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26 de março de 2011

' Das pessoas que absorvem demasiada energia.

Conhecem o “tipo”?



Aquelas pessoas espalhafatosas, que estão sempre a rir, a falar, a fazer algum barulho, ainda que agradável. Aquelas pessoas que não suportam silêncio, e por isso preenchem-no o máximo que podem. Aquelas pessoas com quem é agradável estar um par de horas, uma noite, um serão, mas que, ao fim de um certo tempo, cansam, por absorverem tanta energia.

Tenho um amigo que é raro vê-lo em silêncio. Se não está a falar, está a rir, se não está a rir, está a pensar alto, ou está a cantar. Ele absorve demasiada energia. Adoro-o de coração mas, confesso, ao fim de um tempo, eu já só brado aos céus por um pouco de silêncio, um pouco de descanso mental.

É que eu, adoro falar, adoro rir. Mas adoro, igualmente ou até mais, o silêncio. O silêncio é lindíssimo.

27 de fevereiro de 2011

' The four of us.



I had a really nice extended weekend, starting on Thursday.

A friend of Alex, Jan - who I just absolutely loved - was here in Portugal. We went out a lot, had quite a good time, lots of fun, lots of weed, lots of drinking. Today I feel great, after all friendship is everything when you're down, and now I'm actually remembering, I was pretty sad and down on Thursday, just had a really bad day.

Jan is a really great person, I actually already miss him (he left this morning), because it's really rare nowadays to meet such a nice person. In just 3/4 days I bounded with him in such a way I don't usually do (usually, I get some time to bound with someone like really closely), had a really great time, but most of all, learn a lot from him. The best of him is that I felt likeI could be just like myself, and he wouldn't judge me, like most of people do (yes, I get to be judged quite a lot). He is a true gentleman, a tolerant person, so sweet that me and Vera just felt like hugging him all the time (and we did!). Can't forget how a considerate person he was, how we always listened to you without interrupting (I hate when people don't know how to listen to other people, Jan was the opposite of that), how he took care of me when we got home totally drunk and I was totally in some other world, and he made me toasts with butter and a limonade, and stayed up with me until I was abe to go to sleep. I never forget, no matter how drunk I am, the good stuff people do for me.

When he left, 6 am this morning, me and Vera almost cried. I hate farewells and this one was really difficult, because I was liking him so much. He left, with Alex that took him to the airport, and me and Vera just sat down on the couch, feeling like "saudade" - a word we taugh to Jan that only exists in Portuguese and that, I believe, has more intensity to it than just an "I miss you" - talking about how we both got along so well with him, and how it is possible that there exists such a good person in the planet, and even trying to find some bad thing about him... we couldn't, we could only find good stuff (maybe we needed a little more time with him to find the bad stuff everyone has). - but why are we always, always, trying to find bad stuff about people? isn't the good enough? maybe it was better this way, I'll remember him only for the best things he had. I love, and prefer a million times, to see the good stuff about people instead of just the bad.

Well, what more can I say? I could go on and on, tell what we did - besides fun fun fun - tell how my english is close to perfect now (my accent in english was really bad, but once Jan is german, that was the only language we could comunicate, so I'm literally talking and thinking in english for 4 days now, it is actually hard now to make a switch from english to portuguese everytime I want to talk back in portuguese), how we talked about so many things, how we laughed and laughed and laughed...

...but that wouldn't be worth it.

All I can say is this was one of the best extended weekends I've ever had, I needed to relax and go out and forget about stupid things and stupid people that really bothers me in the everyday-life, and I sure got it. (tomorrow it's the same, when I have these kind of days-far-away-from-everything-and-from-routine is horrible, HORRIBLE! to get back and meet again, one more time, the same people, have the same conversations, at the same places, doing the same stuff).

Today? I'm hangover, I'm tired, I'm sick, my stomach is sick, everything about my body is sick, I've been sleeping all day and still I could sleep for like 12 more hours, I wasn't even able to get out of Vera's house yet, guess this is the way of my body telling me "Please, stop!!", but it was so worth it.

Thank you Jan, Vera and Alex.

Can't stop thinking how it would be just great to live with these three, we just get along so perfectly.

24 de fevereiro de 2011

8 de fevereiro de 2011

' Decisões II

Hoje acordei com energia, há muito tempo que não acordava com tanta vontade de sair da cama e viver a vida, mas sobretudo conquistá-la, sei que sou capaz e tenho vontade disso. Ontem à noite chorei até adormecer, mas foi a última vez. Ninguém merece as minhas lágrimas, por muito amor, confiança, respeito e consideração que eu tenha por essa pessoa.

Hoje senti-me particularmente confiante. Senti-me mais alta, mais magra, mais sexy, mais gira. Trabalhei um pouco de manhã, fiquei nas mesas da frente em todas as aulas, estou determinada a estar com atenção, acompanhar tudo desde o início e ter boas notas.

Precisava de conduzir, é uma das coisas que me liberta para além de escrever, e hoje a minha mãe deixou-me ir a conduzir até à faculdade, e disse-me "se gostares de Holanda enquanto estiveres em Erasmus, eu mudo-me para lá e ficamos lá a viver", soube-me bem ouvir isso, estou farta de Portugal, sinto que o meu futuro está lá fora. Mesmo que volte para Portugal depois disso, um dia hei-de sair for good.

Decidi que não quero mais ficar chateada e preocupada com ele, ele que faça o que quiser da vida, as escolhas são dele. Hoje tinha muitas saudades dele, ele foi a minha casa, enquanto fazíamos as pazes só pensava, Não quero abdicar destes momentos, se tenho coisas tão boas com ele porque hei-de estar a preocupar-me com um futuro que não é meu, só me faz ficar com rugas e eu devo morrer cedo. Se ele quiser faz, senão não faz, estou farta de ser mãe do meu namorado, vou começar a pensar mais no meu futuro e não num "nosso" que nem sequer sei se existe. Gosto muito dele, mas primeiro venho eu, e porra, não vou deixar que um GAJO estrague a boa auto-estima que sempre tive. Este namoro é fantástico e tenho coisas que nunca tive, por isso, por agora, vou aproveitar, se no futuro dá ou não dá, logo se vê, "deixemos para amanhã o que ao dia de amanhã pertence", já dizia o meu génio José Saramago.

Para a semana, no máximo, vou inscrever-me na natação, estou decidida a mudar o meu estilo de vida sedentária.

Estou decidida a mudar esta merda toda, sem que nada me impeça, e muito menos, a atitude de alguém que não vê nem quer ver que só se está a prejudicar a si mesmo.

E hoje, porque precisava de me distrair, tenho cá as pessoas que sempre me apoiaram em tudo e tenho a certeza que sempre o irão fazer. Um gigante Obrigada a todos eles.

Muaah @

19 de outubro de 2010

' Há 3 dias que ando a tentar escrever qualquer coisa aqui sobre o convívio que fiz em minha casa no Sábado passado,

mas já desisti da ideia (e quantos já não foram que não dei nem um piu no blog, lol, quem me viu e quem me vê, se dantes escrevia tudo da minha vida aqui, agora...).



não dá para descrever em palavras.

posso apenas dizer que o Alex e a Vera (para além do Bruno) são as únicas pessoas que eu vou levar comigo para o aeroporto no dia em que voar para Paris.

porque são os meus únicos amigos verdadeiros. não aqueles que eu ligo quando não tenho mais nada que fazer (confesso que tenho "amigos" desses, e quem não os tem, parem já de atirar pedras), não aqueles que eu só me dou em determinado local e em determinada situação (exemplo, faculdade), não aqueles que ficam tanto tempo a ganhar pó na agenda telefónica do telemóvel que acabo por apagá-los. são aqueles a quem eu ligo logo se tenho algo para contar, aqueles com quem não se faz contas de quem fumou mais cigarros do maço de quem, aqueles de quem eu não escondo com um lenço um chupão escandaloso no meu pescoço, aqueles que foram ter comigo  e me abraçaram quando eu "amuei" por uma coisa parva e me tranquei no quarto (depois destranquei), aqueles que me dizem quando não tenho razão sem rodeios,  que estou gorda sem rodeios, aqueles a quem eu não levo a mal que me digam determinada coisa. são aqueles para os quais poucos segredos tenho, aqueles com quem me sinto confortável até a chorar (e eu gosto pouco de chorar à frente seja de quem for).

não tenho muitos amigos. tenho bons amigos. menos de uma mão chega. 

"um dia vais voltar". está escrito.

Muaah @

1 de outubro de 2010

O melhor da noite de hoje foi o poder matar saudades de entrar numa discoteca.

Há muuiiiitooo tempo que não entrava numa (o Trumps não conta), e hoje soube-me pela vida.

O que vinha agora que nem ginjas era um hamburguer gigante, daquelas roulottes.

Mas, à falta de melhor, estamos em casa da Vera a fazer... massa com molho de tomate. só assim.
Muaah @

15 de agosto de 2010

#4 Momentos Sudoeste - eu e a Vera, a Vera e eu.

(não, claro que a foto não é do SW, mas eu fiquei tão mal em todas as fotos que tirei com a Vera no sw... que nem me atrevo a publicá-las).

eu e esta menina já fomos da mesma turma mas, por incrível que pareça, nunca nos demos muito enquanto lá estávamos. foi preciso mudarmos de curso (eu só de curso, ela de curso e de faculdade) para, um dia, do nada, começarmos a falar. e daí ficou. uma coisa vinda out of the bloom, do nada, de repente, sem qualquer previsão, ao completo acaso.

hoje posso dizer que ela é das minhas maiores (só porque não gosto de dizer "melhores", porque acho isso dos melhores amigos muito estúpido) amigas.

o que é que isto tem que ver com o SW? tem e muito.

parecendo que não, quando convivemos uma semana non-stop, num ambiente "agreste" como o do sudoeste (com aquele intervalo de 3 horas que dormíamos por noite, mas nem isso nos separou, porque eu não queria ficar a dormir numa tenda sozinha, por isso infiltrei-me na dela com a desculpa do "gosto de dormir com calor humano e a minha tenda está desprovida disso") com uma pessoa, começamos a conhecê-la melhor. normalmente, começamos a notar mais nos defeitos e nos "podres" dessa pessoa, então no caso de serem duas raparigas, normalmente o caldo está entornado (já todos conhecemos a dinâmica feminina).

isso ter-me-ia acontecido com outra qualquer gaja (apesar de eu ser "na boa" e não gostar de me chatear nem de maus-ambientes, se uma gaja tem o poder de me irritar, eu não tolero), menos com a Vera. no sw, em vez de nos desunharmos todas, aproximámo-nos ainda mais. houve declarações de amizade que me levaram lágrimas aos olhos, houve abraços durante concertos porque uma música nos dizia muito às duas, houve sentimento de preocupação mútua, se uma não estava bem, outra não estava bem, se uma não estava feliz, outra não estava feliz, houve inclusivé momentos de choro comuns, porque uma chorava e a outra não aguentava ver a outra a chorar. sempre disse que, com a Vera, tenho um entendimento que vai para além das palavras, acho que é mesmo a ´única pessoa com quem partilho essa sensação, aquela sensação de que não é preciso dizer nada, uma simples troca de olhares basta para sabermos o que a outra está a pensar. devido às nossas trocas de olhares "suspeitas", a nossa vizinhança até achava que "tínhamos uma cena lesbiana". quando nos contaram isso, rimo-nos tanto, e voltámos a trocar olhares, aqueles olhares só nossos, aqueles olhares que começamos a rir do nada, quanto mais o fazíamos, mais eles diziam "vês, vês?! olha a cena lesbiana toda aí no ar". fogo, mas com a Vera não, se alguma vez tivesse uma "cena lesbiana" com alguém, concerteza não seria com uma amiga tão próxima! mais do que amiga próxima, já a considero minha "irmã mais velha".

enfim... basicamente, tivemos momentos tão bons! o primeiro, e melhor, e momento que eu nunca mais vou esquecer, que tivemos neste sw, foi o momento em que estávamos no carro a ir para lá, e estávamos a ouvir a música "Beautiful", da Christina Aguilera... eu, toda lamechas como sou e toda emocionada, quando a Vera me diz "esta música é mesmo para ti cláudia... estão sempre a criticar-te". ai sim, apeteceu-me mesmo chorar, as lágrimas vieram aos olhos mas não chegaram a sair, eis quando a Vera tira os óculos de sol e estão a escorrer umas lágrimas... :')

e mais. a Vera é capaz de ser das pouquíssimas pessoas que me aceita, tal como eu sou, com os meus defeitos, sem me julgar! eu sei que posso dizer à Vera "Vera, eu reparo mais nas gajas boas porque já estou satisfeita com o sexo masculino..." e ela achar "o máximo eu ter dito isso", enquanto que outra pessoa qualquer ia achar-me maluca, lésbica, promíscua e tantas outras coisas que já me chamaram... nunca, mas nunca, me vou esquecer do que a Vera disse este Sudoeste: "sinto-me tão bem quando estou contigo, transmites boas energias, sinto que posso levar a vida a sorrir, deixas-me relaxada, sem ansiedade nem tensão, posso não estar com paciência para falar com ninguém, mas contigo sinto-me sempre livre", e "sabes porque eu acho que funcionamos tão bem, Cláudia? não é por sermos parecidas, não é por termos formas de pensar parecidas nem gostos iguais nem atitudes iguais, porque muitas vezes nem temos... é porque, independentemente de como eu seja, do que eu digo, do que eu faça, tu aceitas-me como eu sou, e tu não me julgas, nem eu a ti. conhecemo-nos e aceitamo-nos de forma tão natural, uma à outra. acho que é por isso que funcionamos tão bem". e a aceitação, isso sim, é mil vezes mais forte do que haver gostos, atitudes ou personalidades comuns entre amizades.



Para ti, Vera :)

Muaah @

10 de agosto de 2010

' Estou de volta, inteira e viva

(morta-viva, mas viva).

estou sem energia para escrever, neste momento só consigo ver a minha caminha pela frente... é lá que me vou enfiar já de seguida para dormir as próximas 12 horas.

quanto ao Sudoeste? epa, foi brutal.

foi uma experiência que valeu a pena todas as coisas más, péssimas: os problemas que tivemos com a vizinhança (ao início tínhamos uns dealer's mesmo ao nosso lado, e nós borradinhas de medo lol.. mas depois vieram uns príncipes encantados para nos salvar), a sujidade, o sair do banho e já estar suja pela poeira no ar, o nunca estar com os pés limpos, ter sempre aquela sensação horrível que estão cheios de pó (uma sensação que detesto), o termos de racionar comida (no último dia, então, foi quase um acampamento de sobrevivência, 3 pessoas desidratadas e com uma garrafa de água de litro, a beber aos poucos para durar o máximo possível... que horror!). valeu a pena pelas casas-de-banho NOJENTAS (como eu nunca vi, ao ponto de ter m*rda por todo o lado e de eu me aguentar toda até ir à cidade e a um café... só visto, porque contado ninguém acredita), pelos filmes que eram para lavar a loiça, pela lixeira autêntica que era aquele campismo no geral. mais um bocadinho (tipo assim, sem tendas nem sacos-cama) e estávamos no festival de WoodStock. só passando lá uma semana aprendi a dar valor à minha casa-de-banho limpinha, a poder sentar-me para fazer xixi, à minha cama de casal confortável (feita parva esqueci-me de levar uma esteira or so, então andava a dormir com pedrinhas espetadas nas costas, se bem que com o correr dos dias, a exaustão era tal que até isso me passava ao lado, quanto era para dormir, era logo onde calhasse), e o poder sair do banho e não estar instantaneamente suja... ahahah. o acampamento do Sudoeste é o local perfeito para ganhar anti-corpos, tal é a exposição à merda, por mais que uma pessoa tente ser minimamente higiénica, não dá... 

mas teve coisas boas, claro. as companhias, os reencontros com pessoas que não via, se calhar, há anos, e as novas pessoas fantásticas que conhecemos, os concertos (escusado será dizer que vibrei com o  Jamiroquai, com o James Morrison, com o Mika com o David Guetta e com algumas músicas dos Massive Atack, então aquela unfinished sympathy mata-me). as mocas, os dias passados na praia, os fins da tarde no "canal" (género de barragem que parece uma piscina), as noites passadas a rir, aquele autocarro old-shcool vermelho que nos levava à praia, género dos turistas (e andarmos lá em cima a apanhar com o ventinho? sempre que íamos à praia e não tinhamos boleia, quase que rezávamos para apanhar esse autocarro). éramos 3 gajas, sozinhas, e inicialmente estávamos "na merda" (por algumas razões que nem me quero lembrar), mas desenrascámo-nos tão BEM. correu tudo tão BEM (ou quase), que até custou sair de lá. aliás, eu só não suportava estar lá mais um dia por causa da sujidade, porque se fosse pela diversão, tinha ficado por lá mesmo. "o meu corpo pede descanso, um banho de água quente e uma cama fofinha, mas a minha cabeça pede diversão".

e por falar em banhos... e os banhos colectivos?! opa, para mim era o melhor de tudo. este ano, a organização do Sudoeste abusou no que toca ao apelo aos instintos sexuais. para onde quer que te virasses, era publicidade gratuita ao sexo fácil, mesmo que indirectamente, era só ter 2 dedos de testa (e não estar mocada) para perceber a mensagem subliminar da coisa. os banhos colectivos eram um óptimo exemplo. gajos e gajas, tudo ao molhe, a tomar banho em conjunto. por enquanto, este ano, ainda andávamos todos de bikini, mas pelo andamento que isto está a ter, não sei não =P havia jogos de carácter super sexual (como um conjunto de pessoas a passarem shampoo e gel de banho umas nas outras), o próprio ambiente era sexual, sensual or whatever, a água tinha de ser gelada porque o ambiente estava mesmo muito quente. de referir que o acampamento do Sudoeste foi, até agora, a maior concentração de gajos bons (e gajas boas) que eu já vi em toda a minha vida. em 10 pessoas, havia 9 sensuais/boas/bons, o outro era normal. a maior concentração de sensualidade ambulante por metro quadrado. e, claro, toda a gente adorava os banhos colectivos por isso. eu incluída. quem não gosta de estar a tomar banho de água fria - e já sabemos o que a água fria, geladinha, provoca a certas partes do corpo humano - com um montão de gajos bons à volta (e gajas, porque não admitir), com a música "car wash", ou até músicas de Marvin Gaye (como Lets Get It On e outras músicas a puxar ao sensual), tipo discoteca-a-tomar-banho-ao-ar-livre. um dos ambientes mais sensuais e mais a apelar ao sexo que eu já vi... :D

enfim, tinha tanto que contar, e estou com tanta preguiça para escrever.

mas...

o que acontece no Sudoeste, fica no Sudoeste. right?

"festival é festival, Sudoeste é toda uma experiência". uma experiência, uma aprendizagem...com muita diversão à mistura!



Muaah @

já referi que estou com um bronze espectacular? parece que me enfiei num solário, com o mesmo bikini, durante uma semana. e foi o que aconteceu, se formos bem a ver.

28 de junho de 2010

' And All That Jazz #29

6ª feira, dia 25, eu estou em casa. Acordo às 11h, como, volto a dormir. Acordo às 17h40. Sem qualquer perspectiva para o fim-de-semana, ligo à Vera para saber se ela quer ir à praia no Sábado. Ela diz para eu ir ter a casa dela, para irmos sair. Eu vou. Vamos sair. Eu, ela, o Alex (agora são room-mates, aqueles dois), e mais dois amigos alemães do Alex. Inglês, português e alemão à mistura. É nas alturas em que me vejo obrigada a falar em inglês que percebo que a minha pronúncia é horrível. “your friends must be thinking, what a terrible accent this girl has”. A noite está a ser fraquinha, por isso vamos para casa, mas gosto do facto de ter ficado a falar com a Vera até às 5h da manhã. Temos um entendimento que vai para além das palavras. Eu olho para ela, ela olha para mim, e começamos a rir porque sabemos o que a outra está a pensar. E tem sempre piada. É sempre algo muito estúpido que mais ninguém percebe.

No dia seguinte, Sábado dia 26, acordamos às 10h… para limpar a casa. É aspirar, limpar, lavar, esfregar, estender. somos 5, daí só termos demorado 2 horas a deixar a casa num brinco. Eu bem digo: tenho de os juntar para virem limpar a minha casa. Funciona. À tarde resolvemos ir à Quinta da Regaleira, porque o menino Alex quer mostrar os sítios mais bonitos de Portugal aos amigos alemães. Eu reclamo, critico, barafusto, porque tenho de pagar a entrada e estou curta de dinheiro. (depois de um fim-de-semana a falar inglês só me ocorre a expressão “short on Money”. É o que dá). E gosto pouco de árvores e insectos. Mas acabo por gostar imenso. Claro que ajuda o facto de irmos de carro. Apanhar transportes para Sintra, meus amigos, vão vocês que eu fico em casa, é bom que tenhas carro. Aparte de subirmos 2000 degraus e degrauzinhos e andarmos pela quinta umas 3 horas e nem vermos tudo, gosto muito. Adoro coisas histórias, adoro arquitectura histórica, se bem que fiquei desiludida com o interior do palácio, é fraquinho comparado com o Palácio da Pena, o forte da Quinta da Regaleira são os jardins, os túneis, os lagos, os poços, aquelas construções em pedra que parecem naturais mas são genialmente construídas.















Ao fim da tarde resolvemos ir ao centro da cidade. Eu, cansada como estou, aponto para o primeiro café que vejo, mas eles insistem em ir ao centro da cidade só naquela de se armarem em turistas. Mais não sei quanto tempo a andar. Chegamos lá, tudo demasiado caro, voltamos tudo para trás, paramos no café que eu tinha dito inicialmente, tinha preços normais. “para quê esta perda de tempo, eu disse logo para virmos a este”. As minhas pernas estão a chorar por esta altura, não hesito, entro, sento-me, peço o maior menu de hambúrguer que eles lá têm, don’t care about the Money, i’m too hungry. Ainda fico com fome. Tivemos um jantar trilingue e aprendi a dizer “ovo” em alemão, mas não sei como se escreve, e dispenso. Detesto alemão. Finalmente, vamos embora. Tenho de passar por casa para ir buscar um saco-cama, porque a noite de Sábado está a ser planeada “em cima do joelho”. No meio do stress de tentar tirar a Vera de casa, de arranjar comidas e bebidas à última da hora, lá vamos nós.

Domingo, dia 27. Já passa da meia-noite, acho eu. Passamos pelo Bairro Alto, compramos cerveja e 7up, groselha trouxemos de casa, vamos para o miradouro beber tangos. Só eu e a Vera, um momento a sós. O Sandro vem ter connosco, apanhamos o metro, vamos ter com os outros ao cais do sodré, para apanhar o comboio para a praia. Praia, à noite, perguntam vocês. Sim, praia à noite. Sempre quis passar uma noite na praia, mas não queria ir sozinha nem com 1 ou 2 pessoas. Para fazer isso tinha de ser em grande e com um grande grupo. Foi desta. A praia foi Santo Amaro e o grupo foi o do costume (eu, Bruno, Vera, Sandro, Peter e Nena; infelizmente o Alex não pôde ir), mais uns quantos que conheci nessa noite (Iva, Kiko, Gu… não me lembro do nome dos outros). Chegamos, marcamos território. Temos uma praia quase deserta (totalmente deserta à medida que entra a madrugada), um céu limpo com estrelas, poucas nuvens, um mar calmo e água não muito gelada. O vento está frio, mas não está muito forte. Conversamos muito, muito, rimos ainda mais, rimos até às lágrimas. uns bebem mais, outros menos, comemos o famoso bolo de chocolate da Nena, que já é presença obrigatória nestes convívios, eu e a Vera preferimos uma boa moca a uma bebedeira, daí nunca poder faltar aquilo a que nós chamamos da nossa amiga “Maria Joana”. A moca era tal que me esqueci de tirar fotos à noite para registar o momento. Até que chega aquela altura da madrugada em que o pensamento de “vamos ficar acordados até o sol nascer” desaparece. O álcool e o cansaço puxam. Eu e a Vera atingimos o pico da nossa moca e começamos a rir que nem loucas de coisas que eu não acho piada hoje, como o nome do cão do Sandro – “Jack/Jacques” (não dá para perceber, é uma private joke). A moca é tal que eu só digo “nunca mais vou beber, nunca mais vou fumar nada”. Os sacos-cama estão ali à mão, deitamo-nos, ficamos moles. A Vera adormece num ápice. O Sandro também. O Peter e a Nena estão aos beijinhos, os outros estão dentro da tenda, não sei onde está o Bruno. E eu não consigo dormir com o frio. Por isso vou dar uma volta porque começo a ficar chateada e mal-disposta, é a moca a passar mais a falta de sono e a birra do sono, e o frio, e tudo junto. O Bruno encontra-me algures no meio da praia (tipo um filme, eheh), vem ter comigo e fica tudo bem. Porque sempre que o vejo um mini-sol nasce dentro de mim. Ficamos a namorar um pouco ao nascer-do-sol. Consegui realizar aquela minha fantasia de fazer sexo na praia. Estava na lista dos “sítios onde quero fazer sexo” há demasiado tempo. Foi mais uma rapidinha, que já era de manhã e apareceram uns pescadores. Mas valeu o que valeu. Só a adrenalina de alguém aparecer, dado já ser de manhã por esta altura, valeu por tudo. Sex For Breakfast é tudo o que tenho a dizer. Finalmente consigo dormir uma horinha. Arranjo maneira de me meter dentro do saco-cama e, virada para o sol que está a nascer, fico com menos frio.
Acordo com um sol já bastante alto. A praia está cheia. Pergunto-me o que terão as pessoas pensado quando chegaram e viram um monte de gente a dormir em sacos-cama, outras pessoas com um ar de moca descomunal a olhar para o horizonte e só garrafas de álcool e cinzeiros à nossa volta. Alto cenário. Quem via aquilo, meu deus. Voltando à hora a que acordei. Saio bem devagar do saco-cama e começo a despir peça de roupa a peça de roupa de meia em meia-hora e faz-me extrema confusão como é que as pessoas na praia estão de bikini se eu estou a morrer de frio. Mas quando me dispo não tenho frio nenhum, e como sou prevenida, já tenho o bikini vestido. Finalmente estreio a minha nova toalha de praia - da Marilyn Monroe. O xixi aperta, casa-de-banho é mentira, nada aberto, e o café mais próximo, que fica quase fora de vista, tinha de consumir. meus amigos desculpem-me mas tenho de ir ao mar. foi a primeira ida ao mar da praia de 2010: para fazer xixi. Deito-me ao sol, a vera resolve acordar. Vamos à água de propósito só para voltar para a toalha e ter aquela sensação óptima de fumar quando se sai da água do mar. eu não digo que temos um entendimento comum? Nós olhamos uma para a outra e pensamos “vamos à água”. Quando saímos, olhamos uma para a outra e pensamos “vamos fumar”. Eu saco do maço e tiro um cigarro para ela. Palavras não são precisas. É das melhores sensações do mundo e chego mesmo a ter pena de quem não fuma, nunca vai ter aquela sensação do que é fumar um cigarro quando se sai da água da praia. God, so good. Mais umas quantas idas à água e muito óleo bronzeador depois, resolvemos ir embora. Nem quero acreditar na quantidade de coisas que tenho de levar. Para além das tralhas todas que já tinha trazido, ainda tenho a roupa que tinha vestida na noite anterior, e os ténis (entretanto troquei para as havaianas), e mais um saco-cama, para além do meu, que o Sandro não pode levar e pede para eu guardar em minha casa, mais as coisas que não cabem na mala da Vera – já vos contei que a minha mala é a mala do povo? Todo o mundo manda coisas lá para dentro só porque ela é grande. Vou ter de começar a cobrar. Se vim carregada com 5 kilos, volto com 10.

 Quando chego a casa, nem quero acreditar. A primeira frase que me ocorre é: home, sweet home. Encho o quarto de areia a arrumar as coisas, tomo um dos banhos mais refrescantes da minha vida e deito-me no sofá. Dormi 5 ou 6 horas. Acordo cheia de dores musculares e de cabeça. Faço uma pausa para jantar e ir à net. Tomo uma aspirina. Vou para a cama e continuo o que estava a fazer à tarde. No dia seguinte acordo ainda mais partida.

hoje tive de levantar o rabinho da cama para ir fazer baby-sitting. gastei tanto dinheiro no fim-de-semana que, dê lá por onde der, tenho de o repor. mas até gostei e até passou rápido. o Gui já fala, já faz a maioria das coisas sozinho, hoje foi mais fácil de lidar. está com varicela.

agora estou em casa dele (Bruno), ele queria obrigar-me a ver um jogo de futebol mas eu fuji a tempo. uff.


Foi cansativo. Muito cansativo. Acordei no dia 25 e, de repente, era dia 28, quando voltei à "vida real", quando abri a agenda, quando pensei no que tinha de fazer. nem tive tempo para pensar. Mas foi a melhor maneira de começar o Verão. Estou oficialmente apta para ir acampar ao Sudoeste. Estou para o que der e vier.

A banda sonora do fim-de-semana foi WhooHoo da Christina.

Por razões que só nós sabemos :)



Muaah @

fora tudo isto, acabei agorinha mesmo de saber que acabei com 12 a uma cadeira que jurava a pés juntos que ia chumbar. foi exame. estudei um dia antes. foi MILAGRE. eu que dizia que se passasse com 9,5 chorava. 12 neste exame para mim foi como se tivesse tido 18 noutra qualquer.

27 de junho de 2010

' Estou viva.

Aproveitei estes dias que estive sem vir à net para deixar agendados mais alguns posting's com os meus diários. 

O fim-de-semana foi cheio, apesar de ter acabado hoje ao início da tarde, estive o dia todo ocupada a sacudir areia de diversos objectos, tomar banho e dormir longas horas.

agora vou tomar uma aspirina e continuar a fazer o mesmo, dado que estou com uma dor de cabeça que só visto. só de pensar que amanhã tenho de ir fazer baby-sitting, até me dá vontade de chorar. porque é que eu disse que sim? dava tudo para ficar um dia inteiro em casa e aspirar a areia que está no chão do meu quarto.

ao fim de muitos anos, finalmente consegui acampar uma noite na praia. é daquelas coisas que dizemos que temos de fazer, um dia, mas não sei porquê, acaba por não acontecer. desta vez aconteceu. foi a primeira ida à praia este ano, e começou logo em grande. dormir foi mentira (no fim-de-semana todo dormi 5 horas no máximo), mas a companhia foi a melhor. amanhã trago fotos.

neste momento, a minha cama chama desesperadamente por mim. só passei por aqui para dizer que estou viva, morta-viva mas viva, e esta é só a transição entre o sofá e a cama.

Muaah @

24 de maio de 2010

' Detesto falsos pudismos e moralismos.

Já aqui tinha falado na questão da falsa sinceridade.

Hoje venho falar na falsa-noção-do-que-amizade-significa.

não, não vou colocar aqui a definição de amizade porque já estão fartinhos de saber o que é e têm mais que fazer da vida.

mas tenho que dizer que não concordo com muitos clichés que por ai são ditos (inclusivé e sobretudo na blogosfera), ideias-feitas, do género: "os amigos verdadeiros estão lá para todas as ocasiões. se, quando precisares de ajuda, um amigo não estiver disponível, não é verdadeiro, é de conveniência".

opa, desculpem se vos choco, mas não concordo com isso.



primeiramente há que definir "todas as ocasiões". uma coisa é um amigo meu ser roubado quando estava a caminho da minha casa e eu dizer-lhe "apanha um táxi que quando chegares eu daqui pago ao homem" (e isto aconteceu mesmo). outra coisa é uma amiga ligar-me e dizer-me "furei um pneu" e, se eu disser "agora estou a trabalhar, não posso, mas chama o apoio técnico, que era o que eu faria no teu lugar", ela ficar toda ofendida porque "eu não estava lá para a ajudar". o que é que ela quer que ela faça? que lhe vá mudar o pneu?

há pessoas que confundem "todas as ocasiões em que precisas de ajuda" com "todas as ocasiões que te sentes sozinho e precisas de alguém para foder o juízo". eu não vou deixar a minha vida para trás e deixar de fazer coisas importantes que tenho para fazer porque uma amiga minha partiu a unha do dedo mindinho do pé.

mas há pessoas que ficam ofendidas se não estamos lá 100% do tempo, "twenty-four-seven", para tooooodas as ocasiões em que precisam. começam logo a disparar que não têm amigos verdadeiros e que são umas coitinhas, coitadas, que ninguém lhes liga nem dá valor, que usam e abusam delas, e que "estão sempre lá" quando é preciso, e quando elas precisam os outros não estão lá. DISCURSO DE VÍTIMA.

as pessoas têm de entender que os amigos têm uma vida própria para além de si mesmo. e não ir a correr consolar a "amiga do coração" porque ela teve um dia de merda no trabalho não significa não ser amiga. significa que se calhar eu também tive um dia de merda em todos os aspectos, e eu estou primeiro. não vou esquecer dos meus próprios problemas para ir consolar a minha "amiga do coração" todos os dias que ela tiver um dia de merda.

sei que posso parecer egoísta a dizer isto, mas sim, eu venho primeiro. e se eu tenho a consciência de que não vou estar a ligar a meio-mundo para contar que hoje encontrei a amante do meu pseudo-namorado (que nem é meu namorado) e fiquei toda chorosa e ciumenta, porque compreendo que as pessoas têm os seus problemas e não as culpo de não estarem disponíveis para me ouvir, também não espero isso dos outros.

nem do Bruno eu espero isso. às vezes tenho dias de merda e não me apetece chateá-lo. porque não é o fim do mundo. porque se calhar estou só com a birra do sono, durmo uma sesta e fico mais bem-disposta. de que me vale fazer um escândalo de que é o fim do mundo, se depois fica ele aborrecido e fico eu aborrecida porque ele não veio a correr para os meus braços??

e, pior, são aquelas pessoas que batem sempre na mesma tecla. dizerem-me over and over que X e Y e faz e acontece e eu gosto tanto dele e ele é tão cabrão, e eu digo o que acho, digo a verdade, sou sincera e digo: "acho que devias deixar de vê-lo em vez de ires a correr para os braços dele com o rabinho entre as pernas sempre que ele te chama, depois de fazer merda da grossa". não importa que ela chore, não importa que ela grite, não importa que ela vá falar a todo o mundo que eu não sou amiga dela. eu disse-lhe a verdade, disse-lhe o que achava, enxaguei as lágrimas 10 vezes, não vou enxaguar a 11ª. ganha juízo e faz algo pela tua vida, porque ninguém mais o pode fazer por ti. eu disse-te uma verdade, não andei a rodear com paninhos quentes nem a dar-te razão quando não tens, "ai coitadinha, que tens razão, ele é mesmo um cabrão de merda, tu não mereces, tu não tens culpa nenhuma", e repetir o mesmo falso discurso sempre que ela me ligar a chorar.

não, essa conversa não pega comigo. amigos estão lá nas ocasiões certas, sim, mas nem todas, nem sequer têm essa OBRIGAÇÃO. a amizade não é nem deve ser uma obrigação. no final de contas, na vida inteira, por mais pessoas com quem te cruzes, só te vais ter a ti mesma, não é bom nem saudável criar DEPENDÊNCIAS, estar habituado a que à mínima dificuldade alguém largue tudo para vir consolar a menina/o por uma merdinha de nada. há ocasiões, e há ocasiões. cabe-nos a nós, também no papel de amigos, distinguir entre aquelas que vale a pena apoiar e aquelas que não. temos de aprender a estar sozinhos, a sermos independentes, e a lidar com os problemas de uma forma saudável e não dependente dos outros. amizade é um valor muito bonito, sim, concordo absolutamente, mas amizade não se pode tornar sinónimo de dependência, ao ponto de perdermos a independência, a individualidade e a capacidade de resolvermos os nossos problemas on our own.

resumindo e concluindo, essa cena do "ah os amigos têm de estar presentes para TODAS as ocasiões" a mim não encaixa. soa a discurso de pessoa egoísta que se esquece que esses mesmos amigos têm uma vida própria e problemas próprios e não podem estar sempre disponíveis e ter um bip consigo caso alguém o chame. isso, para mim, não passam de falsos moralismos.

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esta "inspiração" foi fruto de uma conversa pseudo-filosófica com a Vera, enquanto esperávamos pelo taxi depois da festa dele. já não dormíamos há 30 e tal horas seguidas. nota-se a revolta da falta de sono?? xD

23 de maio de 2010

' Já deve ser da idade. / O MEU MAG (*) FEZ ANOS!

Perdi a paciência para jantares e saídas. Jantares de anos, jantares de curso, jantares de isto e daquilo. Já tive muito mais "in" nessas coisas, adorava ir todas as semanas a algum jantar, beber à descrição, e a seguir ir sair. Agora... bom, agora estou muito mais "voltada" para festas em casa. Prefiro. 

Repara:

  • nos jantares, tu pagas, no mínimo, 12 euros, por um pratinho (que às vezes nem podemos repetir) e bebida à descrição. e quem não bebe? fica a arder, ah pois é. que eu saiba, um prato com um bife, arroz e batatas fritas nunca custa 12 euros
  • nos jantares, a organização é caótica, e mais nada a dizer (há sempre alguma coisa que corre mal, desde a marcação do restaurante à hora do pagamento, porque há sempre alguém que não pagou, ou não pode pagar, ou erro no troco, ou blá blá blá)
  • nos jantares, por vezes tens de aturar pessoas que não suportas. és convidado pelo aniversariante (ou what so ever) e não conheces mais ninguém, e depois olhas à tua volta e, por mais que tentes, é um grupo e gente que não suportas nem consegues imaginar relacionar-te com eles.
  • nos jantares, há aquela obrigatoriedade implícita de sair. ou para um bar, ou para uma discoteca, ou para a rua
  • e, no fim disso tudo, ainda tens de pensar em como voltar para a casa.

posto isto, não há nada melhor do que:

  • juntar um grupo pequeno de pessoas que se conhecem e que tu sabes que se dão bem entre si, em tua casa
  • não gastas dinheiro nenhum (12 euros de um jantar dá para comprar muitas pizzas congeladas e bebidas alcoólicas há sempre alguém que trás, ou tu tens, tabaco divide-se; depois há sempre alguém que trás sheesha e ganzas e tal, coisa que nos restaurantes e nas discotecas nunca podes fazer)
  • estás "na descontra", dentro de casa ou lá fora, se tiver bom tempo; a ver televisão, na net, a jogar, a conversar, whatever. com a gente maluca que eu costumo trazer cá para casa até lap-dances já fizemos (depois da ingestão de uma quantidade de álcool considerável) :O
  • podes CONVERSAR sem ser a gritar, coisa que num restaurante cheio de putos aos berros ou numa discoteca, é impossível
  • não tens de pensar em como vais voltar para casa. se a pessoa for mesmo próxima de ti, de certeza que te vai "deixar" ficares lá a noite toda a 'dormir' (e nunca ninguém acaba por dormir). como eu, que faço uma festa para Sábado mas ela só acaba na 2ª feira x)

    por isso, a moda dos jantares + saída para mim já deu tudo o que tinha a dar. já andei muito nessas vidas, todas as semanas eram 20 euros para os restaurantes e discotecas lucrarem, eu própria festejei alguns aniversários dessa forma. mas já não acho piada. já são os 20 anos a puxarem. já deixei de ir até, já não acho piada, só vou se for uma pessoa realmente próxima de mim. agora estou mais numa fase em que prefiro festas em casa.

    neste caso, e minha casa. ah pois é. o meu maior MAG (*) - ver definição no fim do post) fez anos e eu propus que ele fizesse a festa em minha casa, em vez de nos ir fazer gastar dinheiro em jantares e também porque, já que a minha correu tão bem (ninguém vomitou, ninguém sujou nada de maior nem ninguém caiu do meu terraço abaixo - que era o maior medo da minha mãe, LOL), queria imenso repetir. assim foi.

    primeiro, começou tudo por correr mal. o Alex não veio (o que tirou logo metade da piada a tudo), o bolo de anos que comprámos para ele virou-se ao contrário, havia pessoas que se cortaram à última da hora...enfim! achava que estava com tal mau-karmm, que achava que nada podia correr pior nessa noite.

    mas (felizmente) as coisas começaram a correr tão bem que, às 9h da manhã, eu ainda não tinha visto a cama. às 10h estávamos no Starbucks. voltámos para casa, almoçámos. tarde igual à noite. conversa, risos, conversas filosóficas, danças, maluqueiras... bem... com isto tudo fiquei 2 dias inteiros e uma noite sem dormir e eu sou muito sensível a isso (agora já sei que quando adormecer vou dormir 14 horas seguidas). estou com uma MOCA tão grande, mas tão descomunal, do sono, do álcool e das ganzas ainda a correr nas veias, que apareci à frente da minha mãe com o cigarro na mão (não é que ela não saiba que eu fumo, mas não gosto que ela me veja a fumar/com o cigarro na mão) e já andava a chamar pessoas que já tinham ido embora há algumas horas, ou até mesmo andar à procura do maço de tabaco estando com ele na mão, enfim... uma moca tão grande que já nem sabia o que estava a fazer.



    enfim... para variar estou super podre e só me apetece ir dormir (que é o que vou fazer a seguir), mas tinha de vir aqui partilhar....

    ...que tenho tanto orgulho por ter um melhor amigo assim como ELE :]


    e quero repetir mais vezes esta experiência!!!!
    ficar a noite toda a rir, a fumar, a beber, a comer, a dançar, a ter conversas das mais parvas e idiotas às mais filosóficas... e no dia seguinte quando toda a gente for embora eu ouvir da minha mãe porque "fizemos muito barulho e ninguém dormiu"... e depois ir tomar um banho super relaxante e dormir MUITO. opa, é das melhores coisas da vida.


    Muaah @

    (*)MAG - Melhor Amigo Gay - (inteligente) definição tirada daqui.

    Aparte: o "achas que sabes dançar?" ganhou um novo respeito por mim quando, numa coreografia de grupo, dançaram brodway com all that jazz. WOW!!!! descobri que ouvir All That Jazz com uma moca de tal tamanho, sabe ainda melhor.