14 de janeiro de 2010

' Há xungas. E há Xungas.

Cada vez mais me convenço que nunca, jamais, devemos julgar as pessoas pelas aparências.

Eu não sou racista, não sou homofóbica, aceito e dou-me com todo o tipo de gente. No entanto, tinha uma coisa com os mitras. Não gostava (e de certa forma continuo a não gostar) de mitras. Vestem-se mal, falam mal, são rufias, e nas mensagens é só "x". Palavras que eu demoro meia-hora para decifrar. isto também deve ser devido a eu ser beta, ter estado 12 anos num colégio privado de betinhos (detestava 90% deles, só alguns se escapavam pela personalidade), e ter sido assaltada por uma chunga uma vez, há muitos, muitos anos.

E era por isso que não queria cá proximidades com aquele mitra da minha rua. Ficavamo-nos só pelo "bom dia", "boa tarde", e todos e quaisquer convites da parte dele eu recusava. Ou quase todos.

No outro dia, a chegar a casa, cruzei-me com ele de carro. Ele ía ao McDonalds e pediu-me companhia. Pediu tanto que eu lá fui.

O que era para ser só McDonalds, acabou por ser uma agradável e longa conversa. Falámos de tudo. De música, de filmes, de comida, de amigos, da vida. Percebi que ele não era nada do que eu pensava. Continuava a estar ali ao meu lado com o seu fato-de-treino, anéis em todos os dedos e ouro por tudo quanto era lado, e o típico boné. (e a chamar 'mano' aos amigos). Mas enquanto pessoa, impecável. completa e totalmente impecável.

Bónus 1: tem uma namorada há 4 anos. (correcção: tem uma dama). o que diminui drasticamente as possibilidades de me engatar. porque apesar de o achar simpático e giro não quero nada com ele; agora estou mesmo apaixonada for somebody else.

Bónus 2: escreve PORTUGUÊS DECENTE nas mensagens. Cláudia armada em esperta: "por acaso achava que escrevias as mensagens com x's e k's"; resposta dele: "achas mesmo? não há nada mais valioso que o bom português". PIMBAS, que é para aprenderes Cláudia.

Bónus 3: he's a nice guy to be around. muito, muito, de vez em quando.

Enfim. Aqui tenho duas lições a aprender: 1 - nunca julgar o livro pela capa; 2 - nunca fazer generalizações: há chungas e há Chungas. E ele é um Chunga impecável.

Muaah @

é o que eu digo, estamos sempre a aprender. cada vez evoluo mais enquanto pessoa.



11 de janeiro de 2010

' Apaixonada pela Vida.

às vezes, ponho-me a pensar, em como é quase impossível alguém sentir-se tão feliz quanto eu.

é verdade: EU SOU EXTREMAMENTE FELIZ. é que eu adoro todos os aspectos da minha vida.

e claro que isto não significa que a minha vida é boa (apesar de eu achar que é). claro que também tem coisas más (todos temos os nossos problemas e cada um os sofre à sua maneira). não significa que tenha tudo o que quero. e também não significa que sou conformista e que me basta tudo o que sou/tenho neste momento: sou bastante sonhadora e quero sempre mais e melhor. isso é sempre bom, não é?

mas sinto que, neste momento, estou bem como estou enquanto pessoa, com os meus sonhos sempre atrás, sempre perseguindo-os mas mantendo-me igual a mim mesma, sem tirar nem pôr. querer mais e pensar no futuro, sim, mas viver sobretudo no presente: hoje posso não ter tudo o que quero; mas tenho tudo o que preciso para morrer feliz se morresse neste momento. sinto que evolui tanto em termos pessoais nos últimos anos que, sinceramente, não mudava nada em mim, e os defeitos que encontro, acho que fazem parte. não seria eu mesma sem os meus defeitos. está incluído na embalagem,lol. e isto é ser convencida, presunçosa? não acho. egocêntrica, talvez. mas é, sobretudo, uma questão de amor-próprio e auto-estima: se eu não gostar de mim, quem gostará?

a minha vida nem sempre foi um mar de rosas. e apesar de saber que sim, há e sempre vai haver pessoas com problemas bem mais graves que os meus, também eu os sofri, à minha maneira. também já tive depressões, ataques de choro; já me odiei, já me quis suicidar, já me quis cortar por dizerem que a dor física é mais suportável que a emocional. já quis entrar pela via dos anti-depressivos (no entanto, o "pior" que já fiz foi fumar ganzas e ter pegado num cigarro num momento mau da minha vida). já passei por aquela fase da adolescência em que as coisas mais mínimas eram dramas autênticos, já tive altas crises de identidade, até gótica eu já quis ser (!). sempre tive problemas familiares, cresci num ambiente nada propício a um bom desenvolvimento, já vivi num buraco improvisado apenas com um quarto e uma sala, que dividia com a minha mãe, enquanto ela trabalhava 16 horas por dia e ainda limpava as escadas do prédio de onde era porteira, para ganhar uns extras, e eu, com 8 anos de idade, ajudava-a a fazer isso (depois de vir sozinha da escola primária, que sim, na primária já andava de transportes públicos, não era como os meus colegas que todos os dias tinham um carro com motorista à espera dos meninos), porque ela vinha super cansada e tarde do trabalho, enquanto que os namorados dela (meus padrastos) não faziam nenhum da vida, chegavam a casa bêbados, por vezes batiam-me a mim, eu, que chegava a casa e estava tudo coberto de vómito. isto tudo acompanhado com os dramas entre os meus pais, as discussões deles por minha causa, que não faziam questão em esconder, mas discussões mesmo à barraca, com direito a palavrões e tudo (que na altura, claro que me escandalizavam), e a minha mãe a mandar um balde de água fria ao meu pai porque ele me foi ver a casa um dia sem avisar porque já não me via há muito tempo (nunca mais me esqueci dessa cena), e depois cada um a tentar 'fazer-me a cabeça' contra o outro, ou seja, a usarem-me como objecto de competição um entre o outro. claro que depois no meio da cena toda entrava a minha avó, que quando quer consegue ser uma megera, e o resto da família, que nada abona a favor dela. sim, tive uma infância complicada, sofri de bullying durante 12 anos e não me defendia, era uma fraca, chegava a casa todos os dias a chorar, andei em psicólogos até praticamente aos 16 anos, altura em que desisti psicologicamente, altura em que apareceu na nossa vida um padrasto que dava porrada à minha mãe e às vezes a mim, altura em que não havia semana que não chamássemos a polícia, que não tivéssemos os vidros do carro partidos mesmo com uma ordem de restrição contra ele pedida ao tribunal. e estas são apenas algumas partes. (e é uma das razões porque eu não gosto do Natal nem de festas de família).


pois não: a minha vida não foi um mar de rosas. mas, e então? eu prefiro vangloriar-me por ter ultrapassado tudo e me ter usado de tudo para me fortalecer, e não ir abaixo. não gosto de me pôr a lamentar por coisas que aconteceram há anos, e que ainda hoje acontecem, que sim, me deitam abaixo, me deixam triste, depressiva. prefiro pensar assim: e o meu pai, que teve de sair de casa aos 15 anos por causa da guerra colonial, que teve que fugir para Portugal com "500 escudos" no bolso e recomeçar do zero, dormir as primeiras noites em Portugal em bancos de jardim? (sim, o meu pai já foi sem-abrigo). e ele, que voltou a ficar sem absolutamente nada, nem sequer a minha custódia, a seguir ao divórcio dos meus pais, e mesmo assim, arranjou forças e recomeçou, de novo, do zero? e ele, que com enormes dificuldades financeiras, a trabalhar de dia e a estudar à noite, fez altos sacrifícios para me pagar colégios privados até ao 12º ano? e ele, que passou por tudo isso e agora é uma pessoa bem formada, com um bom emprego, um bom ordenado, um quadro-chave na empresa onde trabalha, sempre a receber prémios pelo bom desempenho? e que, mesmo assim, continua a ser uma pessoa humilde, não anda por aí de fato e gravata só para se vangloriar? e a minha avó, que teve uma das vidas mais sofridas que eu já ouvi... que fugiu para se casar com um homem esquizofrénico (meu avô, que morreu tinha eu uns 4 anos), que, segundo consta, lhe batia, tinha alucinações, que um dia chegou a casa com uma arma, apontou-a à minha avó e, se não fosse a minha mãe a meter-se à frente (que na altura devia ter uns 10 anos), nem sei que acontecia? e os abortos espontâneos que a minha avó sofreu, EM CASA, sem qualquer auxílio por parte do meu avô, que se estava a cagar, só a usava como objecto sexual (violação)? e a minha avó, que passou por tudo isso, e hoje vive bastante bem (apesar de amargurada)? e a minha mãe, que saiu de casa da minha avó aos 15 anos para ir trabalhar, sem quaisquer estudos, muitas vezes a depender dos outros, a lavar escadas, despejar lixos, trabalhar à noite, aturar homens bêbados e abusivos? e ela, que sempre, sempre, sempre, se soube levantar, soube lutar pelo que queria? e ela, que juntou dinheiro, comprou um táxi, e hoje é proprietária de uma firma de táxis, comprou uma moradia a pronto pagamento em Lisboa, remodelou-a toda, que vive bem e podia pôr gente a trabalhar para ela, e mesmo assim continua todos os dias a levantar-se bem cedinho para ir trabalhar e lutar pelo que quer, sem se cansar? e ela? e quando eles me contam estas histórias com LÁGRIMAS NOS OLHOS, as minhas quase a cair, eu penso... eu tive uma vida má? sim, eu sofri. mas comparada com a deles... eu tive uma vida muito, muito boa. e é por isso que eu digo: eu adoro a pessoa que sou hoje.

adoro o saber dar valor ao que tenho sem deixar de sonhar com mais. porque - e agora tenho de frisar uma pessoa em particular - nem toda a gente tem ou teve ou alguma vez terá a possibilidade de ter tido a educação excelente que eu tive e que o meu PAI me proporcionou, à pala de muitos sacrifícios da parte dele, por achar que era a única forma de compensar o ambiente péssimo que eu tinha em casa da minha mãe, sendo que ele só me via fim-de-semana sim, fim-de-semana não. ao meu PAI, esse grande senhor, ficarei sempre agradecida e sem saber como retribuir, apenas mostrar que o investimento dele deu frutos, que hoje sou uma pessoa bem formada, com os pés na terra e a cabeça no sítio. e posso dizer que já me queixei muito, fartei-me de queixar, daquele colégio onde andei 8 anos, que odiava, odiava as pessoas de nariz empinado, mas hoje, o que importa não é isso, mas sim o que ficou e o que permanece no tempo, aquilo que é realmente importante, uma das coisas mais importantes na nossa vida: a educação. o resto? as pessoas mesquinhas? essas, nunca saberão realmente o que é ter algo com valor e saber apreciar. sempre tiveram tudo o que queriam na palma da mão e como não tinham vida própria nem mais nada que fazer, resolviam implicar com as outras pessoas (90% das pessoas do meu antigo colégio). e apesar de eu ter sido mimada pelo pai e, da parte dele, sempre ter tido quase tudo o que quis, ele também me ensinou a dar valor. e a não tomar nada por garantido. hoje está cá, amanhã pode já não estar. e as coisas custam a ganhar.

enfim. adoro saber que sou capaz de valorizar o momento presente, o aqui e o agora, com tudo o que tem de mau e tudo o que tem de bom. adoro adorar-me, adoro gostar de mim mesma, não só a um nível emocional, psicológico e espiritual, como também a nível físico: adoro olhar-me ao espelho e adorar o que vejo com todos os defeitos. adoro acordar todos os dias com energia (nem sempre física mas psicológica sempre), energia para sair de casa, apreciar a chuva ou o sol, ir à minha vida, ter uma vida própria, lutar pelo que quero e todos os dias conseguir um bocadinho mais dos meus sonhos. adoro ser eu mesma e não ter medo de o ser nem de o mostrar. adoro sentir-me a crescer, cada vez mais, a sentir-me mais madura. tendo, claramente, cometido as minhas loucuras e infantilidades - que continuo a cometer e ainda bem, deixar morrer a criança que há dentro de nós é o primeiro passo para a morte emocional, e que seria sem a diversão? - todos os dias cresço um pouco mais. adoro sentir que todos os dias aprendo algo novo, mas que sei filtrar a informação que é importante, guardar a que é boa e deitar fora a que é má. adoro saber fazer essa distinção. adoro ser forte, adoro quando me magoo e consigo ultrapassar, quando me proponho a algo e alcanço, saber que tenho essa capacidade, e que a capacidade de se confiar em si mesmo, como eu confio, é o ponto de partida para quase tudo na vida. adoro saber relativizar: dar importância ao que é importante. é pequeno? é mesquinha? é de baixo nível? não liga: deita fora e vai em frente.

e no dia-a-dia, andamos sempre tão "cansados" por tudo e por nada, deprimidos, cabisbaixos, queixosos, desacreditados, com um vazio de alma imenso. sempre a sobrevalorizar coisas pequenas, coisas que a longo prazo não têm grande importância. e então, se só tiver uns míseros 30 euros na conta bancária? e se aquela frequência me correu mal? e se aquele trabalho teve má nota? e se aquele rapaz de quem eu gosto (gostava), não gosta de mim da mesma maneira? e se a minha mãe chegou a casa mal-humorada e me deu um raspanete por uma coisa qualquer? e se os meus cães fizeram cocó dentro de casa? e se hoje na aula de condução o meu instrutor passou-se comigo porque não pesco nada de estacionamento? e então? que efeito tem isso a longo prazo? ao pensar sempre em coisas menores, esquecemo-nos do que é realmente importante.

hoje em dia, eu digo: que se lixe o passado. o que lá vai, lá foi. hoje, sou feliz. nos meus poucos anos e experiência de vida (19 anos), já percebi algumas coisas que me têm sido essenciais. caí, magoei-me, mas levantei-me, perdoei, mandei ressentimentos para detrás das costas e hoje, mesmo com todas as adversidades e obstáculos que se atravessem pelo caminho - que é sempre em frente, eu sou feliz. tenho uma boa saúde. tenho uma boa educação. tenho liberdade de expressão (um direito fundamental que nem sempre toda a gente teve). tenho amigos. tenho pessoas com quem contar. tenho uma casa quente e acolhedora para onde ir no fim do dia. tenho a minha mãe, a ela e aos seus cozinhados péssimos, à minha espera para o jantar. tenho um pai presente na minha vida, que me liga quase todos os dias para saber como estou. tenho uma avó que visito todas as semanas e que acabou de me ligar a chorar a dizer que me adora. tenho-me a mim mesma. tenho a felicidade mesmo ao meu lado - todos temos, às vezes não a sabemos ver. o essencial é invisível aos olhos, mas se olharmos com atenção, está tudo lá, tudinho. e eu, eu tenho tudo o que preciso para ser feliz. aqui e agora. e hoje, olham para mim e nunca diriam que já estive tão deprimida, que já tive uma vida de merda, porque hoje sorrio, não guardei ódios nem ressentimentos, foi como se tivesse renascido e percebido que a vida é, de facto - para uns mais do que para outros - belíssima.

e é por tudo isto e muito mais, que eu digo: adoro-me. e devo dizer que, muito do que sou hoje, se deve aos meus pais e avó, e Cristiana (amiga de longa data do meu pai, minha amiga também. é daquelas pessoas a quem eu dedicava um livro meu se o escrevesse). podem ter atitudes de merda, às vezes (quem não as tem?), mas são autênticos exemplos vivos de coragem, força, confiança e tudo o mais. são exemplos autênticos de como a vida deve ser vivida: vai em frente, erra, magoa-te, cai, levanta-te e recomeça as vezes que forem precisas. são exemplos que eu segui e vou seguir sempre.

(claro que é muito bonitinho estar a escrever isto sentada à frente do portátil que o meu pai me comprou e no quarto em casa da minha mãe, mas enfim, um dia ainda hei-de atingir a independência, lol. isto foi só um aparte estúpido).


enfim. que mais dizer? podem chamar-me de convencida ou o que quiserem. who cares? eu sou, simplesmente, super, hiper, mega (mesmo à Floribella, LOL), APAIXONADA PELA VIDA E POR MIM MESMA. e pelo blog.

claro que também ajuda o facto de estar extremamente apaixonada por um certo e determinado menino. (suspiro).

Muaah @

Aparte
estou mesmo orgulhosa do nosso blog Plus-Size, Lane :)


10 de janeiro de 2010

' Baileys, Sex and Cigarrettes .

hoje (9 para 10 de Janeiro), a noite é passada em minha casa! eu, o Bruno, a Nena, o Peter (mas que quatro). há que ir trocando de casa, né? a noite promete, estes meninos só me estragam os planos de ser uma boa menina, estudar, deitar-me cedo, acordar cedo, estudar. mas enfim. no amor(/paixão), na guerra, no sexo e na diversão vale tudo. e finalmente a Nena fez o posting sobre a Passagem de Ano parte 2. Estava à espera que ela o fizesse desde dia 2 de Janeiro. esta menina...


Agora, quase todos os fins-de-semana, eu, o Bruno, a Nena e o Peter andamos em casa uns dos outros, mas a melhor é mesmo a minha, já que tenho praticamente uma casa só para mim: andar-de-cima-que-é-todo-para-mim-e-funciona-como-mini-apartamento. comprámos comida de plástico até dizer chega, acho que vai dar para a noite de hoje e dos próximos dias...



"meu deus... tanta comida de porcaria"
"não te preocupes. eu tenho uma casa-de-banho só para mim"

"epa, hoje não claudinha... tou com o período!"
"eu tenho pensos higiénicos e tampões -.-"

"epa, mas e para tomar banho?!!"
"eu tenho banheira, gel de banho, shampoos, toalhas, roupa, gás, luz, água quente!"

"sou friorenta"
"eu tenho roupa quente e mantas e edredons!"

resumindo e concluíndo: A MINHA CASA É HABITÁVEL.

*eu tenho uma espécie de estúdio/marquise, onde está o pc, um sofá, as coisas da faculdade, uma cama, e um estendal interior de roupa*

"bem... meti aqui a roupa a secar há uma semana e ainda tá humida... olha, pode ser que com o calor que tu e o Peter vão aqui fazer a roupa seque!!"
(ahahah)

"o teu padrasto vai dormir aqui?"
"ya, eles vão sair e quando saem ele fica cá"
(o Bruno faz uma cara estranha)
"oh, não te preocupes. eles também fodem aí"
"só pensas em coisas taradas!!"

mas, a melhor foi mesmo:

Nena - epa, eu sou friorenta, vou precisar de mais mantas nesta cama!
eu - a cama ainda nem tá feita... temos de fazer a tua cama.
(silêncio)
e lembrámo-nos que supostamente o irmão da nena é que ía dormir na cama suplente... para a minha mãe, claro.
a Nena a tentar recuperar tudo: "epa, temos que fazer a cama para o meu irmão!"
(mas claro que o Bruninho dorme comigo).

porque conviver é a melhor coisa do mundo, agora não nos largamos os quatro.

Muaah @

Aparte

cena inédita da tarde do dia 8 de Janeiro de 2010: eu e o Bruno, na cama da Nena. eu com os boxers dele. à espera que ela chegasse, para nos vestirmos e prepararmos para quando a mãe deles chegasse (não convinha que ela nos visse naqueles preparos né). combinámos que a Nena ligava antes de vir, mas qual quê. a miúda mete a chave à porta, e nós ali. eu só via a minha vida a andar para trás, não sabia onde me meter, a cama dela estava cheia de malas por baixo. de repente, entra a menina e diz "OLÁAA!"... juro: só me apeteceu matá-la naquele momento. é que foi um SUSTO. mas um SUSTO.
pensámos que fosse a mãe dela. ficámos em pânico. é justo.

8 de janeiro de 2010

' And All That Jazz XIII

Depois daqueles 4 dias de fim-de-semana prolongado e imprevisível, custou-me horrores voltar à vida normal. tive que estudar tudo o que tinha acumulado (e eu, quando digo que vou fazer, faço mesmo, custe o que custar), tive uma frequência horrível que correu mal, tive 4 horas à espera de ser atendida para levantar o Cartão de Cidadão (li um livro inteiro enquanto estava à espera), tive 4 aulas de condução (eu e as rotundas não atinamos), tive dança, apanhei uma molha gigante, apanhei montes de frio porque feita parva ía de top para a rua depois da dança por estar com calor, fiquei doente, fiquei quase afónica, estive uns diazinhos sem fumar (depois não digam que sou viciada... se fosse, não aguentava ficar sem fumar porque estava doente); o meu nariz parecia as cataratas do niagara, a minha cabeça esteve no seu pior quase a explodir de 5ª para 6ª quando fui comer uma Pitta Shoarma com a Nena (correcção: ela comeu, eu fiquei a ver cheia de inveja e a comer sopinha de cenoura e sumo de laranja natural para ver se me curava mais rápido), e a sentir o meu cérebro a escorrer pelos ouvidos fora, com 38ºC de febre. felizmente consegui recuperar mais ou menos até 6ª porque era o dia - O Dia - para estar com o menino; felizmente não me chamaram para fazer baby-sitting, acho que esta semana não aguentava (o que me surpreende muito, dado que no último mês fui lá todas as semanas).


enfim, depois daquele fim-de-semana, voltar à vida foi custoso, fazer 30 por uma linha quando se está doente não sabe nada bem, mas o pior é que não me apetecia fazer nada. todos os dias foi uma luta imensa para me levantar e vestir-me e sair de casa, de tão exausta que andava, de tanto me doer a cabeça. não me apetece fazer nadinha de nada nem ver quase mais ninguém sem ser ele. e isso ... é sinal que estou a começar a apaixonar-me. nem sei se isso será bom ou mau, mas eu, quando estou apaixonada, sou terrível. não faço mais nada da vida... acho que tudo o resto é uma seca gigante.

hoje, finalmente, foi o dia... O Dia para estarmos juntos outra vez :) descobri que sexo com febre é do melhor, e até ajuda a recuperar. mas é momentâneo, consigo respirar pelo nariz nos 5 minutos seguintes e depois volta ao mesmo. resumindo: fiquei na mesma, super doente. mas com o meu enfermeiro particular a tratar de mim, a cozinhar para mim, a fazer-me capuccinos, a adormecer-me e a ficar a olhar para mim a dormir, a partir-me o ben-u-ron em dois para ser mais fácil de tomar, a achar-me "linda" com cara de doente (oh meu deus), a fazer-me massagens, festinhas, miminhos, aiiii... quem não se cura?? neste momento, eu digo: dava tudo para passar outra vez aqueles 3 dias em casa dos quais tanto me queixei. mas 3 dias... nós os dois!! (oh meu deus, o que me está a acontecer). ESTOU CANSADA... MAS ESTOU FELIZ. vou ficar por cá esta noite, temos a casa só para nós (já sei que não vou dormir nada).

entretanto, há anos-luz que não recebia um 'miminho', obrigada Diana.

Um Pouco de Mim em 5 Revelações (como se eu já não tivesse revelado quase tudo aqui no blog lol). aqui vai:


Eu já...
Vomitei para cima de uma amiga minha.



Eu nunca...
comi sushi. e quero experimentar este ano.



Eu sei...
mais do que devia ou queria saber.



Eu quero...
estar com ele.



Eu sonho...
com coisas impossíveis.



Muaah @

ele - "dormiste bem?"
eu - "podia ter dormido mais e melhor, mas sim. et tu?"
ele - "mal, muito mal"
eu - "porquê?"
ele - "senti falta do teu toque, aquele toque tão bom".
<3>

6 de janeiro de 2010

' Baby-Sitting

Chama-se Guilherme e tem 14 meses. é um dos bebés mais amorosos que eu já conheci. (antes dele vem a minha pseudo-sobrinha Catarina). os pais dele trabalham em casa, e precisam de tempo e sossego. o que é impossível com um bebé de 14 meses em casa que requer vigilância total quando não está a dormir. ele anda na creche, mas quando está doente tem de ficar em casa, (com as histórias das Gripes A's agora as educadoras não o deixam ir, lol), e eu vou lá entretê-lo para ele não chatear os pais. ou quando eles têm mesmo de sair de casa. se bem que acho esquisito o miúdo estar sempre doente. tenho ido lá todas as santas semanas, por vezes 2 e 3 vezes por semana... e pronto, basicamente é isso. gosto de o fazer e, claro, os troquinhos que vou fazendo sempre me ajudam nas minhas despesas. sempre pagam a dança, os jantares, as saídas, enfim, coisas que os meus pais não financiam.

ele é mesmo amoroso. ele derrete-me o coração.

simpatizou logo comigo. a mãe até achou estranho ele não me ter estranhado. sempre que me vê faz uma festa. felizmente não é daqueles bebés embirrantes que choram por tudo e por nada. é bastante acessível. não chora quando cai, não chora com nada, o máximo que faz é beicinho e um ar triste. basta abraçá-lo e dizer "pronto, já passou" e ele continua numa boa. é muito divertido, muito falador (conversa sozinho), muito sociável, muito brincalhão.

o "pó?" - vira-se para mim, olha para cima, quando quer alguma coisa, e diz "pó?". isto quer dizer "podes?". pergunta-me isso sempre que quer alguma coisa, seja o que for, mas geralmente é colo. ou então é para eu pegar ao colo ao é da janela para ele ver os carros. ele adoooora carros. põe-se ao pé da janela, aponta para cima e diz "pó?". depois fica muito quietinho (o que é raro) e calminho a olhar para os carros e autocarros a passarem. e diz "vruum". TÃO QUERIDO.

o "pato" - não, não é um pato. é o SAPATO. quando deixa a pantufa cair, diz sempre "pato?", género a perguntar "o meu sapato?".

o "dá". quando ele diz "dá", não quer dizer "dá", quer dizer "toma". porque ele pega numa coisa qualquer e dá-me e diz "dá". mas o que ele quer dizer é mesmo "toma". e depois eu digo "não é 'dá', é 'toma'" e ele fica a olhar para mim com os olhinhos muito abertos e muito atento. com 14 meses, o nosso cérebro é uma esponja.

mas a coisa mais querida que ele faz - e que me derrete o coração todo, sem exageros - é quando ele vem a correr para mim e me abraça. quando eu estou tipo sentada no chão, a brincar com ele, e ele está numa ponta do quarto, e vem a correr até mim e pura e simplesmente... abraça-me. depois quase que me estrangula (o puto tem força), puxa-me os cabelos, e depois eu tenho de fazer cara de má e dizer que "não, assim a Cláudia fica triste" e fazer beicinho para ele perceber, e ele percebe. mas aquela parte do abraçar-me é mesmo QUERIDA. derrete...

fala imenso. conversa IMENSO sozinho. a sério. é capaz de estar 10 minutos a andar de um lado para o outro, a falar com não sei quem. (deve ser um amigo imaginário). não se percebe nada do que ele diz, sem ser o 'nhão', e algumas palavras que já diz mais articuladamente, mas fala e fala e fala... pilhas duracel. e eu só digo 'tens razão tens'.

e já diz algumas palavras bem articuladas. acho que ele é bem inteligente. um dia, pareceu-me que tinha dito "papéis", mas achei que era uma palavra muito difícil para ele dizer. mas ele disse "papéis", PAPÉIS, com todas as letras e mesmo bem dito, sem nenhum erro. passado um bocado percebi que ele queria pintar. (papéis + lápis de cera). fiquei espantada. ele ainda nem sequer diz "não" como deve de ser, e disse PAPÉIS. quando contei à mãe dele, ficou toda contente. PAPÉIS!! LOOL

quando tem alguma coisa na mão, esconde e olha para mim com ar de reguila. se eu digo "dá à Cláudia", ele foge; se eu digo "dá à Cláudia" a fazer um beicinho, e a fingir que tou a chorar, género "se não deres eu vou ficar triste", ele faz um beicinho também, tipo empatia pela minha tristeza, e dá-me e desata-se a rir, muito orgulhoso de si mesmo x)

é low-maintence, isto é, quase nunca suja a fralda, pelo menos no tempo em que eu estou lá. raramente come, se se lhe pergunta se quer papa diz sempre 'nhão', e quando come, come bem (tipo, não cospe nem nada, como eu fazia quando tinha a idade dele; se não fosse a minha mãe a enfiar-me a chucha depois de me dar uma colherada eu COSPIA TUDO); brinca sozinho... as únicas coisas que ele faz mais 'birra' é quando é para ir dormir (quando vemos que ele está a MORRER DE SONO e mesmo assim não quer ir dormir), e para mudar a fralda. se bem que uma vez comigo, ele nem fez birra nenhuma. eu mudei-lhe a fralda e ele ficou lá quietinho, até fiquei surpreendida que ele não tentasse fugir (normalmente é quase preciso um colete de forças). de resto, eu basicamente só fico a vê-lo a brincar. a única coisa que ele "exige" interacção é quando atira uma bola para debaixo do armário de propósito, depois deita-se, olha para mim e diz "pó?", como quem diz "podes ir buscar a bola?"; é a brincadeira preferida dele, eu faço com cada alongamento corporal para ir buscar a bola... fica todo contente quando eu vou buscar a bola, é um gozo enorme vê-lo, depois eu rio-me, e ele ri-se imenso, e eu rio-me mais porque o riso de bebé dele é uma coisa linda, e ele ri-se mais, e é uma galhofa.

o "aaa-tchim" - volta e meia. diz isso. e fica uma hora seguida a repetir isso, se for preciso. a-tchim, a-tchim, a-tchim... e depois, quando eu espirro, ele ri-se imenso. enfim, acha piada aos espirros.

ele adora quando eu assobio. apesar de eu não saber assobiar muito bem, nem saber fazer melodias, só assobio para dentro, ele vibra com isso, vai sempre 'atrás do assobio' e quando 'o encontra' fica a olhar para a minha boca muito atentamente.

já referi que eu adoro cerelac??? espero que os pais não tenham uma daquelas nany-cams, porque eu como sempre o resto do cerelac que ele deixa xD epa, não resisto.... ele nunca come tudo, quando não quer mais diz "nhão", e eu como uma colher e digo "hmmm, tão bommm", mas quando ele continua a dizer que não, nem é tarde nem é cedo... como eu o resto... TÃO BOM, MEU DEUS, COMIDA PARA BEBÉ É TÃO BOM. sempre é melhor que deitar comida fora...


ele também adora que eu lhe cante musiquinhas. começa a dançar e a bater palmas. é um gozo vê-lo. há um filme na Meo, que são 20 minutos com musiquinhas género karaoke. ele vibra com aquilo. dança, canta, bate palmas. e eu já não posso - mas é que não posso mesmo - mais ouvir a música "era uma vez um rei com uma grande barriguinha, comia, comia, e mais fome tinha!" -.- mas dá um gozo enorme vê-lo todo divertido. de resto, como eu não sei de músicas infantis sem ser o 'atirei o pau ao gato', canto sempre músicas que passam na rádio e que estão na minha cabeça. tipo uma vez que lhe mudei a fralda a cantar "I want to live in Ibiza", e ele ficou muito quietinho a ouvir. o miúdo quando for crescido vai gostar de House.

ah, e é de referir que além de baby-sitter, também faço de animal-sitter. eles têm 2 gatos, e eles andam SEMPRE atrás de nós. e eu, morro de alergia a pêlo de gato. só o ver o pêlo a esvoaçar pelo ar faz-me impressão. da primeira vez que lá estive, fiquei com um ataque de espirros gigante, e quase com falta de ar. das vezes seguintes, já tomei um anti-histamínico antes de ir, para atenuar os efeitos. senão... Morria :O

epa, o miúdo é um amor mesmo. é acessível, não é embirrento e não está a ficar mimado, género 'ou fazes o que eu quero ou mando uma grande birra'. gosto especialmente dos dias em que tenho de lhe dar banho, porque é uma forma fácil de ele se entreter e depois de sair fica mole e adormece muito rápido, e dá um descanso aqui à Nany. sim, porque andar 4 ou 5 ou às vezes mais horas atrás de um puto de 14 meses enérgico, cansa... cansa e muito. às vezes, fico com TANTO sono, que lhe pergunto, vezes sem conta "Gui, ó-ó?".. e quando ele diz "nhão" eu só vejo a minha vida a andar pra trás... xD aproveito sempre quando estamos a ver aquele tal vídeo da Meo de 20 minutos, eu deito-me e deito-o em cima de mim e geralmente ele fica muito quietinho e eu só penso "é agora que ele vai adormecer"... MAS NÃO... fica assim muito quietinho uns 5 minutos e depois inventa sempre qualquer coisa... e pior... levanta-se em cima de mim, e não dói pouco...

epa, estou a adorar a experiência... nunca tinha feito baby-sitting... adoro :D é cansativo, são algumas horas, fora aquelas que eu demoro em viagens para lá e para cá (é só na ponta oposta da cidade onde eu moro), mas vale a pena... adoro o miúdo! o puto é fenomenal. e eu, que não gostava de crianças. agora gosto. (um dia daqui a muitos anos vou querer ser mãe. ai, o meu instinto maternal, lol).

Muaah @

Apartes

1 - e hoje foi, oficialmente, o dia em que eu acabei de ler o meu tão delicioso livro de 551 páginas em inglês de Psicologia Social. (atenção: 551 páginas A4, dividas em 2, porque o texto está escrito em duas subpáginas de uma página - vocês percebem - o que dá um total de ... (agora é aquela parte em que eu, péssima a matemática como sou, tive de fazer esta conta simplicíssima numa calculadora) ... 1102 páginas escritas em inglês e numa letra mínima. estou tão orgulhosa de mim mesma. LOL)



2 - o que a autora tão dedicada de um blog tem de ouvir: "epa, estava a pesquisar no google por psicofisiologia&genética e dei com o teu blog... depois vi que te conhecia e que eras do meu curso!". epa, sinceramente. adoro que o meu blog apareca no google. agora, a procurar por genética? GENÉTICA? é que eu falo de tudo e mais alguma coisa incluindo sexo, escrevi um aparte (um aparte, que nem foi um posting inteiro) com uns termos de genética e é logo isso tudo? LOOL



4 de janeiro de 2010

' Um óptimo ano, um óptimo Réveillon .



(a última foto de 2009 tirada no meu closet, eheh)




Eu queria ter um beijo à meia-noite da passagem do ano. Mas não queria um beijo qualquer de uma pessoa qualquer. Eu queria um beijo dele. Há já algum tempo que sentia um fraquinho por ele - uma longa história que talvez um dia valha a pena contar. Uma química inexplicável. O beijo não aconteceu à meia-noite, para dar sorte, porque eu nestas coisas - admito - sou um bocado tímida.

Mas, eventualmente, o beijo acabou por acontecer. Mais tarde. Mais intenso. Melhor. Foi O Beijo que se prolongou pela noite e fim-de-semana todos... e para bom entendedor meia-palavra basta. E assim foram as primeiras horas do meu ano 2010: da melhor forma que se pode começar. para mais informações, mais detalhadas e na perspectiva de quem estava a fazer de guarda (é pra isso que as irmãs e amigas servem), ler o posting da Nena. (o que eu me ri com isto).

De resto, todos os planos nos saíram furados. Éramos um grupo de 6 e era suposto irmos ao concerto dos Xutos&Pontapés que ía haver em Belém. O não-sei-das-quantas adoeceu e bye bye concerto. Assim sendo, resolvemos ir ver o fogo-de-artifício para o Parque das Nações, levarmos umas bebidas e ficarmos lá no Parque dos Poetas, e a seguirmos para o Casino de Lisboa. Qual quê. À meia-noite, ainda estávamos no metro - a Nena demorou 298397765 horas a vestir-se; eu troquei de roupa, maquilhei-me e penteei-me em 10 minutos; por isso, não digam que as gajas são todas iguais... eu sou uma gaja especialmente despachada e determinada - sei o que quero vestir e é logo! Mas até nem foi mau de todo. Claro que começar o ano dentro de um túnel e dentro de uma carruagem de metro, não é do melhor. Mas é kinda original. E o metro estava a abarrotar. Fizemos a nossa festa, abrimos o champanhe, brindámos, enfim... mandámos os foguetes ao ar e apanhámo-los sozinhos. Posto isto, não houve fogo-de-artifício para ninguém. Casino de Lisboa, bye bye também - um dos membros do grupo era menor. Parasita. A única coisa que fizemos de jeito mesmo, foi ficar lá no parque a atrofiar.

(também foi engraçada a cena do mulatinho giro do Continente que eu e a Nena encontrámos quando procurávamos por Baileys - que já não havia. era mesmo muito giro. foi o nosso último engate de 2009 e nem conta como engate, nem com o número dele ficámos).



No entanto, não é o sítio, nem o fogo-de-artifício, que fazem uma passagem de ano de qualidade. É, sim, a companhia. E a companhia, devo dizer... era MUITO BOA. por isso, sim, a minha Passagem de Ano foi óptima, óptima como o ano de 2009. E que 2010 seja mais um ano de mudanças, conquistas e alegrias. Como foi 2009.




estilo Jason Mraz?




só porque adorei as minhas unhas assim.








a Cláudia balofa a andar à solta pelo Parque das Nações. devia ser proibido. ahah.





era suposto ter ido para casa dia 1, provavelmente com directa em cima, mas acabei por ficar em casa deles o fim-de-semana todo. foi um fim-de-semana imprevisível. mas espectacular. as melhores coisas são aquelas que acontecem sem estarmos à espera. foram noites inteiras a conversar, a contar piadas e coisas estúpidas, e a rir mesmo alto e a dizer "shhhhh", e a jogar strip-uno - um jogo que eu inventei, a dois, em que cada jogo que se perde a pessoa tinha que despir uma peça de roupa (e adivinhem quem perdeu todos os jogos? eu. sorte ao jogo tenho zero. e nunca tive muito jeitinho para jogos com cartas. e adivinhem o que é que acontecia depois? não digo. ahah). uma cumplicidade imensa. é bom saber que temos alguém com quem podemos contar assim. com quem podemos desabafar, contar coisas, rir e se for preciso chorar. aquilo que era um simples fraquinho, transformou-se em algo maior. um amigo acima de tudo, com quem descobri ter mais em comum do que alguma vez imaginava. é uma sensação brutal.

foi bom sim senhora, mas voltei hoje para casa. soube-me tão bem. a mãe deles cozinha tão bem. comparada com os cozinhados péssimos da minha, então, soube-me mesmo bem um fim-de-semana com comida de qualidade. mas o melhor das refeições eram mesmo a troca de olhares, os toques de pernas por debaixo da mesa, os jogos de sedução. souberam-me tão, mas tão bem, estes 4 dias, que não me importava nada de ficar lá mais alguns e custou-me vir embora. VOU DAR-ME PARA ADOPÇÃO! não dormi quase absolutamente nada - era à noite quando estava tudo a dormir que tínhamos mais privacidade e durante o dia ficávamos sempre na conversa. e pronto, entre trocar da sala onde estava com ele para o quarto da Nena, dormir o resto da madrugada até me acordarem, acabei por não dormir grande coisa.

não levei agenda. estava a contar ir para casa e retomar a minha vida dia 1. resultado: estou toda desorientada. eu, sem agenda, os dias não passam. fiquei parada a dia 31 e o meu ano a sério começou dia 3 à noite. estou toda desorientada, da falta de sono, do ter bebido álcool todos os dias (eu não tenho muita resistência), da paixão, da falta do meu planeamento habitual dos dias através da agenda. e 3ª feira tenho uma frequência. deixei acumular tanto, mas tanto estudo. é que estou mesmo a ver que vou dormir o dia todo de 2ª para compensar o sono perdido. e depois, estudar? ai a minha vida. AH, TIVE 16 NUM TRABALHO DE GRUPO. ESTOU CONTENTE.

o meu ano de 2010 está a começar mesmo muito bem. defeitos? zero. eheh.

pérolas do fim-de-semana (para além daquelas que a Nena fez questão de colocar a vermelho no seu blog)

@ "ai que eu tenho que comprar uma lanterna de luz negra"
@ "se fosse a ti, metia toda a roupa que eu usei para lavar"
@ "espera aí, agora é que eu estou a pensar... eu dormi naquela cama!!!!!!!! bleeeehhhhh"

@ 4 gajas num carro, a Cátia vira-se:
"isto é falta de começar o ano..."
"eu já comecei o meu..." (Nena)
"eu também, em grande estilo...!" (EU)
"cala-te... tu começaste, acabaste e já fizeste o ano todo!" (Nena)
(...silêncio...)
"TAMBÉM QUEROOOOO!!!!" (Ana)

@ "acho que vou ter de passar ali pelo Júlio de Matos, a informação que tu me dás acerca do meu irmão é demasiada para o meu cérebro aguentar, tenho de ir fazer um tratamento de choque" (Nena)

@ "hoje, quando entrei na sala, ía desmaiando. cheiro de sexo misturado com tabaco... QUE NOJO!"( Nena)

Muaah @

excêntrica, mas com limites - Bruno.



31 de dezembro de 2009

' De 2009.

Há, exactamente, um ano, eu estava a escrever como o meu ano (de 2008) tinha sido horrível, e quase a bradar aos céus que 2009 fosse melhorzinho.

e não é que foi? e não é que foi MUITO MELHOR? e não é que foi bombástico?

adoro estes últimos dias do ano, dá para fazer uma retrospectiva de tudo. e a retrospectiva que faço deste ano é bastante positiva. (ajuda bastante ter uma agenda onde escrevo tudo).

foi um ano de mudanças, muitas mudanças.

acabei com um namoro que já se estava a tornar doentio, depois de um ano e meio. (pode não ser muito tempo, mas para mim foi quase um casamento, ainda pra mais eu, que não gosto de compromissos nem relações sérias). custou, doeu, magoou, foram muitas lágrimas choradas, mas, finalmente, passei e ultrapassei e no lugar de um namorado, ganhei um amigo. um amigo para a vida.

o facto de ter acabado com essa relação, e de a ter ultrapassado pelas minhas próprias forças, mudou-me muito enquanto pessoa. fez-me ver muitas coisas de maneira diferente. fez-me aceitar muitas coisas de forma mais pacífica.

fez-me querer viver a minha vida de maneira diferente. fez-me conhecer pessoas novas, pessoas lindas, gente bonita, gente fantástica. ainda este ano (2009) cheguei a ter mais 2 namorados, sendo que um deles deixou uma marca profunda (positivamente). tive momentos de paixão intensa. estive tão, mas tão apaixonada, este ano, mas tão apaixonada. fiz loucuras por paixão. e não me arrependi. tenho que frisar o Tiago, foi o melhor namorado que tive em todos os sentidos. Adoro-te Tiago.

Em 2009, aprendi finalmente a assobiar com 4 dedos na boca. Dá jeito nos concertos, nas festividades, e para chamar os meus cães quando eles estão a longas distâncias. Continuo a não conseguir assobiar só com a boca (irrita-me solenemente, há anos que ando a praticar e simplesmente não consigo. invejo aquelas pessoas que cantarolam a assobiar. quem me dera). no entanto, aprendi um assobio fantástico. aquele do "eu tou aqui, sou buéda cool, sei assobiar com 4 dedos na boca!". Foi o Tiago que me ensinou. Naquele lugar do parque de estacionamento que ficou marcado para sempre.

de resto, foi o ano que tocou no pico das amizades coloridas. nunca, num espaço de menos de um ano (descontando o tempo que namorei), eu tive tanta curte e tanto flirt. e nunca, na vida inteira, eu tive tanto sexo. e nunca, na vida toda também, eu tive menos vergonha de o admitir: ESTE ANO, EU TIVE MAIS E DO MELHOR SEXO DE SEMPRE. e foi também o ano em que eu deixei de ter vergonha de escrever no blog sobre sexo e coisas relacionadas. até criei uma rubrica, e uma etiqueta. se ainda em 2008 eu era quase virgem, no fim de 2009 tenho uma mente muito aberta, adoro sexo, não tenho medo de o dizer, emancipei-me muito a nível sexual. olhem só a diferença. adoro este meu novo eu.

cheguei a beijar 6 pessoas numa semana, 8 num mês. cheguei a ter listas de pretendentes de 14 pessoas (mesmo que só me quisessem saltar p'ra cueca) . dei um "selinho" a um amigo em troca de um cigarro. dei um beijo com direito a língua e tudo a um colega de curso, e os dois ganhámos 10 euros (foi uma espécie de aposta). 2009 foi o ano em que eu comecei a desconfiar que sou Bisexual - desconfiança essa que ainda não foi posta à prova (fica para 2010).

enfim, 2009 foi o ano em que eu saí da caixa. que perdi o medo de fazer as coisas, de contar as coisas, de admitir e partilhar, em público se for preciso. que mergulhei de cabeça em algumas coisas. com a maior das descontracções. e de nada me arrependi.

em 2009, resolvi ser boa samaritana e dei sangue pelas primeiras vezes. apesar de nem acreditar em altruísmo.

em 2009, entrei para aulas de dança, algo que há muito queria fazer. estava indecisa e confusa, não sabia que modalidade praticar. até que encontrei uma que preenche todos os meus requisitos: URBAN STRIPTEASE AEROBICS. foi à primeira, foi tiro e queda e é algo que adoroooo e quero continuar a praticar. em Julho, demos um show bestial. foi tão giro, que as aulas encheram :)

2009, foi um dos anos em que eu conheci mais gente. foi um dos anos em que eu saí mais à noite. foi um dos anos que eu curti mais a vida social. foi o ano em que eu deixei de me preocupar com o que as pessoas pensam de mim, e comecei a ser eu mesma. sempre cada vez mais transparente.

em 2009, ganhei coragem para compilar todos os meus poemas e enviá-los para várias editoras sem sequer estar segura da sua qualidade literária (duvido que seja muita). Já obtive feedback, mas por enquanto não há dinheiro para investir na publicação. No entanto, as propostas estão em cima da mesa. Vai ser a próxima coisa para a qual eu vou juntar dinheiro.

2009 foi um dos anos que eu li mais, e livros de qualidade.

em termos de vida académica, 2009 foi um ano que ficou marcado pela minha mudança de curso. estive um ano num curso que não queria (Gestão de Recursos Humanos), desleixei-me imenso, andei super frustrada e confusa. até que um dia, acordei e decidi-me. e contra todas as hipóteses de ser um curso indicado nos dias de hoje - against all odds - segui o meu instinto, e mudei. mudei de curso para Psicologia. e não me arrependo. estou a adorar. e também me estou a marimbar para quando me dizem "vais para o desemprego". quem disse que eu quero ser psicóloga? quem disse que não estou a tirar o curso por puro gozo pessoal?

2009 também ficou marcado por eu ter entrado para a Tuna da minha faculdade, e saído 2 semanas depois. não gostei nada daquilo. diziam-me que se tinha sido Escoteira, ía gostar daquilo. nada a ver. mas é que, meus amigos, nada de nadinha a ver. não gostei e pronto. também entrei para o Grupo de Teatro . desse gostei. mas não tinha paciência e os ensaios eram muito tarde. acabei por sair.

ainda em termos académicos, não esquecer as pessoas fantásticas que conheci. poucas - muito poucas - merecem o estatuto de verdadeiro amigo. mas lá por isso não deixei de conhecer gente de todos os géneros e feitios. e com isso, aprende-se muito. fui praxada, fui enterrada, deixei de ser caloira, vesti o Traje. praxei. continuo a achar que as festas da minha faculdade são as melhores de Lisboa.

em 2009, comprei uma guitarra acústica. ainda está à espera que eu lhe toque. mas isso fica para 2010. LOL.

em 2009, fiz 19 anos. entrei numa espécie de crise de meia-idade, porque não quero entrar na casa dos 20 e está quase.

em 2009, finalmente, fiz o book fotográfico que há tanto tempo queria fazer. agenciei-me, fui a vários casting's, explorei um bocadinho melhor o mundo da moda, cheguei à conclusão que adorava ser plus-size. criei um blog sobre o tema. fiz figuração numa novela mas percebi que não gostava nada daquilo. há que errar para aprender. em 2009, tirei fotos realmente fantásticas. ganhei muito mais auto-estima. aprendi a aceitar-me. aprendi a gostar de mim. e isso, é um grande passo no desenvolvimento pessoal.

em 2009, finalmente, e depois de 2 anos a andar de cá para lá, entre a casa da minha avó e a casa do meu pai, mudei de casa. mudei para a minha "nova casa". aquela que eu tanto falei, que esteve um ano e meio em obras. esta foi, definitivamente, a maior mudança deste ano. porque foi uma mudança que eu estive 2 anos há espera. e falei tanto disso aqui no blog...

em 2009, tive o meu primeiro trabalho a sério. (sim, porque ser conselheira da Yves Rocher, fazer figuração em séries, e promover festas em discotecas não conta, e porque já desisti desta última que dava muito trabalho,lol). foi no Verão. numa empresa a sério. ganhei um salário a sério. o meu primeiro ordenado a sério. gastei-o todo no mês seguinte. mas soube-me pela vida. provar esse bocadinho de independência. tive um romance de trabalho. um affair muito sexual, lol. foi lindo.

em 2009, comecei a tirar a carta de condução. passei no exame de código à primeira e já só faltam umas poucas aulas de condução, mais exame, para ter a cartinha na mão. fica para 2010, ya? num ano não se faz tudo, ihih.


2009, foi o ano em que comecei a fumar. e foi o ano que fumei de tudo. comecei a fumar tabaco, ao início muito de vez em quando; com o tempo, a frequência foi aumentando; apesar de eu só fumar cerca de 5 cigarros por dia, insistem em dizer que eu estou viciada. a minha mãe descobriu. fumei o primeiro cigarro à frente da minha mãe na noite de natal. disse-me que dantes eu era perfeita para ela, e agora sou só quase perfeita, porque fumo. manias. mas não se ficou só pelo tabaco. quem não se lembra daquelas mocas bestiais em casa do André? (porque é que eu nunca escrevi um posting sobre isso? bleeh).


em 2009, o meu querido portátil foi à vida. andei uns meses a penar sem net, a ir a casa de outras pessoas para ir à net, até que finalmente tive o portátil novo :D (MAS SOFRI!!!!)

2009 foi o ano em que comecei a fazer baby-sitting. ainda não escrevi um posting sobre isso porque comecei este mês e a lista de posting's a serem publicados ainda é longa. fica para 2010.

enfim. 2009 foi um ano de mudanças. mudança de curso, mudança de casa, mudança de personalidade, mudança de forma de pensar. para mim, foram tudo mudanças para melhor. sinto-me uma pessoa melhor agora, sinto-me melhor comigo mesma. porque consegui cumprir TUDO - T U D O - a que me tinha proposto em 2009.

2009 foi d'arrasar. até no blog. foi um dos melhores anos para o blog. o ano em que o assunto de postings se diversificaram mais; o ano em que escrevi coisas que nunca tinha escrito (nunca tinha tido coragem); o ano em que deixei de ter medo de as escrever. foi o ano em que deixei de ter medo do que os outros pensariam de mim. quanto melhor ou pior fama tiver, melhor. antes má fama que passar despercebida.

em 2009, como em todos os outros anos, cresci. errei e aprendi. fartei-me de chorar, fartei-me de rir. experimentei coisas novas. algumas gostei, outras não. mas a vida é feita de experiências. né?


e 2010 vai ser melhor ainda. assim esperemos.

Para 2010, os planos são

  • começar a aprender a tocar guitarra
  • ir para aulas de tango argentino
  • começar a usar fio-dentário em complemento com a lavagem dos dentes
  • acabar de tirar a carta + arranjar carro
  • dar sangue
  • provar sushi
  • juntar dinheiro para investir na publicação do meu livro
(eu sei que sonho alto, deixem-me sonhar, ya? hei-de conseguir tudo isso, só é preciso haver dedicação e esforço suficiente para tudo, mas uma coisa de cada vez. porque quando se quer tudo ao mesmo tempo, não se tem nada)

xD



Este é o último posting de 2009, mas volto em 2010 com muitas e boas novidades. para acrescentar mais postings aos 500 e 70 e tal que já tenho neste blog. LOL.

Bom Ano para vocês.


Muaah @

"Louca, livre, assim sou eu"
"tens um espírito de aventureira , divertida, sem preconceitos,
não levas os pensamentos das outras pessoas em muita consideraçao" by Daniel Freire :)



29 de dezembro de 2009

' Parabéns :)


faz hoje um ano que este meu Marley chegou a nossa casa. não sei se é um ano de vida porque não sabemos quando nasceu, mas era bebé quando veio, por isso não deve estar muito longe...

PARABÉNS BEBÉ :)

(já escrevi sobre eles)


actualmente, tem o quádruplo do tamanho daí da foto e está muito menos querido e mais idiota e hiperactivo. mas no fundo, continua a ser um bebé. continua a ser fofinho. de vez em quando ainda lhe dá para roer coisas.

e eu que não tenho máquina fotográfica. é tão giro, tem cenas tão engraçadas, às vezes só me apetecia ter uma câmara à mão para captar momentos inéditos e dava-me a sensação que se os pusesse no Youtube íam ser bastante visitados. é isso, tenho que começar a gerir a carreira de celebridade dos meus cães. olhem, podiam ter-me oferecido uma máquina fotográfica pelo natal! ahah :P


Muaah @

e como eu sou, segundo a Inês, uma marrona-com-estilo (definição: és uma marrona mas não tens problemas nenhuns c isso; das estilo ao marrão percebes? :P; não és aquela gaja de óculos k esta na primeira fila a tirar apontamentos sobre os pontos finais k os stores metem nos slides, mas é qualquer coisa do tipo "eu? marrona? yah. e tiro boas notas. incha" - o que eu me RI com isto, LOL), já tenho os slides e os apontamentos e as fotocópias tudo organizadinho e já comecei a estudar. sou mesmo marrona...MAS COM ESTILO! ahah. é mais uma questão de saber que desperdicei o ano passado no 'curso errado', e não fiz a ponta de um corno. agora que recomecei do zero num curso novo, e num curso que gosto, quero tirar altas notas a tudo. quer dizer... às únicas 3 cadeiras que tenho. cof cof.
mas quem é que se lembra de pôr coisas como: polipéptidos, codões, replicação de codões, traços poligénicos, epistasia, e outros termos genéticos, à frente de uma pessoa que veio de humanidades?? estou a entrar em pânico. por mais que leia não percebo nadinha de nada. até ao google já recorri. continuo na mesma. nunca na vida tive biologia. só sei o que é o ADN e mesmo assim nem sei explicar o que é. lá se vai a minha ideia de ter brilhantes notas a tudo. a esta vou espalhar-me com uma pinta... -.-


28 de dezembro de 2009

' And All That Jazz XII / 3 dias em casa.

A última vez que vi a luz do sol sem ser pela janela, foi dia 24 de Dezembro. entretanto, os dias foram-se passando. 25, 26, 27. eu a ver os dias a passarem na agenda, no telemóvel, e sempre a pensar 'tenho que', mas no fim acabava por não fazer nada.

recusei convites, adiei compromissos, não me apetecia fazer nada nem ver ninguém. fiz um break.

até foi produtivo. estudei todos os dias, coisa que me dá ideia que não faria se saísse de casa. pois é meus amores. aqui a je anda tão aplicada, que ainda faltam quase 2 semanas para o primeiro exame e eu já acabei de estudar uma cadeira e comecei outra. so far, so good.

o que se via ao entrar no meu quarto, era, no entanto, desastroso: a tv ligada o dia inteiro na Sony ou Fox (porque adormeço com ela ligada a ver séries), o portátil no chão porque estive a jogar Super Mário, os livros por cima, uma quantidade infindável de loiça, pratos das torradas, copos de água, sumo, chás, pratos com comida, taças com restos de cereais com leite. isto porque adorooo comer na cama mas depois não tenho pachorra para levar a loiça para a cozinha. ainda havia caixas de ferrero rochers espalhadas, em cima da tv, em cima da cómoda. e papéis de embrulho de presentes que se lembraram de me dar -.- roupa em cima do sofá do closet, era aos montes. já acumulada há umas 2 semanas. sapatos, cada um para seu lado, debaixo da cama e em tudo quanto era sítio. tabaco e cinzeiro sempre ao lado, apesar da média diária continuar nos 4 cigarrinhos por dia. pouco.

mas detesto viver assim no meio da imundície, por isso, deu-me um vipe e resolvi limpar e arrumar tudinho.
e foi assim que acabou este período de 3 dias em puro estado vegetativo. amanhã estou de volta à vida.

Muaah @

sabe bem estar em casa 1 ou 2 dias, quando está este tempo lá fora. mas 3?


26 de dezembro de 2009

' Do Natal II



(HILARIANTE).



bem, é verdade que eu não ligo muito ao natal. como já disse milhares de vezes. fiquei sem saldo no telemóvel a responder as sms's porque esqueci-me que a 23 já não havia tarifário Extreme nem Moche, e recebi 53 mails de Feliz Natal (ainda bem que não se lembraram de me minar o Hi5 nem Facebook), e irritou-me solenemente ter de responder a tudo. às tantas desisti. fica já aqui um Obrigado a toda a gente.

25 foi um dia secante, não se fez absolutamente nada e mesmo que se quisesse fazer, era feriado de natal, estaria tudo fechado e os autocarros seriam escassos. por isso limitei-me a ficar pela cama, embrulhada nos lençóis... e nos livros. sim, que queixam-se que trabalham no natal e blá blá, mas aqui a je anda tão aplicadinha que esteve a estudar até às 20h40 de 24 (até a minha mãe me ter obrigado a sair da mesa de jantar) e praticamente o dia todo de 25.

mas a noite da consoada, não foi má de todo. vá, até que foi engraçada. não houve árvorezinha de natal nem ninguém ficou à espera da meia-noite para abrir presentinhos nem nada dessas, passo a expressão, tretas. (aliás, nem houve presentes, fora o meu, que nem contava com ele). foi um simples jantar com a minha mãe e espécie de namorado dela (tipo amigo colorido dela). eu e ele damo-nos muito bem, quando estamos os 3, "unimo-nos" para gozar com ela. "fogoo... dás sempre razão a ela", diz a minha mãe com um beicinho. rir, rir, rir. eles comeram bacalhau, eu comi bifes de frango com uma salada esquisita que tinha ervilhas, a minha mãe a dizer que era soja só para me enganar... eram claramente ervilhas. (rir, rir, rir). ela deu-me um perfume da Dior como presente, e disse para eu ver as instruções - coisa que não existe nos perfumes - e o que é que estava lá dentro da caixinha? duas notinhas de 50. uhuh. já tenho os estragos monetários para a passagem de ano garantidos. acho que nunca tinha tido uma nota de 50 na mão, quanto mais duas. presentes assim, sim :P depois, comi toda uma variedade enorme de chocolates, desde os tão deliciosos ferrero rochers a quase metade de um bolo brigadeiro, pela noite fora... que crime alimentar, oh meu deus. já se sabe como é, eu e o chocolate, o chocolate e eu... temos uma relação afectivo-emocional muito próxima. se participasse num concurso para ver quem comia mais chocolate num determinado período de tempo, eu ganhava e com fraca concorrência. mas para compensar, não gosto nem chego perto daqueles fritos de natal, tipo sonhos e filhoses e bleeh.. odeio.

adiante. fumei o primeiro cigarro à frente da minha mãe. e este natal vai ficar marcado por esse acontecimento inédito, nem que seja só mesmo por isso. "agora queres fumar um cigarrinho, não é?". (ela fumou 20 anos, sabe tão bem que nada sabe melhor que um cigarro a seguir ao jantar). "vá, quero ver-te a fumar". depois, teve a observar o meu comportamento de fumadora. estava mesmo a apetecer-lhe, mas tem noção de que se der uma passinha que seja, fica outra vez viciada. "fumas mesmo à teenager", "fogoo.. gostas mesmo disso. até já travas e tudo! e fumas até ao fim". fumar à frente da minha mãe, foi esquisito e stressante, porque só faltava ela pegar num bloquinho de notas e começar a tirar apontamentos sobre a minha forma de fumar, mas o namorado dela acompanhou-me. e é como a Lena diz: "se tens tomates para admitir que fumas, porquê esconder?". por isso, agora é assim. acabou-se o esconder maços, isqueiros, cinzeiros. o que, na realidade, tira metade da pica, aquela adrenalina do "estou a fumar com a minha mãe em casa". mas que se lixe, eu gosto de fumar mesmo xD tivemos a gozar, na palhaçada, a discutir marcas de tabaco, estilos de fumadores. para mim, as marcas de eleição são mesmo Chesterfield (porque é dos mais baratos) e Lucky Strike e, segundo a minha mãe, fumo à teenager. é bom saber que ainda sou adolescente. a minha mãe fumava Português Suave porque era eu que ia comprar, já desde os tempos em que existiam aquelas lojas de conveniência chamadas Extra (não sei se alguém se lembra dos famosos Extra). "cláudiaaa, vai comprar um Português à mãe". e lá ia a Claudinha, com 8 anos de idade, comprar tabaco. naquela altura não havia restrição de idade, ninguém me pedia o BI, e já todos os funcionários do "Extra" conheciam a minha mãe.

entretanto, e não sei como, estivemos a discutir a cor dos sofás da sala e fizemos um negócio: eu escolhia a cor do sofá que vamos comprar para a sala (sim, que ainda não temos sofá da sala porque estivemos em obras) se eu comesse uma fatia de queijo. EU ODEIO QUEIJO. e era daqueles que cheiram e sabem a chulé. mas como ela estava com ideias que a cor do sofá fosse azul, e eu detesto a cor azul, lá alinhei. estive 10 minutos para engolir aquilo. até me deu vómitos. mas ganhei uma batalha: não vou odiar a nossa sala sempre que lá entrar e vir um sofá com essa cor odiosa que é o AZUL.

depois, pronto, fizemos um serãozinho a fumar, a beber vinho e a rir de coisas do arco da velha. parecendo que não, eu e a minha mãe partilhámos momentos passados bem engraçados. e o meu pseudo-padrasto é uma personagem muito cómica, sempre a fazer piadinhas, daquelas secas mas que fazem rir. até foi giro, sim. foi uma risota. não foi um serão tradicionalmente natalício, mas gozámo-lo à nossa maneira, como só nós sabemos. é como a Elite diz: "fazemos o que podemos". Fizemos o que pudemos.

depois, nessa noite (24 para 25) estive a noite toda a ver Gossip Girl. tenho este péssimo hábito de ver televisão antes de dormir e de adormecer com ela ligada. mas nessa noite não me deu o sono, e a programação da Sony eram cerca de 14 horas seguidas de Gossip Girl. a primeira temporada inteira. confesso que nunca tinha visto um episódio do início ao fim. achava sempre "oh não, outra série para adolescentes!". lol. mas aquilo prendeu-me. estive até às 5h30 da manhã a ver, até que adormeci. quando acordei, ainda estava a dar... já na temporada 2. bolas, que raio de programação de Natal.


dia 25 à noite, qual não foi o meu espanto e alegria (e ainda dizem que não tenho um Karma bestial?) quando, por alguma força superior, vi o que estava a dar na TVI (e eu quase nunca ligo a TVI) e apanhei MESMO NOINÍCIO o filme... não um filme, mas O filme... O SEXO E A CIDADE. um dos meus filmes favoritos, séries favoritas, tudo favorito... ahhhh fiquei tão contente. já tinha visto no cinema, mas nunca é demais repetir.






(esta cena em que a Charlotte caga nas cuecas, é a melhor... minuto 00:51, HILARIANTE)

fiquei tão extasiada. gostei tanto. adoro TANTO Sex and the City. (identifico-me imenso com a Carrie, há coisas nela que eu me vejo a mim mesma, versão loira, excepto que não me quero casar). já ouvi uns rumores que ou vão começar uma nova série de temporadas, ou vão fazer um novo filme. HOW GREAT WAS THAT? como elas dizem "FABULOUS". (é por isto que eu não gosto de finais felizes: depois, acaba tudo! já vi o filme e todas as séries de todas as temporadas... já vi e já repeti).

hoje, estive a ler os meus arquivos e os postings que fiz sobre o natal nos anos passados. em 2007, pelos vistos, gostava do natal (já nem me lembrava). nesse ano, fiz 3 postings sobre o natal (meu deus, matem-me), mas um foi especial porque o namorado que eu tinha na altura me chamava de Popota. que deprimente. foi há 2 anos, dêem-me o desconto, ya? em 2008, já comecei a pensar como penso agora. este ano, natal para mim foi uma noite igual às outras, excepto que estive a fazer serão com eles, fumei à frente da minha mãe, e foi mais engraçado que nas outras noites.



e apesar da minha noite de natal até nem ter sido má de todo - e agora é aquele momento em que ficam todos a pensar que eu sou mesmo má pessoa, nada natalícia e contra a felicidade no mundo - estou contente por já ser dia 26 de dezembro e toda esta fantuchada do natal já ter passado. pelo menos, o principal.

Sex and the City rules @

Muaah @



e é o famoso Daniel Freire que tem comentado como anónimo, pela praxe que eu lhe dei. ahah. denunciei-te.