26 de setembro de 2010

' E por falar em drogas...

uma noite destas encontrei este blog por acaso e li-o todo do início ao fim:


apesar de ser prática recorrente entre os bloggers encontrar blogs que adoram e lê-los todos numa só noite, eu nunca o tinha feito. dividia sempre em 2 ou 3 noites e não fazia mais nada, só lia esse blog. e era aqueles que gostava mesmo muito.

este foi diferente. estive de queixo caído do início ao fim.

adorei e, apesar do dono ter acabado com ele, recomendo...

Muaah @

25 de setembro de 2010

' E-drugs.

Já ouviram falar?

sessões de 30/35 minutos de batidas binárias, com diferentes frequências em cada ouvido, que provocam os mesmos efeitos no cérebro que várias drogas leves e pesadas.



Pelos vistos já existem há anos, mas só soube a existência delas quando o Bruno me mostrou um artigo no jornal.

Resolvi ir pesquisar e cheguei ao famoso site I-Doser. ofereceram-me uma data de sons ao registar-me, e blá blá. (sim, que para experimentar não vou pagar, né).

Aquilo tem de tudo, do mais forte (heroína, metanfetaminas, etc.) ao mais fraco (efeitos de um simples café, por exemplo, ou de haxixe, ou do álcool). Tem a vantagem de não fazer mal fisicamente (não tem efeitos no fígado, como o álcool, nem nos pulmões, como as ganzas, nem no corpo todo, como as drogas mais pesadas), e provavelmente não é fisicamente viciante, o que já são 2 boas vantagens e que faz com que valha a pena experimentar.

Confesso que estou céptica, não sei em que medida é que posso ficar bêbada só a ouvir sons, mas pelo que tenho lido, em algumas pessoas funciona mesmo. também depende da receptividade da pessoa.

Tenho os sons no mp3, mas não tenho coragem de ouvi-los sozinha, apesar de ter uns levezinhos, e nada de coisas alucinogéneas (como estava no jornal um rapaz a dizer que tinha visto o pai natal... nã, alucinar não é comigo, até tenho medo dessas coisas).

Só vou ouvir quando tiver alguém para ouvir comigo!! lol

o cérebro humano é tão fácil de manipular...

Muaah @

24 de setembro de 2010

' Esta intrigou-me... hmmm...

estava eu muito bem a passear pelo Google Earth, à procura de uma ruazinha em Lisboa, e já que estava lá resolvi ir espreitar outros sítios, até que me lembrei de "ir a casa". e  qual não é o meu espanto quando vejo este macabro desenho na relva do jardim ao pé de minha casa.


pode ser "VIP" ao contrário, ou pode ser simplesmente ali o belo do pénis ilustrado, mas sendo assim não percebo o sentido das outras letras. "JIA"?

fiquei meia hora a tentar decifrar isso, e amanhã de certeza que vou por lá passar quando for apanhar o autocarro.

estranho, han?

também descobri que ao meu redor há um montão de gente com piscinas. também quero!!

Muaah @

23 de setembro de 2010

' Bear Grylls, leva-me contigo para a floresta da Amazónia.








Bear Grylls. Sobrevivência 
(Discovery Channel, todos os dias úteis às 20h20)

O gajo escala montanhas, mete-se dentro de glaciares, come gafanhotos, escaravelhos, baratas, cobras; bebe a própria urina, espreme a água que há na comida digerida dentro do estômago de um camelo morto, ou das fezes de um elefante; mete-se dentro de um camelo morto para se proteger do calor.

Bear Grylls é o meu novo ídolo. ADORO-O. mas, sobretudo, ADMIRO-O. porque me faz ficar 55 minutos todos os dias de queixo caído em frente à TV, e me fez ganhar um novo e inegável respeito pela natureza, só de vê-lo naquelas situações. chega as 20h20 de cada dia e é hora de ver o meu Bear. se não der, a box grava automaticamente.

Além disso, e aqui entre nós meninas, o Bear é muito jeitoso, não é? adoro quando ele faz aquela carinha laroca de quem está a provar comida de um restaurante novo, a saborear uma barata. :D

Bear, leva-me contigo para as montanhas!!! por ti, até sapos comia.



Muaah @

22 de setembro de 2010

' Ultimamente, a minha companhia para os banhos tem sido...

a Christina Aguilera (para variar).



sobretudo a versão da Christina da At Last (originalmente da Etta James, senhora aí de cima).

eu grito, eu berro, eu faço caras, tudo enquanto lavo o cabelinho. tipo isto:



sobretudo quando é a Mercy On Me, a Walk Away ou a Impossible.

não canto mal de todo, acerto nas notas altas (o problema é não gostar nadinha da minha voz), mas é só se tiver sozinha. por isso acho que nunca ninguém me ouviu a dar o meu melhor, porque eu nunca canto no meu melhor à frente de ninguém, literalmente.

ainda assim acho que devia ir para os cromos dos ídolos =P

sabe-me pela vida e é uma forma de libertar tensão. afinal, quem canta, seus males espanta...

 com a tensão que estou hoje, então, bem que posso ir berrar o álbum inteiro dela. há situações que me chateiam e pessoas que perdem boas oportunidades para ficarem caladas. apetece-me partir coisas!

Muaah @

21 de setembro de 2010

' Praxes.

I already got over it.

Já não acho piada às praxes.

Achei piada quando fui praxada, e achei piada quando praxei. Vivi bem esse momento da minha vida, tenho boas recordações, tenho histórias interessantes, divertidas e caricatas para contar aos meus netos, agora é um capítulo fechado. Este ano, estou fora. Não estou com feeling nenhum para ir para as praxes. Acho que a praxe é mais para os que são praxados pela primeira vez, e os que praxam pela primeira vez (ou seja, para os caloiros e para os que passaram para o 2º ano, acho que se chamam pastoranos). Depois disso, perde a piada, deixa de ter piada todos os anos bater na mesma tecla, fazer as mesmas coisas,  ir às mesmas reuniões durante as férias, preparar as mesmas coisas (material, fatos, músicas, jogos, bleeeh, secaaaa), estar as mesmas  horas debaixo do sol com o traje, a derreter, mas com pessoas diferentes, pessoas para as quais isso sim, é novidade.

Já passei essa fase. Já vivi tudo o que tinha para e queria viver relacionado com isso. este ano, sinto-me mais adulta, mais pacífica, e com menos paciência também. por isso, este ano, vou abster-me dessa prática. (ainda por cima o tema deste ano é desporto, god, no). tenho recebido imensos mails dos meus dois cursos (o antigo e o actual) e vou sabendo de umas coisas... para além de ter de ir a  milhentas reuniões, e do tema ser desporto, ainda tinha de contribuir monetariamente. non. o traje vai ficar guardadinho no closet e para mim as aulinhas já começaram. (depois há aquela fase em que durante um mês todo o mundo só fala das praxes e eu vou estar away, mas não me importo, passa rápido).talvez passe por lá um dia ou outro entre aulas, mas não pretendo ficar lá muito tempo. e se passar é nas do meu antigo curso. porque sinceramente, tirando algumas pessoas, claro, as pessoas do meu curso em geral metem-me um bocado de nojo (muito delicada nas palavras, eu).

Muaah @

20 de setembro de 2010

' And All That Jazz #34 - continuação.



Ando desmotivada, mas não no mau sentido. Se isso é possível? Sim!

Ando desmotivada, não por estar triste ou em baixo, mas sim porque não me apetece fazer mesmo nada.

Sou daquelas pessoas que, ou faz muito, ou não faz nada. Não funciono a meio gás.

Se começar o dia de uma forma pouco produtiva, o resto do dia já não vale a pena, já não vou fazer nada de jeito.

Na verdade, continuo a ter ideias para escrever (este fim-de-semana prolongado ainda fiquei mais, dado que tivemos a falar de muitas coisas interessantes...eheh), mas ando sem paciência.

Além disso, tive em casa da Vera até hoje, e consegui a proeza de me deixar ir ao gosto da maré - é uma proeza para mim, que gosto de ter controle sobre tudo - não abri agenda, não liguei às horas, só ia dormir quando tinha sono ou quando já todo o mundo (éramos 4 em casa dela) queria dormir, o que resultou que ontem, disse "vá, amanhã vou às aulas e regressar à normalidade", mas deitei-me às 9h da manhã com o despertador para as 12h (agora tenho aulas de tarde, que chatice), mas caguei de bem alto nas aulas e fiquei a dormir.

há pouco voltei a casa e está a custar-me voltar à normalidade, à rotina, ter coisas que fazer, mails para mandar, a tempo, com horas, com responsabilidade. tenho os horários todos trocados e apetece-me continuar assim, não me preocupar com obrigações e deixar-me seguir "ao gosto da maré", abdicar do controle que preciso sempre de ter sobre tudo, não ter aquela pressão de fazer nada, de "ai tenho que actualizar o blog", "ai tenho que ir ao facebook", "ai, tenho de ir ver os horários", "ai, tenho de ir tratar dos documentos do erasmus", "ai, tenho de ir dormir", "ai, tenho que acordar".

não me apetece. pronto. não me apetece. estava a saber-me tão bem estar em casa dela.

19 de setembro de 2010

' And All That Jazz #34

Ando a ficar sem inspiração/paciência para escrever coisas no blog.

18 de setembro de 2010

' Conversas Sobre Sexo #12

A maioria dos meus colegas de Psicologia vai seguir áreas como Psicologia das Organizações, Psicologia do Desenvolvimento, Psicologia Clínica, Psicologia aplicada à Investigação...

e eu também, estava a pensar ir para a do Desenvolvimento (só porque tive uma cadeira disso e gostei bué, duh).

mas, um dia destes, tive uma epifania e decidi que gostava de seguir...

SEXOLOGIA.

life would get even more spicy.

Muaah @

16 de setembro de 2010

' It took him a long time to get here, but he's here, and he's the one



A primeira coisa que ele me diz quando eu acordo (nas noites que passamos juntos) é "és tão linda". é capaz de não me elogiar quando estou toda bem vestida, maquilhada e penteada, mas acha-me linda cheia de remelas, com olhos de sono, despenteada e de pijama (ou sem ele).

O Bruno não me escreve poemas de amor, não me oferece flores (mentira, uma vez ofereceu, mas pronto não é hábito), não me faz serenatas, mas é capaz de chegar a minha casa num sábado de manhã com 2 caixas de cereais, que ele comprou com os últimos 5 euros que tinha nesse mês, porque eu lhe disse na noite anterior que não tinha pequeno-almoço em casa (para ele comer em casa).

Ele pode não me levar a sítios fantásticos, mas é capaz de gastar os 40 euros do pouco que vai tendo disponivel por mês para comprar o passe para vir ter comigo.

Pode não me levar a restaurantes finos, e só ter dinheiro para me pagar um menu no McDonalds uma vez por mês, mas sempre que vou a casa dele durante a semana tenho um almoço pronto, e feito com carinho, e sempre delicioso.


Pode não me levar a sair à noite, porque detesta e porque normalmente nenhum dos 2 tem dinheiro para isso, mas ele prepara-me um spot maravilhoso no meu "terrasse": numa noite de verão, um edredon no chão, almofadas, velas, martini com gelo, uma noite estrelada.

Ele faz o melhor que pode, o melhor que consegue. sei que ele dá tudo de si quando é para me agradar. e, por isso, dou-lhe valor.

não quero um namorado que me pague tudo, que me compre roupas, que me pague sessões de cinema, jantares, almoços, diversão. já tive disso, namoros em que não andava de autocarro durante semanas porque tinha boleia para todo o sítio, relações onde só saíamos, só nos divertíamos, recebia sempre presentes a cada mês de namoro, nos anos e no natal, sempre demasiado mimada a nível material. e no entanto, esta relação, a mais "desmaterial" de todas, preenche-me mais do que qualquer outra.

quero, e sempre quis, um namorado como o Bruno. com o pouco que tem, faz a minha felicidade toda. plena. estejamos onde estivermos a fazer seja o que for. desde que seja com ele.

e as coisas maravilhosas, são sempre as mais simples.

"It took him a long time to get here, but he's here, and he's the one"


ah, a propósito, hoje fazemos 8 mesinhos. :)

15 de setembro de 2010

Sim, é o mesmo blog.

apeteceu-me mudar um pouco.

14 de setembro de 2010

' Isto pode parecer ridículo,

mas eu estou mesmo farta de estar de férias.


tudo o que é demais enjoa e eu preferia ter 3 semanas de aulas por mês e 1 de férias, e ir intercalando as férias ao longo do ano, do que chegar ao Verão e ter 3 meses de férias.

esta semana, ao menos, sempre estou entretida com alguma coisa: o tal estágio. hoje cheguei lá toda entusiasmada a pensar que ia ajudar a correr uma experiência, mas a supervisora pôs-me a... recolher participantes. só pensei "que merda", mas depois olha, ganhei coragem e lata para meter conversa com as pessoas e perguntar se queriam participar num estudo que só demorava 15 minutos... fiquei surpreendida, porque estava à espera que me mandassem passear (normalmente é o que eu faço quando me perguntam a mim se quero ir participar num estudo), mas as pessoas aderiram muito bem, só levei uma tampa (mas também andava a observar quem tinha cara de simpático...eheh). as pessoas aderiam mesmo antes de eu dizer que pela participação, ofereciam um voucher da fnac de 5 euros (acumuláveis). seria do meu sorriso colgate? ahahah...
agora não me posso fazer de esquisitinha quanto a trabalhos que me aparecem, para além de estar em regime de contenção de custos, estou em regime de ganhar o máximo possível para poupar. e, claro, eu não andava a chatear as pessoas se não fosse paga para isso.


estou espectacularmente melhor. o que um bom enfermeiro não faz...


Muaah @
Doente, dorida, cansada & desmotivada.

sensação da maior porrada que eu já levei na vida.
não há chás, nem doces, nem jantarinhos feitos pela "sogra" (dos quais não sinto o sabor), nem aspirinas nem ben-u-rons que me façam passar. mas tenho um enfermeiro muito sexy, lindo e querido que alivia as dores. recomendo.

12 de setembro de 2010

' Dantes, só havia seres humanos, agora...

Cabelo loiro, franja para o lado ou cabelo para trás, baton do cieiro branco, piercings nas orelhas, um colar simples, um top justo a mostrar a barriga, calções minis com sandálias fly, no verão, calças skinny com botas de campismo da timberland, no inverno, pulseiras até ao cotovelo das discotecas e festas onde foram, unhas pintadas de vermelho. O que mais dizem é "vamos ao ABS? tenho guests/conheço o segurança" com aquele ar de que são as maiores e os seres mais sociáveis. entram na discoteca (normalmente, loft ou garage ou abs), e pedem um vodka. fazem qualquer coisa parecida com o movimento de dançar (mas sempre com muita atenção ao cabelo), ao som de yves larock ou david guetta. olham para um rapaz, que provavelmente se chama Francisco, Martim, Gonçalo, Afonso, Lourenço, Bernardo ou Salvador , desviam o olhar, olham para o outro, desviam outra vez, ao fim da noite já curtiram com 10 só para provarem que são as maiores. na manhã seguinte ligam à pseudo-melhor amiga e o discurso é qualquer coisa como isto: "miga, nem sabes! ontem fui ao abs e apanhei uma bebedeira do caraças! os gajos estavam a olhar para mim!! comi o Martim e o Afonso... mas não sei que fazer em relação ao Vasquinho! estou mesmo mal, hoje. estou com uma ressaca... acho que os meus cotas perceberam... agora não me deixam ir ao Loft na próxima semana e tiraram-me a minha semanada!! a minha vida acabou!!". depois, claro, vão para o facebook escrever "tenho as melhores amigas do mundo... se não fossem vocês, nem sei o que fazia da minha vida!!@@@". Normalmente, as suas aspirações profissionais são ser modelo ou  relações públicas. são todas iguais, não dá para distinguir a Matilde da Leonor se houver uma concentração de betas.



Cabelo "à foda-se", sweat-shirt descontraida para mostrar o "6 pack", calças rasgadas e havaianas ou vans no Verão, botas de campismo da timberland no Inverno, no pulso um relógio gigante. O que mais dizem é  "puto, vamos ali à porta do colégio fumar um pica", "puto, nem sabes, ontem fui a casa da Constança/Martinha/Leonor, e..", "puto, os meus cotas ofereceram-me o carro/mota (tirei a carta a semana passada), vamos fazer umas corridas ali na recta do estoril". entram na discoteca (loft, garage ou abs), fingem não querer saber de nada nem ninguém, cumprimentam os amigos, pedem um vodka, fazem algo parecido com o movimento de dançar, ao som de yves larock ou david guetta. olham para uma rapariga, que provavelmente se chama Maria, Mariana, Matilde, Madalena ou Constança. não abordam a rapariga com conversa nem a oferecer uma bebida. os betos abordam as betas ao começar a dançar com elas "por trás" (chegam ao pé da beta e agarram na cintura dela). no dia seguinte, ligam ao amigo e o discurso é qualquer coisa como: "eia puto, nem sabes... ontem apanhei uma bezana do caralho, comi a Madalena, e depois a Maria viu tudo e saiu a correr e a chorar... puto, sou o maior, as gajas boas andam todas atrás de mim...". as suas aspirações profissionais são: nulas (só querem ser "cool" e não precisam de trabalhar porque os pais são ricos, só andam na escola para socializar), ou continuar com a empresa da família. não dá para distinguir os betos entre si. têm os cabelos iguais, as roupas iguais e falam de forma muito semelhante, não dá para distinguir o Bernardo do Lourenço.


Vivem no Restelo, na linha de Cascais ou na Lapa, frequentam colégios caros e 2 dias depois de passarem no exame de condução já têm carro oferecido pelos papás. Tratam os papás por "você", têm empregada, um garfo e uma faca para cada prato e comem as bananas com talheres (*), são bem-comportados e uns meninos e umas meninas, no sentido mais literal da palavra, mas só em casa; fora de casa, com os amigos, tentam ser os mais "cool" do grupo; vão para a porta do colégio privado fumar um cigarro, mas nem sabem travar - é só mesmo para impressionar. as gajas fingem estar bêbadas e fazem figuras de parvas de propósito só para chamar a atenção.

o pior? é que eu já fui um deles. já fui uma BETA. vivi neste mundo durante MUITO TEMPO. as diferenças era que não era loira, não fazia tantos dramas, nem tratava os meus pais por você... ainda bem que passei essa fase...

querem ver a minha versão beta??

noite dos meus 19 anos. que maniazinha.... =P

Muaah @

(*) e não pensem que isso de comer bananas com talheres é um exagero; falo por experiência própria: um dia fui a casa de uma colega para fazer um trabalho de grupo e, sim, tive de comer uma banana com garfo e faca... mas o que mais me surpreendeu de tudo foi mesmo... os pais dela tratarem-se por "você" entre eles...

11 de setembro de 2010

' Estou, oficialmente,

em regime de contenção de custos.

Acabaram-se os almoços, lanches e jantares fora. Comer sempre em casa, levar comida sempre de casa. Vou dar uma estalada a mim mesma de cada vez que pensar "se for só um hamburguer do euro-poupança, não faz mal". Acabaram-se os cinemas, os empréstimos, a roupa. Saídas, só de entrada livre. Tabaco, fuma-se um cigarro até metade, apaga-se e fuma-se a outra metade mais tarde. assim um cigarro dá para duas vezes, e um maço dá para uma semana. e não vale a pena dizerem "devias cortar no tabaco", é o meu little guilty pleasure, ok?

Tudo isto porquê? Estou em contagem-decrescente para ir para Paris 6 meses. e em Paris, as coisas não são nada, mas mesmo nada, baratas. Se quero ter uma vida minimamente de jeito por lá, é bom que me controle por aqui nos próximos meses... sei que, claro, os meus pais vão mandar-me dinheiro, mas quero tentar viver por minha conta o máximo possível.

já tracei um plano orçamental do máximo que posso gastar por mês, e estabeleci um limite mínimo para manter na conta. abaixo de 3 dígitos na conta (nem que seja 99), já não é aceitável. vou mesmo seguir à risca o meu plano rigoroso, e todos os euros poupadinhos, vão para aquela que eu apelidei carinhosamente de "conta-poupança-Paris".

estou com ME-DO. muito medo. este verão estourei tanto dinheiro (que tinha acumulado durante o ano lectivo), que já me estava a acostumar a esse estilo de vida. festival para aqui, festival para ali, festa para acolá, festa para acolotro, olha uma peça de roupa tão gira, vou comprar um maço de tabaco de menta só porque sim, "olha, concordas em dividirmos a bolota por 10 euros cada um", "olha, empresta-me 5 euros" (o mais giro é que ninguém me paga os empréstimos e eu feita parva também nunca tenho coragem de pedir, só em empréstimos aqui e ali já ficava mais rica uns 50 euros), "olha, tens de dar 5 euros para pagar as cenas da festa", qualquer coisa e a Cláudia sacava do cartão de débito... bom, isso agora vai ter (mesmooo) de acabar. pelo menos aproveitei o Verão... nada mau.

Muaah @

10 de setembro de 2010

' Preguiça.

"Aversão ao trabalho, moleza, pachorra, negligência, indolência."

Hoje, a preguiça foi o meu pecado capital.



Ontem à noite e hoje dediquei-me por inteiro, de corpo e alma, à ronha.

Acordei e não me apetecia fazer, literalmente, nada. um cu.

desliguei-me do mundo o dia todo, não me apetecia falar com ninguém.

dormi muito, fiz maratona de séries, li blogs até dizer chega. (ando a perder qualidades de comentadora, leio, leio, leio, horas seguidas a ler, mas na hora de abrir a caixa dos comentários ataca-me uma preguiça...lol).

está a saber-me pela vida, esta ronha. :)
(excepto que quanto mais nada faço, menos me apetece fazer)

Muaah @

9 de setembro de 2010

' Olá, o meu nome é Cláudia, e eu tenho um grande problema com...

... material de escritório.

(Olá Cláudia!!! dizem vocês)


sim, sim! material de escritório.

eu não posso ir à secção do "regresso às aulas" dos supermercados, não posso entrar na Staples, não posso entrar na book-it, não posso entrar na Papelaria Fernandes (que foi à falência entretanto..lol).

Ontem procurava uns envelopes grandes na Staples, e sai de lá com tudo menos envelopes.

sou completamente viciada em canetas giras e de todas as cores, post-its fluorescentes, aqueles autocolantes que dizem "entrada proibida", "wc", "fumadores", etc...blocos de notas, agendas, capas, dossiers, marcadores... eu tenho toneladas de post-its em casa, mas se vejo uns de um formato novo e umas cores todas fluorescentes, eu sou capaz de gastar 4 euros e tal naquela porra, só-porque-sim...

depois saio sempre de lá arrependida...

até vos vou contar um segredo... o ano passado, quando tive a trabalhar numa empresa, no Verão, trazia sempre para casa (não é roubar, shiu!!) canetas giras... só porque sim, só porque eram giras... também, elas chegavam às toneladas, era eu que fazia a recepção das encomendas do material de escritório, era eu que abria as caixas e guardava o material no "economato"... era impossível resistir e para piorar, as canetas eram sempre giras, tipo cor-de-rosa com um marcador de um lado e a esferográfica do outro... bem, acho que com a quantidade de canetas que tenho em casa, podia abrir uma empresa...

isto não é normal, pois não?

Muaah @

8 de setembro de 2010

' It took me a long time to get here, but I'm here, and that's enough



Quando penso na minha vida e faço uma retrospectiva da mesma (e, vá-se lá saber porquê, faço uma sempre na entrada de Setembro, como a Elite diz aqui, é uma época de rentrée), não posso deixar de ficar com um sorriso nos lábios.

sempre tive uma vida "difícil". não difícil porque fiquei órfã em criança, nem porque passei fome, nem porque fui violada quando era pequena... mas bom, também se pensarmos nesses casos, todos (ou quase todos) tivemos vidas fáceis. mas, fora esses casos extremos, eu não tive uma vida fácil, mais precisamente, uma infância e uma adolescência fácil. passei por tudo o que tinha que passar (exceptuando os casos acima), desde o bullying aos anos a saltar de psicólogo em psicólogo, de casa em casa, entre outras coisas,o que talvez me tenha feito crescer mais e mais rápido e, digam o que disserem, considero que tenho uma maturidade e uma estabilidade de personalidade, para a minha idade, que muita gente da mesma idade e até mais velha, pura e simplesmente não tem.

não quero mencionar factos do passado (não assim tão distante), mas hoje, sinto que estou num nível em que nunca estive. sinto-me plena, realizada e apaixonada pela vida. tento encontrar defeitos na minha vida, e, juro, não consigo. não sou rica, não vivo num palácio, não tenho uma vida perfeita, não estou a falar de coisas materiais, mas sim psicológicas, espirituais, mentais. estive, literalmente, 19 anos "na merda", este último ano foi aquele em que verdadeiramente cresci, foi um ano de aprendizagem. abri os olhos para muitas coisas (como a Oprah diz, foi um ano "eye-opening"), cheguei a um estado de equilíbrio mental e espiritual indescritível. sinto-me como se tivesse lido todos os livros de auto-ajuda do mundo (e só li metade de um, não suportava aquilo), como se tivesse tido consultas com todos os psicólogos do mundo, como se tivesse tomado todos os anti-depressivos do mundo, como se estivesse 24/7 com a melhor moca do mundo (aquela que faz rir e que dá a sensação que não há problemas e que o mundo é perfeito, lol). sinto uma paz interior, uma simbiose perfeita entre mim e o que me rodeia, uma capacidade de adaptação a todas as circunstâncias, uma capacidade de ultrapassar obstáculos que surgem, de lutar pelo que quero, uma motivação imensa para realizar os meus objectivos de vida e todos os dias lutar mais um pouco (nem que seja um bocadiiiinho de nada, e tenho-o conseguido, o Alex ficou espantadíssimo por que a maioria dos objectivos propostos para 2010 que consta da minha agenda estavam com um "checked" por cima) todos-os-dias, aquela capacidade do "eu quero, eu faço por isso e eu vou acabar por consegui-lo, de uma forma ou de outra, mais cedo ou mais tarde", uma capacidade de dar a volta por cima nos momentos maus, de ignorar coisas e pessoas que vêem "de baixo", como se tivesse chegado ao fim de uma estrada e entrasse agora noutra, e, como diz o outro, estou pronta para o que der e vier, uma satisfação comigo mesma e com a minha forma de ser, que nunca, na vida, senti. sinto que estou num estado onde muito pouca gente chega. chamem-lhe arrogância ou chamem-lhe pura felicidade. "a mi me dá igual" (private joke para ti, Bruno).

sinto-me PLENA. COMPLETA. em ÊXTASE e ao mesmo tempo EM PAZ com tudo :)

e é isto. 2010 é o primeiro ano em que chega Setembro e eu faço uma retrospectiva TÃO positiva. e o mais importante é que, apesar de me sentir realizada, vou continuar a lutar para que a realização permaneça, para em 2011 fazer uma retrospectiva ainda melhor.

[vejam só o que o início dos Setembros me provocam... apesar do meu ano "a sério" só começar em Janeiro, e de achar uma estupidez as agendas que começam em Setembro (odeio-as, ahah), nestes primeiros dias de Setembro dá-me sempre, sempre para isto].

Muaah@

7 de setembro de 2010

' Sei que a minha mãe, no fundo, gosta do Bruno

quando chega a casa e diz (toda entusiasmada, atenção): "comprei lulas para o Bruno!"

só porque ele disse que gostava de lulas...

ele é esquisitinho com as comidas, mas sobretudo com as carnes, não gosta disto, não gosta daquilo (e isso é super irritante!!), a minha mãe está sempre a queixar-se que nunca sabe o que há-de fazer porque o menino não come nada.

e é verdade, nisso estou com ela!!

achava que a minha mãe não o suportava, mas agora vejo que ela até se esforça... perguntou-lhe directamente o que ele gostava e comprou lulas, de propósito, para o menino...

(agora, ai de ti que não as comas, enfio-tas pela goela abaixo)

meu deus. com uma mãe e uma sogra assim (a mimarem-no), estou mesmo a ver que tipo de mulher ele espera que eu seja. nem penses, querido!! o que está na mesa, é o que se come. ponto final. só para começar, eu nem vou cozinhar. não me perguntes como é que eu vou sobreviver, mas eu em casa faço tudo (até lavo tectos, se for preciso), menos cozinhar.

' Ainda do Avante.

Sou tão viciada na net. Não tenho net em casa desde 6ª feira (a minha mãe não pagou a factura... aiaiai), e tive a aproveitar a noite de ontem, que tive em casa do Bruno, para poder estar na net e pensava que esta noite ia conseguir "aguentar"... fiz uma maratona de séries que tinha gravadas na box da zon (cortaram a net mas não cortaram a tv, duh), mas não estava a dar mais... e estava a apanhar uma seca tão grande que me lembrei... epa, eu tenho montes de saldo acumulado no tmn, vou mas é comprar um passe para a net. 1 hora a 2 euros. para se alguma vez alguém precisar, aqui vai o link: https://www.fon.com/pt/getaccess/surfTheWeb.

anyway, vamos ao que importa... abri o blogger para esclarecer alguns comentadores acerca da minha opinião sobre o Avante. todos os comentários que recebi até agora, via blog e via facebook, dizem todos o mesmo. por isso, tenho de esclarecer umas coisas..
.

EU SEI que o Avante não é um festival, é uma Festa política;
EU SEI que o Avante procura "promover" o que Portugal tem de bom a nível de tradição;
EU SEI que o Avante é organizado por voluntários;
EU SEI que o Avante não tem nada a ver com o Sudoeste;
EU SEI tudo o que disseram nos comentários...

Eu nunca disse que a "culpa" de eu não ter gostado da festa era da própria festa. admiro o esforço, a adesão que aquilo tem, e respeito tudo isso... só não me identifico.

a "culpa" foi única e exclusivamente minha. eu não fui para lá para ir visitar as barraquinhas nem para ver concertos de música portuguesa, por muito bons que fossem (e até nem desgosto de todo dos Deolinda).. na primeira noite dei uma volta, vi o ambiente, e à excepção do Auditório 1º de Maio, onde estava a passar jazz (loved it), e de ter finalmente encontrado uma roulotte de hot-dogs, não achei nada de especial... quando disse no outro post que aquilo "só tinha folclore e discursos políticos", não era para ofender ninguém, era só por dizer que não é o meu tipo de coisa... SIIIMMM... podem dizer/pensar que "é por pessoas como tu que o país não evolui", e que sou uma das jovens responsáveis por Portugal "estar como está", e blá blá... mas, francamente... vou aderir a uma coisa que não me diz nada?

a culpa foi minha, porque eu ia com o espírito festivaleiro. para mim, eu queria era ir acampar, apanhar umas mocas, estar com ele numa tenda, era-me indiferente se íamos ao recinto ou não... a culpa foi minha porque, em vez de ficar a aproveitar o jazz que estava a passar no tal auditório e que podia ter sido a única coisa na festa toda dentro do recinto que eu estava a gostar, fiquei lá 10 minutos e fui embora porque o resto do grupo queria ir... e eu fui atrás deles... e eu tinha sido a primeira a dizer a mim mesma "eu não vou andar atrás dos outros".

a culpa foi minha, por querer ir só curtir a cena do acampamento (como festivaleira que sou), sendo a única coisa na festa toda que eu ia curtir, e não estar no espírito para isso (logo, tirando isso, já não havia nada que me mantivesse lá)... e também porque sim, aquele acampamento não me parecia normal.

resumindo e concluindo... eu sei e concordo com tudo o que dizem nos comentários... a culpa foi minha, mas não me arrependo de ter ido, nem de ter voltado mais cedo, fiquei lá o tempo suficiente para poder dizer por experiência própria que não gostei, não gosto, nem volto lá (e estou no meu direito, non?), e não como dantes, que dizia que "não gosto do Avante" só porque não. não foi um erro, foi um mal que veio por bem.

there you go. happy?

agora tenho de renovar o passe para a net.... eheheh

Muaah @

5 de setembro de 2010

' Nouvelle Vague

O concerto teria sido excelente, se não fosse aquele vocalista dos "Heróis do Mar", o Rui Pregal da Cunha, ir estragar tudo com as suas músicas um tom abaixo (a sério, o homem estava a cantar mesmo mal.... só ouvíamos "tou cheio de te ouvir!!" e só nos ríamos, era mesmo mesmo muito mau...).

O concerto deles também teria sido excelente se ela tivesse cantado as duas músicas mais LINDAS deles (ou que eles fizeram cover): "In a Manner of Speaking" & "Such a Shame". senti muito a falta de um "in a manner of speaking" ao vivo...

Fora isso, surpreendeu-me. A Mélanie Pain tem uma voz linda e apaixonante, e uma presença espectacular em palco, o outro vocalista e os músicos estavam lá, mas só conseguias olhar para ela, ela abafava as outras presenças...

E apesar de conhecer ainda relativamente pouco do trabalho deles (só os conheci há uma semana), acho genial o que eles fazem, pegando em músicas punk dos anos 80, "agressivas", e tornando-as relaxantes, apaixonantes, diria até que aquecem o coração... pura BOSSA NOVA! (aliás, Nouvelle Vague = Nova Onda = Bossa Nova, faz tanto sentido e eu só cheguei a essa conclusão no próprio dia do concerto...)

Consegui umas fotos dela, mas foi difícil porque ela não parava quieta...

enfim, adorei... I love Nouvelle Vague. Foi uma grande, surpreendente e muito boa descoberta :) [e toda a noite em si, o palácio onde o Alex está a viver e aqueles momentos Vera-Cláudia-Alex... e por falar em Alex... ele é que é o entendido de música, teve durante todo o concerto a apontar as músicas do concerto e fez este post... para quem quiser saber mais pormenores técnicos e musicais acerca da banda, e não só uma miúda que adora ouvir bossa nova, apaixonada :)

Muaah @

' Do Avante.

O Avante foi uma experiência extremamente ambígua.

Primeiro, estava com mau feeling (mas também sempre estive, e nem era para ir, nem sei porque é que decidi ir à última da hora). Desde todas as confusões para organizar minimamente as coisas até ao dia em que andei 2 horas a pé por Lisboa à procura da sede nacional do PCP para comprar a porra do bilhete e não havia maneira de dar com aquilo, não estava no espírito. Depois, no dia anterior a ir (5ª feira), com o concerto dos Nouvelle Vague (que foi ÓPTIMO, by the way, mas isso vai para outro post), não dormi nada (1 hora e meia foi muito); chego a casa de manhã (entretanto já é 6ª feira) e não tenho net, fico chateada, porque sou hiper viciada na net, e tinha o post sobre o Avante agendado, mas detesto quando os post's agendados vão para o blog sem eu os rever primeiro; resolvi dar um tempo à net, penso que deve ser uma avaria na zona, vou dormir umas horinhas, não durmo nada de jeito, acordo e preparo as coisas para o avante, faço mil e uma coisas para ver se a net funciona, e NADA, a caminho de lá apanho um trânsito descomunal, um percurso de meia hora demora 2 horas, entretanto quando chego lá já estou numa pilha de nervos.

Primeira noite da festa, e não gosto da festa em si. Sou muito citadina, pouco política e pouco apreciadora de cultura tradicional portuguesa, e no Avante só há discursos políticos e palcos onde estão a dançar folclore. Não há concertos de jeito (mas isso eu já sabia), e uma pessoa quer comer um hot-dog, mas só há feiras regionais, com aqueles doces e biscoitos e vinhos e queijos e o raio que os parta. Ainda assim, nessa noite até estava feliz, porque afinal e ao fim de contas fui ao Avante quase só por causa do Bruno (e porque nunca tinha ido), e estava mesmo naquela de estar com ele e a cagar-me para o resto, e soube-me bem estar com ele naquela noite. Mas essa madrugada correu muito mal. Como não tinha dormido nada na noite anterior, só me apetecia jogar-me ao saco-cama e ficar lá as próximas 10 horas seguidas.

Se dormi uma hora foi muito. Barulho. Trance até às 7 da manhã de um carro que estava a 4 metros da nossa tenda. Pessoas a berrar. Pessoas a atirarem-se para cima da tenda (acordei umas quantas vezes sobressaltada, nem sei como não me deu um AVC). Sim, tudo bem que eu já estava à espera disso. De festivais não se espera outra coisa e essa até é a piada da coisa. No sudoeste era a mesma coisa (excepto o trance em altos berros e pessoas a atirarem-se para cima da tenda, mas, enfim, as pessoas do sudoeste eram muito diferentes das pessoas do avante. as pessoas do sudoeste sempre te respeitavam se estavas dentro da tenda e sempre havia 1 ou 2 horas de manhã em que o silêncio era total, o que nunca aconteceu aqui). E no sudoeste valia a pena. No sudoeste valia a pena não dormir nada de noite, porque todo o festival e todo o tempo que se estava lá, era bom, e o ambiente era tão bom e as pessoas eram tão simpáticas, que não te apetecia dormir, apetecia-te ficar lá a conversar até não aguentares mais com o sono. enfim, o sudoeste era tudo de bom. e, no Avante, não. para mim, não valia a pena. as pessoas eram estúpidas e idiotas (falo de pessoas que eu não conhecia de lado nenhum e mandavam-se para cima da tenda, claro, não das pessoas com quem fui), e o que menos me apetecia era ficar ali a ouvir trance da 1 às 7h da manhã NON-STOP, estava a DAR EM LOUCA. e como eu, nessa altura, já estava irritada (mesmo muito), e estava a doer-me a cabeça (mesmo muito), e quando estou irritada tomo decisões precipitadas e sou ainda mais impulsiva do que sou normalmente, viro-me para o Bruno e digo "hoje vou-me embora".

E assim decidimos. O Bruno também não estava no espírito, aliás, o Bruno descobriu que não gosta de festivais porque este foi o primeiro a que ele foi e ele não gostou mesmo (ainda menos do que eu). Claro que fui alvo de uns quantos olhares dirigidos a mim, como quem diz "namorada possessiva, queres bazar e obrigas ele a ir contigo" (o que, devo dizer, nunca aconteceu, porque eu disse ao Bruno "vou-me embora", e não "vamos embora" ou "vou-me embora e vens comigo", e até porque me fartei de insistir para que ele ficasse e me deixasse ir sozinha, mas pronto, a culpa caiu para cima de mim à mesma, claro).
Resolvemos esperar até de noite, ver os Deolinda, e só depois ir embora, quando a festa acabasse, ou seja, quando os idiotas resolvessem ir para o acampamento mandar-se para cima das tendas das outras pessoas.

Dormi uma longa (duas horas no avante já foi muito) sesta, e acordei subitamente melhor (porque será? porque eu sou a pessoa mais insuportável e inaturável quando me privam de sono?), e já não me apetecia ir embora. Assim, do nada, comecei a entrar no espírito. Apetecia-me ficar acordada a noite toda e ser eu a pessoa a atirar-me para cima das tendas dos outros. Mas, na altura em que comecei a entrar no espírito e até a gostar daquilo, a tenda já estava desmontada, e já era de noite, e já estava tudo arrumado, e já tinhamos avisado a mãe do Bruno que vinhamos cá para casa. E o Bruno queria mesmo mesmo mesmo ir embora, e não ia dizer "tá bem, então vai, eu fico aqui, tchau".

resumindo e concluindo: ao inicio, odiei aquilo. a única coisa boa era a companhia. nem uma moca de jeito eu consegui apanhar. quando decidi que não valia a pena martirizar-me até domingo à noite se nas primeiras 24 horas estava a desesperar, achei que tinha sido a decisão mais acertada e que não me ia arrepender. e não me arrependo. mas, uma parte de mim, gostava de ainda lá estar. a aproveitar o espírito que chegou uma noite atrasado porque eu consegui (com muito esforço) adormecer-me durante 2 horas à tarde. no final de contas, tudo se resumiu a um problema muito simples: privação de sono e a irritabilidade que me trouxe. e toda uma conjectura de acontecimentos anteriores (o facto de já ir para lá com a ideia "Não gosto do Avante", e de ter sido uma confusão para conseguir ir, etc) que não foram a meu favor.

mas não gosto de pensar no lado mau das coisas, por isso, neste momento estou a ver o bom: eu e o Bruno nos transportes públicos às 23h com um péssimo aspecto (parecíamos fugitivos e teve piada), um banho quente (a água saiu castanha, juro, e só estive lá um dia), comida de jeito, uma cama fofinha à minha espera; e, sobretudo: SILÊNCIO. até consigo ouvir o silêncio. nunca apreciei tanto este silêncio.

como não sei se vou ter net quando chegar a casa, aqui fica um: até quando puder, ou até eu chamar um técnico da zon a casa e fazer dele refém até me arranjarem a net. e dificilmente volto a pôr os pés no avante...

como disse, foi uma experiência ambígua e estranha. mas, acima de tudo, foi uma experiência. as experiências são sempre boas, aprende-se sempre alguma coisa. e sempre satisfiz a minha fantasia de ter sexo numa tenda de campismo.

Muaah @

3 de setembro de 2010

' Fiquei com o gostinho do Sudoeste

por isso agora chegou a vez do Avante. só porque estou fartíssima de Lisboa e quero acabar as férias em grande. ah, e porque pela primeira vez na vida vou acampar com namorado. (sim, ele também vai). e porque o Daniel anda a prometer-me uma sheeshada há muito tempo, e desta é que vai ser. e também porque houve grandes confusões para ir, primeiro ia, depois não ia, depois já ia, depois não ia outra vez, e agora finalmente, em cima da hora, decidi que ia, então algumas pessoas começaram a ficar fartas de aturar a minha indecisão e a achar que eu não conseguia ir, e até a desejar que eu não fosse, e eu agora vou só para superar expectativas e para provar que sempre consegui ir. enfim... vou por inúmeras razões, mas acima de tudo, vou porque vou.

pela primeira vez, vou ao Avante. fresh, new. eu, que detestava o Avante (e dizia-o sem nunca ter ido, que estúpido, ya. também dizia que detestava o facebook e que nunca ia criar um na vida, e agora é o vício que se vê. enfim, Cláudia Maria, lição a retirar, nunca digas "não gosto, nunca vou...")

vou ver como é. claro está que não conheço nenhuma das bandas que lá vai (excepto Deolina e Expensive Soul, bandas que para mim não fazem um festival nem pouco mais ou menos) nem me agrada muito a ideia de estar o dia inteiro a ouvir música portuguesa. por isso, admito, estou com maus feelings em relação a isso. o que vale é que é baratuxo, 20 euros. se fosse 21 já não pagava pela bosta que é (ou que deve ser). uma pessoa vai ao Sudoeste e aumenta a fasquia no que toca a festivais, né?

mas coisas boas hão-de haver. há sempre. nem que sejam as companhias. se aquilo for muito mau, eu prometo que fumo erva por mim e por vocês, ok?

Au Revoir.

Muaah @

2 de setembro de 2010

' O Universo Não Falha - Nouvelle Vague.



Numa semana, ao completo acaso, descubro que adoroooo Nouvelle Vague. Apesar da maioria das músicas deles não serem deles, mas sim covers, adoro o estilo, há até músicas que gosto da versão deles, mas não da original.

Na semana a seguir a eu descobrir ao completo acaso essa "paixão musical", há um concerto deles no Casino Estoril, for free.

Já tenho o álbum "Best Of" sacado da net no mp3 há uma semana (obrigada Alex, não percebo nada de piratarias e desconfio que tenha sido esse belo álbum que trouxe vírus ao meu pc, mas vale a pena ter que estar sempre a corrê-lo).

Hoje, chegou o dia. Vou vê-los. espero que não seja uma desilusão. Só vou para o Avante amanhã, por causa do concerto de hoje. Hope it's worth it. As minhas preferidas? Such a Shame, Marian, Love Will Tear Us Apart, Melt With You, Heaven, Blue Monday, In a Manner Of Speaking (LINDA), Our Lips Are Sealed, Sweet And Tender Hooligan, Aussi Belle Ou Une Balle. E todas as outras, mas "só" com estas 10, já me faziam ganhar a noite. não consigo escolher qual delas gosto mais. e porque me dei ao trabalho de colocar aqui os links todos? bom, para além de as ter ouvido enquanto tentava escolher de qual gostava mais, é também porque vale a pena clicares num link qualquer desses (sim, tu que estás a ler isso).

Fui. Muaah @

1 de setembro de 2010

' As melhores profissões do mundo.

As pessoas (as mais ingénuas, isto é) têem a tendência a achar que profissões como Pop Star, Rock Star, entertainer, celebridade (que nem é uma profissão mas pronto), e modelo são as melhores do mundo, porque se é rico e famoso (famoso em alguns casos). bem, eu não acho nada. eu até nem tenho queda para ser famosa (rica sim, mas famosa dispensava), e acho que a vida da Lady Gaga deve ser miserável, apesar de ser super rica, coitada, ela não deve ter mais vida nenhuma para além daquilo que faz.

Não.

Para mim, as melhores profissões do mundo são apenas e só estas:

  • críticos de comida/restaurantes/cozinheiros famosos
  • críticos de hotéis, spas, destinos de viagens, etc.

Porquê? bem... ser pago (e bem pago) para provar comida??? o que de pior pode acontecer? provar algo que não gosto?? do mal ao menos... eles nem comem tudo, mesmo que gostem, dão sempre só uma garfadinha. ser pago para dormir em hotéis, experimentar spas, em destinos exóticos?

oh, meus amigos... qual rock star, qual modelo, qual quê.... eu quero é ser como aquele tipo que dava aqui há uns tempos na People&Arts (não me lembro do nome do programa nem do nome do tipo, mas lembro-me de ficar sempre de queixo caído a olhar para aquilo), em ilhas tropicais e destinos exóticos, o dia inteiro a acordar na melhor suite de hotel de sempre, com pequeno-almoço servido no quarto, a receber massagens, daquelas com pedras e tudo, e banhos de lama, e a provar as comidas do hotel, e no jacuzzi a beber uma caipirinha, e a passear pela praia paradisíaca ao fim da tarde a ver o pôr-do-sol, e no fim de tudo, o maior trabalho dele era fazer um relatório e dizer o que tinha achado, se era um bom destino de férias ou não.

god! há pessoas com tanta sorte. o que é que eu tenho de fazer para ter essa profissão, hein?

Muaah @



este post só mesmo a propósito do que li neste post.

31 de agosto de 2010

' Apeteceu-me, só porque sim.

Vi este desafio no blog da PlasticSoul e apeteceu-me fazê-lo.

1. Imagina que a tua vida é um gráfico.

2. Divide-a em percentagem (vida = 100%) de acordo com o que achas mais importante.

30% EU, EU & EU (egocentrismo, claro)

20% Namorado & vida íntima/pessoal
20% Amigos & vida social

15% Escola&Trabalho / vida profissional (curso, Mulher XL, part-times e trabalhos ocasionais, etc.)

10% Hobbies e outras coisas (blogs, música, livros, passear, televisão, etc)

5% Família / vida familiar


3. Passa a 5 blogs que adoras. como é óbvio, não o vou fazer.

Muaah @

cúmulo dos azares: saio de casa de propósito para ir comprar o bilhete para o Avante; mal saio de casa, uma das tiras da minha sandália rompe-se; chego ao autocarro, o mp3 está parvo, pifa; encontro uma amiga pelo caminho, sem querer parto-lhe o relógio (nem sei como, foi um movimento brusco em que lhe agarrei o pulso); chego ao local da compra, e não há bilhetes; chego a casa, o meu portátil tem vírus. vou deixar de deixar as pessoas virem sacar coisas ao meu pc. ele estava tão limpinho, e agora só aparecem mensagens de vírus e tenho de correr o anti-vírus sempre que ligo o pc (sim, isto é para vocês, ALEX E VERA!!!!)

30 de agosto de 2010

' Não gosto de pãezinhos sem sal.

Prefiro os pãezinhos de alho... eheheh

brincadeirinha.
agora fora de brincadeiras: detesto pessoas que são pãezinhos sem sal. concordam com tudo o que eu digo, agem em conformidade com as aparências e com as regras, nunca dizem nada fora do comum, não chamam a atenção por nada (nem de positivo nem de negativo), camuflam-se, têm opiniões mas não as expressam, não têem nem sequer sentido de humor; não são carne nem são peixe, nem são "sim" nem são "não", nem são contra nem a favor, ora estão de um lado, ora estão do outro, não são capazes de tomar uma posição e ficar lá, uma decisão e defendê-la, demasiado influênciáveis porque querem cair nas boas graças dos outros, sem um ai, nem um ui. Consigo conviver com essas pessoas por algumas horas, mas farto-me rapidamente.

eu, que detesto pessoas moralistas e judgmental, prefiro uma pessoa moralista a um pãozinho sem sal. ao menos, a pessoa moralista sempre expressa alguma opinião, mesmo que seja em forma de julgamento das acções dos outros. vá lá, ao menos isso!

agora, pãezinhos sem sal?? não posso. prefiro mil vezes uma pessoa excêntrica, extravagante, que choque comigo, que tenha uma personalidade forte, que não concorde em nada comigo, que discuta comigo por tudo e por nada, uma pessoa até cuja presença chegue a ser irritante, uma pessoa que eu deseje matar e que me faça ter pensamentos e planos mentais homicidas, do que uma pessoa que está lá, e nem se dá por ela.

Muaah @

29 de agosto de 2010

' Momentos Lisboa, aqui, para sempre.

Cada dia que passa tenho mais presente que para o ano vou passar 6 meses longe daqui, e mesmo que ainda falte imenso tempo, cada vez mais se torna uma realidade para mim. Por isso, tento aproveitar ao máximo o tempo que cá estou, com as pessoas de quem mais gosto, porque as pessoas são o que de mais importante há para mim.

ontem, com eles cá em casa, pus-me a pensar: vou ter saudades. vou ter saudades destes momentos. saudades do Alex a pedir-me para eu lhe fazer cafoné cons-tan-te-men-te. da Vera e das nossas trocas de olhares. do Peter a enrolar uma em cima do envelope das minhas análises médicas de check-up geral. do Rui sempre a fazer-me cócegas. de mandar "beefs" (private joke) à Nena. da Iva dizer que eu tenho sempre de fazer um discurso, todas as noites que estamos juntos. de chamar o Bruno aparte para lhe dar um grande beijo (não somos daquele tipo de casal que está sempre agarrado quando está com outras pessoas, acho isso horrível). de emprestar umas meias à Rafaela.

vou ter saudades de nos juntarmos todos aqui em casa. de comermos pizzas, do bolo da nena, das empadas de galinha e dos rissóis da minha "sogra". de partirmos copos, ficar a noite toda a conversar, a ver as estrelas, ter conversas parvas e outras filosóficas, adormecer onde calha (apesar de estar em casa, é raro dormir na minha cama, alguém ma rouba sempre antes de mim, alguém que nunca aguenta muito), acordar e ter um piso inteiro para limpar, 3 máquinas de loiça e 2 de roupa.

vou ter saudades de sentir a minha casa vazia quando todo o mundo se for embora (se bem que, sempre que faço isto cá em casa, só se vai toda a gente embora completamente uns 3 dias depois, porque vão ficando, dizem que a minha casa é óptima para se estar - e eu concordo - e, claro, adoram a minha companhia, eheh).

enfim, vou ter saudades destes momentos. porque, digam o que disserem.... eu tenho (mesmo) os melhores amigos do mundo. podem ser poucos, mas são para a vida.
(e vou sentir muito a falta deles)

Muaah @

28 de agosto de 2010

' Sinto-me a pessoa mais saudável do mundo

quando me sento a comer uma peça de fruta e a ver:



  • The Biggest Loser (*)


  • Dr. Oz


  • Oprah quando ela fala de emagrecimento
não me interpretem mal. sou a favor do movimento plus-size, mas nunca a favor da obesidade. e o que eu vejo nos programas do The Biggest Loser, por exemplo, já considero ser prejudicial para a saúde.

depois, cá em Portugal, dizem-me que estou a ficar gorda. que tenho de emagrecer. que "não devo comer isso" numa mesa cheia de gente num almoço de família. que falta de educação. este tipo de mentalidade só merece um:

"if you don't like it, fuck you." (Christina Aguilera, ,my diva)

e só mostra a sobrevalorização que hoje em dia se dá ao corpo e à imagem, esta ligada à magreza, porque é que tem de se ser magra para se ser saudável. isso é algo que me há-de sempre ultrapassar.

eu tenho um estilo de vida altamente saudável. o exercício que pratico pode estar no limite do mínimo (detesto exercício), mas tenho uma alimentação equilibrada, e não me forço a tê-la. eu como coisas saudáveis porque gosto. adoro. adoro fruta (como imensa), adoro saladas, adoro sopa (quando bem feita), como sem esforço, como porque gosto. chá, então, é a minha perdição. apesar de colocar sempre açúcar, bebo imenso chá. e o chá faz muito bem. claro que de vez em quando cometo crimes alimentares, como metade de uma tablete de chocolate preto de culinária depois do almoço, mas é raro e o chocolate não faz assim tão mal quanto se pensa. pensando bem, no fim de contas, o meu único mal é fumar 5 ou 6 cigarros por dia. it's my little guilty pleasure. adoro. não me privo de nada porque não sou obcedada com o peso e com as medidas, e, ainda assim, consigo sentir-me sempre estupendamente bem com o meu corpo, consigo olhar no espelho e adorar o que vejo, mas mais importante de tudo: sinto-me sempre estupendamente bem com a minha saúde.

Muaah @

(*) acho óptimo (mesmo, sem ironias) o facto da apresentadora do The Biggest Loser ser gordinha :D  mostra que é preciso ser saudável, mas não esquelética.

27 de agosto de 2010

' Conversas Sobre Sexo #11 / Sensual vs. Sexual.



Eu prefiro a sensualidade à sexualidade.

Gosto mais do jogo da sedução do que do sexo em si.

Prefiro cenas de sexo sensuais a cenas de sexo explícitas e selvagens.

Prefiro erotismo a pornografia.

Gosto de homens (sou heterossexual), mas aprecio mais as mulheres do que os homens, porque as mulheres são mais sensuais.

Sinto-me mais atraída por uma mulher sensual e que sabe seduzir, do que por um homem que diz ser uma bomba na cama e que me garante 10 orgasmos numa noite.

Gosto mais dos preliminares e das sensações que provocam, do que do sexo em si, consumado.
Adoro tudo o que tenha a ver com o sensual: as músicas, os filmes, as imagens, as pessoas, as sensações (por isso gosto tanto de burlesque). Gosto menos de tudo o que é mais explícito, do que cai no ordinário, no ridículo, no comum, no cliché.

Prefiro aquilo que se deixa a desejar e a imaginar, aquilo que puxa pela imaginação, pelo jogo de conquista, do que aquilo que é oferecido de bandeja.

Prefiro estar num banho colectivo, onde a sensualidade é dominante e sei que toda a gente está a pensar no mesmo que eu, do que numa orgia.

Conquistam-me mais com olhares, com sussurros, com carícias, do que a dizerem-me explicitamente o que me vão fazer nessa noite.

Enfim, prefiro muito mais a sensualidade do que a sexualidade. Normalmente confundem-nas, mas são coisas tão diferentes. A primeira, puxa pela imaginação, pelo desejo de conquistar o que parece inatingível, pelos jogos de sedução e conquista, pelas sensações, deixa-me a pensar durante algum tempo. A segunda, é a sensação de que conquistámos o estímulo sensual que tanto desejámos: e sim, sabe bem no momento, mas acaba rápido.

a primeira pessoa na minha vida inteira a reparar nisto em mim sem eu ter de explicar, foi a Vera. ela conhece-me tão bem.

Muaah @

26 de agosto de 2010

' Não costumo ler revistas,

mas adoroooo a "Super Interessante".



Tal como o nome indica, tem sempre coisas super interessantes, fantásticas.

E eu adoro ler estudos e pesquisas... sou mesmo croma.

Muaah @

25 de agosto de 2010

' Instinto Maternal.

Começo a ficar preocupada. Tenho 20 anos e o meu instinto maternal começa a manifestar-se. Tão cedo!

Sei que quero ser mãe, um dia, o problema não é esse. O problema é que, ultimamente, passo cada vez mais tempo, dedico largas horas a pensar em como seria eu ter uma filha. Faço altos filmes, sempre com uma menina (raramente me imagino a ter rapaz). Na maioria das vezes nem penso na presença do pai, é mais uma coisa eu-minha-filha.

E fico horas a pensar… como ia educá-la, ao que ia expô-la, como queria que ela fosse, que ela crescesse… fico a pensar que ia aceitá-la da forma que ela fosse, ia dar a minha opinião, se concordava ou não com as atitudes e escolhas dela, mas acima de tudo ia aceitar… que ia ter orgulho nela, quer ela fosse advogada ou varredora de lixo das ruas… quer ela fosse heterossexual, bissexual ou homossexual… quer ela fosse betinha ou hippie… fosse ela como fosse… até já tenho nomes em mente…. Uma Camila, uma Vera, uma Beatriz… nomes pouco comuns mas não “esquisitos”…

Fico a pensar como seria mudar-lhe as fraldas, acordar a meio da noite quando ela começasse a chorar, alimentá-la, pô-la a arrotar, chatear-me quando ela não parasse de chorar… ir ter sempre com ela e confortá-la quando ela chorasse… beijar-lhe os pezinhos depois do banho, limpá-la com cuidado (não esfregar a toalha na pele), enche-la de cremes para a pele de bebé, vesti-la, comprar as roupinhas mais bonitas para bebé… sentir o cheirinho de bebé dela… decorar um quarto só para ela… se ela saísse à mãe, com certeza ia ser difícil para comer, cuspir a papa toda, ter de me chatear com ela… não ia ter nojo se ela bolçasse ou vomitasse para cima de mim, era sangue do meu sangue, ia amá-la mesmo quando ela fizesse birras horríveis, mesmo quando estivesse super irritada com ela… imagino-a a dizer “mamã” pela primeira vez, a dar os passos pela primeira vez, acho que ia chorar… guardar todos os dentinhos de leite dela, cortar-lhe uma madeixa de cabelo e guardar num álbum cheio de fotografias dela, registar o crescimento dela em suporte escrito e vídeo, diria até, criar um babyblog!… imagino-a a passar tardes com os tios: a Tia Vera, o Tio Sandro, o Tio Alex, a Tia Bu (4 dos meus melhores amigos), a Vó Cristina e o Vô Tim (meus pais), que iriam estragar toda a minha disciplina por mimá-la demais, lol… imagino-a mais velha (3-4 anos), pô-la na natação, ensiná-la a nadar, comprar-lhe uma bóia… na praia, imagino-a a fazer castelos de areia, com a cara branca cheia de protector solar… ela com os penteados que eu lhe fazia, e quando ela começasse a calçar os meus altos-altos e a encher a boca com o meu baton... ensiná-la a andar de bicicleta, de patins, ir passear com ela, ensinar-lhe a apreciar e a respeitar a natureza… ajudá-la nos trabalhos de casa, obrigá-la a puxar pelo pensamento, desenvolver a inteligência e a capacidade de desenrascanço (lol) dela… ir à escola defendê-la se ela chegasse a casa a chorar porque um miúdo tinha gozado com ela… ficar a sorrir a vê-la a brincar com os amiguinhos… ensiná-la os principais valores e princípios morais básicos, como a gratidão, a compaixão, a entre-ajuda, a tolerância, o respeito… vê-la a aplicar esses princípios nos meios sociais (infantário, escola, etc) com os coleguinhas, não ser uma rufia… pô-la em aulas de ballet, vê-la com o tutu cor-de-rosa nas festas da escola… habituá-la a ouvir música de qualidade desde cedo… (em casa só ia passar jazz, soul, música clássica)… pô-la em aulas de piano… enfim, ia investir na educação dela... ler-lhe histórias antes de dormir e incutir-lhe desde cedo o bom hábito da leitura, dar-lhe O Principezinho para ler logo que ela tivesse alguma maturidade para tal… dar-lhe sempre comida saudável, muita fruta, sopa, peixe, arroz, água… filha minha, só ia saber o que era mcdonalds, junk-food e refrigerantes aos 13 anos… telemóveis, computadores, jogos de vídeo, só a partir dos 14… até lá, sempre um estilo de vida saudável, exercício, ao ar livre… acho ridículo hoje em dia ver crianças com 6 anos com telemóveis melhores que o meu, e já com portáteis topo de gama, que fazem birras para irem ao mcdonalds todos os fins-de-semana… enfim… levá-la a sítios novos e diferentes, incutir-lhe o gosto por novas e diferentes culturas, novas e diferentes formas de viver… ensiná-la a ser tolerante, a não discriminar ninguém com base em cor de pele, em orientação sexual, hábitos e costumes culturais/religiosos ou no que quer que fosse… ia mostrar-lhe todas as religiões que existem, que ideais defendem, e deixá-la ser velha o suficiente para escolher que religião que queria seguir, ou se queria seguir alguma… imagino-a a chegar ao pé de mim, um dia, e dizer que estava a morrer porque estava a “sangrar do pipi”… e eu a ter a conversa da menstruação com ela, e aproveitar para ter a do sexo… quando ela fizesse 16 anos, ginecologista com ela, dava-lhe preservativos… sabia que ela o ia fazer, até porque ela vai ser linda e atraente e um amor de pessoa, assim ao menos que o fizesse com protecção… aos 18, a pílula… ter uma conversa com ela sobre a “liberdade com responsabilidade”… iria querer conhecer os namorados (ou namoradas) dela, queria que ela os levasse lá a casa, ia tratá-los bem… dava-lhe a privacidade que qualquer adolescente de 16 anos precisa, não ia ser daquelas mães obcecadas que ficam com o ouvido encostado na porta do quarto… quando chegasse a altura dela escolher o que queria para a vida, não ia pressioná-la nem ser daqueles pais frustrados que, por não terem conseguido realizar os seus sonhos, querem vê-los realizados nos filhos, mesmo que estes não queiram… caramba, se a minha filha chegasse ao pé de mim e me dissesse que queria ser arqueóloga, eu dizia que ela ia para o desemprego (lol), mas que se era o que ela queria mesmo, eu apoiava… íamos discutir, sim, muitas vezes, de certeza, mas ela não ia ser uma pessoa condescendente, era iria dar-me a razão quando sabia que eu a tinha, e vice-versa… ela podia bater com a porta do quarto, ser mal-educada, mas depois iria pedir desculpa, nem que fosse pela má-educação, porque tinha sido assim que eu a tinha ensinado e que me ensinaram a mim… (quantas e quantas vezes eu não falei mal à minha mãe, gritei com ela, bati portas, mas depois ia pedir desculpa mesmo sabendo que eu tinha a razão, mas que a tinha perdido por ter tido a reacção que tive).

Com a minha filha, ia construir uma relação de confiança e abertura… ela podia falar de tudo comigo, e eu de tudo com ela… no entanto, não iria ser amiga dela, porque esse é um erro que muitos pais cometem, isto é, serem amigos em vez de pais (a minha mãe fez isso, sempre foi minha amiga, não minha mãe, e isso a um certo ponto da minha vida em que eu precisava de uma mãe em casa, e não de uma amiga, custou-me, lembro-me)… ia impor regras, discipliná-la, filha minha iria ser bem-educada, ai isso ia… mas ao mesmo tempo, ia mimá-la… ia pegar em todos os erros que os meus pais cometeram enquanto tal, ia fazer de forma diferente, de forma igual em alguns pontos…

E é por andar a pensar demasiado nisto, que fico preocupada. Eu (só) tenho 20 anos e tenho uma vida pela frente, mas ao mesmo tempo, se engravidasse agora, por exemplo, não iria abdicar da oportunidade de ser mãe. Não a deixava para mais tarde. Já apanhei alguns sustos porque o meu período às vezes atrasa-se assim do nada, mesmo tomando a pílula certinha, todos os dias à mesma hora, nem um minuto a mais nem um minuto a menos, e daí ter começado a pensar. Ia ficar decepcionada, ao início não ia aceitar, achava que a minha vida estava a acabar, chorava baba e ranho, fechava-me em casa durante 3 meses, os meus pais deserdavam-me, mas eu ia acabar por dar a volta por cima. Porque seria algo desejado, apenas não desejado no tempo certo, uns (muitos) anos mais cedo. Claro que não vou engravidar de propósito, tomo precauções, tenho a noção de que isso seria uma grande irresponsabilidade, que não estou preparada, que nem tenho maturidade suficiente, mas às vezes apetecia-me imenso! E isso preocupa-me…

Mas, confesso, nunca tinha posto estes meus pensamentos por escrito e até me emocionei ao lê-los :') há pessoas que não nasceram para ser pais, mas eu sei que nasci, tenho a certeza absoluta que um dia quero ser mãe :)


mas esta, é de mim para a minha mãe: Mama, I love you, Mama I care. porque não lhe digo as vezes suficientes.

Muaah @