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22 de julho de 2011

' De me reduzirem àquilo que eu faço.



Se há coisa que eu detesto, é quando as pessoas acham que, por eu ser estudante de psicologia, tudo o que eu faço na vida, tudo o que eu sou, tudo o que eu gosto, esteja relacionado com psicologia.

O exemplo mais flagrante foi quando fui ao programa "Querida Julia" com o Mulher XL - projecto de moda que tenho - e a Júlia me perguntou "portanto, a Cláudia é estudante de psicologia", e depois disse "mas moda tem a ver muito com psicologia". Claro que eu disse que "sim, claro", estava em directo na televisão num canal nacional genérico, mas no fundo no fundo, detestei aquela afirmação, porque me dei conta que há imensa gente que faz isso. Já a mulher que me tinha entrevistado antes de ir ao programa, por telefone, me tinha falado nisso, qualquer coisa do género "então, mas a Cláudia faz o quê?", "estudo", "o quê?", "psicologia", "ah, e já se imaginou a fazer alguma coisa com as duas áreas, a moda e a psicologia? se calhar há muita gente a precisar de ajuda, a Cláudia podia conciliar". Quer dizer, como quem diz que as duas coisas TÊM QUE ter alguma coisa a ver com a outra, como se fosse uma espécie de imoralidade eu estar a tirar um curso que pouco tem a ver com um projecto aparte, que tenha fora dele.

Quantas e quantas vezes, em conversas, depois de me perguntarem "o que faço" e de eu responder que estou a tirar um curso de psicologia, as pessoas encadeiam o resto da conversa com base nisso? Tudo o que falamos, a seguir, tem que ter a ver com psicologia. "Tu que estudas psicologia deves saber", é o exemplo mais forte.

Ou seja, basicamente, definem-me pelo curso que eu tiro, pelo que "faço". Eu não posso ter outros interesses, hobbies, projectos, objectivos... Nãão! Tem tudo a ver com psicologia. Porra! eu sou muito mais do que psicologia. Na realidade, o meu curso, apesar de estar a ser tirado por por gosto pessoal genuíno, é apenas uns 5% ou 10% daquilo que me define e completa a minha vida. Não, não me imagino de todo num consultório a atender pacientes - e portanto detesto que me digam "quando fores psicóloga, tens de falar assim e assado" - não me imagino a exercer psicologia de todo. Adoro o meu curso, mas sinceramente não me vejo a trabalhar nele. Na realidade, ainda não sei o que quero da vida. Mas as pessoas assumem sempre que eu vou ser psicóloga.
Pior, é quando assumem que, por eu estar em psicologia, sei de tudo. "Tu que estudas psicologia deves saber", ou "tu que estudas psicologia, diz-me como funciona isto", ou "uma amiga minha está com problemas e quer que fales com ela, ela lê o teu blog e sabe que estás a tirar psicologia". Like, really? Eu não sou Freud.

É que dá mesmo vontade de deixar de dizer às pessoas que estudo psicologia. Parece que deixam de ver o que sou, enquanto pessoa, no meu todo, uma pessoa com paixões e interesses nas mais variadas áreas, para verem apenas uma pessoa que estuda psicologia.

21 de julho de 2011

' Porque todo o mundo depende tanto de mim.



Eu sou uma pessoa bastante independente e desenrascada. Se tenho uma ideia, ou me lembro de que quero fazer alguma coisa, faço, sozinha ou acompanhada, mas sem quaisquer problemas de o fazer sozinha... Desenrasco-me, vou atrás, e acabo sempre por conseguir. Gosto de pedir opinião aos outros quando não tenho a certeza de algo, mas assim no geral sou bastante decidida e determinada, informo os outros que vou fazer, não peço... e, geralmente, são as próprias pessoas que me perguntam se preciso de ou quero ajuda, ao invés de ser eu a dizer "ajuda-me". Não por orgulho, mas porque estou habituada a fazer e a conseguir as coisas sozinha.

Já o contrário se passa comigo. Por vezes há alturas, fases, em que parece que todo o mundo precisa de mim e me pede ajuda. Vejamos: eu sou a pessoa que empresta os apontamentos, no fim do semestre, pois passo sempre a matéria toda e normalmente ninguém passa; eu sou a pessoa que envia num e-mail todos os documentos pedidos e necessários para ir em erasmus à rapariga da minha faculdade que, supostamente, também vai comigo, mas que deixou para a última da hora e não tratou de nada; eu sou a pessoa que arranja bilhetes para o super bock super bock em cima da hora, quando estava esgotado em todo o sítio, porque as pessoas com quem ia simplesmente deixaram para a última da hora também - e eu fui sempre a pessoa que teve o tempo todo a dizer "vamos comprar os bilhetes", "olhem que eles vão esgotar", e até mesmo no próprio festival, fui eu que tive o cuidado de levar comida e água, ainda que eles dissessem "ah eu não vou ter fome, nem sede", e, obviamente, que acabaram por ter - eu penso sempre em tudo; eu sou sempre a pessoa que dá alojamento gratuito, se alguém não tem onde passar a noite, no que depender de mim não fica sem tecto nem debaixo da ponte (e não me queixo de o fazer, faço com gosto e até costumo brincar com a situação e dizer que a minha casa é uma pousada da juventude gratuita com refeições incluídas); já para não falar na quantidade de dinheiro que empresto (1 euro aqui, 2 ali, 3 ali) quando é realmente preciso. Mais desenrascada do que eu, ainda, só mesmo a Carol, amiga e roomate da Vera, que é capaz de ir tocar à porta de todos os vizinhos para pedir caril, para fazer frango de caril, quando nos esquecemos de comprar. xD

Resumindo, concluíndo e baralhando, sempre que alguém está em apuros ou precisa de uma mãozinha, a Cláudia está lá para dar. Porque já sabem que sou desenrascada, organizada, e sou expert em gestão de tempo, e que geralmente consigo as coisas que meti na cabeça que quero, e que consigo escapar-me das situações e problemas de forma natural... e, principalmente, que me foco sempre na solução e nunca no problema.

Não é, de todo, minha intenção, queixar-me ao dizer isto. Gosto de ajudar, se alguém me pede ajuda e quando posso (e às vezes quando não posso ou não me dá jeitinho nenhum), gosto de ver as pessoas à minha volta bem. Digo isto com aquele intuito de que, às vezes, cansa. às vezes eu só quero não fazer absolutamente nada, daqueles dias em que acordo para voltar a dormir... e se ligo o telemóvel já tenho outra vez alguma msg a dizer "preciso de", "faz-me um favor", "podes ajudar-me", "já viste aquilo de". xD Há alturas em que isso é tão óbvio, que eu nem sequer ligo os telemóveis um dia inteiro.

Mas a culpa é minha. Porque eu sou permissiva e facilito demasiado a vida a todo o mundo. Digo sempre que sim, e nunca me consigo chatear. Emprestei o meu caderno e não o vi durante 2 semanas? Odeio, odeio isso, odeio escrever matéria em folhas soltas porque alguém levou o meu caderno emprestado supostamente por 1 dia, mas consigo chatear-me? Não. A culpa é toda minha, porque eu facilito demais.

Já me disse a mim própria tanta vez, e já me decidi tanta vez, que tenho de aprender a dizer que "Não". Ficam chateados quando, geralmente, digo que "não", por mau-hábito... E como detesto conflitos - evito-os ao máximo - e detesto discutir e que fiquem chateados comigo, ainda que eu tenha razão, acabo sempre por evitar esse tipo de situações... e digo sempre que "sim" a tudo.

E, depois, é como diz a imagem: ninguém repara no que faço, até que não o faço.
WHAT'S WRONG WITH ME?!

19 de julho de 2011

' Eu e as minhas manias...

Gosto de andar sempre minimamente bem depilada (mesmo que seja Inverno), e com lingerie bonita e, de preferência, a condizer.

Porque, se um dia me sentir mal no meio da rua e tiverem de me levar, inconsciente, para o hospital e me despirem… epa, quero estar minimamente apresentável, né?

Pronto, era isto, momento de estupidez do dia.

5 de julho de 2011

' Mas está tudo louco? / O Vizinho do Tomate.



No outro dia, estava eu muito bem com o Bruno na paz e conforto do meu sofá, quando o vizinho da frente vem bater à porta, com um ar muito sério e preocupado e diz

“olhe, esteve a chover tomate no meu terraço”

E eu, devo ter ficado com cara de “WTF”, nem sabia o que responder.

“ah, não viu ninguém a atirar tomates aí… é que vieram parar bocados de tomate no meu terraço”

“olhe desculpe, mas não sei mesmo… não vi nada"

“ah, pode chamar o seu marido?” (essa do “marido” matou-me de vez)

Eu chamo o Bruno, pergunto: “viste alguém aí a mandar tomates, ou bocados de tomate no quintal?” - isto com uma vontade tremenda de me desatar a rir na cara do homem

“não, não vi nada”

“bem, se virem por aí alguém a mandar bocados de tomate, ou se aparecerem bocados de tomate no vosso quintal, digam-me pf”.

“ok”.

WWWHHHHAAAAATTTTT??!! Chuva de tomates? A sério?

A partir desse momento que passei a denominar esse meu vizinho de “vizinho do tomate”…

A sério, ou o homem estava mesmo a alucinar, ou a minha rua está a virar tipo Wisteria Lane das Desperate Housewifes, em que aparecem bocados de tomates, misteriosos, na relva de alguém, e afinal havia alto mistério por detrás disso… Lol.

Ainda bem que tive uma testemunha de que isto aconteceu mesmo. Porque, assim contado, ninguém acredita.

Muaah @

hmm... e agora, por falar em tomates, vou ali à cozinha cortar um ao meio, colocar uma pitada de sal, e comer... se há coisa que eu amo devorar no Verão, é mesmo tomate, assim, sem mais nada, como se fosse uma maçã. (com um pouco de sal).

3 de julho de 2011

' POC?!

A Maria Leonor fez um comentário no post das limpezas/higiene, que me deixou a pensar:  "Acho que tens mesmo misofobia! Rapariga, há coisas com as quais concordo contigo...mas muitas das outras são too much! Como é que consegues viver assim? É um stress constante... "

Mas sinceramente, acabei por me esquecer e não me preocupei, pois não costuma ser um stress constante... são coisas, acções e preocupações pequenas e naturais que me surgem no dia-a-dia, quase ninguém dá por isso e eu já as faço automaticamente.

Mas ontem à noite fui sair e fiquei algo preocupada com um comportamento que tive: quando cheguei a casa, já quentinha/tocada pelo alcool (não bêbada, mas tinha a noção), só me apetecia cair na cama, mas ainda fui tomar banho, sempre com aquela preocupação constante de não contaminar os lençóis com os germes da rua, restaurante, discoteca, transportes publicos, todos os sítios por onde passei... quem tem este tipo de preocupação?

Quando acordei e liguei a tv, estava a dar o Dr OZ e ele estava a explicar a POC - Perturbação Obssessivo-Compulsiva - e eu identifiquei-me em alguns pontos. Até foi lá uma mulher que, tal como eu, tem "medo" de germes e micróbios... depois lá no programa um outro médico que estava a apresentar esse tema, tocou no sapato e esfregou a mão pela cara, para mostrar à mulher que não faz assim tão mal e que ela não vai ficar doente só por isso, mas a mim fez-me extrema confusão, tanto a mim como à mulherzinha que sofria de POC...lol. Entretanto, no vídeo dela, ela também tinha 2 manias que eu tenho: estar sempre a lavar as mãos e praticamente lavar a loiça antes de a pôr na máquina, com "medo" que a máquina falhe em alguma sujidade. Isto não é normal!

Não, não tenho aquela mania de re-organizar as coisas vezes sem conta e desligar os interruptores 30 vezes, nem  nada disso... se um quadro estiver torto, deixa-o lá, não me faz confusão. a mim é mais específico, são coisas muito específicas e até estúpidas, como por exemplo: quando faço limpezas, e ponho roupa para lavar, eu tiro o que tenho vestido e faço o resto da limpeza nua, isto só para não ficar tudo limpo e depois a única coisa no cesto da roupa suja ser o que eu tinha vestido enquanto estava a limpar...faz-me impressão! lol. Ou, por exemplo, numas escadarias, gosto sempre de entrar com o pé direito e sair com o pé direito também, ainda que isso implique que no fim tenha que saltar dois degraus... mas isso é mais superstição, não tanto obssessão.

Fiquei a saber que existem testes para detectar isso - e eu, como estudante de psicologia, tenho muito essa mania de me auto-diagnosticar, o que nunca se deve fazer, mas pronto, foi só para "diversão" - e fiz um teste qualquer na net, este, que me pareceu razoável. No fim não consegui saber o resultado, o site bloqueou e não tive paciência para repetir, mas tive uma ideia a partir do que assinalei em cada ponto. Sinceramente? Eu tenho manias muito específicas, mas apelidar de POC é demais. Sim, tenho a mania do controlo e adooooro coisas organizadinhas, mas por exemplo não tenho medo de ficar doente pelos germes, apenas me mete nojo saber que eles estão lá. Sim, gosto das coisas minimamente arrumadas e ordenadas, mas não ao ponto de ficar horas e horas a endireitar as mesmas coisas, nem de ir endireitar um quadro se vir que ele está torto. Não fico propriamente obcecada com isso.

Esse teste também me fez "consciencializar-me" de muitas outras manias que eu tenho, mas por vezes são inconscientes. Por exemplo, eu tenho muito uma noção de que existem nºs "bons e maus" (um dos pontos da escala do teste) - detesto, mas detesto, números ímpares, horas ímpares, o nº 13, chego ao ponto de parar o que estou a fazer durante um minuto se por acaso olhei para o relógio e eram 12h13 ou assim... - outra, ponto 5, "É-me difícil tocar um objecto quando sei que foi tocado por estranhos ou por certas pessoas." - porque, lá está, tenho aquela coisa que não sei o que a pessoa andou a fazer, e normalmente essa pessoa foi à casa-de-banho sem lavar as mãos, como eu vejo tanta vez, e portanto tudo o que elas tocam ficam contaminado; ponto 9: "Fico incomodado se os outros mudarem a forma como tenho as coisas organizadas." - ah, mas detesto mesmo! e quando as pessoas mexem nas minhas gavetas e deixam a roupa toda enrolada, eu tendo ir lá e dobrar tudo direitinho; "Por vezes, tenho de me lavar ou limpar apenas por sentir que possa estar contaminado. " - desta acho que já falei o suficiente.

O que mais me preocupa é que o meu pai, ainda por cima um parente directo, teve um início, se não mesmo, POC. Agora está muito melhor mas eu lembro-me perfeitamente que ele tinha as mãos em ferida de tanto as lavar - algo que eu não tenho - que estava sempre a limpar o wc de cada vez que lá ía, que ligava e desligava interruptores, abria e fechava portas, vezes sem conta. Acho que teve de tomar medicação e tudo. Ainda não se tem certezas de que a POC seja hereditária, mas há algumas evidências de que seja; fora isso, há sempre a hipótese da imitação e adopção de hábitos dos pais, pode ser que eu tenha adoptado alguns - e adoptei com certeza, os menos extremos - do meu pai.

Ainda não cheguei a esse ponto e acho, sinceramente, que não vou chegar, pois como disse, as minhas manias são muito específicas, mas não interferem com o meu quotidiano, consigo conviver bem com elas, não perturbam ninguém, e ninguém dá por elas. :) É apenas uma mania de limpeza conciliada com controlo, e não, não é um stress constante. :)

2 de julho de 2011

' Ainda das Limpezas (II) - ou da higiene em geral...


Num post anterior falei das minhas manias de limpeza em casa.

E nos outros locais, ou em outras situações, ou mesmo hábitos de higiene pessoal?

Bem, frequentemente dou por mim a achar que tenho Misofobia, e uma grande mania dos germes. Por vezes penso mesmo que penso em coisas que mais ninguém pensa.

Por exemplo, casas-de-banho públicas. Detesto ir, evito ao máximo, mas quando tenho mesmo de ir, é um pesadelo. Porque vejo, a toda a hora, pessoas que vão à casa-de-banho SEM LAVAR AS MÃOS DEPOIS. E isso, senhores (e senhoras) é das coisas que mais me mete nojo. Não só porque é com essas mesmas pessoas que trocamos apertos de mãos, toque, e outras coisas, mas principalmente por isto: e na hora de abrir a porta da casa-de-banho, para sair, depois de termos lavado as mãos? Pois que acredito piamente que aquela maçaneta está mais porca do que o tampo da sanita - partindo do princípio que as mulheres têm o bom senso de fazer xixi em pé - depois de dezenas, centenas, de pessoas, que foram à casa-de-banho, não terem lavado as mãos, e terem aberto a porta da mesma forma que o vamos fazer nós. E depois, ainda oiço pessoas a dizer - a sério, já ouvi! - "ah, mas fui só fazer xixi, e usei papel para limpar, tenho as mãos limpas". LIKE, REALLY????!! Dantes, quando as casas-de-banho tinham os papelinhos para limpar as mãos, eu utilizava esse mesmo papel para abrir a porta, e só o deitava fora quando chegava cá fora e estava "fora de perigo". Mas agora, que a grande maioria das casas-de-banho públicas só têm aquele arzinho para secar as mãos? Lá vou eu, com as mãos limpas, fazer alta ginástica para evitar tocar no sítio onde as pessoas tocam (muitas delas sem lavar as mãos); eu tento abrir a porta com o cotovelo, eu espero que alguém saia para sair logo atrás, ou, se for naqueles casos em que há um "poste" grande de metal ao longo da porta, eu agarro mais acima, em pontinhas dos pés, onde sei que ninguém agarra. heeerrrkkk.. só de pensar! E quem diz maçanetas das portas das casas-de-banho públicas, diz maçanetas dos cúbiculos, ou botões de autoclismo. Mas bem, nesse caso ainda não faz muito mal, uma vez que vamos lavar as mãos depois. E as pessoas que só lavam as mãos com água? Bem, nem vou entrar por aí.

Talheres. Eu detesto partilhar talheres! Não que tenha nojo. Mas não gosto mesmo. Seja com os meus próprios pais, ou até com o Bruno, a quem dou linguados. É diferente. Talheres, para mim, não se partilham. E quem diz talheres, diz alimentos do género maçãs e gelados. Vê-se que aquilo está mesmo tudo cheio de saliva da outra pessoa. Por isso detesto, mas detesto mesmo, quando me pedem para "dar uma trinca na maçã", ou "provar o gelado", se for sem colher. Muitas vezes acabo por deixar, para não ser vista como esquisita ou egoísta. O que é idiota, porque não é de todo egoísmo. Não tenho problemas em partilhar comida, desde que seja cada um com o seu talher, e sem lambusar tudo. Quer queira quer não, o ambiente social ainda dita muito do nosso comportamento. Mas a verdade é que, sempre que isso acontece, já não consigo desfrutar totalmente do meu gelado. Esquisitice, definitivamente. Egoísmo, não. Enfim. Quanto aos copos, já não me faz tanta impressão partilhar, e bebo sempre do lado oposto ao que a pessoa bebeu, apesar de ter aquela sensação que a pessoa deixou algum vestígio de saliva no líquido... bom, agora que penso nisso... Garrafas de água, então, é que detesto mesmo. Normalmente, garrafas de água dos outros cheiram esquisito. Não é por acaso. Normalmente, as pessoas têm o hábito de utilizar a mesma garrafa over and over, re-enchê-la vezes sem conta, e isso é nojento, deve trocar-se de garrafa a cada 2 ou 3 vezes que se re-enche. Não usá-la até ao resto da vida. E uma garrafa de água não custa mais de 1€. Não é muito difícil.

Borbulhas. Detesto que me espremam borbulhas e, deus me livre, detesto ainda mais espremer as borbulhas dos outros. Acho simplesmente nojento, o pus é um dos líquidos mais nojentos do corpo humano. Adoro tirar borbulhas já secas, e crostas, a mim própria, mas aos outros, e os outros a mim, NUNCA. Tenho amigos próximos que têm uma qualquer panca por espremer borbulhas e andam atrás de mim sempre que tenho uma. Eu fujo a 7 pés, pois acho completamente nojento que me façam isso.

Mexer em pés. Eu flipo quando vejo as pessoas a mexerem em pés - nos próprios ou nos dos outros - e depois não lavar as mãos. E depois tocar em coisas que eu vou tocar, ou comer, ou tocar em mim. Bheeeekkkkk.

Os postes dos autocarros/metros/transportes públicos em geral. Bem, acho que nem é preciso explicar essa, né? É "só" onde centenas, quem sabe milhares, de pessoas, tocam por dia. Para evitar isso, normalmente, tento agarrar-me sempre à parte mais em cima, onde quase ninguém toca, ou evitar tocar de todo, manter-me em pé, ou, se for uma viagem longa, sentar-me logo e não tocar em nada. Mas é inevitável e acabamos sempre por tocar naquele poste, onde aquele senhor idoso, cujas mãos estiveram em contacto directo com o lenço de bolso (outra coisa que acho meio nojento, lenços de bolso, e não de papel) para onde mandou um escarro amarelo esverdeado. Sinto-me suja sempre que saio de um autocarro e só penso que tenho que lavar as mãos. A sério.

Outras coisas que tal: molhar o dedo com saliva para virar uma página de um livro ou uma folha (vejo imensos profs a distribuir, por exemplo, exames e frequências, a fazer isso, e acho muito mau), espirrar e tossir sem pôr a mão à frente, utilizar lenços de pano e não de papel, deitar-se com os pés virados para o lado da cabeceira (ex: almofada), tirar macacos do nariz e mandar para o chão ou colar em qualquer parede, tomar banho e deixar a banheira cheia de pêlos púbicos e cabelos, roupa interior suja no chão (boxers, cuecas, meias), e a toalha molhada toda enrolada, sim, que um ambiente assim molhado e quente nem é o ambiente ideal para as bactérias crescerem (bom, se fazem isso em casa, ao menos evitem fazer na dos outros, é que é nojento).... etc!

Mas pior do que tudo isso, mesmo, é quando me mandam perdigotos para cima, ou quando cospem para o chão, mesmo da rua. É ver essas coisas que me fazem pensar que nunca se deve andar com os sapatos da rua em casa, e muito menos nos locais (tipo quarto) onde vamos andar descalços, e depois ir para a cama sem tomar banho. pode parecer que faço altos filmes, mas é mesmo assim.

Sinceramente... às vezes vejo as pessoas a fazer coisas que me deixam "WTF???!!!", com uma naturalidade incrível. Talvez seja eu que tenha uma qualquer mania, e sempre que tenho que tocar em coisas que sei que os outros - os que não lavam as mãos depois de ir à casa-de-banho, os que espremem borbulhas, os que mexem nos pés - lavo as mãos. Eu acho que lavo as mãos umas 5 vezes à hora. Porque sei que tenho o terrível hábito de roer as unhas e mexer no nariz, pelo que, ao menos, se o fizer, sei que tenho as mãos minimamente limpas. Mas há, mesmo, pessoas que têm hábitos nojentos, e nem dão conta!

27 de maio de 2011

' Adoro testes de personalidade.

Não que acredite lá muito neles, até porque, como estudante de psicologia, tenho mais que obrigação de não acreditar em testes de personalidade da net e coisas desse género, mas verdade seja dita, os meus resultados batem SEMPRE certo.

Teste: "o que os seus sonhos dizem sobre você?"

Resultado: "Você é aéreo. Tem seus sonhos malucos, mas sabe separar a realidade do imaginado, a maior parte das vezes. Tem diversos grupos de amigos, não gosta de ser definido como radical e às vezes se passa por indeciso. Já teve experiências sinestésicas, quando teve vontade de comer uma cor bonita ou de cheirar uma capa de livro muito macia, mas geralmente se controla, pelo bem da sociedade"

Teste: "o quanto você influencia os outros?"

Resultado: "Você é "o influenciador". Grande rei da retórica, você sabe conseguir o que quer. Nada como um bom papo e simpatia, ainda que falsa, para conquistar as pessoas a sua volta. Pode ter certeza, elas nem percebem que quando você assume as cordas e as transforma em marionetes. E, sendo para o bem, que mal tem?" --> ahahah, adorei este! apesar de não ser falsa com naturalidade, tenho de admitir que, se quero mesmo muito influenciar alguém, ou quero mesmo muito alguma coisa, consigo ser falsa, sem a menor dificuldade. agora que penso bem, é verdade, eu consigo sempre (vá, 90% das vezes) aquilo que quero de quem quero... portanto isto é mesmo verdade. xD

Teste de personalidade:


Isto é EXACTAMENTE EU. Vá, exactamente não. Devia ter mais bolinhas na dimensão "independente", coisa que sou bastante. Além disso, não concordo que "independente" seja o oposto de "agradável". que tem a ver? eu sou as duas coisas :D além disso, também não concordo com o "reservado", pois eu às vezes sou bastante reservada, especialmente se não conheço bem a pessoa ainda - gosto de observá-la primeiro antes de lhe contar a minha vida toda - portanto devia ter ali uma ou duas bolinhas. mas fora isso, tenho de dar crédito ao meu resultado: eu sou, efectivamente, estável e liberal (demasiado até). :D

brutal.

Muaah @

17 de maio de 2011

' Senso comum ou burrice mesmo? É à escolha do freguês...

A Cláudia vai ao café comprar um gelado e fica meia-hora à espera no balcão, porque a empregada está a falar com a vizinha do lado.


Assunto: que o filho da tal vizinha foi vítima de um feitiço, feito por uma bruxa, que causou o seu divórcio com a sua (ex) mulher. o feitiço, segundo a senhora, consistia em pegar numas calças de ganga do dito cujo e enchê-la de enxofre, e deixá-las dentro de um cesto de verga.


Citando directamente a senhora: "foi remédio santo! a bruxa conseguiu! ao fim de 7 anos, lá conseguiu que o meu filho se separasse da mulher..."


Eu ficava-me por aqui, não tecia mais comentários, mas penso que seja necessário referir que, nesse mesmo dia, numa banal aula de PPRI (Percepção de Pessoas e Relações Interpessoais), a professora nos apresentou um exemplo de um estudo cujos resultados foram precisamente que, geralmente, a maior crise dos casamentos dá-se por volta dos 7/8 anos, e que a maioria dos divórcios ocorre nessa fase do casamento.


Eu não gosto de me "armar em superior", mas não consigo deixar de me lembrar de uma expressão muito utilizada - com humor, atenção, não com preconceito - por uma pessoa cujo sentido de humor me mata: "povo!!!" (dito de uma forma que me faz sempre rir).


Agora, sim, vou calar-me.

4 de maio de 2011

' O Biggest Loser e o Peso Pesado têm que ter mensagens subliminares / Upgrade.

Antes de mais, um upgrade: agora já vou a fazer jogging para a natação (se bem que é difícil, eu não consigo correr devagar, tendo sempre a correr super rápido). Gosto de chegar lá a morrer e toda suada, despir-me e saltar para a água. não é muito, segundo o google maps é só 1 Km, mas já é alguma coisa.

Agora, vamos ao que interessa: eu estou a ficar completamente obcecada!


Ao início, não me importava nada com a minha forma física. Detestava pessoas que só falavam de dietas, de contagem de calorias (comidas e perdidas)... Gostava do meu corpo, era saudável e isso para mim chegava.

Depois, comecei a fazer exercício. O meu pensamento era: "sou saudável e o meu peso está normal para a minha altura, adoro o que vejo no espelho, mas devo manter o peso, não perder mas também não ganhar". O Biggest Loser? fazia-me sentir magra.

Agora?? desde que começou o "Peso Pesado" que estou completamente OBCECADA. no domingo à noite, depois do primeiro episódio, fui para a cama a pensar "amanhã vou a correr para a natação e depois vou ficar lá mais tempo do que o costume! vou fazer exercício até doer o corpo todo".

Eu, correr para a natação?? desde quando? aliás, só o ter começado a fazer natação em si já foi alta cena para mim... detesto exercício e não fazia nenhum! eu, estar obcecada com as vezes que tenho (ou que convém) fazer exercício por semana e ficar a sentir-me culpada - CULPADA! - se devia ter ido 3 vezes e só fui duas? desde quando?? eu, ter cuidado com o que como, pensar sempre no tempo que passou desde que comi da última vez ("passaram 3 horas, devia comer de novo"), ter atenção ao açúcar que coloco no chá, ver as calorias nos pacotes de bolachas de água e sal e fazer contas a quantas comi?? eu?? really??

eu não era nada assim! e detesto estar a tornar-me no que me estou a tornar... um monstro com a mania das dietas!

e o pior? estar de dieta faz-me fazer mais asneiras! dantes, não pensava no que comia... comia e pronto!! não tinha tantos desejos... comia até ficar sacida e pronto! agora, quanto mais penso que "não posso comer", mais vontade  me dá... por exemplo, hoje, quando cheguei a casa, comi bem, visto que tinha feito exercício e tal... comi saudável!! depois de um almoço super saudável, que me saciou, apetecia-me comer chocolate... e não descansei enquanto não fui comer chocolate.

vou deixar de ver reality shows de perda de peso, assim não dá... dantes, o pensamento de "fogo, há lá pessoas que perdem o meu peso inteiro e mais algum ainda", ou de "porra, mesmo que coma mal e não faça exercício intensivo não vou chegar a esse ponto, é demais!" era um pensamento extremamente reconfortante, eu comia bolachas de água e sal com compota de amora (hmmm, petisco muito bom) no sofá, à frente da tv, a ver aquilo... agora??!! agora penso "ai meu deus! não posso chegar àquele ponto!". e está a ficar obsessivo...

ainda por cima, eu, sempre fui pelas curvas, com o projecto Mulher XL e tudo, sempre detestei pessoas demasiado magras... sempre achei que eu estava "no ponto", tudo no sítio certo, aliás, as pessoas do "meio" Mulher XL sempre me "apontam o dedo" a dizer que sou "demasiado magra para plus-size"... porque sou NORMAL! e agora isto...

portanto, ponto de situação: eu continuo a ter consciência de que o meu corpo está bem, está onde devia estar; gosto do que vejo ao espelho, adoro-me, na verdade! nem é uma questão de me achar gorda nem nada... mas parece que é automático, eu ir ver as calorias que têm as embalagens... e coisas assim.

ahhhh!!! quero a antiga cláudia de volta. detesto ser assim... detesto mesmo!

3 de maio de 2011

' Sonhos lúcidos.



E terem a noção de quando estão a sonhar? E estarem perfeitamente acordados, mas a sonhar?

Isto é completamente assustador... mas muito giro.

Às vezes (muitas vezes) estou acordada, mas o meu corpo está a dormir, resultado, fico paralisada e não me consigo mexer durante uns bons minutos. Para mim mesma, estou a pensar e a fazer uma enorme força para acordar, para abrir os olhos, mas não consigo! Pior, quando isto acontece, geralmente, é acompanhado de um sonho, e eu estou no sonho, aliás, metade no sonho, metade acordada, sei perfeitamente que estou acordada, estou perfeitamente consciente, quero mover-me, quero acordar, quero sair do sonho, e NÃO CONSIGO. Esta é a parte mal de estar semi-consciente durante o sono. Mas, por outro lado, podemos ter sonhos lúcidos... e é óptimo!

Desde que vi o Inception tenho mais a noção de quando estou a sonhar. Dou por mim, mesmo a sonhar, e a pensar para mim mesma "isto é um sonho" - porque nunca sei como fui lá parar e porque normalmente é tudo completamente absurdo. muitas vezes oiço outras pessoas a contarem-me os seus sonhos e, apesar de serem cenários altamente oníricos, são sempre coisas que têm um curso de tempo e de acontecimentos mais ou menos lógico. mas os meus não. os meus sonhos são tão estapafúrdios que é fácil de perceber que estou a sonhar. e quando quero "conferir" que realmente estou num sonho, invento um espelho qualquer (sim, que nos sonhos é só pensar e aparece) e vejo-me nele, mas não aparece a minha imagem, aparece sempre enevoada, aí sei que estou a sonhar (porque nunca me vejo a mim própria nos sonhos).

Na noite que vi o Inception (pt: A Origem), fiquei tão "blown away" que fui à net procurar coisas sobre sonhos. Uma das técnicas que li para sabermos que estamos a sonhar é pensar, no instante antes de dormir, "vou lembrar-me que estou a sonhar", e muitas vezes consigo. Muitas vezes não consigo, é extremamente difícil!

Mas, quando consigo, é BRUTAL, porque manipulo completamente o jogo. E lembro-me sempre do que sonhei, lembro-me que fui lá parar porque o meu subconsciente assim decidiu, mas que, a partir do momento em que me apercebi de que estava a sonhar, quem controlou tudo a seguir fui eu.

Na maioria das vezes em que ganho uma certa consciência de que estou a sonhar, consigo manipular o sonho a meu bel-prazer. voo, flutuo, vou para onde quiser, faço o que quiser.
Noutras vezes, corre mal eu ter a consciência de que estou a sonhar, quero fazer algo no sonho e não consigo... por exemplo, num sonho que tive, estava num quarto de hotel e estavam a revistar as minhas malas porque desconfiavam que eu tinha roubado algo. eu estava sentada na cama, e na parede ao lado tinha uma janela que dava para outro quarto, onde estava um gajo e uma gaja a fazerem sexo e eu decidi ir para esse quarto. quando estava no corredor, é que me apercebi que estava a sonhar. o corredor estava totalmente escuro e eu estava a flutuar, não a andar, como se não houvesse gravidade. quando me apercebi que estava a sonhar, já não consegui encontrar o quarto que queria -.-'

Mas, a sério... é BRUTAL ter consciência de que estamos a sonhar e manipular a coisa... já para não falar que, quando consigo ter esta consciência de que estou a sonhar (o que nem sempre acontece, apesar de tudo) é sempre óptimo poder realizar: sonhos, fantasias, desejos, magias, histórias, vinganças, coisas que não poderia fazer na realidade...tudo o que eu quiser. e é como se tivesse a viver tudo isso na realidade, pois é intenso, é muito real, é como se tivesse numa realidade paralela, uma realidade que eu crio, tenho mesmo as sensações físicas que teria se acontecesse na realidade, algo que é impossível se imaginarmos apenas, quando acordados.
wow! wow! wow!!
já aquela coisa de estar acordada e não conseguir mover-me ou abrir os olhos, só conseguir respirar, já é um bocado agoniante. é como ter um ataque de pânico e não poder fazer nada nem chamar ajuda!

30 de abril de 2011

' Sentido de oportunidade é...

… eu ir à janela só porque sim e precisamente no mesmo instante aparecer um amigo meu, que vinha buscar uma mochila que tinha deixado em minha casa.

É que, juro, eu fui à janela só porque sim. Sem nenhum motivo especial. (visto que estou a deixar de fumar e a primeira medida que tomei foi mesmo deixar de fumar em casa).

22 de abril de 2011

' Da minha crise de meia-meia-idade.



Tenho a sensação que estou com uma crise de meia-meia-idade. Dois "meias" porque é a crise de meia da meia idade propriamente dita. Confusão, bem, também não interessa!

Tenho a sensação que estou a sair da adolescência, e não quero. Sinto que não a aproveitei como devia! Tive as minhas fases, saí muito, curti muito, fumei muito, bebi bastante, f*di muito, menti muito aos meus pais, brinquei muito, mas sinto que podia sempre ter feito mais.

Sempre fui responsável e nunca me consegui "livrar" disso. Por mais merda que fizesse, tinha sempre a cabeça no sítio e só me deixava fazer disparates q.b.. Gostava de ter sido completamente desmiolada por um só dia.

Agora, sinto que não aproveitei bem. Já não gosto de discotecas tanto como dantes. Já não aguento noitadas até de manhã, como dantes. Já não tenho a mesma pedalada. Já não acho piada às mesmas coisas. O meu corpo já se ressente quando chega ao fim-de-semana. Já não gosto de beber. Estou a deixar de fumar. Já não tenho tanto apetite sexual como dantes, que parecia uma coelha, já não tenho curiosidade - pelo menos em relação ao sexo oposto, masculino - já sei como tudo se faz, já sei como tudo é, já começa a ser tudo mais do mesmo. As minhas relações amorosas estão a ficar cada vez mais longas, em vez de coisas como um mês, uma semana, uma noite. Já não acordo às 16h ao fim-de-semana, a partir das 11h quase não consigo dormir. Já tenho mais noção das coisas que me fazem mal, à minha saúde. Comecei a fazer exercício. Shit! ESTOU A FICAR ADULTA.

O pior? É que ainda não tenho a mais pequena ideia de como vai ser a minha vida, ou de como eu quero que seja a minha vida, daqui para a frente. Claro, tenho projectos e objectivos, mas na realidade não sei bem. Imagino e sonho, mas sempre sem certezas. Estou mesmo a ver-me a ficar em casa da minha mãe até tarde, e isso era tudo o que eu não queria. Mas não me quero "lançar" já ao mundo real e ao mercado de trabalho sem saber o que quero realmente da vida. Porque a verdade é essa, eu não faço a mínima ideia do que quero da vida. Tenho paixões e coisas que gosto, mas não uma única coisa que me faça querer levantar da cama e conquistar o mundo e que me faça dizer "isto é o que me move e o que eu quero fazer na vida".

O ano passado, a lenga-lenga foi a mesma. Dos 19 para os 20 e ainda não sabia bem o que queria. Agora, é pior, porque agora vou atingir a 2ª maioridade, os 21 anos. E o pior? Este ano passou tão rápido, sinto que ainda ontem tinha 19, aliás, sinto que ainda ontem tinha 17.

Nevertheless, vou aproveitar os meus ainda jovens 21 aninhos, porque quando tiver nos 25 vou desejar tê-los aproveitado agora.

Eu sei que é cedo para dizer isto, mas acho que estou a ficar com medo de envelhecer.

Não quero fazer 21 anos.

E éjá depois de amanhã. Shit!

17 de abril de 2011

' O meu problema em ganhar e perder peso:

ganho-o todo na zona das ancas e rabo.

perco-o todo na zona das mamas.

MERDE!!



uma das razões por que não quero emagrecer (muito), é porque gosto demasiado das minhas mamas.

16 de abril de 2011

' 15 MESES.



Tu podes não ser o primeiro dela, nem o último, nem o único. Ela já amou antes, pode voltar a amar. Mas se ela te ama agora, que mais te importa?

Ela não é perfeita, muito menos tu, e se calhar vocês nunca serão perfeitos juntos, mas se ela te faz sorrir, se te fizer pensar duas vezes, que admita que o ser humano erra, agarra-a bem e dá-lhe tudo o que puderes.

Ela até pode não estar a pensar em ti a cada segundo, mas ela vai dar uma parte de si, mesmo sabendo que lhe podes partir o coração.

Por isso, não a magoes, não a moldes, não a julgues, não esperes mais do que aquilo que ela te poderá dar. Sorri quando ela te fizer feliz, mostra-lhe quando ela te deixar zangado… e sente a falta dela quando ela não estiver ao teu lado.

Carta do Bruno para "ele mesmo" em relação a mim.
Que mais posso eu dizer?

14 de abril de 2011

' Acontece:

há 5 horas atrás, eu tinha um ensaio de 4000 palavras para escrever, tinha 500 escritas e poucas ideias para mais; agora, eu tenho já 3754 palavras e ainda não escrevi metade do que queria. shit!

    em compensação, está a ficar fantástico, estou a adorar fazer isto, acho que depois de imprimir vou emoldurar! lol.

ando com muita energia, hoje já fiz, como se costuma dizer, "30 por uma linha", e este trabalho estava a assombrar-me há semanas mas agora estou tão entusiasmada que acho que vou acabá-lo esta noite!...

11 de abril de 2011

' O nosso mundo é ridículo / a Cláudia com as suas teorias da conspiração.



O nosso mundo é ridículo e complexamente simples de compreender.

Nós, seres humanos, damos demasiada importância às desgraças sem nos apercebermos que fomos nós que as criámos.

Fomos nós que criámos a moeda, o dinheiro, na minha opinião, fonte de todos os males que conhecemos. Éramos mais felizes quando trocávamos um quilo de feijões por um quilo de espinafres. Sobrevivíamos e vivíamos felizes durante 30 anos, esperança média de vida para a altura, sem conflitos, sem guerras e sem ninguém ser considerado superior a ninguém ou a ter mais poder que ninguém por ter um número mais elevado na conta bancária e/ou em bens. Fomos nós que criámos os governos, a política, de que tanto nos queixamos. Sim, os governos são, na sua grande maioria, corruptos e manipuladores, e por muito que achemos que somos nós que escolhemos quem nos governa (democracias), isso é tão mentira, é uma falácia tão grande, é preciso ter dois dedos de testa e pensar, nós nunca escolhemos absolutamente nada. Porque é que inventámos que precisávamos de alguém que nos governasse, afinal? Porque precisávamos de leis para não nos matarmos uns aos outros? Sim. Claro. Porque somos egoístas, gananciosos e competitivos. Porque precisávamos de economia, por termos de lidar e gerir a moeda? Fomos nós que criámos instituições religiosas por uma qualquer necessidade humana de crer em algo que não vê, uma entidade superior que tudo pode, e nos julga pelas nossas acções, e sabe para onde vamos depois da morte com base na nossa conduta em vida. É ridídulo. Para mim, a igreja é ainda mais ridícula e falsa e corrupta do que todos os governos juntos. Temos tanta pena de quem não tem condições para sobreviver e rezamos por elas quando vamos à missa todos os domingos, mas esquecemo-nos de que a Igreja Católica tem dinheiro e bens que davam para salvar todas as crianças que morrem de fome diariamente na África. Vindo um pouco mais para a era moderna, fomos nós que inventámos máquinas que fazem tudo, e agora queixamo-nos que não há emprego, fomos substituidos por máquinas, que não adoecem, não comem, não precisam de dormir, não têm família e trabalham mais de 8 horas por dia. Fomos nós que destruímos o planeta terra com toda a nossa ganância, queremos ter carros, queremos andar mais rápido, queremos chegar mais rápido para todos os sítios, temos sempre pressa para chegar a lado nenhum. Somos uns consumistas ridículos, nunca temos o suficiente, uma televisão na sala não é suficiente, é preciso uma em cada divisão da casa, um carro não chega, é preciso um para cada membro da família, não podemos lavar o prato depois do jantar, temos de ter uma máquina de lavar a loiça. Chegámos a um ponto em que já não podemos comprar mais nada, não só porque não precisamos e estamos cheios de coisas que nunca precisámos, mas também porque as comprámos, em primeiro lugar, com dinheiro que não tinhamos. Dinheiro, lá está, dinheiro. Dinheiro e poder.

Nós, seres humanos, somos mesmo ridículos. Destruímos e choramos depois, por cima. Até dá vontade de rir.

Acredito profundamente que o planeta terra, de tempos a tempos, se realinha no universo. Há um período com fortes catástrofes naturais, que matam grande parte da população mundial, se não toda, porções de terra ficam submersas, outras sobremergem, a terra fica em repouso durante mais uns bons milhares de anos, até que tudo reaparece de novo, pelo menos até agora, que temos tido condições físicas propícias ao aparecimento de vida. Aquilo que aconteceu com os dinossauros acontece várias vezes ao fim de um determinado tempo (milhares e milhões de anos). Há eras do gelo, há eras de aquecimento global, há eras estáveis, há eras de prosperidade e desenvolvimento, crescimento, evolução, há eras apocalípticas e de "fim" e de catástrofes. Aquilo a que chamam de "fim do mundo" e do qual temos tanto medo, não é mais do que aquilo que já aconteceu muitas vezes ao longo de milhares e milhões de anos. Afinal, não há nada de novo debaixo do sol. Já todos existimos, já todos morremos, desaparecemos e reaparecemos, desde ao primeiro protozoário ao maior elefante da savana africana.

É que tudo se reinventa, tudo se realinha. As espécies animais, o ser humano, as populações, o desenvolvimento, as depressões económicas, os governos, as igrejas/instituições religiosas, as guerras, as fomes, as epidemias. Achamos que, lá por sermos o mais racional de todo o reino animal, somos únicos e previlegiados, temos um lugar especial, e temos o direito de destruir o que não nos pertence nem nunca pertenceu, a sensação do falso poder. Lá está, o poder. Somos, isso mesmo, e não me canso de repetir, ridículos.

Não tenho medo de morrer, é ridículo. As pessoas agarram-se demasiado à vida, têm medo do fim, de um fim. Não percebem que tudo tem um fim, tudo sempre terá. E nós, eu, tu, não somos absolutamente nada.

80 anos de uma vida humana no background da existência - não falo somente da terra, mas sim do sistema solar, da via láctea, de todas as galáxias, do universo - é o mesmo que colocar um milisegundo em 200 anos.

Já deixei de ter medo. Já deixei de ser revoltada.

7 de abril de 2011

' 7 dias.

Há 7 dias que quase não fumo.

Se bem que agora há pouco fumei um cigarro desnecessário, mas foi a minha forma de comemorar - sozinha - a muito boa notícia que recebi e que amanhã comunico.

Anyways, estou a mudar o meu estilo de vida, e defini 3 passos para mim:

1. começar a praticar exercício físico regularmente - checked! inscrevi-me na piscina municipal mais próxima da minha casa e tenho ido lá na ordem das 2/3 vezes por semana. até me sinto melhor e com mais energia!

2. reduzir gradualmente o fumar, até deixar - meio checked! se dantes fumava uns 8 ou 9 por dia, agora raramente fumo. logo para entrar a matar, fiquei 3 dias seguidos sem tocar num cigarro. depois acabei por comprar, mas controlei-me e fumei só os 3 por dia, os necessários/essenciais. ah, as ocasiões sociais também não contam, aí sim fumo sempre mais. o importante, para mim, não é o deixar de fumar em si. é o conseguir deixar de pensar sempre que quero fumar. sim, porque o meu vício não é físico - ao contrário do que toda a gente me dizia, eu não tive "ressaca" física... não notei consequências físicas, não comi mais doces, não engordei, não roí as unhas, nem nada disso. o meu vício era (e ainda é) psicológico. o estar sempre a pensar que quero fumar. agora estou na ordem dos 3 por dia, mas depende dos dias. se for um dia muito stressante, "permito-me" fumar até 5. se for um dia sem nada de especial, "proibo-me", de preferência, de fumar. basicamente, criei regras para mim própria e até tenho sido bem-sucedida a segui-las!

 
3. alimentação mais equilibrada - meio checked. continuo a saltar refeições - sobretudo o almoço - e a comer demasiado açúcar (ponho açúcar em absolutamente tudo, até nos corn flakes com iogurte). em compensação do almoço, tomo sempre um pequeno-almoço altamente reforçado, inclui iogurte (porque detesto leite, entretanto), cereais, chá e fruta. e já estou a melhorar consideravelmente em algumas coisas. por exemplo, em vez de saltar o almoço, vou sempre (bem, sempre é relativo, mas pronto, está a melhorar) comprar uma sopa num pequeno restaurante que há numa rua em que tenho de trocar de autocarro para ir para a faculdade. eliminei as massas ao jantar ao máximo, acompanho carne e peixe com salada. e a salada ENCHE o prato, dá a sensação que estou a comer imenso. claro que é só para enganar a visão, uma hora depois já estou com fome e a comer cereais. cereais, adoro!

é que não tenho medo de morrer e até sou mais pelo "viver pouco mas com qualidade" do que "viver muito mas sem qualidade", isto é, prefiro viver até aos 50 e ter feito toda a merda que podia, do que até aos 80 sem nunca ter feito nada. mas, epa, eu quero estar cá para ver os meus filhos... e netos. sei que é contraditório, mas assim sou eu.

Muaah @

4 de abril de 2011

' E aquelas pessoas que

confundem o ser "sincero/a", "verdadeiro/a" e "dizer as verdades na cara" com ser malcriado, rude, agressivo?

hein hein?

em vez de serem simplesmente frontais e directos, são bestas.

e só era preciso terem mais cuidadinho com o tom, não gritar, não falar sem olhar nos olhos, e não ser condescendente. assim, em vez de passarem a mensagem que querem, que é "eu tenho razão, eu penso desta forma, eu acho isto", o que é aceitável, passam a imagem de serem pessoas com a mania que têm o rei na barriga e que têm que ter razão à força toda.

pronto. disse.

2 de abril de 2011

' Cada vez mais detesto trabalhos de grupo.

detesto ter que depender de outras pessoas para trabalhar. ter horas marcadas para reuniões. ser praticamente impossível estarem todos naquela reunião.

detesto pessoas que não fazem nada e se encostam ao trabalho dos outros. dão dicas sobre as cores do powerpoint e têm a nota toda.

detesto pessoas que são mandonas. acham que lhes foi delegado o papel de "eu dirijo o trabalho" e dizem aos outros o que fazer.

detesto quando não atinamos com as datas de apresentações e entregas. não dá jeito a uns, não dá a outros, mas por algum lado tem de se entrar, e há sempre alguém que fica insatisfeito. normalmente, é a pessoa mais permissiva. EU.

detesto que haja discórdias, não concordam com o que os outros fizeram e criam-se conflitos e mau ambiente. nisso, eu falho muito. como evito conflitos e detesto confrontos, quase nunca digo quando algo não me agrada. quando digo, fica um mau ambiente do caraças e eu detesto isso.

detesto que os trabalhos de grupo nunca sejam trabalhos de grupo, cada um sabe a sua parte e sobre o que vai falar na apresentação oral, e dos outros não sabem nada. acabamos por não aprender rigorosamente nada sobre o tema que estamos a tratar, só uma fatia do bolo.

detesto que o trabalho não fique a parecer que foi feito por um grupo, mas sim trabalhos individuais colados uns aos outros.

detesto colocar o meu nome num trabalho não feito inteiramente por mim.

detesto confusões e coisas feitas à última da hora. gosto de fazer as coisas com antecedência, é o meu ritmo, mas outras pessoas gostam de fazer à pressão, em cima da hora, dizem que funciona melhor para elas; depois, como o meu trabalho depende do delas, tenho de fazer à última da hora também, e detesto isso. faço as coisas com imeeensa antecedência e digo "já fiz". nunca ligam. na véspera, vêm falar comigo? e dizer que isto e aquilo está mal e podia estar melhor? really? eu já fiz. repararam? podiam ter-me dito o que acahavam mal há uma semana. não vou corrigir coisas na véspera.

detesto não poder fazer o que quero, quando quero e onde quero, tenho que estar sempre dependente dos outros para não ficar um trabalho incoerente.

detesto ter de ensaiar uma apresentação em grupo, sob pena de roubarem as partes uns dos outros - o que já me aconteceu, e sei que não foi por mal, mas quando chegou ao que supostamente era a minha parte, já tinham dito e a stora começou a dizer "já está a repetir". e o que é que eu ia dizer? inventar? nunca fui muito boa a improvisar, muito menos em frente a uma turma inteira.

detesto que se criem conflitos entre AMIGOS por causa de trabalhos. erro crasso que se comete, fazem-se grupos com base na amizade. erro crasso. até já pensei em virar-me para os meus colegas e dizer "isto assim não funciona, trabalho trabalho, amigos à parte, vou mudar para outro grupo qualquer em que não tenha relação de amizade com eles", mas já sei que iam atirar-me bananas e eu, como já disse, permissiva e estúpida, detesto confrontos, deixo-me estar.

detesto conflitos, em geral.

para que isto tudo fosse evitado, e os trabalhos de grupo fossem optimizados, era preciso que todos fizessem tudo e não só uma parte, que todos pudessem estar presentes nas mesmas reuniões, que não fossem amigos e não começassem a conversar sobre coisas que não interessam para nada quando é hora de trabalhar, que não houvesse brigas e discussões quando houvesse discórdia. mas isso é praticamente impossível. há sempre alguém que não pode, há sempre alguém que faz menos, e outro que faz mais, e um que escreve por palavras suas, e outro que faz copy paste.

por isso, detesto trabalhos de grupo. já cheguei a desistir de um trabalho - e fazer a cadeira por exame - por causa de um trabalho de grupo, porque não tinha tempo para reuniões (trabalho mesmo a sério, quando trabalhava todas as manhãs) e não gosto que façam as coisas por mim, preferi sair, sentia-me pressionada. se desse para fazer avaliação contínua por trabalhos individuais, era o que fazia. saem-me sempre melhor, sinto-me sempre mais motivada e acabo por entregar com antecedência e não fazer as coisas em cima do joelho. é tudo feito por mim, quando quero, onde quero, e o meu nome está lá por mérito meu, exclusivamente. sou extremamente independente, até a trabalhar.

já disse que detesto trabalhos de grupo? e, no meu curso, em cada 10 trabalhos, 9 são... de grupo. shit.

1 de abril de 2011

' Se eu estiver cá quando o mundo acabar,


quero assistir ao espectáculo a ouvir esta música.