar comigo, nunca notei falta de interesse da parte dele, e aceita-me como sou. Além disso, não liga ao que os outros dizem – mesmo que lhe digam todo o tempo que eu sou uma vaca e o traio (not!). Enfim, pessoas que não me conhecem sequer. Mas o Bruno é, também, preguiçoso. Não tem sequer o 12º completo, não tem trabalho, e para arranjá-lo, é o ver se te vias. Não se esforça nada, não vejo nenhum empenho, parece que não quer mesmo saber. Isso, agora, pela primeira vez, sim, chateia-me. Porque cresci. Talvez chegue o dia em que eu acorde e pense “não quero isto para mim, não quero uma pessoa que não queira o mesmo que eu da vida, na mesma altura”. Será que esse dia vai chegar?

Eu espero que não porque, depois de ler esta estupidez pegada, que escrevi como se fosse um diagnóstico diferencial, chego à conclusão que, mesmo que o Bruno seja um preguiçoso-parasita da sociedade, é o melhor que encontrei até agora.

22 de março de 2011

' 22-03-2011: Triste, decepcionada e com a cabeça em água.

Triste e decepcionada por atitudes parvas.

Cabeça em água porque trabalhar, fazer natação e ter aulas tudo no mesmo dia, é dose para mim.

Preciso (mesmo) de dormir (mesmo) muito.

Quero apagar este dia da minha memória, também.

20 de março de 2011

' Saudades do que nunca tive.

Fui passar o fim-de-semana à santa terrinha.

That's a big deal for me.

Passo a explicar: eu sou uma pessoa (demasiado) citadina. Gosto (demais) da confusão, do barulho, do movimento. Não vou dizer que detesto, mas definitivamente não sou pessoa de campo. Aquela sensação de calma bucólica, do ócio, de estar rodeada por árvores, de não ver um único carro, chega a fazer-me uma confusão que me deixa irritadiça. Sim, houve alturas em que eu fiquei irritadiça porque estava (há menos de 24 horas) no campo. Não gosto, não sei porquê, nem para passar fins-de-semana. Para além do mais não estou habituada a famílias grandes. A bebés a chorar a toda a hora e a crianças naquela idade irritante sempre atrás de mim (o sobrinho do Alex, de 4 anos, adorou-me, não sei porquê, que além de não ser uma pessoa de campo não sou definitivamente uma pessoa de crianças, e andava sempre atrás de mim a absorver-me demasiada energia e às vezes, confesso, só me apetecia mandar um berro e dizer "pára quieto" mas não levanto a voz a filhos que não são meus! lol)... Aquilo é muita estranho, altares com a virgem maria a todas as esquinas, um cruxifixo em todas as paredes e um quadro da última ceia no quarto, eu sou anti-igreja, era um bocado creepy. E todas as pessoas ficavam a olhar para nós (eu e Vera) como se fôssemos ET's e cochichavam quando passávamos. Até mesmo as pessoas da nossa idade, um bocado limitadas (salvo algumas excepções), entediantes, demasiado normais (não gosto de pessoas normais, não no sentido literal da palavra, mas no sentido de serem pessoas que não oferecem nada de novo, mais do mesmo, enfim), bares e discotecas mesmo à santa terrinha, cheias de bimbos, é isso, bimbos é a palavra certa, enfim. Não conseguia, juro, não conseguia viver no campo.

Eu já sabia que ia ser assim, também eu tenho família espalhada por santas terrinhas (apesar de nunca lá ir), e não odiei de todo, apenas reforcei a minha opinião em relação a santas terrinhas. Mas fui à mesma, pela Vera e sobretudo pelo Alex que queria mesmo que eu fosse lá conhecer a família.

Quando estávamos a vir-nos embora, e todo o mundo desatou numa choradeira e eu não me senti minimamente triste por me vir embora, apercebi-me de que o meu problema não foi mesmo o campo em si. Que, pronto, 2 ou 3 dias rodeada de árvores até nem é assim tão mau. O meu problema é que eu não estou habituada a este ambiente familiar. Os pais, os avós, os tios, os cunhados, os primos, as crianças, a união. Todo o mundo a uma mesa a comer o dia todo (essa foi a melhor parte e eu devo ter engordado uns 3 quilos,lol), e depois o ir tomar café, o ir ver a feira, dar uma volta no meio de nenhures ver serras e montes de pedras. Não estou habituada, porque nunca tive. A minha família é a minha mãe, que mal vejo, e sempre assim o foi, que ela trabalha metade do dia, na cidade, e o meu pai que me controla à distância, e a minha avó. Isto tudo, entretanto, não se falam entre eles, ou porque estão chateados, ou porque são desligados que nem eu, não há almoços nem jantares de família nem crianças nem couves da horta nem ovos de galinha caseira, nem nada disso.

Para ser sincera, saí da minha zona de conforto e confesso que, em alguns momentos, me senti mesmo mal, desintegrada, com falta do que nunca tive, uma família unida, talvez por isso me tenha querido afastar, por saber disso, e saber que não compreendo esta união familiar, sobretudo famílias do campo.

Este post está altamente desorganizado, que eu hoje não estou lá com muita queda para escrever, mas, bottom line is: não gosto de santas terrinhas, saí da minha zona de conforto habitual, apercebi-me de que o motivo verdadeiro da minha melancolia foi o ter-me apercebido de que nunca tive aquilo, e por isso não conseguia compreender o motivo de alegria de, por exemplo, a Vera (que já compreende porque tem família grande e unida também), gostei pela companhia, pelo que fizemos, pelo nosso momento a três no centro geodésico, por termos gravado "CLÁUDIA ALEXANDRE VERA" no banco com uma chave e por todos esses momentos, mas, lá está, estou triste. Estou triste porque me apercebi de que sinto falta de algo que nunca tive, mas que deve ser bom.

Muaah @

17 de março de 2011

' Cresçam e apareçam, "masé".

No meu curso há imensa, mas imensa, gente que se queixa de que temos aulas em inglês, e que o material de estudo (artigos, livros, slides, etc.) são em inglês.

Really? Like, really? É só o que me ocorre dizer.

Quem vai para a faculdade sem saber um mínimo de inglês? Acho tão básico, aliás, acho até que hoje em dia, não saber uma língua para além da materna é ridículo e roça no novo analfabetismo do século 21.
Quem vai para um curso, como o meu – Psicologia – onde toda a investigação e prática são feitos nos EUA/Europa central, não em Portugal, e estar à espera de ter tudo em português?

God. Este semestre, de 6 cadeiras, 4 são dadas em inglês, o material, esse, sempre foi em inglês, desde o início. Há pessoas, no 2º ano da licenciatura, que ainda se queixam disso. Ainda, há 2 anos que as oiço a queixarem-se de mais do mesmo.

Opa! Cresçam e apareçam. Ainda não perceberam? Nada vai mudar por se queixarem e os professores alemães não vão com certeza aprender português por causa de 3 gatos-pingados que não querem pegar no “Inglês para totós” e começar a fazer pela vida. É que a situação já chegou ao ridículo de fazerem espécie de “petições” e irem queixar-se à coordenadora de curso e mais não sei quê bla bla bla, para terem aulas em português. O ano passado tivemos um semestre inteiro com um prof alemão a (tentar) falar português só por causa dessas pessoas. Sinceramente, não pesquei nada. O português dele era tão mau, mas tão mau, que até o inglês era mais fácil de compreender.

Nós é que temos que nos adaptar aos professores, ao contexto, às circunstâncias, à vida, não o contrário (salvo excepções, claro, mas neste caso, parece-me a mim que nós alunos é que temos de saber um mínimo de inglês).

13 de março de 2011

' Os meus pontos fracos.

Tenho dois grandes pontos fracos: os números e o desporto.

Desde os 6 anos de idade que oiço "és burra", "és estúpida", dos professores ou até do meu pai a gritar comigo quando perdia a paciência porque eu, já no 6º ano, não percebia nada de fracções, não conseguia compreender a noção de que 1/5 é uma parte de um todo dividido em 5, não compreendia, simplesmente, e ele explicava-me 345 vezes e eu continuava a não compreender, ou como descobrir um X numa equação, ou até a coisa mais simples, conferir se um troco estava correcto, fazer a conta de cabeça antes mesmo de me entregarem o troco. o meu pai esforçava-se e fazia por bem, ele sempre foi o melhor em números, QI altíssimo, super inteligente, queria que eu fosse como ele, ou melhor, queria que eu compreendesse as coisas que era suposto eu compreender para a idade que tinha, nós ficávamos horas e horas e horas, um dia inteiro, a estudar matemática básica e simples, era extremamente irritante para o meu pai, que tem um curso de engenharia, ficar a explicar-me esse tipo de coisas durante horas a fio, e é normal que ele perdesse a paciência, mas magoava-me, claro, e depois do primeiro "estupida!" eu já não conseguia concentrar-me mais, só chorava, chorava, e ele a dizer "pára de chorar e concentra-te" e eu chorava e chorava. como é possível esquecer isso? obviamente, a matemática tornou-se num trauma para mim. era extremamente frustrante para mim tentar perceber uma coisa que não conseguia, a chamarem-me de estúpida e a chorar. nunca mais tentei...

Desde os 6 anos de idade que oiço "és gorda", "és preguiçosa", "não sabes jogar", os meus colegas a mandarem-me com bolas de futebol, os professores nunca faziam nada, eu sempre fui péssima em desporto e era uma criança gorda, e ainda contribuiam para isso, em vez de me apoiarem, mandavam-me ainda mais abaixo.

Hoje, com 20 anos, e apesar de já ter crescido em muitos sentidos, e da minha auto-estima estar num lugar muito diferente do que estava nessa altura, essas palavras ficaram. eu mentalizo-me, automaticamente, de que sou preguiçosa e gorda e burra, logo desde o início, acho que não vou conseguir fazer nada. todas as disciplinas e cadeiras que tive com números, a partir dessa altura, foram um desastre. eu podia até entender, mas nunca me esforcei muito, porque lá no fundo, bem no fundo, havia uma cláudia que dizia "não vale a pena, não vais conseguir, não vais passar, não percebes nada disto". talvez seja por isso que já deixei uma Estatística para trás e vou a caminho da segunda. agora tenho andado a tentar recuperar a primeira (Estatística e Análise de Dados I), mas é uma luta mental sempre que tenho de ir a uma aula (e convenhamos que o horário não ajuda nada). É uma luta mental e custa, muito.

Por isso digo que ter-me inscrito na natação foi uma vitória para mim. porque durante anos basicamente rezei para que o 12º acabasse e eu nunca mais tivesse que fazer educação física na vida, eu jurei que nunca mais ía fazer exercício na vida, decisão tomada de cabeça quente, sem pensar nas consequências, claro. não pelo exercício em si, que esse não tem nada de mal, mas porque desde a primeira aula da minha vida que associei exercício a coisas más, a gozarem-me, a humilhação, a sair de lá derrotada, ao oposto de me apoiarem em algo que eu odeio de natureza. sempre me diziam que era "normal" e que "os miúdos são maus", mas aquelas aulas custavam-me horrores, muitas vezes ia para a casa-de-banho chorar e à maioria das aulas faltava dizendo que me tinha esquecido do equipamento.

Ainda hoje oiço "não vais aguentar nem 3 semanas na natação, aposto", tudo bem que não dizem por mal, que dizem a brincar, afinal ouvi isso de pessoas que não conhecem o meu background, mas sinceramente, isso puxou de mim a cláudia que já está farta de ser humilhada e que a deitem abaixo, e por momentos apeteceu-me desistir, ceder ao meu auto-conceito de cláudia-que-nunca-vai-conseguir-fazer-desporto-porque-a-mata-psicologicamente, mas estou a tentar que isso não aconteça, a pensar de cada vez que vou à natação "não és a cláudia que um dia disse que nunca mais havia de fazer desporto, és a cláudia nova que vai continuar".

já tenho idade para ser crescidinha e não limitar a minha vida por criancices do passado. mas nunca posso deixar de me lembrar de certas coisas que me aconteceram, há 14 anos atrás, e que ainda hoje me afectam, e lembro-me delas, infelizmente, sempre que me confronto com algo que está fora da minha zona de conforto. para mim, de todas as vezes que ganho, mentalmente, à cláudia antiga, é uma autêntica vitória, neste caso, de cada vez que saio de uma aula de natação ou de estatística e fico a pensar que desta vez sim, dei o meu melhor, e não pensei por uma fracção de segundo que não ia conseguir. agora, eu acredito em mim. e isso é o mais importante.

daqui a um mês, e já estou a dar uma semana de folga, veremos se "aposto que nem vais aguentar 3 semanas de natação", veremos! esta semana fui lá todos os dias.

12 de março de 2011

' Sou uma péssima pessoa.

Não aderi ao protesto geração à rasca. na realidade, nunca aderi a nada disso. nunca fui a uma manifestação, a um protesto, a um ajuntamento. vejo o noticiário das 20h para ver as catástrofes, pouca atenção dou à política, não leio jornais, sou alheada do mundo,

Dormi até tarde, fui trabalhar, estive lá pouco tempo, podia perfeitamente ter ido até ao Rossio. mas não fui. vim a casa, sentei-me no sofá a comer bolachas de água e sal com doce de morango e a ver o protesto geração à rasca pelo noticiário. depois, mais tarde, podia ter ido à mesma, mas não, fui dar uma volta pelo CCB com a Vera. tenho que curtir o facto de pela primeira vez, nesta semana, não estar doente. (lol).

Respeito imenso os protestos e manifestações, digo desde já. Mas também acho que não vai resolver grande coisa. Acham mesmo? esse protesto, tal como aquela manifestação geral do dia 24 de Novembro de 2010, para mim, só serve para as pessoas, no seu interior, poderem dizer a si mesmas "eu fui ao protesto, eu fiz alguma coisa para mudar, por isso não me sinto tão mal por me queixar apenas". isso é tão bonitinho na teoria, é sim senhora. mas, vá lá, vamos aos termos práticos: vai mudar alguma coisa? acham que o Sócrates vai comover-se ao olhar para as pessoas a dizerem que "isto não pode ser assim, o leite está muito caro"? a sério? eu já vejo a lagriminha no canto do olho do senhor.

Enfim, mais uma vez digo, respeito imenso. Mas não adiro. Se um dia me disserem: "vamos invadir o parlamento à força", aí eu vou, adoro moches e violência colectiva e coisas assim (just kidding). agora, andar pelo Rossio, das 15h às tantas, e no dia seguinte estar tudo igual, e no dia a seguir, e no dia a seguir?

Podem chamar-me de conformada, descrente, whatever. É o que sou mesmo. sobretudo, uma descrente. não acredito que as coisas vão mudar muito por aqui, mas em vez de me queixar porque me cortaram a bolsa e os benefícios, o que é que eu fiz? fui trabalhar. e não descansei enquanto não encontrei alguma coisa, não fiquei em casa a queixar-me, coitadinha de mim, da minha vida, o meu país é uma merda. ao contrário de algumas pessoas que nem sequer se preocupam em arranjar trabalho, queixam-se que nunca podem fazer nada porque não têm dinheiro mas não as vejo a fazer nada por isso. o problema é que há muita gente que se queixa, mas continua a ter uma vida de regalias. vejo tantos colegas meus a queixarem-se que as propinas estão muito caras, mas todos os dias almoçam na faculdade, e não vão à cantina, claro que não, é logo um menu do bar do tó, só qualquer coisa como 4 euros por dia. vão sair todos os fins-de-semana, têm uma vida social altamente activa, aposto que só nisso devem ir uns 100 euros por mês, no mínimo. e isso sim, verdadeiramente, revolta-me. porque eu não fui ao protesto geração rasca, mas eu poupo todos os euros que ganho com o meu trabalho. ok, tudo bem, a semana passada tive um rasgo e gastei imenso dinheiro em roupa. mas, e das outras vezes? das outras vezes que nunca gasto dinheiro comigo mesma, para me mimar? os dias que eu não almoço, que levo um leitinho com chocolate para a faculdade, os jantares de curso (e outros) a que eu não vou porque são logo aos 15euros, mais discoteca 10 euros, já vai nos 25, sem contar que depois seria preciso táxi para casa, os convites para fins-de-semana passados fora que eu recuso? god, na verdade há até pessoas que me chegam a dizer "eu convido-te para as coisas, mas tu dizes sempre que não porque não tens dinheiro". e as vezes que eu passo em lojas e penso "oh, queria tanto este vestido", "oh queria tanto estes sapatos", ou num cabeleireiro e penso "oh, preciso tanto cortar o cabelo, está enorme, mas aqui são 30 euros"? E o que eu me esforço para, num curso com uma taxa de desemprego enorme, conseguir alguma coisinha na minha área (e já estou a pensar seriamente, mesmo seriamente, em sair de Portugal quando acabar a licenciatura)? E muitos dos meus colegas que se queixam que estão a pagar uma enormidade de propinas (que não aumentaram assim tanto, só 20 euros em 3 anos), mas que não ligam nenhuma, faltam as aulas, não fazem os trabalhos, ficam no bar a mamar imperiais? Aposto que algumas delas estão no Rossio. com que moral? C'mon.

Eu não fui ao protesto geração à rasca. Pronto, sou uma péssima pessoa.

5 de março de 2011

' Hoje.

Acordei cheia de dores no corpo (falta de hábito de fazer exercício), fui a um casting para a La Redoute, um casting plus-size, para variar olharam para mim com ar de quem pensa "mas tu não és gordinha", já estou tão habituada que nem me faz confusão, não fiquei entre as 12 finalistas, talvez por não ser "gordinha", até me perguntaram o nº de calças e ficaram com cara de "o que fazes aqui" quando eu disse "40, às vezes 42", não fiquei muito chateada porque sinceramente inscrevi-me à toa", "a ver no que dá", nem sequer pensei em ficar nas 30 semi-finalistas de todas as inscrições, mesmo assim fiquei "naquela", no casting eles pareceram gostar de mim, soube desfilar, soube pousar, disseram "muito bem", gostaram de mim, riram-se, falei do Mulher XL, conheci pessoas interessantes, de qualquer forma o tempo que fiquei a matutar no assunto foi o tempo do metro do Campo Pequeno até ao Rossio, fui fazer um check-in a uns franceses (trabalho), dei-me conta do quão mau e pobre o meu francês é (lá me desenrasquei, "ici c'est une canapé-lit, ici c'est une double chambre, il y a une supermarché dans le centre de la ville", muito mal dito, claro), mas dei-me ainda mais conta de como os franceses são egocêntricos ao ponto de não saberem falar uma palavra de inglês, nem um "hello" eles percebiam, vêm para Portugal e estão à espera que eu saiba falar francês, almocei um arroz de marisco pago pelo meu boss (eu não queria, já estava a sacar da carteira mas ele não deixou), andei a fazer limpezas num dos apartamentos dele que tinha estado em obras, aliás, tinha estado não, estava, por isso pode-se imaginar que fazer limpezas e obras ao mesmo tempo nunca resulta, limpa-se e 5 minutos depois já está cheio de pó, e a proporção era de 10 homens das obras a olhar constantemente para as minhas pernas (com collants) para 3 mulheres a limpar, não deu em quase nada, ficava tudo sujo à mesma, era eu a tentar esconder-me para evitar a sensação de ser despida com os olhos e eles a fazer mal as obras por não olharem para o que estavam a fazer, tanto que em 5 horas que lá estive aquilo ficou quase na mesma, quando disse que tinha de vir embora, disseram-me que tinham andado a pintar as escadas com verniz e que estava fresco e ainda tinha que esperar, lá fiquei eu mais uma hora a limpar, lavar, arrastar, pendurar, arrumar, quando finalmente pude sair dei aquilo a que se pode chamar de um valente trambolhão nas escadas, por causa do verniz, que afinal ainda não estava seco, o meu rabo bateu 7 vezes em 7 degraus e das 7 vezes eu tentei amparar a queda com as mãos, mas sem sucesso, elas escorregavam, aquilo não parecia verniz, parecia sonasol, lá desci eu com muita dificuldade quase do Intendente ao Martim Moniz, de noite, zona da Baixa de Lisboa muito manhosa e um bocado assustadora, chego a casa está a chover a potes, aqueles 3 minutos da paragem do autocarro a minha casa a subir, chegaram para ficar ensopada, agora é assim, estou toda partida, dói-me a nádega direita (amanhã posso contar com uma nódoa negra "daquelas) e o cóxis, tenho 20 anos, é sábado à noite e devia era estar na night, onde é que isto já se viu, estar em casa, mas pronto, hoje não dá para mais, tanto física como psicologicamente, é quase impossível estudar, trabalhar, dormir e ter vida social ao mesmo tempo, portanto, hoje, a coisa resumiu-se a isto: levei porrada. de um lance de escadas. amanhã é um novo dia. e vai ser, com certeza, melhor. :)